segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Santa Teresa d'Ávilla, Doutora da Igreja, 15 de Outubro - Dia dos Mestres



Nasceu no dia 28 de março de 1515 e foi batizada Tereza de Cepeda Y Ahumada ,em Avila, Castilha, Espanha. Filha de Alonso Sanchez de Cepeda e Beatrice Davila y Ahumada, Tereza foi educada pelas irmãs Agostinianas até 1532, quando  voltou para casa por causa de sua saúde. Quatro anos mais tarde, entrou para o Convento das Carmelitas Descalças, em Ávila, um estabelecimento que era negligente com relação à pobreza e à clausura. Ela retornou novamente para casa em 1536 por dois anos devido a sua saúde. De 1555 a 1556, Tereza teve visões e ouviu vozes. No ano seguinte, São Pedro de Alcântara passou a ser o seu diretor espiritual, ajudando-a sobremaneira em seu apostolado religioso.
Desejosa de ser uma freira que obedecesse rigidamente as regra das Carmelitas, Tereza fundou em 1567 o convento de São José em Ávila onde ela foi seguida por outras irmãs que desejavam uma vida mais rígida. Em 1568 ela recebeu permissão do Pior Geral da Ordem das Carmelitas para continuar no seu trabalho e ela fundou 16 outros conventos, recebendo o apelido e "a freira ambulante", devido as suas freqüentes viagens. Tereza se encontrou com São João da Cruz outro Carmelita buscando a reforma, em Medino del Campo, local do seu segundo convento. Ela fundou ainda um monastério para homens em Duruelo em 1568, mas passou a responsabilidade de dirigir e reformar ou fundar outros novos monastérios para São João da Cruz.
A oposição que se desenvolveu entre as Carmelitas (calçadas) e membros da Ordem original e o Consilho de Piacenza em 1575 restringiu muito as suas atividades. A rixa continuou até que o Papa Gregório XIII (1572-1585), a pedido do Rei Felipe II, da Espanha, reconheceu as Reformadas Carmelitas Descalças como uma província separada da Ordem das Carmelitas originais. Nesta altura, a maturidade espiritual de Santa Tereza era evidente, e seu livros e cartas foram sendo conhecidos, tornando-se clássicos da literatura espiritual. Logo incluíram sua autobiografia chamada "O caminho da Perfeição" e o seu livro "Castelo Interior" como clássicos da teologia espiritual.
Santa Tereza foi reverenciada como uma grande mística, tendo notável senso de humor e bom senso, combinando uma deslumbrante atividade, com uma mística contemplação. Ela morreu no dia 4 de outubro de 1582 (14 de outubro pelo calendário Gregoriano, que entrou em efeito no dia seguinte à sua morte, e avançou o calendário em 10 dias). Foi canonizada em 1622 pelo Papa Gregório XV e declarada Doutora da Igreja em 1970 pelo Papa Paulo VI.
Santa Teresa D'Ávila foi agraciada com diversas visões relacionadas à Eucaristia; a primeira visão abaixo descrita lhe foi concedida logo após uma outra, na qual lhe havia sido revelada a glória de Jesus junto a Deus Pai. A essa visão da glória de Jesus a Santa aqui se refere ao dizer que "recordava aquela altíssima Majestade que vira".
“Quando eu me chegava à comunhão e recordava aquela altíssima Majestade que vira e pensava que era Ele que estava no Santíssimo Sacramento (tanto mais que muitas vezes quer o Senhor que eu O veja na hóstia), os cabelos se me eriçavam na cabeça e parecia que toda me aniquilava. Oh! Senhor meu! Mas se não encobrísseis vossa grandeza, quem ousara chegar tantas vezes a reunir coisa tão suja e miserável com tão grande Majestade? Bendito sejais, Senhor. Louvado sejais pelos anjos e por todas as criaturas, porque assim medis as coisas por nossa fraqueza para que, gozando de tão soberanas mercês, Vosso grande poder não nos assuste e, gente fraca e miserável que somos, não as ousemos gozar.
Poderia nos acontecer o que, segundo sei ao certo, sucedeu a um lavrador. Encontrou um tesouro, que valia muito mais do que cabia no seu ânimo mesquinho; e vendo-se com aquela riqueza, deu-lhe uma tristeza tão grande que pouco a pouco veio a morrer de pura aflição, por não saber o que faria com o seu achado. Se não o encontrasse todo de uma vez, mas pouco a pouco lho fossem dando e sustentando com ele, viveria mais contente do que sendo pobre, e não lhe custaria a vida.
Oh! Riqueza dos pobres, quão admiravelmente sabeis sustentar as almas e, sem que vejam tão grandes riquezas, pouco a pouco as ides mostrando! Quando eu vejo uma majestade tão grande dissimulada em coisa tão pouca como é a Hóstia, fico a admirar sabedoria tão imensa e não sei como me dá o Senhor ânimo e esforço bastante para chegar-me a Si; e se Ele, que me fez e ainda faz mercês tão grandes, ânimo não me desse, nem me seria possível dissimular, nem deixar de dizer aos brados tão grandes maravilhas. Pois que sentirá uma miserável como eu, carregada de abominações e que com tão pouco temor de Deus gastou a sua vida, ao se acercar deste Senhor de tão grande majestade, quando Ele quer que minha alma o veja? Uma boca que tantas palavras falou contra aquele mesmo Senhor, como se poderá juntar àquele corpo gloriosíssimo, cheio de pureza e piedade? E mais dói e aflige a alma, por não O haver servido, o amor que mostra aquele rosto de tanta formosura, com tão grande ternura e afabilidade — do que imprime temor a majestade que n’Ele se vê. Mas que poderia eu sentir nas duas vezes em que vi isso? Que direi?
Uma vez, chegando-me à comunhão, vi com os olhos da alma dois demônios, mais claramente que com os olhos do corpo; tinham abominável figura. Parece-me que os seus cornos rodeavam a garganta do pobre sacerdote. E vi o meu Senhor, com a majestade em que já falei, na Partícula que eu ia receber, posto naquelas mãos que claramente mostravam ser criminosas e entendi que estava aquela alma em pecado mortal. Que seria, Senhor meu, ver Vossa formosura entre figuras tão abomináveis! Estavam eles como amedrontados e espantados diante de Vós. E de bom grado parece que fugiriam se Vós os deixásseis ir. Deu-me enorme perturbação e não sei como pude comungar; fiquei com grande temor, parecendo-me que, se fora visão de Deus, não permitira Sua Majestade visse eu o mal que estava naquela alma. Disse-me o próprio Senhor que rogasse por ele e que me permitira aquela vista a fim de que eu entendesse a força que têm as palavras da consagração e como não deixa Deus de estar ali, por mau que seja o sacerdote que as diz; e para que eu visse a sua grande bondade pondo-se nas mãos do seu inimigo — tudo para meu bem e bem de todos. Entendi quão mais obrigados que os outros estão os sacerdotes a ser bons, que coisa terrível é tomarem indignamente este Santíssimo Sacramento, e quão senhor é o demônio da alma que está em pecado mortal. Sobejo proveito me fez esta visão e sobejo conhecimento me deu do que devia a Deus. Bendito seja para todo o sempre.”

Fontes:

São Calisto I, Papa, Mártir (+222), 14 de Outubro



Segundo a tradição, o papa São Calisto havia sido um escravo que conseguiu a sua libertação. O papa Zeferino conferiu-lhe o diaconato, encarregando-o da administração do Cemitério da Via Ápia (Catacumba de São Calisto). 
Eleito sucessor de Zeferino o que lhe granjeou a inveja e animosidade de Hipólito que o não quis reconhecer como Papa, devido à sua condição de escravo e, especialmente, à sua condescendência para com os pecadores. Calisto governou a Igreja de Deus de 217 a 222. 
Lutou intensamente contra as heresias e as idéias rigorosas de que certos pecados não podiam ser perdoados. São Calisto, entretanto, defendeu o princípio de que todo pecado pode ser perdoado pela Igreja, cumpridas as devidas condições. Segundo consta, São Calisto foi assassinado durante um motim em que se defrontavam pagãos e cristãos. 
Concedei-nos, pela intercessão de são Calisto, papa e mártir, a graça de sermos sempre muito firmes na defesa da verdade cristã. Concedei-nos, por sua intercessão, a graça que ardentemente vos pedimos. Por Cristo, Senhor nosso, amém. 
São Calisto, Papa e mártir, rogai por nós. 

Fontes:

sábado, 11 de outubro de 2008

Última Aparição de Nossa Senhora de Fátima aos Pastorinhos, 13 de Outubro



A imagem de Nossa Senhora na Capelinha das Aparições em Fátima.

Nossa Senhora de Fátima ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima é a designação pela qual é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem à "Nossa Senhora do Rosário de Fátima", pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do rosário.
 Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao conselho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Conselho no dia 13 de Agosto.
A 13 de Outubro, estavam presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário", e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenômeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição.
O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenômeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa dorotéia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas, sobretudo, na adoração eucarística.
 No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, Ceará a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo[1]. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz.

1. CE: inaugurada maior estátua de Fátima do mundo

Fontes:

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, 12 de Outubro - Dia das Crianças



Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem.
Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de "basílica velha". A monumental basílica atual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980. Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias.
Foi em 28 de outubro de 1894, como padres capelães e missionários de Nossa Senhora Aparecida, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo. Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário. Atualmente, são milhões os romeiros que se dirigem à cidade de Aparecida do Norte, a fim de agradecer e pedir graças.
Os triunfos da "Senhora Aparecida" começaram com as romarias paroquiais e diocesanas. A primeira realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu bispo. Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos. No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 bispos e de uma grande multidão de peregrinos do Rio, São Paulo e das cidades do Vale do Paraíba, o bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel. No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.
Foi em 31 de Maio de 1931 que a imagem aparecida foi levada ao Rio de Janeiro para que, diante dela, Nossa Senhora recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora foi aclamada então por todos "RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL". A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura de vias rápidas de condução e uma equipe especializada de sacerdotes e irmãos coadjutores puseram a Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.

Oração:
Ó Incomparável Senhora da Conceição Aparecida, Mãe de Deus, Rainha dos Anjos, Advogada dos Pecadores, Refúgio e Consolação dos Aflitos, livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos e a vosso Santíssimo Filho, meu Redentor e Querido Jesus Cristo. Virgem bendita dê proteção a mim e a minha família das doenças, da fome, assalto, raios e outros perigos que possam nos atingir. Soberana Senhora dirige-nos em todos os negócios Espirituais e Temporais. Livrai-nos das tentações do demônio para que trilhando o caminho da virtude, pelos merecimentos de vossa puríssima Virgindade e o preciosíssimo sangue de vosso Filho, vos possamos ver, amar, e gozar da eterna glória, por todos os séculos. Amém! 

Fontes:
http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/files/2007/10/aparecida.jpg
http://blog.cancaonova.com/fatimahoje/2007/10/11/oracao-nossa-senhora-aparecida/

Beato João XXIII, Papa (+1964), 11 de Outubro



Nasceu no dia 25 de Novembro de 1881 em Sotto il Monte, diocese e província de Bérgamo (Itália), e nesse mesmo dia foi batizado com o nome de Angelo Giuseppe; foi o quarto de treze irmãos, nascidos numa família de camponeses e de tipo patriarcal. Ao seu tio Xavier, ele mesmo atribuirá a sua primeira e fundamental formação religiosa. O clima religioso da família e a fervorosa vida paroquial foram a primeira escola de vida cristã, que marcou a sua fisionomia espiritual.
Ingressou no Seminário de Bérgamo, onde estudou até ao segundo ano de teologia. Ali começou a redigir os seus escritos espirituais, que depois foram recolhidos no "Diário da alma". No dia 1 de Março de 1896, o seu diretor espiritual admitiu-o na ordem franciscana secular, cuja regra professou a 23 de Maio de 1897.
De 1901 a 1905 foi aluno do Pontifício Seminário Romano, graças a uma bolsa de estudos da diocese de Bérgamo. Neste tempo prestou, além disso, um ano de serviço militar. Recebeu a Ordenação sacerdotal a 10 de Agosto de 1904, em Roma, e no ano seguinte foi nomeado secretário do novo Bispo de Bérgamo, D. Giacomo Maria R. Tedeschi, acompanhando-o nas várias visitas pastorais e colaborando em múltiplas iniciativas apostólicas: sínodo, redação do boletim diocesano, peregrinações, obras sociais. Às vezes era também professor de história eclesiástica, patrologia e apologética. Foi também Assistente da Ação Católica Feminina, colaborador no diário católico de Bérgamo e pregador muito solicitado, pela sua eloqüência elegante, profunda e eficaz.
Naqueles anos aprofundou-se no estudo de três grandes pastores: São Carlos Borromeu (de quem publicou as Atas das visitas realizadas na diocese de Bérgamo em 1575), São Francisco de Sales e o então Beato Gregório Barbarigo. Após a morte de D. Giacomo Tedeschi, em 1914, o Pade Roncalli prosseguiu o seu ministério sacerdotal dedicado ao magistério no Seminário e ao apostolado, sobretudo entre os membros das associações católicas.
Em 1915, quando a Itália entrou em guerra, foi chamado como sargento sanitário e nomeado capelão militar dos soldados feridos que regressavam da linha de combate. No fim da guerra abriu a "Casa do estudante" e trabalhou na pastoral dos jovens estudantes. Em 1919 foi nomeado diretor espiritual do Seminário.
Em 1921 teve início a segunda parte da sua vida, dedicada ao serviço da Santa Igreja. Tendo sido chamado a Roma por Bento XV como presidente nacional do Conselho das Obras Pontifícias para a Propagação da Fé, percorreu muitas dioceses da Itália organizando círculos missionários.
Em 1925, Pio XI nomeou-o Visitador Apostólico para a Bulgária e elevou-o à dignidade episcopal da Sede titular de Areópolis.
Tendo recebido a Ordenação episcopal a 19 de Março de 1925, em Roma, iniciou o seu ministério na Bulgária, onde permaneceu até 1935. Visitou as comunidades católicas e cultivou relações respeitosas com as demais comunidades cristãs. Atuou com grande solicitude e caridade, aliviando os sofrimentos causados pelo terremoto de 1928. Suportou em silêncio as incompreensões e dificuldades de um ministério marcado pela tática pastoral de pequenos passos. Consolidou a sua confiança em Jesus crucificado e a sua entrega a Ele.
Em 1935 foi nomeado Delegado Apostólico na Turquia e Grécia: era um vasto campo de trabalho. A Igreja tinha uma presença ativa em muitos âmbitos da jovem república, que se estava a renovar e a organizar. Mons. Roncalli trabalhou com intensidade ao serviço dos católicos e destacou-se pela sua maneira de dialogar e pelo trato respeitoso com os ortodoxos e os muçulmanos. Quando irrompeu a segunda guerra mundial ele encontrava-se na Grécia, que ficou devastada pelos combates. Procurou dar notícias sobre os prisioneiros de guerra e salvou muitos judeus com a "permissão de trânsito" fornecida pela Delegação Apostólica. Em 1944 Pio XII nomeou-o Núncio Apostólico em Paris.
Durante os últimos meses do conflito mundial, e uma vez restabelecida a paz, ajudou os prisioneiros de guerra e trabalhou pela normalização da vida eclesial na França. Visitou os grandes santuários franceses e participou nas festas populares e nas manifestações religiosas mais significativas. Foi um observador atento, prudente e repleto de confiança nas novas iniciativas pastorais do episcopado e do clero na França. Distinguiu-se sempre pela busca da simplicidade evangélica, inclusive nos assuntos diplomáticos mais complexos. Procurou agir sempre como sacerdote em todas as situações, animado por uma piedade sincera, que se transformava todos os dias em prolongado tempo a orar e a meditar.
Em 1953 foi criado Cardeal e enviado a Veneza como Patriarca, realizando ali um pastoreio sábio e empreendedor e dedicando-se totalmente ao cuidado das almas, seguindo o exemplo dos seus santos predecessores: São Lourenço Giustiniani, primeiro Patriarca de Veneza, e São Pio X.
Depois da morte de Pio XII, foi eleito Sumo Pontífice a 28 de Outubro de 1958 e assumiu o nome de João XXIII. O seu pontificado, que durou menos de cinco anos, apresentou-o ao mundo como uma autêntica imagem de bom Pastor. Manso e atento, empreendedor e corajoso, simples e cordial, praticou cristãmente as obras de misericórdia corporais e espirituais, visitando os encarcerados e os doentes, recebendo homens de todas as nações e crenças e cultivando um extraordinário sentimento de paternidade para com todos. O seu magistério foi muito apreciado, sobretudo com as Encíclicas "Pacem in terris" e "Mater et magistra".
Convocou o Sínodo romano, instituiu uma Comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Visitou muitas paróquias da Diocese de Roma, sobretudo as dos bairros mais novos. O povo viu nele um reflexo da bondade de Deus e chamou-o "o Papa da bondade". Sustentava-o um profundo espírito de oração, e a sua pessoa, iniciadora duma grande renovação na Igreja, irradiava a paz própria de quem confia sempre no Senhor. Faleceu na tarde do dia 3 de Junho de 1963. O Papa João Paulo II beatificou-o a 3 de Setembro de 2000.

Fontes:
http://fernando.blogueisso.com/wp-content/uploads/2007/11/joao-xxiii.jpg

São Daniel Comboni, Presbítero, Fundador (+1881), 10 de Outubro




Daniel Comboni nasce em Limone sul Garda (Itália) a 15 de Março de 1831. Abre-se ao ideal missionário no Instituto do P. Mazza, em Verona. Em 1849 consagra a sua vida à África. Ordenado sacerdote em 1854, parte três anos depois para o continente africano.
Confiante em que os africanos se tornariam obreiros da própria evangelização, dá vida a um projeto que tem como finalidade Salvar a África com a África (Plano de 1864).
Fiel ao lema "África ou morte", apesar das dificuldades prossegue no seu desígnio. Funda, em 1867, o Instituto dos Missionários Combonianos e, em 1872, o das Missionárias Combonianas.
Voz profética, anuncia à Igreja inteira, particularmente na Europa, que chegou a hora da salvação dos povos da África. Por isso, e apesar de ser um simples sacerdote, apresenta-se no Concílio Vaticano I para pedir aos bispos que cada Igreja local se comprometa na conversão da África (Petição, 1870). 
Em 1877 é consagrado bispo da África central. Consome todas as suas energias pelos africanos e bate-se pela abolição da escravatura. Destroçado pelas canseiras, febres e pelos sofrimentos, morre em Cartum, Sudão, na noite de 10 de Outubro de 1881.
Frutos do carisma comboniano são também as Missionárias Seculares Combonianas (1969) e os Leigos Missionários Combonianos (1993).
Em l7 de Março de 1996, na Basílica de São Pedro, em Roma, João Paulo II proclama-o Beato. Foi canonizado a 5 de Outubro de 2003.

Missionários Combonianos

Fontes:
http://br.geocities.com/padrelaureano4/Daniel_Comboni.html

Nossa Senhora do Monte, 9 de Outubro




Nossa Senhora do Monte é padroeira principal da cidade do Funchal e padroeira secundária da diocese. Dos primórdios desta devoção fala-nos o Elucidário Madeirense no texto que a seguir se transcreve:
A origem desta paróquia vem da fazenda povoada que ali tinha Adão Gonçalves Ferreira, o primeiro homem que nasceu nesta ilha e que era filho de Gonçalo Aires Ferreira (V. pag. 21), o mais distinto companheiro de Zargo na descoberta do arquipélago. Como geralmente acontecia, era uma pequena capela o centro em torno do qual se agrupavam os primeiros povoadores, tendo Adão Ferreira levantado ali pelos anos de 1470 uma modesta ermida, que parece ter tido o nome primitivo de Nossa Senhora da Encarnação, passando depois a chamar-se Nossa Senhora do Monte, devido certamente às condições orográficas do local, que bem justificavam a nova e apropriada denominação. Outros afirmam que a milagrosa aparição da imagem da Santíssima Virgem, que logo começaram a chamar Nossa Senhora do Monte, é que deu origem a que a capela tomasse este nome, que se transmitiu ao sítio e mais tarde a toda a paróquia. 
A lenda dessa aparição miraculosa vem narrada, nos seguintes termos, no verso das gravuras que representam a pequenina e veneranda imagem: «Há mais de 300 anos, no Terreiro da Luta, cerca de 1 quilômetro acima da igreja de N.ª S.ª do Monte, uma Menina, de tarde, brincou com certa pastorinha, e deu-lhe merenda. Esta cheia de júbilo, refere o fato à sua família, que lhe não deu crédito, por lhe parecer impossível que naquela mata erma e tão arredada da povoação aparecesse uma Menina. Na tarde seguinte, reiterou-se o fato e a pastorinha o recontou. No dia imediato, à hora indicada pela pastorinha, o pai desta, ocultamente, foi observar a cena, e viu sobre uma pedra uma pequena Imagem de Maria Santíssima, e à frente desta a inocente pastorinha, que a seu pai inopinadamente aparecido, afirmava ser aquela Imagem a Menina de quem lhe falava. O pastor, admirado, não ousou tocar a imagem, e participou o fato à autoridade que mandou colocá-la na capela da Encarnação, próxima da atual igreja de «N.ª S.ª do Monte», nome que desde então foi dado àquela veneranda Imagem.» Esta narrativa não difere essencialmente duma descrição manuscrita, que possuímos, do meado do século XVIII, a qual por sua vez se baseava numa ininterrupta tradição oral. Nessa descrição se encontra o seguinte interessante pormenor: «No dia seguinte amanheceu a S.ª fora da Hermida, na fonte a ella vezinha sobre hu’a pedra na qual sevem ainda hoje alguns caracteres antigos que mal se percebem...» «Esta pedra preciosíssima», diz o padre Joaquim Plácido Pereira, «ficou soterrada no fundo do Ribeiro de Nossa Senhora, quando a Câmara Municipal do Funchal mandou ampliar o Largo da Fonte, em 1896.»

Fontes:
http://www.pbase.com/kaj_e/image/36780379

Santa Taís, Penitente (+Século IV), 8 de Outubro


Santa Taís foi uma prostituta egípcia. Viveu, provavelmente, no Século IV. Foi convertida por um monge chamado Pafúncio. Conta-se que o monge pediu-lhe que o recebesse num lugar reservado. Ela lhe respondeu que não devia temer os homens, mas somente Deus presente em toda parte.
Desse encontro, Santa Taís saiu transformada e se converteu, mudando radicalmente de vida. Despojou-se de suas riquezas e levou vida penitente. Passou o resto de seus dias repetindo a seguinte oração: "Vós que me criastes, tende compaixão de mim."

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_outubro.html
http://www.chapitre.com/misc/image_big.aspx?reference=5616522&source=PAINT

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Nossa Senhora do Rosário, 7 de Outubro



Nossa Senhora do Rosário (ou Nossa Senhora do Santo Rosário ou Nossa Senhora do Santíssimo Rosário) é o título recebido pela aparição mariana a São Domingos de Gusmão em 1208 na igreja de Prouille, em que Maria dá o rosário a ele.
Em agradecimento pela vitória da Batalha de MuretSimon de Montfort construiu o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Vitória. Em 1572 Papa Pio V instituiu "Nossa Senhora da Vitória" como uma festa litúrgica para comemorar a vitória da Batalha de Lepanto. A vitória foi atribuída a Nossa Senhora por ter sido feita uma procissão do rosário naquele dia na Praça de São Pedro, em Roma, para o sucesso da missão da Liga Santa contra os turcos otomanos no oeste da Europa. Em 1573Papa Gregório XIII mudou o título da comemoração para "Festa do Santo Rosário" e esta festa foi estendida pelo Papa Clemente XII à Igreja Universal. Após as reformas do Concílio Vaticano Segundo a festa foi renomeada para Nossa Senhora do Rosário. A festa tem a classificação litúrgica de memória universal e é comemorada dia 7 de outubro, aniversário da batalha.
María del Rosário é um nome feminino comum em espanhol, além de Rosario poder ser usado como nome masculino também, principalmente em italiano.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Nossa_Senhora_do_Rosário

Beato Diogo Luís de San Vítores, Apóstolo das Ilhas Marianas, 6 de Outubro


Nasceu em Burgos (Espanha) no ano de 1627, filho de nobres de grande fortuna. Muito cedo manifestou seu desejo de entrar para a Companhia de Jesus, idéia que encontrou forte oposição em sua família. Durante a Festa da Anunciação teve uma visão da Virgem que confirmou seus desejos e, em 1640, ingressou no Noviciado da Companhia.
Exemplo de devoção e dedicação, foi ordenado sacerdote em 1651. Inflamado de ardor missionário, teve que aguardar até 1660 para que seu desejo se realizasse. Enviado para a missão nas Filipinas, lá exerceu o ofício de Mestre de Noviços, Prefeito de Estudos e Professor de Teologia, dedicando-se também, com grande zelo, à conversão dos indígenas.
Lutou pela criação da missão nas ilhas Marianas, que conheceu em suas viagens. Inaugurou a missão em 1668 onde, após converter milhares de almas à fé, morreu atravessado por uma lança e teve a cabeça partida por uma catana, em 1672. Foi beatificado por João Paulo II em 1985.
...não julgue V.M. que esta resolução (de entrar na Companhia) é tomada por persuasão de algum homem, pois é certo que não a tive de ninguém, nem atribua ao fato de eu ter pouca idade, porque este pensamento tem estado tão arraigado a mim, que não me recordo quando teve princípio.

Fontes: