sábado, 18 de julho de 2009

Santo Arsênio, Eremita (Século V), 19 de Julho



Santo Arsênio nasceu em Roma, por volta do ano de 354, de nobre família de senadores. O imperador Teodósio quis que ele viesse para Constantinopla, confiando-lhe a educação de seus filhos, Arcádio e Honório. Ali Arsênio permaneceu durante 11 anos, até aproximadamente 394, tendo pedido a exoneração do cargo para se retirar no deserto egípcio, depois de uma profunda crise espiritual.
A vida eremítica tem em Santo Antão abade o exemplo mais imitado e mais popular. Alguns cristãos empreendiam longas e desconfortáveis peregrinações para ter colóquios com um destes anacoretas iluminados: entre eles está Santo Arsênio, eremita no Egito e um dos mais célebres pais do deserto. Diz-se que o santo anacoreta não gostava de interromper a rígida observância do silêncio nem com um peregrino que viesse de longe.
Santo Arsênio morreu entre 434 e 450 em Troe, perto de Mênfis.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090719&id=11570&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39868&language=PT&img=&sz=full

Beato Bartolomeu dos Mártires, Arcebispo (+1590), 18 de Julho



Nasceu em Lisboa (nos arredores dos Mártires), em maio de 1514 e entrou para a ordem dominicana com apenas 14 anos. Foi feito arcebispo de Braga em 1559. Entre 1561 e 1563, participou do Concílio de Trento. Resignou em 1582, tendo-se recolhido ao Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo, onde morreria em 1590.
Eis um trecho do discurso de João Paulo II no dia da sua beatificação: "O Beato Bartolomeu dos Mártires, dominicano por vocação e ideal de vida, ardia de zelo pela causa de Deus, que é a salvação dos homens, iluminando-lhes o caminho com o Evangelho. Fiel à norma apostólica, 'entrega-se assiduamente à oração e ao serviço da palavra' (cf. At 6, 4), arrastando consigo o clero: promove a sua formação permanente, ao seu alcance põe meios para pregar ao povo e funda o Seminário para preparar dignamente os futuros sacerdotes.
O Seminário era apenas uma das medidas da reforma preconizada pelo Concílio de Trento, a cuja realização o Beato Arcebispo se consagrou de alma e coração, não sem obstáculos, alguns com ressonância em Roma. O Papa Pio IV assim respondeu, falando de Dom Frei Bartolomeu: ‘Tal satisfação nos deu, no tempo que participou no Concílio, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficamos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém" (Carta ao rei de Portugal, Cardeal Dom Henrique). Ontem pude assinalar, com o ato da sua beatificação, estes sentimentos do meu Predecessor.
Saúdo a Igreja de Lisboa, que lhe deu o berço, e a de Viana do Castelo, que o acolheu nos seus últimos anos e conserva a relíquia venerável do seu corpo; saúdo a Arquidiocese bracarense na sua extensão de então e Portugal inteiro, que ele serviu e amou, sobretudo na pessoa dos pobres.’"

Fontes:

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Santa Felicidade e seus sete filhos, Mártires (+162), 10 de Julho



Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial.
A respeito da heróica matrona, assim escreveu Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa."

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100710&id=11542&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48095&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), 09 de Julho



Seu nome de batismo era Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina.
Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia. 
Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora.
Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!" Foi beatificada por João Paulo II, em 1991.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090709&id=10697&fd=0
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Santos Áquila e Priscila, Esposos, Discípulos de São Paulo, Mártires, 08 de Julho

Santo Áquila e Santa Priscila moravam em Corinto e eram casados. Paulo encontrou-se com eles e ficou morando e trabalhando com o casal na fabricação de tendas. Eram originários do Ponto, e foram para Corinto quando os hebreus foram expulsos de Roma por Cláudio (41-54). Em Atos dos Apóstolos 18, temos a informação que Áquila e Priscila acompanharam Paulo a Éfeso e ali instruíram na fé em Jesus Cristo. 
Arriscaram a própria vida para salvar São Paulo, conforme está escrito na Epístola aos Romanos 16, 3s.: "Saudai Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, que para salvar minha vida expuseram suas cabeças. Não somente eu lhes devo gratidão, mas também todas as igrejas da gentilidade. Saudai também a Igreja que se reúne em sua casa."

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090708&id=11565&fd=0
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Beata Maria Romero Meneses, Religiosa (+1977), 07 de Julho


Maria Romero Meneses nasceu a 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua e pertencia a uma família católica, cujas raízes eram espanholas . Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos. Ela recebeu uma sólida formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura, possuindo um raro talento para as artes.
Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disto, incluiu nas suas atividades educativas a catequese ministrada aos jovens da periferia da capital de São José. Passados três anos, Maria Romero deu vida à outra maneira de evangelização, socorria as famílias pobres e marginalizadas, contando para isto com a caridade vinda das famílias mais ricas.
Em 1961, ela, sempre sensível ao "grito dos pobres", iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos. Esta iniciativa foi apenas a abertura para muitas outras obras, todas direcionadas à população mais sofrida, até finalizar com a fundação das Obras Sociais de Maria Auxiliadora.
Com a autorização do Bispo, quatro anos depois, começou uma série de exercícios espirituais destinados às várias categorias: jovens, benfeitores das Obras e mães de família que, com os seus filhos, não raro doentes, alí recebiam a assistência médica gratuita. Contando com a colaboração e a disponibilidade de alguns médicos e enfermeiros de boa vontade, em 1966, fundaram um Hospital de Clínicas Gerais, destinado ao atendimento de toda a comunidade, mas beneficiando especialmente os pobres.
Autorizada pelo arcebispo de São José e com a aprovação da sua Superiora, em 1973, mobilizou-se e conseguiu um grande terreno e a construção de um número ainda maior de casas destinadas aos desabrigados das periferias. Atualmente, o local se tornou a cidade de Santa Maria, em homenagem a sua fundadora.
Outro dom que Maria Romero possuía era o do conselho, que ela não negava à ninguém. Houve uma comoção muito forte em todo o país, ao ser noticiada sua morte no dia 07 de julho de 1977, ocorrida subitamente quando regressava de um descanso na Nicarágua.
O governo da Costa Rica a declarou "cidadã honorária da nação". O Papa João Paulo II, beatificou Irmã Maria Romero Meneses em 2000. Ela é venerada no dia de seu falecimento e suas relíquias estão sepultadas na igreja de São José da Costa Rica.

Fontes:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SANTODIA&id=scd0188

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Santa Maria Goretti ou Marieta, Mártir, 06 de Julho


Santa Maria Goretti, ou Marieta, como também era chamada, foi uma daquelas pessoas que morreram pelo fato de não quererem trair suas próprias convicções. Nascida na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália, Maria Goretti e sua família foram obrigados a mudar-se para o inóspito Agro Pontino, na localidade de Ferrieri di Conca, em busca de trabalho. Seus pais trabalhavam na lavoura, enquanto Maria cuidava dos seus quatro irmãos mais novos.
Pouco tempo depois, quando a menina tinha apenas dez anos, seu pai morreu de uma doença grave. Sua mãe, Assunta, trabalhava duramente no campo para ganhar o sustento da casa. Além de cuidar da casa e dos irmãos, Maria aproveitava o tempo que lhe restava para correr até a Igreja mais próxima e aprender o catecismo. Aos doze anos, num domingo de maio, pode fazer a primeira comunhão. Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzi-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes.
Goretti foi transportada ao hospital e, antes de morrer, perdoou seu assassino com as seguintes palavras: "Por amor a Jesus eu o perdôo, e quero que venha comigo para o paraíso". Alexandre foi condenado a trabalhos forçados até os 27 anos, altura em que foi absolvido por boa conduta. Ele conta ter tido uma visão da pequena mártir, que o fez mudar de vida. Maria Goretti foi canonizada em 1950.

Fontes:

sábado, 4 de julho de 2009

Santo Antônio Maria Zacarias, Presbítero, Fundador, 5 de Julho

Nasceu em Cremona, por volta de 1502. Sua mãe tinha 18 anos quando ficou viúva. Embora rico, vestia-se com modéstia e escolheu a profissão de médico para ficar mais perto da gente humilde e servir o povo. Em 1528, com 26 anos, abandonou a medicina e fez-se sacerdote. Partiu para Milão e, com a ajuda de dois amigos, Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo.
Os "Barnabitas", assim chamados porque residiam junto à igreja de São Barnabé, em Milão, obedeciam a uma Regra e professavam os votos religiosos. Mas não se consideravam monges nem frades. O seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos, promovendo a reforma do clero e dos leigos.
Com a ajuda de Luísa Torelli, Condessa de Guastalla, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. Santo Antônio Maria Zacarias ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias. Foi também promotor da devoção à Eucaristia e da adoração ao Santíssimo Sacramento. Morreu em 1539, aos 37 anos, na mesma casa onde tinha nascido, tendo a seu lado sua mãe.

Fontes:

Santa Isabel de Portugal, Rainha (+1336), 4 de Julho


Filha do rei Dom Pedro II de Aragão e da rainha Dona Constança. Pensa-se que tenha nascido em princípios de 1270. Em Barcelona? Não sabemos ao certo.
Casou-se em 1282 com Dom Dinis, rei de Portugal. Neta de Jaime I, o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força de alma. Mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente próxima. Era mulher cheia de doçura e de bondade. Gostava da vida interior e do trabalho silencioso, jejuava dias sem conta ao longo do ano, comovia-se com os que erravam, rezava utilizando o Livro de Horas, cosia e fazia bordados na companhia das damas e distribuía esmolas aos necessitados.
Aos 20 anos foi mãe de Dom Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz. Caso único na 1ª dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e nisto se vê influência de sua mãe.
Era discreta esta jovem rainha, que obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), que fingia ignorar as andanças do rei e que criava os seus filhos ilegítimos. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente. Serviu de juíza nas rixas entre Dom Dinis, seu irmão e seu turbulento filho.
Após a morte de Dom Dinis, vestiu o hábito de Santa Clara. Construiu mosteiros e hospitais. Morreu em Estremoz a 4 de julho de 1336. Foi canonizada a 25 de maio de 1625 pelo papa Urbano VIII. Portugal venera-a com a antonomásia de Rainha Santa.

Fontes:

quinta-feira, 2 de julho de 2009

São Tomé, Apóstolo, 03 de Julho

A Incredulidade de São Tomé (The Incredulity Of Saint Thomas), Hendrick Terbrugghein

São Tomé foi um dos doze apóstolos de Jesus. Era israelita. O seu nome consta na lista dos quatro evangelistas. O Evangelho de São João lhe dá grande destaque. Em João 11,16, ele incita os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia: “Tomé, chamado Dídimo, disse então aos discípulos: ‘Vamos também nós, para morrermos com ele!’”
É ele que pergunta a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: “Senhor (diz Tomé), não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho?” Diz-lhe Jesus: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim” (João 14,5-6).
Tomé encontrou Jesus Ressuscitado (João 21,2). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e Tomé com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco!” Disse depois a Tomé: “Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!” Respondeu-lhe Tomé: “Meu Senhor e meu Deus!” (João 20,26-28).
Com este ato de fé e de amor a Jesus, apagou a sua dureza e deixou à Igreja a melhor jaculatória: “Mais nos serviu para a nossa fé, diz São Gregório Magno, a incredulidade de Tomé do que a fé dos discípulos fiéis.” Felizes os que acreditamos sem ter visto, só em virtude da Palavra dos que viram!

Fontes:

São Bernardino Realino, Presbítero (+1616), 02 de Julho


Bernardino nasceu em Capri (Itália) em 1530. Profissional do Direito, à sólida competência unia extraordinária formação humanística. De temperamento otimista, alegre e inclinado à beneficência, entrou para o noviciado dos Jesuítas em Nápoles, aos 34 anos. Trabalhou depois por 10 anos naquela cidade, pregando, catequizando, dedicando-se aos doentes, aos pobres e encarcerados.
Com Bernardino Realino (1530-1616) aconteceu um fato talvez único na história dos santos: ainda em vida foi nomeado padroeiro da cidade de Lecce. Ao espalhar-se a notícia de que o padre Bernardinho estava morrendo, o prefeito da cidade reuniu a câmara e dirigiu-se ao colégio dos Jesuítas. Diante do leito do moribundo, leu um documento que tinha preparado: “Grande é nossa dor, pai amado, ao ver que nos deixais, pois nosso mais ardente desejo seria que permanecêsseis sempre conosco. Não querendo, contudo, opor-nos à vontade de Deus, que vos convida para o céu, desejamos pelo menos encomendar-vos a nós mesmos e a toda esta cidade tão amada por vós e que tanto vos tem amado e reverenciado. Assim o fareis, ó pai, pela vossa inesgotavél caridade, a qual nos permite esperar que queirais ser nosso protetor e patrono no paraíso, pois já por tal vos elegemos desde agora e para sempre, seguros de que aceitareis por fiéis servos e filhos...” Com esforço respondeu o padre: “Sim, senhores”.
De fato, o padre Bernadino tinha dedicado mais de metade da sua longa vida, e a quase totalidade de sua ação apostólica como padre, à cidade de Lecce. Desde a mais alta nobreza até os últimos esfarrapados, encarcerados e escravos turcos, não havia quem não o conhecesse como apóstolo e benfeitor da cidade.
Assim, sem grandes feitos exteriores, desenvolveu-se a santidade de Bernardino Realino. Apesar de ter sido chamado tarde à vida religiosa, sua vida apresenta-se como uma grande continuidade sempre em busca da verdade e do bem. Morreu aos 86 anos. Em 1947 foi canonizado por Pio XII.

Fontes:

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Preciosíssimo Sangue de Cristo, 1º de Julho

Em 1848, o Papa Pio IX foi expulso de Roma pelas forças revolucionárias. No ano seguinte, os exércitos franceses permitiram-lhe voltar à Cidade Eterna, após um ataque que durou de 28 de junho a 1º de julho.
Invocando e dando graças pelo Sangue derramado por Jesus na Cruz, por amor aos homens de todos os tempos, o Sumo Pontífice criou esta festa, situando-a no dia em que lhe foi possível voltar a Roma. São Pio X ampliou a festa à Igreja do mundo inteiro. Nos nossos dias é celebrada solenemente em algumas congregações religiosas.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090701&id=11755&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=31441&language=PT&img=&sz=full

Santos Protomártires, 30 de Junho



Hoje, a Igreja celebra a memória dos cristãos que sofreram o martírio durante a perseguição de Nero, entre os anos 64 e 67. A culpa do incêndio de Roma recaiu sobre os cristãos, os quais foram cruelmente martirizados.
Do lado Sul da Basílica Vaticana há um recinto pequeno, chamado ainda hoje Praça dos Protomártires (primeiros mártires) Romanos. As iluminações que lá se vêem na noite de 26 de junho evocam as fogueiras que, pelos anos 64 e 65, extinguiram, ou sublimaram, humildes e heróicas vidas humanas.
Roma ardera durante seis dias e sete noites. Primeiro foram presos os suspeitos de seguir o cristianismo, e depois, conforme as denúncias que iam sendo feitas, outros foram sendo presos em massa, condenados menos pelo crime de incêndio do que pelo ódio alheio. Aos tormentos juntavam-se os deboches, homens envolvidos em peles de animais morriam despedaçados por cães, ou eram presos a cruzes, ou destinados a ser "grelhados" em braseiros, ao anoitecer.
Nero oferecia os seus jardins para este espetáculo; vestido de cocheiro, corria misturado à multidão, ou em cima de um carro. A perseguição movida por Nero prolongou-se até ao ano 67. E entre os mártires mais ilustres estavam São Pedro e São Paulo. O primeiro foi crucificado no circo de Nero, atual Basílica de São Pedro. São Paulo foi decapitado na estrada que leva a Óstia.

Fontes:
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domingo, 28 de junho de 2009

São Pedro e São Paulo, Apóstolos de Jesus Cristo, Mártires, 29 de Junho


São Pedro
Comemoramos hoje o dia dedicado ao príncipe dos Apóstolos e primeiro Papa da Igreja, São Pedro. Esta festa foi instituída por volta do Século IV, antes mesmo de ser definida a data atual da festa do Natal.
Ele era um pescador e o seu nome originalmente era Simão, filho de Jonas e irmão de André. Mas Jesus mudou-lhe o nome para Pedro que significa pedra, pois ele seria a rocha forte sobre a qual Jesus edificaria a Sua Igreja. Por isso, comprovadamente, ele foi o primeiro Papa da Igreja Católica Apostólica Romana.
Uma parte importante da sua vida está documentada nos Evangelhos e nos Atos do Apóstolos; sobre a sua vida em Roma, existem muitas e belas narrativas passadas de geração em geração, algumas delas contadas em diferentes romances inspirados nos primeiros tempos da Igreja.
Morreu crucificado como Jesus, mas de cabeça para baixo, pois não se achava digno de morrer de maneira igual ao Mestre.

São Paulo
Judeu, da tribo de Benjamim, originário de Tarso, chamava-se Saulo. Converteu-se ao cristianismo e tornou-se o grande e insuperável missionário, o apóstolo dos gentios. Foi ele quem lançou as bases da evangelização no mundo helênico, fundando numerosas comunidades e percorrendo toda a Ásia Menor, a Grécia e Roma, anunciando o Evangelho de Jesus Cristo crucificado, morto e ressuscitado pelo poder de Deus.
São Paulo foi o primeiro a elaborar uma teologia cristã. Ao lado dos Evangelhos, as suas epístolas são as fontes de todo o pensamento e de toda a vida mística cristã. Isto o coloca num lugar de destaque entre os maiores pensadores da história do cristianismo.
São Paulo era um homem de fortes paixões e de grande poder de liderança e de organização. É a figura mais cosmopolita de toda a Bíblia. Segundo os estudiosos, Paulo era um homem da cidade, e em nenhum lugar de seus escritos mostra qualquer mentalidade ou interesse pela vida rural ou pela vila.
Nunca houve conversão mais ruidosa do que a sua, tão pouco houve mais sincera, pois o mais furioso perseguidor de Jesus Cristo passou, de repente, a ser um dos seus mais fervorosos apóstolos.

Fontes:

Santo Irineu de Lyon, Bispo, Mártir, 28 de Junho



Santo Irineu foi bispo de Lyon. Nasceu provavelmente em Esmirna, na Ásia Menor, por volta de 130-135. Viveu numa época dilacerada por heresias que colocavam em risco a unidade da Igreja na fé.
Discípulo de São Policarpo - que havia conhecido pessoalmente o apóstolo São João e outras testemunhas oculares de Jesus, Santo Irineu foi, sem dúvida, o escritor cristão mais importante do século II. Foi o primeiro a procurar fazer uma síntese do pensamento cristão, cuja influência se faz notar até nossos dias.
Santo Irineu, cujo nome significa "paz", lutou pela preservação da paz e da unidade da Igreja. Era um homem equilibrado e cheio de ponderação. Escreveu ao papa Vítor, aconselhando-o respeitosamente a evitar toda e qualquer precipitação no que dissesse respeito às comunidades cristãs da Ásia.
A Florino, seu amigo de infância que se tornou agnóstico, escreveu: "Não te ensinaram estas doutrinas, Florino, os presbíteros que nos precederam, os que tinham sido discípulos dos apóstolos. Eu te lembro, criança como eu, na Ásia inferior, junto a Policarpo... Recordo as coisas de então melhor que as recentes, talvez, porque aquilo que aprendemos em crianças parece que nos vai acompanhando e firmando em nós segundo passam os anos. Poderia assinalar o lugar onde se sentava Policarpo para ensinar... Seu modo de vida, os traços de sua fisionomia e as palavras que dirigia à multidão. Poderia reproduzir o que nos contava de seu trato com João e os demais que tinham visto o Senhor; e como repetia suas mesmas palavras... Eu ouvia tudo isto com toda a alma e não o anotava por escrito porque me ficava gravado no coração e continuo pensando-o e repensando-o, pela Graça de Deus, cada dia."

Fontes: