sábado, 27 de dezembro de 2008

Santa Francisca Xavier Cabrini, 22 de Dezembro


Francisca nasceu em 1850, última de uma família de 13 filhos. Ela recebe o título de "Mãe dos Imigrantes", pois olhou para a emigração com os olhos humaníssimos de mulher, de cristã.


Órfã de pai e mãe, queria entrar logo no convento, mas não permitiram por causa de sua idade, e sua saúde precária. Ela aceitou então o encargo de atender a um orfanato, que lhe confiou o pároco de Codogno.

Formou o primeiro núcleo das irmãs missionárias do Sagrado Coração, colocadas sob a proteção de são Francisco Xavier, de quem ela mesma pronunciando os votos, assumiu o sobrenome. Fez vinte e quatro travessias no oceano, e com imensa coragem, enfrentou a poderosa metrópole.

Morreu de imprevisto, em uma das viagens que fazia, em 1917. Seu corpo foi levado para Nova Iorque, para ficar perto dos emigrantes.

Santa Francisca Xavier Cabrini...rogai por nós!



Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Francesca_Cabrini.JPG

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Bem-aventurados Pedro Thi e André Dung, *Mártires de Tonkin (Vietnam), 21 de Dezembro


O bem-aventurado Pedro Thi nasceu em Ke-Song, em Hanói, Indochina, no ano de 1763. Era de uma família simples e cristã. Foi catequista e posteriormente padre, em 1806. O bem-aventurado André Dung - chamado também de Lac - nasceu em Bac-Ninh, de família não-cristã. Seus pais emigraram para Hanói em busca de melhores condições de vida. Em Hanói, recebeu instrução cristã e foi batizado. Tornou-se também ele catequista e, em 1823, foi ordenado sacerdote. Foram presos em Ke-Song, no ano de 1839. A comunidade cristã procurou comprar a liberdade dos sacerdotes, mas não conseguiram arrecadar as 10 barras de prata exigidas como resgate, tal era a miséria em que os membros da comunidade viviam. Foram então levados a Hanói. Como se recusassem a pisar num crucifixo, foram lançados na prisão, sendo posteriormente decapitados.
(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998) 

*Mártires do Tonkin (Vietnam)

A Igreja do Vietnam fecundada pelo sangue dos Mártires


A obra de evangelização, empreendida desde o início do Século XVI e, posteriormente, estabelecida nos primeiros Vicariatos Apostólicos do Norte (Dâng-Ngoâi) e do Sul (Dâng-Trong), em 1659, conheceu, ao longo dos séculos, um admirável desenvolvimento. Atualmente, são 25 as Dioceses (10 ao Norte, 6 ao Centro e 9 ao Sul). Os católicos vietnamitas são em torno de 6 milhões (quase 10% da população total). A hierarquia católica vietnamita foi constituída pelo Papa João XXIII em 24 de novembro de 1960.

Este resultado se deve ao fato de que, desde os primeiros anos de evangelização, a semente da Fé foi misturada, em terras vietnamitas, ao sangue abundantemente vertido pelos Mártires, tanto do clero missionário quanto do clero local e do povo cristão do Vietnam.



Todos suportaram juntos o cansaço da obra apostólica e enfrentaram, também juntos, a morte, para dar testemunho da verdade Evangélica. A história religiosa da Igreja do Vietnam registra que houve, ao todo, 53 Decretos, assinados pelos Senhores TRINH e NGUYEN e pelos Imperadores que, durante três séculos (XVII, XVIII e XIX), exatamente 261 anos, promulgaram perseguições sempre mais violentas umas que as outras contra os cristãos. Conta-se em torno de 130 mil vítimas por todo o território do Vietnam.

Ao longo dos Séculos, estes Mártires da Fé foram enterrados de maneira anônima, mas sua memória permanece sempre viva no espírito da comunidade católica.

Desde o início do Século XX, desta multidão de heróis, 117 pessoas - cujas provações foram consideradas as mais cruéis - foram escolhidas e elevadas à honra dos altares pela Santa Sé em quatro séries de Beatificações: 

em 1900, pelo Papa Leão XIII, 64 pessoas
em 1906, pelo Papa São Pio X, 8 pessoas
em 1909, pelo Papa São Pio X, 20 pessoas
em 1951, pelo Papa Pio, 25 pessoas

Estes Bem-Aventurados podem ser classificados da seguinte forma:
11 Espanhóis: todos da Ordem dos Irmãos Pregadores (Dominicanos): 6 Bispos e 5 Sacerdotes.
10 Franceses: todos da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris: 2 Bispos e 8 Sacerdotes.
96 Vietnamitas: 37 Sacerdotes (dos quais 11 Dominicanos), 59 Leigos (dentre eles 1 Leiga, 1 Seminarista, 16 Catequistas e 10 Leigos da Ordem Terceira Dominicana).

"Esses são os sobreviventes da grande tribulação; lavaram as suas vestes e as alvejaram no sangue do Cordeiro" (Apo 7, 14b). Estes martírios ocorreram em diferentes períodos:

2 sofreram o martírio na época de TRINH-DOANH (1740-1767)
2 sofreram o martírio na época de TRINH-SAM (1767-1782)
2 sofreram o martírio na época de CANH-TRINH (1782-1802)
58 sofreram o martírio na época do Imperador MINH-MANG (1820-1840)
3 sofreram o martírio na época do Imperador THIEU-TRI (1840-1847)
50 sofreram o martírio na época do Imperador TU-DUC (1847-1883)

No local de suplício do Edito real, localizado ao lado de cada mártir, cada sentença foi anunciada:

75 condenados à decaptação,
22 condenados ao estrangulamento,
6 condenados a serem queimados vivos,
5 condenados a serem esquartejados,
9 morreram na prisão em decorrência de terríveis torturas.

Dentre eles:

- Tommaso NGUYEN VAN DE, Leigo morto em 19-12-1839
- Francesco Saverio HA THONG MAU, Catequista morto em 19-12-1839
- Agostino NGUYEN VAN MOI, Leigo morto em 19-12-1839
- Domenico Bui VAN UY, Catequista morto em 19-12-1839
- Stefano NGUYEN VAN VINTI, Leigo morto em 19-12-1839

Eles foram beatificados juntos em 1900 e canonizados pelo Papa João Paulo II em 1988.



Fontes: 

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html


http://www.levangileauquotidien.org/www/popup-saints.php?language=FR&id=564&fd=0

http://www.levangileauquotidien.org/www/zoom_img.php?frame=37420&language=FR&img=&sz=full

São Domingos de Silos, Abade, 20 de Dezembro

Bouquet espiritual: «Não ameis o mundo, nem o que está no mundo. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.» (I Jo 2, 15)

(+ 1073) São Domingos, apelidado de Silos por causa da sua longa estadia no monastério homônimo, era da estirpe dos antigos reis de Navarro. Ele iniciou seus estudos tendo, praticamente, apenas o Espírito Santo como mestre. Ao se tornar sacerdote, entrou logo para um mosteiro da Ordem de São Bento, onde ele brilhou devido à sua vida de santidade.

O monastério de Silos estava bem decaído em relação à sua glória e ao seu fervor do passado. O monge Licínio, que lamentava profundamente toda a situação, rezava a Santa Missa quando Domingos entrou na igreja; com a permissão de Deus, no momento do Ofertório, ao voltar-se para o povo (na época, o sacerdote celebrava a Santa Missa de costas para o povo - N.T.) para cantar: "Dominus vobiscum", ele cantou: "Eis que vem o restaurador!" Ao que o coro respondeu: "Foi o Senhor quem o enviou!" O oráculo não tardou a ser confirmado.

A caridade do santo não se concentrava apenas no monastério, mas estendia-se a todos os aflitos. O dom dos milagres atraía cegos, doentes, coxos ao convento, e Domingos os curava às centenas, como o provam ainda hoje os ex-votos na capela onde estão guardadas estas relíquias. As guirlandas de correntes, de bolas de ferro e de outros instrumentos utilizados nas prisões, suspensos nas abóbadas da capela, atestam sua caridade especial para com os pobres cristãos cativos dos Mouros da Espanha; ele ia consolá-los e pagar seus resgates, preconizando assim a Obra de Nossa Senhora das Mercês.

Após longos anos de boas obras, Domingos sentiu aproximar-se o momento da recompensa, sendo mesmo avisado pela Santíssima Virgem Maria: "Eu passei a noite inteira com a Rainha dos Anjos, disse ele um dia a seus confrades religiosos; Ela me convidou a estar ao lado dela dentro de três dias; então, logo irei ao festim celeste ao qual Ela me convidou." De fato, ele caiu doente por três dias; seus irmãos viram sua alma subir gloriosa aos Céus.

Foi no túmulo de São Domingos de Silos que a mãe de São Domingos de Gusmão obteve a graça do nascimento de seu filho.


Fontes:

Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano, Tours, Mame, 1950.

http://www.magnificat.ca/cal/fran/12-20.htm


http://www.magnificat.ca/cal/gifs/1220.jpg

São Nemézio, 19 de Dezembro

Vitral de Nossa Senhora, Rainha dos Mártires
Basílica de Nossa Senhora de Fourvière, Lyon, França


São Nemézio viveu em Alexandria, Egito. Sofreu o martírio durante a perseguição do imperador Décio. Foi torturado e queimado vivo. Juntamente com ele, muitos outros mártires padeceram atrozes sofrimentos e se mantiveram firmes na fé.


São Dionísio referiu-se à perseguição na cidade de Alexandria: "O terror foi geral. Muitas pessoas, das mais consideráveis, cederam logo. Uns, abatidos pelo temor, apresentavam-se espontaneamente aos magistrados. Outros, que tinham cargos públicos, eram levados aos juízes pelas funções mesmas do cargo que ocupavam. Outros ainda, eram delatados pelos inimigos. Chamados para sacrificar os deuses, não tinham forças suficientes para não o fazer.

Outros, todavia, firmes como colunas, a tudo suportavam e renderam glorioso testemunho de Jesus Cristo... O temor de tal perseguição fez com que muitos cristãos fugissem para os desertos vizinhos do Egito, ou para as montanhas, onde muitos morreram de sede e de fome, foram mortos por ladrões ou devorados pelas feras."


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://www.visitelyon.fr/photos-lyon/fourviere/nef/vitraux/marie,reine,des,mar

São Rufo e São Zózimo, 18 de Dezembro















O eremita São Zózimo dá a Comunhão a Santa Maria do Egito no deserto
Desenho do final do Século XVII










Catedral de São Rufo
São Rufo e São Zózimo pertenciam ao número dos discípulos do Senhor. Segundo a tradição, foram os fundadores da Igreja de Cristo entre os judeus e os gregos.

A notícia que temos sobre estes dois santos nos veio através de São Policarpo, o qual refere-se a eles na sua carta aos Filipenses: "Estou muito satisfeito convosco em Nosso Senhor Jesus Cristo, por terdes recebido os modelos da verdadeira caridade. Eu vos exorto a obedecerdes e a exercerdes a vossa paciência, aquela que tendes visto com vossos próprios olhos, não só nos bem-aventurados Inácio, Rufo e Zózimo, mas também em outros vossos concidadãos, no próprio Paulo e nos outros apóstolos. Estejam certos de que todos estes não têm corrido em vão, mas na fé e na justiça, que eles estão juntos do Senhor, no lugar que lhes é devido pelos sofrimentos que suportaram. Porque eles não amaram o século presente, mas Aquele que por nós morreu e que para nós foi ressuscitado por Deus."

Sofreram o martírio provavelmente entre os anos 107 e 118, em Filipos, na Macedônia. A comunidade de Filipos foi fundada por São Paulo; surgiu como a primeira comunidade cristã em solo europeu.

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://www.culture.gouv.fr/public/mistral/joconde_fr?ACTION=CHERCHER&FIELD_1=REF&VALUE_1=50350204149

http://flickr.com/photos/huntthewumpus/2521909292/

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

São Lázaro de Betânia, 17 de Dezembro



Lázaro de Betânia, na Judéia, irmão de Marta e, talvez, de Maria Madalena, hospedou várias vezes a Jesus, que aí passava horas de humana tranqüilidade. Lázaro era estimadíssimo na sociedade hebraica, devido à sua origem nobre, sua honestidade e religiosidade de sua família. Não se sabe quando se deram seus primeiros contatos com o divino mestre. É provável que tenha sido dos primeiros discípulos. As expressões usadas pelos evangelistas para caracterizar o relacionamento de Lázaro com Jesus não deixam dúvida de que eram muito amigos.

O fato da ressurreição de Lázaro está detalhado em Jo 11,1-44, que principia assim: "Havia um enfermo, Lázaro, de Betânia, vilarejo de Maria e de Marta, sua irmã. Maria era aquela que ungiu o senhor com perfume e lhe enxugou os pés com os cabelos; o enfermo era seu irmão Lázaro". No capítulo 12,1-11, João narra a ceia de Betânia na casa de Lázaro.

A casa de Betânha e o túmulo foram meta de peregrinação já na primeira época do cristianismo, como refere o próprio S. Jerônimo. Lázaro teve o privilégio de ter dois túmulos, porque morreu duas vezes. O primeiro túmulo de onde foi ressusitado por Jusus ficou vazio e assim é mostrado até os nossos dias aos turistas e peregrinos que demandaram a Terra de Santa. Uma antiga tradição o faz bispo e mártir em Chipre, onde teria tido o seu segundo túmulo. Daí foi transportado no ano 900 para Constantinopla no tempo do imperador Leão IV, o filósofo. Essa tradição encontra apoio em achados arqueológicos de antigos afrescos encontrados na ilha de Chipre.

(Cf PALACÍN S.J., Carlos; PISANESCHI, Nilo. Santo nosso de cada dia, rogai por nós!, São Paulo: Loyola, 1991)


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://1.bp.blogspot.com/_YMPHlP0bnoM/Rgr-NBi8UFI/AAAAAAAAAAc/4i_M3FnenKY/s1600-h/Lazarogioto.jpg

domingo, 14 de dezembro de 2008

Santa Adelaide, 16 de Dezembro

Santa Adelaide
Vitral do lado sul da igreja de São Martinho


Narrada por Santo Odilo, abade de Cluny, que conviveu com ela, a vida de Santa Adelaide emociona pelos sofrimentos que passou. De rainha tornou-se prisioneira, sofreu maus tratos e passou por diversas privações para, depois, finalmente assumir um império. Tudo isso dentro da honestidade, vivendo uma existência piedosa, de muita humildade e extrema caridade para com os pobres e doentes.

Santa Adelaide viveu no século X e era filha do rei de Borgonha (atual França) Rodolfo II, casado com uma princesa da Suécia. Quando contava 16 anos, uma década após a morte de seu pai, Santa Adelaide casou-se com o Rei da Itália, Lotário II, do qual enviuvou três anos depois. Ele morreu defendendo o trono, que acabou usurpado pelo inimigo vizinho, rei Berengário, que se apoderou de toda a Lombardia . Então, a rainha Adelaide foi mandada para a prisão num castelo do lago de Garda, onde sofreu diversas injúrias e penalidades.

Contudo, ajudada por amigos leais, Santa Adelaide logo conseguiu se libertar, viajando para a Alemanha para pedir o apoio do imperador Otto I enviando-lhe um pedido de ajuda e justiça. Este logo aceitou seu pedido e, além de lhe devolver a corte, apaixonou-se pela moça e casou-se com ela no ano de 951. Assim, Adelaide tornou-se a imperatriz caridosa, piedosa e amada por seus súditos.

Otto I reinou por trinta e seis anos. Durante este período tudo foi felicidade, mas o infortúnio atingiu Adelaide novamente. O imperador morreu e ela se viu outra vez viúva. O rei foi sucedido por seu filho, Otto II, que aceitava os conselhos de Adelaide, governando com ponderação. Os problemas reiniciaram quando ele se casou com a princesa grega, Teofânia, mulher colérica e caprichosa, que não gostava da influência da sogra sobre o marido. Ela conseguiu fazê-lo brigar com a mãe por causa dos gastos com suas obras de caridade e as doações que fazia aos conventos e igrejas, exigindo que Adelaide deixasse o reino.

Escorraçada, procurou abrigo em Roma, junto ao Papa. Depois passou um período na França, na corte de seu irmão, rei da Borgonha. Mas a dor da ingratidão filial a perseguia. Viu também que Otto II reinava com injustiça, dentro do luxo, da discórdia e da leviandade, devido a má influência de Teofânia. Nessa época foi seu diretor espiritual o abade Odilo, de Cluny. Ao mesmo tempo o abade passou a orientar Odon II. Após dois anos de separação, arrependido, convidou a mãe a visitá-lo e pediu seu perdão. Adelaide se reconciliou com filho e a paz voltou ao reino. Entretanto o imperador morreria logo depois.

Como o neto de Adelaide, Oton III, não tinha idade para assumir o trono, a mãe o fez. E novamente a vida de Adelaide parecia se encaminhar para o martírio. Teofânia, agora regente, pretendia matar a sogra. Adelaide só não morreu, porque Teofânia foi assassinada antes, quatro semanas depois de assumir o governo
, em 991. Adelaide se viu, então, no dever de governar, tendo sido considerada por seu povo uma mulher bondosa e generosa. Adelaide tornou-se a imperatriz regente da Alemanha, por direito e de fato. Administrou com justiça, solidariedade e piedade. Trouxe para a corte as duas filhas de sua maior inimiga e as educou com carinho e proteção. O seu reinado foi de obrigações políticas e religiosas muito equilibradas, distribuindo felicidade e prosperidade para o povo e paz para toda a nação.

Nos últimos anos de vida Adelaide foi para o convento beneditino de Selz, na Alsácia, que ela fundara, em Strasburgo. Morreu ali com oitenta e seis anos de idade, no dia 16 de dezembro de 999. Santa Adelaide é conhecida por ter sido fundadora de diversas casas religiosas e ter convertido inúmeros infiéis.



Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://www.paroquiameninojesus.org.br/s_santoDia_view.asp?id=160

http://www.calva.asso.fr/users/al1863/images/ste_adelaide_aumone.jpg

Santa Maria Crucificada de Rosa / Beato João Henrique Carlos Steeb, Presbítero, Fundador, 15 de Dezembro



Seu nome de batismo era Paula Francisca Maria, nascida a 6 de novembro de 1813, em Bréscia, na Itália. Foi a fundadora da Congregação das Servas da Caridade, em 1836, por causa de sua preocupação com os problemas sociais do século XIX.

Dedicou-se inteiramente ao cuidado dos doentes e, inclusive, lhe foi confiado o hospital militar de São Lucas, quando a Bréscia sofria os efeitos da guerra contra a Áustria.

A consolidação da Congregação foi difícil, mas hoje se encontram espalhadas por todos os continentes. Santa Maria morreu no dia 15 de dezembro de 1855 e foi canonizada em 1954 pelo papa Pio XII.


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://www.oremosjuntos.com/CuerposIncorruptos8.html





Beato João Henrique Carlos Steeb


Carlos Steeb nasceu na antiga cidade alemã de Tubinga aos 18 de dezembro de 1773, numa família de luteranos convictos e praticantes. O pai era um administrador de empresas, conceituado e muito competente, que geria os bens do duque de Wurttenberg.

A família deu-lhe uma sólida instrução, numa boa e tradicional escola da cidade. Aos dezesseis anos foi para Paris, aprender francês. Após dois anos, seguiu para Verona, onde aprendeu italiano e prática comercial.

Carlos era um rapaz reservado, amadurecido para a idade, que se dedicava totalmente aos estudos e ao trabalho. Era um protestante devoto e praticante como todos na família, mas aos poucos foi apreciando as conversas profundas que mantinha com os sacerdotes e leigos católicos. Aprofundou a doutrina e converteu-se, em 1792. Quatro anos depois recebeu a ordenação sacerdotal.

Desde então, se dedicou com fé inabalável à Virgem Maria, no auxilio aos católicos enfermos vitimados durante a guerra que ocorria naquele tempo. Organizou grupos missonários entre a população, exercícios espirituais para os irmãos leigos e sacerdotes e centros catequizadores.

Dedicou sua vida aliviando o sofrimento dos enfermos, sendo sempre encontrado no hospital, ou no asilo, onde residia com eles. Foi exatamente no Hospital dos Militares que Padre Carlos teve a inspiração para fundar uma Congregação de religiosas, destinadas a servir nos hospitais.

Em 1840, contraiu o tifo. Depois de recuperado, fundou a Congregação das Irmãs da Misericórdia, destinada ao atendimento de qualquer tipo de doenças do corpo ou da alma, em hospitais e casas de saúde.

A Obra começou com apenas dois quartos, e com o auxílio de Luisa Poloni, depois Irmã Vincenza, de quem Padre Carlos era confessor. Aliás, ele era o confessor de todos os habitantes de Verona, que o amavam como se fosse a "mãe dos doentes". Depois a Congregação espalhou-se por quase toda a Europa, América Latina e África.

O Padre Carlos morreu em 15 de dezembro de 1856. Foi sepultado na igreja da casa mãe da Congregação, em Verona, Itália. O Papa Paulo VI proclamou-o Beato em 1975, sendo homenageado no dia de sua morte.


Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11656&fd=0

http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://www.carlosteeb.org/immaginecarlosteeb.jpg&imgrefurl=http://www.carlosteeb.org/carlosteeb.html&usg=__oJy8xmVV59MdC8PgA7u4EThmZxc=&h=240&w=173&sz=8&hl=fr&start=8&tbnid=SuAKWYJ-7sktDM:&tbnh=110&tbnw=79&prev=/images%3Fq%3DBeato%2BCarlos%2BSteeb%26gbv%3D2%26hl%3Dfr%26rlz%3D1B3GGGL_frBR285BR288

sábado, 13 de dezembro de 2008

São João da Cruz, 14 de Dezembro


“Para chegares a saborear tudo,
não queiras ter gosto em coisa alguma.
Para chegares a possuir tudo,
não queiras possuir coisa alguma.
Para chegares a ser tudo,
não queiras ser coisa alguma.
Para chegares a saber tudo,
não queiras saber coisa alguma.
Para chegares ao que não gostas,
hás de ir por onde não gostas.
Para chegares ao que não sabes,
hás de ir por onde não sabes.
Para vires ao que não possuis,
hás de ir por onde não possuis.
Para chegares ao que não és,
hás de ir por onde não és.”

Modo de não impedir o tudo

Quando reparas em alguma coisa,
deixas de arrojar-te ao tudo.
Porque para vir de todo ao tudo,
hás de negar-te de todo em tudo.
E quando vieres a tudo ter,
hás de tê-lo sem nada querer.
Porque se queres ter alguma coisa em tudo,
não tens puramente em Deus teu tesouro.”



AUXILIOU SANTA TEREZA DE JESUS NA REFORMA DA
ORDEM DOS CARMELITAS - SEGMENTO MASCULINO

Foi no ano de 1542 que em Fontiberos, pequena localidade de Castela, nasceu João da Cruz, hoje venerado como grande Santo na Igreja. Depois da morte prematura do pai, a mãe com seus quatro filhos se mudou para Medina del Campo, onde João iniciou os estudos e entrou na Ordem de Nossa Senhora do Carmo. Desde a infância o distinguiu sempre uma terna devoção a Maria Santíssima, que mais uma vez lhe salvou a vida, milagrosamente. O que raramente se observa em meninos: O desejo da mortificação, em João era bem pronunciado, quando contava apenas nove anos. Escolhendo para si um leito duro, poucas horas de sono dava ao corpo, castigando-o ainda com jejuns assaz rigorosos. Estudante, ainda tinha por ocupação predileta visitar doentes nos hospitais e prestar-lhes serviços de enfermeiro.

Uma vez feito religioso, não se satisfazia com as praxes disciplinares usuais: Tinha o intento de moldar a vida religiosa pelo rigor antigo da Ordem. Tendo chegado o dia da celebração da primeira Missa, examinou a consciência com o maior escrúpulo; não achando falta com que tivesse gravemente ofendido a Deus, deu muitas graças, pedindo a Nosso Senhor, que o preservasse sempre do pecado mortal. Esta oração foi ouvida, concedendo-lhe Deus a graça da inocência até a morte. Alcançou na perfeição um grau tão elevado, que na sua vida não há exemplo de pecado venial deliberado.

Santa Teresa de Jesus, que foi sua contemporânea, considerava-o santo, e afirma que nunca lhe observou a mínima falta. A mesma Santa conheceu São João da Cruz, por ocasião da fundação dum convento em Medina del Campo. João, levado pela inclinação à vida austera, tencionava entrar na Ordem dos Trapistas, mas antes de tomar qualquer resolução definitiva neste sentido, pediu o conselho de Santa Teresa. Esta lhe disse, que mais acertado, andaria por ser mais do agrado de Deus, se permanecesse na Ordem Carmelita, e se incumbisse também da reforma da disciplina regular; era esta a vontade de Deus. João apresentou este plano a Deus nas orações e ao confessor, e decidiu seguir a opinião de Santa Teresa. Em pouco tempo, conseguiu a graça de Deus a reforma de alguns conventos da Ordem. A opiniões contrárias fechava os ouvidos, dizendo que o caminho estreito para o Céu, não exigia causa de menos valor.

Só Deus conhece os sofrimentos, perseguições e injúrias de que o reformador foi alvo no cumprimento da nobre missão. João não procurava a honra própria. O amor de Deus era a única força motriz que o impelia a trabalhar e sofrer. Jesus Cristo, em uma aparição com que se dignou de distinguir a seu servo, perguntou-lhe pela recompensa que esperava pelos trabalhos e sofrimentos. João respondeu: "Não outra coisa, Senhor, do que sofrer por vosso amor e ser desprezado pelos homens."

Eram três coisas que pedia a Deus, lhe concedesse: Primeiro, dar-lhe força para trabalhar e sofrer muito; segundo, não o fazer sair deste mundo como superior de uma comunidade e terceiro, deixá-lo morrer desprezado e escarnecido pelos homens. Este desejo de ser desprezado, era fruto da meditação constante sobre a Sagrada Paixão e Morte de Jesus Cristo. Falando neste grande mistério da nossa Religião, o semblante ardia-lhe, e durante a celebração da santa Missa, era freqüente o estado extático, e dos olhos lhe corriam abundantes lágrimas. Nosso Senhor |Jesus Cristo, mostrou-se-lhe uma vez na figura que tinha, quando morreu na cruz. Esta imagem ficou tão profundamente gravada na memória do santo, que não podia recordá-la sem chorar.

A todos que com ele se relacionavam, João da Cruz recomendava com muito empenho e devoções ao Salvador crucificado, à Santíssima Trindade, ao Santíssimo Sacramento. Os pecadores mais empedernidos não resistiam à eloqüência e ao zelo do fervoroso carmelita e muitos lhe deveram a conversão. É inegável que a graça divina muito o auxiliou, na grande influência que exercia sobre os corações. A muitos pecadores desvendou os pecados mais ocultos, em muitos casos predisse o futuro, doentes desenganados recuperaram a saúde em virtude de sua palavra. Muitas vezes lhe apareciam Maria Santíssima, São José, São João e o próprio Salvador. Memoráveis são as aparições, com que foi consolado durante a prisão de nove meses, a que injustamente fora condenado.

Em 1591, foi o fiel servo de Deus chamado à recompensa. Uma longa e dolorosa doença precedera-lhe a morte. Quando os médicos lhe comunicaram a incurabilidade da moléstia, disse João as palavras do salmista: “Muito me alegrei em ouvir isto; hei de entrar na casa do Senhor”. Meia hora antes da morte, mandou reunir os confrades, exortou-os à perseverança e disse: “São horas de eu partir”. Quando ouviu o sino bater meia-noite, hora em que a comunidade costumava cantar as matinas, exclamou: “Eu as cantarei no céu!”. Depois, tomou o crucifixo nas mãos, beijou-o ternamente, dizendo: “Em vossas mãos, eu encomendo o meu espírito”.

São João da Cruz, figura entre os mestres da teologia mística. Escreveu as seguintes obras: “A Subida ao Carmelo” - “A Noite Escura da Alma” - “Cântico Espiritual Entre a Alma e o Cristo” “A Viva Chama de Amor” e “Os Espinhos do Espírito”. São obras clássicas que lhe merecem o título de Doutor da Igreja, com que Pio XI o distinguiu em 24 de agosto de 1926.

Reflexões

Na primeira santa Missa, São João da Cruz pediu a Deus a graça de ficar isento de todo o pecado mortal. Em outra ocasião, pediu para sofrer muito, trabalhar pela glória de Deus e ser desprezado e ludibriado por amor de Cristo. Bem diferente é nossa oração. Que é que pedimos a Deus? Em que intenções prometemos a Deus santas Missas, jejuns e romarias? Não é quase sempre para obtermos favores materiais, restabelecimento da saúde, felicidade nos negócios etc.

Os interesses de nossa alma não são muito mais elevados? E deles, no entanto, não nos lembramos.

Por que não fazemos petições e promessas para alcançarmos a graça da perseverança, a graça de ficarmos livres do pecado mortal, de vencer paixões e vícios?

Devemos pedir a Deus tudo aquilo que é útil e necessário para nossa salvação.

Fontes:
http://fna-regiaodeaveiro.blogs.sapo.pt/tag/s%C3%A3o+jo%C3%A3o+da+cruz
http://www.lettrecarmesmidi.org/LettreCarmes/histoire.html

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Santa Lúcia de Siracusa (Santa Luzia), Mártir, 13 de Dezembro


Santa Lúcia de Siracusa (± 283 - 304), também conhecida por Santa Lúcia, foi uma jovem siciliana, venerada pelos católicos como virgem e mártir, que morreu por volta de 304 durante as perseguições de Diocleciano em Siracusa.

Na Antigüidade cristã, juntamente com Santa Cecília, Santa Águeda e Santa Inês, a veneração à Santa Lúcia foi das mais populares e, como as primeiras, tinha ofício próprio. Chegou a ter 20 templos em Roma dedicados ao seu culto.

Lúcia era uma jovem com uma mãe de boas condições financeiras. Quando se tornou mais velha, foi prometida para se casar com um jovem rico da sua cidade. Lúcia não aceitou a idéia, pois pretendia seguir carreira religiosa, mas a sua mãe não gostava dessa decisão.

A mãe de Lúcia ficou então muito doente, a jovem pôs-se a rezar por sua mãe e levou ao seu leito as relíquias de Santa Águeda. A mãe de Lúcia curou-se da doença e aceitou a idéia de sua filha seguir carreira religiosa.

O rapaz com quem Lúcia se iria casar não gostou da idéia e acusou-a de professar falsa fé cristã. Ele fez com que Lúcia fosse julgada pela Igreja, até que foi decidido que a jovem virgem teria de ser levada a um prostíbulo para se contaminar.

Segundo a história, quando os guardas vieram buscar Lúcia, seu corpo tornou-se tão pesado que nem muitos homens conseguiram tirá-la do lugar. Lúcia, então, foi vítima de várias torturas, sendo que uma delas foi arrancar os seus olhos, que foram colocados numa bandeja e entregues ao seu ex-pretendente. Mesmo assim, no dia seguinte os olhos de Lúcia apareceram no seu rosto, intactos.

Lúcia continuou a ser torturada, até que no dia 13 de Dezembro um golpe de espada cortou sua cabeça. Depois de alguns anos, Lúcia foi reconhecida como santa pelo Vaticano, e é hoje a protetora dos olhos. Anos depois ela foi canonizada, tornando-se santa e mártir da Igreja Católica. Ela é considerada a protetora dos olhos. Sua festa é celebrada em 13 de Dezembronos países católicos. A santa é padroeira de muitas cidades brasileiras.

São encontradas várias lendas do martírio da santa. Uma delas diz que Lúcia nasceu na Sicília, Itália, no Século III, tempo de muitas perseguições cristãs. Seus pais eram cristãos de origem nobre, e ricos. Com a morte do pai, sua mãe quis que se casasse com um moço de estirpe nobre, mas pagão. Como havia feito voto de virgindade a Cristo, não aceitou o casamento. Sentindo-se rejeitado, o noivo, denunciou-a ao governador Pascácio, um homem perverso que, em tribunal, intimou-a a sacrificar sua vida aos deuses pagãos.

A insistência de Pascácio para que Lúcia, a todo custo, se casasse com o fidalgo, levou-a perguntar-lhe: “Afinal, o que este rapaz viu em mim, sendo ele tão rico e poderoso”. A resposta do governador foi taxativa: “São seus belos olhos que o encantam”. Lúcia, então, pediu-lhe um pratinho e arrancou, de súbito, seus olhos e ofereceu ao noivo que a denunciou. Pascácio, irado, ordenou que Lúcia fosse decapitada.

Em Quiririm, distrito do município de Taubaté, São Paulo, Brasil, ainda se preserva a cultura Italiana trazida pelas mãos dos imigrantes que ali se instalaram e, assim, anualmente existe uma grande festa mantendo as tradições: homenageando a santa e fazendo a alegria da criançada.



Fontes:

http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%BAcia_de_Siracusa

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/9b/Lorenzo_Lotto_004.jpg

Nossa Senhora de Guadalupe, Padroeira da América Latina, 12 de Dezembro



Em 1531, dez anos após a conquista da cidade do México por Cortés, a Virgem apareceu ao índio Juan Diego, na colina do Tepeyac, e pediu-lhe que se apresentasse ao bispo Zumarraga com um pedido: que erguessem naquele local um templo dedicado a ela. A Senhora identificou-se como Nossa Senhora de Guadalupe – uma invocação mariana da Espanha medieval – mas seus traços fisionômicos eram os de uma mestiça.
Como era natural, o bispo acolheu com reservas o pedido e exigiu um sinal. Na nova aparição da Senhora, Juan Diego apresentou a exigência do bispo. Então a Senhora disse ao índio que recolhesse as rosas que floresciam no lugar – milagre evidente, pois era pleno inverno – e as apresentasse ao bispo como o sinal exigido. Ao chegar à presença do bispo, Juan Diego abriu o ayate – espécie de avental de duas peças suspensas no pescoço e feito de fibra de um cacto, próprio dos índios pobres da região – para mostrar as rosas, e em seu lugar apareceu a imagem da Senhora.
Essa imagem é a que se venera hoje no santuário de Guadalupe. A história das aparições consta de uma narração em língua nahuatl – a língua falada por Juan Diego – escrita em 1533. O manuscrito, conservado até hoje, é conhecido por sua palavras iniciais, como as encíclicas papais: Nican Mopohua. Mas de fato, o principal documento das aparições é a própria imagem.
Como documento gráfico de uma verdade religiosa, a Virgem de Guadalupe só pode ser comparada com o Santo Sudário de Turim, tantos são os prodígios inexplicáveis à própria ciência que encerra. O primeiro prodígio está na contextura física da imagem. O ayate, ou tilma, era feito de uma fibra pouco consistente, e por isso com uma duração muito limitada. Apesar disso, conserva-se em perfeito estado após quatrocentos e cinqüenta anos, tendo sobrevivido a um incêndio e à contínua veneração.
Mais admirável ainda é o caso da pintura. A superfície do ayate é áspera e desigual. Como pode estampar-se nela uma imagem tão perfeita e cheia de harmonia? Este problema já tinha chamado a atenção na época do pintor Miguel Cabrera e do pesquisador Bartolache, que o julgaram insolúvel. Mas ainda hoje, com todos os avanços da técnica moderna, os especialistas que a analisaram julgaram impossível e inexplicável a reprodução da imagem. Mas o último prodígio da imagem foi revelado recentemente. Submetida a uma análise pelos técnicos da NASA – o centro de pesquisas espaciais dos Estados Unidos – a ampliação do olho, milhares de vezes, por computadores revelou que na pupila se encontra reproduzida – invertida, como acontece com o olho humano – a cena da apresentação da imagem por parte do índio na presença do bispo.

(Cf PALACÍN S.J., Carlos; PISANESCHI, Nilo. Santo nosso de cada dia, rogai por nós!, São Paulo: Loyola, 1991)

Fonte:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

São Dâmaso, 11 de Dezembro


São Dâmaso era de origem espanhola e nasceu por volta do ano 305. Era irmão de Santa Irene. Foi o sucessor do papa Libério, ocupando a cátedra de Pedro de 366 a 384. A sua eleição foi marcada por lutas violentas entre as diversas facções, deixando num só dia o saldo de 137 mortos.

Abalada pelo arianismo, a Igreja vivia momentos difíceis de dissenções internas que colocavam em perigo a sua unidade. Uma das primeiras medidas de São Dâmaso foi depor todos os bispos vinculados ao arianismo, estabelecendo como sinal de reconhecimento de um bispo legítimo a sua comunhão com o bispo de Roma. Ou seja, a Igreja universal está submetida a Pedro, por conseqüência a Igreja de Roma exerce jurisdição sobre todas as demais. Para isto, São Dâmaso evoca a palavra de Jesus: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja."

Seu pontificado foi deveras profícuo: a vida espiritual floresceu, recobrando seu primitivo vigor. Graças a ele, o texto da Sagrada Escritura começou a ser revisto, e São Jerônimo procedeu à versão da Vulgata, ou seja, a nova versão da Bíblia em latim. Devotou aos mártires grande admiração.

Morreu aos oitenta anos e foi sepultado num túmulo que ele mandara construir, afastado da chamada Cripta dos Papas, nas Catacumbas de São Calisto, onde ele afirmava no fim de uma longa inscrição: "Aqui eu, Dâmaso, desejaria mandar sepultar os meus restos mortais, mas tenho medo de perturbar as piedosas cinzas dos santos."

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://hodiemecum.hautetfort.com/archive/2008/12/11/index.html

domingo, 7 de dezembro de 2008

São Melquíades, 10 de Dezembro



O papa São Melquíades era originário da África e foi o sucessor de Santo Eusébio, em 311, quando Máximo era imperador romano.

Em 312, Constantino subiu ao trono, oficializando a prática da religião cristã. Foi um tempo de expansão do cristianismo. São Melquíades trabalhou intensamente para recuperar os bens da Igreja, que haviam sido confiscados durante a perseguição. Zelou também pela integridade da fé cristã, ameaçada pelas heresias de Donato e de Ceciliano.

Para pôr fim às dissenções internas da Igreja, convocou um concílio em 313, onde procurou a reconciliação e a união dos corações divididos. Santo Agostinho o chamou de "filho da paz e pai dos cristãos". Morreu no dia 10 de janeiro de 314 e foi enterrado no cemitério de São Calisto. Por algum motivo desconhecido, sua festa é comemorada pelo Calendário Romano a 10 de dezembro.

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)


Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html

http://saints.sqpn.com/saintm0i.jpg