quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Santa Claudina Thévenet, Fundadora da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, 30 de Setembro



Foi solenemente canonizada no dia 21 de Março de 1993 esta Serva de Deus, que nasceu em Lion, na França, a 30 de Março de 1774. Fora beatificada a 4 de Outubro de 1981. Na homilia desse dia, João Paulo 11 relata-nos as angústias por que passou a bem-aventurada:
"Teve a adolescência perturbada pela revolução francesa que agitou tão violentamente a sua cidade natal. Numa manhã de Janeiro de 1794, esta jovem de 19 anos reconhece os seus dois irmãos, Luís e Francisco, num cortejo de condenados à morte. Tem a coragem de os acompanhar até ao lugar do suplício e de recolher as últimas palavras deles: 'Glady, perdoa, como nós perdoamos!'. Este fato foi sem dúvida elemento determinante da vocação de Claudina, já tão compassiva diante das misérias acumuladas pela tempestade revolucionária. Pensa em tomar-se mensageira da misericórdia e do perdão de Deus numa sociedade destroçada, e dedicar a própria vida à educação dos jovens, sobretudo dos mais pobres, cujo estado de abandono ultrapassa a imaginação. Por isso, com o apoio esclarecido do padre Coindre, Claudina funda em 1816 uma Piedosa União, que virá a ser dois anos mais tarde a Congregação de Jesus e Maria".

A seguir, o Santo Padre faz o ponto da situação do novo Instituto:
"Hoje, para o maior prazer da Igreja, as Filhas da Madre Thévenet são mais de 2000, presentes em todos os continentes e vivendo verdadeiramente do seu espírito. Escolas e colégios, lares para jovens e para pessoas idosas, pastoral catequética e familiar, dispensários e casas de oração, não têm senão uma finalidade: levar a que se conheçam Jesus e Maria, trabalhando ao mesmo tempo na promoção social dos pobres".
AAS 84 (1992) 482-4; L'OSS. ROM 11.10.1981.

Fontes:

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael, 29 de Setembro


O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões: Miguel, Gabriel e Rafael, para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.
Esses três arcanjos, representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao torno de Deus e são seus mensageiros dos “Decretos Divinos”, aqui na Terra.





Miguel, que significa “Ninguém é como Deus”, ou “Semelhança de Deus”, é considerado o Príncipe guardião e guerreiro, Defensor do trono celeste e do povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus. Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Sagrada Escritura, que narramos na sua página. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.



Gabriel, seu nome significa “Deus é meu protetor” ou “Homem de Deus”. É o Arcanjo anunciador por excelência das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Padroeiro da Diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones. Comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Na sua página descrevemos com detalhes as suas aparições citadas na Bíblia. Além, da missão mais importante e jamais dada a uma criatura, que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Motivo que o fez ser venerado, inclusive no islamismo.



Rafael, cujo significado é “Deus te cura” ou “Cura de Deus”, teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobias, no Antigo Testamento, em sua viagem, como seu segurança e guia. Foi o único que habitou entre nós, esta passagem pode ser lida na página dedicada a ele. Guardião da saúde e da cura física e espiritual, é considerado também o chefe da ordem das virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.

A Igreja Católica considera esses três arcanjos, poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as atribulações do quotidiano eles costumam nos aconselhar e auxiliar, além é claro, de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da divina providência. Preste atenção, ouça e não deixe de rezar para eles.

Fontes:

São Lourenço Ruiz e Companheiros, Mártires, 28 de Setembro

No Século XVII (1633-1637), na cidade de Nagasaki, do Japão, derramaram o seu sangue por amor de Cristo dezesseis mártires: Lourenço Ruiz e seus Companheiros. Este grupo de mártires, da Ordem de São Domingos ou a ela associados, é constituído por nove presbíteros, dois religiosos, duas leigas celibatárias e três leigos, entre os quais se conta Lourenço Ruiz, chefe de família, natural das Filipinas.
Todos eles, em tempos e circunstâncias diversas, dilataram a fé cristã nas Filipinas, na Formosa e no Japão, manifestando de modo admirável a universalidade da religião cristã e, como invencíveis missionários, espalharam a semente da futura cristandade com o exemplo da sua vida e da sua morte. Foram canonizados pelo Papa João Paulo II a 18 de Outubro de 1987.

Fontes:


domingo, 27 de setembro de 2009

São Vicente de Paulo, Presbítero, 27 de Setembro



Vicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.
Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio "dono", que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.
Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.
Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.
Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a "Confraria das Damas da Caridade", os "Servos dos Pobres", a "Congregação dos Padres da Missão", conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as "Filhas da Caridade", em 1633.
Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: "Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto", morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.
Canonizado em 1737, São Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados.

Fontes:

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

São Cosme e São Damião, Médicos, Mártires, 26 de Setembro


São Cosme e São Damião sofreram martírio em Ciro (na Síria), provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV. A data de 27 de Setembro corresponde provavelmente à dedicação da basílica que o papa Félix IV mandou construir em honra deles no Foro Romano; e é ainda meta mais de turistas que de devotos, pelo esplêndido mosaico que lhe decora a absídia. Sabemos que os dois irmãos curavam "todas as enfermidades, não só das pessoas, mas também dos animais", fazendo tudo gratuitamente. Em grego são chamados de "anargiros", isto é, sem dinheiro.

Os dois irmãos foram colocados no paredão para que quatro soldados os atravessassem com setas, mas "os dardos voltavam para trás e feriam a muitos, porém os santos nada sofriam". Foram obrigados a recorrer à espada para a decapitação, honra reservada só aos cidadãos romanos e somente assim os dois mártires, juntamente com outros três irmãos, puderam prestar seu testemunho a Cristo.

Seus restos mortais, segundo consta, encontram-se em Ciro na Síria, repousando numa basílica a eles consagrada. Da Síria o seu culto alcançou Roma e dali se espalhou por toda a Igreja do Ocidente.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090926&id=10981&fd=0
http://pagesperso-orange.fr/orthodoxie/textes/feteStCosmeStDamien.html
http://www.musetrek.com/files/photologue/photos/r3-4_Le_Martyre_des_Saints_Cosme_et_Damien_.jpg 
http://4.bp.blogspot.com/_HWVYjFrHd34/RiZ2rD2ruJI/AAAAAAAAAAM/Qfh5Zen-qkA/s1600-h/Sts+Côsme+et+Damien.jpg

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Beata Josefa Naval Girbès, Carmelita Terceira, 25 de Setembro



Josefa Naval nasceu em Algemesi, na diocese de Valência, Espanha, a 11 de Dezembro de 1820. Desde a adolescência se consagrou, para sempre, ao Senhor. Percorreu o caminho da oração e da perfeição evangélica numa vida simples e de ardente caridade. Dedicou-se com generosidade às obras de apostolado no ambiente da sua comunidade paroquial. Fez da sua casa uma oficina e uma escola de oração e de virtudes evangélicas, onde se formaram muitas jovens e mulheres na sabedoria humana e espiritual.
Acorria todos os dias à igreja, para a celebração da Eucaristia, tratando também com carinho os paramentos e os altares. Recordando a palavra de Cristo que nos mandou ser luz para iluminar a todos, procurava todas as oportunidades para falar de Deus. Em sua casa organizava reuniões para as mães, ajudando-as na formação familiar e cristã. Encaminhava para a virtude, as mulheres que se haviam apartado do reto caminho. Admoestava com prudência a todos que necessitavam de orientação. No entanto, os seus cuidados primorosos eram a educação humana e religiosa das jovens; para elas abriu, mais tarde, uma escola gratuita de bordados, trabalho no qual era muito entendida. Aquela escola transformou-se num centro de convívio fraterno, de oração e louvor a Deus onde se estudava de forma aprofundada a Sagrada Escritura. Josefa Naval cultivava com fervor a vida interior, a oração, a meditação e a fortaleza nos trabalhos da vida. Era grande a sua devoção à Eucaristia, à Virgem Maria e aos Santos.
Josefa era membro da Ordem Terceira do Carmo Descalço, agora chamada Ordem Secular. A Ordem Carmelita, como família de Maria, agrupa ao redor de Nossa Senhora do Monte Carmelo, inúmeros filhos: uns vivem a sua vocação no claustro do convento, os frades e as freiras; outros vivem em outras congregações de religiosas e religiosos que se alimentam na espiritualidade carmelitana; outros ainda, constituem uma numerosa multidão de homens e mulheres, rapazes e moças que, fazendo no mundo a sua vida normal e nele permanecendo, se alimentam e vivem a vida carmelita, unidos a esta família. São também eles Carmelitas e constituem parte integrante da Ordem. Estes laços são distintos. Vão desde a amizade, passando pelo uso do Escapulário, até chegar aos Carmelitas Seculares ou Terceiros que, como os religiosos, fazem também os votos de pobreza, obediência e castidade.
Josefa Naval era uma Carmelita Secular, e como tal sentia-se verdadeira carmelita, um membro vivo da Ordem Secular do Carmo. No conhecimento de Santa Teresa de Jesus e de São João da Cruz e no seguimento da Virgem do Carmo bebeu ela o segredo da sua santidade. Tornou-se, por isso, a primeira flor amadurecida e reconhecida como santa na Ordem Secular do Carmo, fundado por Santa Teresa e São João da Cruz. Morreu piedosamente no Senhor a 24 de Fevereiro de 1893. O seu corpo conserva-se na igreja Paroquial de São Jaime, à qual ela serviu com muita dedicação, carinho e esmero.

Oração:
Ó Deus, que pusestes no mundo a força do Evangelho como fermento de renovação, concedei aos irmãos dedicados às coisas seculares a graça de cumprirem sempre, no mundo, a vossa vontade, e que, pelo exemplo e intercessão da bem-aventurada Josefa Naval, instaurem sem descanso o vosso Reino através do cumprimento fiel dos seus deveres temporais com fervoroso espírito cristão.

Fontes:

Beata Rita Amada de Jesus, Religiosa, Fundadora / São Vicente Maria Strambi, Bispo, 24 de Setembro


Beata Rita Amada de Jesus
Rita Amada de Jesus, viu a luz do dia a 5 de Março de 1848 num pequeno povoado da paróquia de Ribafeita, Diocese de Viseu – Portugal. Com muito poucos dias de idade recebe o batismo e foi-lhe dado o nome de Rita Lopes de Almeida. Cresceu num ambiente familiar muito piedoso onde à noite se fazia leitura espiritual e, desde criança, manifestou ela mesma uma especial devoção por Jesus Sacramentado, por Nossa Senhora, por S. José e carinho pelo Papa que, por essas alturas, vivia vida atribulada, a ponto de se ver exilado e, poucos anos depois, espoliado dos Estados Pontifícios.
A maçonaria, que, em Portugal, na década de trinta se apoderou dos bens eclesiásticos, mandara encerrar todas as casas religiosas masculinas e nas femininas proibia a admissão de qualquer Noviça, concorreu para o cristianismo perder alguma vitalidade. Além disso, muitos bispos e até sacerdotes descuravam os seus deveres, pelas constantes lutas políticas em que se viam envolvidos.
No lar desta jovem, todos, a começar pelos pais, sentiam a ânsia de uma autêntica vivência cristã e desejo de comunicá-la a outros. Deus fez nascer em Rita a vocação missionária para arrancar os jovens do indiferentismo, dos perigos morais e exercer apostolado entre em prol da família. Chegou a andar de aldeia em aldeia a rezar; e ensinava a rezar o terço e espalhar a vontade sincera de imitar Nossa Senhora. Encontrava pessoas de vida menos exemplar e fazia tudo quanto estava ao seu alcance para que Nosso Senhor as arrancasse do mal e as trouxesse ao bom caminho. Não tardaram ameaças de morte e até houve um homicídio frustrado.
À oração juntou a penitência. Nas vindas a Viseu, começou a contatar as Irmãs Beneditinas do Convento de Jesus e conseguiu delas alguns “instrumentos de mortificação”. Cedo deu conta, juntamente com seu confessor, de que Jesus a chamava à vida de consagrada, numa época impossível pelas leis ainda vigentes que proibiam admissões de Noviças. Rita continuava no mundo, entregue ao apostolado, às mortificações, esperançada de que haveria de alcançar a consagração total a Deus e rejeitando peremptoriamente pretendentes, alguns deles ricos, porque no seu íntimo já era “consagrada”. Fazia a Comunhão Reparadora; crescia no fervor eucarístico, na devoção ao Sagrado Coração de Jesus e no forte desejo de salvar almas, tornando-se missionária e apóstola. Comungando no apostolado de Rita, os pais chegaram a albergar em sua casa mulheres desejosas de conversão e de mudar de atitudes e comportamentos morais com que tinham contribuído para a destruição de famílias.
Com cerca de 20 anos viu que era imperioso consagrar-se a Deus na Vida Religiosa. Confidenciava muito com sua mãe e o pai, embora muito piedoso, por sentir por aquela filha uma oculta predileção, opunha-se a este desiderato. Porque importa obedecer mais a Deus que aos homens, Rita não esmoreceu e finalmente aos 29 anos conseguiu entrar num convento de Religiosas, a única Congregação permitida em Portugal por ser estrangeira e se dedicar apenas à assistência. Ao confrontar o carisma daquelas Irmãs com o que lhe ia na alma, deu conta que não se coadunava com o gênero de apostolado para que se sentia inclinada. O Diretor Espiritual da Comunidade a quem se abria inteiramente verificou qual era a vontade de Deus a respeito daquela Aspirante: recolher e educar meninas pobres e abandonadas. Rita deixou aquelas Religiosas de origem francesa e, ainda de acordo com o Revº P. Francisco Pereira S.J., procurou meios de melhor se preparar para o futuro e urgente desempenho da sua especial missão. Deu entrada num colégio onde pôde aprender ao vivo como lidar com as exigências estatais e religiosas.
Rita, humanamente rica de predicados e virtudes, profundamente piedosa, levada pelo desejo de cumprir a vontade de Deus a seu respeito, deixando-se guiar pelo Diretor Espiritual, ao sair do Colégio, aos 32 anos, conseguiu vencer as dificuldades de natureza política e até religiosa para fundar a 24 de Setembro de 1880, na paróquia de Ribafeita, um colégio e simultaneamente o Instituto das Irmãs de Jesus Maria José, seguindo o lema da Sagrada Família de Nazaré. Em breve espaço de tempo, estendeu a Obra de apostolado a outras Dioceses de Portugal; mas nas Dioceses de Viseu, Lamego e Guarda as autoridades políticas concelhias procuraram por todos os meios obrigá-la a encerrar a Obra. Não lhe faltaram também dificuldades econômicas e ainda internas com uma das suas religiosas. Porém, no ano de 1910, a implantação da República desencadeou perseguição feroz contra a Igreja, apoderou-se dos bens que o Instituto possuía, aboliu novamente as Ordens Religiosas e Madre Rita teve que se refugiar na terra natal. Daqui conseguiu localizar algumas Irmãs dispersas, aos poucos reagrupá-las numa humilde casa e pôde salvar o Instituto, enviando-as depois em grupos para o Brasil. Lá continuaram o carisma da Fundadora que faleceu em Casalmendinho (paróquia de Ribafeita) a 6 de Janeiro de 1913, em odor de santidade, confortada pelos últimos Sacramentos. O funeral para o cemitério paroquial, presidido pelo Vigário Geral da Diocese, foi antes uma ação de graças pelo dom desta Religiosa à Igreja e ao Mundo.
cf.www.vaticano.va


São Vicente Maria Strambi
Em 1768, jovem sacerdote, ingressou na Congregação Passionista, que acabava de ser fundada. Foi discípulo perfeito e biógrafo de seu fundador, Paulo da Cruz. Dedicou-se com grande sucesso às pregações populares, até que foi feito bispo de Macerata e Tolentino.
Recusou prestar juramento de fidelidade a Napoleão Bonaparte, que invadira e usurpara os Estados Pontifícios e, em conseqüência, foi desterrado durante 7 anos. Já idoso, renunciou ao bispado e passou os últimos tempos de vida em Roma, como conselheiro e diretor espiritual do Papa Leão XII. Ofereceu a sua vida a Deus para que esse Papa, gravemente enfermo, não morresse, e foi atendido: Vicente Maria morreu e o Papa recuperou a saúde.

Fontes:

terça-feira, 22 de setembro de 2009

São Padre Pio de Pietrelcina, 23 de Setembro


Conhecendo um pouco o 
Padre Pio de Pietrelcina:
Desde pequeno, Francisco Forgione era de profunda oração. Menino calado, raríssimas vezes aceitava estar com amigos para brincar, pois eles sempre falavam blasfêmias e, isso doía muito em seu coração. Nas horas de folga, sempre que podia, ia à Igreja de São Pio V para rezar. Outras vezes, gostava de estar sozinho para rezar, sentado embaixo de uma árvore, num recanto da propriedade de sua família.
Foi aos cinco anos que ele decidiu que queria ser franciscano. O hábito e o modo de vida de São Francisco o encantavam.
Desde cedo, sua aspiração de santidade foi de travar grandes batalhas entre a carne e o demônio, que, já na infância, lhe aparecia em sonhos em formas horríveis. Mais tarde, ao longo de sua vida, ele apareceu de maneira direta.
Penitência e mortificação o acompanharam durante toda a sua vida. Certa vez, sua mãe o encontrou ainda menino dormindo no chão, onde somente havia uma pequena almofada, e pensou, por quantas noites ele já não teria feito aquilo.
Porém, Deus nunca o abandonou e lhe foram proporcionadas visões consoladoras de Jesus, Nossa Senhora e de seu anjo da guarda. Certa vez, após a comunhão, ele se viu num grande salão entre dois grupos de pessoas. O primeiro grupo com semblante tranqüilo e o segundo com aparência terrível. Mas ao fundo do salão apareceu Jesus que veio dar-lhe forças. Viveu os três votos evangélicos: a pobreza, a castidade e a obediência.

Alguns pensamentos do Padre Pio:
- "Dirás tu o mais belo dos credos quando houver noite em redor de ti, na hora do sacrifício, na dor, no supremo esforço duma vontade inquebrantável para o bem. Este credo é como um relâmpago que rasga a escuridão de teu espírito e no seu brilho te eleva a Deus".
- "Menosprezai vossas tentações e não vos demoreis nelas. Imaginai estar na presença de Jesus. O crucificado se lança em vossos braços e mora no vosso coração. Beijai-Lhe a chaga do lado, dizendo: ‘Aqui está minha esperança; a fonte viva da minha felicidade. Seguro-vos, ó Jesus, e não me aparto de vós, até que me tenhais posto a salvo’".
- "O amor é a rainha das virtudes. Como as pérolas se ligam por um fio, assim as virtudes, pelo amor. Fogem as pérolas quando se rompe o fio. Assim também as virtudes se desfazem afastando-se o amor".
- "É preciso amar, amar e nada mais".
- "Quando Jesus vem a nós na santa comunhão, encontra alegria em Sua criatura. Por nossa parte, procuremos Nele a nossa alegria."
- "O santo silêncio nos permite ouvir mais claramente a voz de Deus".
- "Quando te encontrares diante de Deus, na oração considera-te banhado na luz da verdade, fala-lhe se puderes, deixa simplesmente que te veja e não tenhas preocupação alguma".
- "Quanto mais te deixares enraizar na santa humildade, tanto mais íntima será a comunicação da tua alma com Deus".
- "Resigna-te a ser neste momento uma pequena abelha. E enquanto esperas ser uma grande abelha, ágil, hábil, capaz de fabricar bom mel, humilha-te com muito amor perante Deus e os homens, pois Deus fala aos que se mantêm diante dele humildemente".
- "Uma só coisa é necessária: estar perto de Jesus".
- "As almas não são oferecidas como dom; compram-se. Vós ignorais quanto custaram a Jesus. É sempre com a mesma moeda que é preciso pagá-las".
- "Imitemos o coração de Jesus, especialmente na dor, e assim nos conformaremos cada vez mais e mais com este coração divino para que, um dia, lá em cima no Céu, também nós possamos glorificar o Pai celeste ao lado daquele que tanto sofreu".
- "O verdadeiro servo de Deus é aquele que usa a caridade para com seu próximo, que está decidido a fazer a vontade de Deus a todo custo, que vive em profunda humildade e simplicidade".
- "O trabalho é tão sagrado como a oração".
- "A maior alegria de um pai é que os filhos se amem, formem um só coração e uma só alma. Não fostes vós que me escolhestes, mas o pai celeste que, na minha primeira missa, me fez ver todos os filhos que me confiava".
- "Rezai e continuai a rezar para não ficardes entorpecidos".
- "As almas! As almas! Se alguém soubesse o preço que custam".
- "O homem sem Deus é um ser mutilado".
- "Deus nunca me recusou um pedido".

Fontes:
http://www.science-et-magie.com/archives02num/sm52/images52/padrepio02.jpg

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

S. Maurício e Companheiros (Soldados Romanos), Mártires, 22 de Setembro



Maurício comandava a célebre Legião Tebana, constituída por cristãos do Egito. Por volta do ano 286, enquanto reinava Diocleciano, essa divisão estava servindo no território da atual Suíça, quando o comandante supremo, Maximiano, ordenou que todos os soldados oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos. Os membros da Legião Tebana recusaram-se e foram todos mortos por amor a Jesus Cristo.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=38155&language=PT&img=&sz=full

domingo, 20 de setembro de 2009

São Mateus, Evangelista, Apóstolo de Cristo, 21 de Setembro


Trata-se de um dos apóstolos, homem decidido e generoso desde o primeiro momento da sua vocação. É também evangelista - o primeiro que, por inspiração divina, pôs por escrito a mensagem messiânica de Jesus.
Era judeu. Exercia as funções de cobrador de direitos de portagem, ao serviço de Herodes Antipas. Um dia, Jesus saía de Cafarnaum em direção ao Lago, olhou para ele com atenção e disse-lhe: "Mateus, segue-me". E Mateus seguiu-o e foi generoso ao seguir o chamamento e agradecido ao mesmo tempo. Acompanhou sempre o Salvador. Foi testemunha da Ressurreição, assistiu à Ascensão e recebeu o Espírito Santo no dia de Pentecostes.
A glória principal de São Mateus é o seu Evangelho, escrito primeiro em aramaico e traduzido pouco depois para o grego.

Fontes:
cf.www.ecclesia.pt