segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Santo Hilário de Poitiers, Doutor da Igreja, 13 de Janeiro


Audiência geral: 
Santo Hilário de Poitiers
Texto integral
 ROMA, Quarta-feira, 10 de Outubro de 2007 (ZENIT.org) – Publicamos abaixo o texto integral da catequese dada pelo Papa Bento XVI durante a audiência geral, nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro.

Caros irmãos e irmãs,

Hoje, quero falar de um grande Pai da Igreja do Ocidente, Santo Hilário de Poitiers, uma das grandes figuras episcopais que marcaram o Século IV. Ao longo do confronto com os arianos, que consideravam o Filho de Deus, Jesus, como uma criatura, sem dúvida eminente, porém unicamente como uma criatura, Hilário consagrou toda a sua vida à defesa da fé na divindade de Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus, como o Pai, que O gerou na eternidade.

Não dispomos de informações precisas sobre a maior parte da vida de Hilário. As fontes, muito antigas, dizem que ele nasceu em Poitiers, provavelmente em torno do ano 310. Oriundo de uma família abastada, ele recebeu uma sólida formação literária, bastante evidenciada em seus escritos. Não é provável que ele tenha crescido num meio cristão. Ele mesmo nos fala de um caminho de busca pela verdade que, pouco a pouco, o conduziu ao reconhecimento do Deus Criador e do Deus Encarnado, morto para nos dar a Vida Eterna. Batizado por volta do ano 345, ele foi eleito bispo de sua cidade natal em meados de 353-354. Nos anos seguintes, Hilário escreveu sua primeira obra, o Comentário ao Evangelho de Mateus. Trata-se do mais antigo comentário em língua latina que temos sobre este Evangelho. Em 356, Hilário assiste como bispo ao Sínodo de Béziers, no Sul da França, segundo suas próprias palavras, o "Sínodo dos Falsos Apóstolos", pois a reunião foi dominada por bispos filo-arianos, que negavam a divindade de Jesus Cristo. Esses "falsos apóstolos" pediram ao Imperador Constantino a condenação ao exílio do bispo de Poitiers. Hilário foi, assim, obrigado a deixar a Gália durante o verão de 356.

Exilado na Frigia, atual Turquia, Hilário encontrou-se em contato com um meio religioso totalmente dominado pelo arianismo. Lá também, sua solicitude de pastor moveu-o a trabalhar incansavelmente pelo restabelecimento da unidade da Igreja, calcada sobre a fé justa formulada pelo Concílio de Nicéa. Foi com este objetivo que ele começou a redação da sua obra dogmática mais importante e conhecida: De Trinitate (Sobre a Trindade). Nela, Hilário expõe seu caminho pessoal rumo ao conhecimento de Deus, e se preocupa em mostrar que as Sagradas Escrituras atestam claramente a divindade do Filho e sua igualdade com o Pai, não somente no Novo Testamento, mas também num grande número de páginas do Antigo Testamento, no qual já aparece o mistério do Cristo. Face aos arianos, ele insiste sobre a verdade dos Nomes do Pai e do Filho, e desenvolve toda a sua teologia trinitária a partir da fórmula do Batismo que nos foi dada pelo Senhor mesmo: "Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo".

O Pai e o Filho são da mesma natureza. E se certas passagens do Novo Testamento podem fazer supor que o Filho é inferior ao Pai, Hilário oferece regras precisas para evitar interpretações errôneas: certos textos das Escrituras falam de Jesus como (falam) de Deus; outros evidenciam sua humanidade. Certos textos se referem a Ele na sua pré-existência junto ao Pai; outros levam em consideração o estado de "abaixamento" (kenosi), ou seja, sua descida até a morte. Outros textos, enfim, O contemplam na glória da Ressurreição. Durante os anos de seu exílio, Hilário escreveu igualmente o Livro dos Sínodos, no qual ele reproduz e comenta, para seus confrades bispos da Gália, as confissões de fé e outros documentos de sínodos ocorridos no Oriente por volta da metade do Século IV. Sempre firme na sua oposição aos arianos radicais, Santo Hilário mostra um espírito conciliador perante os que aceitavam professar que o Filho era semelhante ao Pai na Sua essência, naturalmente procurando conduzi-los à plenitude da fé de Nicéa, segundo a qual não há somente uma semelhança, mas uma verdadeira igualdade do Pai e do Filho na divindade. Isso também me parece característico: o espírito de conciliação que busca compreender aqueles que ainda não chegaram à fé, e que os ajuda, com uma grande inteligência teológica, a alcançar a plenitude da fé na verdadeira divindade do Senhor Jesus Cristo.

Em 360 ou 361, Hilário pôde finalmente retornar à sua pátria, após o exílio, e retomou imediatamente a atividade pastoral na Igreja, mas a influência do seu magistério estendeu-se, na verdade, para muito além das fronteiras do seu país. Um sínodo ocorrido em Paris, em 360 ou 361, retoma a linguagem do Concílio de Nicéa. Alguns autores antigos pensam que esta mudança anti-ariana do episcopado da Gália deveu-se, em grande parte, à firmeza e à mansidão do bispo de Poitiers. Este era precisamente o seu dom: conjugar a firmeza na fé e a doçura nas relações interpessoais. Durante os últimos anos de sua vida, ele redigiu ainda os Tratados sobre os Salmos, um comentário sobre cinqüenta e oito Salmos, interpretados segundo o princípio sublinhado na introdução da obra: "Não há dúvida alguma de que todas as coisas que são ditas nos Salmos devem ser entendidas segundo o anúncio evangélico, de modo a que, qualquer que seja o tom com que o Espírito profético fale, tudo esteja ligado ao conhecimento da vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo, encarnação, paixão e reino, e à glória e poder da nossa ressurreição" (Instructio Psalmorum 5). Ele vê em todos os Salmos esta compreensão do mistério do Cristo e de Seu Corpo, que é a Igreja. Em diversas ocasiões, Hilário encontrou São Martinho: precisamente perto de Poitierso futuro bispo de Tours fundou um monastério, que existe ainda hoje. Hilário morreu em 367. Sua memória litúrgica é celebrada em 13 de janeiro. Em 1851, o Bem-Aventurado Pio IX o proclamou Doutor da Igreja.


Para resumir o essencial da sua doutrina, eu quero dizer que Hilário encontra o ponto de partida de sua reflexão teológica na fé batismal. No De Trinitate, Hilário escreve: Jesus "pediu para que se batize em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo (cf. Mt 28, 19), quer dizer, na profissão de fé no Autor, no Filho Único e no Dom. Há somente um Autor de todas as coisas, pois Deus Pai é um só, do qual tudo procede. E Nosso Senhor Jesus Cristo é um só, através do qual tudo foi feito (1 Co 8, 6), e o Espírito é um só (Ef 4, 4), Dom em todos... Nada pode ser encontrado que falte a uma plenitude tão grande, em que a imensidão do Eterno, a revelação na Imagem, a alegria do Dom convergem para o Pai, o Filho e o Espírito Santo" (De Trinitate 2, 1). Deus Pai, sendo inteiramente Amor, é capaz de comunicar em plenitude Sua divindade ao Filho. Acho particularmente bela a seguinte fórmula de Santo Hilário: "Deus conhece apenas o Amor, Ele não sabe ser mais nada além de Pai. E Aquele que O ama não é invejoso, e Aquele que é o Pai, o É na Sua totalidade. Este Nome não admite ficar comprometido como se Deus pudesse ser o Pai sob certos aspectos, mas não o fosse sob outros" (ibid. 9, 61).

Eis por que o Filho é plenamente Deus sem falta alguma nem diminuição: "Aquele que vem da Prfeição é Perfeito, pois Aquele que tudo tem, tudo Lhe deu" (ibid. 2, 8). É apenas no Cristo, Filho de Deus e Filho do homem, que a humanidade encontra sua salvação. Assumindo a natureza humana, Ele uniu cada Homem a Ele, "Ele se fez nossa carne para todos" (Tractatus in Psalmos 54, 9) ; "Ele assumiu em Si a natureza de toda carne, e por meio desta Ele se tornou a Verdadeira Vida, Ele possui em Si as raízes de cada galho" (ibid. 51, 16). É precisamente por esta razão que o caminho para o Cristo é aberto a todos – pois Ele atraiu cada um na sua natureza de homem – mesmo se a conversão pessoal se faz sempre necessária: "Através da relação com Sua carne, o acesso ao Cristo é aberta a todos, contanto que eles se despojem do homem velho (cf. Ep 4, 22) e que eles o preguem sobre sua cruz (cf. Col 2, 14); contanto que eles abandonem as obras de outrora e que eles se convertam, para serem enterrados com Ele no Seu batismo, visando a Vida (cf. Col 1, 12; Rm 6, 4)" (ibid. 91, 9).

A fidelidade a Deus é um Dom da Sua graça. Eis por que Santo Hilário pede, ao final de seu Tratado sobre a Trindade, para conseguir permanecer sempre fiel à fé do Batismo. É uma característica deste livro: a reflexão se transforma em oração, e a oração volta a ser reflexão. Todo o livro é um diálogo com Deus. Eu quero concluir a catequese de hoje com uma destas orações, que se torna, assim, a nossa oração: "Faça, ó Senhor - recita Santo Hilário de maneira inspirada - que eu permaneça sempre fiel ao que eu professei no Símbolo da minha regeneração, quando fui batizado no Pai, no Filho e no Espírito Santo. Faça com que eu Te adore, nosso Pai, e ao mesmo tempo que eu adore Teu Filho; faça com que eu mereça Teu Espírito santo, que procede de Ti através do teu Filho único... Amém"  (De Trinitate 12, 57).

Tradução:
Gisele Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:
http://www.zenit.org/article-16375?l=french

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

São Bento Biscop, Abade, Fundador de Wearmouth e de Jarrow, 12 de Janeiro

Na brumosa Inglaterra, e de nobre família cortesã, nasceu Bento Biscop, no ano de 629. Oswy reinava sobre o território de Nortúmbria, e desde o primeiro momento tratou o jovem cortesão com especial solicitude.

Movido por suas precoces inquietudes religiosas, Bento viajou para Roma, desejando aprofundar-se na observância cristã e no estudo das ciências eclesiásticas. Tempos depois, Bento regressou para a sua pátria, onde recebeu a entusiasta ajuda de Egfrido, herdeiro e sucessor de Oswy.

Bento fundou o monastério Wearmouth, colaborou com Teodoro de Tarso, arcebispo de Cantuária, com Adriano, na gigantesca tarefa de evangelizar a Grã-Bretanha.

Depois de fundar o seu segundo mosteiro, o de São Pedro de Jarrow, dedicou-se Bento Biscop ao ensino da música gregoriana e do completo ritual do catolicismo nas práticas religiosas das Ilhas Britânicas. Fomentou a arte em suas diversas expressões, pictórica, escultórica e arquitetônica, e acabou sendo um dos grandes pilares da incorporação inglesa à comunidade cristã do Ocidente.

Durante a vida, São Bento Biscop foi para todos um exemplo vivo do mais puro amor a Deus e de todas as virtudes religiosas. Mas isso se manifestou de modo especial nos últimos anos de sua vida. Debilitado por várias enfermidades, deu a todos o exemplo de paciência e resignação cristã. Durante sua longa enfermidade, gostava de relatar suas correrias apostólicas e suas viagens a Roma, assim como os fatos que havia testemunhado em um sem-número de casas religiosas. E quando já não mais conseguia dispor de forças para falar ou rezar, pedia que um monge viesse recitar para ele as do ofício divino. Assim o fez, sobretudo durante os três últimos anos de sua vida, quando uma paralisia lhe tolheu todo e qualquer movimento.

Particularmente digno de menção é seu constante esforço para manter a presença de Deus, do qual brotavam ardentes exortações, que dirigia a seus discípulos: "Não considereis como minhas as constituições que vos dei. Depois de visitar dezessete mosteiros, que viviam na melhor observância, procurei fazer uma síntese das regras e práticas religiosas que me pareceram as melhores, e isto é que vos dei. Este é o meu testamento".

(Cf PALACÍN S.J., Carlos; PISANESCHI, Nilo. Santo nosso de cada dia, rogai por nós!, São Paulo: Loyola, 1991)




Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_janeiro.html

imagem: http://www.pliniocorreadeoliveira.info/DIS_SD_11_01_66%20_Sao_Bento_Biscop.htm

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Batismo do Senhor Jesus, Domingo, 11 de Janeiro

A liturgia desta festa tem como cenário de fundo o projeto salvador de Deus. No batismo de Jesus às margens do Rio Jordão, revela-se o Filho amado de Deus, que veio ao mundo enviado pelo Pai, com a missão de salvar e libertar os homens. Cumprindo o projeto do Pai, Ele fez-se um de nós, partilhou a nossa fragilidade e humanidade, libertou-nos do egoísmo e do pecado e empenhou-se em promover-nos a filhos e filhas do Pai, para que pudéssemos chegar à vida em plenitude.

A primeira leitura anuncia um misterioso "Servo", escolhido por Deus e enviado aos homens para instaurar um mundo de justiça e de paz sem fim. Investido do Espírito de Deus, ele concretizará essa missão com humildade e simplicidade, sem recorrer ao poder, à imposição, à prepotência, pois esses esquemas não são os de Deus.

No Evangelho, aparece-nos a concretização da promessa profética: Jesus é o Filho/"Servo"
enviado pelo Pai, sobre quem repousa o Espírito, e cuja missão é realizar a libertação dos homens. Obedecendo ao Pai, Ele tornou-se homem, identificou-se com as fragilidades dos homens, caminhou ao lado deles, a fim de promovê-los e de levá-los à reconciliação com Deus, à vida em plenitude.

A segunda leitura reafirma que Jesus é o Filho amado que o Pai enviou ao mundo para concretizar um projeto de Salvação; por isso, Ele "passou pelo mundo fazendo o bem" e libertando todos os que eram oprimidos. É este o testemunho que os discípulos devem dar, para que a salvação que Deus oferece chegue a todos os povos da terra.


Fontes:
www.ecclesia.pt
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=31&fd=1
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=20656&language=PT&img=&sz=ful

Beato Gonçalo de Amarante, Confessor, 10 de Janeiro

São Gonçalo é o santo português que, sobretudo no Norte de Portugal, goza da maior devoção, logo depois de Santo Antônio de Lisboa. Na sua História Eclesiástica de Portugal, o Padre Miguel de Oliveira diz apenas o seguinte: «São Gonçalo de Amarante, que se supõe falecido a 10 de Janeiro de 1259; o seu culto foi permitido pelo Papa Júlio III (24 de Abril de 1551) e confirmado por Pio IV (1561); Clemente X estendeu o ofício e a Missa a toda a Ordem dominicana (1671)».


Terá sido São Gonçalo uma invenção posta ao serviço de uma idéia qualquer ou propósito, ou podemos perceber o percurso da sua devoção ou do seu culto? O mais antigo documento que se refere a São Gonçalo é um testamento de 18 de Maio de 1279, em que uma tal Maria Johannis lega os seus bens à Igreja de São Gonçalo de Amarante. Quer dizer, uns 20 anos depois da morte de São Gonçalo existia uma igreja dita «de São Gonçalo de Amarante». Há outros documentos e escritos sobre a figura de São Gonçalo e o seu culto.


Na biografia oficial de São Gonçalo, apresentada como tal a partir do Flos Sanctorum de 1513, não há dúvidas: Gonçalo, nasceu em Tagilde, estudou rudimentos com um devoto sacerdote e frequentou depois a escola arqui-episcopal de Braga. Ordenado sacerdote, foi nomeado pároco de São Paio de Vizela. Depois, foi a Roma e Jerusalém; no seu regresso, vendo-se desapossado do seu benefício, prosseguiu um caminho de busca interior já anteriormente encetado, depois foi a experiência da vida eremítica, a pregação popular, e logo caiu na ambiência mendicante da época, após o quê se faria dominicano.


As coisas não são assim tão lineares. De qualquer modo, tenha sido padre diocesano, cônego de Santa Maria em Guimarães, beneditino ou dominicano, tenha - quase por certo - passado de uma a outra condição, nenhuma destas hipóteses ofusca a riqueza e o vigor da sua figura.

Fontes:
cf. ARLINDO DE MAGALHÃES, São Gonçalo, História ou lenda.
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11317&fd=0
http://bp1.blogger.com/_yNc3Po-OMXQ/R4ZRoA4B7OI/AAAAAAAAADk/yfHKiwEiwPc/s1600-h/goncalo.jpg

Santo Adriano , 9 de Janeiro


Santo Adriano era nascido na África. Viveu entre o final do século VI e o início do século VII, quando era papa São Vitalino. Foi abade do mosteiro de São Pedro de Canterbury. Era um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor de grego e de latim e professor de ciências eclesiásticas e humanas.

Grande amigo de São Teodoro, que foi teólogo, depois monge, e mais tarde, arcebispo da Inglaterra. O próprio Santo Adriano o apresentou ao papa Vitalino, para que fosse nomeado arcebispo em seu lugar, cuja indicação foi aceita com a condição: a de que ele acompanhasse o amigo Gregório à Inglaterra, já que conhecida aquele país.

Santo Adriano viveu na Inglaterra por 39 anos totalmente dedicados ao serviço da Igreja.

Em Santo Adriano os ingleses encontraram um guia cheio de sabedoria de Deus. Muitos iluminou com os seus exemplos de vida profundamente evangélica. Morreu no ano 710 e foi enterrado na igreja de seu mosteiro.

Fonte:

http://www.catolicanet.com/?system=santododia&action=ver_santos&data=09/01

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

São Severino, Abade / São Pedro Tomás, Patriarca, Mártir, 8 de Janeiro

No Século V o Império Romano do Ocidente foi progressivamente submerso pelos invasores germânicos: visgodos, ostrogodos, vândalos, suevos, burgúndios, alamanos e francos. Na devastação geral nasce São Severino, o apóstolo da Nórica. Ao que parece, descende de nobres famílias romanas. Nasceu em 410. Em 454 esteve no Oriente por pouco tempo, estabelecendo-se nesse mesmo ano sobre o Danúbio, nos confins da Nórica e da Panônia, onde erigiu mosteiros capazes de dar refúgio às populações ameaçadas e, ao mesmo tempo, servir de pontos estratégicos para a pregação do Evangelho aos povos bárbaros (pagãos). 

Sentia-se impelido à vida contemplativa e eremítica e, ao mesmo tempo, era impulsionado ao trabalho missionário. Favorecido com o carisma da profecia, São Severino foi vidente também no plano humano. Compreendeu, por isso, que a agitação das jovens gerações bárbaras era irrefreável, e que a decrépita sociedade romana ganharia vigor com a transfusão dessas novas forças. 



Era, porém, necessário abrir suas mentes para a verdade Evangélica e, antes disso, entrar em contato direto com as pessoas. Com um gesto corajoso que chamou a atenção dos rústicos guerreiros, chegou até Comagene, já em poder dos inimigos. A sua comprovada caridade para com os necessitados conquistou definitivamente o coração simples dos bárbaros, a começar pelos chefes bárbaros. Gibuldo, rei dos alamanos, tinha para com ele "suma reverência e afeto", diz o seu biógrafo Eugipo. Escutava-o com respeito, dócil como um filho. Flaciteu, rei dos regues, consultava-o nos empreendimentos arriscados como se ele fosse um oráculo.

Não faltaram sinais do céu para confirmar suas palavras. Um dia, a nora de Flaciteu tinha-o convencido, contra a vontade e parecer de São Severino, a negar a liberdade a alguns prisioneiros. Severino advertiu-o, energicamente, que temesse a ira de Deus. Naquela mesma noite o filho de Flaciteu caiu prisioneiro de outros bárbaros e só conseguiu a liberdade por intermédio de Severino. 

Reverenciado e amado pela gente humilde e também por reis e guerreiros, viveu pobremente, sem tirar para si proveito algum das coisas materiais. Vestia-se com a mesma túnica no verão e no inverno, dormia escassas horas de sono, estendido sobre a terra, com o cilício apertando-lhe o corpo e, na quaresma, comia apenas uma vez por semana. Morreu no dia oito de Janeiro de 482. Suas relíquias são veneradas em Nápoles.

São Pedro Tomás, Patriarca, Mártir

Nasceu por volta do ano 1305 numa aldeia da Aquitânia, França. Os seus pais viviam em pobreza extrema, o que levou Pedro Tomás a abandonar o lar paterno muito cedo para não ser pesado aos seus. Era Pedro Tomás de estatura baixa, mas possuía uma inteligência rara e profunda. 

Vivendo de esmolas, conseguiu estudar, tornando-se mestre e professor com apenas 17 anos. Foi convidado para ser professor dos estudantes carmelitas, vindo também ele a entrar na Ordem em 1327. Ensinou várias matérias em muitos conventos da Ordem, até ser nomeado Procurador da Ordem junto à Santa Sé, que então se encontrava em Avignon. Em certa ocasião, vendo o Padre Geral a humilde e pequena aparência do santo, envergonhou-se de apresentá-lo aos Cardeais. No entanto, certo Cardeal, que conhecia a fama de Frei Pedro Tomás, resolveu apresentá-lo.


O Papa fê-lo seu Núncio e Legado, encomendando-lhe muitas e difíceis missões, que Frei Pedro Tomás sempre resolveu bem. Foi arauto e apóstolo incansável da paz e da unidade da Igreja, logo conquistando, em toda a parte, a fama de santo. Depois de ter exercido o cargo de Bispo em várias dioceses, foi nomeado Patriarca de Constantinopla.

Apesar dos altos cargos que exerceu, nas suas viagens, Frei Pedro Tomás procurava sempre, como residência, os conventos dos seus irmãos carmelitas, vivendo como irmão e com os irmãos de Nossa Senhora do Carmo a vida normal da comunidade, segundo a Regra. 

Morreu no dia 6 de Janeiro de 1366. Apesar de ser bispo, pediu que o vestissem com o hábito da Ordem. Era muito devoto da Virgem Maria e, um dia, contou a um irmão que Nossa Senhora lhe tinha aparecido, dizendo-lhe que a Ordem do Carmo durará até ao fim dos tempos.


Fontes:
www.ecclesia.pt

São Raimundo de Peñaforte, 7 de Janeiro

Existem em São Raimundo duas virtudes: a inteligência e a humildade. Nascido no castelo de Peñaforte, perto de Villafranca del Pañadés, estudou com tal afinco que, aos 20 anos, era um mestre procurado e cobiçado por todos. 

Aos 35 anos vai para a célebre Universidade de Bolonha especializar-se em Direito, e lá destacou-se ao passar de discípulo a mestre. No entanto, as palavras que redigiu num perfácio de um livro de Direito revelam-nos a sua virtude da humildade e a sua fé: "Leitor, sê benévolo, considera a minha intenção e não me combatas com aspereza. As coisas úteis, atribui-as a Deus; se encontrares algumas inutilidades, será por eu me haver equivocado ou por tu não me compreenderes. Corrige-me com amabilidade."


Mais tarde, veste o hábito de São Domingos, fundador da Ordem dos Dominicanos e, em 1222, começa o período mais laborioso e o mais interessante do Santo. A pedido do Padre Provincial de Espanha, Raimundo escreveu uma das obras mais célebres da Idade Média, a Summa de casibus paenitentialibus, onde trata questões difíceis da moral a que chamou "casos de consciência".

Quando esteve em Roma, fez um trabalho notável na compilação de Decretos, que vieram a ser a base da legislação eclesiática durante seis séculos e meio. Quando partiu de Roma, um velho escritor relatava, segundo um funcionário da cúria, sobre Raimundo: "Este homem vai-se como veio, tão pobre e tão modesto como à sua chegada. Não leva consigo nem ouro, nem honras, nem dignidades."

São Raimundo era gênio de altos ideais e caráter muito prático e concreto. Com intuição realista, viu que a conversão de mouros e judeus requeria a formação sólida e apóstolos decididos. Assim, contactou São Tomás de Aquino, que se encontrava no auge da sua atividade genial, e daí surgiu um manual apologético para os missionários. Posteriormente, fundou várias escolas com o objetivo de formar professores, mestres de missionários e verdadeiros apologetas, bem informados nas doutrinas do Alcorão e do Talmude.

A sua morte aconteceu a 6 de Janeiro de 1275 e foi canonizado em 1601. Sua memória é celebrada no dia 7 de Janeiro.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Dia dos Reis Magos / Santa Rafaela Maria, Religiosa, 6 de Janeiro


A Adoração dos Reis Magos (a Jesus Menino), Velazquez


Os Três Reis Magos, ou simplesmente "Os Magos", a que a tradição deu os nomes de Melchior, Baltazar e Gaspar, são personagens da narrativa cristã, que visitaram Jesus após o seu nascimento (Evangelho de Mateus). A Escritura diz "uns magos", que não seriam, portanto, reis nem necessariamente três mas, talvez, sacerdotes da religião zoroástrica da Pérsia ou conselheiros. Como não diz quantos eram, diz-se três pela quantia dos presentes oferecidos.

Talvez fossem astrólogos ou astrónomos, pois, segundo consta, viram uma estrela e foram, por isso, até a região onde nascera Jesus, dito o Cristo. Assim os magos, sabendo que se tratava do nascimento de um rei, foram ao palácio do rei Herodes em Jerusalém. Perguntaram-lhe sobre a criança mas ele disse nada saber. No entanto, Herodes alarmou-se e sentiu-se ameaçado e pediu aos magos que, se encontrassem o menino, o informassem, pois iria adorá-lo também, embora suas intenções fossem a de matá-lo.

A estrela, conta o evangelho, precedia-os e parou sobre o local onde estava o menino Jesus. "E vendo a estrela, alegraram-se eles com grande e intenso júbilo" (Mt 2, 10). Os Magos ofereceram três presentes ao menino Jesus, ouro, incenso e mirra, cujo significado e simbolismo espiritual é, juntamente com a própria visitação dos magos, um resumo do evangelho e da fé cristã, embora existam outras especulações respeito do significado das dádivas dadas por eles: o ouro pode representar a realeza (eles procuravam o "Rei dos Judeus"); o incenso pode representar a fé, pois o incenso é usado nos templos para simbolizar a oração que chega a Deus; a mirra, resina antiséptica usada em embalsamamentos desde o Egito antigo, remete-nos para o género da morte de Jesus, o martírio, sendo que um composto de mirra e aloés foi usado no embalsamamento de Jesus (João 19, 39 e 40).

"Sendo prevenidos em sonhos a não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra" (Mt 2, 12). Nada mais a Escritura diz sobre essa história cheia de poesia, não havendo também quaisquer outros documentos históricos sobre eles.

A melhor descrição dos reis magos foi feita por São Beda, o Venerável (673-735), que no seu tratado “Excerpta et Colletanea” assim relata: Melchior era velho de setenta anos, de cabelos e barbas brancas, tendo partido de Ur, terra dos Caldeus. Gaspar era moço, de vinte anos, robusto e partira de uma distante região montanhosa, perto do Mar Cáspio. E Baltazar era mouro, de barba cerrada e com quarenta anos, partira do Golfo Pérsico, na Arábia Feliz.

Quanto a seus nomes, Gaspar significa “Aquele que vai inspecionar”, Melchior quer dizerMeu Rei é Luz”, e Baltazar se traduz por “Deus manifesta o Rei”.

Como se pretendia dizer que simbolizavam os reis de todo o mundo, representariam as três raças humanas existentes, em idades diferentes. Segundo a mesma tradição, Melchior entregou-Lhe ouro em reconhecimento da realeza; Gaspar, incenso em reconhecimento da divindade; e Baltazar, mirra em reconhecimento da humanidade.

A exegese vê na chegada dos reis magos o cumprimento a profecia contida no livro dos Salmos (Sl. 71, 11): “Os reis de toda a terra hão de adorá-Lo”.

Devido ao tempo passado até que os Magos chegassem ao local onde estava o menino, por causa da distância percorrida e da visita a Herodes, a tradição atribuiu à visitação dos Magos o dia 6 de Janeiro. Algumas Conferências Episcopais decidiram, contudo, celebrar a festa da Epifania no primeiro domingo de Janeiro (quando não coincide com o dia 1º).

Devemos aos Magos a troca de presentes no Natal. Dos presentes dos Magos surgiu essa tradição em celebração do nascimento de Jesus. Em diversos países a principal troca de presentes é feita não no Natal, mas no dia 6 de Janeiro, e os pais muitas vezes se disfarçam de reis magos.

Nos apíses em que a Epifania se celebra neste dia, as leituras da liturgia são Is 60, 1-6; Sl 71, 2.7-8.10-13; Ef 3, 2-3.5-6; Mt 2, 1-12.

Santa Rafaela Maria, Religiosa


Nasceu perto de Córdova, em 1850. Com a idade de 15 anos fez voto de castidade perpétua e intensificou a sua vida de piedade e de obras de caridade.

Com a ajuda de sua irmã e de Mons. Zeferino Gonzalez, fundou o Instituto das Adoradores do Santíssimo Sacramento e Filhas de Maria Imaculada que, em 1887, recebeu do Papa leão XIII a aprovação definitiva com o título de Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus.

Rapidamente se multiplicaram as fundações de casas de apostolado e adoração reparadora. Na base de todas elas estava a fervorosa e contínua oração da Madre Rafaela e das suas religiosas e as heróicas virtudes que praticavam, sobretudo a profundíssima humildade, de tal forma que alguém chamou à Madre Rafaela "a humildade feita carne".

No entanto, as imensas dificuldades que lhe surgiram levaram-na ao isolamento e à renúncia ao cargo de superiora geral. Durante 30 anos viveu isolada, entregue a duros trabalhos e sofrendo pacientemente terríveis humilhações.

Foi beatificada em 1952 e canonizada em 1977.


Fontes:
 
Cf. http://pt.wikipedia.org
 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10153&fd=0
 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=28559&language=PT&img=&sz=full

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11312&fd=0
http://fotos.sapo.pt/ZesPd6eiZVCtR73uQOKZ
http://images.google.com.br/imgres?imgurl=http://www.apfe.com.ar/elpatio/wp-content/uploads/2008/05/santa-rafaela-maria.jpg&im

São João Nepomuceno Neumann, Bispo, 5 de Janeiro


É o primeiro santo da Igreja norte-americana. Embora nascido na Bohemia, em 1811, os norte-americanos consideram-no seu.

Durante a sua formação no seminário de Budweis (Bohemia), dedicou-se, por iniciativa própria, ao estudo das línguas vivas: francês, inglês, espanhol, italiano, tão úteis para o seu apostolado entre os emigrantes.

Ordenou-se sacerdote em 1836, em Nova Iorque, onde tinha chegado uns meses antes, entregando-se inteiramente aos imigrantes. Em 1840, faz-se redentorista. Contra a sua vontade é feito Bispo de Filadélfia. Sem dotes exteriores, embora homem de Deus, bispos e sacerdotes procuram o seu conselho.

Abrir escolas e erguer igrejas - construiu uma catedral e 89 igrejas paroquiais - são os dois pilares da sua ação pastoral. Simples como uma criança, vive pobremente e esgota-se trabalhando pelos imigrantes, até que a morte o surpreende na rua, de onde o retiram os transeuntes sem saber que era o seu bispo. Era o dia 11 de Janeiro de 1861. Paulo VI beatificou-o em 1963. Sua memória é comemorada no dia 5 de Janeiro.

Fontes:

http://www.mercaba.org
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=12019&fd=0 http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=49824&language=PT&img=&sz=full

Domingo da Epifania do Senhor (cor litúrgica: branco) / Santa Isabel Ana Seton, Religiosa Fundadora / Santa Ângela de Foligno, 4 de Janeiro


A liturgia deste Domingo celebra a manifestação de Jesus a todos os homens... Ele é uma "luz", que se acende na noite do mundo e atrai a si todos os povos da terra. Cumprindo o projeto libertador que o Pai nos queria oferecer, essa "luz" encarnou na nossa história, iluminou os caminhos dos homens, conduziu-os ao encontro da salvação, da vida definitiva.
A primeira leitura anuncia a chegada da luz salvadora de Jahwéh, que transfigurará Jerusalém e que atrairá à cidade de Deus povos de todo o mundo.
A segunda leitura apresenta o projeto salvador de Deus como uma realidade que vai atingir toda a humanidade, juntando judeus e pagãos numa mesma comunidade de irmãos - a comunidade de Jesus.
No Evangelho, vemos a concretização dessa promessa: ao encontro de Jesus vêm os "magos" do Oriente, representantes de todos os povos da terra... Atentos aos sinais da chegada do Messias, procuram-no com esperança até o encontrar, reconhecem nele a "salvação de Deus" e aceitam-no como "o Senhor". A salvação rejeitada pelos habitantes de Jerusalém, torna-se agora um dom que Deus oferece a todos os homens, sem exceção.
cf. www.ecclesia.pt




Santa Isabel Ana Seton, Religiosa Fundadora
Isabel Ana Beyley nasceu em 1774, filha de um médico e educada na Igreja episcopal. Casou-se aos vinte anos com William Seton, um comerciante, vindo daí o seu sobrenome "Seton".
A caminho de Itália com o marido e os seus cinco filhos, Isabel Ana perdeu o marido, que faleceu na viagem, e tanto ela como os filhos, à chegada de Itália, foram recebidos carinhosamente por uma família italiana. Ora, sendo protestante, ao experimentar tanta caridade, persuadiu-se que devia ser verdadeira a religião que levava os membros dessa família a serem tão bons. Assim, depois de voltar aos Estados Unidos, converteu-se ao catolicismo e, por isso, foi expulsa de casa por sua família e despojada de todos os seus bens.
Apesar dos sofrimentos, mesmo sem o compreender, ela cumpriu em tudo a vontade de Deus, que dia-a-dia traça um itinerário que nos leva a um Deus de Amor. Eis o caminho onde Isabel Ana encontrou a paz e o bom humor que nunca a abandonou.
Mais tarde, em 1812, funda a Congregação das Irmãs da Caridade de São José que, em 1975, ano da sua canonização, contava com mais de 8 mil membros, agrupados em seis institutos em três continentes.
Isabel Ana Seton partiu para o Paraíso em 4 de Janeiro de 1821, em Baltimore, Maryland - USA.


Santa Ângela de Foligno
Nasceu em 1248, em Foligno, na Itália, onde vivia São Francisco de Assis. Sofreu uma grande provação quando tinha 37 anos, com a morte de seus filhos, marido e pais. Reconsiderando sua vida com a dor da solidão, resolveu ingressar na Ordem Terceira de São Francisco.
Ângela de Foligno redigiu inúmeros opúsculos e relatos de sua própria experiência religiosa; neles exortava seus leitores a meditarem no mistério da Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo. Completou seus testemunhos literários com uma densa Autobiografia, que serviu de exemplo para muitos crentes.
Por suas obras, assim como por numerosas visões místicas que transportaram seu coração, foi comparada, por alguns autores, a Sta. Teresa D’Ávila.
Ângela morreu em 4 de janeiro de 1309. Sobre seu sepulcro, na igreja do convento franciscano de Foligno, muitos milagres aconteceram. O Papa Clemente IX a proclamou beata no início do Século XVII.
Sua espiritualidade se orienta para a Paixão e Morte de Jesus Cristo. O Cristo da Cruz é o livro da vida, que deve ser por todo aquele que deseja encontrá-lo. Era tamanha a vocação que ela nutria pela cruz, que se contemplasse uma estampa ou quadro que representasse alguma cena da Paixão, era acometida de febre.
Seus opúsculos foram várias vezes editados sob o significativo título de Theologia crucis. Na meditação da Paixão era que tomava consciência da gravidade de seus pecados passados, chorando-os com dor maior. Nesta contemplação da cruz, ela mesma diz, ardia em tal fogo de amor e de compaixão que, estando junto à cruz, tomei o propósito de despojar-me de todas as coisas, e me consagrei inteiramente a Cristo.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=29&fd=1
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11311&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=46737&language=PT&img=&sz=full
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_janeiro.html
http://lh5.ggpht.com/_XIBEFXP3obU/R7-N7-2WJ9I/AAAAAAAAPes/jGK_K6iOaYQ/1-JANEIRO_4+DIA+DE+SANTA+ÂNGELA+DE+FOLIGNO.jpg

Santíssimo Nome de Jesus / Santa Genoveva, Padroeira de Paris, 3 de Janeiro


"Deram-lhe o nome de Jesus" (Lc 2, 21)

"Ainda que seja inefável o Nome santíssimo de Jesus que foi imposto, na Circuncisão, a Cristo Senhor, Redentor do gênero humano, todavia para não nos calarmos completamente em tão grande solenidade, alguma coisa apresentaremos em louvor e glória de tão grande Nome, diante do qual "todo joelho se dobra nos Céus, na Terra e nos Infernos" (Fil 2, 10). Porque tão grande é a consolação da alma que se alegra em Cristo, que a pobreza se torna como riquezas, a aspereza como delícias e a vileza como honras, e pelo seu Nome todos os suplícios se fazem
doces para eles.

Na verdade, diz-se por causa deste Nome: "Saíram da sala do Sinédrio cheios de alegria por terem sido considerados dignos de sofrer vexames por causa do nome de Jesus" (Act 5, 41). Portanto, se mergulha na tua mente o negrume da tristeza, se está eminente uma grave e violenta tempestade, se as costas do mar "gritam" com terrível e grandioso ruído, se são batidas as praias do oceano, e se também a nau está invadida pelas ondas, invoca Jesus, que se julga estar dormindo no fundo do navio, mas é um Jesus que nem dorme nem dormita; e com toda a fé diz-lhe: "Levanta-te, Senhor Jesus".


Oh, Nome de Jesus exaltado acima de todo o nome! Oh, gozo dos Anjos! Oh, alegria dos justos! Oh, pavor dos condenados: em Vós está a esperança de qualquer perdão, em Vós, toda a esperança da indulgência, em Vós, toda a expectativa de glória. Oh, Nome dulcíssimo, Vós dais o perdão aos pecadores, renovais os costumes, encheis os corações de doçura divina. Oh, Nome desejável, Nome admirável, Nome venerável, Vós, Nome do Rei Jesus, assim levantais ao mais alto dos Céus os espíritos! Todos os que principam a ter devoção a este Nome, graças a Ele encontram a glória e a salvação, por Jesus Cristo nosso Senhor.


(Homilia de S.Bernardino de Sena, o grande promotor da devoção ao SS. Nome de Jesus)



Santa Genoveva, Defensora de Paris contra os Hunos, 512


De pai franco e mãe galo-romana, dedicou-se muito jovem ao serviço divino, logo despertando a atenção de São Germano de Auxerre e São Loup de Troyes, que passaram por Nanterre em 429, quando da viagem deles pela Bretanha.

De acordo com a tradição, em 451, graças à sua força de caráter, Genoveva convenceu os habitantes de Paris a não entregar a cidade aos Hunos e aplacou a ira de Átila com suas preces. Especula-se também que ela poderia ter informado ao invasor sobre uma epidemia de cólera que então grassava na região.

Finalmente, pelos vínculos que Átila possuía com os francos, integrados ao estado romano, ela poderia saber que os hunos desejavam originalmente atacar os visigodos na Aquitânia, e não desejariam perder tempo sitiando Paris. Ela fez construir uma igreja no local da tumba de São Dênis, primeiro bispo da Lutécia (atual cidade de Paris).



Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=11673&fd=0
http://santiebeati.it/immagini/?mode=view&album=25625&pic=25625AC.JPG&dispsize=Original&start=0
http://www.psfcolniza.com.br/santos.html

São Basílio Magno, Bispo, e São Gregório Nazianzeno, Bispo de Nazianzo, Doutores da Igreja, 2 de Janeiro

Nasceu em Cesaréia, na Capadócia, no ano 330. Foi o autor dos primeiros escritos sobre o Espírito Santo e o pioneiro da vida monástica no Oriente. Escreveu duas Regras que são seguidas até hoje pelos monges da Igreja do Oriente, conhecidos como basilianos.

Em 370 foi nomeado bispo de Cesaréia da Capadócia, num contexto de diversos cismas e ameaças à fé cristã. Mas foi firme e um grande defensor da Igreja e, devido a isso, tem o nome de Magno. Foi o criador de uma imensa obra a serviço dos pobres, fundando hospitais, asilos, casas de repouso, escolas de artesanato etc.









Gregório de Nazianzo foi, ao mesmo tempo, homem de acão e de contemplação, filósofo e poeta. Manteve-se sempre entre a vida ativa e a vida ascética, entre a pregação e a meditação.

Desde pequeno, Gregório
consagrou-se à castidade, que lhe aparecera em sonhos como uma menina vestida de branco. Já maior, estudou nas mais importantes cidades do Oriente: Cesaréia, na Palestina; Alexandria, no Egito; e Atenas, na Grécia.















Fontes:


http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10137&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/popup-saints.php?language=PT&id=10138&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=40898&language=PT&img=&sz=full

http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=50549&language=PT&img=&sz=full