sábado, 7 de março de 2009

Santa Perpétua e Santa Felicidade, 7 de Março

"Por tuas palavras serás justificado e por tuas palavras serás condenado" (Mt 12,37). 

Hoje veneramos duas Santas que encheram a antigüidade cristã de entusiasmo e de esperança. Apesar de pertencerem a tempos tão antigos, Santa Perpétua e Santa Felicidade são celebradas por uma peça literária de comovente beleza. O caso chamou a atenção pelo seu aspecto humano e também pelo espiritual.

Santa Felicidade era escrava e estava grávida de oito meses. Santa Perpétua, da mais alta nobreza, também trazia um filhinho ao colo. O pai suplicava-lhe que não desse a vida por Cristo, em vista de tantas coisas boas que ela poderia ter na sua existência. Mas, apesar de jovens, a escrava e a nobre deram a vida por Cristo e prepararam uma comunhão profunda entre todos aqueles que aceitavam o Evangelho.

É, sobretudo, deliciosa a descrição que fala da chegada de ambas à Eternidade. Poucas vezes um escritor conseguiu usar tão bem a sua fantasia e dados da fé para mostrar como se encontram as grandes almas com Deus, que é Pai de toda a grandeza e nobreza.

Mesmo os mais jovens, quando possuem a fé, são capazes de vencer imperadores, reis e transformar o mundo.

 

Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090307&id=10369&fd=0

 

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=32332&language=PT&img=&sz=full

Santa Rosa de Viterbo, 6 de Março


Santa Rosa de Viterbo nasceu em 1234, em Itália, numa família modesta.

O seu tempo foi marcado por divergências entre o Estado e a Igreja. Imperava na época Frederico II que ao receber a coroa de Honório II, não manteve a promessa feita pelo mesmo de devolver à Igreja os bens usurpados. As desavenças perduraram entre Frederico II e os papas Gregório IX, Celestino, Inocêncio IV e assim sucessivamente.




Frederico II morreu em 1244 e nessa mesma noite Rosa de Viterbo teve uma visão de Nossa Senhora indicando que ela deveria consagrar-se a vida religiosa. Apesar de sua pouca idade, Rosa exortava os concidadãos à conversão, amor à Igreja e à fidelidade a Cristo. As suas pregações foram encaradas como discursos políticos ocasionando o exílio de sua família. O exílio durou pouco tempo e logo que retornaram, Rosa procurou o convento das Clarissas para nele ingressar. Há controvérsias quanto ao fato de Rosa ter ou não conseguido ingressar nessa Ordem Religiosa. 

A sua vida foi marcada por fatos extraordinários e, ao morrer, o seu corpo permaneceu intacto por vários séculos, resistindo até mesmo a um incêndio que consumiu o seu caixão. Aos 18 anos de idade, Rosa de Viterbo contrai uma doença que a leva para o paraíso em 1252.



Fontes:


São João José da Cruz, Religioso, 5 de Março



Nasceu na ilha de Ischia (Itália), em 1654, com o nome de Carlos Caetano Calosirto. Aos quinze anos optou pela vida religiosa devido à grande vocação que sentia, ingressando na Ordem dos Franciscanos Descalços da Reforma de São Pedro de Alcântara. Tomou o nome de João José da Cruz. 

Em 1671 foi enviado com mais onze sacerdotes, dos quais ele era o mais jovem, para o Piedimonte d'Alife, para ali construírem um convento. Diante das dificuldades encontradas no local não hesitou em juntar as pedras com suas próprias mãos. Depois, usando cal, madeira e um enxadão, fez os alicerces. Estimulou, assim, os outros sacerdotes e o povo. No começo, acharam que ele era louco, mas, percebendo que estavam errados, começaram a ajudá-lo, de modo que um grande convento foi edificado em pouco tempo. João José da Cruz ordenou-se sacerdote em 1677. 

Ao completar vinte e quatro de idade foi nomeado mestre dos noviços e, quase ao mesmo tempo, guardião da ordem do convento. Durante a sua permanência em Piedimonte construiu, num local isolado na encosta do bosque, um outro pequeno convento chamado de "ermo", ainda hoje meta de peregrinações, para poder rezar em retiro. João José da Cruz era muito austero, comia pouco, só uma vez ao dia, dormia poucas horas, tinha o hábito de se levantar à meia-noite para agradecer a Deus pelo novo dia. Tornou-se famoso entre o povo por sua humildade e foi venerado ainda em vida pela populaçã, por causa de sua extrema dedicação aos pobres e doentes. Fazia questão de ser pobre na vida e na própria personalidade, como São Francisco de Assis, seu modelo de vida. Morreu no dia 5 de Março 1737.


cf. www.portalangels.com



Fontes:


http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=49309&language=PT&img=&sz=full

São Casimiro, Príncipe da Polônia, Penitente, 4 de Março


Filho da rainha Isabel da Áustria e de Casimiro III, da Polônia, São Casimiro nasceu em Cracóvia no dia 5 de Outubro de 1458. Renunciou ao reino da Hungria, colocando os interesses da Igreja acima de seus direitos como legítimo sucessor húngaro. Também se recusou a casar com a filha de Frederico III, opondo-se à sede de domínio do pai, desejoso de ampliar o império. 

Era um homem de profunda paz, serenidade, alegria e cordialidade. Os poloneses chamam-lhe "pacificador" porque fez tudo para manter a paz, evitando com determinação as guerras fratricidas. Devotava especial estima aos pobres, considerando-os membros de Cristo. 

Tuberculoso, morreu aos 25 anos em Grodno, Lituânia, no dia 4 de março de 1484. Em 1521, foi canonizado. É o padroeiro da Polônia e da Lituânia.

sexta-feira, 6 de março de 2009

São Marino, 3 de Março




São Marino era oficial do exército imperial em Cesaréia da Palestina. Devido à sua bravura fora nomeado centurião romano, cargo bastante almejado à época. Enquanto aguardava a cerimônia da entrega da vara da videira, quando se concretizaria a promoção, um dos pretendentes ao cargo o acusou de ser cristão. 

O fato ocorreu por volta do ano 260, quando a Igreja de Cristo era bastante perseguida. São Marino teve o apoio do bispo Teotecno, que o incentivou a perseverar na fé, embora isso lhe custasse a vida. O bispo, diante do altar apresentou-lhe uma espada e a Bíblia pedindo-lhe que escolhesse. São Marino, com segurança, escolheu a Bíblia e, diante das autoridades, afirmou ser cristão. Estava presente na execução outro cristão, o senador Astério, que o incentivou a permanecer firme em sua decisão. Logo após o martírio, Astério tomou seu corpo a fim de lhe dar uma sepultura digna, embora soubesse que esse gesto também lhe custaria a vida, como de fato aconteceu. Dessa maneira, São Marino divide com Santo Astério a honra do martírio por ser seguidor de Cristo. 


Fonte:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_marco.html

domingo, 1 de março de 2009

Santa Inês de Praga, 2 de Março



Também conhecida como Santa Agnes de Praga, cidade da República Tcheca onde nasceu em 1205. Era filha do Rei da Bohemia, hoje República Tcheca, e foi educada em Trebniz pelas freiras Cistercienses. Era apenas uma garota e já demonstrava fervor e desejo de se consagrar a Deus e viver intensamente a fé cristã. Por ser muito jovem e bonita não foram poucos os rapazes que desejaram desposá-la. Porém seus planos para o futuro eram outros. Inês recusava a todos com gentileza, declarando que o seu único compromisso era com Jesus.

Porém um dos homens que desejava tê-la como esposa era o Imperador Frederico II. Ele era o mais insistente dos pretendentes, chegando às vezes a abordá-la para pedi-la em casamento. Como Inês percebeu que apenas suas palavras não seriam suficientes, passou a entregar-se a suas orações com mais fervor, e provar a ele e a todos que a desejassem desviá-la do seu caminho que Deus era o seu maior desejo.

Mas eram tantos os que vinham interceder junto ao Imperador, que Inês viu-se obrigada a escrever ao Papa Gregório IX para que intercedesse por ela, e a ajudasse a se livrar desse tormento. O Papa ficou admirado com a tenacidade e a fé de Santa Inês e enviou um de seus mais hábeis assessores para, pessoalmente, defender Inês, desencorajando o Imperador apaixonado. A firmeza com que o religioso e Santa Inês explicaram o que significava consagrar-se a Deus finalmente convenceram Frederico II a renunciar ao seu amor carnal por ela, tornou-se ele,inclusive, uma pessoa de fé inabalável.

Santa Inês pôde, então, ficar livre para abraçar a sua verdadeira vocação. Suas primeiras ações foram construir um hospital para os pobres, um Convento para os Franciscanos e distribuir a sua riqueza aos pobres.

Logo em seguida fundou o Convento de São Salvador, cujos cinco primeiros membros a ingressar na Instituição foram enviados por Santa Clara de Assis. Santa Inês de Praga tomou seu hábito em 1234 e ingressou na Ordem das Clarissas. Algum tempo depois, devido à sua competência, humildade e bondade foi convidada para exercer a posição de Abadessa. A principio não queria a posição mas, mais tarde, devido à insistência de Santa Clara, acabou aceitando. 

Dedicou 50 anos a expandir o Convento e a Ordem das Clarissas. Ela gostava de cuidar dos pobres e remendava pessoalmente as roupas dos leprosos e cuidava deles, e milagrosamente nunca contraiu a terrível doença. Ela tinha o dom da profecia e curava vários doentes apenas com seu toque e oração e, às vezes, tinha êxtases místicos e visões. Apesar de nunca terem se encontrado, Santa Clara de Assis e ela trocaram extensas cartas durante duas décadas, e várias dessas cartas existem até hoje, comprovando uma sabedoria fora do comum no entendimento da Fé e de Jesus.

Santa Inês faleceu em 2 de março de 1282 no Convento São Salvador, em Praga, de causas naturais. Foi beatificada em 1874 pelo Papa Pio IX e canonizada em 12 de novembro de 1989 pelo Papa João Paulo II. Seu túmulo logo se tornou um local de peregrinação, e vários milagres foram atribuídos à sua intercessão.



Fontes:

http://www.santosdaigrejacatolica.com/santa-ines-de-praga.html

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/2/2e/St_Agnes_tending_the_sick.jpg/180px-St_Agnes_tending_the_sick.jpg

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Santo Albino, Bispo e Confessor, 1º de Março - Aniversário da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro



Santo Albino nasceu em 469, em Vannes, na Bretanha. Tornou-se monge, sendo mais tarde escolhido para abade do mosteiro de Tintillant.


Por 35 anos dirigiu a abadia, quando foi nomeado bispo de Angers. Foi sagrado por Melânio, bispo de Rennes. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos injustiçados. Trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, opondo-se às ligações incestuosas dos ricos senhores que tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas.


A piedade popular atribui-lhe fatos miraculosos, como o desmoronamento das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e a morte de um soldado com um único sopro de sua boca. Foi, sem dúvida, um dos santos mais populares da Idade Média.


(Cf. ALVES, José Benedito. Os Santos de cada dia, São Paulo, Paulinas, 1998)



Fontes:

http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_marco.html

http://picasaweb.google.com/valdasoares/DATASCOMEMORATIVASMARO#5171844096768517954

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Beato Daniel Brottier, 28 de Fevereiro




Nascido na França, no dia 7 de setembro de 1876, o histórico de vida deste santo é um impressionante testemunho de fé cristã. Depois de ter sido missionário na África, quando a Primeira Guerra Mundial começou, São Daniel Brottier se alistou, voluntariamente, para ser capelão militar nas linhas de frente. Permaneceu na guerra por quatro anos, cuidando dos feridos e dando assistência espiritual a seus compatriotas. 


Em 1923, assumiu a direção da Casa dos Órfãos Aprendizes de Auteuil, que chegou a cuidar de mais de mil e quatrocentos jovens abandonados. 

Fundou também a União Nacional dos Antigos Combatentes, que chegou a receber mais de dois milhões de associados.

Muito devoto e bondoso e, acima de tudo, humilde, a sua capacidade inventiva e de organização fizeram dele um verdadeiro apóstolo. 

Morreu no dia 28 de fevereiro de 1936 e foi beatificado pelo papa João Paulo II, em 1984, em Roma.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

São Gabriel das Dores, 27 de Fevereiro



São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, cujo nome de batismo era Francisco, nasceu na cidade de Assis, em 1838. Órfão de mãe aos quatro anos, foi para Espoleto. 
Estudou com os Irmãos das Escolas Cristãs e com os jesuítas. Muito jovem foi eleito presidente da Academia de Literatura. Em 1856 ingressou na congregação da paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, fundada por São Paulo da Cruz, ou seja, os passionistas. 
Sua espiritualidade foi marcada fortemente pelo amor a Jesus Crucificado e a Nossa Senhora das Dores. Alegre, bem-humorado, a todos cativava com a sua simpatia e simplicidade de alma. 
Morreu aos 24 anos, mal havia chegado à Ilha del Gran Sasso. Era o dia 27 de fevereiro de 1862. Foi beatificado por Pio X em 1908 e canonizado por Bento XV, em 1920.

Fontes:
http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_fevereiro.html
http://www.stgemma.com/images/gabriel.jpg

São Porfírio de Gaza, 26 de Fevereiro

Nascido por volta do ano de 353, na Tessalônica, Grécia, aos vinte e cinco anos São Porfírio foi para o Egito. Em seguida, foi à Palestina onde viveu por cinco anos em uma gruta perto do rio Jordão, o que lhe gerou uma grave enfermidade. Foi lá também que conheceu Marcos, que se tornou seu fiel discípulo.

O santo distribuiu tudo o que possuía aos pobres e. para manter-se, trabalhava arduamente em um curtume na Cidade Santa. Neste trabalho permaneceu por mais de quarenta anos, foi ordenado sacerdote e mais tarde bispo de Gaza pelo patriarca de Jerusalém.

São Porfírio exerceu grande influência na política e na religião de seu tempo. Chegou a conseguir da Imperatriz Eudóxia um memorial que abolia os templos pagãos de Gaza e da redondeza. Morreu por volta do ano 420.



Fontes:


http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_fevereiro.html



http://accel21.mettre-put-idata.over-blog.com/0/50/45/10/saint_porphyre.jpg

São Sebastião de Aparício, Monge, 25 de Fevereiro

Nascido na Espanha, em 1502, era filho de pobres lavradores e teve uma infância muito difícil. Em Salamanca, onde tentou a vida, enviava constantemente dinheiro aos seus pais, os quais nunca esquecera.

Foi no México que sua vida mudou radicalmente. Tornou-se um rico comerciante e proprietário de terras. Sempre preocupado com sua vida espiritual, São Sebastião decidiu dedicar-se apenas à agricultura para não se corromper com as oportunidades do dinheiro fácil. Casou-se duas vezes e sempre dava exemplos de vida espiritual e ajuda aos pobres.


Por fim, aos 70 anos, renunciou a tudo e decidiu ingressar na ordem dos franciscanos tornando-se irmão leigo.


 Morreu com 98 anos, em 1600, e foi canonizado em 1786 pelo papa Pio VI.



Fontes:


http://www.puc-rio.br/campus/servicos/pastoral/santo_fevereiro.html


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São Sérgio e São Bacchus, Mártires, 24 de Fevereiro

No Século IV, Diocleciano, o último Imperador pagão, reinava com Maximiano Herculius, co-Imperador, sobre o império que se estendia sobretudo a periferia mediterrânea.

Diocleciano, que no início de seu reinado havia sido tolerante com os cristãos, dentre os quais muitos ocupavam altos postos militares ou administrativos, começou a "esvaziar" o exército dos seus elementos que haviam abraçado a religião do Cristo.

No outono do ano 303, seu co-Imperador Maximiano Herculius, numa viagem a Samosata (atual Samsat, Turquia), decidiu desmascarar os cristãos que porventura estivessem na hierarquia das legiões.

Saint Serge et Saint Bacchus

Para isso, ele convidou todos os oficiais para celebrações em honra de Júpiter. Todos compareceram, menos dois: Sérgio e Bacchus. Ambos eram cristãos, e se recusaram a participar de cerimônias que parodiassem a Santa Ceia do Cristo. 

Logo eles foram condenados à morte e entregues para serem executados a Antiochus, o Prefeito mais cruel do Império do Oriente, que escolheu pessoalmente os suplícios de ambos.

Sérgio foi calçado com sandálias cujas palmilhas continham espinhos afiados (que lhe perfuraram os pés) e teve que correr na frente da biga de Antiochus até o esgotamento total, antes de ser decapitado.

Vitrail Saint Bacchus à l'abbatiale Saint-Serge à Angers

Quanto a Bacchus, por causa do seu nome, o mesmo do deus pagão das vinhas e do vinho, ele foi derrubado por terra, flagelado e esmagado sob os pés dos soldados enfurecidos, como se faz com as uvas. Reza a lenda que "dois anjos o levaram aos Céus, enquanto seu sangue jorrava por toda parte, como puro suco de uvas".






Document de Michel Le Crétois (1813) - Couvent Saint-Serge à Maaloula - Syrie


Se o nome de São Sérgio permaneceu bem vivo, o de São Bacchus caiu no esquecimento, aparentemente em razão de seu homônimo pagão. Todavia, inúmeros traços de sua lembraça resistiram ao tempo, no Oriente, como por exemplo: no Cairo, a igreja de São Bacchus; em Maaloulo, no Líbano, a igreja de São Sérgio e São Bacchus; em Istambul, na Turquia, a igreja de São Bacchus, que foi transformada em mesquita, e também no Ocidente, como testemunham os afrescos da capela de Berzé-la-Ville, Mâconnais (Borgonha, França). 


Document du XIIIème siècle - Couvent Saint-Serge à Maaloula - Syrie

Pode-se notar que São Bacchus é representado com montaria escura, ao contrário de São Sérgio, cuja montaria é clara.






Tradução e Adaptação:

Gisele Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com


Fonte:


São Policarpo, Bispo de Esmirna, Mártir, 23 de Fevereiro


O Santo deste dia é um dos grandes Padres Apostólicos, ou seja, pertencia ao número daqueles que conviveram com os primeiros apóstolos e serviram de elo entre a Igreja primitiva e a Igreja do mundo greco-romano. São Policarpo foi sagrado bispo de Esmirna pelo próprio São João, o Evangelista. De caráter reto, de alto saber, amor a Igreja e fiel a ortodoxia da fé; Policarpo era respeitado por todos no Oriente.

Seu martírio se passou na época da perseguição de Marco Aurélio, que prendia os cristãos e os intitulava inimigos do Império. Preso enquanto orava, o santo gentilmente atendeu os soldados dando-lhes o que comer e beber.

Levado ao tribunal, foi obrigado a renegar Cristo, e diante do cônsul Estácio Quadrato, declarou: “Faz 86 anos que sirvo a Deus e nunca Ele me fez mal algum. Como poderia blasfemar o meu Redentor?” São Policarpo foi queimado vivo em 155.



Fontes:


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Festa da Cátedra de São Pedro, 22 de Fevereiro



A cátedra é o assento reservado ao bispo quando ele preside uma assembléia. Pouco importa sabermos se houve, alguma vez, em Roma, uma cátedra vista como a verdadeira cátedra de São Pedro, mas é preciso ressaltar que deu-se tamanha importância ao magistério supremo de Pedro que, desde o Século IV, celebra-se uma festa em particular, a Natale Petri de Cathedra, fixada no dia 22 de Fevereiro.

 

Os antigos Romanos, como testemunham os vestígios do Cœmeterium Maius, escavavam bancos nas rochas vulcânicas que, nos banquetes funerários (refrigeria), simbolizavam a presença do defunto e sobre os quais eles depositavam a comida. Até o Século V, os cristãos, com uma intenção diferente, seguiam estes costumes e distribuíam a comida arrecadada aos pobres. Esta celebração pelos defuntos acontecia em 22 de Fevereiro; os antigos galicanos, que recusavam toda festividade durante a Quaresma que, às vezes, já havia começado em 22 de Fevereiro, a transferiram para 18 de Janeiro, o que explica as duas festas da Cátedra de São Pedro, que um pobre escriba da diocese de Auxerre transformou, erroneamente, em festa da Cátedra de São Pedro em Antioquia. 


Estas antigas festas da Cátedra de São Pedro foram resgatadas pelo Papa Paulo IV, em 1547, que decretou, através da bula Ineffabilis, que doravante se celebraria a Cátedra de São Pedro em Roma no dia 18 de Fevereiro e a de Antioquia em 22 do mesmo mês. A reforma do calendário pelo Papa Paulo VI manteve apenas uma festa da Cátedra de São Pedro, que abrange todas duas.



Tradução e Adaptação:


Gisele Pimentel

gisele.pimentel@gmail.com


Fontes:


São Pedro Damião, Prebítero Camaldulense, Doutor da Igreja, 21 de Fevereiro

Pedro nasceu em Ravena, em 1007. Teve uma infância muito sofrida, ficou órfão muito cedo e foi criado de forma improvisada por seus irmãos, que eram muitos. Mesmo assim, o irmão mais velho, Damião, acabou por se responsabilizar sozinho por seus estudos, realizados em Ravena, Faenza e Pádua. Depois de ter ensinado em Parma, ingressou no Mosteiro Camaldulense de Fonte Avelana, na Úmbria, que se tornou o centro de suas atividades reformadoras. Pedro, em retribuição a seu irmão Damião, assumiu também o seu nome ao se ordenar sacerdote.

Pedro Damião, aos vinte e um anos, então na Ordem Camaldulense, por seus méritos logo se tornou o Superior Diretor. As regras da Ordem já eram duras, mas ele as tornou mais rígidas ainda. Passou a criticar severamente conventos onde não havia pobreza, e sua influência se estendeu por mosteiros da Itália e da França, entre eles Montecassino e Cluny, que passaram a seguir seus conceitos. Com seu reformismo, trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na austeridade da solidão e da penitência.

Pedro Damião era um sacerdote contemplativo, de vida simples, adepto à vida monástica e, desse modo singular, atacava o luxo dos cardeais. Citava os apóstolos Pedro e Paulo como exemplos, pois percorreram o mundo para evangelizar, sendo magros e andando descalços, ou seja: para levar a Palavra de Deus, era necessário, sobretudo, despojar-se dos apegos materiais. Foi desse modo que solidificou a austeridade religiosa, vivendo toda sua existência terrena.

Seu trabalho não parou aí. Havia, na época, a venda de títulos, funções e cargos da Igreja, como se fazia com os títulos feudais. A essa troca de favores deu-se o nome de simonia clerical. O ato de comprar ou vender benesses espirituais era antigo, e esse nome deriva de Simão, o Mago, que procurou comprar dos Apóstolos graças espirituais. Dessa forma, cargos da Igreja acabavam ocupados por pessoas despreparadas e indignas que se rebelavam contra a disciplina exigida, principalmente com relação ao celibato.

A Igreja, assim dilacerada, vitimada pelas discórdias e cismas, tinha necessidade de homens cultos e austeros como o padre Pedro Damião. Por isso, ele foi chamado à Santa Sé para auxiliar nesses combates. Esteve ao lado de seis Papas, como viajante da paz, colaborando em particular com o cardeal Hildebrando, o grande reformador que se tornou o Papa Gregório VII.

Pedro Damião, após várias peregrinações à cidade de Milão, à França e à Alemanha, tornou-se cardeal e foi designado para a diocese de Óstia. Seus escritos, após a sua morte, prosseguiram doutrinando religiosos importantes. Aos poucos, a situação da Igreja foi se normalizando. Já velho, foi enviado à Ravena para recompor a questão do antipapa. Morreu em 1072, na cidade italiana de Faenza, quando voltava de uma missão de paz.

A fama de sua santidade em vida cristalizou-se junto aos fiéis, que então passaram a venerá-lo como santo. Em 1828 o Papa Leão XII canonizou Santo Pedro Damião e o proclamou também Doutor da Igreja, por seus numerosos escritos teológicos e pela incansável e eficiente atuação para a unidade da Santa Mãe, a Igreja Católica Apostólica Romana.



Fonte:


http://alexandrinabalasar.free.fr/pedro_damiao.htm