sexta-feira, 5 de junho de 2009

São Marcelino José Bento Champagnat (Padre Champagnat), Fundador, 06 de Junho

Marcelino José Bento Champagnat, penúltimo de 10 filhos, nasceu a 20 de maio de 1789 em Marlhes, próximo de Saint-Étienne (Loire, França) e foi batizado no dia seguinte, festa da Ascensão do Senhor.

Do seu pai, João Batista, herdou os ideais da Revolução Francesa, aprendeu o amor ao trabalho e o espírito de iniciativa. A sua mãe, Maria, e a sua tia, uma religiosa exclaustrada deram-lhe a piedade, a caridade cristã e a devoção mariana. Um sacerdote disse-lhe: “Meu filho, deves fazer-te padre; Deus o quer”. Convencido que esta era a sua vocação, entrou no Seminário Menor de Verrières e, depois, no Seminário Maior de Lyon.

Com alguns companheiros teve a ideia de fundar uma associação que se chamaria “Sociedade de Maria”. No projeto, havia a ideia de Irmãos para educar os jovens. Pediu-se-lhe que levasse à frente a sua intuição. Foi ordenado sacerdote no dia 22 de Julho de 1816 e nomeado pároco em La Valla-en-Gier, paróquia de 2.500 pessoas. A assistência a um jovem moribundo de 17 anos, o jovem Montagne, que ignorava as verdades essenciais do Cristianismo, serviu de arranque para o seu projeto.

No dia 2 de Janeiro de 1817 fundou o Instituto ao acolher dois jovens do campo, de 15 e 23 anos. Quando os Irmãos dirigiam já quatro escolas, em 1822, o Padre Champagnat foi alvo de uma campanha de difamação, vinda de seus colegas sacerdotes. Foram momentos muitos difíceis. Em 1824, dedicou-se completamente aos Irmãos. No ano seguinte construía a Casa de Nossa Senhora do Eremitério. Não tinha recursos, mas tinha uma grande fé. Pouco depois caiu gravemente doente. Ao recuperar a saúde, continuou com o seu projeto. Em 1836, professou os votos como sacerdote na Sociedade de Maria, quando foi reconhecida pela Santa Sé. O seu lema foi: “Tudo a Jesus por Maria, tudo a Maria para Jesus”. Nesse lema, via Maria como o seu recurso Habitual.

Morreu no dia 6 de Junho de 1840, com 51 anos.



Fontes:

São Bonifácio de Mainz, Bispo, Mártir (+754), 05 de Junho



Bonifácio de Mainz nasceu em 672 ou 673, em Devonshire, Inglaterra. Seus pais, pertencentes a uma rica família de nobres ingleses, deram-lhe o nome de Winfrid. Como era o costume da época, foi entregue ao mosteiro dos beneditinos, ainda na infância, para receber uma boa educação e formação religiosa. Logo Winfrid percebeu que sua vocação era seguir os passos de Cristo. Aos dezenove anos professou as regras na abadia de Exeter, iniciando o apostolado como professor de regras monásticas primeiro nesta mesma abadia, depois na de Nurslig.
Em seguida, decidiu iniciar seu trabalho missionário para a evangelização dos povos germânicos do Além-Reno, mas por questões políticas entre o duque Radbod, um pagão, e o rei cristão Carlos Martel, os resultados foram frustrantes. Numa peregrinação a Roma, em 718, conseguiu o apoio do papa Gregório II para reiniciar sua missão na Alemanha. Além disso, o papa orientou Winfrid também a assumir, como missionário, o nome de Bonifácio, célebre mártir romano.
Bonifácio parou primeiro na Turíngia, depois dirigiu-se à Frísia, realizando as primeiras conversões nessas regiões. Durante três anos percorreu quase toda a Alemanha e, numa segunda viagem a Roma, o papa, agora já outro, entusiasmado com seu trabalho, nomeou-o bispo de Mainz. Esse contato constante com os pontífices foi importante, pois a Igreja na Alemanha foi implantada em plena consonância com a orientação central da Santa Sé. Bonifácio fundou o mosteiro de Fulda, centro propulsor da cultura religiosa alemã, só comparável ao italiano de Montecassino. E muitos outros mosteiros masculinos e femininos, igrejas e catedrais de norte a sul do país, recrutando os beneditinos da Inglaterra. Acabou estendendo sua missão até a França.
Incansável, com sua sede episcopal fixada em Mainz, atuou em vários concílios e promulgou várias leis. Em 754, foi para o norte da Europa, região onde atualmente se encontra a Holanda. No dia 5 de junho do mesmo ano, dia de Pentecostes, foi ao encontro de um grande grupo de catecúmenos de Dokkun, os quais receberiam o crisma. Mal iniciou a santa missa, o local foi invadido por um bando de pagãos frísios. Os cristãos foram todos trucidados e Bonifácio teve a cabeça partida ao meio por um golpe de espada.
Mesmo que são Bonifácio não tenha evangelizado por completo a Alemanha, ao menos pode-se afirmar que foi graças a ele que isso aconteceu, nos tempos seguintes, como herança de seu trabalho. São Bonifácio é venerado como o “Apóstolo da Alemanha”. Seu corpo foi sepultado na igreja do mosteiro de Fulda, que ainda hoje o conserva, pois em vida havia expressado essa vontade.

Fonte:

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Santa Clotilde de França, Rainha da França, Viúva, Religiosa (+545), 04 de Junho


Clotilde nasceu em Lyon, França, no ano 475, filha do rei ariano Childerico de Borgonha. Mais tarde, o rei, junto com a esposa e três dos seus cinco filhos, foi assassinado pelo próprio irmão, que lhe tomou o trono. Duas princesas foram poupadas; uma delas era Clotilde. 
A menina foi entregue a uma tia, que educou-a na religião católica. Cresceu muito bonita, delicada, gentil, dotada de grande inteligência e sabedoria. Clóvis, rei dos francos, encantou-se por ela. Foi aconselhado pelos bispos católicos do seu reino a pedir a mão de Clotilde. Ela aceitou e tornou-se a rainha dos francos.
Ao lado do marido, pagão, irascível, ambicioso e guerreiro, Clotilde representava a gentileza, a bondade e a piedade cristã. Imbuída da vontade de fazer com que o rei se tornasse cristão, a fim de que ele fosse mais justo com seus súditos oprimidos e parasse com as conquistas sangrentas, ela iniciou sua obra de paciência, de persuasão e de bom exemplo católico.
Clóvis, de fato, amava muito a esposa. Com ela teve três herdeiros, que, infelizmente, herdaram o seu espírito belicoso. Não se importava que Clotilde rezasse para seu Deus, em vez de ir ao templo pagão levar oferendas aos deuses pagãos, quando partia e voltava vitorioso dos combates. Por outro lado, apreciava os conselhos do bispo de Reims, (São) Remígio, que se tornara confessor e amigo pessoal da rainha. Com certeza, a graça já atuava no coração do rei.
Foi durante a batalha contra os alemães, em 496, que ele foi tocado pela fé. O seu exército estava quase aniquilado quando ele se lembrou do “Deus de Clotilde”. Clóvis, então, ajoelhou-se  e rezou para Jesus Cristo, prometendo converter-se, bem como todo o seu exército e reino, se conseguisse a vitória. E isso aconteceu.
Clóvis, ao vencer os alemães, unificou o reino dos francos, formando o da França, do qual foi consagrado o único rei. Pediu o batismo ao bispo Remígio, assistido por todos os súditos. Em seguida, todos os soldados do exército foram batizados, seguidos por toda a corte e súditos. Ele tornou a França um Estado católico, o primeiro do Ocidente, em meio a tantos reinos pagãos ou arianos. Por isto, a França é chamada de "Filha Primogênita da Igreja".
Clotilde e Clóvis construíram a igreja dos Apóstolos, hoje chamada de igreja de Santa Genoveva, em Paris. Mas, logo depois, Clóvis morreu. Pela lei dos francos, quando o rei morria o reino era dividido entre os filhos homens; no caso de Clóvis e Clotilde, estes eram três.
Foi então que começou o longo período de sofrimento da rainha Clotilde, assistido por todos os seus súditos que a amavam e a chamavam de “rainha santa”. Os filhos envolveram-se em lutas sangrentas disputando o reino entre si, gerando muitas mortes na família. Então, Clotilde retirou-se para a cidade de Tours, perto do sepulcro de são Martinho, para rezar, construir igrejas, mosteiros e hospitais para os pobres e abandonados.
Depois de trinta e quatro anos, a rainha faleceu, no dia 3 de junho de 545, na presença de seus filhos. Imediatamente, a fama de sua santidade propagou-se. O culto a santa Clotilde foi autorizado pela Igreja. A sua memória tornou-se uma bênção para o povo francês e para todo o mundo católico, sendo venerada no dia 4 de junho.

Fonte:

Beato João XXIII, Papa / São Juan Diego, Vidente de Guadalupe, 03 de Junho

Nasceu em Sotto il Monte, Bérgamo, em 1881. Papa entre 1958 e 1963, Angelo Giuseppe Roncalli chegou ao episcopado em 1925 e foi visitador apostólico da Bulgária e posteriormente delegado apostólico da Turquia e Grécia (1935). Pio XII enviou-o como núncio para Paris em 1944 e, em 1953, nomeou-o cardeal patriarca de Veneza. Neste último posto convocou um concílio e restaurou a Basílica de São Marcos.
Quase imediatamente depois de ser elevado ao pontificado convocou um concílio em Roma, o Concílio Vaticano II, que se iniciou em 1962. Ampliou o colégio cardinalício e abriu o diálogo da Igreja Católica com o mundo, além de favorecer as relações com os cristãos das diversas confissões, para o que criou o Secretariado para a União dos Cristãos. O seu magistério teve a sua melhor expressão nas encíclicas "Mater et magistra" e "Pacem in terris".




São Juan Diego, Vidente de Guadalupe
O beato Juan Diego nasceu em 1474 no "calpulli" de Tlayacac, em Cuauhtitlán, México, estabelecido em 1168 pela tribo nahua e conquistado pelo chefe Asteca Axayacatl em 1467. 
Quando nasceu recebeu o nome de Cuauhtlatoatzin, que quer dizer "que fala como águia" ou "águia que fala". Juan Diego pertenceu à mais numerosa e baixa classe do Império Asteca, sem chegar a ser escravo. Dedicou-se a trabalhar a terra e plantava árvores que logo vendia. Possuía um terreno onde construiu uma pequena moradia. Casou-se com uma nativa, e não tiveram filhos.
Entre 1524 e 1525 converteu-se ao cristianismo e foi batizado junto com sua esposa, recebendo o nome de Juan Diego e ela, o de Maria Luzia. Foram batizados pelo missionário franciscano Frei Turíbio de Benavente, chamado pelos índios "Motolinia" ou "o pobre".
Antes de sua conversão Juan Diego já era um homem piedoso e religioso. Era muito reservado e de caráter místico, gostava do silêncio e estava acostumado a caminhar desde seu povoado até o Tenochtitlán, a 20 quilômetros de distância, para receber instrução religiosa. Sua alma gêmea Maria Luzia faleceu em 1529. Nesse momento Juan Diego foi viver com seu tio Juan Bernardino em Tolpetlac, a só 14 Km da igreja de Tlatilolco, Tenochtitlán. Durante uma de suas caminhadas para Tenochtitlán, que costumavam durar três horas através de montanhas e povoados, ocorreu a primeira aparição de Nossa Senhora, no lugar agora conhecido como "Capela do Cerrito", onde a Virgem Maria lhe falou em seu idioma, o náhuatl.
Juan Diego tinha 57 anos no momento das aparições, certamente uma idade avançada num lugar e época onde a expectativa de vida masculina pouco ultrapassava os 40 anos. Após o milagre do Guadalupe, Juan Diego foi viver num pequeno quarto junto à capela que alojava a Santa imagem, depois de deixar todos os seus haveres para seu tio Juan Bernardino. Passou o resto de sua vida dedicado à difusão do relato das aparições entre as pessoas de seu povo.
Morreu em 30 de maio de 1548, aos 74 anos de idade. Juan Diego foi beatificado em abril de 1990 pelo Papa João Paulo II, que igualmente o canonizou em 2002.

Fontes:

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Santos Marcelino e Pedro, Sacerdotes, Mártires (+304), 2 de Junho


Esta página da história da Igreja foi-nos confirmada pelo próprio Papa São Dâmaso, que na época era um adolescente e testemunhou os acontecimentos. Foi assim que tudo se passou.
Na Roma dos tempos terríveis e sangrentos do imperador Diocleciano, padre Marcelino era um dos sacerdotes mais respeitados entre o clero romano. Por meio dele e de Pedro, outro sacerdote, exorcista, muitas conversões ocorreram na capital do império. Como os dois se tornaram conhecidos por todos daquela comunidade, inclusive pelos pagãos, não demorou a serem denunciados como cristãos. Isso porque os mais visados eram os líderes da nova religião e os que se destacavam como exemplo entre a população. Intimados, Marcelino e Pedro foram presos para julgamento. No cárcere, conheceram Artêmio, o diretor da prisão.
Alguns dias depois notaram que Artêmio andava triste. Conversaram com ele e o miliciano contou que sua filha Paulina estava à beira da morte, atacada por convulsões e contorções espantosas, motivadas por um mal misterioso que os médicos não descobriam a causa. Para os dois, aquilo indicava uma possessão demoníaca. Falaram sobre o cristianismo, Deus e o demónio e sobre a libertação dos males pela fé em Jesus Cristo. Mas Artémino não lhes deu crédito. Até que naquela noite presenciou um milagre que mudou seu destino.
Segundo consta, um anjo libertou Pedro das correntes e ferros e o conduziu à casa de Artêmio. O miliciano, perplexo, apresentou-o à sua esposa, Cândida. Pedro, então, disse ao casal que a cura da filha Paulina dependeria de suas sinceras conversões. Começou a pregar a Palavra de Cristo e pouco depois os dois se converteram. Paulina curou-se, convertendo-se também.
Dias depois, Artêmio libertou Marcelino e Pedro, provocando a ira de seus superiores. Os dois foram recapturados e condenados à decapitação. Entrementes, Artêmio, Cândida e Paulina foram escondidos pelos cristãos, mas eles passaram a evangelizar publicamente, conseguindo muitas conversões. Assim, logo foram localizados e imediatamente executados. Artêmio morreu decapitado, enquanto Cândida e Paulina foram colocadas vivas dentro de uma vala que foi sendo coberta por pedras até morrerem sufocadas.
Quanto aos santos, o prefeito de Roma ordenou que fossem também decapitados, porém fora da cidade, para que não houvesse comoção popular. Foram levados para um bosque isolado onde lhes cortaram as cabeças. Era o dia 2 de junho de 304.
Os seus corpos ficaram escondidos numa gruta límpida por muito tempo. Depois foram encontrados por uma rica e pia senhora, de nome Lucila, que desejava dar uma digna e cristã sepultura aos santos de sua devoção. O culto dedicado a eles se espalhou no mundo católico até que o imperador Constantino mandou construir sobre essas sepulturas uma igreja. Outros séculos se passaram e, em 1751, no lugar da igreja foi erguida a belíssima basílica de São Marcelino e São Pedro, para conservar a memória dos dois santos mártires, a qual existe até hoje.

Fontes:

domingo, 31 de maio de 2009

São Justino de Roma, Padre da Igreja, Mártir, 1º de Junho


Justino nasceu na cidade de Flávia Neápolis, na Samaria, Palestina, no ano 103, início do Século II, quando o cristianismo ainda se estruturava como religião católica. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco.
Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão. Diz a tradição que foi nessa fase de isolamento que recebeu a visita de um misterioso ancião, que lhe falou sobre o Evangelho, as profecias e seu cumprimento com a Paixão de Jesus, abalando suas convicções e depois desaparecendo misteriosamente.
Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou convertendo-se, mesmo tendo conhecimento das penas e execuções impostas aos seguidores da religião cristã. Foi baptizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela doutrina de Cristo tornando-se, historicamente, o primeiro Padres da Igreja a suceder os Padres Apostólicos dos primeiros tempos.
No ano seguinte estava em Roma, onde passou a travar discussões filosóficas, encaminhando-as para a visão do Evangelho. Muito culto, era assim que evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo, que, além de falar, escrevia.
Deixou muitos livros importantes, cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina dogmática da Igreja. Embora tenham alcançado nossos tempos apenas três de suas apologias, a mais célebre delas é o Diálogo com Trifão. Seus registros fornecem-nos importantes informações sobre ritos e administração dos sacramentos na Igreja primitiva.
Bem-sucedido em todas as discussões filosóficas, conseguiu converter muitas pessoas influentes ganhando, com isso, muitos inimigos também. Principalmente a ira dos filósofos pagãos Trifão e Crescêncio. Este último, após ter sido humilhado pelos argumentos de Justino, prometeu vingança e denunciou-o como cristão ao imperador Marco Aurélio.
Justino foi levado a julgamento e, como não se dobrou às ameaças do imperador, acabou flagelado e decapitado com outros companheiros que, como ele, testemunharam sua fé em Cristo no ano 164, em Roma, Itália.

Fontes:
http://alexandrinabalasar.free.fr/justino_de_roma.htm
http://mercaba.files.wordpress.com/2009/03/justinoan.jpg

Visitação de Nossa Senhora a Santa Isabel, 31 de Maio


A Igreja celebra a festa da Visitação de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel, em Ain-Karin, na Judéia. Isabel estava grávida de São João Batista, o precursor de Jesus. É o encontro de duas mulheres que celebram jubilosas a vinda de Jesus Salvador: o Reino de Deus, a Boa Nova, as promessas de Deus já estão cumpridas e continuam a cumprir-se no meio dos homens de boa vontade.
No seu Evangelho, São Lucas afirma: naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel. Ora, quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu ventre e Isabel ficou repleta do Espírito Santo. Com um grande grito, exclamou: "Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!" (Lucas 1,39ss.).
É o milagre da vida que brota com força e poder e vence o mundo. É a força e o poder da Palavra de Deus que faz a Virgem conceber e permite que aquela que era estéril dê à luz (Lucas 1, 30ss.). É por isso que Maria, trazendo Jesus em seu seio, irrompe neste sublime canto de alegria e júbilo que é o "Magnificat" (Lucas 1,46-55).

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090531&id=10634&fd=0
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=24124&language=PT&img=&sz=full

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Santa Joana D'Arc, Mártir, Padroeira da França (+1431), 30 de Maio






Joana d'Arc (em francês Jeanne d'Arc) (Domrémy-la-Pucelle, 6 de janeiro 1412 — Ruão, 30 de maio 1431), por vezes chamada de donzela de Orléans, é a santa padroeira da França e foi uma heroína da Guerra dos Cem Anos, durante a qual tomou partido pelos Armagnacs, na longa luta contra os borguinhões e seus aliados ingleses.

Descendente de camponeses, gente modesta e analfabeta, foi uma mártir francesa canonizada em 1920, quase cinco séculos depois de ter sido queimada viva.

Segundo a escritora Irène Kuhn, Joana d'Arc foi esquecida pela história até o século XIX, conhecido como o século do nacionalismo, o que pode confirmar as teorias de Ernest Gellner. Irène Kuhn escreveu: "Foi apenas no século XIX que a França redescobriu esta personagem trágica".

François Villon, nascido em 1431, no ano de sua morte, evoca sua lembrança na bela "Ballade des Dames du temps jadis" ou seja, «Balada das damas do tempo passado» :
Et Jeanne, la bonne Lorraine

Qu'Anglais brûlèrent à Rouen;

Où sont-ils, où, Vierge souvraine?

Mais où sont les neiges d'antan?

E Joana, a boa lorena
Que os ingleses queimaram em Ruão;

Onde estão eles, onde, Virgem soberana?

Mas onde estão as neves de então?



Antes dos fatos relacionados, Shakespeare tratou-a como uma bruxa; Voltaire escreveu um poema satírico, ou pseudo-ensaio histórico, que a ridicularizava, intitulado "La Pucelle d´Orléans" ou "A Donzela de Orléans pervervativus cuetara".

Depois da Revolução, o partido monárquico reavivou a lembrança da boa lorena, que jamais desistiu do retorno do rei da França ao trono.

Joana foi recuperada pelos profetas da "França eterna", em primeiro lugar o grande historiador romântico Jules Michelet. Com o romantismo, o alemão Schiller fez dela a heroína da sua peça de teatro "Die Jungfrau von Orléans", publicada em 1801.

Em 1870, quando a França foi derrotada pela Alemanha - que ocupou a Alsácia e a Lorena - "Jeanne, a pequena pastora de Domrémy, um pouco ingênua, tornou-se a heroína do sentimento nacional". Republicanos e nacionalistas exaltarão aquela que deu sua vida pela pátria.

Durante a primeira fase da Terceira República, no entanto, o culto a Joana d'Arc esteve associado à direita monarquista, da qual era um dos símbolos, como o rei Henrique IV, sendo mal vista pelos republicanos.

A Igreja Católica francesa propôs ao Papa Pio X sua beatificação, realizada em 1909, num período dominado pela exaltação da nação e ao ódio ao estrangeiro, principalmente Inglaterra e Alemanha.

O gesto do papa inspirou-se no desejo de fazer a Igreja de França entrar em mais perfeito acordo com os dirigentes anticlericais da III República, mas só com a Primeira Guerra Mundial de 1914 a 1918, Joana deixa de ser uma heroína da Direita. Segundo Irène Kuhn,a partir daí "os postais patrióticos” mostram Jeanne à cabeça dos exércitos e monumentos seus aparecem como cogumelos por toda a França. O Parlamento francês estabelece uma festa nacional em sua honra no 2º domingo de maio.

Em 9 de maio de 1920, cerca de 500 anos depois de sua morte, Joana d'Arc foi definitivamente reabilitada, sendo canonizada pelo papa Bento XV - era a Santa Joana d'Arc. A canonização traduzia o desejo da Santa Sé de estender pontes para a França republicana, laica e nacionalista. Em 1922 foi declarada padroeira de França. Joana d´Arc permanece como testemunha de milagres que pode realizar uma pessoa, ainda que animada apenas pela energia de suas convicções, mesmo adolescente, pastora e analfabeta, de modo que seu exemplo guarda um valor universal.


Fontes:


http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=50714&language=PT&img=&sz=full

Beato Félix de Nicósia, Religioso, Franciscano Capuchinho (+1787), 29 de Maio



Nasceu em Nicosia, Sicília, no ano de 1715, de uma família pobre, mas animada de profunda fé e temor a Deus, unidos a uma grande laboriosidade. O pai começava o dia participando da missa e o encerrava com uma visita ao Santíssimo Sacramento. A mãe, quando dava um pedaço de pão aos filhos, convidava-os a deixar um pouco para os pobres educando-os, desse modo, no amor aos mais necessitados. Félix, com a idade de 20 anos, pediu para ser admitido no convento dos frades Capuchinhos. Obteve resposta negativa. Mas não desistiu: rezou, implorou, pediu novamente, até que, depois de sete anos de provas, em 1743, foi finalmente admitido na Ordem dos Frades Menores Capuchinhos.
Frei Félix não precisou de uma transformação no noviciado: pobreza, penitência, humildade, obediência, união com Deus na oração e no trabalho, toda uma vida animada e iluminada no amor a Deus e ao próximo: ele procurou viver tudo isso também na vida religiosa, numa atmosfera franciscana. 
Viveu quarenta e três anos sua vida religiosa, e se auto-proclamava “o jumentinho do convento”. Passava dia após dia pelas ruas e becos da cidade e pelas localidades próximas, com uma batina velha e remendada, os pés descalços, cabeça descoberta sob a chuva ou sol quente da Sicília, sacola nos ombros, o terço nas mãos e o coração em Deus. Era afável e cordial com grandes e pequenos, ricos e pobres, autoridades e gente simples, tendo sempre uma palavra boa para todos, ora consolando, ora admoestando. Sempre agradecia com um alegre "Deo gratias" não só as esmolas, mas também as ofensas e repulsas. Frei Félix dedicava o dia ao apostolado e a noite às orações e penitências.

No fim de maio de 1787, adoeceu de uma febre forte e, no dia 29 do mês de Nossa Senhora, a quem tinha amado e venerado desde a infância, entrou na paz eterna.

Fontes: 

quarta-feira, 27 de maio de 2009

São Germano de Paris, Bispo, 28 de Maio


Nascer e prosseguir vivendo não foram tarefas fáceis para Germano. Ele veio ao mundo na cidade de Autun, França, no ano 496. Diz a tradição que sua mãe não o desejava, por isso tentou abortá-lo, mas não conseguiu. Quando o menino atingiu a infância, ela atentou novamente contra a vida dele, tentando envenená-lo, mas também foi em vão.
Acredita-se que ele pertencia a uma família burguesa e rica, pois, depois disso, foi criado por um primo, bem mais velho, ermitão, chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano, com certeza, viveu como ermitão durante quinze anos, ao lado desse parente, em Lazy, aprendendo a doutrina de Cristo. 
Decorrido esse tempo, em 531 ele foi chamado pelo bispo de Autun para trabalhar ao seu lado, sendo ordenado diácono e, três anos depois, sacerdote. Quando o bispo morreu, seu sucessor entregou a direção do mosteiro de São Sinforiano a Germano, que pela decadência ali reinante o supervisionava com certa dificuldade. Acabou deixando o posto por intrigas e pela austeridade que desejava impor às regras da comunidade. 
Foi, então, a Paris onde, pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei Childeberto, que apreciava a sua sensatez. Em 536, o rei convidou-o a ocupar o bispado de Paris, e Germano aceitou, exercendo grande influência na corte merovíngia. Nessa época, o rei Childeberto ficou gravemente enfermo, sendo curado com as orações do bispo Germano. Como agradecimento, mandou construir uma grande igreja e, bem próximo, um grande convento, que mais tarde se tornou o famoso Seminário de Paris, centro avançado de estudo eclesiástico e de vida monástica. 
Germano participou, ainda, de alguns importantes acontecimentos da Igreja da França: do concílio de Tours, em 567, e dos concílios de Paris, inclusive o de 573, e a consagração do bispo Félix de Bourges em 570. 
Entretanto não eram apenas os nobres que o respeitavam; ele era amado pelo povo pobre da diocese. Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Freqüemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das suas roupas já havia destinado a vestir um pobre; ficava feliz por sentir frio, mas tendo a certeza de que o pobre estava aquecido. Quando nada mais lhe restava, permanecia sentado, triste e inquieto, com fisionomia mais grave e conversação mais severa.
Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Logo os milagres e graças começaram a acontecer e o seu culto foi autorizado pela Igreja, mantendo a data de sua morte para a sua celebração. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.

Fontes:

Santo Agostinho de Cantuária, Bispo (+605), 27 de Maio


Santo Agostinho de Cantuária viveu no século VI. Em 597, São Gregório Magno enviou-o como missionário para a Inglaterra. Mais 40 monges faziam parte desta missão. Chegados a Lerins, ficaram de tal modo intimidados com o que se dizia dos saxões que pediram ao Papa que mudasse os planos. São Gregório, para incentivar Santo Agostinho, nomeou-o abade e deu-lhe cartas de recomendação. Pouco tempo depois, nomeou-o bispo. 
Ao contrário do que imaginavam, foram bem recebidos pelo rei Etelberto. Receberam como residência na cidade de Cantuária (ou Canterbury) uma capela que será, mais tarde, a abadia de Santo Agostinho, cemitério dos soberanos e dos bispos de Kent. Etelberto fez-se batizar e, com ele, muitas outras pessoas se converteram ao cristianismo. 
Santo Agostinho foi nomeado, então, arcebispo primaz da Inglaterra, consolidando assim o cristianismo nessa nação. Santo Agostinho de Cantuária partiu para o paraíso no ano de 605. 

Fontes:

domingo, 24 de maio de 2009

Santa Maria Ana de Jesus Paredes, o "Lírio de Quito", Religiosa Franciscana (+1645), 26 de Maio



Maria Ana nasceu no dia 31 de outubro de 1618, em Quito, capital do Equador. Sua família era rica: o pai, Jerônimo Paredes e Flores, era um capitão espanhol e a mãe, Mariana Jaramillo, pertencia à nobreza.
A pequena ficou órfã dos pais aos quatro anos de idade e quem assumiu sua educação foi a mais velha de suas sete irmãs, Jerónima, casada com o capitão Cosme de Miranda, os quais educaram a menina como se fosse sua própria filha. Ela logo começou a despertar para a religião, tornando-se devota fervorosa de Jesus e da Virgem Maria. Muito inteligente e prendada, gostava das aulas de canto, onde aprendia as músicas religiosas, depois entoadas durante as orações.
Orientada espiritualmente pelo jesuíta João Camacho, aos oito anos recebeu a primeira comunhão e quis fazer voto de virgindade perpétua, sendo de pronto atendida. E em sua casa, sem ingressar em nenhuma Ordem religiosa, inspirada pelo Espírito Santo, consagrou-se somente às orações e à penitência, até os limites alcançados apenas pelos adultos mais santificados.
Em 1639, ingressou na Ordem Terceira Franciscana e tomou o nome de Mariana de Jesus. Ela fora agraciada por Deus com os dons do conselho e da profecia, sabendo, como ninguém, interpretar a alma humana. A sua palavra promovia a paz entre as pessoas em discórdia e contribuía para que muitas almas retornassem para o caminho do seguimento de Cristo.
Em consequência das severas penitências a que se impunha, Marianita, como era chamada por todos, tinha um físico delicado e a saúde muito frágil, sempre sujeita a doenças. Numa dessas enfermidades, teve de ser submetida a uma sangria, e a enfermeira que a atendia deixou numa vasilha o sangue que tinha extraído de Marianita para ir buscar as ataduras que faltavam. Ao retornar, viu que na vasilha que continha seu sangue brotara um lírio. A notícia se espalhou e Marianita passou a ser conhecida como “o Lírio de Quito”.
Como Marianita profetizara, em 1645 a cidade de Quito foi devastada por um grande terremoto, que causou muitas mortes e espalhou muitas epidemias. Os cristãos todos foram convocados pelos padres jesuítas a rezarem pedindo a Deus e à Virgem Maria socorro para o povo equatoriano. Nessa ocasião, Marianita, durante a celebração da santa missa, anunciou que oferecera sua vida a Deus para que os terremotos cessassem. O que de fato ocorreu naquela mesma manhã. Logo em seguida ela morreu, no dia 26 de maio de 1645.
Desde então nunca mais ocorreram terremotos nessas proporções no Equador. Os milagres por sua intercessão se multiplicaram de tal maneira que ela foi beatificada pelo papa Pio IX em 1853. Santa Mariana de Jesus Paredes, o Lírio de Quito, foi decretada “Heroína da Pátria” em 1946 pelo Congresso do Equador. Festejada no dia 26 de maio, foi canonizada pelo papa Pio XII em 1950, tornando-se a primeira flor franciscana desabrochada para a santidade na América Latina.

Fonte:
http://alexandrinabalasar.free.fr/maria_ana_de_jesus_paredes.htm