sábado, 8 de agosto de 2009

Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), Religiosa, Mártir, Padroeira da Europa, 09 de Agosto




Edith Stein nasceu em Breslau, atualmente Wroclaw, capital da Silésia, na Alemanha (cidade que, depois da Segunda Guerra Mundial, passou a pertencer à Polônia), no dia 12 de Outubro de 1891, quando se celebrava a grande festa judaica do Yom Kippur, o Dia da Reconciliação.
Seus pais, Sigefredo e Augusta, eram comerciantes judeus. Edith foi a última de onze filhos. O pai faleceu em 1893. A mãe encarregou-se dos negócios da família e da educação dos filhos.
Em 1913, ingressou na Universidade de Gottingen e dedicou-se ao estudo da Fenomenologia. Aí encontrou a sua verdadeira vida: livros, companheiros e, sobretudo, o célebre professor E. Husserl. Durante este tempo chega a um ateísmo quase total.
Em 1914, explode a Primeira Guerra Mundial. Edith vai trabalhar num hospital com quatro mil camas. Entrega-se a este trabalho de corpo e alma.
A pequena Edith, segundo o seu próprio testemunho, foi muito dinâmica, sensível, nervosa e irascível. Aos sete anos, começou a possuir um temperamento mais reflexivo.
Estuda com seriedade a Fenomenologia, até se encontrar com a doutrina católica. Encontra definitivamente a sua nova fé em 1921, quando lê a autobiografia de Santa Teresa de Jesus. O amor a Deus, o Absoluto, toma conta de sua alma: “Cristo elevou-se radiante ante meus olhos: Cristo no mistério da Cruz”. Sob a direção do Padre jesuíta Erich Przywara, começa a estudar a teologia de São Tomás de Aquino.
Batiza-se no dia 1º de Janeiro de 1922, recebendo o nome de Teresa Edwig. Desde então sente-se evangelizadora: "Sou apenas um instrumento do Senhor. Quem vem a mim, quero levá-lo até Ele”. "Deus não chama ninguém a não ser unicamente para Si mesmo”.
Aos 42 anos, no dia 15 de Abril de 1934, festa do Bom Pastor, veste o hábito carmelita no Convento de Colônia.
Sua conversão, que não a impede de continuar a sentir-se filha de Israel, enamorada de sua santa progenitura, separa-a, contudo, de sua família e de sua amada mãe: “Minha mãe opõe-se com todas as suas forças à minha decisão. É difícil ter que assistir à dor e ao conflito de consciência de uma mãe, sem poder ajudá-la com meios humanos” (26-01-1934).
No dia 21 de Abril de 1935, domingo de Páscoa, faz seus votos religiosos e três anos depois, no mesmo dia, seus votos perpétuos. Sua vida será uma “Cruz” transformada em “Páscoa”.
Na Alemanha, os nazis começam a semear o ódio ao povo judeu. Ela pressagia o destino que a aguarda. Tentam salvá-la, fazendo-a fugir para a Holanda, para o Carmelo de Echt. Membros das SS não tardam a invadir o convento e prendem Irmã Benedita e sua irmã Rosa, também convertida ao catolicismo. Três dias antes de sua morte, Edith dirá: “Aconteça o que acontecer, estou preparada. Jesus está aqui conosco”. (06-08-1942).
Após vários tormentos, no dia 9 de Agosto de 1942, na câmara de gás do “inferno de Auschwitz", morria a mártir da Cruz, Irmã Teresa Benedita. Foi beatificada no dia 1º de Maio de 1987, em Colônia, e canonizada em 1999 pelo papa João Paulo II. O mesmo Papa a declarou, com Santa Catarina de Sena e Santa Brígida da Suécia, padroeira da Europa.

Fontes: 
cf.geocities.yahoo.com.br/monjascarmelitas
http://lacomunidad.elpais.com/blogfiles/daitor448/WS_1913-14_2.jpg 
http://www.irene-heise.com/images/edith_stein.jpg 
http://bibliobs.nouvelobs.com/blog/cinelivres/le-mystere-stein-et-moix
http://www.agoravox.fr/local/cache-vignettes/L351xH497/28067975-96c1c.jpg

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

São Domingos de Gusmão, O.P., 08 de Agosto


(Caleruega, Reino de Castela, 24 de Junho de 1170 - Bolonha, 6 de Agosto de 1221). Fundador da Ordem Dominicana.
Filho de Joana de Aza e Félix de Gusmão, Domingos nasceu na zona de fronteira do Reino de Castela. Seus pais pertenciam à pequena nobreza guerreira, encarregue de assegurar as praças militares da fronteira com o sul dominado ainda pelos muçulmanos.
Domingos, que teve desde cedo inclinação para a vida religiosa, vai em 1189 estudar para Palência, tornando-se, após a conclusão dos estudos membro em 1196, do cabido da sua Diocese natal, Osma.
Em 1203, o rei de Castela solicita ao bispo de Osma que este fosse negociar e trazer uma princesa da Dinamarca para se tornar esposa do seu filho, tendo Domingos sido companheiro de viagem do seu bispo, Diogo. Durante a viagem, Domingos ficou para sempre impressionado com o desconhecimento da doutrina cristã dos povos da Europa do norte, tornando-se-lhe evidente que se tornava necessário ir evangelizar aqueles povos, em especial um com que certamente contatou, os cumanos.
Em 1205, Domingos e Diogo, para conclusão do objetivo inicial, realizaram nova missão ao norte da Europa, tendo também efetuado uma peregrinação a Roma e a Cister. No sul de França, junto a Montpellier, encontraram legados do Papa que pregavam contra as heresias dos Albigenses e Cátaros. Estes dois grupos, defendiam uma vida apostólica, baseada na vida de Cristo e dos primeiros apóstolos. Um modo de vida simples, sem hierarquias que em tudo contrastava com o cerimonial, as hierarquias e poder financeiro e político de grande parte das estruturas da Igreja do seu tempo. Tiveram grande adesão popular em virtude do seu carisma e honestidade de vida. No entanto, tornaram-se heréticos, ao defenderem ideias contrárias aos fundamentos da Igreja, razão pela qual o Papa entendeu intervir, enviando delegados seus por forma a catequizar, pregar, converter e denunciar os erros dos heréticos.
Diogo e Domingos, perante a evidência das dificuldades sentidas na missão dos legados papais, convencem-nos a adoptar uma estratégia de simplicidade ao estilo apostólico e mendicante, pois que os Legados, até aí, deslocavam-se com grande pompa, criados, e riquezas. Os Legados deixam-se convencer, despachando para casa tudo o que fosse supérfluo, na condição que Diogo e Domingos os acompanhassem e os dirigissem na missão. O que estes fizeram. O Papa Inocêncio III, descobrindo virtualidades nesta nova forma de pregação, aprova a mesma e manda Diogo e Domingo para a “santa pregação”. Diogo, sendo bispo, por razão das suas responsabilidades e não podendo ficar muito mais tempo naquela região e regressou à sua diocese, falecendo pouco tempo depois. Domingos continuou na região, muitas vezes sozinho.

A pregação e o início da Ordem

Em 1206, um grupo de mulheres por si convertida do catarismo pedem-lhe apoio e ele encontra uma casa para elas morarem em Prouille, dá-lhes uma regra de vida, simples, de oração e reclusão, no que veio a ser a primeira comunidade religiosa dominicana de monjas de clausura. Domingos encarava esta comunidade como “ponto de apoio à santa pregação”, pois que aquelas religiosas, por intermédio da oração, seriam o apoio dos pregadores. Em 1208 encontra-se completamente sozinho na missão de pregar pelas localidades do sul de França. Em 1210 está na região de Toulouse, palco de violentos combates entre senhores feudais e heréticos cátaros.
Em 1214 está em Carcassonne onde assiste a duras batalhas entre as duas partes e onde começa a juntar um pequeno grupo de companheiros que com ele adotam a vida de pregadores itinerantes. No mesmo ano, torna-se pároco de Fanjeaux, localidade junto a Prouille e à sua comunidade feminina.
Em 1215, em Toulouse adota uma regra de vida para a sua comunidade de pregadores, obtendo a aprovação do Bispo local. No entanto, o seu objetivo era criar uma ordem religiosa que não ficasse restrita a uma local, a uma diocese, mas sim que tivesse um mandato geral, por forma a poder atuar em todos os territórios onde fosse necessário a evangelização. Dirige-se nesse mesmo ano a Roma, onde decorria o Concílio de Latrão por forma a obter o reconhecimento da sua Ordem. No entanto, o concílio, perante tantos e diferentes novos movimentos que surgiram um pouco por todo lado, e por forma a evitar a anarquia, decide proibir que sejam aceites novas ordens religiosas.
Aconselhado pelo Papa, e de regresso a Toulouse, Domingos e os seus companheiros estudam as várias Regras de vida religiosa já existentes e optam pela Regra de Santo Agostinho. Entretanto, o Papa Inocêncio III morre e Honório III torna-se Papa, sendo um admirador e amigo de Domingos e dos seus pregadores. Em 1216, Domingos volta a Roma com a sua Regra e a seu pedido, o Papa pede à Universidade de Paris o envio para Toulouse de alguns professores destinados ao ensino e à pregação. Entretanto, o Papa confirma a regra da Ordem dos Pregadores como religiosos “totalmente dedicados ao anúncio da palavra de Deus”. Logo após o reconhecimento da Ordem, Domingos envia os seus primeiros discípulos, dois a dois, a fundar novas comunidades em Paris, Bolonha, Roma e a Espanha. Domingos acreditava que apenas o estudo profundo da sagrada escritura poderia dar os meios necessários para uma pregação eficaz. Assim, envia os seus irmãos para as principais cidades universitárias do seu tempo, por forma a não só adquirem os conhecimentos necessários, como para agirem e recrutarem novos membros entre as camadas estudantis e intelectuais do seu tempo.

A fundação da Ordem

Em 1218 Domingos está em Roma, a visitar as novas casas, dirigindo-se depois para a Península Ibérica onde um dos seus primeiros companheiros, o português Soeiro Gomes tinha fundado algumas casas. No principio de 1219, Domingos vai a Paris e posteriormente volta a Itália.
Em 1220 reúne em Bolonha o primeiro Capítulo da Ordem, fazendo-se algumas alteração às respectivas constituições canônicas, estando presentes dezenas de frades vindos de muitos pontos distantes da Europa. É adotado o modelo de governo democrático, pelo qual todos os superiores de casas são eleitos por todos os membros da comunidade. Em 1221 funda em Roma o convento de monjas de São Sisto e realiza o segundo Capítulo da Ordem no qual esta passou a estar organizada em “províncias”. O modelo democrático estende-se a toda a Ordem, mediante o qual para cada Capítulo Geral participam por direito os Priores Provinciais e delegados eleitos por todas as comunidades, sendo que o Mestre Geral da Ordem é também eleito. São enviados irmãos pregadores para Inglaterra, Escandinávia, Polônia, Hungria e Alemanha.
Completamente desgastado pelo esforço, morre a 6 de Agosto, em Bolonha. É canonizado em 1234.

Fonte:

São Caetano de Thiene, Fundador dos Teatinos (+1547), 07 de Agosto






São Caetano nasceu na cidade de Vicenza, Itália, em Outubro de 1480. Pertencia a uma família de nobres; o pai, Conde Gaspar de Thiene e a mãe, Maria do Porto. Tinha dois irmãos: João Batista e Alessandro. O nome do nosso Santo foi dado por seu pai, tentando indicar um caminho a seguir, já que Caetano significa “homem das armas”. Um dia depois de seu nascimento, Caetano foi batizado e consagrado a Nossa Senhora.
Caetano e seus irmãos ficaram órfãos muito cedo. Sua mãe pertencia à Ordem terciária dos Dominicanos e foi a educadora e responsável por seus filhos. Sua infância aconteceu de forma tranqüila e normal, como a de qualquer outra criança. “Caetano crescia em sabedoria e graça...” Os históricos não falam muito de sua adolescência ou juventude. Aos vinte e dois anos foi laureado em Direito Civil e Canônico na Universidade de Pádua.
TRAÇOS CARACTERÍSTICOS: o abandono total nas mãos da DIVINA PROVIDÊNCIA (Mt 6,24-34); a CRUZ DESNUDA, como verdadeiro amor, levado à doação total; os EVANGELHOS foram para Caetano a alma de toda a reforma da Igreja, no clero e no povo de Deus; a EUCARISTIA foi o centro da sua vida dando energia a sua vida cristã, sacerdotal e religiosa, e NOSSA SENHORA DA PUREZA, que o iluminava e instigava a lutar pela sua limpeza de alma.
ORATÓRIO DO DIVINO AMOR: participava desse movimento, formado por leigos, Sacerdotes e Bispos e dedicavam-se a escuta da Palavra, à sua reflexão e as obras de caridade. Assim, Caetano lançou a idéia de formar um grupo de sacerdotes reformados, onde viveriam em comum, do comum e para o comum, segundo as primeiras comunidades apostólicas. Daí nasceu a ORDEM DOS CLÉRIGOS REGULARES TEATINOS.
Caetano trabalhou na corte pontifícia como protonatário apostólico do Papa Júlio II e, mais tarde, de Leão X. Ele, vendo a corrupção eclesiástica naquele tempo, viu que a Igreja precisava de uma imediata reforma “na cabeça e nos seus membros”. Ela consistia em uma reforma primeiramente pessoal, para depois, a partir de seus testemunho e exemplo, reformar os outros. Caetano coloca este tipo de reforma sob o lema ”renovar, renovando-se”.
Foi ordenado sacerdote em 30 de Setembro de 1516 e desse momento em diante Caetano dizia: ”Liguei minha vida à Cruz de Cristo.

Oração a São Caetano
Ó São Caetano, corajoso reformador da Igreja, tanto pela pregação como pelo exemplo, fazei de nossa Igreja cada dia mais santa, purificando-a de todo o joio e do todo o comodismo. Dai-lhe a coragem de desinstalar-se, para que seja serva do mundo, sem pensar em servir-se a si mesma.
Como a luz que brilha, não para iluminar a si mesma, mas a todos que estão em casa, assim seja nossa Igreja luz para o mundo e todos, vendo o nosso servir, glorifiquem o Pai que está nos céus.

Fontes:
http://www.matrizsagradafamilia.com.br/igreja_virtual_rezaconosco.htm

São Justo e São Pastor, 06 de Agosto

Catedral de São Justo e São Pastor em Narbona

Com alegria, toda a Igreja festeja neste dia, a Transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, a qual se encontra testemunhada nos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas. Neste fato bíblico, nós nos deparamos com o segredo da santidade para todos os tempos: "Este é o meu Filho bem-amado, aquele que me aprove escolher. Ouvi-o!" (Mc 9,7)

Sem dúvida, os santos que estamos lembrando hoje, somente estão no Eterno Tabor, por terem vivido esta ordem do Pai. Conta-se que eram jovens cristãos e estavam na escola, quando souberam que o perseguidor e governador Daciano acabara de entrar na cidade. Sendo assim, os santos Justo e Pastor, fugiram, mas foram pegos e entregues por pagãos ao grande perseguidor dos cristãos.

Diante do governador que estava sobre o seu cavalo, os corajosos discípulos de Cristo não recuaram diante das ameaças, tanto assim que, frente à possibilidade do martírio, a resposta de São Justo e Pastor foi um canto de felicidade. O governador, ridicularizado pela fé que transfigurava aqueles jovens, mandou que lhes cortassem as cabeças, isto ocorreu em Alcalá de Henares, em Castela, no ano de 304.

Santos Justo e Pastor, rogai por nós!


*História de Narbona:

Narbona (em francês: Narbonne, também chamada de Narbo ou Narbo Martius no tempo da Roma antiga) é uma cidade do sudoeste da França na região de Languedoc-Roussillon. Fica a 849 km de Paris no departamento de Aude, do qual é uma subprefeitura. Antes uma próspera cidade portuária, fica agora localizada a 15 km do litoral Mediterrâneo.

Narbona está ligada ao Canal du Midi e ao Rio Aude através do Canal de la Robine, que passa pelo centro da cidade.

Narbona foi a primeira colônia romana fora da Itália. Foi estabelecida na Gália em 118 a.C., com o nome de Colonia Narbo Martius. Localizava-se na Via Domitia, a primeira estrada romana na Gália, construída no tempo da fundação da colônia, e que conectava a Itália à Espanha. Entre 719 a 759 esteve sob domínio dos árabes, até que estes foram expulsos da cidade por Pepino o Breve.

Foram Viscondes de Narbona:

Aimeri I de Narbonne (1060 - 1105).

Aimeri II e de Narbonne (1080 - ?) (filho do primeiro).



Fontes:


http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/santo/index.php?&dia=6&mes=8&ano=2009


http://www.territorioscuola.com/wikipedia/pt.wikipedia.php?title=Narbona

Nossa Senhora da África / Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior, 05 de Agosto


A devoção a Nossa Senhora de África teria nascido a partir da presença portuguesa em Ceuta. Com efeito, o mais antigo lugar de culto com esta designação encontra-se naquela cidade do norte de África e a sua construção inicial data do século XV. O edifício, hoje santuário, foi reconstruído no século XVIII e nele se venera uma imagem, aparentemente bizantina, que uma tradição liga ao imperador Justiniano e ao governador desta província, Procópio. A invasão muçulmana teria interrompido o seu culto.

Outra tradição liga-a ao Infante D. Henrique, que a teria oferecido a Ceuta com o pedido para que todos os sábados se rezasse por sua alma. A tradição da "sabatina”, ainda hoje viva em Ceuta, poderia ter tal origem.
A imagem tem na mão um bastão com nós, oferecido pelo último governador português de Ceuta.
Outro pólo importante de irradiação da devoção a Nossa Senhora de África situa-se na Argélia e nasceu da devoção de duas missionárias francesas do século XIX. Indo ajudar o bispo local, não encontraram por aquelas terras nenhum santuário mariano. Por isso, colocaram uma pequena imagem da Virgem sobre uma oliveira nas proximidades de Argel. Pouco a pouco, o lugar transformou-se num centro de peregrinação por parte de numerosos devotos de Nossa Senhora. As piedosas mulheres recolheram dinheiro e construíram uma capela provisória em 1857.
O atual santuário foi concluído em 1872 sobre um promontório que domina o mar e a cidade de Argel. Numerosos são os peregrinos que o visitam.
Hoje em dia, a devoção a Nossa Senhora de África estende-se a numerosos países daquele continente. A iconografia representa-a, ora como uma mulher de tês morena, ora como uma negra, mas sempre com o Menino nos braços.

Basílica de Nossa Senhora da África, Alger - Argélia



Santuário de Nossa Senhora da África em Abidjan na Costa do Marfim


Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior
A festa recorda a dedicação da Basílica e o famoso “milagre da neve”, segundo o qual no dia 5 de Agosto de 358 nevou em pleno verão na pequena colina romana do Esquilino (uma das famosas sete colinas de Roma), como sinal extraordinário do convite da Virgem para que se construísse um templo em sua honra.
A tradição conta que, na noite de 5 de Agosto, a Virgem apareceu no meio da neve ao Papa Libério e ao patrício João e sua mulher, manifestando o desejo de que uma Capela em sua honra fosse construída no lugar em que tinha nevado durante essa noite. Conta a lenda que o próprio Papa traçou na neve a área de edificação do primeiro Santuário.
Um século depois, o Concílio de Éfeso (431) declarou Maria Santíssima como Mãe de Deus, e o Papa Sixto III (432-440) mandou construir a Basílica em honra da Virgem.

Fontes:

São João Maria Vianney, o Cura d'Ars, Presbítero (+ 1859), 04 de Agosto - Dia do Padre



Com admiração, alegramo-nos com a santidade de vida do patrono de todos os vigários, conhecido por Cura D'Ars. São João Maria Vianney nasceu em Dardilly, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período em que a França foi abalada pela Revolução Napoleônica.
Camponês de mente rude, proveniente de uma família simples e bem religiosa, percebia desde de cedo sua vocação ao sacerdócio, mas antes de sua consagração, chegou a ser um desertor do exército, pois não conseguia "acertar" o passo com o seu batalhão.
Ele era um cristão íntimo de Jesus Cristo, servo de Maria e de grande vida penitencial, tanto assim que, somente graças à vida de piedade é que conseguiu chegar ao sacerdócio, porque não acompanhava intelectualmente as exigências do estudo do Latim, Filosofia e Teologia da época (curiosamente começou a ler e escrever somente com 18 anos de idade).
João Maria Vianney, ajudado por um antigo e amigo vigário, conseguiu tornar-se sacerdote e aceitou ser pároco na pequena aldeia "pagã", chamada Ars, onde o povo era dado aos cabarés, vícios, bebedeiras, bailes, trabalhos aos domingos e blasfêmias; tanto assim que suspirou o Santo: "Neste meio, tenho medo até de me perder". Dentro da lógica da natureza vem o medo; mas da Graça, a coragem. Com o Rosário nas mãos, joelhos dobrados diante do Santíssimo, testemunho de vida, sede pela salvação de todos e enorme disponibilidade para catequizar, o santo não só atende ao povo local como também ao de fora no Sacramento da Reconciliação. Dessa forma, consumiu-se durante 40 anos por causa dos demais (chegando a permanecer 18 horas dentro de um Confessionário alimentando-se de batata e pão).
Portanto, São João Maria Vianney, que viveu até aos 73 anos, tornou-se para o povo não somente exemplo de progresso e construção de uma ferrovia – que servia para a visita dos peregrinos – mas principalmente, e antes de tudo, exemplo de santidade, de dedicação e perseverança na construção do caminho da salvação e progresso do Reino de Deus para uma multidão, pois, como padre teve tudo de homem e ao mesmo tempo tudo de Deus.

São João Maria Vianney, rogai por nós!

Fontes:

Santa Lídia de Tiatira, Comerciante (+ Século I), 03 de Agosto





Santa Lídia era judia e converteu-se ao cristianismo. Foi batizada por São Paulo em Filipos. Comerciante de púrpura, Lídia era natural de Tiatira, na Ásia. Em Atos dos Apóstolos temos esta passagem:
"Tenho embarcado em Trôade, seguimos em linha reta para Samotrácia. De lá, no dia seguinte, para Neápolis, de onde partimos para Filipos, cidade principal daquela região da Macedônia, e também colônia romana. Passamos nesta cidade alguns dias. Quando chegou o sábado, fomos para fora da porta, a um lugar junto ao rio, onde nos parecia haver oração. Sentados, começamos a falar às mulheres que se tinham reunido. Uma delas, chamada Lídia, negociante de púrpura, na cidade de Tiatira, e adoradora de Deus, escutava-nos."
O Senhor abriu-lhe o coração e foi inscrita na lista dos santos pelo cardeal César Barônio em 1607.

Fontes:

São Pedro Julião Eymard, Presbítero (+ 1868), 02 de Agosto



São Pedro Julião Eymard foi o fundador dos padres e das irmãs sacramentinas. Nasceu em Esère, França, no começo do século XIX. Filho de um comerciante, foi primeiro padre secular e depois membro da Sociedade de Maria (1839-1856).
Deixou a Sociedade de Maria para fundar a Congregação do Santíssimo Sacramento. Os últimos dias de sua vida foram cheios de contrariedades e de sofrimentos. Seus próprios religiosos já não demonstravam muita confiança nele. Ele consolava-se, então, com estas palavras:
"Eis-me aqui, Senhor, no Jardim das Oliveiras. Humilhai-me, despojai-me. Dai-me a cruz, contanto que me deis também o vosso amor e a vossa graça".

Fontes: