segunda-feira, 20 de abril de 2009

Santa Inés de Montepulciano, Religiosa, Mística, Fundadora, 20 de Abril


Ela nasceu em Gracchiano-Vecchio, Toscana - Itália, em 1268. Inês era muito simples e algumas das mais conhecidas lendas envolvendo a santa aconteceram em sua infância. A  começar pelo seu nascimento, quando diz-se que sua casa foi cercada por muitas luzes, num tempo em que não havia luz elétrica. 

Na infância, ela foi especialmente marcada pela dedicação a Deus: passava horas recitando o Pai Nosso e a Ave Maria no canto de seu quarto. Quando atingiu 6 anos ela já pedia aos seus pais que queria entrar para o convento. Quando eles lhe disseram que ela era muito novinha, ela implorou que eles mudassem para Montepulciano, de modo que ela pudesse visitar mais frequentemente o convento de lá. Por causa da instabilidade política, seu pai estava com receio de mudar de um lugar seguro, mas permitiu que ela visitasse com mais frequência as freiras.

Numa de suas visitas ao convento, aconteceu um fato que todos os autores dizem que teria sido profético. Inês estava em Montepulciano com sua mãe e com uma mulher da casa, quando elas passaram por uma colina onde havia um bordel. Nisso, um bando de corvos, voando baixo, atacou a menina a bicadas, provocando-lhe arranhões, antes que as mulheres pudessem afastá-los. Surpresas com o ataque, mas seguras de si, elas disseram que o ataque devia ser coisa do demónio que se ressentia da pureza da pequena Inês, queum dia os afastaria daquela colina. De fato, anos mais tarde, Inês construiu um convento naquela mesma colina. 

Ao atingir nove anos, Inês insistiu, dizendo que havia chegado o seu tempo, e entrou para o Convento del Sacco. Foi-lhe permitido entrar para um grupo de Franciscanas em Montepulciano, as quais se vestiam com o máximo de simplicidade. As suas roupas tinham as formas de sacos, daí o nome de “freiras do saco”. A rica menina de Segni não ficou nem um pouco preocupada com a crua simplicidade das suas novas vestes. Sua formação religiosa foi confiada à experiente irmã Margarete, e Inês logo surpreendeu a todos pelo seu excepcional progresso. Por 5 anos ela teve uma paz completa que jamais voltaria a ter. Aos 14 anos foi indicada como auxiliar da tesoureira e nunca mais ficou sem sentir alguma responsabilidade pelos outros.

Durante algum tempo, Inês alcançou um alto grau de contemplação e foi abençoada com várias visões. Uma das mais lindas foi a da ocasião da Visita da Virgem. Nossa Senhora veio com o Divino Infante em seus braços e permitiu que Inês O tocasse e O segurasse. Como não quisesse soltá-Lo, quando a Virgem foi de novo segurá-Lo ela não O soltou, e assim ela acordou de seu êxtase e a Virgem e Jesus haviam partido, mas Inês estava agarrada a um lindo crucifixo de ouro. Ela passou a usá-lo com uma corrente em seu pescoço e o guardou toda sua vida  como um tesouro precioso.

Doutra feita, Nossa Senhora deu a ela três pequenas pedras, e disse-lhe que ela deveria construir  um convento com aquelas pedras um dia. Inês respondeu que não estava indo a lugar algum naquele momento, mas a Virgem disse a ela para guardar as pedras, três em honra à Santíssima Trindade, e que um dia iria precisar delas.

Algum tempo depois, um novo convento Franciscano abriu em Procena, perto de Orvieto, e as irmãs pediram às freiras de Montepulciano que enviassem uma madre superiora. Irmã Margarete foi seleccionada, mas estipulou que Inês deveria ir com ela para ajudar na fundação da nova comunidade. Ali Inês serviu como “dona de casa”, uma grande responsabilidade para uma jovem de 14 anos. Logo muitas outras jovens entraram para o Convento de Procena, simplesmente porque sabiam que Inês estava lá.

Para preocupação de Inês ela foi escolhida como Abadessa. Como só tinha 15 anos, uma dispensa especial seria necessária. Diz a tradição que o Papa Nicolau IV teve uma visão para permitir que ela tomasse o Ofício. No dia em que foi consagrada Abadessa, uma chuva de cruzes bancas flutuavam dentro da capela e em volta das pessoas. Parecia ser uma comemoração celestial a uma situação bastante extraordinária. Uma menina sendo consagrada Abadessa!

Por 20 anos Inês viveu em Procena. Ela era uma Superiora cuidadosa e, algumas vezes, fazia milagres para aumentar o suprimento de pão, quando este estava faltando no Convento. Ela orava a e despensa milagrosamente ficava repleta de pão. A disciplina da irmã era legendária. Ela viveu de pão e água por 15 anos. Dormia no chão, com uma pedra como travesseiro. É dito que, em suas visões, os anjos traziam a sua Sagrada Comunhão.

É dito também que, quando ela se ajoelhava para orar, os lírios ou rosas por perto desabrochavam imediatamente.



Quando suas visões de Cristo, Nossa Senhora e anjos ficaram conhecidos, os cidadãos de Montepulciano a chamaram de volta para uma pequena estadia. Ela foi sem muita vontade, porque não gostava de deixar sua clausura. Mas logo que chegou, ficou sabendo que eles a haviam chamado para construir um novo convento. Uma visão disse a ela para deixar os Franciscanos, e que ela seria no futuro uma Dominicana. 

Em 1306 Inês retornou a Montepulciano e iniciou a construção do convento no local do antigo bordel. Tudo que ela possuía eram as três pedras dadas pela Virgem Maria. Inês, que tinha sido tesoureira, sabia o que fazer. Após uma discussão com os habitantes da colina onde ela queria a fundação, a terra foi finalmente obtida, e o Prior servita colocou a primeira pedra. Inês terminou a construção do Convento e da Igreja que se chama Santa Maria Novella, bem antes do tempo normal e com várias aspirantes a conseguir vagas no novo Convento.

Inês estava convencida de que a nova comunidade precisava ser ancorada numa Constituição ou Regras bem estabelecidas para obter de Roma a licença permanente. Ela explicou que as Regras deveriam ser Dominicanas. O novo Convento foi aprovado e ela foi indicada como Abadessa. Os Dominicanos concordaram em providenciar os capelães e as diretrizes para a nova comunidade.

Com a idade de 49 anos a saúde de Inês começava a decair rapidamente. Santa Inês veio a falecer logo depois, em 20 de abril de 1317, e disse às irmãs que estavam com ela: "Vocês descobrirão que eu não as abandonarei. Eu estarei com vocês para sempre."

Ela foi enterrada em Montepulciano, e seu túmulo  logo se tornou local  de peregrinação. Vários milagres ocorreram junto à sua tumba. Por isso ela foi aberta, para que o seu corpo fosse trasladado para uma igreja Dominicana. Foi quando verificaram que seu corpo estava incorrupto. Ele passou a ser guardado num Santuário na Capela do Convento.

Uma das mais famosas peregrinas a visitar seu Santuário foi Santa Catarina de Sena, que lá foi para venerar a santa e também visitar uma sobrinha de nome Eugênia, que era freira no convento. Quando ela se inclinou para beijar os pés de Inês, ficou maravilhada ao ver que Inês levantava o seu pé suavemente de encontro aos lábios de Catarina.

Em 1435 seu corpo incorrupto foi levado para um lindo Santuário em uma igreja Dominicana em Orvieto onde está até hoje. O Papa São Clemente VIII aprovou um Ofício para uso na Ordem de São Domingos, e inseriu seu nome no Martirológio Romano. Ela foi canonizada pelo Papa Bento XIII em 1726.

Na arte litúrgica da Igreja, ela é representada de várias maneiras: como uma Abadessa Dominicana (hábito branco e manto preto) com uma ovelha, um lírio e um livro; olhando a cruz com um lírio a seu pés; com a Virgem e Jesus; com os doentes sendo curados em sua tumba; com Santa Catarina de Sena.

Ela é padroeira de Montepulciano.


Fontes:

sábado, 18 de abril de 2009

Santa Ema de Gurk, Viúva, Religiosa, Fundadora, 19 de Abril



Ema de Gurk - v. 980 - v. 1045 (datas imprecisas) é uma santa viúva, fundadora de mosteiros na Áustria. Ela era filha de uma nobre família austríaca, sendo aparentada de Henrique II do Santo Império. Ela nasceu condessa de Friesach-Zeltschach e foi apresentada à corte imperial de Bamberg por santa Cunegundes.
Ema casou-se com o conde Wilhelm de Sanngau, com quem teve dois filhos, Hartwig e Wilhelm. Ela usava sua fortuna para fazer caridade aos pobres, e era tão boa e benevolente para com todos que já era considerada santa ainda viva. Também mandou construir uma dezena de igrejas.
Porém, uma tragédia iria mudar os rumos de Ema para sempre. No mesmo dia, ela perdeu seu marido e seus filhos, todos três assassinados. Desde então, em 1043, ela decidiu fundar um mosteiro beneditino em Gurk, no Ducado da Caríntia, onde ela se retirou até o fim dos seus dias.
Santa Ema está enterrada na cripta da catedral de Gurk desde 1174. Antonio Corradini, artista italiano, esculpiu um baixo-relevo em mármore sobre seu túmulo, representando o momento de sua morte. Foi também graças à generosidade de Santa Ema que a Abadia para Homens de Admont pôde ser erigida, em 1074.
 Poucos anos após sua morte, ao abrirem o túmulo de Santa Ema, descobriu-se que seu corpo estava reduzido a pó, exceto sua mão direita, intacta – a mão que havia tão generosamente ajudado os mais necessitados ao longo de toda a sua vida.
 Santa Ema não é venerada apenas na Áustria, mas também na Eslovênia e no Ducado de Estíria. Durante 300 anos, os fiéis peregrinaram até o seu túmulo, na catedral de Gurk. Esta peregrinação ocorria no Quarto Domingo da Páscoa. No Século XX, essa peregrinação foi interrompida por motivos políticos, sendo retomada tempos depois.
Ema de Gurk foi beatificada em 21 de novembro de 1287 pelo Papa Honório IV e canonizada 800 anos após, em 5 de janeiro de 1938 pelo Papa Pio XI.
 Ema é representada em trajes de dama nobre, trazendo nos braços a maquete de uma igreja ou então em hábito religioso com uma rosa, ou ainda distribuindo esmolas.
  






Fontes:
 http://fr.wikipedia.org/wiki/Emma_de_Gurk
 http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Hemma_Gerechter_Lohn_Fromiller.jpg
 http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Gurker_Verbruederungsbuch_1.jpg

Santa Maria da Encarnação, Viúva, Carmelita, 18 de Abril


Hoje comemoramos Santa Maria da Encarnação, nascida em 1º de janeiro de 1565, em Paris. Seu nome de batismo era Bárbara Avrillot. Casou-se aos 16 anos com Pedro Acário, que era um rico senhor, com quem teve seis filhos. Quando o seu marido foi exilado e seus bens confiscados, ela o defendeu até provar sua inocência.

Sempre ensinou aos seus filhos o amor à verdade, o respeito aos mais pobres e desvalidos e a viver de maneira simples, sóbria, modesta e temente a Deus, ensinando o espírito de sacrifício e a força de vontade perante as dificuldades. Com o seu exemplo fez com que os infelizes, os aflitos, os doentes, os encarcerados encontrassem amparo e proteção.

Quando seu esposo morreu, no ano de 1613, ingressou na Ordem das Carmelitas, jurando obediência à própria filha, eleita abadessa do convento de Amiens. Morreu no convento carmelita de Pontoise, tendo sofrido seus últimos dias num leito de dor. Morreu no dia 7 de fevereiro do ano de 1618 - era uma Quinta-feira Santa.


Fontes:

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Beata Catarina Tekakwitha, Leiga Consagrada, Mártir, 17 de Abril




Beatificada juntamente com Padre José de Anchieta, era uma Índia pele-vermelha, nascida em 1656 em Ossemon, perto de Port Orange, atual Albany, Canadá. Era filha de pai iroquês pagão e de mãe algonquina cristã. Tendo ficado órfã muito cedo, conseguiu sobreviver a uma epidemia de varíola com grave diminuição da visão e com o rosto desfigurado; foi então recolhida por um tio, chefe da aldeia, ajudando doravante a sua esposa no cuidado da casa.
O nome de Tekakwitha, que lhe foi dado nos anos de infância, significa "a que coloca as coisas em ordem", ou, com referência à enfermidade da visão, "a que avança e põe algo diante".
Crescida na inocência, rejeitou propostas de matrimônio e em 1675 entrou em contato com os missionários católicos do Canadá, recebendo o batismo em 18-4-1676, dia de Páscoa, das mãos do Padre Jacques de Lamberville, que lhe deu o nome de Kateri (Catarina). Ameaçada pelo tio pagão, fugiu para buscar refúgio na missão de São Francisco Xavier, em Sault, perto de Montreal, onde recebeu a Eucaristia e deu exemplo de extraordinária piedade, sendo contudo discreta.
Afastava-se por longo tempo na floresta onde, junto à cruz por ela traçada na casca de uma árvore, ficava por muito tempo em oração, sem porém descuidar das funções religiosas, do serviço da comunidade e da família que a hospedava.
Passou por provas terríveis. Em 25/03/1679 fez voto perpétuo de castidade. Extenuada pela doença e pelos sofrimentos, morreu em 17 de abril de 1680, aos 24 anos de idade. Rapidamente se difundiu a fama das suas virtudes.
Note-se que Catarina aprendera a religião católica com a mãe e desde menina, apesar da mãe ter morrido, conservou o que esta lhe ensinara, observando a moral cristã e rezando regularmente. Quando veio a encontrar pela primeira vez os missionários, já estava preparada para o batismo. Amou, viveu e conservou o seu cristianismo só com a ajuda da graça, longe de qualquer outro companheiro de fé por muitos anos.

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=51678&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 15 de abril de 2009

São Bento José Labre, Peregrino (+1783), 16 de Abril


Filho de um camponês da região de Artois, França, Bento nasceu em 1748, sendo o mais velho de 15 filhos. Aparentemente fracassou em tudo o que desejava. Apesar disso, conseguiu manter sempre a paz no seu coração.
As portas fechavam-se diante dele, uma após a outra, mas ele nunca se desesperou. Recomeçava o seu caminho, dormindo onde encontrava abrigo, vivendo do que lhe davam, continuando a procurar novos caminhos para atingir o seu Objetivo.
Submisso a todos, primeiro a seus pais, depois, no seu apelo interior, aos responsáveis dos mosteiros em cujas portas batia, aos seus confessores, aos acontecimentos, à vontade de Deus que, continuamente, ia lhe mudando os rumos, Bento continuou a avançar humildemente, silenciosamente. Conta-se que jamais pessoa alguma conseguiu ver a cor dos olhos de Bento, pois ele só olhava para baixo.
Sem se dar conta, atravessou a Europa com sua bolsa e o seu crucifixo ao peito, percorrendo 30.000 quilômetros, indo de mosteiro em mosteiro, de santuário em santuário, até se estabelecer em Roma, de onde sairia várias vezes para ir até Loreto, antes de morrer no despojamento total.
Deste modo, São Bento José Labre, em pleno "século das luzes", pobre e desprendido de tudo e principalmente de si mesmo, considerado um peregrino ou mesmo como um mendigo entre tantos outros, sujo e cheio de piolhos, foi aclamado como santo quando morreu em Roma, com 35 anos. As pessoas que o conheciam gritavam pelas ruas: “Il santo è morto! Il santo è morto!” (“O santo morreu! O santo morreu!”).
Bento Labre foi declarado "beato" em 1860 e "santo" em 1881. É o patrono das pessoas que têm problemas de adaptação e que se sentem deslocadas, que têm problemas emocionais. 

Fontes:

Santas Anastácia e Basilissa, Mártires, 15 de Abril

A tradição diz que duas nobres romanas, Basilissa e Anastácia foram convertidas para o cristianismo pelas pregações dos apóstolos São Paulo e São Pedro. Após os dois apóstolos terem sido martirizados em Roma, Basilissa e Anastácia encontraram os seus corpos e os enterraram  secretamente à noite.

 

Isto teria enfurecido as autoridades, que acabaram descobrindo quem havia enterrado os apóstolos. As duas mulheres foram presas e conduzidas diante do tribunal de Nero, onde deveriam renunciar à sua fé e confessar onde teriam enterrado os dois, para que seus corpos fossem exumados e queimados. Nenhuma das duas confessou o local. Ambas foram, então, martirizadas de maneira selvagem e, finalmente, tiveram as suas línguas arrancadas, os braços e pés cortados antes de serem decapitadas. Isto ocorreu por volta do ano 68.

 

Somente os gregos têm os registros completos da história delas. Por isso, certos hagiógrafos e martirologistas duvidam da existência dessas duas senhoras.

 

Na arte litúrgica da Igreja, Basilissa e Anastácia são mostradas com as mãos e os pés decepados. Em outras representações, são mostradas enterrando os corpos de São Pedro e São Paulo.

 

 

Fontes:

 

http://www.cademeusanto.com.br/santa_basilissa.htm


http://images.google.com/imgres?imgurl=http://upload.wikimedia.org/

wikipedia/commons/thumb/2/2d/Basilissa_and_Anastasia.jpg/225px-Basilissa_and_Anastasia.jpg&imgrefurl=http://

it.wikipedia.org/wiki/Basilissa_e_Anastasia&usg

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terça-feira, 14 de abril de 2009

Santa Liduína de Schiedan, Mística, 14 de Abril


Lidvina ou Liduína, como costuma ser chamada por nós, nasceu em Schiedan, Holanda, em 1380, numa família humilde e caridosa. Ainda criança, recolhia alimentos e roupas para os pobres e doentes abandonados. Até os quinze anos, Liduína era uma menina como todas as demais. Porém, no inverno daquele ano, sua vida mudou completamente. Com um grupo de amigos foi patinar no gelo e, em plena descida da montanha, um deles se chocou violentamente contra ela. Estava quase morta com a coluna vertebral partida e com lesões internas. Imediatamente, foi levada para casa e colocada sobre a cama, de onde nunca mais saiu, até morrer.

Depois do trágico acidente, apareceram complicações e outras doenças, numa sequência muito rápida. Apesar dos esforços, os médicos declararam que sua enfermidade não tinha cura e que o tratamento seria inútil, só empobrecendo ainda mais a família.

Os anos se passavam e Liduína não melhorava, nem morria. Ficou a um passo do desespero total, quando chegou em seu socorro o padre João Pot, pároco da igreja. Com conversas serenas, o sacerdote recordou a ela que "Deus só poda a árvore que mais gosta, para que produza mais frutos; e aos filhos que mais ama, mais os deixa sofrer". E pendurou na frente da sua cama um crucifixo. Pediu que olhasse para ele e refletisse: se Jesus sofreu tanto, foi porque o sofrimento leva à glória da vida eterna.

Liduína entendeu que sua situação não foi uma fatalidade sem sentido, ao contrário, foi uma benção dada pelo Senhor. Do seu leito, podia colaborar com a redenção, ofertando seu martírio para a salvação das almas. E disse ao padre que gostaria de receber um sinal que confirmasse ser esse o seu caminho. E ela o obteve, naquela mesma hora. Na sua fronte apareceu uma resplandecente hóstia eucarística, vista por todos, inclusive pelo padre Pot.

A partir daquele momento, Liduína nunca mais pediu que Deus lhe aliviasse os sofrimentos; pedia, sim, que lhe desse amor para sofrer pela conversão dos pecadores e pela salvação das almas. Do seu leito de enferma ela recebeu de Deus o dom da profecia e da cura aos enfermos pela oração. Após doze anos de enfermidade, também começou a ter êxtases espirituais, recebendo mensagens de Deus e da Virgem Maria.

Em 1421, as autoridades civis publicaram um documento atestando que nos últimos sete anos Liduína só se alimentava da sagrada Eucaristia e das orações. Sua enfermidade a impossibilitava de comer e de beber, e nada podia explicar tal prodígio. Nos últimos sete meses de vida, seu sofrimento foi terrível. Ficou reduzida a uma sombra e uma voz que rezava incessantemente. No dia 14 de abril de 1433, após a Páscoa, Liduína morreu serena e em paz. Ao padre e ao médico que a assistiam, pediu que fizessem de sua casa um hospital para os pobres com doenças incuráveis. E assim foi feito.

Em 1890, o papa Leão XII elevou santa Liduína ao altar e autorizou o seu culto para o dia da sua morte. A igreja de Schiedan, construída em sua homenagem, tornou-se um santuário, muito procurado pelos devotos que a consideram padroeira dos doentes incuráveis.

Fonte:

sábado, 11 de abril de 2009

São Martinho I, Papa, Mártir, 13 de Abril



O papa Martinho I sabia que as conseqüências das atitudes que tomou contra o imperador Constante II, no Século VII, não seriam nada boas. Nessa época, os detentores do poder achavam que podiam interferir na Igreja, como se sua doutrina devesse submissão ao Estado. Martinho defendeu os dogmas cristãos, por isso foi submetido a grandes humilhações e também a degradantes torturas.
Martinho nasceu em Todi, na Toscana, e era padre em Roma quando morreu o papa Teodoro, em 649. Eleito para sucedê-lo, Martinho I passou a dirigir a Igreja com a mão forte da disciplina que o período exigia. Para deixar isso bem claro ao chefe do poder secular de então, assumiu mesmo antes de ter sua eleição referendada pelo imperador.
Um ano antes, Constante II tinha publicado o documento "Tipo", que apoiava as teses hereges do cisma dos monotelistas, os quais negavam a condição humana de Cristo, o que se opõe às principais raízes do cristianismo. Para reafirmar essa posição, o papa convocou, ainda, um grande Concílio, um dos maiores da história da Igreja, na basílica de São João de Latrão, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente. Ali foram condenadas, definitivamente, todas as teses monotelistas, o que provocou a ira mortal do imperador Constante II.
Ele ordenou a seu representante em Ravena, Olímpio, que prendesse o papa Martinho I. Querendo agradar ao poderoso imperador, Olímpio resolveu ir além das ordens: planejou matar Martinho. Armou um plano com seu escudeiro, que entrou no local de uma missa em que o próprio papa daria a santa comunhão aos fiéis. Na hora de receber a hóstia, o assassino sacou de seu punhal, mas ficou cego no mesmo instante e fugiu apavorado. Impressionado, Olímpio aliou-se a Martinho e projetou uma luta armada contra Constantinopla. Mas o papa perdeu sua defesa militar porque Olímpio morreu em seguida, vitimado pela peste que se alastrava naquela época.
Com o caminho livre, o imperador Constante II ordenou a prisão do papa Martinho I, pedindo a sua transferência para que o julgamento se desse em Bósforo, estreito que separa a Europa da Ásia, próximo a Istambul, na Turquia. A viagem tornou-se um verdadeiro suplício, que durou quinze meses e acabou com a saúde do papa. Mesmo assim, ao chegar à cidade, ficou exposto, desnudo, sobre um leito no meio da rua, para ser execrado pela população. Depois, foi mantido incomunicável num fétido e podre calabouço, sem as mínimas condições de higiene e alimentação.
Ao fim do julgamento, o papa Martinho I  foi condenado ao exílio na Criméia, sul da Rússia, e levado para lá em março de 655, em outra angustiante e sofrida viagem que durou dois meses. Ele acabou morrendo de fome quatro meses depois, em 16 de setembro daquele ano. Foi o último papa a ser martirizado e sua comemoração foi determinada pelo novo calendário litúrgico da Igreja para o dia 13 de abril.

Fonte:

Domingo da Ressurreição do Senhor / São Victor de Braga, Mártir, 12 de Abril


Ressurreição de Cristo e Mulheres no Túmulo, Fra Angelico


A liturgia deste Domingo celebra a ressurreição e garante-nos que a vida em plenitude resulta de uma existência feita dom e serviço em favor dos irmãos. A ressurreição de Cristo é o exemplo concreto que confirma tudo isto.

A primeira leitura apresenta o exemplo de Cristo que "passou pelo mundo fazendo o bem" e que, por amor, se deu até à morte; por isso, Deus O ressuscitou. Os discípulos, testemunhas desta dinâmica, devem anunciar este "caminho" a todos os homens.

O Evangelho coloca-nos diante de duas atitudes face à ressurreição: a do discípulo obstinado, que se recusa a aceitá-la porque, na sua lógica, o amor total e a doação da vida não podem, nunca, ser geradores de vida nova; e a do discípulo ideal, que ama Jesus e que, por isso, entende o seu caminho e a sua proposta (a esse não o escandaliza nem o espanta que da cruz tenha nascido a vida plena, a vida verdadeira).

A segunda leitura convida os cristãos, revestidos de Cristo pelo batismo, a continuarem a sua caminhada de vida nova, até à transformação plena (que acontecerá quando, pela morte, tivermos ultrapassado a última barreira da nossa finitude).


cf.www.ecclesia.pt

 

 

 São Victor de Braga, Mártir

Era catecúmeno, natural da aldeia de Paços, perto de Braga. Ainda antes de receber o Batismo, já vivia como cristão, abominando os ídolos e a sua falsa divindade.


Numa manhã, Victor saiu para os campos e encontrou o cortejo que ia honrar a deusa Ceres. Quiseram que ele se associasse ao cortejo ou, pelo menos, se deixasse coroar de flores, do mesmo modo como estavam todos os jovens da sua idade. Como se recusasse a fazê-lo, foi levado ao tribunal onde confessou seguir a lei de Cristo, com tal entusiasmo que calou os juízes.


Então o Governador mandou vir lâminas incandescentes que começaram a retalhar o seu corpo. Como nem assim deixasse de confessar a sua fé, levando alguns a questionar a sua própria consciência, o Governador mandou cortarem-lhe a cabeça.


cf. Santos de Cada Dia, Pe. José Leite (org.)

 

 

 

Fontes:

 

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090412&id=11&fd=1

 

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090412&id=11418&fd=0

 

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=31033&language=PT&img=&sz=full

 

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=75755&language=PT&img=&sz=full