domingo, 10 de maio de 2009

Santa Joana de Portugal, Leiga Dominicana (+1490), 12 de Maio



Santa Joana nasceu no dia 6 de fevereiro de 1452. Era filha primogênita de Dom Afonso V, rei de Portugal. Órfã de mãe aos 15 anos, tomou para si os encargos do governo da casa real. Possuía grande beleza e personalidade marcante. Exerceu a regência do Reino quando seu pai foi à frente de uma esquadra conquistar Arzila e Tânger, na África. 
Desejosa de se consagrar a Deus na Ordem Dominicana, precisou vencer a resistência do pai e de seu irmão Dom João (futuro Dom João II), que desejavam um casamento vantajoso para ela. Embora pretendida por muitos príncipes, entre eles o filho de Luis XI da França, para espanto de todos, em 1471 recolheu-se temporariamente no mosteiro de Odívelos. Conseguiu ingressar no convento dominicano de Aveiro, mas devido a sua frágil saúde viu-se impedida. 
Continuou passando no convento a maior parte do seu tempo, conservando o hábito religioso; mesmo quando estava fora do convento praticava eximiamente a regra da Ordem. Levava vida penitente, usando cilício sob as vestes reais e passando as noites em oração. Jejuava freqüentemente e como divisa ou insígnia real usava uma coroa de espinhos. 
Os pobres, os enfermos, os presos, os religiosos viam nela a sua protetora e amparo. Conservava um livro onde anotava os nomes de todos os necessitados, o grau de pobreza de cada um e o dia em que deveria ser dada a esmola. Por ocasião da Semana Santa, lavava os pés de doze mulheres pobres e as presenteava com roupas, alimentos e dinheiro. Dali foi para o mosteiro de Aveiro, onde viveu despojada de tudo até a morte, no dia 12 de maio de 1490 e foi beatificada em 1693.

ORAÇÃO

Santa Joana de Portugal, vós que tudo tivestes para imperar como soberana entre as mais fartas lisonjas, honras e riquezas preferistes o caminho do calvário, vós que escolhestes os pobres como um de vossos maiores amores, vós que em tudo procurastes proceder como Jesus, eu vos louvo profundamente pela vida que abraçastes e vos peço com todo o coração, que intercedais por mim a Deus, para que também eu e toda a humanidade possamos ter este grande desejo de santidade acima de todas as coisas, para sermos plenamente agradáveis ao nosso Deus. Por Cristo Nosso Senhor. Amém. 
(Regina Perina)

Fonte:

Santo Antônio de Sant'Ana Galvão, OFM, Religioso, Fundador, 1º Santo Brasileiro (+1822), 11 de Maio



Biografia 
O pai, Antônio Galvão de França, nascido em Portugal, era o capitão-mór da vila. Sua mãe, Isabel Leite de Barros, Antônio viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, pois seus pais gozavam de prestígio social e influência política. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou o filho com a idade de treze anos para o Colégio de Belém, dos padres jesuítas, na Bahia, onde já se encontrava seu irmão José.     
Lá fez grandes progressos nos estudos e na prática cristã, de 1752 a 1756. Queria tornar-se jesuíta, mas por causa da perseguição movida contra a Ordem pelo Marquês de Pombal, seu pai o aconselhou a entrar para os franciscanos, que tinham um convento em Taubaté, não muito longe de Guaratinguetá. Assim, renunciou a um futuro promissor e influente na sociedade de então, e aos 16 anos, entrou para o noviciado na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro.
Distinguia-se pela piedade e virtudes. A 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes. Um ano após foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes. Este privilégio mostra a confiança que nutriam pelo jovem clérigo.
Foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar os seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Data dessa época a sua "entrega a Maria", como seu "filho e escravo perpétuo", consagração mariana assinada com seu próprio sangue a 9 de março de 1766.
Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado resultante. Foi confessor estimado e procurado e, muitas vezes, quando era chamado ia sempre a pé mesmo nos lugares mais distantes. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as "Recolhidas de Santa Teresa", em São Paulo.

Fundação de Novo Recolhimento

Neste Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa de profunda oração e grande penitência que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador.
Em 23 de fevereiro de 1775, um ano após a fundação, Madre Helena morreu repentinamente. Frei Galvão tornou-se o único sustentáculo das Recolhidas, missão que exerceu com humildade e grande prudência. Enquanto isso o novo capitão-general da capitania de São Paulo, homem inflexível e duro, retirou a permissão e ordenou o fechamento do Recolhimento. Fazia isso para opor-se ao seu predecessor, que havia promovido a fundação. Frei Galvão aceitou com fé e também as recolhidas obedeceram, mas não deixaram a casa e resistiram até os extremos das forças físicas. Depois de um mês, graças a pressão do povo e do Bispo, o recolhimento foi aberto.
Devido ao grande número de vocações, o Servo de Deus se viu obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz, foi declarada "Patrimônio Cultural da Humanidade" pela UNESCO.
Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de vida interior e de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.
Frei Galvão era considerado santo já em vida e a cidade fez dele o seu prisioneiro. Em várias ocasiões as exigências da sua Ordem Religiosa pediam que se mudasse para outro lugar para realizar outras funções, mas tanto o povo e as Recolhidas, como o bispo, e mesmo a Câmara Municipal de São Paulo intervieram para que ele não saísse da cidade. Diz uma carta do "Senado da Câmara de São Paulo" ao Provincial (superior) de Frei Galvão: "Este homem tão necessário às religiosas da Luz, é preciosíssimo a toda esta Cidade e Vilas da Capitania de São Paulo, é homem religiosíssimo e de prudente conselho; todos acorrem a pedir-lho; é homem da paz e da caridade".
Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos esses trajetos sempre a pé, não usava cavalos nem a liteira levada por escravos, o que era absolutamente normal para aquele tempo. Vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro, enfim, não havia obstáculos para o seu zelo apostólico. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.

Fenômenos místicos e canonização

Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. São famosos em sua vida os casos de bilocação: estando em determinado lugar, aparecia em outro, improvisamente, para atender um doente ou moribundo que precisava da sua atenção.
Era também procurado para a cura, em tempos em que não havia recursos e ciência médica como hoje. Numa dessas ocasiões, inspirado por Deus, escreveu num pedaço de papel uma frase em latim do Ofício de Nossa Senhora: Post partum Virgo Inviolata permansisti: Dei Genitrix intercede pro nobis, que poderia ser traduzida assim: "Depois do parto, Ó Virgem, permaneceste intacta: Mãe de Deus, intercedei por nós!". Enrolou o papel em forma de pílula e deu a um jovem que estava quase morrendo por fortes cólicas renais. Imediatamente cessaram as dores e ele expeliu um grande cálculo. Logo veio um senhor pedindo orações e um 'remédio' para a mulher que estava sofrendo em trabalho de parto. Frei Galvão fez novamente uma pilulazinha, e a criança nasceu rapidamente. A partir daí teve que ensinar as irmãs do recolhimento a confeccionar as pílulas e dar às pessoas necessitadas, o que elas fazem até hoje.
É interessante ver na imensa relação de graças alcançadas por intermédio de Frei Galvão, no Mosteiro da Luz, que, embora cerca de 60 a 70% das graças sejam relacionadas a cura de câncer, um grande número de graças refere-se a problemas por cálculos renais, gravidez e parto, ou de casais que não conseguiam ter filhos e foram atendidos.
Em 1811, a pedido do bispo de São Paulo, Dom Mateus de Abreu Pereira, Frei Galvão fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, onde permaneceu por onze meses para encaminhar a nova fundação e comunidade. Posteriormente, após a sua morte, outros mosteiros foram fundados por essas duas comunidades, seguindo assim, a orientação deixada pelo beato.
Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e, a pedido do povo e das irmãs, foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações.

Beatificação
Em 8 de abril de 1997, foi beatificado pelo papa João Paulo II, tornando-se o primeiro beato brasileiro. O milagre que o conduziu à beatificação aconteceu em 1990 em São Paulo, com a menina Daniela, que aos 4 anos de idade teve complicações bronco-pulmonares e crises convulsivas.
Foi então internada na UTI do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, com diagnóstico de encefalopatia hepática por conseqüência da hepatite causada pelo vírus A, insuficiência hepática grave, insuficiência renal aguda, intoxicação por causa de metocloropramida e hipertensão.
Os sintomas acima a levaram a uma parada cardio-respiratória que evoluiu com epistaxe, sangramento gengival, hematúria, ascite, broncopneumonia, parotidite bilateral, faringite, e mais duas infecções hospitalares.
Após 13 dias de UTI, os familiares, amigos, vizinhos e religiosas do Mosteiro da Luz rezaram e deram à menina as pílulas de Frei Galvão. Em 13 de junho de 1990, a menina Daniela deixou a UTI e, em 21 de junho, teve alta do hospital, considerada curada.
O pediatra que a acompanhou atestou perante o Tribunal Eclesiástico que: "Atribuo à intervenção divina, não só a cura da doença, mas a recuperação total dela".


Canonização
O papa Bento XVI reconheceu em 16 de dezembro de 2006 o segundo milagre do frade franciscano António de Sant'Ana Galvão, canonizando-o em 11 de maio de 2007, durante a visita do pontífice ao Brasil. A comprovação oficial e o anúncio foram feitos em 16 de dezembro de 2006. Com isso, ele é o primeiro brasileiro nato a ser declarado santo pelo Vaticano. 
Trata-se do caso da Sra. Sandra Grossi de Almeida e de seu filho Enzo de Almeida Gallafassi, da cidade de São Paulo-SP, hoje residentes em Brasília-DF, Brasil.
A Sra. Sandra já havia sofrido três outros abortos espontâneos, devido a malformação do seu útero, que tornara impossível levar a termo qualquer gravidez.
Em maio de 1999, Sandra ficou novamente grávida e sabia que a qualquer momento poderia ter uma hemorragia e morrer.
Apesar do prognóstico médico ser de provável interrupção da gravidez ou de que esta chegasse, no máximo, ao quinto mês, a gestação evoluiu normalmente até a trigésima segunda semana da gestação.
Por ser caso alto risco, foi decidido parto por cesariana em 11/12/1999, pois exames comprovavam problemas ma, o parto não teve nenhuma complicação.
A criança nasceu pesando 1.995 gr. e medindo 0,42 cm, mas apresentou problemas respiratórios gravíssimos. Foi entubada, porém teve uma evolução positiva muito rápida e foi extubada no dia seguinte. Recebeu alta hospitalar dia 19/12/1999.
O êxito favorável deste caso raro foi atribuído a intercessão do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão, que foi desde o início e durante toda a gravidez invocado pela família com muita oração e por Sandra, que além das novenas contínuas que fez, tomou também as "Pílulas de Frei Galvão" com fé e com a certeza de sua ajuda.
Realizado o processo diocesano, os Peritos Médicos da Congregação das Causas dos Santos, aprovaram, por unanimidade, o fato como "cientificamente inexplicável no seu conjunto, segundo os atuais conhecimentos científicos".
Finalmente, o Santo Padre Bento XVI depois de conhecer o fato, autorizou no dia 16/12/2006, a Congregação das Causas dos Santos a promulgar o Decreto, a respeito do milagre atribuído à intercessão do Beato Frei Antônio de Sant'Anna Galvão.
O nome do primeiro santo brasileiro ficou Santo Antônio de Sant'Anna Galvão, conhecido comumente como São Frei Galvão. 
A missa foi realizada no Campo de Marte num dia frio e ensolarado, com a presença de milhares de fiéis vindos de toda a parte do mundo e com transmissão ao vivo para todo o país.

Fontes:
http://alexandrinabalasar.free.fr/antonio_galvao.htm
http://www.saofreigalvao.com/w3c_canonizacao.asp
http://www.saofreigalvao.com/w3c_milagresmostra.asp?nome=Milagre%20da%20beatifica%E7%E3o%20-%20Daniela%20(1990)
http://www.saofreigalvao.com/w3c_beatificacao.asp

sábado, 9 de maio de 2009

São Damião de Veuster, Apóstolo dos Hansenianos (+1889), 10 de Maio (quando chegou a Molokai) ou 15 de Abril (falecimento)




Damião De Veuster nasceu no dia 3 de Janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de Abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela hanseníase (lepra). Declarado bem-aventurado pelo papa João Paulo II e santo por Bento XVI, a figura deste missionário continua suscitando perguntas sobre a radicalidade de sua entrega.
Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não mais  voltar. A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os hansenianos na ilha de Molokai, Damião é o primeiro a se oferecer para pisar naquela ilha “maldita”. A hanseníase, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.
Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os hansenianos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e a viver como animais, até a morte. Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de hansenianos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: “Nós, leprosos”. Ainda não sabe que, mais tarde, isto será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos hansenianos e a garantir-lhes uma vida mais digna.
Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos excluídos, luta para que não vivam como animais. A dedicação faz o missionário solidário. Morre hanseniano e abandonado, com seus amigos hansenianos e também abandonados.
A vida de Damião de Molokai revela algo de fundamental para o caminho da missão: o amor a Jesus Cristo traduz-se numa vida doada e oferecida aos mais pobres e excluídos, sem reservas e até as últimas conseqüências. Não se pode reter uma parte de si mesmo. Não se pode oferecer somente o supérfluo. A missão é um projeto de vida doada para sempre e em toda sua radicalidade. A fonte para tal heroísmo pode ser expressada com estes termos: a vida adquire seu maior significado e tem valor de imortalidade quando é doada aos pobres, sem reservas, por amor a Jesus e ao seu Reino.

Fontes:
http://www.pimenet.org.br/mundoemissao/espiritdamiao.htm
www.pime.org.br

São Pacômio do Egito, Fundador da Vida Monástica, 9 de Maio



Pacômio nasceu no Egito em 287, em Tebaida. Filho de pais pagãos, cheios de superstições e idolatrias, desde a infância mostrou grande aversão a tudo isso. Aos vinte anos de idade foi convocado para o exército imperial, acabou sendo aprisionado em Tebes. Foi quando fez o seu primeiro contato com os cristãos, cuja religião até então lhe era desconhecida.

 

À noite, na prisão, recebeu um pouco de alimento de alguns cristãos que, escondidos, conseguiram lá entrar. Comovido com esse gesto de pessoas desconhecidas, perguntou quem havia mandado que fizessem aquilo e eles responderam: “Deus que está no céu”. Nessa noite, Pacômio rezou com eles para esse Deus, sentindo já nas primeiras palavras ouvidas que esta seria a sua doutrina. O Evangelho o tocou de tal forma que ele se converteu e voltou para o Egito, onde recebeu o batismo.

 

Depois, compartilhou durante sete anos a companhia de um ancião eremita de nome Palêmon, cuja vida era dedicada à oração. A princípio, o ancião não quis aceitá-lo como discípulo, porque sabia que a vida de solidão e orações não era nada fácil. Mas Pacômio estava determinado e convenceu-o de que deveria ficar.

 

Um dia, durante suas caminhadas, Pacômio ouviu uma voz que lhe dizia para inaugurar ali, exatamente naquele lugar, um mosteiro onde receberia e acolheria muitos religiosos. Depois, apareceu-lhe um anjo que o ensinou como deveria organizar o mosteiro.

 

Pacômio pôs-se a trabalhar arduamente até concluir a construção do mosteiro. As profecias que ele ouviu se concretizaram e muitas pessoas se juntaram a ele. Monges, eremitas e religiosos de todos os lugares pediram admissão no mosteiro de Pacômio, que obteve a aprovação do bispo Atanásio, santo e doutor da Igreja. Até seu irmão João, que distribuiu toda a sua riqueza entre os pobres, uniu-se a ele.

 

Com Pacômio nasceu a vida monástica, ou cenobítica, no Egito, não mais como um chefe carismático que agregava ermitãos reunidos em pequenos grupos em torno de si, mas uma comunidade de religiosos, com regras precisas de vida em comum na oração, contemplação e trabalho, a exemplo dos primeiros apóstolos de Jesus.

 

Pacômio ainda abriu mais oito mosteiros masculinos e um feminino. Sua fama de santidade espalhou-se pelo Egito e pela Ásia Menor. Foi agraciado por Deus com o dom da profecia. 

 

Morreu no ano de 347, vítima de uma peste que assolava o Egito na época. Até o Século XII havia, ainda, cerca de quinhentos monges da Ordem de São Pacômio, o Eremita,  que até hoje é considerado um dos representantes de Deus que mais prestaram serviço à Igreja Católica. 

 

 

Fontes:

 

http://alexandrinabalasar.free.fr/pacomio.htm

 

http://rmbarcelona.blogspot.com/

 

http://www.franciscanos.net/patristica/textos/Pacomio.htm

 

http://2.bp.blogspot.com/_bfzqq-UuwKw/SY74oHIdoHI/AAAAAAAAB84/xp-RN0IS68o/s1600-h/200px-StPakhom.jpg

 

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Santa Madalena de Canossa, Religiosa, Fundadora, 8 de Maio


Madalena Gabriela Canossa nasceu no dia 1º de março de 1774 na cidade italiana de Verona, que pertencia à sua nobre e influente família. Seu pai faleceu quando tinha cinco anos. Sua mãe abandonou os filhos para se casar novamente. As crianças foram entregues aos cuidados de uma péssima instituição e Madalena adoeceu várias vezes. Através destas etapas dolorosas, Deus a guiou por estradas imprevisíveis.
Aos dezessete anos desejou consagrar sua vida a Ele e por duas vezes tentou a experiência do Carmelo. Mas sentiu que não era esta a sua vida. Retornou para a família, guardando secretamente no coração a sua vocação. No palácio, aceitou a administração do vasto patrimônio familiar, surpreendendo a todos com seu talento para os negócios. Entretanto, nunca se interessou pelo matrimônio.
Os tristes acontecimentos políticos sociais e eclesiais do final do Século XVIII, marcados pelas repercussões da Revolução Francesa, bem como as alternâncias dos vários imperadores estrangeiros na região italiana, deixavam seus rastros na devastação e no sofrimento humano, enchendo a sua cidade de pobres e menores abandonados.
Em 1801, duas adolescentes pobres e abandonadas pediram abrigo em seu palácio. Ela não só as abrigou como recolheu muitas outras. Pressentiu que este era o caminho que o Espírito Santo lhe indicava e descobriu, no Cristo Crucificado, o ponto central da sua espiritualidade e da sua missão. Abriu o palácio dos Canossa e fez dele não uma hospedaria, mas uma comunidade de religiosas, mesmo contrariando seus familiares.
Sete anos depois, superou as últimas resistências de sua família, deixando em definitivo o palácio. Madalena foi para o bairro mais pobre de Verona, para concretizar seu ideal de evangelização e de promoção humana, fundando a congregação das Filhas da Caridade, para a formação de religiosas educadoras dos pobres e necessitados. Seguindo o exemplo de Maria, a Mãe Dolorosa, ela deixou que o Espírito Santo a guiasse até os pobres de outras cidades italianas. Em poucos anos as fundações se multiplicaram, e a família religiosa cresceu a serviço de Cristo.
Madalena escreveu as Regras da Congregação das Filhas da Caridade em 1812, sendo aprovadas pelo Papa Leão XII dezesseis anos depois. Mas só após várias tentativas mal sucedidas, Madalena conseguiu dar andamento à Congregação masculina, como havia projetado inicialmente. Foi em 1831, na cidade de Veneza, que surgiu o primeiro Oratório dos Filhos da Caridade para a formação cristã dos homens jovens e adultos.
Ela encerrou sua fecunda existência terrena numa Sexta-feira da Paixão. Morreu em Verona, assistida pelas Filhas da Caridade no dia 10 de abril de 1835. As Congregações foram para o Oriente em 1860. Atualmente, estão presentes nos cinco continentes e são chamados de Irmãos e Irmãs Canossianos. Em 1988, o Papa João Paulo II a canonizou, determinando o dia de sua morte para o seu culto litúrgico.

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090508&id=11432&fd=0
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=36841&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Beata Maria Luísa Trichet, Religiosa, Co-fundadora da Congregação Filhas da Sabedoria (+1759), 7 de Maio

Maria Luísa Trichet (ou Maria Luísa de Jesus),  com São Luís Maria Grignion de Montfort, é a co-fundadora da Congregação das  religiosas chamadas “Filhas da Sabedoria”.
Nasceu em Poitiers (França), no dia 07 de maio de 1684, tendo sido batizada no mesmo dia.  Filha de uma família de oito filhos, recebeu sólida educação cristã, tanto no seio da família, quanto na escola. Aos  17 anos, encontrou-se pela primeira vez com São Luís Maria Grignion de Montfort, que acabara de ser nomeado como capelão do hospital de Poitiers. Sua fama de pregador e  de confessor  já era notável entre a juventude daquela região. 
Espontaneamente,  Maria Luísa ofereceu seus serviços ao hospital.  Ela consagra uma boa parte de  seu tempo aos pobres e aos enfermos.  Diante da sua dedicação,  São Luís prontamente pediu-lhe para que ali permanecesse.  A este convite, Maria Luísa respondeu com sua entrega total. Mesmo não havendo vaga para o cargo de governanta,  aceitou ser admitida somente como simples colaboradora.
“Você voltará louca como este sacerdote”, lhe havia dito a sua mãe. “Que ideia,  quando se é bela, jovem e de boa família, vestir um hábito cinza (2 de fevereiro de 1703) e passar seu tempo a  cuidar de vagabundos, enfermos e  empestados!  Que loucura seguir  este sacerdote louco!”
Durante dez anos,  Maria Luísa desempenhou com a maior perfeição possível seu humilde serviço de cuidar dos inválidos.  Nesta época,  São Luís havia deixado Poitiers e Maria Luísa permaneceu à frente dos serviços.
A célebre cruz que Montfort havia deixado está colocada no centro do hospital.  Maria Luísa leva uma cruz sobre sua túnica cinza, porém, de todo o coração.  Com efeito, continua a realizar seu árduo trabalho de cada dia,  enfrentando grandes dificuldades devido à diminuição do número de companheiras, além de sofrer duras perdas: a morte de suas irmãs e  de seu irmão,  jovem sacerdote morto por causa da peste, vitimado pela sua extrema abnegação.
Nesta fase deu-se o início da Congregação das irmãs “Filhas da Sabedoria”,  em 1714 com a chegada da primeira companheira, Catarina Brunet e consolidada em 1715, com a fundação em La Rochele, com duas novas recrutas: Maria Regnier e Maria Velleau.
No ano seguinte (1716), São Luís Maria de Montfort morre prematuramente, com a idade de  43 anos.  Este fato, a princípio, desestabilizou a  jovem congregação, abalada duramente por esta notícia dolorosa e inesperada. Foi neste momento que Maria Luísa  encontrou forças para reerguer o ânimo de todos,  lembrando-se  da frase escrita  por São Luís:  “Se não se arrisca algo por Deus, nada de grande  se fará por Ele”.
Durante 43 anos Maria Luísa  de Jesus cuida sozinha da formação de suas companheiras, conduz e desenvolve as fundações que se multiplicam:  Escolas de  caridade,  visitas e cuidados aos  enfermos, sopa popular para os mendigos, gestão de grandes hospitais marítimos na França. 
Os pobres do hospital de Nior (Deux-Sèvres) a  chamavam “A boa Madre Jesus”.  Nisto expressava-se tudo! Seu lema de vida era muito simples:  “É necessário que eu ame a Deus ocultamente, em meu próximo” (Coro de um cântico composto por Luís Maria de Montfort, destinado às Filhas da Sabedoria).
Quando ela  morreu em Sant Laurent-sur-Sévre, em 28 de abril de 1759, a congregação contava com 174 religiosas, presentes em  36 comunidades, mais a Casa Mãe.  São Luís Maria Grignion de Montfort e a  Beata Maria  Luísa de  Jesus estão enterrados  na Igreja Paroquial de São Lourenço.
Desde este momento,  as Filhas da Sabedoria atravessaram os séculos arrebanhando milhares e milhares de vocações, pelo chamado à entrega total,  pela loucura do Amor a Deus e  aos pobres.   Hoje,  elas estão presentes nos cinco continentes. 
Em 16 de  maio de  1993,   Maria Luísa de Jesus (Trichet)  foi beatificada pelo Papa João Paulo II,  em Roma.  O Santo Padre esteve, em 19 de setembro de 1996 em  Saint Laurent-sur-Sévre, quando rezou junto às tumbas de São Luís e da Beata Maria Luísa.  
  
Fontes:

terça-feira, 5 de maio de 2009

Santo André Kim e 102 Companheiros, Mártires Coreanos (+entre 1791 e 1866) / São Domingos Sávio, Religioso (+1857), 6 de Maio


André Kim e os seus 102 companheiros foram canonizados pelo Papa João Paulo II, durante a sua viagem à Coréia, no dia 6 de maio de 1984. Nesta ocasião, os coreanos, e com eles toda a Igreja, celebraram o segundo centenário da implantação do cristianismo na Coréia. "No decorrer destes 200 anos, a Igreja Católica na Coréia foi regada pelo sangue dos seus mártires, cristãos de todas as idades e classes sociais: crianças, adultos, homens, mulheres, sacerdotes, leigos, ricos e pobres." 
Assim falou João Paulo II, na ocasião: 
"Observai: mediante esta liturgia de canonização, os bem-aventurados mártires coreanos são inscritos no catálogo dos santos da Igreja católica. Estes são verdadeiros filhos e filhas da vossa Nação, juntamente com numerosos missionários vindos de outras terras. São os vossos antepassados, pela descendência, língua e cultura. Ao mesmo tempo, são os vossos pais e as vossas mães na fé que testemunharam derramando o seu próprio sangue."

São Domingos Sávio

Domingos Sávio (Riva, perto de Chieri, Turim, 1842 - Mondoni, Asti, 1857) foi aluno do oratório de São Francisco de Sales, em Turim, e teve São João Bosco como diretor espiritual, confessor e biógrafo. 
Não tardou a assimilar o chamamento de Dom Bosco à necessidade da santificação pessoal: cumprimento fiel e feliz dos deveres do próprio estado de vida, freqüência aos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, apostolado pessoal. Domingos experimentou êxtases e era especialmente devoto de Maria. 
Fundou a Companhia da Imaculada Conceição, para a qual redigiu, juntamente com alguns amigos, o Regulamento (1856), um documento espiritual muito interessante, principalmente tendo em conta a pouca idade do autor. Foi canonizado por Pio XII em 1954. 




Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=46246&language=PT&img=&sz=full

Santo Ângelo, Presbítero, Mártir, 5 de Maio


Santo Ângelo nasceu em Jerusalém, em 1185. Aos 18 anos, entrou na Ordem do Carmo, na Palestina, e em 1213 foi ordenado sacerdote. Em 1219 foi enviado a Roma para defender os interesses de sua Ordem. Dali partiu para a Sicília, a fim de converter os hereges cátaros ou albigenses. 
Na Sicília, enquanto pregava na igreja de São Tiago de Licata, foi trespassado por cinco vezes, a mando de um rico senhor que levava vida incestuosa e cujo cúmplice havia sido convertido por Santo Ângelo. Por vingança, o rico senhor mandou assassinar o santo, fazendo dele um mártir. 
Santo Ângelo morreu em Licata, na Sicília, a 5 de maio de 1220. 


Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=40547&language=PT&img=&sz=full

segunda-feira, 4 de maio de 2009

São José Maria Rúbio, Presbítero (+1929), 4 de Maio


Veio ao mundo em Dalías (Almería) no dia 22 de julho de 1864. Dele disse o seu avô materno: "Eu morrerei, mas quem viver verá que este menino será um homem importante e que valerá muito para Deus".
Freqüentou a escola da freguesia natal e manifestava o gosto de ler as vidas dos santos. Um tio seu, Cônego, mandou-o estudar num Instituto de Bacharelado, mas descobrindo nele sinais de vocação sacerdotal, enviou-o para o Seminário diocesano de Almería.
No Seminário de São Cecílio de Granada havia de terminar os estudos de filosofia, teologia e direito canônico. Foi ordenado no Seminário diocesano da Imaculada Conceição e de São Dâmaso, de Madrid, no dia 24 de setembro de 1887, tendo sido incardinado nesta diocese. Na Capela da Virgem do Bom Conselho, na Catedral de Santo Isidro, celebrou a sua primeira Missa em 8 de outubro seguinte. Em Toledo, obteve a Licenciatura em Teologia, em 1888, e Direito Canônico, em 1897. Pela manhã, entrava na igreja para rezar, dedicava-se à catequese das crianças e a todos impressionava pela sua austeridade, pobreza e caridade para com os pobres.
Enquanto desenvolvia várias atividades de caráter diocesano, não deixava de atender as pessoas no confessionário, catequese, "escolas dominicais", ao mesmo tempo que se dedicava a acompanhar diversos grupos em necessidade espiritual.
Peregrinou a Roma e à Terra Santa, deixando-se impressionar de modo especial pelos túmulos de Pedro e Paulo, pelo Santo Sepulcro e pelo Calvário.
Admirando de modo particular a Companhia de Jesus e chamando-se a si mesmo "Jesuíta por afeição", entrou no noviciado da Companhia em Granada e fez os primeiros votos em 12 de outubro de 1908; trabalhou depois em Sevilha, onde desenvolveu grande atividade apostólica. Depois de três anos em Manresa (Barcelona), voltou a Madrid onde, em 2 de fevereiro de 1917, emitiu os votos perpétuos.
Madrid foi o seu novo campo de apostolado, sendo procurado por muita gente, que atraía pelas suas pregações, porque vivia o que pregava. O seu lema era: "Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz". Organizou e orientou diversas missões populares em Madrid. Quis fundar um instituto, "Os Discípulos de São João", mas foi impedido de fazê-lo, aceitando a proibição com estas palavras: "Não procuro outra coisa além do cumprimento da santíssima vontade de Deus".
Gozava de dotes místicos e de graças espirituais sobrenaturais, da profecia e da visão. Armavam-lhe ciladas para o apanharem em situações difíceis, mas acabava por impressionar a todos, mesmo os que o queriam ver envolvido em escândalos e inquietações. Foi formador de muitos cristãos que sofreram o martírio no tempo da perseguição religiosa.
Pressentiu a sua morte e despediu-se dos seus amigos. Debilitado na sua saúde pelo imenso trabalho realizado, foi transferido para Aranjuez, para aí repousar. Mas tudo estava para terminar e José María exclamou: "Senhor, se queres levar-me agora, estou preparado". Faleceu em 2 de maio de 1929. Em Madrid, todos diziam: "Morreu um santo". Por isso, milhares de pessoas acorreram ao seu funeral; os seus restos mortais foram trasladados para a casa Professa de Madrid, em 1953.

Fontes:
http://www.parroquiasanfranciscosj.com/Recursos/Santos/ImagenesRecursosSantos/10%20Beato%20Jose%20Maria%20Rubio.jpg

sábado, 2 de maio de 2009

São Filipe e São Tiago Menor, Apóstolos, Mártires (Século I), 3 de Maio


São Filipe


São Tiago Menor

Existe um fato realmente extraordinário na vida São Filipe, natural de Betsaida, na Galiléia. Um dia, quando obrigado a reverenciar o deus Marte acendendo-lhe incenso, eis que surge detrás do altar pagão uma cobra que mata o filho do sacerdote-mor e dois dos seus servos. Filipe ressuscitou-os e matou a cobra. Esse milagre de São Filipe originou a conversão de muitas pessoas ao cristianismo.
Existem muito poucas referências à sua vida nas Sagradas Escrituras. Uma delas conta que foi ele quem perguntou a Jesus, no dia do milagre da multiplicação dos pães, como faria para alimentar tanta gente com tão poucos pães.
Não se sabe exatamente como ou quando Filipe morreu. Mas o mais provável é que tenha sido crucificado aos oitenta e sete anos, por ordem do imperador Domiciano. As suas relíquias estão guardadas numa igreja de Roma, junto com as de São Tiago Menor, e seria por isso que se festejam no mesmo dia esses dois santos Apóstolos.
São Tiago, dito “o Menor”, um dos doze Apóstolos, era filho de Alfeu e primo de Jesus. É identificado nos Evangelhos como “irmão do Senhor”, termo esse usado pelos povos semitas para designar um grau de parentesco próximo (Mc 6,3 e Mt 13,55).
Teve muita influência na comunidade de Jerusalém. Foi testemunha da ressurreição de Jesus (I Cor 15,7) e é o provável autor da “Epístola de Tiago”; foi com ele que Paulo, depois de convertido, foi se encontrar em Jerusalém (Gl 1,18).
São Tiago teve um papel importante no Concílio de Jerusalém (At 15,13-29). Morreu mártir por volta do ano 62.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090503&id=11731&fd=0