quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Beata Josefa Naval Girbès, Carmelita Terceira, 25 de Setembro



Josefa Naval nasceu em Algemesi, na diocese de Valência, Espanha, a 11 de Dezembro de 1820. Desde a adolescência se consagrou, para sempre, ao Senhor. Percorreu o caminho da oração e da perfeição evangélica numa vida simples e de ardente caridade. Dedicou-se com generosidade às obras de apostolado no ambiente da sua comunidade paroquial. Fez da sua casa uma oficina e uma escola de oração e de virtudes evangélicas, onde se formaram muitas jovens e mulheres na sabedoria humana e espiritual.
Acorria todos os dias à igreja, para a celebração da Eucaristia, tratando também com carinho os paramentos e os altares. Recordando a palavra de Cristo que nos mandou ser luz para iluminar a todos, procurava todas as oportunidades para falar de Deus. Em sua casa organizava reuniões para as mães, ajudando-as na formação familiar e cristã. Encaminhava para a virtude, as mulheres que se haviam apartado do reto caminho. Admoestava com prudência a todos que necessitavam de orientação. No entanto, os seus cuidados primorosos eram a educação humana e religiosa das jovens; para elas abriu, mais tarde, uma escola gratuita de bordados, trabalho no qual era muito entendida. Aquela escola transformou-se num centro de convívio fraterno, de oração e louvor a Deus onde se estudava de forma aprofundada a Sagrada Escritura. Josefa Naval cultivava com fervor a vida interior, a oração, a meditação e a fortaleza nos trabalhos da vida. Era grande a sua devoção à Eucaristia, à Virgem Maria e aos Santos.
Josefa era membro da Ordem Terceira do Carmo Descalço, agora chamada Ordem Secular. A Ordem Carmelita, como família de Maria, agrupa ao redor de Nossa Senhora do Monte Carmelo, inúmeros filhos: uns vivem a sua vocação no claustro do convento, os frades e as freiras; outros vivem em outras congregações de religiosas e religiosos que se alimentam na espiritualidade carmelitana; outros ainda, constituem uma numerosa multidão de homens e mulheres, rapazes e moças que, fazendo no mundo a sua vida normal e nele permanecendo, se alimentam e vivem a vida carmelita, unidos a esta família. São também eles Carmelitas e constituem parte integrante da Ordem. Estes laços são distintos. Vão desde a amizade, passando pelo uso do Escapulário, até chegar aos Carmelitas Seculares ou Terceiros que, como os religiosos, fazem também os votos de pobreza, obediência e castidade.
Josefa Naval era uma Carmelita Secular, e como tal sentia-se verdadeira carmelita, um membro vivo da Ordem Secular do Carmo. No conhecimento de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz e no seguimento da Virgem do Carmo bebeu ela o segredo da sua santidade. Tornou-se, por isso, a primeira flor amadurecida e reconhecida como santa na Ordem Secular do Carmo, fundado por Santa Teresa e São João da Cruz. Morreu piedosamente no Senhor a 24 de Fevereiro de 1893. O seu corpo conserva-se na igreja Paroquial de São Jaime, à qual ela serviu com muita dedicação, carinho e esmero.

Oração:
Ó Deus, que pusestes no mundo a força do Evangelho como fermento de renovação, concedei aos irmãos dedicados às coisas seculares a graça de cumprirem sempre, no mundo, a vossa vontade, e que, pelo exemplo e intercessão da bem-aventurada Josefa Naval, instaurem sem descanso o vosso Reino através do cumprimento fiel dos seus deveres temporais com fervoroso espírito cristão.

Fontes:

Beata Rita Amada de Jesus, Religiosa, Fundadora / São Vicente Maria Strambi, Bispo, 24 de Setembro


Beata Rita Amada de Jesus
Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Março de 1848 num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu – Portugal. Com muito poucos dias de idade recebe o batismo e foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso onde à noite se fazia leitura espiritual e, desde criança, manifestou ela mesma uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e carinho pelo Papa que, por essas alturas, vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois, espoliado dos Estados Pontifícios.
A maçonaria, que, em Portugal, na década de trinta se apoderou dos bens eclesiásticos, mandara encerrar todas as casas religiosas masculinas e nas femininas proibia a admissão de qualquer Noviça, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade. Além disso, muitos bispos e até sacerdotes descuravam os seus deveres, pelas constantes lutas políticas em que se viam envolvidos.
No lar desta jovem, todos, a começar pelos pais, sentiam a ânsia de uma autêntica vivência cristã e desejo de comunicá-la a outros. Deus fez nascer em Rita a vocação missionária para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer apostolado entre em prol da família. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; e ensinava a rezar o terço e espalhar a vontade sincera de imitar Nossa Senhora. Encontrava pessoas de vida menos exemplar e fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. Não tardaram ameaças de morte e até houve um homicídio frustrado.
À oração juntou a penitência. Nas vindas a Viseu, começou a contatar as Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus e conseguiu delas alguns “instrumentos de mortificação”. Cedo deu conta, juntamente com seu confessor, de que Jesus a chamava à vida de consagrada, numa época impossível pelas leis ainda vigentes que proibiam admissões de Noviças. Rita continuava no mundo, entregue ao apostolado, às mortificações, esperançada de que haveria de alcançar a consagração total a Deus e rejeitando peremptoriamente pretendentes, alguns deles ricos, porque no seu íntimo já era “consagrada”. Fazia a Comunhão Reparadora; crescia no fervor eucarístico, na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e no forte desejo de salvar almas, tornando-se missionária e apóstola. Comungando no apostolado de Rita, os pais chegaram a albergar em sua casa mulheres desejosas de conversão e de mudar de atitudes e comportamentos morais com que tinham contribuído para a destruição de famílias.
Com cerca de 20 anos viu que era imperioso consagrar-se a Deus na Vida Religiosa. Confidenciava muito com sua mãe e o pai, embora muito piedoso, por sentir por aquela filha uma oculta predileção, opunha-se a este desiderato. Porque importa obedecer mais a Deus que aos homens, Rita não esmoreceu e finalmente aos 29 anos conseguiu entrar num convento de Religiosas, a única Congregação permitida em Portugal por ser estrangeira e se dedicar apenas à assistência. Ao confrontar o carisma daquelas Irmãs com o que lhe ia na alma, deu conta que não se coadunava com o gênero de apostolado para que se sentia inclinada. O Diretor Espiritual da Comunidade a quem se abria inteiramente verificou qual era a vontade de Deus a respeito daquela Aspirante: recolher e educar meninas pobres e abandonadas. Rita deixou aquelas Religiosas de origem francesa e, ainda de acordo com o Revº P. Francisco Pereira S.J., procurou meios de melhor se preparar para o futuro e urgente desempenho da sua especial missão. Deu entrada num colégio onde pôde aprender ao vivo como lidar com as exigências estatais e religiosas.
Rita, humanamente rica de predicados e virtudes, profundamente piedosa, levada pelo desejo de cumprir a vontade de Deus a seu respeito, deixando-se guiar pelo Diretor Espiritual, ao sair do Colégio, aos 32 anos, conseguiu vencer as dificuldades de natureza política e até religiosa para fundar a 24 de Setembro de 1880, na paróquia de Ribafeita, um colégio e simultaneamente o Instituto das Irmãs de Jesus Maria José, seguindo o lema da Sagrada Família de Nazaré. Em breve espaço de tempo, estendeu a Obra de apostolado a outras Dioceses de Portugal; mas nas Dioceses de Viseu, Lamego e Guarda as autoridades políticas concelhias procuraram por todos os meios obrigá-la a encerrar a Obra. Não lhe faltaram também dificuldades econômicas e ainda internas com uma das suas religiosas. Porém, no ano de 1910, a implantação da República desencadeou perseguição feroz contra a Igreja, apoderou-se dos bens que o Instituto possuía, aboliu novamente as Ordens Religiosas e Madre Rita teve que se refugiar na terra natal. Daqui conseguiu localizar algumas Irmãs dispersas, aos poucos reagrupá-las numa humilde casa e pôde salvar o Instituto, enviando-as depois em grupos para o Brasil. Lá continuaram o carisma da Fundadora que faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos últimos Sacramentos. O funeral para o cemitério paroquial, presidido pelo Vigário Geral da Diocese, foi antes uma ação de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo.
cf.www.vaticano.va


São Vicente Maria Strambi
Em 1768, jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito e biógrafo de seu fundador, Paulo da Cruz. Dedicou-se com grande sucesso às pregações populares, até que foi feito bispo de Macerata e Tolentino.
Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios e, em conseqüência, foi desterrado durante 7 anos. Já idoso, renunciou ao bispado e passou os últimos tempos de vida em Roma, como conselheiro e diretor espiritual do Papa Leão XII. Ofereceu a sua vida a Deus para que esse Papa, gravemente enfermo, não morresse, e foi atendido: Vicente Maria morreu e o Papa recuperou a saúde.

Fontes:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

São Padre Pio de Pietrelcina, 23 de Setembro


Conhecendo um pouco o 
Padre Pio de Pietrelcina:
Desde pequeno, Francisco Forgione era de profunda oração. Menino calado, raríssimas vezes aceitava estar com amigos para brincar, pois eles sempre falavam blasfêmias e, isso doía muito em seu coração. Nas horas de folga, sempre que podia, ia à Igreja de São Pio V para rezar. Outras vezes, gostava de estar sozinho para rezar, sentado embaixo de uma árvore, num recanto da propriedade de sua família.
Foi aos cinco anos que ele decidiu que queria ser franciscano. O hábito e o modo de vida de São Francisco o encantavam.
Desde cedo, sua aspiração de santidade foi de travar grandes batalhas entre a carne e o demônio, que, já na infância, lhe aparecia em sonhos em formas horríveis. Mais tarde, ao longo de sua vida, ele apareceu de maneira direta.
Penitência e mortificação o acompanharam durante toda a sua vida. Certa vez, sua mãe o encontrou ainda menino dormindo no chão, onde somente havia uma pequena almofada, e pensou, por quantas noites ele já não teria feito aquilo.
Porém, Deus nunca o abandonou e lhe foram proporcionadas visões consoladoras de Jesus, Nossa Senhora e de seu anjo da guarda. Certa vez, após a comunhão, ele se viu num grande salão entre dois grupos de pessoas. O primeiro grupo com semblante tranqüilo e o segundo com aparência terrível. Mas ao fundo do salão apareceu Jesus que veio dar-lhe forças. Viveu os três votos evangélicos: a pobreza, a castidade e a obediência.

Alguns pensamentos do Padre Pio:
- "Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus".
- "Menosprezai vossas tentações e não vos demoreis nelas. Imaginai estar na presença de Jesus. O crucificado se lança em vossos braços e mora no vosso coração. Beijai-Lhe a chaga do lado, dizendo: ‘Aqui está minha esperança; a fonte viva da minha felicidade. Seguro-vos, ó Jesus, e não me aparto de vós, até que me tenhais posto a salvo’".
- "O amor é a rainha das virtudes. Como as pérolas se ligam por um fio, assim as virtudes, pelo amor. Fogem as pérolas quando se rompe o fio. Assim também as virtudes se desfazem afastando-se o amor".
- "É preciso amar, amar e nada mais".
- "Quando Jesus vem a nós na santa comunhão, encontra alegria em Sua criatura. Por nossa parte, procuremos Nele a nossa alegria."
- "O santo silêncio nos permite ouvir mais claramente a voz de Deus".
- "Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma".
- "Quanto mais te deixares enraizar na santa humildade, tanto mais íntima será a comunicação da tua alma com Deus".
- "Resigna-te a ser neste momento uma pequena abelha. E enquanto esperas ser uma grande abelha, ágil, hábil, capaz de fabricar bom mel, humilha-te com muito amor perante Deus e os homens, pois Deus fala aos que se mantêm diante dele humildemente".
- "Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus".
- "As almas não são oferecidas como dom; compram-se. Vós ignorais quanto custaram a Jesus. É sempre com a mesma moeda que é preciso pagá-las".
- "Imitemos o coração de Jesus, especialmente na dor, e assim nos conformaremos cada vez mais e mais com este coração divino para que, um dia, lá em cima no Céu, também nós possamos glorificar o Pai celeste ao lado daquele que tanto sofreu".
- "O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade".
- "O trabalho é tão sagrado como a oração".
- "A maior alegria de um pai é que os filhos se amem, formem um só coração e uma só alma. Não fostes vós que me escolhestes, mas o pai celeste que, na minha primeira missa, me fez ver todos os filhos que me confiava".
- "Rezai e continuai a rezar para não ficardes entorpecidos".
- "As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam".
- "O homem sem Deus é um ser mutilado".
- "Deus nunca me recusou um pedido".

Fontes:
http://www.science-et-magie.com/archives02num/sm52/images52/padrepio02.jpg

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

S. Maurício e Companheiros (Soldados Romanos), Mártires, 22 de Setembro



Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito. Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo no território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana recusaram-se e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=38155&language=PT&img=&sz=full

domingo, 20 de setembro de 2009

São Mateus, Evangelista, Apóstolo de Cristo, 21 de Setembro


Trata-se de um dos apóstolos, homem decidido e generoso desde o primeiro momento da sua vocação. É também evangelista - o primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a mensagem messiânica de Jesus.
Era judeu. Exercia as funções de cobrador de direitos de portagem, ao serviço de Herodes Antipas. Um dia, Jesus saía de Cafarnaum em direção ao Lago, olhou para ele com atenção e disse-lhe: "Mateus, segue-me". E Mateus seguiu-o e foi generoso ao seguir o chamamento e agradecido ao mesmo tempo. Acompanhou sempre o Salvador. Foi testemunha da Ressurreição, assistiu à Ascensão e recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes.
A glória principal de São Mateus é o seu Evangelho, escrito primeiro em aramaico e traduzido pouco depois para o grego.

Fontes:
cf.www.ecclesia.pt

sábado, 19 de setembro de 2009

Beato Maximino Giraud, Vidente de Nossa Senhora da Salette (França), 20 de Setembro




Maximino Giraud nasceu em Corps, aos 26 de agosto de 1835. Sua mãe, Ana Maria Templier, é originária da região. Seu pai, Germano Giraud, é proveniente de uma região próxima. Maximino tinha dezessete meses quando sua mãe morreu, deixando também uma menina de oito anos, Angélica. Pouco depois, o Sr. Giraud casa novamente.

Maximino foi crescendo sem rumo. O pai, armador de carroças, vivia na oficina ou no botequim. Sua esposa não tinha afeição alguma pelo garoto, que era muito vivo, mas descuidado. Ele não conseguia parar em casa, vivia perambulando nas ruas de Corps, atrás das diligências e carroças, ou andando pelas estradas com uma cabra e um cão. O garoto é muito arteiro, com um olhar vivo sob uma negra cabeleira desgrenhada, e uma língua muito solta...

Durante a Aparição, enquanto a Bela Senhora se dirigia a Melânia, girava o chapéu no alto do cajado, ou, com outra ponta deste, brincava com as pedrinhas do solo em torno dos pés da Bela Senhora. "Nenhuma a tocou!", respondeu ele, espontaneamente, a seus inquiridores. Era cordial, desde que se sentisse amado, porém sabia ser malicioso quando alguém implicava com ele.

Sua adolescência foi difícil. Nos três anos seguintes à Aparição, perdeu seu meio-irmão João Francisco, a madrasta Maria Court, e seu pai, o carpinteiro Geraud. Foi posto sob a tutela do irmão de sua mãe, o Tio Templier, um homem rude e interesseiro. Na escola, sua evolução nos estudos era regular. A Irmã Santa Tecla, que o acompanha de perto, chamava-o de "a eterna agitação". Acrescentem-se a isso as pressões exercidas pelos peregrinos e curiosos.

Nessas circunstâncias, alguns legitimistas (partidários da monarquia), ligados a um pretenso filho de Luís XVI, queriam manipulá-lo para fins políticos. Maximino, numa atitude de defesa, procurou ludibriá-los. Contra os conselhos do Pároco de Corps e desrespeitando a interdição do Bispo de Grenoble, os legitimistas conduziram o adolescente à diocese de Ars. Maximino não gostava da companhia deles, mas aproveitou a ocasião para conhecer este local. Foram recebidos pelo imprevisível Padre Raimundo que, logo de início, tratou o fato de La Salette como trapaça, e os videntes como mentirosos.

Durante a manhã de 25 de setembro de 1850, o Cura d'Ars encontrou-se por duas vezes com Maximino, uma na sacristia, e outra no confessionário, mas sem confissão. Que poderá ter-lhe contado esse adolescente exasperado? O resultado é que, durante anos, o santo Cura d'Ars duvidou e sofreu. Demorou alguns anos para ele mesmo aceitar o fato e reencontrar a paz. Quanto a Maximino, mesmo afirmando que jamais se desmentiu, teve muitas dificuldades em justificar seu comportamento. Basta enumerar os locais por onde passou para se avaliar a que ponto o jovem Maximino viveu de cá para lá: do seminário menor de Grenoble (Le Rondeau) à Grance Chartreuse, do tratamento médico em Seyssin a Roma, de Dax a Aire-sur-Adour a Vésinet, depois do colégio de Tonnerre a Petit Jouy em Josas perto de Versailles e a Paris.
Seminarista, empregado num asilo, estudante de medicina falhando ao bacharelado, trabalha numa farmácia, engaja-se como guarda-pontíficio, rescindindo o contrato após seis meses e voltando a Paris. O jornal "La Vie Parisienne" (“A Vida Parisiense”) atacou La Salette e os dois videntes.
Maximino apresentou queixa e obteve uma retificação. Em 1866 publicou um opúsculo: "Minha profissão de fé a respeito da Aparição de Nossa Senhora de La Salette". Nesse período, o Sr. e a Sra. Jourdain, um casal devotado ao serviço de Maximino, assegura-lhe certa estabilidade e paga suas dívidas a ponto de se arruinar. Maximino aceita, então, associar-se a um comerciante de licores que faz uso de sua notoriedade para aumentar a venda de seus produtos. O imprevidente Maximino não encontra ali satisfação. Em 1870 foi mobilizado a servir no Forte Barrau, em Grenoble. Por fim, volta a Corps, onde o casal Jourdain vem a seu encontro. Os três vivem pobremente, ajudados pelos padres do Santuário, com a aprovação do Bispado.
Em novembro de 1874, Maximino sobe ao local de peregrinação de La Salette. Diante de um auditório particularmente atento e comovido, apresenta a narrativa da Aparição como o fizera desde o primeiro dia. Será a última vez. A 2 de fevereiro de 1875, vai igualmente pela última vez, à Igreja Paroquial. Na tarde de 1º de março, Maximino se confessa, recebe a Eucaristia bebendo um pouco de água de La Salette para engolir a hóstia. Cinco minutos mais tarde entrega sua alma a Deus. Não completara quarenta anos ainda. Seus restos mortais repousam no cemitério de Corps, mas seu coração se encontra na Basílica de La Salette, perto do teclado do órgão. Era sua última vontade, para assim marcar seu apego à Aparição: "Creio firmemente, mesmo a preço de meu sangue, na célebre aparição da Santíssima Virgem sobre a Montanha de La Salette, a 19 de setembro de 1846. Aparição que defendi por palavras, por escritos e por sofrimentos... Com este sentimento dou aqui meu coração a Nossa Senhora de La Salette".
A 19 de setembro de 1855, Dom Ginoulhiac, novo Bispo de Grenoble, assim resumia a situação: "A missão dos pastores chegou ao fim, a da Igreja começa". Inúmeros são hoje os homens e mulheres de todas as raças e países, que encontraram na mensagem de Nossa Senhora de la Salette o caminho da conversão, o aprofundamento da própria fé, o dinamismo para a vida quotidiana, as razões do próprio engajamento com e no Cristo a serviço dos outros.

Fontes:

São Francisco Maria de Camporosso, Religioso (1804-1866), 19 de Setembro




Francisco nasceu em Camporosso, pequena aldeia da Ligúria, na diocese de Albenga, a 27 de dezembro de 1804. Seus pais chamavam-se Anselmo Criese e Maria Antônia Gazzo.
Sendo pastor de ovelhas ouviu, certo dia, o convite de um capuchinho e entrou no convento de Sestro Ponente, onde vestiu o hábito de irmão terceiro. Porém, não se sentia satisfeito. Uma voz interior não o deixou em paz até que teve a alegria de vestir o hábito capuchinho.
Fez o noviciado no convento de São Bernardo de Gênova. Após a profissão, foi destinado ao Convento da Santíssima Conceição, em Gênova, onde permaneceu até morrer. Destinado ao serviço humilde de cozinheiro e enfermeiro, tornou-se notável por particular fidelidade ao seu dever e por ímpar generosidade. Os superiores destinaram-no, depois, ao ofício de esmoleiro que o levava a percorrer, todos os dias, as ruas da cidade que transformaria em lugar de incessante colóquio com Deus.
Seu exemplo converteu-se rapidamente em motivo de admiração porque suas palavras simples e espontâneas tinham sempre o segredo de dar conforto a todos os sofrimentos. Realizou este trabalho durante 40 anos. Francisco Maria, entretanto, não esqueceu seu antigo trabalho de pastor porque, a partir desse momento, o rebanho por ele cuidado e conduzido era o dos mais miseráveis e abandonados da população de Gênova, e os pastos eram as ruas, as estradas e o porto da cidade velha. Aqui, o capuchinho de Camporosso, esmoleiro do convento, converteu-se no padre santo, como era geralmente chamado e conhecido pelos seus insólitos e freqüentemente pouco recomendáveis interlocutores, habitantes das barracas e de ambientes bastante suspeitos.
Sereno em toda a parte, na igreja como nas tabernas cheias de fumo e vinho; sempre afetuoso com os irmãos, os jovens, os descarregadores do porto, os criminosos, este padre santo, em suas andanças pela cidade, esforçava-se por realizar duplo objetivo: pedir esmola e – o mais importante e delicado – tentar aproximar de Deus as almas de todos os que encontrava pelo seu caminho. Pouco importava que os encontros fossem, por vezes, agressivos quando se tratava de pessoas facilmente propensas aos ultrajes. Estas dificuldades não faziam desaparecer a bondade e transparência deste irmão capuchinho a quem todos, mais cedo ou mais tarde, acabavam por se ligar com muito amor.
Em 1866, durante uma epidemia na cidade, ofereceu-se a Deus como vítima para que fossem salvos os outros. Pouco depois, foi vitimado pelo mal e logo a seguir a epidemia acabou. Morreu com 62 anos, aos 17 de setembro de 1866. O Papa João XXIII o canonizou a 9 de dezembro de 1962.

ORAÇÃO
"Senhor, que em São Francisco Maria de Camporosso, vosso humilde servo, nos destes um exemplo singular de verdadeira caridade, fazei que, à sua imitação e com a vossa ajuda, nos entreguemos gene- rosamente ao serviço do nosso próximo. Por Cristo nosso Senhor. Amém."

Fonte:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Beato José Kut, Sacerdote, Mártir (+1942), 18 de Setembro

Nasceu em Slawin, Polônia, em 21 de janeiro de 1905. Fez seus estudos em Ostrowo, entrando posteriormente para o seminário de Poznan. 
Seguiu sua formação em Gniezno e, após sua ordenação, tornou-se  sacerdote da diocese de Poznan, em 1929.
Em 1936, foi nomeado pároco da paróquia de Santo Estanislau, em Goscieszyn-sur-Obra. Em outubro de 1941, Padre Joseph Kut foi preso pela Gestapo durante a ocupação da Polônia pelo III Reich (durante a II Guerra Mundial), sendo deportado, em seguida, para o campo de concentração de Dachau.
As condições durante o cárcere acabaram com o Padre Joseph. As autoridades nazistas propuseram-lhe, então, a liberdade, sob a condição de que renegasse a sua fé e renunciasse ao sacerdócio. Ele recusou. Seus companheiros de cativeiro viram-no morrer “como um santo”, aos 37 anos, em conseqüência dos maus tratos sofridos, pouco mais de um ano após sua prisão.
Padre Joseph (José) Kut está entre os cento e oito mártires da Polônia, vítimas da perseguição nazista, beatificados pelo Papa João Paulo II em Varsóvia, em 13 de junho de 1999.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Santa Hildegarde de Bingen, Religiosa, Mística / São Roberto Belarmino, Jesuíta, Cardeal, Doutor da Igreja, 17 de Setembro




Santa Hildegarde de Bingen

Assistida por um monge e uma irmã, Santa Hildegarde recebe uma deslumbrante visão do Céu. A imagem simboliza importantes revelações que ela, apressadamente, transcreve em tábuas de cera.

(+1179) Hildegarde era de uma nobre família germânica. Muito jovem, foi confiada ao convento de Disbodenberg, um monastério misto, às margens do Reno, onde monges e monjas cantavam hinos de louvor a Deus em construções comunitárias.



São Roberto Belarmino

Nasceu no ano de 1542 em Montepulciano, na Toscana. Entrou na Companhia de Jesus em Roma e foi ordenado sacerdote. Sustentou célebres disputas em defesa da fé católica e ensinou Teologia no Colégio Romano.
Eleito cardeal e nomeado bispo de Cápua, contribuiu com a sua atividade junto das Congregações Romanas para a resolução de numerosos problemas. Morreu em Roma no ano 1621.

Fontes:
www.liturgia.pt

terça-feira, 15 de setembro de 2009

São Victor III, Papa, 16 de Setembro


O Papa Vitor III (Dauferio de Fausi, * Benevento, 1026? – † Roma, 16 de Setembro de 1087) era monge beneditino. Exerceu o seu pontificado de 24 de Maio de 1086 até à data da sua morte.
Filho do príncipe Landolfo V de Benevento, aos 13 anos entra no mosteiro de Montecassino e em 1059 foi nomeado cardeal pelo Papa Gregório VII, de quem se converteu em firme aliado. Diz-se que este lhe recomendou como seu sucessor no seu leito de morte, embora, segundo outros, Gregório VII preferiria ser sucedido pelo francês Odo de Lagery, futuro Papa Urbano II.
Foi eleito como novo Papa em Maio de 1086, algo que o incomodou profundamente, pelo que tentou atrasar a sua consagração como Pontífice. Devido a isto, não acedeu realmente ao trono pontifício até 9 de Maio de 1087, e quando o fez abandonou Roma e retirou-se para Montecassino. Isto foi aproveitado pelo Antipapa Clemente III para aumentar o seu poder em Roma, pelo que quando Vítor III retornou a Roma (devido sobretudo às pressões da condessa Matilde de Toscana) teve que abandoná-la novamente pouco tempo depois.
Em Agosto de 1087 presidiu a um sínodo em Benevento no qual excomungou Clemente III, proibiu a questão das investiduras e promoveu uma ação armada contra os muçulmanos do norte de África, um precedente do que seriam depois as Cruzadas. Caiu enfermo durante o sínodo e retirou-se pela última vez para Montecassino, onde faleceu. O seu sucessor foi Urbano II.

Fontes: