quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

São Bento Biscop, Abade, Fundador de Wearmouth e de Jarrow, 12 de Janeiro

Na brumosa Inglaterra, e de nobre família cortesã, nasceu Bento Biscop, no ano de 629. Oswy reinava sobre o território de Nortúmbria, e desde o primeiro momento tratou o jovem cortesão com especial solicitude.

Movido por suas precoces inquietudes religiosas, Bento viajou para Roma, desejando aprofundar-se na observância cristã e no estudo das ciências eclesiásticas. Tempos depois, Bento regressou para a sua pátria, onde recebeu a entusiasta ajuda de Egfrido, herdeiro e sucessor de Oswy.

Bento fundou o monastério Wearmouth, colaborou com Teodoro de Tarso, arcebispo de Cantuária, com Adriano, na gigantesca tarefa de evangelizar a Grã-Bretanha.

Depois de fundar o seu segundo mosteiro, o de São Pedro de Jarrow, dedicou-se Bento Biscop ao ensino da música gregoriana e do completo ritual do catolicismo nas práticas religiosas das Ilhas Britânicas. Fomentou a arte em suas diversas expressões, pictórica, escultórica e arquitetônica, e acabou sendo um dos grandes pilares da incorporação inglesa à comunidade cristã do Ocidente.

Durante a vida, São Bento Biscop foi para todos um exemplo vivo do mais puro amor a Deus e de todas as virtudes religiosas. Mas isso se manifestou de modo especial nos últimos anos de sua vida. Debilitado por várias enfermidades, deu a todos o exemplo de paciência e resignação cristã. Durante sua longa enfermidade, gostava de relatar suas correrias apostólicas e suas viagens a Roma, assim como os fatos que havia testemunhado em um sem-número de casas religiosas. E quando já não mais conseguia dispor de forças para falar ou rezar, pedia que um monge viesse recitar para ele as do ofício divino. Assim o fez, sobretudo durante os três últimos anos de sua vida, quando uma paralisia lhe tolheu todo e qualquer movimento.

Particularmente digno de menção é seu constante esforço para manter a presença de Deus, do qual brotavam ardentes exortações, que dirigia a seus discípulos: "Não considereis como minhas as constituições que vos dei. Depois de visitar dezessete mosteiros, que viviam na melhor observância, procurei fazer uma síntese das regras e práticas religiosas que me pareceram as melhores, e isto é que vos dei. Este é o meu testamento".

(Cf PALACÍN S.J., Carlos; PISANESCHI, Nilo. Santo nosso de cada dia, rogai por nós!, São Paulo: Loyola, 1991)




Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_janeiro.html

imagem: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_11_01_66%20_Sao_Bento_Biscop.htm

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Batismo do Senhor Jesus, Domingo, 11 de Janeiro

A liturgia desta festa tem como cenário de fundo o projeto salvador de Deus. No batismo de Jesus às margens do Rio Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Ele fez-se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-se em promover-nos a filhos e filhas do Pai, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.

A primeira leitura anuncia um misterioso "Servo", escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim. Investido do Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/"Servo"
enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se homem, identificou-se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de promovê-los e de levá-los à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de Salvação; por isso, Ele "passou pelo mundo fazendo o bem" e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.


Fontes:
www.ecclesia.pt
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=31&fd=1
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=20656&language=PT&img=&sz=ful

Beato Gonçalo de Amarante, Confessor, 10 de Janeiro

São Gonçalo é o santo português que, sobretudo no Norte de Portugal, goza da maior devoção, logo depois de Santo Antônio de Lisboa. Na sua História Eclesiástica de Portugal, o Padre Miguel de Oliveira diz apenas o seguinte: «São Gonçalo de Amarante, que se supõe falecido a 10 de Janeiro de 1259; o seu culto foi permitido pelo Papa Júlio III (24 de Abril de 1551) e confirmado por Pio IV (1561); Clemente X estendeu o ofício e a Missa a toda a Ordem dominicana (1671)».


Terá sido São Gonçalo uma invenção posta ao serviço de uma idéia qualquer ou propósito, ou podemos perceber o percurso da sua devoção ou do seu culto? O mais antigo documento que se refere a São Gonçalo é um testamento de 18 de Maio de 1279, em que uma tal Maria Johannis lega os seus bens à Igreja de São Gonçalo de Amarante. Quer dizer, uns 20 anos depois da morte de São Gonçalo existia uma igreja dita «de São Gonçalo de Amarante». Há outros documentos e escritos sobre a figura de São Gonçalo e o seu culto.


Na biografia oficial de São Gonçalo, apresentada como tal a partir do Flos Sanctorum de 1513, não há dúvidas: Gonçalo, nasceu em Tagilde, estudou rudimentos com um devoto sacerdote e frequentou depois a escola arqui-episcopal de Braga. Ordenado sacerdote, foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. Depois, foi a Roma e Jerusalém; no seu regresso, vendo-se desapossado do seu benefício, prosseguiu um caminho de busca interior já anteriormente encetado, depois foi a experiência da vida eremítica, a pregação popular, e logo caiu na ambiência mendicante da época, após o quê se faria dominicano.


As coisas não são assim tão lineares. De qualquer modo, tenha sido padre diocesano, cônego de Santa Maria em Guimarães, beneditino ou dominicano, tenha - quase por certo - passado de uma a outra condição, nenhuma destas hipóteses ofusca a riqueza e o vigor da sua figura.

Fontes:
cf. ARLINDO DE MAGALHÃES, São Gonçalo, História ou lenda.
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11317&fd=0
http://bp1.blogger.com/_yNc3Po-OMXQ/R4ZRoA4B7OI/AAAAAAAAADk/yfHKiwEiwPc/s1600-h/goncalo.jpg

Santo Adriano , 9 de Janeiro


Santo Adriano era nascido na África. Viveu entre o final do século VI e o início do século VII, quando era papa São Vitalino. Foi abade do mosteiro de São Pedro de Canterbury. Era um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor de grego e de latim e professor de ciências eclesiásticas e humanas.

Grande amigo de São Teodoro, que foi teólogo, depois monge, e mais tarde, arcebispo da Inglaterra. O próprio Santo Adriano o apresentou ao papa Vitalino, para que fosse nomeado arcebispo em seu lugar, cuja indicação foi aceita com a condição: a de que ele acompanhasse o amigo Gregório à Inglaterra, já que conhecida aquele país.

Santo Adriano viveu na Inglaterra por 39 anos totalmente dedicados ao serviço da Igreja.

Em Santo Adriano os ingleses encontraram um guia cheio de sabedoria de Deus. Muitos iluminou com os seus exemplos de vida profundamente evangélica. Morreu no ano 710 e foi enterrado na igreja de seu mosteiro.

Fonte:

http://www.catolicanet.com/?system=santododia&action=ver_santos&data=09/01

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

São Severino, Abade / São Pedro Tomás, Patriarca, Mártir, 8 de Janeiro

No Século V o Império Romano do Ocidente foi progressivamente submerso pelos invasores germânicos: visgodos, ostrogodos, vândalos, suevos, burgúndios, alamanos e francos. Na devastação geral nasce São Severino, o apóstolo da Nórica. Ao que parece, descende de nobres famílias romanas. Nasceu em 410. Em 454 esteve no Oriente por pouco tempo, estabelecendo-se nesse mesmo ano sobre o Danúbio, nos confins da Nórica e da Panônia, onde erigiu mosteiros capazes de dar refúgio às populações ameaçadas e, ao mesmo tempo, servir de pontos estratégicos para a pregação do Evangelho aos povos bárbaros (pagãos). 

Sentia-se impelido à vida contemplativa e eremítica e, ao mesmo tempo, era impulsionado ao trabalho missionário. Favorecido com o carisma da profecia, São Severino foi vidente também no plano humano. Compreendeu, por isso, que a agitação das jovens gerações bárbaras era irrefreável, e que a decrépita sociedade romana ganharia vigor com a transfusão dessas novas forças. 



Era, porém, necessário abrir suas mentes para a verdade Evangélica e, antes disso, entrar em contato direto com as pessoas. Com um gesto corajoso que chamou a atenção dos rústicos guerreiros, chegou até Comagene, já em poder dos inimigos. A sua comprovada caridade para com os necessitados conquistou definitivamente o coração simples dos bárbaros, a começar pelos chefes bárbaros. Gibuldo, rei dos alamanos, tinha para com ele "suma reverência e afeto", diz o seu biógrafo Eugipo. Escutava-o com respeito, dócil como um filho. Flaciteu, rei dos regues, consultava-o nos empreendimentos arriscados como se ele fosse um oráculo.

Não faltaram sinais do céu para confirmar suas palavras. Um dia, a nora de Flaciteu tinha-o convencido, contra a vontade e parecer de São Severino, a negar a liberdade a alguns prisioneiros. Severino advertiu-o, energicamente, que temesse a ira de Deus. Naquela mesma noite o filho de Flaciteu caiu prisioneiro de outros bárbaros e só conseguiu a liberdade por intermédio de Severino. 

Reverenciado e amado pela gente humilde e também por reis e guerreiros, viveu pobremente, sem tirar para si proveito algum das coisas materiais. Vestia-se com a mesma túnica no verão e no inverno, dormia escassas horas de sono, estendido sobre a terra, com o cilício apertando-lhe o corpo e, na quaresma, comia apenas uma vez por semana. Morreu no dia oito de Janeiro de 482. Suas relíquias são veneradas em Nápoles.

São Pedro Tomás, Patriarca, Mártir

Nasceu por volta do ano 1305 numa aldeia da Aquitânia, França. Os seus pais viviam em pobreza extrema, o que levou Pedro Tomás a abandonar o lar paterno muito cedo para não ser pesado aos seus. Era Pedro Tomás de estatura baixa, mas possuía uma inteligência rara e profunda. 

Vivendo de esmolas, conseguiu estudar, tornando-se mestre e professor com apenas 17 anos. Foi convidado para ser professor dos estudantes carmelitas, vindo também ele a entrar na Ordem em 1327. Ensinou várias matérias em muitos conventos da Ordem, até ser nomeado Procurador da Ordem junto à Santa Sé, que então se encontrava em Avignon. Em certa ocasião, vendo o Padre Geral a humilde e pequena aparência do santo, envergonhou-se de apresentá-lo aos Cardeais. No entanto, certo Cardeal, que conhecia a fama de Frei Pedro Tomás, resolveu apresentá-lo.


O Papa fê-lo seu Núncio e Legado, encomendando-lhe muitas e difíceis missões, que Frei Pedro Tomás sempre resolveu bem. Foi arauto e apóstolo incansável da paz e da unidade da Igreja, logo conquistando, em toda a parte, a fama de santo. Depois de ter exercido o cargo de Bispo em várias dioceses, foi nomeado Patriarca de Constantinopla.

Apesar dos altos cargos que exerceu, nas suas viagens, Frei Pedro Tomás procurava sempre, como residência, os conventos dos seus irmãos carmelitas, vivendo como irmão e com os irmãos de Nossa Senhora do Carmo a vida normal da comunidade, segundo a Regra. 

Morreu no dia 6 de Janeiro de 1366. Apesar de ser bispo, pediu que o vestissem com o hábito da Ordem. Era muito devoto da Virgem Maria e, um dia, contou a um irmão que Nossa Senhora lhe tinha aparecido, dizendo-lhe que a Ordem do Carmo durará até ao fim dos tempos.


Fontes:
www.ecclesia.pt

São Raimundo de Peñaforte, 7 de Janeiro

Existem em São Raimundo duas virtudes: a inteligência e a humildade. Nascido no castelo de Peñaforte, perto de Villafranca del Pañadés, estudou com tal afinco que, aos 20 anos, era um mestre procurado e cobiçado por todos. 

Aos 35 anos vai para a célebre Universidade de Bolonha especializar-se em Direito, e lá destacou-se ao passar de discípulo a mestre. No entanto, as palavras que redigiu num perfácio de um livro de Direito revelam-nos a sua virtude da humildade e a sua fé: "Leitor, sê benévolo, considera a minha intenção e não me combatas com aspereza. As coisas úteis, atribui-as a Deus; se encontrares algumas inutilidades, será por eu me haver equivocado ou por tu não me compreenderes. Corrige-me com amabilidade."


Mais tarde, veste o hábito de São Domingos, fundador da Ordem dos Dominicanos e, em 1222, começa o período mais laborioso e o mais interessante do Santo. A pedido do Padre Provincial de Espanha, Raimundo escreveu uma das obras mais célebres da Idade Média, a Summa de casibus paenitentialibus, onde trata questões difíceis da moral a que chamou "casos de consciência".

Quando esteve em Roma, fez um trabalho notável na compilação de Decretos, que vieram a ser a base da legislação eclesiática durante seis séculos e meio. Quando partiu de Roma, um velho escritor relatava, segundo um funcionário da cúria, sobre Raimundo: "Este homem vai-se como veio, tão pobre e tão modesto como à sua chegada. Não leva consigo nem ouro, nem honras, nem dignidades."

São Raimundo era gênio de altos ideais e caráter muito prático e concreto. Com intuição realista, viu que a conversão de mouros e judeus requeria a formação sólida e apóstolos decididos. Assim, contactou São Tomás de Aquino, que se encontrava no auge da sua atividade genial, e daí surgiu um manual apologético para os missionários. Posteriormente, fundou várias escolas com o objetivo de formar professores, mestres de missionários e verdadeiros apologetas, bem informados nas doutrinas do Alcorão e do Talmude.

A sua morte aconteceu a 6 de Janeiro de 1275 e foi canonizado em 1601. Sua memória é celebrada no dia 7 de Janeiro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dia dos Reis Magos / Santa Rafaela Maria, Religiosa, 6 de Janeiro


A Adoração dos Reis Magos (a Jesus Menino), Velazquez


Os Três Reis Magos, ou simplesmente "Os Magos", a que a tradição deu os nomes de Melchior, Baltazar e Gaspar, são personagens da narrativa cristã, que visitaram Jesus após o seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz "uns magos", que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três mas, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

Talvez fossem astrólogos ou astrónomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do rei Herodes em Jerusalém. Perguntaram-lhe sobre a criança mas ele disse nada saber. No entanto, Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que, se encontrassem o menino, o informassem, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo.

A estrela, conta o evangelho, precedia-os e parou sobre o local onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus, ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles: o ouro pode representar a realeza (eles procuravam o "Rei dos Judeus"); o incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus; a mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remete-nos para o género da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40).

"Sendo prevenidos em sonhos a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melchior quer dizerMeu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que simbolizavam os reis de todo o mundo, representariam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Segundo a mesma tradição, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Devido ao tempo passado até que os Magos chegassem ao local onde estava o menino, por causa da distância percorrida e da visita a Herodes, a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de Janeiro. Algumas Conferências Episcopais decidiram, contudo, celebrar a festa da Epifania no primeiro domingo de Janeiro (quando não coincide com o dia 1º).

Devemos aos Magos a troca de presentes no Natal. Dos presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de Janeiro, e os pais muitas vezes se disfarçam de reis magos.

Nos apíses em que a Epifania se celebra neste dia, as leituras da liturgia são Is 60, 1-6; Sl 71, 2.7-8.10-13; Ef 3, 2-3.5-6; Mt 2, 1-12.

Santa Rafaela Maria, Religiosa


Nasceu perto de Córdova, em 1850. Com a idade de 15 anos fez voto de castidade perpétua e intensificou a sua vida de piedade e de obras de caridade.

Com a ajuda de sua irmã e de Mons. Zeferino Gonzalez, fundou o Instituto das Adoradores do Santíssimo Sacramento e Filhas de Maria Imaculada que, em 1887, recebeu do Papa leão XIII a aprovação definitiva com o título de Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

Rapidamente se multiplicaram as fundações de casas de apostolado e adoração reparadora. Na base de todas elas estava a fervorosa e contínua oração da Madre Rafaela e das suas religiosas e as heróicas virtudes que praticavam, sobretudo a profundíssima humildade, de tal forma que alguém chamou à Madre Rafaela "a humildade feita carne".

No entanto, as imensas dificuldades que lhe surgiram levaram-na ao isolamento e à renúncia ao cargo de superiora geral. Durante 30 anos viveu isolada, entregue a duros trabalhos e sofrendo pacientemente terríveis humilhações.

Foi beatificada em 1952 e canonizada em 1977.


Fontes:
 
Cf. http://pt.wikipedia.org
 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10153&fd=0
 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=28559&language=PT&img=&sz=full

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11312&fd=0
http://fotos.sapo.pt/ZesPd6eiZVCtR73uQOKZ
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.apfe.com.ar/elpatio/wp-content/uploads/2008/05/santa-rafaela-maria.jpg&im

São João Nepomuceno Neumann, Bispo, 5 de Janeiro


É o primeiro santo da Igreja norte-americana. Embora nascido na Bohemia, em 1811, os norte-americanos consideram-no seu.

Durante a sua formação no seminário de Budweis (Bohemia), dedicou-se, por iniciativa própria, ao estudo das línguas vivas: francês, inglês, espanhol, italiano, tão úteis para o seu apostolado entre os emigrantes.

Ordenou-se sacerdote em 1836, em Nova Iorque, onde tinha chegado uns meses antes, entregando-se inteiramente aos imigrantes. Em 1840, faz-se redentorista. Contra a sua vontade é feito Bispo de Filadélfia. Sem dotes exteriores, embora homem de Deus, bispos e sacerdotes procuram o seu conselho.

Abrir escolas e erguer igrejas - construiu uma catedral e 89 igrejas paroquiais - são os dois pilares da sua ação pastoral. Simples como uma criança, vive pobremente e esgota-se trabalhando pelos imigrantes, até que a morte o surpreende na rua, de onde o retiram os transeuntes sem saber que era o seu bispo. Era o dia 11 de Janeiro de 1861. Paulo VI beatificou-o em 1963. Sua memória é comemorada no dia 5 de Janeiro.

Fontes:

http://www.mercaba.org
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=12019&fd=0 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=49824&language=PT&img=&sz=full

Domingo da Epifania do Senhor (cor litúrgica: branco) / Santa Isabel Ana Seton, Religiosa Fundadora / Santa Ângela de Foligno, 4 de Janeiro


A liturgia deste Domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens... Ele é uma "luz", que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa "luz" encarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.
A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.
A segunda leitura apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos - a comunidade de Jesus.
No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os "magos" do Oriente, representantes de todos os povos da terra... Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-no com esperança até o encontrar, reconhecem nele a "salvação de Deus" e aceitam-no como "o Senhor". A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem exceção.
cf. www.ecclesia.pt




Santa Isabel Ana Seton, Religiosa Fundadora
Isabel Ana Beyley nasceu em 1774, filha de um médico e educada na Igreja episcopal. Casou-se aos vinte anos com William Seton, um comerciante, vindo daí o seu sobrenome "Seton".
A caminho de Itália com o marido e os seus cinco filhos, Isabel Ana perdeu o marido, que faleceu na viagem, e tanto ela como os filhos, à chegada de Itália, foram recebidos carinhosamente por uma família italiana. Ora, sendo protestante, ao experimentar tanta caridade, persuadiu-se que devia ser verdadeira a religião que levava os membros dessa família a serem tão bons. Assim, depois de voltar aos Estados Unidos, converteu-se ao catolicismo e, por isso, foi expulsa de casa por sua família e despojada de todos os seus bens.
Apesar dos sofrimentos, mesmo sem o compreender, ela cumpriu em tudo a vontade de Deus, que dia-a-dia traça um itinerário que nos leva a um Deus de Amor. Eis o caminho onde Isabel Ana encontrou a paz e o bom humor que nunca a abandonou.
Mais tarde, em 1812, funda a Congregação das Irmãs da Caridade de São José que, em 1975, ano da sua canonização, contava com mais de 8 mil membros, agrupados em seis institutos em três continentes.
Isabel Ana Seton partiu para o Paraíso em 4 de Janeiro de 1821, em Baltimore, Maryland - USA.


Santa Ângela de Foligno
Nasceu em 1248, em Foligno, na Itália, onde vivia São Francisco de Assis. Sofreu uma grande provação quando tinha 37 anos, com a morte de seus filhos, marido e pais. Reconsiderando sua vida com a dor da solidão, resolveu ingressar na Ordem Terceira de São Francisco.
Ângela de Foligno redigiu inúmeros opúsculos e relatos de sua própria experiência religiosa; neles exortava seus leitores a meditarem no mistério da Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo. Completou seus testemunhos literários com uma densa Autobiografia, que serviu de exemplo para muitos crentes.
Por suas obras, assim como por numerosas visões místicas que transportaram seu coração, foi comparada, por alguns autores, a Sta. Teresa D’Ávila.
Ângela morreu em 4 de janeiro de 1309. Sobre seu sepulcro, na igreja do convento franciscano de Foligno, muitos milagres aconteceram. O Papa Clemente IX a proclamou beata no início do Século XVII.
Sua espiritualidade se orienta para a Paixão e Morte de Jesus Cristo. O Cristo da Cruz é o livro da vida, que deve ser por todo aquele que deseja encontrá-lo. Era tamanha a vocação que ela nutria pela cruz, que se contemplasse uma estampa ou quadro que representasse alguma cena da Paixão, era acometida de febre.
Seus opúsculos foram várias vezes editados sob o significativo título de Theologia crucis. Na meditação da Paixão era que tomava consciência da gravidade de seus pecados passados, chorando-os com dor maior. Nesta contemplação da cruz, ela mesma diz, ardia em tal fogo de amor e de compaixão que, estando junto à cruz, tomei o propósito de despojar-me de todas as coisas, e me consagrei inteiramente a Cristo.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=29&fd=1
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11311&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=46737&language=PT&img=&sz=full
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_janeiro.html
http://lh5.ggpht.com/_XIBEFXP3obU/R7-N7-2WJ9I/AAAAAAAAPes/jGK_K6iOaYQ/1-JANEIRO_4+DIA+DE+SANTA+ÂNGELA+DE+FOLIGNO.jpg

Santíssimo Nome de Jesus / Santa Genoveva, Padroeira de Paris, 3 de Janeiro


"Deram-lhe o nome de Jesus" (Lc 2, 21)

"Ainda que seja inefável o Nome santíssimo de Jesus que foi imposto, na Circuncisão, a Cristo Senhor, Redentor do gênero humano, todavia para não nos calarmos completamente em tão grande solenidade, alguma coisa apresentaremos em louvor e glória de tão grande Nome, diante do qual "todo joelho se dobra nos Céus, na Terra e nos Infernos" (Fil 2, 10). Porque tão grande é a consolação da alma que se alegra em Cristo, que a pobreza se torna como riquezas, a aspereza como delícias e a vileza como honras, e pelo seu Nome todos os suplícios se fazem
doces para eles.

Na verdade, diz-se por causa deste Nome: "Saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus" (Act 5, 41). Portanto, se mergulha na tua mente o negrume da tristeza, se está eminente uma grave e violenta tempestade, se as costas do mar "gritam" com terrível e grandioso ruído, se são batidas as praias do oceano, e se também a nau está invadida pelas ondas, invoca Jesus, que se julga estar dormindo no fundo do navio, mas é um Jesus que nem dorme nem dormita; e com toda a fé diz-lhe: "Levanta-te, Senhor Jesus".


Oh, Nome de Jesus exaltado acima de todo o nome! Oh, gozo dos Anjos! Oh, alegria dos justos! Oh, pavor dos condenados: em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós, toda a esperança da indulgência, em Vós, toda a expectativa de glória. Oh, Nome dulcíssimo, Vós dais o perdão aos pecadores, renovais os costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh, Nome desejável, Nome admirável, Nome venerável, Vós, Nome do Rei Jesus, assim levantais ao mais alto dos Céus os espíritos! Todos os que principam a ter devoção a este Nome, graças a Ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor.


(Homilia de S.Bernardino de Sena, o grande promotor da devoção ao SS. Nome de Jesus)



Santa Genoveva, Defensora de Paris contra os Hunos, 512


De pai franco e mãe galo-romana, dedicou-se muito jovem ao serviço divino, logo despertando a atenção de São Germano de Auxerre e São Loup de Troyes, que passaram por Nanterre em 429, quando da viagem deles pela Bretanha.

De acordo com a tradição, em 451, graças à sua força de caráter, Genoveva convenceu os habitantes de Paris a não entregar a cidade aos Hunos e aplacou a ira de Átila com suas preces. Especula-se também que ela poderia ter informado ao invasor sobre uma epidemia de cólera que então grassava na região.

Finalmente, pelos vínculos que Átila possuía com os francos, integrados ao estado romano, ela poderia saber que os hunos desejavam originalmente atacar os visigodos na Aquitânia, e não desejariam perder tempo sitiando Paris. Ela fez construir uma igreja no local da tumba de São Dênis, primeiro bispo da Lutécia (atual cidade de Paris).



Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11673&fd=0
http://santiebeati.it/immagini/?mode=view&album=25625&pic=25625AC.JPG&dispsize=Original&start=0
http://www.psfcolniza.com.br/santos.html

São Basílio Magno, Bispo, e São Gregório Nazianzeno, Bispo de Nazianzo, Doutores da Igreja, 2 de Janeiro

Nasceu em Cesaréia, na Capadócia, no ano 330. Foi o autor dos primeiros escritos sobre o Espírito Santo e o pioneiro da vida monástica no Oriente. Escreveu duas Regras que são seguidas até hoje pelos monges da Igreja do Oriente, conhecidos como basilianos.

Em 370 foi nomeado bispo de Cesaréia da Capadócia, num contexto de diversos cismas e ameaças à fé cristã. Mas foi firme e um grande defensor da Igreja e, devido a isso, tem o nome de Magno. Foi o criador de uma imensa obra a serviço dos pobres, fundando hospitais, asilos, casas de repouso, escolas de artesanato etc.









Gregório de Nazianzo foi, ao mesmo tempo, homem de acão e de contemplação, filósofo e poeta. Manteve-se sempre entre a vida ativa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação.

Desde pequeno, Gregório
consagrou-se à castidade, que lhe aparecera em sonhos como uma menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: Cesaréia, na Palestina; Alexandria, no Egito; e Atenas, na Grécia.















Fontes:


http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10137&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10138&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=40898&language=PT&img=&sz=full

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=50549&language=PT&img=&sz=full

Maria, Mãe de Deus, 1º de Janeiro de 2009 - Feliz e Abençoado Ano Novo!!!


A Virgem com Lírios, Adolphe-William Bouguereau

No ano 431 d.C., o Concílio de Éfeso proclamou solenemente o Dogma da Maternidade de Maria: Ela é verdadeiramente Mãe de Cristo, que é verdadeiro Filho de Deus. Maria é, assim, a Teotókos - Mãe de Deus.
Foi a primeira festa mariana da Igreja ocidental. O Concílio Vaticano II reforçou o dogma, afirmando que "Maria, filha de Adão, consentindo na Palavra Divina, se fez Mãe de Jesus e, abraçando com generosidade e isenta de todo pecado a vontade salvífica de Deus, consagrou-se totalmente como serva do Senhor à pessoa e à obra do seu Filho, servindo sob Ele e com Ele, por graça de Deus onipotente, ao mistério da Redenção" (Lumen Gentium 56). Ela é, portanto, Mãe de Deus e Mãe de todos os homens redimidos por Cristo.

Fonte: 
http://www.psfcolniza.com.br/santos.html

São Silvestre I, Papa e Confessor, 31 de Dezembro


São Silvestre era natural de Roma e governou a Igreja de Deus do ano 314 a 335. A conversão de Constantino e do Edito de Milão modificarão os destinos da Igreja. São Silvestre estabeleceu as bases doutrinais e disciplinares, que requeriam a Igreja em um novo contexto social e político em que o cristianismo se tornava a religião oficial do Império Romano.

Os cristãos já não eram mais perseguidos e repudiados, podendo professar a sua crença abertamente. E mais ainda, o próprio Imperador tomava a iniciativa de construir as primeiras basílicas, onde o povo pudesse se reunir por ocasião das grandes solenidades.

Se, por um lado, a tolerância religiosa contribuiu para a consolidação do catolicismo, por outro empanou a figura de São Silvestre, abrindo um precedente e um difícil entrosamento entre a Igreja e o Estado. Esta aliança se explicava por força das circunstâncias do tempo, quando a Igreja saía de um período de perseguição que já se arrastava há 250 anos.

Foi sob São Silvestre que se realizou o primeiro Concílio Ecumênico da história da Igreja - o Concílio de Nicéia, em 325 -, onde se definiu a divindade de Cristo. E o curioso é que este concílio foi convocado pelo imperador Constantino, tal era a influência nos assuntos eclesiásticos. São Silvestre foi um dos primeiros santos não-mártires cultuado pela Igreja.

(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_dezembro.html
http://www.psfcolniza.com.br/santos.html