sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Santa Catarina de Ricci, religiosa, 13 de Fevereiro

"O casamento místico de Santa Catarina de Ricci"
Pierre Subleyras, 1740

Pertencia à nobre família Ricci, em Itália, onde nasceu em 1522. Quando pequena, Catarina fez uma experiência com irmãs religiosas, mas com o passar do tempo saiu e voltou para casa sem perder a disciplina e o desejo da vida consagrada. Apesar de ter tido muitas oportunidades, Catarina não quis casar-se, preferindo a vida totalmente entregue a Deus num convento Dominicano.

 No convento, buscou viver a pura alegria, o sofrimento, a humildade e o desejo profundo de imitar Santa Catarina de Sena. O seu modelo de espiritualidade era pautado por Jesus Crucificado, cujaS paixão e morte contemplava de tal forma que alcançou a graça de comungar misticamente com o seu sofrimentos.

Os dons místicos de Santa Catarina de Ricci em nada lhe eram motivo de orgulho, e a sua vida comunitária era tão encarnada no carisma dominicano que chegou a ser, no convento, mestra de noviças e, depois, por quase quarenta e dois anos, superiora. 

Mulher santa, equilibrada e de espírito engenhoso, Santa Catarina de Ricci foi amiga de santos homens e fecunda escritora que recomendava o domínio de si, a luta e a mortificação dos sentidos para se abrir à graça da alegria e da paz. Recomendava a devoção às sagradas Paixão e Morte de Cristo, bem como a docilidade ao Espírito Santo para se chegar ao total abandono nos braços do Pai, e à Sua Vontade. 

Santa Catarina de Ricci morreu em 1590.

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090213&id=11710&fd=0 

http://img523.imageshack.us/img523/2381/ricci529972ld1.jpg

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Santo Neomártir Christos, o Jardineiro, 12 de Fevereiro

VIDA DO SANTO NEOMÁRTIR CHRISTOS, 
O JARDINEIRO

Christos (Xristos), *o santo neomártir de Cristo, nasceu na Albânia. Aos quarenta anos, ele viajou para a “Rainha das Cidades”, Constantinopla, e lá tornou-se jardineiro.

Um dia, enquanto vendia maçãs no mercado, ele fechou negócio com um Turco para vender-lhe todas as suas maçãs. Em seguida, eles discutiram por causa do preço (que deveria ser estabelecido). O Turco, para se vingar, começou a falar mal de Christos, dizendo que este desejava tornar-se muçulmano. Ele fez, então, levarem a força o santo diante do juiz, apresentando também três falsas testemunhas diante da corte. Elas atestaram que Christos realmente queria tornar-se muçulmano. O juiz interrogou o mártir a respeito desta alegação. Ele respondeu com grande coragem que ele era cristão, que jamais havia dito tal coisa e que lhe seria impossível renegar a Ortodoxia mesmo se tivesse que sofrer mil tormentos.

Então, o juiz ordenou que Christos fosse duramente chicoteado. O santo foi atingido por um golpe na cabeça que o fez sangrar abundantemente. Jogaram-no na prisão e amarraram-no ao pelourinho. Nesta mesma ocasião, o célebre monge Kaisarios (Cesário) Dapontes encontrava-se nesta mesma prisão ( foi ele quem testemunhou o martírio de Christos) e, ao ver o pobre vendedor de maçãs preso aos grilhões, foi tentar reconfortá-lo.
O monge tentou, secretamente, libertar Christos dos grilhões. Ofereceu-lhe comida para se fortalecer, mas o santo não aceitou, dizendo: "Por que eu comeria? Eu não vou viver por muito tempo mesmo, então eu não posso  morrer de melhor forma por meu Cristo que estando faminto e sedento."
O santo deu a este monge uma lixa de metal que trazia em sua cintura. Christos suplicou a Cesário que a desse à Igreja, pedindo que fossem celebradas liturgias divinas. Pediu também que celebrassem a sua memória após sua morte.

Depois disso, vieram buscar Christos na prisão e, assim que ele saiu, foi decapitado no mesmo dia. Assim, o bem-aventurado Christos recebeu a coroa do martírio em 12 de fevereiro de 1748.

Glória a Deus! Amém!

*Santo patrono dos Cristãos. Na Grécia, o nome Christos (Xristos) é dado também aos meninos, tendo somente acentuação gráfica diferente do Nome do Senhor.


Tradução e Adaptação :

 Gisele Pimentel

 gisele.pimentel@gmail.com

Fontes :

Revista dos amigos do monastério Santo Antônio o Grande

http://homepage.mac.com/thm72/orthodoxievco/bul/73.htm#Christos

http://byzicons.net/album/displayimage.php?pid=1923&fullsize=1

Nossa Senhora de Lourdes, 11 de Fevereiro




Nossa Senhora de Lourdes, Virgem tão bela
que um dia apareceu a Bernadette
na gruta  do rochedo de Massabielle,
a ti nos dirigimos, humildemente.
Tu pediste a Bernadette que cavasse o solo
para que a fonte corresse,
e para orar pelos pecadores.

Digna-te derramar sobre nós a graça da tua paz.
Abra nossos corações à Palavra do teu Filho,
ao Seu apelo para que não tardemos
a ir ao encontro do Seu perdão
e a nos convertermos à Boa Nova.
Nossa Senhora de Lourdes,
Tu nos abres e revelas a claridade dos Céus.
A ti oramos pelos pecadores.
A ti nos confiamos, pedindo:
guia-nos pelo caminho da paz e do perdão.
Nossa Senhora da reconciliação,
Nossa Senhora dos pecadores,
Paz dos doentes e daqueles que sofrem,
desperte em nós o amor de teu Filho,
e torne nossos corações acolhedores ao perdão.

Amém!


 Nossa Senhora de Lourdes, roga por nós!
Santa Bernadette, roga por nós!


Tradução:

Gisele Pimentel

gisele.pimentel@gmail.com

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Santa Escolástica, 10 de Fevereiro

Invocada contra raios e para obter chuva, a vida de Santa Escolástica (480 a.C. - 547 a.C.é intrinsecamente ligada à de São Bento, fundador dos monges beneditinos.


Nascida na Itália, ela era irmã gêmea de São Bento de Núrsia, pai do monaquismo. Escolástica buscava a santidade desde muito jovem, e conta-se que iniciou sua vida consagrada a Deus antes mesmo de seu irmão. Dedicou-se, junto ao irmão, ao culto e louvor a Deus.

Estátua de Santa Escolástica no Monastério de Monte Cassino


Segundo conta a tradição, São Bento, que era extremamente rigoroso no seguimento à Regra, recebeu uma demonstração do poder divino. Deus quis lhe provar que o que vale mais é o amor. Conta-se que Escolástica e Bento, por mortificação, se encontravam apenas uma vez por ano para diálogos santos. Numa dessas ocasiões, pouco antes de sua morte, a santa pediu ao irmão que, desta vez, ficasse até o amanhecer, mas ele se recusou, insistindo que precisava voltar à sua cela.
Com a resposta negativa, Escolástica conversou com Deus e, após alguns minutos, iniciou-se uma tempestade. Vendo a situação, Bento perguntou: "O que você fez?", ao que ela respondeu: "Pedi a você, e você não me ouviu; pedi ao Senhor e Ele me ouviu. Pode ir embora para o seu mosteiro. Vá, se você puder!".
Estátua de Santa Escolástica no altar beneditino naAbadia de MelkÁustria

São Bento, porém, não pôde retornar, e eles passaram a noite conversando. Três dias depois, de sua cela, o santo viu a alma de sua irmã deixar a terra e subir aos céus. São Bento faleceu quarenta dias após a irmã, no ano 547.

Fontes:

São Miguel Febres Cordero, 9 de Fevereiro




Nascido em Cuenca, Equador, em 7 de novembro de 1854

Entra no noviciado em 24 de março de 1868
Morre em 9 de fevereiro de 1910
Beatificado em 30 de outubro de 1977
Canonizado em 21 de outubro de 1984

Francisco Febres Cordero nasce numa família que sempre se destacou na política do Equador. O jovem Francisco precisou superar a oposição de sua família para poder seguir sua vocação religiosa laica, o primeiro de nacionalidade equatoriana a ser recebido no Instituto (dos Irmãos das Escolas Cristãs, fundado por São João Batista de La Salle - N.T.).

Irmão Miguel é um talentoso mestre e um estudante aplicado. Ele ainda não tem vinte anos quando publica a primeira de suas numerosas obras: uma gramática espanhola que log se torna um clássico. Ao longo dos anos, suas pesquisas e publicações no ramo da literatura e da lingüística o põem em contato com experts do mundo inteiro, e ele se torna membro das Academias Nacionais do Equador e da Espanha.

Apesar destas distinções acadêmicas, o ensino permanece, para Miguel, uma prioridade, particularmente as aulas de Religião e a preparação dos meninos para a Primeira Comunhão. Seus alunos admiram sua simplicidade, sua franqueza, a atenção que o mestre lhes dá e a sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus e à Virgem Maria. Em 1907, ele é enviado à Bélgica para trabalhar na tradução, para o Espanhol, de textos utilizados por Irmãos recentemente exilados na França.

Sua saúde, que sempre fora delicada, custa a se adaptar ao rigoroso clima europeu. Assim sendo, foi transferido para o Seminário Menor de Premià de Mar, na Espanha. No período dos conflitos revolucionários de 1909, Miguel cuida da fuga, por mar, rumo a Barcelona, dos jovens que estavam a seu encargo. Pouco depois, eles podem retornar a Premià de Mar.

Logo em seguida, Miguel contrai uma pneumonia e morre naquela cidade, deixando uma reputação de pedagogo, sábio e santo.


Tradução:
Gisele Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:

Santa Josefina Bakhita, primeira Santa sudanesa / São Jerônimo Emiliano, 8 de Fevereiro



Nascida em 1869, Josefina tinha menos de 10 anos quando foi raptada por traficantes de escravos no Sudão, seu país de origem. O nome Bakhita foi dado pelos raptores e, em árabe, quer dizer "afortunada".


Ela foi revendida 5 vezes, sendo humilhada e torturada. A mulher de um de seus proprietários, para agradar ao marido, que era Oficial, mandou tatuar Bakhita. As imagens eram desenhadas no corpo da jovem com uma navalha. Para evitar a cicatrização, aplicava-se sal sobre os cortes, que viravam chagas. Foram 114 talhos na pele de Bakhita.


Aos 15 anos, a garota foi vendida para um cônsul italiano. Como na Itália não havia escravidão, ela acabou entrando para a Ordem das Filhas de Santa Madalena de Canossa. Cumpriu suas tarefas religiosas até que uma doença misteriosa a matou, em 8 de fevereiro de 1947. Suas últimas palavras foram: "Nossa Senhora, Nossa Senhora...".

Em 17 de maio de 1992 foi beatificada pelo Papa João paulo II, e em 1 de Outubro de 2000 foi também por ele canonizada. 

(Para maiores detalhes da vida desta Santa tão desconhecida, entre no site www.riodedeus.com, onde há um artigo com maiores informações a respeito.)

São Jerônimo Emiliano
Considerado protetor dos órfãos e dos jovens abandonados, São Jerônimo Emiliano mudou radicalmente o sentido de sua vida, passando das facilidades das coisas mundanas ao caloroso trabalho das atividades apostólicas.

Nasceu em Veneza, no ano de 1481. Quando tinha quinze anos tornou-se soldado e dez anos depois, Senador. Feito prisioneiro de guerra por Luís XII, São Jerônimo começou a meditar melhor sobre sua vida e resolveu abandonar as festas e os prazeres para dedicar-se à vida monástica. 

Em suas atividades apostólicas incluía-se a ajuda aos necessitados, aos órfãos, às viúvas e aos prostituídos. Fundou hospitais, orfanatos, asilos, escolas profissionalizantes. Fundou também a Sociedade dos Clérigos Regulares em Bérgamo.

No dia 8 de Fevereiro de 1537, São Jerônimo Emiliano morre na cidade Somasca. Foi canonizado em 1767.


Fontes:
http://images.google.fr/imgres?imgurl=http://lh6.ggpht.com/_XIBEFXP3obU/R7z4y-2WAmI/AAAAAAAANZE/gpabt7zChYE/2-FEVEREIRO_8%2BSÃO%2BJERÔNIMO%2BEMILIANO1.jpg&imgrefurl=http://picasaweb.google.com/lh/photo/hdBOgsigNIf2VZQzakBeKw&usg=__J6macgzCcQ9aAUqlcy1Gf0pzKaA=&h=353&w=278&sz=20&hl=fr&start=2&tbnid=Ty_3RwMM5dtfrM:&tbnh=121&tbnw=95&prev=/images%3Fq%3DS%25C3%25A3o%2BJer%25C3%25B4nimo%2BEmiliano%26gbv%3D2%26hl%3Dfr

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Cinco Chagas de Cristo / Beata Eugênia Smet (Madre Maria da Providência), Religiosa, 7 de Fevereiro



Cinco Chagas de Cristo
O culto das Cinco Chagas do Senhor, isto é, as feridas que Cristo recebeu na Cruz e manifestou aos Apóstolos depois da Ressurreição, foi sempre uma devoção muito viva entre os portugueses, desde os começos da nacionalidade. São disso testemunho a literatura religiosa e a onomástica referente a pessoas e a instituições. 


Os Lusíadas sintetizam (1,7) o simbolismo que tradicionalmente relaciona as armas da bandeira nacional com as Chagas de Cristo. Assim, os Papas, a partir de Bento XIV, concederam para Portugal esta festa particular, que ultimamente veio a ser fixada neste dia.


Noutros países, celebra-se a missa da féria (He 13,15-17.20-21; Sl 22,1-6; Mc 6,30-34).


Beata Eugênia Smet (Madre Mª da Providência)

Eugênia Maria Josefina Smet nasceu em França, no dia 25 de março de 1825. Sua infância foi tranqüila, no seio de uma família burguesa de origem flamenga, recebendo uma educação com sérios princípios morais e cristãos.

Aos dezessete anos, terminou os estudos e queria seguir a vida religiosa como as irmãs do colégio do Sagrado Coração, onde ficou interna por dez anos. Mas regressou para a família e ingressou no apostolado leigo da paróquia. Primeiro comunicou ao seu confessor que havia feito o voto privado de castidade e depois começou a trabalhar nas obras de caridade.

Ninguém da paróquia tinha tanta dedicação quanto Eugênia. Distribuía diariamente alimentos aos carentes e aos enfermos. Sua participação ativa e objetiva aumentava cada vez mais os donativos para as obras Missionárias, deixando os padres admirados com seu senso de organização e carisma. "É necessário ajudar bem a Providência", dizia ela, justificando os crescentes donativos e pacotes de alimentos que conseguia.

Aos vinte e oito anos resolveu criar uma associação leiga de fiéis para interceder com orações, pelas almas do Purgatório. Apesar das adesões, tantas foram as dificuldades que decidiu fundar uma congregação de religiosas. Durante três anos, Eugênia pediu conselhos a muitas pessoas influentes da Igreja, inclusive ao papa Pio IX e ao padre Cura d'Ars, que a apoiaram. 

Em 1856, Eugênia foi para Paris, onde iniciou a congregação das madres Auxiliadoras das Almas do Purgatório. Mas, conhecendo ela o duríssimo "purgatório" que muitos passavam ainda em vida, concluiu que deveriam interceder nas duas frentes: as almas receberiam as orações e os vivos carentes, alimentação, alfabetização e tratamento quando enfermos. Assim, sempre confiante na Providência, seguiu avante serena e decidida.

Em 1859, as religiosas viram as suas Regras aprovadas. A fundadora recebeu o nome de madre Maria da Providência. Depois disso fundou novas casas na França e enviou religiosas para a China.

Madre Maria da Providência faleceu em paz no dia 7 de Fevereiro de 1871. O papa Pio XII declarou Eugênia Smet,ou madre Maria da Providência, Beata, em 1957, com sua celebração litúrgica no dia da sua morte.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/www/zoom_img.php?frame=47290&language=PT&img=&sz=full
http://www.vangelodelgiorno.org/zoom_img.php?frame=47290&language=PT&img=&sz=full

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Santos Paulo Miki e Companheiros (1566 – 1597), Mártires do Japão, 6 de Fevereiro



A Igreja japonesa, fundada por São Francisco Xavier, sempre teve uma religiosidade muito marcada pelos Exercícios Espirituais, pois a maioria dos missionários era de jesuítas. Inicialmente os Daimyo (príncipes feudais que detinham o poder no Japão) mostraram-se favoráveis ao cristianismo; mas, com a propagação deste e o receio de que a religião cristã pudesse constituir obstáculo para pretensões totalitárias do poder, sobreveio a perseguição. 


Entre os mártires jesuítas destacou-se Paulo Miki: batizado junto com seus pais aos 5 anos, entrou para a Companhia de Jesus aos 22. Exímio catequista e pregador, ainda escolástico, foi preso aos 32 anos e pregado na cruz, de onde exortava os presentes a se converterem a Jesus Cristo. Crucificados com ele, dois irmãos jesuítas: Ir. João Soan, 19 anos, e Ir. Diogo Kisai, de 64 anos. Foram canonizados por Pio IX em 1862.



“Chegado a este momento, creio que não haverá ninguém entre vós que me julgue capaz de faltar à verdade. Declaro-vos, por isso, que não há nenhum caminho para a salvação a não ser aquele que seguem os cristãos. E como esta religião me ensina a perdoar aos inimigos e a todos os que me ofenderam, de boa vontade perdôo ao rei e a todos os que tiveram parte na minha morte, e peço-lhes que queiram receber o batismo.”

Fontes:

Santa Águeda, Mártir, 5 de Fevereiro



Águeda (ou Ágata) é uma das santas mais populares da Itália - Roma chegou a ter 12 igrejas dedicadas a ela - e uma das 3 famosas Santas Virgens da Ilha da Sicília, ao lado de Santa Luzia e de Santa Rosália, patronas, respectivamente, das cidades de Catânia, Siracusa e Palermo. O martírio de Águeda, um dos mais cruéis contra cristãos, naquela época, ocorreu no dia 5 de fevereiro de 251, durante a perseguição de Décio. Infelizmente os autos de sua paixão só foram redigidos depois de 200 anos da sua morte, mas parecem conter elementos históricos que foram amalgamados com lendas.

Águeda, cujo nome é de origem grega e significa "ótima", era natural da cidade de Catânia, na Sicília, e pertencia a uma antiga e nobre família. Ainda muito jovem faz voto de virgindade, consagrando-se inteiramente ao serviço de Deus. Quando saiu o edito de Décio contra os cristãos, um certo Quinciano, sabendo que a jovem era cristã, conseguiu a ordem de prendê-la e confiá-la a uma mulher de má reputação para corrompê-la. Águeda não se deixou vencer, alcançando forças na oração para resistir. Quinciano, vendo que esta tentativa era inútil, fê-la comparecer perante o tribunal. "De que condição sois?", pergunta o juiz. "Sou livre e nobre de nascimento".


"Se és livre e nobre, por que levas vida de escrava?" "Eu sou serva de Cristo e por Cristo sou de condição servil". "Se fosses livre e nobre não te humilharias até tomar o título de escrava". "A suprema nobreza consiste em ser escravos de Cristo". São frases tiradas dos autos do seu interrogatório. 


Foi novamente perante o juiz. O magistrado decidiu torturá-la. Foi estendida sobre o cavalete e flagelada com o o desconjuntamento dos ossos. Num ímpeto de fúria o juiz ordenou arrancar-lhe os seios. "Cruel tirano, exclamou, não te envergonhas de mutilar assim uma mulher naquilo que tu menino sugaste?" Novamente torturada, sendo arrastada por sobre cacos de vidros e carvões em brasa, finalmente entregou o espírito a Deus.


Santa Águeda é representada com um prato na mão no qual estão os seus seios. É invocada principalmente contra as periódicas erupções do Etna, o Vulcão que se ergue perto da cidade de Catânia.

Fontes:
www.seminario-campos.org.br