sexta-feira, 10 de abril de 2009

Sábado Santo / Santo Estanislau, Bispo, Mártir, 11 de Abril



O Senhor Jesus “re
pousa” no Sepulcro.
A Sua Alma não deixou de vigiar e de continuar operante. Ela desce até onde a esperam todos a
queles que acreditaram e
m Deus e viveram na esperança da vinda do Redentor. Pa
ra todas as gerações da história humana, a Sua Morte
 é causa de salvação.
Mas repousam os Seus membros mortais e sofredores,
 como repousa a semente no seio da terra, na expectativa da vinda definitiva e gloriosa 
que, esta noite, irá surgir.
Pondo de parte toda a atividade (este é o único dia em que não há a assembleia eucarí
stica), a Igreja está de 
vigia junto do sepulcro do Senhor.
Participando embora do mistério do Seu sofrimento e da Sua mprte, ela vive na esperança. 
Sabe, com efeito, que Jesus, tão fiel ao Pai até à morte, não pode ficar “abandonado à corr
upção”. A Sua Morte será o penhor da nova Criação, que se
 aproxima.
Sabe também que o “repouso” de Jesus é a imagem do “repouso” de todos aqueles que f
oram batizados na Sua Morte e Ressurreição. Depis que Ele morreu e foi sepultad
o, santificando a morte, ela já não será uma realidade 
terrível, mas sim “um intervalo, espiritualmente vivo, para o início de uma vida superior”.
Santo Estanislau

Santo Estanislau nasceu em 1030, em Szczepanowa, diocese de Cracóvia, Polônia. De família pobre, estudou com os beneditinos de Cracóvia e depois em Liége, Bélgica. De regresso à pátria, exerceu o ministério sacerdotal com zelo e inteligência, fazendo várias reformas pastorais. Aos 42 anos, foi nomeado bispo de Cracóvia por Alexandre II. A sua nomeação agradou a todos, até mesmo ao rei Boleslau (1058-1079) que, a princípio, apoiou as suas iniciativas pastorais. 
Esta harmonia haveria de se romper, em consequência do desmando e corrupção dos costumes da corte. O próprio rei tinha conduta leviana, reprovável e escandalosa. Santo Estanislau denunciou-o publicamente e lançou sobre ele a excomunhão. 
Foi morto, então, quando celebrava a Eucaristia na igreja de São Miguel e, segundo consta, pelas próprias mãos de Boleslau. Era o dia 8 de Maio de 1097. 
Santo Estanislau não somente é venerado na Polônia, mas também na Europa e nas Américas.


Fontes:




Sexta-Feira Santa da Paixão do Senhor / Santo Antônio Neyrot, Mártir, 10 de Abril


Crucifixão, Bramantino


A Paixão do Senhor, que não pode tomar-se isoladamente um fato encerrado em si mesmo, visto como apenas um dos momentos constitutivos da Páscoa, só pode compreender-se à luz da Palavra divina. Por isso, a Liturgia começa por nos introduzir, por meio de Isaías, de São Paulo e de São João, no mistério do sofrimento e Morte de Jesus.


Na posse do significado salvífico da Paixão, a assembléia cristã sente necessidade de se unir a esse ato sacerdotal de expiação e intercessão. Assim, a Liturgia da Palavra encerrar-se-á com uma solene oração, que abrange a humanidade inteira, pela qual Cristo morreu – uma oração verdadeiramente missionária.

A Cruz, “sinal do amor universal de Deus” (NA, 4), símbolo do nosso resgate, domina a segunda parte da Celebração.

Levada processionalmente até ao altar, a Cruz é apresentada à veneração de toda a humanidade pecadora, representada pela assembléia cristã. Nela, nós adoramos Jesus Cristo, Aquele que foi suspenso da Cruz, Aquele que foi, que é a “salvação do mundo”. É a Ele também que exprimimos o nosso reconhecimento, quando beijamos o instrumento da nossa reconciliação.

Depois da contemplação do mistério da Cruz e da adoração de Cristo crucificado, a Liturgia vai-nos introduzir no mais íntimo do Mistério Pascal, vai nos colocar em contato com o próprio “Cordeiro Pascal”.

Não se celebra hoja a Eucaristia. No entanto, na Comunhão do “Pão que dá a Vida”, consagrado na Quinta-feira Santa, somos “batizados” no Sangue de Jesus, somos mergulhados na Sua morte.



Santo Antônio Neyrot, Mártir



Vamos à Tunísia, no Século XV, para aí encontrarmos Santo Antônio Neyrot, dominicano e mártir. Nasceu na Itália e foi para a Tunísia, levado por piratas - seqüestrado, como diríamos hoje - a fim de trabalhar como escravo dos mouros. 

Renegou a sua fé, conseguiu a liberdade, e depois casou-se. Mas, no dia de Ramos de 1460, confessou de público sua fé Cristã, diante das autoridades. Havia abjurado a sua fé e, agora, retornava para sempre a Cristo. Foi, por isso, massacrado pelas multidões, quase à semelhança de Jesus.

A fé é um dom de Deus, mas também é uma conquista, pois exige uma resposta de qualidade ao chamado de Deus para o Reino.


Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090410&id=582&fd=1

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090410&id=11807&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=3963&language=PT&img=&sz=full

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=40241&language=PT&img=&sz=full

5ª-Feira Santa - Instituição da Sagrada Eucaristia / Santa Cacilda, 9 de Abril

Seguindo um rito evocativo das grandes intervenções salvíficas de Deus, os Apóstolos celebravam a Ceia Pascal, sem pressentirem que a nova Pácoa havia chegado.

Essa Ceia, contudo, será a última, pois Jesus, tomando aquela simbólica refeição ritual, dá-lhe um sentido novo, com a instituição da Eucaristia.

Misteriosamente antecipando o Sacrifício que iria oferecer, dentro de algumas horas, Jesus põe fim a todas as
“figuras”, converte o pão e o vinho no Seu Corpo e Sangue, apresenta-se como o verdadeiro cordeiro pascal – o “Cordeiro de Deus” (Jo 1, 29).

O Sacrifício da Cruz, com o qual se estabelecerá a
“nova Aliança”, não ficará, pois, limitado a um ponto geográfico ou a um momento da história: pelo Sacrifício Eucarístico perpetuar-se-á, “pelo decorrer dos séculos até Ele voltar” (SC, 47). Comendo o Seu Corpo imolado e bebendo o Seu Sangue, os discípulos de Jesus farão sua a Sua oferenda de amor e se beneficiarão da graça, por ela alcançada aos homens. “Pela participação no Sacrifício Eucarístico, fonte e centro de toda a vida cristã, oferecem a Deus a Vítima divina e a si mesmos juntamente com Ela” (LG, 11).

Para que este mistério de amor se pudesse realizar, Jesus ordena aos Apóstolos que, até ao Seu regresso, à Sua semelhança e por Sua autoridade, operem esta transformação, ficando assim participantes do Seu mesmo Sacerdócio.

Nascido da Eucaristia, o Sacerdócio tornará, portanto, atual, até o fim dos tempos, a obra redentora de Cristo.

Sendo a Eucaristia a obra prima do amor de Jesus, a prova suprema do Seu amor (Jo 13, 1), compreende-se agora por que Ele escolheu a última Ceia para fazer a proclamação solene do
“Seu mandamento”, o de  “nosamarmos uns aos outros”, o mandamento novo, “que resume toda a lei”.




Santa Cacilda, princesa moura, eremita


Cacilda era filha de um terrível inimigo de Nosso Senhor Jesus Cristo: Adelmão, rei de Toledo que, ao saber que este ou aquele súdito era cristão, ordenava aos seus homens que o prendesse e o atirassem às masmorras.


Ali, bandos de cristãos permaneciam dias e dias sem qualquer alimento, abandonados à própria sorte. Cacilda sofria em silêncio, o pensamento nos pobres relegados ao deus-dará.

Um dia, decidiu-se. Havia de alimentá-los, às escondidas, acontecesse o que acontecesse. E passou, ajudada pela escuridão da noite, a levar pão aos prisioneiros. Não demorou muito, Adelmão veio a saber do que estava acontecendo e, querendo certificar-se por si mesmo, começou, disfarçadamente, a vigiar a filha.


Uma noite, a santa moça levava, como de costume, vários pães aos sofredores das masmorras, escondidos sob seu manto. De repente, o pai, saindo das sombras de uma coluna, interceptou-lhe os passos e, perguntando à jovem o que levava sob o manto, ordenou-lhe que o abrisse.


Cacilda, obediente, entreabriu, calmamente, o longo manto, e Adelmão, decepcionado, viu, perfumadamente apertado ao colo da filha, um grande e fresco molho de rosas.

O rei, então, deixou-a prosseguir, envergonhado. E assim que a jovem princesa chegou aos pés dos cativos, as rosas  já haviam voltado a ser que de fato eram - pães!


Catecúmena que era, ardendo por receber o batismo, Deus enviou-lhe um mal considerado incurável, revelando-lhe, pouco depois numa visão, que  recuperaria a saúde se fosse a Burgos e ali se banhasse nas águas do lago de São Vicente.


Insistentemente, Cacilda rogou ao pai a permissão para ir àquela cidade. E Adelmão, cedendo aos pedidos da filha, acabou concordando. Desta forma, Cacilda se curou e, em agradecimento a Deus, a doce princesa ergueu, perto do lago, um oratório numa casinhola onde, depois de ser batizada, passou o resto da vida, falecendo santamente em 1007.


Devido aos milagres que lhe foram atribuídos, o culto de Santa Cacilda de Toledo espalhou-se rapidamente por toda a Espanha. Esta data, 9 de Abril, é a que lhe celebra a translação de suas relíquias para a igreja de Burgos.

(Livro Vida dos Santos, Padre Rohrbacher, Volume VI, p. 218-219)



Fontes:

http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090409&id=581&fd=1

http://evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=8699&language=PT&img=&sz=full

http://www.arautos.org.br/view/show/3095-santa-cacilda-de-toledo-santa-valtrudes

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Santa Júlia Billiart, Religiosa, Fundadora, 8 de Abril




Maria Rosa Júlia Billiart (Picardia, 12 de Julho de 1752 - Namur, 8 de Abril de 1816) foi beatificada pelo Papa Pio X em 1906 e canonizada por Paulo VI, em 1969. Fundou a Congregação de Notre-Dame de Namur, na Bélgica.

Júlia sempre precisou trabalhar, já que sua família passava por dificuldades económicas, como a maioria das famílias camponesas da época. Mesmo com todas as suas ocupações, sempre procurava tempo para visitar os enfermos e os abandonados, ajudava-os e orava por eles.

Um dia, quando ainda nem tinha vinte anos, enquanto trabalhava com seu pai, um indivíduo disparou um fuzil contra este e ela ficou com uma paralisia nas pernas, devido ao enorme choque emocional que teve. Ela suportou esta doença por 22 anos e foi depois milagrosamente curada.

Em 1790, devido à Revolução Francesa, teve que fugir, perseguida pelas autoridades, devendo trocar de residência constantemente. Os sofrimentos agravaram de tal forma o seu problema que chegou a perder a fala por alguns meses.

Em 1793 teve um visão. Aos pés de uma cruz, ela viu um grupo de mulheres vestindo roupas estranhas e escutou uma voz que dizia: "Eis as filhas que te darei num Instituto que será marcado com a minha cruz."

No fim do período conhecido como "Terror", mudou-se para Amiens, onde recobrou a fala e conheceu Maria Luísa Francisca Blin de Boudon, mulher muito inteligente e culta, Viscondessa de Gézaincourt, que seria sua amiga íntima e colaboradora.

Júlia e Francisca fundaram o Instituto de Nossa Senhora, com o apoio do padre jesuíta Joseph Varin. O objetivo do instituto era o cuidado espiritual de crianças e a formação de catequistas. Foi a primeira congregação religiosa sem distinções entre os seus membros.

O fato de ter recuperado a saúde em 1804 permitiu-lhe consolidar e expandir sua obra: foram inaugurados os conventos de Namur, Gante e Tournai.

Madre Júlia passou os últimos sete anos de sua vida em Namur, formando as religiosas e fundando novas casas. Morreu a 8 de Abril de 1816, enquanto recitava o Magnificat e as fazia suas preces à sua protetora, a mártir Santa Júlia.


Fontes:

http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090408&id=11806&fd=0

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São João Baptista de la Salle, Presbítero, Fundador, 7 de Abril


Nasceu em 1651, em Reims, França. Estudou na Universidade de Sorbonne, em Paris. Em 1678 foi ordenado sacerdote e tornou-se cônego. Renunciou, entretanto, às grandes vantagens do cargo e, juntamente com doze companheiros, fundou, em 1684, a congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs. É o primeiro instituto de base leiga que, mais tarde,  inspirará o surgimento dos diversos institutos seculares de leigos consagrados. 

João Baptista de La Salle dedicou a sua vida à educação. Não apenas se preocupou com a instrução primária, mas também com a formação humana e profissional da juventude. Para isso fundou institutos técnicos, com cursos profissionalizantes. Com grande intuição, aboliu o uso do latim e adotou a língua pátria para o ensino de todas as matérias. Foi, sem dúvida, um inovador da educação, revolucionando os métodos pedagógicos e elaborando uma filosofia da educação, cujas influências benéficas ainda se fazem sentir. 

A sua obra perdura até hoje, na presença dos seus filhos, os irmãos Lassalistas ou Salesianos, em vários países do mundo, inclusive no Brasil. Partiu para o Paraíso em Rouen, no dia 7 de abril de 1719.


Fontes:

http://evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090407&id=10470&fd=0

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São Marcelino de Cartago, Pai de Família, Mártir, 6 de Abril



CONTEXTO HISTÓRICO

Nosso contexto histórico de hoje são os primeiros anos do Século V. A Igreja passava por outro momento de cisma, provocado pela doutrina donatista, defendida por dois bispos com o mesmo nome: Donato de Casa Nigra, bispo da Numídia, e Donato, o Grande, bispo de Cartago.

Os donatistas defendiam que os sacramentos só eram válidos se quem os ministrava fosse digno. Na religião católica, porém, crê-se que
os sacramentos valem por si, independentemente da condição do ministro. Nosso santo de hoje, são Marcelino de Cartago, será martirizado por se posicionar contra os donatistas.


O SANTO

Marcelino era amigo e discípulo de Santo Agostinho, bispo de Hipona. Algumas obras de Santo Agostinho como, por exemplo, "A Cidade de Deus", foram dedicadas ao amigo Marcelino.

Em Cartago, Marcelino ocupava dois cargos de grande importância: era tabelião e tribuno, funcionando, assim, como um porta-voz da população diante das autoridades do Império Romano. Ele foi também amigo de São Jerônimo.

No ano 409 o imperador concedeu liberdade de culto público aos donatistas. Com isso, eles se aproveitaram para fustigar os cristãos ortodoxos, que apelaram ao imperador. Marcelino foi designado como juiz. Após três dias de debates ele decidiu contra os donatistas, cujos privilégios foram revogados. Em 411 os donatistas, para se vingarem, acusaram Marcelino e seu irmão Apríngio de estarem envolvidos na rebelião liderada por Heracliano.

Eles foram presos e condenados à morte, apesar do esforço de Santo Agostinho, que tentou tirá-los da prisão. Mas eles foram executados rapidamente, antes mesmo de serem julgados.

Apenas um ano depois da execução da pena, o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar são Marcelino como mártir. Sua festa litúrgica foi marcada para o dia 6 de abril, data de sua execução.

ILUMINAÇÃO BÍBLICA EM NOSSA VIDA


O martírio de São Marcelino nos lembra Lucas 21, 12-13: "Sereis presos e perseguidos, sereis entregues às sinagogas e às prisões, e conduzidos diante de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho."

Nós, os batizados, andamos um pouco esquecidos de nosso compromisso batismal, de nossa participação no Mistério Pascal de Jesus. É compromisso de todos nós, batizados, vivermos intensamente nossa fé, participando ativamente da realidade que vivemos, como co-criadores, a cada instante. Nosso Deus não é um Deus distante e nem nossa fé deve ser alienada, sem compromisso comunitário. Vivamos com alegria como cristãos, optemos pela vida. 


Fonte:

http://www.daaz.com.br/espiritualidade/Marcelino_Cartago.asp