sábado, 27 de junho de 2009

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro / São Cirilo de Alexandria, Bispo, Doutor da Igreja, 27 de Junho



Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria, muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma. Durante a travessia do Mar Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram à Virgem Maria. Logo a tormenta acalmou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano.
Algum tempo depois, o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja.
O milagroso quadro foi, então, solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído. Os religiosos dispersaram-se e a imagem caiu no esquecimento.
Finalmente, em 1866, a milagrosa imagem foi conduzida triunfalmente ao seu atual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos religiosos de Santo Afonso de Ligório: - "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro".



São Cirilo de Alexandria
Cirilo nasceu em 370, no Egito, e durante muitos anos foi o firme condutor da Igreja do Egito. Lutou pela ortodoxia da doutrina católica e presidiu o Concílio de Éfeso, que definiu a maternidade de Maria, derrotando seu adversário Nestório, que colocava em discussão a maternidade divina de Nossa Senhora. Durante o Concílio pronunciou o célebre
 “Sermão em louvor à Mãe de Deus” que marca o início do florescimento dos hinos em honra à Virgem Maria.
A coragem e a persistência com a qual defendia a verdade católica deram a santidade a este bispo de Alexandria: “Nós – dizia – pela fé em Cristo, estamos prontos a sofrer tudo – algemas, cárcere, a própria morte”.
São Cirilo morreu em 444. Sua santidade foi reconhecida no pontificado de Leão XIII que lhe outorgou também o título de Doutor da Igreja. A sua devoção foi assim estendida a toda a Igreja latina.

Fontes:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

São José Maria Escrivá, Presbítero, Fundador (+1975), 26 de Junho


Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores, e deram aos filhos uma profunda educação cristã.
Em 1915 a indústria de tecidos de seu pai faliu, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría se dá conta da sua vocação: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exatamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a se preparar para isso, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.
Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objetivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família.
Quando estoura a guerra civil ele se encontra em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pireneus, fixa residência em Burgos.
Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutorado em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos.
Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objetivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas.
A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a São José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra.
Monsenhor Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Monsenhor Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de junho de 1975, no seu escritório.

Fontes:

São Máximo, Bispo de Turim - Itália (+423), 25 de Junho



São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos nos meados do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelli, de quem o próprio São Máximo se declarava discípulo.
Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais se percebe um caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e, às vezes, com sutil ironia.
Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia”, e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade, diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.” Quando tratava dos temas de catequese dogmática, a sua palavra iluminadora emanava das páginas da Sagrada Escrituras, que interpretava com perfeita ortodoxia.

Fontes:

terça-feira, 23 de junho de 2009

Solenidade do Nascimento de São João Baptista, 24 de Junho




São João Batista era filho de Zacarias e de Santa Isabel. Chamava-se "Batista" pelo fato de pregar um batismo de penitência (cf. Lucas 3,3). João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1,36). Parente de Jesus, foi o precursor do Messias. É João Baptista que aponta Jesus, dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim" (João 1,29ss.). De si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor ..." (João 1,22ss.).
São Lucas, no primeiro capítulo de seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Batista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens. A Igreja celebra-o desde os primeiros séculos do cristianismo. É o único santo cujo nascimento (24 de junho) e martírio são evocados em duas solenidades pelo povo cristão. O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses fazendo da sua festa uma das mais populares e queridas da nossa gente.
cf. www.ecclesia.pt

Fontes:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Beato Bento Menni, Presbítero, Fundador, 23 de Junho

Nasceu em Milão, a 11 de março de 1841. Ainda jovem, aprendeu o amor aos pobres e doentes no serviço voluntário aos feridos de guerra. Aos 19 anos, entrou na Ordem Hospitaleira. Foi ordenado sacerdote em 1866.
No ano seguinte, com apenas 26 anos, foi enviado pelo Papa Pio IX à Espanha para restaurar a sua Ordem. Frente à urgente necessidade de atendimento às mulheres doentes mentais, fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras, junto com Maria Josefa Recio e Angustias Gimenez, em 31 de maio de 1881. Ele mesmo implantou a Congregação em Portugal.
A sua vida foi testemunho fiel do amor de Deus aos mais pobres e marginalizados. Morreu em 24 de abril de 1914 em Dinan, França. O Papa João Paulo II beatifícou-o em 23 de junho de 1985.

Fontes:

Santos Sir Tomás More, Leigo e João Fisher, Bispo, Mártires, 22 de Junho

São Sir Tomás More

"É um homem que vive com esmero a verdadeira piedade, sem a menor ponta de superstição. Tem horas fixas em que dirige a Deus suas orações, não com frases feitas, mas nascidas do mais profundo do coração. Quando conversa com os amigos sobre a vida futura, vê-se que fala com sinceridade e com as melhores esperanças. E assim é More também na Corte. Isto, para os que pensam que só há cristãos nos mosteiros."
Erasmo de Rotterdam

Inglês, nascido em 1477, foi decapitado em Londres, por ordem de Henrique VIII devido à sua fidelidade à Sé apostólica romana. Estudou na Universidade de Oxford. Era de caráter extremamente simpático. De honrada burguesia, filho de um juiz. Foi pajem do arcebispo de Cantuária. Pai de família, teve um filho e três filhas. Era jurista e amigo de Erasmo de Rotterdam, que lhe dedicou a sua obra-prima: "O Elogio da loucura". Foi nomeado chanceler do Reino.
Deixou várias obras escritas, versando sobre negócios civis e liberdade religiosa. A sua obra mais conhecida intitula-se "A Utopia" (vocábulo grego que significa: em parte nenhuma).
Opôs-se duramente ao divórcio de Henrique VIII, que desejava anular seu primeiro casamento a fim de casar-se com Ana Bolena. Recusou-se a comparecer aos cerimoniais de coroação da nova rainha. Por ordem do rei, foi preso e lançado na Torre de Londres. Na prisão, escreveu "Diálogo do Conforto nas Tribulações".
Mesmo condenado à forca, não perdeu o seu peculiar bom humor cristão, sua naturalidade e simplicidade. No dia da execução, pediu ajuda para subir ao cadafalso. E disse ao povo: "Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo". E abraçando o carrasco, disse: "Coragem, amigo, não tenhas medo! Mas como tenho o pescoço muito curto, atenção! Está nisso a tua honra!" E pediu para que não lhe estragasse a barba, porque ela, ao menos, não cometera nenhuma traição.
Sua trágica morte - condenado a pena capital por se negar a reconhecer Henrique VIII como cabeça da Igreja da Inglaterra, é considerada pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja é à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.
Morreu no dia 6 de Julho de 1535. Foi beatificado em 1886 por Leão XIII e canonizado em 1935 por Pio XI.
São João Fisher

João Fisher nasceu no ano de 1469, estudou em Cambridge (Inglaterra) e foi ordenado sacerdote. Mais tarde, foi nomeado bispo de Rochester, cargo que exerceu com uma vida de grande austeridade e intenso zelo apostólico, visitando com freqüência os seus fiéis. Escreveu também diversas obras contra os erros do seu tempo.
Em 1534 recusou-se, juntamente com o estadista Thomas Morus, a jurar obediência ao "Ato de Supremacia" de Henrique VIII de Inglaterra e, por isso, foi encarcerado na Torre de Londres juntamente com Thomas Morus.
Foi decapitado em 1535 por ordem do rei Henrique VIII, por ter se recusado a ceder na questão da pretendida anulação do seu matrimônio. Enquanto estava no cárcere, foi designado cardeal pelo papa Paulo III. É venerado como Mártir e Santo pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana, que o celebra no dia 6 de julho.

Fontes:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

São Luís Gonzaga, Religioso, Padroeiro da Juventude (+1591), 21 de Junho


São Luís Gonzaga nasceu em Mântua, Itália, em 1568. Recebeu educação esmerada e frequentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II.
Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Finalmente conseguiu realizar o seu ideal: entrar para a Companhia de Jesus. Entretanto, viveu ali apenas seis anos. Morreu mártir da caridade ao serviço daqueles atacados pela peste, em Roma, a 21 de junho de 1591. A 21 de julho de 1604, sua mãe pôde venerar seu filho primogênito como Beato Luís. Deixando a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos. Morreu aos 24 anos. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e, pelo mesmo Papa, foi consagrado como padroeiro da juventude que estuda. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Fontes:

Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, Religiosas, 20 de Junho







Beata Teresa
A infanta Teresa de Portugal, filha de Dom Sancho I, nasceu em 1177 e foi rainha de Lyon, tendo tido três filhos antes da declaração da nulidade do seu casamento com Afonso IX, por consangüinidade. Voltando a Portugal, recolheu ao mosteiro de Lorvão, onde se fez cisterciense. Restaurou o velho convento e ali se refugiou durante a guerra que seu marido moveu contra o rei português para fazer valer os direitos que alegava deter pelo seu matrimônio então desfeito. Ficou conhecida pela sua caridade para com os humildes e desprotegidos.
Teve papel importante na procura de uma solução para as contendas entre seus sobrinho Sancho II e Afonso III.







Beata Mafalda
     Apesar de ter casado com o rei Henrique I de Castela, esta filha de Dom Sancho I não chegou a consumar o matrimônio, uma vez que o marido morreu ainda de menor idade. A infanta Dona Mafalda preferiu, então, recolher-se ao mosteiro cisterciense de Arouca, tendo consagrado a Deus o resto da sua vida. Distribuiu todos os seus bens por mosteiros e conventos, ordens religiosas, igrejas e catedrais. Ao morrer, deixou, por toda a parte, uma memória de grande generosidade e desprendimento, sendo abençoada pela devoção dos fiéis.
Foi beatificada, juntamente com as suas irmãs, em 1705.




Beata Sancha

Nascida em Coimbra, em 1180, filha de Dom Sancho I e da rainha Dona Dulce, a infanta Dona Sancha foi educada na piedade e austeridade. Quando herdou de seu pai a vila de Alenquer e o seu termo, ali fundou dois conventos, confiando um aos dominicanos e o outro aos franciscanos. Para si mesma, fundou o convento de Celas, em Coimbra, onde tomou o hábito de cisterciense e residiu até a sua morte.










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quinta-feira, 18 de junho de 2009

Festa do Sagrado Coração de Jesus / Santa Juliana de Falconieri, Religiosa, Fundadora, 19 de Junho


O culto à humanidade de Cristo e ao Seu Coração, que sempre existiu na Igreja, sendo incrementado a partir das revelações privadas a Santa Margarida Maria Alacocque (1673-75), as quais despertaram entre os cristãos uma consciência mais viva do mistério do amor de Cristo.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus foi reconhecida pela Igreja cerca de um século mais tarde: em 1765, o Papa Clemente XIII aprovou a Solenidade do Sagrado Coração e, em 1856, o Papa Pio IX inseriu-a no calendário da Igreja universal.
A devoção ao Coração de Jesus foi "um meio providencial" pra a renovação da vida cristã. Com efeito, certas doutrinas tinham desfigurado uma das verdades essenciais ao cristianismo - o amor de Deus para com todos os homens. Pela devoção ao Sagrado Coração, o Povo de Deus reagiu "contra uma concepção demasiado rigorista das relações entre Deus e o homem - concepção que, levada às últimas conseqüências, seria o renascer da idéia pagã de um Deus vingador e, portanto, a anulação da história da salvação e da incessante misericórdia divina" (Thierry Maertens).
Levando-nos a amar a Cristo e a compartilhar do Seu amor pelo Pai e pelos homens, a devoção ao Coração de Jesus leva-nos também a promover aquela solidariedade universal que é uma exigência da fraternidade. O mistério do Coração de Cristo torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do homem, libertação tantas vezes procurada através de caminhos que só conduzem à degradação da mesma dignidade humana.
cf. Missa Popular Dominical , 1998



Santa Juliana nasceu em 1270 e morreu em 1341. Aos 14 anos recebeu o hábito da Ordem Terceira da Congregação dos Servitas, fundada por seu tio, Santo Alexis Falconieri. O hábito e mais tarde a profissão foram-lhe dados por São Felipe Benício, que veio a falecer pouco depois, não sem antes ter recomendado a Congregação à jovem freira.
Juliana dedicou-se com afinco à organização da Congregação. Em 1304, o papa Bento XI transformou a Congregação numa ordem religiosa, da qual Juliana se tornou Superiora. Apesar do cargo, procurava os serviços mais humildes. No convento, Juliana pôde dedicar-se à ascese espiritual, baseada numa vida de intensa oração e de constante penitência. Além disso, dedicava-se aos pobres e aos doentes, que curava ao contato com suas mãos.
Acometida por uma doença no estômago, no final de sua vida já não conseguia alimentar-se, nem mesmo receber a Eucaristia. Na hora da morte estendeu-se por terra com os braços em cruz e pediu que lhe colocassem a Santa Hóstia sobre o peito. Assim que foi depositada, a hóstia desapareceu misteriosamente e Juliana morreu, dizendo: "Meu doce Jesus". Ao ser preparada para a sepultura, encontrou-se sobre o seu coração a marca da hóstia como um selo, com a imagem de Jesus crucificado. Em memória desse acontecimento, as religiosas da sua ordem trazem a imagem de uma hóstia no escapulário.

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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Beata Osanna de Mântua, Religiosa (+1505), 18 de Junho



Osanna de Mântua (1449-1505) nasceu em Mântua, Itália e era de família nobre, filha de Niccolò e Agnes Andreasi. Profundamente religiosa, teve experiências místicas ainda na sua infância, guardando, no entanto, segredo das mesmas. Aos seis anos de idade teria visto Cristo na Cruz com a coroa de espinhos, tendo na altura prometido viver apenas e só para Deus.
De forma a poder rezar o Ofício Divino, Osanna pediu a seu pai para aprender a ler, mas sem poder revelar a sua verdadeira motivação. Mas foi-lhe recusada tal pretensão, pois os seus pais entendiam que tal era um desperdício, uma vez que ela, como mulher, estaria destinada a ser esposa e a criar uma família.
Quanto tinha 14 anos e soube que se estava a preparar a combinação sobre o seu casamento, foi em segredo até a Igreja dos Dominicanos e recebeu o hábito dos membros da Ordem Terceira Dominicana. Apresentou-se em casa envergando o hábito e explicou que tinha feito uma promessa e que o teria de usar até ao seu cumprimento.
O seu pai, como cristão piedoso, aceitou tal explicação, embora passados alguns meses começasse a suspeitar das reais intenções da sua filha. Avisou-a de que não a autorizaria a entrar num convento nem a levar uma vida religiosa em casa. No entanto, gradualmente veio a aceitar que Osanna prosseguisse uma vida de penitência e prática da caridade para com os mais necessitados. Porque Osanna teve de cuidar dos seus irmãos e irmãs após a morte prematura dos seus pais, apenas passados 34 anos e somente alguns meses antes de falecer, pôde cumprir finalmente os seus votos religiosos.
Uma lenda afirma que, tal como sucedeu com Santa Catarina de Sena, teria aprendido a ler de forma miraculosa, ao ver escritas as palavras «Jesus» e «Maria». Alegadamente, desde esse dia era capaz de ler todos os escritos espirituais.
Quando Osanna tinha 28 anos de idade, recebeu estigmas na sua cabeça, no lado e nos pés, embora fossem visíveis para terceiros apenas em certos dias da semana, especialmente às sextas-feiras e durante a Semana Santa.
Osanna relatou a sua vida espiritual e experiências místicas ao seu biógrafo e orientador espiritual, o beneditino Jerônimo de Monte Oliveto. Osanna era uma mística que com freqüência caía em êxtases quando falava de Deus, e visualizava imagens de Cristo crucificado na cruz, além de sobreviver durante anos sem tomar praticamente nenhum alimento.
Ajudava os pobres e serviu como diretora espiritual de muita gente, gastando grande parte da fortuna da sua família para auxiliar os mais necessitados. Manifestava freqüentemente a sua repulsa pela decadência e criticava a aristocracia pela ausência de moralidade. Foi amiga da beata Columba de Rieti e recebeu apoio espiritual da beata Estevana de Quinzanis. A sua casa era um autêntico centro de ação social e caritativa em benefício dos mais necessitados, bem como um local habitual de reunião e discussão sobre temas espirituais e vida da Igreja. Uma das principais causas de sofrimento de Osanna no seu tempo foi a degradação da Igreja sob o pontificado do Papa Alexandre VI.
A Vida da Beata Osanna foi escrita em 1507, pouco depois da sua morte. A biografia tem um caráter de relatório detalhado das suas conversas com Osanna. Frei Jerônimo juntou traduções em latim das 24 cartas recebidas de Osanna, acompanhadas de documentos certificando a sua autenticidade. Uma outra biografia, publicada em 1505 é da autoria de Frei Francisco Silvestre de Ferrara, OP, um dos mais relevantes teólogos tomistas e que veio a ser Mestre Geral da Ordem.
Faleceu a 18 de julho de 1505. O seu corpo incorrupto encontra-se em exposição sob o altar de Nossa Senhora do Rosário na Catedral de Mântua, Itália.
O culto a Osanna de Mântua foi confirmado pelos Papas Leão X e Inocêncio XII. Foi beatificada de facto a 24 de novembro de 1694. O seu dia festivo é 18 de junho.

Fontes:

São Raniero de Pisa, Peregrino (+1160), 17 de Junho





Padroeiro de Pisa, Itália, São Raniero (ou Rainério) nasceu em Pisa e viveu no século XII. Levava vida fútil, cheia de vaidades e entregue aos prazeres. Era músico, tocador de lira.
Um dia encontrou-se com o monge Alberto Leccapecore, homem de Deus. Esse encontro levou-o a repensar sua vida e mudá-la radicalmente.
Recolheu-se, então, a uma vida solitária e penitente. Sem comer, e em contínuos prantos, acabou por ficar cego, mas obteve de Deus a graça da própria cura. Por inspiração divina partiu para a Terra Santa como mercador. Alimentava-se apenas duas vezes por semana e entregava-se a rudes trabalhos. Teve então uma visão em que as jóias de sua bolsa se transformavam em enxofre e ardiam em chamas. Uma voz explicou-lhe o sentido da visão, dizendo que a bolsa era seu corpo; o fogo e o enxofre, a sua vida fútil.
Como peregrino, visitou os Lugares Santos e passou no deserto 40 dias, jejuando como o fez um dia Jesus. De regresso a Pisa, ingressou no mosteiro de São Guido, levando vida simples. Morreu em 1160.

Fontes:

segunda-feira, 15 de junho de 2009

São João Francisco Régis, Confessor, 16 de Junho



O santo de hoje nasceu no ano de 1597 numa aldeia francesa.
Muito cedo recebeu a graça de ser despertado para o chamado a santidade. Quando Francisco foi estudar no colégio dos Jesuítas, formou um grupo de rapazes dispostos a viverem o Evangelho.

Ao entrar para a Companhia de Jesus, que fazia um lindo trabalho missionário, conseguiu ele ser exemplar em todas as etapas de sua formação que desembocou no exercício do Ministério Sacerdotal. Como Padre priorizou a assistência aos doentes atingidos por uma peste crescente e desejou evangelizar as terras da América, Índia – coisa que não aconteceu – já que foi enviado para uma região desassistida da França.

Francisco Régis buscava evangelizar as aldeias durante o inverno e, no verão as cidades, nestes lugares colocava todo o seu zelo nos púlpitos, confessionários e nos atendimentos aos doentes. Aconteceu que, impelido pelo Espírito da Caridade, fez inúmeras obras sociais visando as crianças abandonadas e os jovens, isto perdurou até completar 45 anos, quando pôde dizer:

"Que felicidade poder morrer, pois vejo Jesus e Maria vindo ao meu encontro para me conduzir à terra dos eleitos."

São Francisco Régis, rogai por nós!



Fontes:

http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/