sábado, 4 de julho de 2009

Santo Antônio Maria Zacarias, Presbítero, Fundador, 5 de Julho

Nasceu em Cremona, por volta de 1502. Sua mãe tinha 18 anos quando ficou viúva. Embora rico, vestia-se com modéstia e escolheu a profissão de médico para ficar mais perto da gente humilde e servir o povo. Em 1528, com 26 anos, abandonou a medicina e fez-se sacerdote. Partiu para Milão e, com a ajuda de dois amigos, Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo.
Os "Barnabitas", assim chamados porque residiam junto à igreja de São Barnabé, em Milão, obedeciam a uma Regra e professavam os votos religiosos. Mas não se consideravam monges nem frades. O seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos, promovendo a reforma do clero e dos leigos.
Com a ajuda de Luísa Torelli, Condessa de Guastalla, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. Santo Antônio Maria Zacarias ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias. Foi também promotor da devoção à Eucaristia e da adoração ao Santíssimo Sacramento. Morreu em 1539, aos 37 anos, na mesma casa onde tinha nascido, tendo a seu lado sua mãe.

Fontes:

Santa Isabel de Portugal, Rainha (+1336), 4 de Julho


Filha do rei Dom Pedro II de Aragão e da rainha Dona Constança. Pensa-se que tenha nascido em princípios de 1270. Em Barcelona? Não sabemos ao certo.
Casou-se em 1282 com Dom Dinis, rei de Portugal. Neta de Jaime I, o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força de alma. Mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente próxima. Era mulher cheia de doçura e de bondade. Gostava da vida interior e do trabalho silencioso, jejuava dias sem conta ao longo do ano, comovia-se com os que erravam, rezava utilizando o Livro de Horas, cosia e fazia bordados na companhia das damas e distribuía esmolas aos necessitados.
Aos 20 anos foi mãe de Dom Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz. Caso único na 1ª dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e nisto se vê influência de sua mãe.
Era discreta esta jovem rainha, que obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), que fingia ignorar as andanças do rei e que criava os seus filhos ilegítimos. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente. Serviu de juíza nas rixas entre Dom Dinis, seu irmão e seu turbulento filho.
Após a morte de Dom Dinis, vestiu o hábito de Santa Clara. Construiu mosteiros e hospitais. Morreu em Estremoz a 4 de julho de 1336. Foi canonizada a 25 de maio de 1625 pelo papa Urbano VIII. Portugal venera-a com a antonomásia de Rainha Santa.

Fontes:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

São Tomé, Apóstolo, 03 de Julho

A Incredulidade de São Tomé (The Incredulity Of Saint Thomas), Hendrick Terbrugghein

São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas. O Evangelho de São João lhe dá grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: ‘Vamos também nós, para morrermos com ele!’”
É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: “Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Diz-lhe Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (João 14,5-6).
Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!” Disse depois a Tomé: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20,26-28).
Com este ato de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: “Mais nos serviu para a nossa fé, diz São Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis.” Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da Palavra dos que viram!

Fontes:

São Bernardino Realino, Presbítero (+1616), 02 de Julho


Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento otimista, alegre e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos Jesuítas em Nápoles, aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados.
Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um fato talvez único na história dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos Jesuítas. Diante do leito do moribundo, leu um documento que tinha preparado: “Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre conosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotavél caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protetor e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos...” Com esforço respondeu o padre: “Sim, senhores”.
De fato, o padre Bernadino tinha dedicado mais de metade da sua longa vida, e a quase totalidade de sua ação apostólica como padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, encarcerados e escravos turcos, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade.
Assim, sem grandes feitos exteriores, desenvolveu-se a santidade de Bernardino Realino. Apesar de ter sido chamado tarde à vida religiosa, sua vida apresenta-se como uma grande continuidade sempre em busca da verdade e do bem. Morreu aos 86 anos. Em 1947 foi canonizado por Pio XII.

Fontes:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Preciosíssimo Sangue de Cristo, 1º de Julho

Em 1848, o Papa Pio IX foi expulso de Roma pelas forças revolucionárias. No ano seguinte, os exércitos franceses permitiram-lhe voltar à Cidade Eterna, após um ataque que durou de 28 de junho a 1º de julho.
Invocando e dando graças pelo Sangue derramado por Jesus na Cruz, por amor aos homens de todos os tempos, o Sumo Pontífice criou esta festa, situando-a no dia em que lhe foi possível voltar a Roma. São Pio X ampliou a festa à Igreja do mundo inteiro. Nos nossos dias é celebrada solenemente em algumas congregações religiosas.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090701&id=11755&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=31441&language=PT&img=&sz=full

Santos Protomártires, 30 de Junho



Hoje, a Igreja celebra a memória dos cristãos que sofreram o martírio durante a perseguição de Nero, entre os anos 64 e 67. A culpa do incêndio de Roma recaiu sobre os cristãos, os quais foram cruelmente martirizados.
Do lado Sul da Basílica Vaticana há um recinto pequeno, chamado ainda hoje Praça dos Protomártires (primeiros mártires) Romanos. As iluminações que lá se vêem na noite de 26 de junho evocam as fogueiras que, pelos anos 64 e 65, extinguiram, ou sublimaram, humildes e heróicas vidas humanas.
Roma ardera durante seis dias e sete noites. Primeiro foram presos os suspeitos de seguir o cristianismo, e depois, conforme as denúncias que iam sendo feitas, outros foram sendo presos em massa, condenados menos pelo crime de incêndio do que pelo ódio alheio. Aos tormentos juntavam-se os deboches, homens envolvidos em peles de animais morriam despedaçados por cães, ou eram presos a cruzes, ou destinados a ser "grelhados" em braseiros, ao anoitecer.
Nero oferecia os seus jardins para este espetáculo; vestido de cocheiro, corria misturado à multidão, ou em cima de um carro. A perseguição movida por Nero prolongou-se até ao ano 67. E entre os mártires mais ilustres estavam São Pedro e São Paulo. O primeiro foi crucificado no circo de Nero, atual Basílica de São Pedro. São Paulo foi decapitado na estrada que leva a Óstia.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=32355&language=PT&img=&sz=full

domingo, 28 de junho de 2009

São Pedro e São Paulo, Apóstolos de Jesus Cristo, Mártires, 29 de Junho


São Pedro
Comemoramos hoje o dia dedicado ao príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa da Igreja, São Pedro. Esta festa foi instituída por volta do Século IV, antes mesmo de ser definida a data atual da festa do Natal.
Ele era um pescador e o seu nome originalmente era Simão, filho de Jonas e irmão de André. Mas Jesus mudou-lhe o nome para Pedro que significa pedra, pois ele seria a rocha forte sobre a qual Jesus edificaria a Sua Igreja. Por isso, comprovadamente, ele foi o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.
Uma parte importante da sua vida está documentada nos Evangelhos e nos Atos do Apóstolos; sobre a sua vida em Roma, existem muitas e belas narrativas passadas de geração em geração, algumas delas contadas em diferentes romances inspirados nos primeiros tempos da Igreja.
Morreu crucificado como Jesus, mas de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer de maneira igual ao Mestre.

São Paulo
Judeu, da tribo de Benjamim, originário de Tarso, chamava-se Saulo. Converteu-se ao cristianismo e tornou-se o grande e insuperável missionário, o apóstolo dos gentios. Foi ele quem lançou as bases da evangelização no mundo helênico, fundando numerosas comunidades e percorrendo toda a Ásia Menor, a Grécia e Roma, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado pelo poder de Deus.
São Paulo foi o primeiro a elaborar uma teologia cristã. Ao lado dos Evangelhos, as suas epístolas são as fontes de todo o pensamento e de toda a vida mística cristã. Isto o coloca num lugar de destaque entre os maiores pensadores da história do cristianismo.
São Paulo era um homem de fortes paixões e de grande poder de liderança e de organização. É a figura mais cosmopolita de toda a Bíblia. Segundo os estudiosos, Paulo era um homem da cidade, e em nenhum lugar de seus escritos mostra qualquer mentalidade ou interesse pela vida rural ou pela vila.
Nunca houve conversão mais ruidosa do que a sua, tão pouco houve mais sincera, pois o mais furioso perseguidor de Jesus Cristo passou, de repente, a ser um dos seus mais fervorosos apóstolos.

Fontes:

Santo Irineu de Lyon, Bispo, Mártir, 28 de Junho



Santo Irineu foi bispo de Lyon. Nasceu provavelmente em Esmirna, na Ásia Menor, por volta de 130-135. Viveu numa época dilacerada por heresias que colocavam em risco a unidade da Igreja na fé.
Discípulo de São Policarpo - que havia conhecido pessoalmente o apóstolo São João e outras testemunhas oculares de Jesus, Santo Irineu foi, sem dúvida, o escritor cristão mais importante do século II. Foi o primeiro a procurar fazer uma síntese do pensamento cristão, cuja influência se faz notar até nossos dias.
Santo Irineu, cujo nome significa "paz", lutou pela preservação da paz e da unidade da Igreja. Era um homem equilibrado e cheio de ponderação. Escreveu ao papa Vítor, aconselhando-o respeitosamente a evitar toda e qualquer precipitação no que dissesse respeito às comunidades cristãs da Ásia.
A Florino, seu amigo de infância que se tornou agnóstico, escreveu: "Não te ensinaram estas doutrinas, Florino, os presbíteros que nos precederam, os que tinham sido discípulos dos apóstolos. Eu te lembro, criança como eu, na Ásia inferior, junto a Policarpo... Recordo as coisas de então melhor que as recentes, talvez, porque aquilo que aprendemos em crianças parece que nos vai acompanhando e firmando em nós segundo passam os anos. Poderia assinalar o lugar onde se sentava Policarpo para ensinar... Seu modo de vida, os traços de sua fisionomia e as palavras que dirigia à multidão. Poderia reproduzir o que nos contava de seu trato com João e os demais que tinham visto o Senhor; e como repetia suas mesmas palavras... Eu ouvia tudo isto com toda a alma e não o anotava por escrito porque me ficava gravado no coração e continuo pensando-o e repensando-o, pela Graça de Deus, cada dia."

Fontes:

sábado, 27 de junho de 2009

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro / São Cirilo de Alexandria, Bispo, Doutor da Igreja, 27 de Junho



Na ilha de Creta havia um quadro da Virgem Maria, muito venerado devido aos estupendos milagres que operava. Certo dia, porém, um rico negociante, pensando no bom preço que poderia obter por ele, roubou-o e levou-o para Roma. Durante a travessia do Mar Mediterrâneo, o navio que transportava a preciosa carga foi atingido por terrível tempestade, que ameaçava submergi-lo. Os tripulantes, sem saber da presença do quadro, recorreram à Virgem Maria. Logo a tormenta acalmou, permitindo que a embarcação ancorasse, sendo salva num porto italiano.
Algum tempo depois, o ladrão faleceu e a Santíssima Virgem apareceu a uma menina, filha da mulher que guardava a pintura em sua casa, avisando que a imagem de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro deveria ser colocada numa igreja.
O milagroso quadro foi, então, solenemente entronizado na capela de São Mateus, em Roma, no ano de 1499, e aí permaneceu recebendo a homenagem dos fiéis durante três séculos, até que o templo foi criminosamente destruído. Os religiosos dispersaram-se e a imagem caiu no esquecimento.
Finalmente, em 1866, a milagrosa imagem foi conduzida triunfalmente ao seu atual santuário por ordem do Santo Padre, que recomendou aos religiosos de Santo Afonso de Ligório: - "Fazei que todo o mundo conheça o Perpétuo Socorro".



São Cirilo de Alexandria
Cirilo nasceu em 370, no Egito, e durante muitos anos foi o firme condutor da Igreja do Egito. Lutou pela ortodoxia da doutrina católica e presidiu o Concílio de Éfeso, que definiu a maternidade de Maria, derrotando seu adversário Nestório, que colocava em discussão a maternidade divina de Nossa Senhora. Durante o Concílio pronunciou o célebre
 “Sermão em louvor à Mãe de Deus” que marca o início do florescimento dos hinos em honra à Virgem Maria.
A coragem e a persistência com a qual defendia a verdade católica deram a santidade a este bispo de Alexandria: “Nós – dizia – pela fé em Cristo, estamos prontos a sofrer tudo – algemas, cárcere, a própria morte”.
São Cirilo morreu em 444. Sua santidade foi reconhecida no pontificado de Leão XIII que lhe outorgou também o título de Doutor da Igreja. A sua devoção foi assim estendida a toda a Igreja latina.

Fontes:

quinta-feira, 25 de junho de 2009

São José Maria Escrivá, Presbítero, Fundador (+1975), 26 de Junho


Josemaría Escrivá nasceu em Barbastro (Huesca, Espanha) no dia 9 de janeiro de 1902. Os pais chamavam-se José e Dolores, e deram aos filhos uma profunda educação cristã.
Em 1915 a indústria de tecidos de seu pai faliu, e ele teve de mudar-se para Logronho, onde encontrou outro trabalho. Nessa cidade, Josemaría se dá conta da sua vocação: depois de ver na neve umas pegadas dos pés descalços de um frade, intui que Deus deseja qualquer coisa dele, embora não saiba exatamente o que é. Pensa que poderá descobri-lo mais facilmente se se fizer sacerdote e começa a se preparar para isso, primeiro em Logronho, e mais tarde no seminário de Saragoça. Estuda Direito como aluno voluntário. O pai morre em 1924, e ele fica como chefe de família. Recebe a ordenação sacerdotal em 28 de março de 1925 e começa a exercer o seu ministério numa paróquia rural e, depois, em Saragoça.
Em 1927 muda-se para Madrid, com autorização do seu bispo, com o objetivo de se doutorar em Direito. Aí, no dia 2 de outubro de 1928, no decorrer de um retiro espiritual, vê aquilo que Deus lhe pede e funda o Opus Dei. Desde então começa a trabalhar na fundação, ao mesmo tempo que continua exercendo o ministério sacerdotal, especialmente entre pobres e doentes. Além disso, estuda na Universidade de Madrid e dá aulas para manter a família.
Quando estoura a guerra civil ele se encontra em Madrid, e a perseguição religiosa obriga-o a refugiar-se em diversos lugares. Exerce o ministério sacerdotal clandestinamente, até que consegue sair de Madrid. Depois de ter atravessado os Pireneus, fixa residência em Burgos.
Acabada a guerra, em 1939, regressa a Madrid e obtém o doutorado em Direito. Nos anos que se seguem dirige numerosos retiros para leigos, sacerdotes e religiosos.
Em 1946 fixa residência em Roma. Faz o doutoramento em Teologia pela Universidade Lateranense. É nomeado consultor de duas Congregações da Cúria Romana, membro honorário da Academia Pontifícia de Teologia e prelado honorário de Sua Santidade. De Roma desloca-se, em numerosas ocasiões, a diversos países da Europa - e em 1970 ao México -, a fim de impulsionar o estabelecimento e consolidação do Opus Dei nessas regiões. Com o mesmo objetivo, em 1974 e em 1975, realiza duas longas viagens pela América Central e do Sul, onde, além disso, tem reuniões de catequese com grupos numerosos de pessoas.
A Santa Missa era a raiz e o centro da sua vida interior. O sentido profundo da sua filiação divina, vivido numa contínua presença de Deus Uno e Trino, levava-o a procurar em tudo a mais completa identificação com Jesus Cristo, a uma devoção terna e forte a Nossa Senhora e a São José, a um trato habitual e confiado com os Santos Anjos da Guarda e a ser um semeador de paz e de alegria por todos os caminhos da terra.
Monsenhor Escrivá oferecera a sua vida, repetidas vezes, pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu esta oferta e Monsenhor Escrivá entregou santamente a alma a Deus, em Roma, no dia 26 de junho de 1975, no seu escritório.

Fontes:

São Máximo, Bispo de Turim - Itália (+423), 25 de Junho



São Máximo, bispo de Turim, que nasceu mais ou menos nos meados do século IV no Piemonte e morreu entre 408 e 423, é considerado o fundador da diocese de Turim, erigida pela iniciativa de santo Ambrósio e de santo Eusébio de Vercelli, de quem o próprio São Máximo se declarava discípulo.
Do seu grande empenho apostólico dão testemunho os numerosos sermões e homilias, escritos com estilo claro e persuasivo, nos quais se percebe um caráter manso e benévolo, que sabe todavia reprovar e advertir com firmeza e, às vezes, com sutil ironia.
Ele exorta seus fiéis, amedrontados pela aproximação do exército dos bárbaros a empunhar as armas do “jejum, da oração e da misericórdia”, e aos medrosos que se apressavam a fugir da cidade, diz: “É injusto e ímpio o filho que abandona a mãe no perigo. A pátria é sempre uma doce mãe.” Quando tratava dos temas de catequese dogmática, a sua palavra iluminadora emanava das páginas da Sagrada Escrituras, que interpretava com perfeita ortodoxia.

Fontes:

terça-feira, 23 de junho de 2009

Solenidade do Nascimento de São João Baptista, 24 de Junho




São João Batista era filho de Zacarias e de Santa Isabel. Chamava-se "Batista" pelo fato de pregar um batismo de penitência (cf. Lucas 3,3). João, cujo nome significa "Deus é propício", veio à luz em idade avançada de seus pais (cf. Lucas 1,36). Parente de Jesus, foi o precursor do Messias. É João Baptista que aponta Jesus, dizendo: "Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim, vem um homem que passou adiante de mim, porque existia antes de mim" (João 1,29ss.). De si mesmo deu este testemunho: "Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai os caminhos do Senhor ..." (João 1,22ss.).
São Lucas, no primeiro capítulo de seu Evangelho, narra a concepção, o nascimento e a pregação de João Batista, marcando assim o advento do Reino de Deus no meio dos homens. A Igreja celebra-o desde os primeiros séculos do cristianismo. É o único santo cujo nascimento (24 de junho) e martírio são evocados em duas solenidades pelo povo cristão. O seu nascimento é celebrado pelo povo com grande júbilo: cantos e danças folclóricas, fogueiras e quermesses fazendo da sua festa uma das mais populares e queridas da nossa gente.
cf. www.ecclesia.pt

Fontes:

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Beato Bento Menni, Presbítero, Fundador, 23 de Junho

Nasceu em Milão, a 11 de março de 1841. Ainda jovem, aprendeu o amor aos pobres e doentes no serviço voluntário aos feridos de guerra. Aos 19 anos, entrou na Ordem Hospitaleira. Foi ordenado sacerdote em 1866.
No ano seguinte, com apenas 26 anos, foi enviado pelo Papa Pio IX à Espanha para restaurar a sua Ordem. Frente à urgente necessidade de atendimento às mulheres doentes mentais, fundou a Congregação das Irmãs Hospitaleiras, junto com Maria Josefa Recio e Angustias Gimenez, em 31 de maio de 1881. Ele mesmo implantou a Congregação em Portugal.
A sua vida foi testemunho fiel do amor de Deus aos mais pobres e marginalizados. Morreu em 24 de abril de 1914 em Dinan, França. O Papa João Paulo II beatifícou-o em 23 de junho de 1985.

Fontes:

Santos Sir Tomás More, Leigo e João Fisher, Bispo, Mártires, 22 de Junho

São Sir Tomás More

"É um homem que vive com esmero a verdadeira piedade, sem a menor ponta de superstição. Tem horas fixas em que dirige a Deus suas orações, não com frases feitas, mas nascidas do mais profundo do coração. Quando conversa com os amigos sobre a vida futura, vê-se que fala com sinceridade e com as melhores esperanças. E assim é More também na Corte. Isto, para os que pensam que só há cristãos nos mosteiros."
Erasmo de Rotterdam

Inglês, nascido em 1477, foi decapitado em Londres, por ordem de Henrique VIII devido à sua fidelidade à Sé apostólica romana. Estudou na Universidade de Oxford. Era de caráter extremamente simpático. De honrada burguesia, filho de um juiz. Foi pajem do arcebispo de Cantuária. Pai de família, teve um filho e três filhas. Era jurista e amigo de Erasmo de Rotterdam, que lhe dedicou a sua obra-prima: "O Elogio da loucura". Foi nomeado chanceler do Reino.
Deixou várias obras escritas, versando sobre negócios civis e liberdade religiosa. A sua obra mais conhecida intitula-se "A Utopia" (vocábulo grego que significa: em parte nenhuma).
Opôs-se duramente ao divórcio de Henrique VIII, que desejava anular seu primeiro casamento a fim de casar-se com Ana Bolena. Recusou-se a comparecer aos cerimoniais de coroação da nova rainha. Por ordem do rei, foi preso e lançado na Torre de Londres. Na prisão, escreveu "Diálogo do Conforto nas Tribulações".
Mesmo condenado à forca, não perdeu o seu peculiar bom humor cristão, sua naturalidade e simplicidade. No dia da execução, pediu ajuda para subir ao cadafalso. E disse ao povo: "Morro leal a Deus e ao Rei, mas a Deus antes de tudo". E abraçando o carrasco, disse: "Coragem, amigo, não tenhas medo! Mas como tenho o pescoço muito curto, atenção! Está nisso a tua honra!" E pediu para que não lhe estragasse a barba, porque ela, ao menos, não cometera nenhuma traição.
Sua trágica morte - condenado a pena capital por se negar a reconhecer Henrique VIII como cabeça da Igreja da Inglaterra, é considerada pela Igreja Católica como modelo de fidelidade à Igreja é à própria consciência, e representa a luta da liberdade individual contra o poder arbitrário.
Morreu no dia 6 de Julho de 1535. Foi beatificado em 1886 por Leão XIII e canonizado em 1935 por Pio XI.
São João Fisher

João Fisher nasceu no ano de 1469, estudou em Cambridge (Inglaterra) e foi ordenado sacerdote. Mais tarde, foi nomeado bispo de Rochester, cargo que exerceu com uma vida de grande austeridade e intenso zelo apostólico, visitando com freqüência os seus fiéis. Escreveu também diversas obras contra os erros do seu tempo.
Em 1534 recusou-se, juntamente com o estadista Thomas Morus, a jurar obediência ao "Ato de Supremacia" de Henrique VIII de Inglaterra e, por isso, foi encarcerado na Torre de Londres juntamente com Thomas Morus.
Foi decapitado em 1535 por ordem do rei Henrique VIII, por ter se recusado a ceder na questão da pretendida anulação do seu matrimônio. Enquanto estava no cárcere, foi designado cardeal pelo papa Paulo III. É venerado como Mártir e Santo pela Igreja Católica e pela Igreja Anglicana, que o celebra no dia 6 de julho.

Fontes:

sexta-feira, 19 de junho de 2009

São Luís Gonzaga, Religioso, Padroeiro da Juventude (+1591), 21 de Junho


São Luís Gonzaga nasceu em Mântua, Itália, em 1568. Recebeu educação esmerada e frequentou os ambientes mais sofisticados da alta nobreza italiana: Corte dos Médici, em Florença; Corte de Mântua; Corte de Habsburgos, em Madrid. Foi pajem do príncipe Diego, filho de Filipe II.
Para surpresa de todos, optou pela vida religiosa, derrubando por terra os interesses nele depositados pelo pai. Finalmente conseguiu realizar o seu ideal: entrar para a Companhia de Jesus. Entretanto, viveu ali apenas seis anos. Morreu mártir da caridade ao serviço daqueles atacados pela peste, em Roma, a 21 de junho de 1591. A 21 de julho de 1604, sua mãe pôde venerar seu filho primogênito como Beato Luís. Deixando a coroa de marquês, fez-lhe Deus presente a coroa dos Santos. Morreu aos 24 anos. Foi canonizado por Bento XIII em 1724 e, pelo mesmo Papa, foi consagrado como padroeiro da juventude que estuda. Seu corpo repousa na Igreja de Santo Inácio, em Roma.

Fontes: