terça-feira, 18 de novembro de 2008

São Roque González de Santa Cruz e Companheiros, Mártires, 19 de Novembro


São Roque e seus companheiros foram alguns dos primeiros mártires sul-americanos. Foram assassinados pelos índios em 1628 e canonizados pelo Papa João Paulo II.
Roque González nasceu em Assunção, Paraguai, em 1576. Seus pais eram espanhóis. Quando jovem era tão bom e devoto que todos estavam convencidos de que, um dia, ele seria sacerdote. E, de fato, aos 23 anos, Roque recebeu a Ordenação Sacerdotal.
Desde o seu primeiro ano de sacerdócio, preocupou-se muito com os indígenas, e visitava continuamente os povoados mais distantes para evangelizar e ajudar os índios. Aos 33 anos, o Padre Roque entrou para a Companhia de Jesus, para poder trabalhar mais como missionário.
Os Padres Jesuítas haviam fundado, no Paraguai, algumas colônias indígenas, que se tornaram famosas em todo o mundo. Chamaram-nas “Reduções”, e se diferenciavam dos demais grupos dos outros países, pois ali os índios não eram considerados como gente de “segunda classe”, mas sim os mais importantes. Os Padres Jesuítas os consideravam como verdadeiros filhos de Deus, como tais os tratavam, com enorme respeito e grande carinho.
Um autor francês chegou a exclamar: “Nestas ‘Reduções’, os índios chegaram ao mais alto grau de civilização que um povo jovem pode alcançar”.
Nessas missões, respeitava-se muito a Lei de Deus, e as leis civis eram obedecidas; cada um tratava os demais como se fossem irmãos. Os índios aprendiam a trabalhar a terra com técnica, e faziam trabalhos manuais e industriais. Tudo era calcado num cooperativismo bem organizado, onde reinava a fartura.
Padre Roque trabalhou durante 20 anos nessas “Reduções”, enfrentando com paciência e confiança toda sorte de dificuldades e perigos. Algumas vezes o perigo vinha de tribos totalmente selvagens que atacavam; outras vezes, ele vinha dos colonos europeus que queriam escravizar os índios, mas os Jesuítas não o permitiam. Ele foi o primeiro europeu a penetrar em certas regiões de selva do Paraguai. Dirigiu cerca de seis “Reduções” de indígenas. O governador espanhol deixou escrito: “Ao Padre Roque, custou-lhe a sua vida de missionário ter suportado fome, frio, rios atravessados a nado, contínuas doenças transmitidas por insetos e mil outros incômodos que ele soube suportar com verdadeiro heroísmo sacerdotal.” Ele chegou a exercer uma enorme influência sobre os índios, que o veneravam como um verdadeiro santo.
Aconteceu que um curandeiro, o pajé dos indígenas, se deu conta de que a influência dos Padres Jesuítas o estava afastando de sua clientela, e que os indígenas já não acreditavam tanto nas suas mentiras e enganações, e dispôs-se a vingar-se dos Padres. Foi assim que o pajé reuniu um grupo de índios dentre os mais selvagens e, com eles, atacou a missão católica.
Quando os agressores chegaram, o Padre Roque González estava fazendo subir um sino à torre da capela. Assassinaram-no ali mesmo a golpes de marreta. Ao ouvir o tumulto, o Padre Alfonso Rodríguez saiu de sua cabana, e os índios também o assassinaram a marretadas, imediatamente. Em seguida, os indígenas puseram fogo na capela e, quando ela estava envolta em chamas, puseram ali os dois cadáveres. Era o dia 15 de novembro de 1628. Alguns dias depois, os mesmos índios assaltaram a missão próxima dali, assassinando outro companheiro do Padre Roque, o Padre Juan de Castillo. Assim foram três os mártires que derramaram seu sangue, depois de doarem suas vidas em favor dos nativos.
O chefe indígena Guarecupí deixou escrito: “Todos os índios amavam o Padre Roque”.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com 

Fonte:
http://santoraldeldia.blogspot.com/2007/11/san-roque-gonzlez-de-santa-cruz-y-sus.html
http://www.music.ucsb.edu/projects/musicandpolitics/archive/2007-2/wilde.html

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Dedicação das Basílicas de São Pedro e de São Paulo, 18 de Novembro



As basílicas mais veneradas pelos católicos se encontram em Roma: são as basílicas de são Pedro e são Paulo, cuja consagração se celebra hoje, vendo-se nelas um sinal e uma antecipação do santuário celestial, em direção ao qual caminhamos.
São Pedro e são Paulo foram martirizados em Roma no ano 67. O príncipe dos apóstolos foi crucificado e os cristãos lhe deram sepultura em um cemitério da colina Vaticana, quanto a Paulo, por ser cidadão romano, foi decapitado e enterrado na via Ostiense. 
O culto a esses dois mártires começou no Século III. Sobre seus túmulos celebrava-se a Eucaristia.
No século IV, com a paz de Constantino, cessaram as perseguições contra o cristianismo; foram então erigidas basílicas em honra aos mártires, justamente sobre o lugar onde haviam sido sepultados.

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_novembro.html
http://1.bp.blogspot.com/_OHXkT5-29Y0/SH3ZnKolpVI/AAAAAAAAAKM/LclrfF1nZzQ/s1600-h/S%C3%A3o+Pedro+Bas%C3%ADlica.jpg
http://www.fr.josemariaescriva.info/foto/thumb/lug20fr.jpg

Santa Isabel da Hungria, 17 de novembro



Santa Isabel da Hungria nasceu no ano de 1207. Era filha do rei húngaro, André II. Havia sido prometida em casamento ao príncipe Luís, filho de Herman, duque hereditário da Turíngia. Conta-se que, aos 4 anos, foi levada num berço de prata para o castelo de Marburgo, onde a esperava o noivo de 11 anos. Casaram-se nove anos depois e tiveram três filhos. Isabel estava com quinze anos quando nasceu a primeira criança. Aos 20 anos, ficou viúva. 
Foi cruelmente perseguida pela sogra, ciumenta do amor que seu esposo lhe devotava, e pela corte, que não tolerava seu desapego e sua simplicidade evangélica. Às acusações, ela respondia: “Como poderia usar uma coroa tão preciosa diante de um rei coroado de espinhos?”
As perseguições aumentaram após a morte de seu esposo na Cruzada. Criticavam-na por se ter privado de tudo para construir um hospital em Marburgo, em honra de São Francisco. Não a toleravam por sua generosidade para com os pobres e para com os necessitados. Arrebataram-lhe os filhos e a expulsaram do castelo de Wartemburg. Ingressou então na Ordem Terceira de São Francisco, dedicando-se de corpo e alma aos cuidados dos enfermos no hospital que ela própria havia construído. 
Morreu em Marburgo, no ano de 1271.

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_novembro.html
http://www.fatima.be/fr/sanctus/prieres/images/charite.jpg

Santa Gertrudes, 16 de novembro



A vida de Gertrudes (1256-1302) não pôde ser exteriormente mais simples. Aos 5 anos, foi confiada ao mosteiro de Helfta (na Saxônia), sem que conheçamos nada sobre sua família. No mosteiro permaneceu até sua morte, dedicando sua vida à oração, ao estudo e a copiar manuscritos.
“Toda a beleza nascia do interior”, como diz da esposa o Cântico dos Cânticos. Em 27 de janeiro de 1281 – tinha então 25 anos – teve a primeira visão, que a introduzia na vida mística. Esta iniciação foi um encontro pessoal com Cristo, e as “revelações” que se seguiram não foram mais do que desenvolver a graça dessa “conversão”. Sua espiritualidade é, pois, todas cristocêntrica. Nisto se distingue claramente da escola mística renana, mais abstrata e tendente ao panteísmo.
A união com Cristo vivo constitui a essência de suas aspirações e de suas experiências místicas. Este amor tão próximo à humanidade de Cristo levou-a a descobrir a devoção ao Sagrado Coração, constituindo-se numa das iniciadoras de seu culto. Mas para ela o coração significa “toda a pessoa do Verbo feio carne, que o desejo de união leva a atingir no seu coração, onde se encerra toda a virtude da divindade; o último e completo gesto de amor de Jesus é ter querido que o golpe da lança abrisse a entrada de nosso amor até ele”.
Fato quase único na história da espiritualidade é que no mesmo mosteiro e rigorosamente contemporânea de Gertrudes vivesse outra das grandes místicas alemãs: Santa Matilde (1241-1298). Unidas por profunda amizade e em contínuo intercâmbio de suas experiências místicas, Matilde nos deixou uma luminosa definição do segredo da vida espiritual de Gertrudes: se ela chegou aos mais altos cumes da contemplação e da caridade, deveu-o a sua “liberdade de coração”, isto é, a essa qualidade que a dispunha a não permitir que nenhum objeto se convertesse em obstáculo a seu ímpeto de união com Deus.
Enquanto se cantava a antífona, que começa por estas palavras: Em meu leito etc., na qual se repetem quatro vezes as palavras ‘a quem minha alma amar’, ela refletia sobre quatro maneiras diferentes com que a alma fiel pode buscar a Deus.
Nas primeiras palavras da antífona: ‘Busquei em meu leito durante as trevas da noite àquele que ama minha alma’ (Cant. 3), conheceu a primeira via de buscar a Deus, nos louvores que se lhe dão no leito sagrado da contemplação. É por isto que se seguem imediatamente estas palavras: ‘Busquei-o e não o encontrei’, porque a alma, nesta carne mortal, não pode jamais louvar a Deus plenamente. Terminada a antífona, sentiu seu coração poderosamente tocado por todas as doçuras com que misericórdia divina a tinha cumulado durante este tempo... de forma que, ressentidas todas as partes de seu corpo, pensava ter perdido todas as forças. Então disse a Deus: ‘Creio que agora posso dizer-vos com verdade: Meu amado, não somente minhas entranhas, mas todas as partes de meu corpo se estremecem de emoção por Vós’” (Vida e revelações de Santa Gertrudes, cap. XII).

(Cf PALACÍN S.J., Carlos; PISANESCHI, Nilo. Santo nosso de cada dia, rogai por nós!, São Paulo: Loyola, 1991)

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_novembro.html

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Santo Alberto Magno, 15 de novembro

Filósofo, religioso, teólogo e professor alemão, nascido em Lauingen, Suábia, Colônia, o santo padroeiro das ciências naturais. Descendente dos duques de Bollstädt, estudou na Universidade de Pádua, e entrou para a Ordem Dominicana (1223). Antes de chegar a Paris (1245), onde tornou-se o mais ilustre catedrático da faculdade de teologia na Universidade de Paris, continuou os estudos em diversas cidades da Itália. Conheceu a obra aristotélica de Averróes e, depois, exerceu o magistério em algumas comunidades alemães, principalmente em Colônia, para onde voltou (1248) e organizou um studium generale (centro de estudos), aí permanendo até sua morte.
Desempenhou vários cargos de relevo na ordem de São Domingos, chegando a ser nomeado bispo de Regensburg. Viajou por toda a Europa, entrando em contato com as mais relevantes tendências do pensamento. Na sua obra, procurou adaptar as teorias de Aristóteles à filosofia cristã, e recuperou para a cultura ocidental os estudos científicos do grande pensador. Procurou demonstrar que se podia alcançar o conhecimento da verdade tanto por meio da revelação e da fé, quanto da filosofia e da ciência, não havendo contradição entre esses dois caminhos.
Nela destacam-se sobre os vegetais e as plantas, sobre os animais (um estudo sobre a obra de Aristóteles), sobre os minerais, Metafísica, Summa de creaturis e De unitate intellectus (contra os averroístas). De especial interesse foram os seus estudos sobre Aristóteles, nos quais introduziu comentários e descrições de suas próprias observações e experiências nos campos da biologia, da astronomia e das matemáticas. Suas obras completas foram reunidas numa edição de 21 volumes publicada em Lyon (1651) e reeditada em Paris (1890/1899). O Albertus-Magnus-Institut de Colônia publicou uma edição crítica dessas obras, a Editio coloniensis (1951-1971). Canonizado (1931), foi o grande mestre de Tomás de Aquino, seu mais notável discípulo.

Fontes:
http://www.brasilescola.com/imagens/biografia/AlbetoMa7.jpg

São José Pignatelli, Restaurador da Companhia de Jesus, 14 de novembro



Nasceu em Saragoça (Espanha), descendente de nobre família. Tinha 40 anos, 26 de Companhia, quando a Ordem dos Jesuítas foi suprimida em 1773, pelo Papa Clemente XIV, que cedeu às cortes maçônicas da Europa. Expulso da Espanha para a Itália com seus companheiros, viveu muitos anos em Bolonha, socorrendo e consolando os antigos jesuítas em suas penúrias e provações. 
Durante a supressão conservou o coração e o espírito de jesuíta. Humildade e caridade eram seus distintivos. Viveu o suficiente para ver a Companhia confirmada na Rússia e depois restaurada nas Sicílias. Nela ingressou de novo, trazendo-lhe todo o espírito da antiga. Foi Provincial e influenciou beneficamente as novas gerações. Por toda parte restaurou colégios, fomentou missões, despertou vocações. 
Morreu em 1811 e não pôde ver a restauração completada, mas foi um verdadeiro laço de união entre a antiga e a nova Companhia. Foi canonizado por Pio XII em 1954.

“Se me tornardes a escrever, não toqueis neste ponto de abandonar a vocação. Peço-vos que não façais nenhuma diligência em Roma para obter a faculdade de passar a outra Ordem, porque nunca o faria, ainda que tivesse de perder a vida mil vezes. Deus vos guarde. Vosso irmão, José Pignatelli, da Companhia de Jesus.”

Fontes:
http://www.parbeszed.com/img/upload/200707/pignatelli_szent_jozsef.jpg

Santo Estanislau Kostka, Padroeiro da Polônia, 13 de novembro



Nasceu na Polônia em 1550, castelo de Rostków, de nobre família. Aos 15 anos foi enviado a Viena para estudar no colégio dos jesuítas. Pouco depois de ter chegado com o irmão e dois primos, um decreto do imperador Maximiliano dissolvia a Companhia. Buscaram abrigo no palácio do príncipe Kimbercker, fanático luterano, para continuar os estudos. Coagido pelo príncipe, dada sua observância das práticas católicas, perseguido pelo irmão, por opor-se à sua vida desregrada, e ridicularizado pelos primos, suportou verdadeiros tormentos. 
Tantos sofrimentos o levaram às portas da morte; dela escapou milagrosamente: apareceu-lhe a Virgem e pediu que entrasse na Companhia. Seu pai opôs-se; na Polônia os jesuítas não poderiam recebê-lo. Estanislau fugiu disfarçado de mendigo e, a pé, vivendo de esmolas, chegou à Alemanha, onde o provincial Pedro Canísio prometeu recebê-lo na Ordem. Por segurança enviou-o, novamente a pé, a Roma, para iniciar o noviciado. Lá viveu 9 meses, transfigurando a simplicidade da vida comum com intensíssima experiência mística. 
Morreu em 1568 e foi canonizado por Bento XIII em 1626.

“Nasci para coisas maiores."

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_novembro.html
http://www.vilakostkaitaici.org.br/fotos/Santo%20Estanislau%20Kostka.jpg

São Josafá, 12 de novembro



Tudo na vida de João Kuncewics aconteceu cedo e rápido. Nascido de família cristã ortodoxa da Ucrânia, em 1580, estudou filosofia e teologia. Aos vinte anos, tornou-se monge na Ordem de São Basílio, recebendo o nome de Josafá. Em pouco tempo, era nomeado superior do convento e, logo depois, arquimandrita de Polotsk. Com apenas trinta e sete anos, assumiu, embora a contragosto, o arcebispado de Polotsk.
Dizem os escritos antigos que a brilhante carreira era plenamente justificada pelos seus dotes intelectuais e, principalmente, pelo exemplo de suas virtudes, obediência total à disciplina monástica e à prática da caridade.
Exemplo disso foi quando, certa vez, sem ter como ajudar uma viúva que passava necessidades, penhorou o pálio de bispo para conseguir dinheiro e socorrê-la.
Vivia-se a época do cisma provocado pelas igrejas do Oriente e Josafá foi um dos grandes batalhadores pela união delas com Roma, tendo obtido vitória em muitas das frentes de batalha.
Josafá defendia com coragem a autoridade do papa e o fim do cisma, com a conseqüente união das igrejas. Pregava e fazia questão de seguir os ensinamentos de Jesus numa só Igreja, sob a autoridade de um único pastor. Sua luta incansável reconquistou muitos hereges e ele é considerado o responsável pelo retorno dos rutenos ao seio da Igreja. Embora outras igrejas do Oriente não o tenham seguido, foi uma vitória histórica e muito importante.
Atuando dessa forma e tendo as origens que tinha, é evidente que sofreria represálias. Foi vítima de calúnias, difamação, acusações absurdas e uma oposição ameaçadora por parte dos que apoiavam o cisma. Em uma pregação, chegou a prever que seu fim estava próximo e seria na mão dos inimigos. Até mesmo avisou "as ovelhas do seu rebanho", como dizia, de que isso aconteceria. Mas não temia por sua vida e jamais deixou de lutar.
Em uma das visitas às paróquias sob sua administração, sua moradia foi cercada e atacada. Muitas pessoas da comitiva foram massacradas. O arcebispo Josafá, então, apresentou-se aos inimigos perguntando porque matavam seus familiares se o alvo era ele próprio. Impiedosamente, a multidão maltratou-o, torturou-o, matou-o e jogou seu corpo em um rio.
Tudo ocorreu no dia 12 de novembro de 1623, na cidade de Vitebsk, na Bielorússia. Seu corpo, depois, foi recuperado e venerado pelos fiéis. Mais tarde, os próprios responsáveis pelo assassinato do arcebispo foram presos, julgados, condenados e acabaram convertendo-se, escapando da pena de morte.
O papa Pio IX canonizou-o em 1876. São Josafá Kuncewics, considerado pelos estudiosos atuais da Igreja o precursor do ecumenismo que vivemos em nossos dias.

Fontes:
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São Martinho de Tours, 11 de novembro



São Martinho nasceu no ano de 316, na Sabária da Panônia (Hungria). Seu pai era oficial do Exército Romano. Aos 12 anos, contrariando a vontade dos pais, tornou-se cristão. Entretanto, o pai contrapôs-se terminantemente a essa decisão do filho, alistando-o no Exército Romano.
Aconteceu, nessa época, o famoso episódio da manta de guarda imperial: ao ver um mendigo tiritando de frio, corta ao meio a sua manta e oferece-lhe uma parte. À noite sonhou e viu Jesus envolto naquele pedaço de manta, dizendo: "Martinho, ainda não batizado, deu-me este vestuário".
Abandonou, então, o Exército e se fez batizar por Santo Hilário de Poitiers. Entregou-se à vida eremítica, fundando um mosteiro em Ligugé, França, onde vivia sob a orientação de Santo Hilário. Ordenado sacerdote, foi mais tarde aclamado bispo de Tours (371). Tornou-se um grande evangelizador da França, verdadeiramente pastor, fundando mosteiros, instruindo o clero, defendendo a causa dos oprimidos e deserdados deste mundo. Morreu no ano de 397.


(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)


Fontes:
http://www.joyceimages.com/media/ji/S.%20Martin%20of%20Tours.jpg

São Leão Magno, 10 de novembro



Dono de um espírito muito compreensivo e de uma personalidade rica, a bondade de São Leão, papa entre os anos de 440 a 461 d.C., é relembrada neste dia. A sua passagem está ligada a personagens importantes na construção do histórico da Igreja através dos tempos.

Nascido na Toscana no final do século IV, o papa Leão teve real singularidade e prestígio quando tratou de amansar a ferocidade dos vândalos que tentaram saquear Roma ,e não só isso: conseguiu também deter as ameaças dos hunos de Átila.

Os seus dados biográficos são escassos, mas temos a sua célebre Epístola dogmática a Flaviano, que trazia a sua definição de conciliação, criando assim uma efetiva unidade da Igreja, desde aquele período até hoje. Devido à sua sapiência em conjunto à sua obra frente à Igreja, merecidamente lhe foi concedido o título de Magno.


Fontes:
http://summipontificatus.blogspot.com/2007_06_01_archive.html 

Consagração (ou Dedicação) da Basílica de Latrão, 9 de novembro



Temos hoje uma importante celebração da Igreja universal, que nos lembra a unidade e o respeito para com a Sé Romana. Festeja-se aquela que é a mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo, a Basílica de Latrão, que foi erguida por Constantino na colina que levava o mesmo nome da Basílica, no ano 331-314.

Essa Basílica, que remonta a memória de São João Latrão, foi fundada pelo papa Melquíades, e sua construção foi realizada ao lado do palácio laterense, que era até então residência imperial e depois se tornou residência pontifícia. Foram celebrados nela cinco Concílios entre os anos 1123-1512.


Fontes:
http://1.bp.blogspot.com/_18cyoSLnFWs/RzTTMS7BnsI/AAAAAAAABDk/V4r0lwBpHKo/s1600-h/798px-Facade_San_Giovanni_in_Laterano_2006-09-07.jpg

Quatro Santos Coroados, 8 de Novembro


Os Quatro Mártires Coroados. Os chamados "Santi Quattro Coronati"
Os quatros santos coroados são: Castório, Cláudio, Nicóstrato e Sinfrônio e foram torturados e depois martirizados em Pannonia (hoje Hungria) visto que eram escultores em Sirmium (antiga Iugoslávia) e se recusaram a esculpir uma estatua pagã para o Imperador Diocleciano (243-305). Um quinto mártir chamado Simplício também morreu com eles.

Uma basílica foi erigida em Roma em honra desses mártires
Na Colina de Caelian em Roma existe uma linda igreja chamada "Santi Quattro Coronati”. Ela foi feita provavelmente no século sexto e muito se tem escrito sobre os quarto mártires coroados. Mas a Igreja comemora não quatro, mas cinco mártires.
A explicação mais convincente é que cinco homens foram martirizados em Pannonia, um dos quais era Simplício, e este teria sido omitido na contagem. Algum tempo depois, as relíquias de quatro homens foram trazidas para Roma e enterradas na Via Labicana, e as de Simplício teriam ficado em Pannonia. A tradição diz que eles foram torturados por não quererem fazer um escultura do deus Aesculapius, o deus grego da medicina. Mais tarde, o Papa Miltíades indicou os nomes dos cinco como sendo os mártires coroados.
A lenda mais popular conta que eles eram grandes escultores em pedra e trabalhavam juntos. O seu trabalho exibia um perfeito equilíbrio entre a pedra e o espaço, e o Imperador Diocleciano havia adquirido um certo número de trabalhos deles, aos quais admirava. Outros escultores menos talentosos, com inveja, persuadiram Diocleciano a ordenar uma escultura de Aesculapius, sabendo que eles, sendo cristãos, iriam recusar. Realmente, os escultores educadamente recusaram-se a esculpir a referida estátua.
Eles foram, então, ordenados a fazer sacrifícios ao deus Sol. Isto era ainda menos aceitável para eles. Quando o oficial de Diocleciano de nome Lampadius, que estava tentando convencer os escultores a oferecer os sacrifícios, morreu repentinamente, os seus parentes culparam os escultores pela sua morte. Para aplacar os parentes, Diocleciano ordenou que eles fossem amarrados vivos dentro de caixas de chumbo e jogados no rio.
Esses dados do Século IV têm um especial interesse porque conta onde era o quartel imperial, onde ficava a montanha onde os deuses eram adorados (na montanha perto de Sirmium) e apresenta uma visão das intrigas palacianas, dando a Diocleciano uma personalidade mais humana do que a de um simples e sanguinário tirano, representado por quase todos os demais martírios de sua época.
Os corpos foram enterrados a três quilômetros de Roma. Mais tarde, o Papa Gregório magno (um estudioso dos mártires) mencionou pela primeira vez na Igreja os "quatro mártires coroados" e o Papa Leão IV, em 841, trasladou as relíquias para a igreja da Via Lavican. Quando a igreja foi quase destruída pelo fogo, o Papa Paschoal II a reconstruiu e, durante a reconstrução, duas ricas urnas - uma em mármore e outra em porcelana - foram descobertas embaixo do altar. As urnas foram depositadas num cofre de pedra debaixo do altar mor, quando foram de novo encontradas pelo Papa Paulo V.
Eles são venerados na Inglaterra, tendo uma capela a eles dedicada, a capela dos "quatro mártires coroados" em Canterbury, Inglaterra, erigida em 619 d.C. Os escultores em pedra da Idade Média tinham pelos quatro mártires uma especial veneração.
Na arte litúrgica da Igreja, os quatro homens aparecem com ferramentas de escultores. Às vezes, as pinturas mostram o cinzel, a coluna e ferramentas de escultura; outras vezes, mostra Cláudio planejando numa prancheta, Sinfrônio e/ou Simplício com uma talhadeira e Castório como um velho.
São padroeiros dos escultores e dos cortadores de pedras e os trabalhadores em mármore.

Fonte:
http://www.cademeusanto.com.br/quatro_santos_coroados.htm