quarta-feira, 6 de maio de 2009

Beata Maria Luísa Trichet, Religiosa, Co-fundadora da Congregação Filhas da Sabedoria (+1759), 7 de Maio

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus),  com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das  religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”.
Nasceu em Poitiers (França), no dia 07 de maio de 1684, tendo sido batizada no mesmo dia.  Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos  17 anos, encontrou-se pela primeira vez com São Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e  de confessor  já era notável entre a juventude daquela região. 
Espontaneamente,  Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital.  Ela consagra uma boa parte de  seu tempo aos pobres e aos enfermos.  Diante da sua dedicação,  São Luís prontamente pediu-lhe para que ali permanecesse.  A este convite, Maria Luísa respondeu com sua entrega total. Mesmo não havendo vaga para o cargo de governanta,  aceitou ser admitida somente como simples colaboradora.
“Você voltará louca como este sacerdote”, lhe havia dito a sua mãe. “Que ideia,  quando se é bela, jovem e de boa família, vestir um hábito cinza (2 de fevereiro de 1703) e passar seu tempo a  cuidar de vagabundos, enfermos e  empestados!  Que loucura seguir  este sacerdote louco!”
Durante dez anos,  Maria Luísa desempenhou com a maior perfeição possível seu humilde serviço de cuidar dos inválidos.  Nesta época,  São Luís havia deixado Poitiers e Maria Luísa permaneceu à frente dos serviços.
A célebre cruz que Montfort havia deixado está colocada no centro do hospital.  Maria Luísa leva uma cruz sobre sua túnica cinza, porém, de todo o coração.  Com efeito, continua a realizar seu árduo trabalho de cada dia,  enfrentando grandes dificuldades devido à diminuição do número de companheiras, além de sofrer duras perdas: a morte de suas irmãs e  de seu irmão,  jovem sacerdote morto por causa da peste, vitimado pela sua extrema abnegação.
Nesta fase deu-se o início da Congregação das irmãs “Filhas da Sabedoria”,  em 1714 com a chegada da primeira companheira, Catarina Brunet e consolidada em 1715, com a fundação em La Rochele, com duas novas recrutas: Maria Regnier e Maria Velleau.
No ano seguinte (1716), São Luís Maria de Montfort morre prematuramente, com a idade de  43 anos.  Este fato, a princípio, desestabilizou a  jovem congregação, abalada duramente por esta notícia dolorosa e inesperada. Foi neste momento que Maria Luísa  encontrou forças para reerguer o ânimo de todos,  lembrando-se  da frase escrita  por São Luís:  “Se não se arrisca algo por Deus, nada de grande  se fará por Ele”.
Durante 43 anos Maria Luísa  de Jesus cuida sozinha da formação de suas companheiras, conduz e desenvolve as fundações que se multiplicam:  Escolas de  caridade,  visitas e cuidados aos  enfermos, sopa popular para os mendigos, gestão de grandes hospitais marítimos na França. 
Os pobres do hospital de Nior (Deux-Sèvres) a  chamavam “A boa Madre Jesus”.  Nisto expressava-se tudo! Seu lema de vida era muito simples:  “É necessário que eu ame a Deus ocultamente, em meu próximo” (Coro de um cântico composto por Luís Maria de Montfort, destinado às Filhas da Sabedoria).
Quando ela  morreu em Sant Laurent-sur-Sévre, em 28 de abril de 1759, a congregação contava com 174 religiosas, presentes em  36 comunidades, mais a Casa Mãe.  São Luís Maria Grignion de Montfort e a  Beata Maria  Luísa de  Jesus estão enterrados  na Igreja Paroquial de São Lourenço.
Desde este momento,  as Filhas da Sabedoria atravessaram os séculos arrebanhando milhares e milhares de vocações, pelo chamado à entrega total,  pela loucura do Amor a Deus e  aos pobres.   Hoje,  elas estão presentes nos cinco continentes. 
Em 16 de  maio de  1993,   Maria Luísa de Jesus (Trichet)  foi beatificada pelo Papa João Paulo II,  em Roma.  O Santo Padre esteve, em 19 de setembro de 1996 em  Saint Laurent-sur-Sévre, quando rezou junto às tumbas de São Luís e da Beata Maria Luísa.  
  
Fontes:

terça-feira, 5 de maio de 2009

Santo André Kim e 102 Companheiros, Mártires Coreanos (+entre 1791 e 1866) / São Domingos Sávio, Religioso (+1857), 6 de Maio


André Kim e os seus 102 companheiros foram canonizados pelo Papa João Paulo II, durante a sua viagem à Coréia, no dia 6 de maio de 1984. Nesta ocasião, os coreanos, e com eles toda a Igreja, celebraram o segundo centenário da implantação do cristianismo na Coréia. "No decorrer destes 200 anos, a Igreja Católica na Coréia foi regada pelo sangue dos seus mártires, cristãos de todas as idades e classes sociais: crianças, adultos, homens, mulheres, sacerdotes, leigos, ricos e pobres." 
Assim falou João Paulo II, na ocasião: 
"Observai: mediante esta liturgia de canonização, os bem-aventurados mártires coreanos são inscritos no catálogo dos santos da Igreja católica. Estes são verdadeiros filhos e filhas da vossa Nação, juntamente com numerosos missionários vindos de outras terras. São os vossos antepassados, pela descendência, língua e cultura. Ao mesmo tempo, são os vossos pais e as vossas mães na fé que testemunharam derramando o seu próprio sangue."

São Domingos Sávio

Domingos Sávio (Riva, perto de Chieri, Turim, 1842 - Mondoni, Asti, 1857) foi aluno do oratório de São Francisco de Sales, em Turim, e teve São João Bosco como diretor espiritual, confessor e biógrafo. 
Não tardou a assimilar o chamamento de Dom Bosco à necessidade da santificação pessoal: cumprimento fiel e feliz dos deveres do próprio estado de vida, freqüência aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, apostolado pessoal. Domingos experimentou êxtases e era especialmente devoto de Maria. 
Fundou a Companhia da Imaculada Conceição, para a qual redigiu, juntamente com alguns amigos, o Regulamento (1856), um documento espiritual muito interessante, principalmente tendo em conta a pouca idade do autor. Foi canonizado por Pio XII em 1954. 




Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=46246&language=PT&img=&sz=full

Santo Ângelo, Presbítero, Mártir, 5 de Maio


Santo Ângelo nasceu em Jerusalém, em 1185. Aos 18 anos, entrou na Ordem do Carmo, na Palestina, e em 1213 foi ordenado sacerdote. Em 1219 foi enviado a Roma para defender os interesses de sua Ordem. Dali partiu para a Sicília, a fim de converter os hereges cátaros ou albigenses. 
Na Sicília, enquanto pregava na igreja de São Tiago de Licata, foi trespassado por cinco vezes, a mando de um rico senhor que levava vida incestuosa e cujo cúmplice havia sido convertido por Santo Ângelo. Por vingança, o rico senhor mandou assassinar o santo, fazendo dele um mártir. 
Santo Ângelo morreu em Licata, na Sicília, a 5 de maio de 1220. 


Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=40547&language=PT&img=&sz=full

segunda-feira, 4 de maio de 2009

São José Maria Rúbio, Presbítero (+1929), 4 de Maio


Veio ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus".
Freqüentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um tio seu, Cônego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelado, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almería.
No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canônico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de outubro seguinte. Em Toledo, obteve a Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canônico, em 1897. Pela manhã, entrava na igreja para rezar, dedicava-se à catequese das crianças e a todos impressionava pela sua austeridade, pobreza e caridade para com os pobres.
Enquanto desenvolvia várias atividades de caráter diocesano, não deixava de atender as pessoas no confessionário, catequese, "escolas dominicais", ao mesmo tempo que se dedicava a acompanhar diversos grupos em necessidade espiritual.
Peregrinou a Roma e à Terra Santa, deixando-se impressionar de modo especial pelos túmulos de Pedro e Paulo, pelo Santo Sepulcro e pelo Calvário.
Admirando de modo particular a Companhia de Jesus e chamando-se a si mesmo "Jesuíta por afeição", entrou no noviciado da Companhia em Granada e fez os primeiros votos em 12 de outubro de 1908; trabalhou depois em Sevilha, onde desenvolveu grande atividade apostólica. Depois de três anos em Manresa (Barcelona), voltou a Madrid onde, em 2 de fevereiro de 1917, emitiu os votos perpétuos.
Madrid foi o seu novo campo de apostolado, sendo procurado por muita gente, que atraía pelas suas pregações, porque vivia o que pregava. O seu lema era: "Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz". Organizou e orientou diversas missões populares em Madrid. Quis fundar um instituto, "Os Discípulos de São João", mas foi impedido de fazê-lo, aceitando a proibição com estas palavras: "Não procuro outra coisa além do cumprimento da santíssima vontade de Deus".
Gozava de dotes místicos e de graças espirituais sobrenaturais, da profecia e da visão. Armavam-lhe ciladas para o apanharem em situações difíceis, mas acabava por impressionar a todos, mesmo os que o queriam ver envolvido em escândalos e inquietações. Foi formador de muitos cristãos que sofreram o martírio no tempo da perseguição religiosa.
Pressentiu a sua morte e despediu-se dos seus amigos. Debilitado na sua saúde pelo imenso trabalho realizado, foi transferido para Aranjuez, para aí repousar. Mas tudo estava para terminar e José María exclamou: "Senhor, se queres levar-me agora, estou preparado". Faleceu em 2 de maio de 1929. Em Madrid, todos diziam: "Morreu um santo". Por isso, milhares de pessoas acorreram ao seu funeral; os seus restos mortais foram trasladados para a casa Professa de Madrid, em 1953.

Fontes:
http://www.parroquiasanfranciscosj.com/Recursos/Santos/ImagenesRecursosSantos/10%20Beato%20Jose%20Maria%20Rubio.jpg

sábado, 2 de maio de 2009

São Filipe e São Tiago Menor, Apóstolos, Mártires (Século I), 3 de Maio


São Filipe


São Tiago Menor

Existe um fato realmente extraordinário na vida São Filipe, natural de Betsaida, na Galiléia. Um dia, quando obrigado a reverenciar o deus Marte acendendo-lhe incenso, eis que surge detrás do altar pagão uma cobra que mata o filho do sacerdote-mor e dois dos seus servos. Filipe ressuscitou-os e matou a cobra. Esse milagre de São Filipe originou a conversão de muitas pessoas ao cristianismo.
Existem muito poucas referências à sua vida nas Sagradas Escrituras. Uma delas conta que foi ele quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães.
Não se sabe exatamente como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável é que tenha sido crucificado aos oitenta e sete anos, por ordem do imperador Domiciano. As suas relíquias estão guardadas numa igreja de Roma, junto com as de São Tiago Menor, e seria por isso que se festejam no mesmo dia esses dois santos Apóstolos.
São Tiago, dito “o Menor”, um dos doze Apóstolos, era filho de Alfeu e primo de Jesus. É identificado nos Evangelhos como “irmão do Senhor”, termo esse usado pelos povos semitas para designar um grau de parentesco próximo (Mc 6,3 e Mt 13,55).
Teve muita influência na comunidade de Jerusalém. Foi testemunha da ressurreição de Jesus (I Cor 15,7) e é o provável autor da “Epístola de Tiago”; foi com ele que Paulo, depois de convertido, foi se encontrar em Jerusalém (Gl 1,18).
São Tiago teve um papel importante no Concílio de Jerusalém (At 15,13-29). Morreu mártir por volta do ano 62.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090503&id=11731&fd=0

sexta-feira, 1 de maio de 2009

São Peregrino Laziosi, Servita, 02 de Maio



Peregrino pertencia à família dos nobres Laziosi. Nasceu na cidade de Forli, no norte da Itália, no ano 1265. Cresceu em meio a uma população conhecida pelo espírito reacionário e anárquico. Tornou-se um jovem idealista, de caráter intempestivo, recebendo o apelido de “furacão”.
Certa ocasião, ocorreu um grave incidente num dos tumultos populares frequentes, porque a população se dividia entre os que apoiavam as ordens do papa e os que preferiam seguir as do imperador germânico. Foi quando a cidade recebeu um interdito do papa Martino IV, como castigo pelas desordens e atitudes rebeldes. Houve séria reação entre as partes. Para acalmar os ânimos, o papa pediu ao superior geral dos servitas, futuro são Filipe Benício, que estava no mosteiro da cidade, para agir em seu nome e apaziguar os fiéis.
Era uma tarefa delicada. Filipe, então, usando o púlpito da igreja, fez um discurso fervoroso solicitando a todos que obedecessem ao sumo pontífice. Foi quando um grupo liderado por Peregrino, então com dezoito anos, o ameaçou de agressão. O jovem foi mais longe, chegando a dar-lhe um tapa no rosto. Filipe aceitou a ofensa. Depois, Peregrino, mobilizando a população com gritos, fez com que fosse expulso da cidade.
Filipe saiu humilhado, mas rezando firmemente pela conversão dos agitadores e principalmente pelo jovem agressor. Deus ouviu sua prece. Peregrino, caindo em si, sentiu arrependimento, vergonha e remorso. Ficou tão angustiado que, dias depois, foi procurar Filipe, para, prostrando-se a seus pés, pedir perdão.
Naquele instante, Peregrino estava convertido realmente. Mais tarde, aos trinta anos, ingressou na Ordem dos Servos de Maria, os servitas, como irmão penitente. A tradição diz que foi o próprio Filipe que entregou o hábito a Peregrino. Mas o certo foi que ele enviou o arrependido agressor para fazer o noviciado em Sena. Só depois voltou para Forli, onde, no mosteiro, exerceu o apostolado do bem semeando a paz.
Peregrino distinguiu-se pela obediência ao regulamento, pela penitência e mortificação. Durante trinta anos cumpriu uma penitência imposta a si mesmo: ficava sempre em pé, nunca se sentava. Quando atingiu os sessenta anos de idade, devido a isso, tinha uma ferida cancerosa na perna direita, causada por varizes.
Era tão grave seu estado de saúde, que o médico receitou a amputação da perna, para salvar sua vida. Porém, na véspera da operação, Peregrino acordou, subitamente, no meio da noite e sentiu que devia ir rezar na capela diante de Jesus Crucificado. Assim fez: com muito esforço para caminhar, ajoelhou-se e rezou com fervor pedindo que Cristo lhe concedesse a graça da cura. Foi envolvido por um êxtase contemplativo tão profundo que viu Jesus descer da cruz e tocar sua ferida. Uma vez refeito da visão, voltou para o leito e adormeceu. Na manhã seguinte, o médico constatou que havia ocorrido um milagre. Peregrino estava sem nenhuma ferida, Jesus o havia curado.
O milagre só fez aumentar a veneração que os habitantes da cidade já lhe dedicavam. Peregrino morreu no primeiro dia de maio de 1345, vítima de uma febre. Durante seus funerais, dois milagres ocorreram e foram atribuídos à sua intercessão. Seu culto se estendeu pelo mundo todo rapidamente, pois os fiéis recorrem a ele como padroeiro dos doentes cancerosos.
Em 1726, foi canonizado pelo papa Bento XIII, sendo o dia de sua morte o indicado para celebrar a sua memória, quando também se comemora São José, Operário. Por isso sua festa pode ocorrer nos primeiros dias do mês de Maria. A relíquia do manto de são Peregrino Laziosi é conservada à veneração dos fiéis brasileiros na igreja de Nossa Senhora das Dores, no bairro do Ipiranga, em São Paulo.

Fonte:

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São José Operário - Dia Mundial do Trabalhador, 1º de Maio


São José é venerado de modo especial no dia 19 de março. Ele é um dos santos mais conhecidos e amados no cristianismo, tanto assim que inspirou o nome a dezenas de santos da Igreja e também a outros cristãos, que neste dia comemoram seu onomástico (festa pelo mesmo nome do santo do dia).
O nome José, em hebraico, significa: "Deus cumula de bens" e, sem dúvida, este conhecido carpinteiro de Nazaré, foi cumulado de bens ao aceitar sua missão de esposo da Virgem Maria e pai adotivo de Nosso Senhor Jesus Cristo:

 Ao despertar, José fez o que o Anjo do Senhor lhe prescrevera: acolheu em sua casa a sua esposa.”
(Mt 1,24)

A grande devoção dos cristãos para com São José está fundamentada nas Sagradas Escrituras e na Sagrada Tradição. Portanto, é com realismo que São José é reconhecido e invocado como modelo de pai, operário, protetor da Sagrada Família e da grande Família de Deus, que é a Igreja.
Embora na Bíblia pouco se fale sobre a figura de São José, o que nos é comunicado testemunha com clareza seu papel indispensável à missão do Cristo. Homem justo, trabalhador, silencioso e com fé, tornou suficientemente trabalhado pelas mãos do Oleiro divino a ponto de ser constituído elo entre o Antigo e o Novo Testamento, podendo conferir a Jesus a linhagem de Davi. Tudo isto foi possível somente porque São José, acima de tudo, foi um homem de fé e coragem, como nos atesta São Mateus:

”José, filho de Davi, não temas receber Maria por esposa, pois o que nela foi concebido vem do Espírito Santo. Despertando, José fez como o anjo do Senhor lhe havia mandado e recebeu em sua casa sua esposa” (Mt 1,20b.24).

Basta que tracemos um paralelo entre a vida cheia de sacrifícios de São José, que trabalhou a vida toda para ver Nosso Senhor Jesus Cristo dar a vida pela humanidade, e a luta dos trabalhadores do mundo todo, pleiteando respeito a seus direitos mínimos, para entender os motivos que levaram o papa Pio XII a instituir a festa de “São José Operário”, em 1955, na mesma data em que se comemora o Dia do Trabalho, ou do Trabalhador, em quase todo o planeta.
No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, maior parque industrial dos Estados Unidos à época, os operários de uma fábrica se revoltaram contra a situação desumana a que eram submetidos por seus patrões, ou seja, um total desrespeito à pessoa humana. Eram trezentos e quarenta operários em greve e a polícia, a serviço dos poderosos, massacrou-os sem piedade. Mais de cinquenta ficaram gravemente feridos e seis deles foram assassinados num confronto desigual. Este dia foi, então, consagrado em homenagem a eles.
São José é o modelo ideal do operário. Sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, dessa maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a humanidade.
Proclamando são José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono aquele que aceitou ser o pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo inteiro, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.
Muito acertada mais esta celebração ao homem “justo” do Evangelho, que tradicional e particularmente também é festejado no dia 19 de março, onde sua história pessoal é relatada.
  
Fontes:
 http://200.195.151.19/ciesc/uni_inst.php?itop_id=111&PoUni=15
 http://alexandrinabalasar.free.fr/jose_operario.htm

São José Bento Cottolengo, Confessor, Fundador, 30 de Abril


São José Bento Cottolengo nasceu em de maio de 1786 em Brá, no Piemonte, Itália. Ingressou no Seminário de Turim aos 17 anos de idade e, aos 25 anos, foi ordenado sacerdote.

Fundou a Pequena Casa da Divina Providência e as Damas da Caridade ou Cottolenguinas, (vicentinas), cuja finalidade é o serviço aos pequeninos, aos deficientes, aos doentes. Dizia a respeito da "Pequena Casa da Divina Providência": “Chama-se ‘Pequena Casa’ porque, em comparação com o universo, que é igualmente Casa da Divina Providência, é, com toda certeza, bem pequena”.




A confiança em Deus, que a tudo provê, lhe era tão grande que jamais o Senhor Deus lhe faltou nas horas difíceis e de necessidade. Certa vez, nosso querido santo afirmou: "Quando chegar a hora do almoço, a Providência não se esquecerá de que os pobres têm que almoçar".

São José Cottolengo tinha como lema "caridade e confiança": fazer todo o bem possível e confiar sempre em Deus. Morreu em 30 de abril de 1842, aos 56 anos. Foi beatificado em 1917 pelo Papa Bento XV e, posteriormente, canonizado pelo Papa Pio XI, em 1934.

 

Devoção

São José Bento Cottolengo nos ensina a buscar viver a caridade e a confiança em Deus. Ele é padroeiro dos desanimados.

 

Oração

Deus, nosso Pai, São José Bento Cottolengo fez-se pobre entre os pobres. E, confiante na Divina Providência, não se apoiava na sua suficiência pessoal ou na segurança material. Com fé inabalável entregou-se de corpo e alma à tarefa de mudar a situação dos desvalidos, dos enfermos e necessitados. Pela fé, operastes mediante São José Bento Cottolengo coisas maravilhosas, e a sua obra permanece até hoje espalhada por todo o mundo, como sinal e testemunho vivo de que Vós, Senhor, sois um Deus fiel. Senhor, também nós, segundo a missão que a nós confiastes nesta terra, partilhemos a sorte de nossos irmãos necessitados e jamais lhe neguemos a nossa ajuda. É por meio de nós, Vossos filhos, que Vós agis no mundo e manifestais o Vosso amor no meio dos homens.

Amém.

 

 

Fontes:

 

http://www.asj.org.br/educacao_galeriadossantos.asp?codigo=192

 

http://it.wikipedia.org/wiki/File:Giuseppe_Benedetto_Cottolengo.jpg

 

http://it.wikipedia.org/wiki/File:Piccola_Casa_della_Divina_Provvidenza_Torino.JPG

domingo, 26 de abril de 2009

Santa Catarina de Sena, Doutora da Igreja, Mística, Dominicana Terceira, 29 de Abril


Santa Catarina nasceu em Sena, Itália, no dia 25 de março de 1347. Na Europa, a peste negra e as guerras semeavam o pânico e a morte. A Igreja sofria com suas divisões internas e com a existência de "antipapas" (chegaram a existir três papas, simultaneamente).
Desejando seguir o caminho da perfeição, aos 15 anos Catarina ingressou na Ordem Terceira de São Domingos. Viveu um amor apaixonado e apaixonante por Deus e pelo próximo. Lutou ardorosamente pela restauração da paz política e pela harmonia entre os seus concidadãos. Contribuiu para a solução da crise religiosa provocada pelos antipapas, fazendo com que Gregório XI voltasse a Roma. Embora analfabeta, ditava as suas cartas endereçadas aos papas, aos reis e líderes, como também ao povo humilde. Foi, enfim, uma mulher empenhada social e politicamente e exerceu grande influência religiosa na Igreja de seu tempo.
As suas atitudes não deixaram de causar perplexidade nos seus contemporâneos. Adiantou-se séculos aos padrões de sua época, quando a participação da mulher na Igreja era quase nula ou inexistente. Deixou-nos o "Diálogo sobre a Divina Providência", uma exposição clara das suas ideias teológicas e da sua mística, o que coloca Santa Catarina de Sena entre os Doutores da Igreja.
Morreu aos 33 anos de idade, no dia 29 de abril de 1380.                          

Fontes:

São Pedro Maria Chanel, Presbítero, Mártir, Padroeiro da Oceania (+1841), 28 de Abril



São Pedro Maria Chanel é o padroeiro da Oceania. Nasceu em Cuet, França, no ano de 1803. Em 1824, ingressou no seminário de Bourge, em 1827, foi ordenado sacerdote.
Foi vigário de Amberieu e de Gex. Entrou depois para a Sociedade de Maria, sob a orientação do Padre Colin. Em 1837, partiu na companhia de um confrade leigo para Futuna, uma pequena ilha no Oceano Pacífico, no arquipélago de Tonga.
A sua pregação logo produziu frutos abundantes entre a geração jovem da ilha. Mas logo veio a reação e a oposição dos líderes mais antigos que, ciosos das suas tradições e costumes, sentiam-se ameaçados pelo "sacerdote branco".
Avisado pelos amigos para que deixasse a ilha devido ao risco que corria, Pedro ignorou o aviso e decidiu permanecer, continuando a sua pregação. O seu martírio deu-se no dia 28 de abril de 1841. O seu sacrifício não foi em vão. A semente de sua pregação germinou e todos os habitantes da ilha acolheram o cristianismo.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090428&id=10547&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=31905&language=PT&img=&sz=full

Santa Zita, Leiga, Padroeira das Empregadas Domésticas, 27 de Abril



Santa Zita nasceu em 1218, em Monsagrati, nos arredores da cidade de Lucca. Filha de camponeses, aos 12 anos foi trabalhar como empregada doméstica na casa de uma rica família. Sempre se perguntava: "Isto agrada ao Senhor?", ou "Isto desagrada a Jesus?"
Foi-lhe confiado o encargo de distribuir as esmolas toda sexta-feira. Dava do seu pouco, da sua comida, das suas roupas, daquilo que possuía, das suas parcas economias. Dizem que, um dia, foi surpreendida enquanto socorria os necessitados. Mas, no seu avental, o que era alimento converteu-se em flores.
Durante 48 anos foi doméstica. Na hora de sua morte, tinha ajoelhada a seus pés toda a família Fatinelli, a quem servira toda a vida. Partiu para o Céu no dia 27 de Abril de 1278. Pio XII proclamou-a padroeira das empregadas domésticas do mundo inteiro.

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=56073&language=PT&img=&sz=full

sexta-feira, 24 de abril de 2009

São Bento Menni, Presbítero, Reformador (+1914), 26 de Abril

Ângelo Hércules nasceu e foi batizado em 11 de março de 1841 em Milão. No dia 1º de maio de 1860 entrou na Ordem Hospitaleira de São João de Deus, recebendo o hábito e iniciando o noviciado, com o nome de Frei Bento. Em 14 de outubro de 1866 é ordenado Sacerdote.

Animado por Pio IX, recebe em 1867 a missão de restaurar a Ordem na Espanha, fundando nesse ano o primeiro asilo-hospital da Ordem em Barcelona. Apesar das muitas peripécias de índole política na Espanha, compra um terreno e uma casa em Ciempozuelos, e neste local recebe, em 1880, Maria Josefa Recio e Maria de las Angustias Jimenez, que seriam as primeiras Irmãs. Começa assim a congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração.
Bento Menni foi o restaurador da Ordem Hospitaleira não só na Espanha, mas também em Portugal e no México. Em Portugal, no ano de 1893, compra uma propriedade agrícola e inicia as primeiras fundações no Telhal.
Morre em 24 de abril de 1914. É solenemente beatificado em 23 de junho de 1985 por Sua Santidade o Papa João Paulo II e, por fim, é canonizado pelo mesmo Sumo Pontífice em 21 de novembro de 1999.

Fonte:
http://www.isjd.pt/site/index.php?menu=menu1c