quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Santa Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face, Carmelita, Doutora da Igreja, 1º de Outubro


ALENÇON, FRANÇA (1873-1877)
02/01/1873 às 23:30 h
Nasce Maria Francisca Teresa Martin, à Rua Sainte-Blaise, 36, hoje 42.

04/01/1873
Batismo na igreja de Nossa Senhora, pelo Pe. Lucien Dumaine. Padrinhos: a irmã mais velha, Marie (13 anos) e Paul Albert Boul (13 anos).

14/01/1873
Primeiro sorriso à sua mãe.

15/03 ou 16/03/1873
Partida para Semallé (Orne), casa de Rosa Taillé, a fim de ser amamentada.

02/04/1874
Retorna definitivamente para sua casa.

24/06/1874
Começa a falar quase tudo.

29/03/1875
Viagem com a mãe até Mans para visitar Irmã Maria Dositéia, no mosteiro da Visitação.

16/07/1876
Primeiro retrato. Faz beicinhos para o fotógrafo.

24/12/1876
Sua mãe, Zélia Martin, consulta com Dr. Notta, em Lisieux, a respeito de seu tumor no seio. Não é mais possível fazer uma cirurgia.

03/04/1877
Aos quatro anos: "Serei religiosa em um claustro".

04/04/1877
Primeiro escrito de Teresa: um bilhete a Luisa Madalena, amiga de Paulina.

18 a 23/06/1877
Sra. Martin, Maria, Paulina e Leônia fazem uma peregrinação a Lourdes.

28/08/1877
Morte da Sra. Martin.

29/08/1877
Sepultamento da Sra. Martin. Teresa escolhe Paulina como sua segunda mãe.

LISIEUX - LES BUISSONNETS (1877-1888)
15/11/1877
Chegada de Teresa e suas irmãs a Lisieux, aos cuidados do tio Guérin.

16/11/1877
Instalação nos Buissonnets.

30/11/1877
Chega o pai, Sr. Louis Martin.

08/08/1878
Pela primeira vez, Teresa vê o mar, em Trouville.

Verão de 1879 (ou em 1880)
Visão profética a respeito da provação de seu pai.

01/12/1880
Primeira carta (que se conserva) que ela escreveu sozinha (a Paulina).

12/01/1882
Inscrição na Obra da Santa Infância.

16/02/1882
Paulina decide ingressar no Carmelo.

Verão 1882.
Fica sabendo da partida próxima de Paulina. Sente-se chamada ao Carmelo. Fala com Madre Maria de Gonzaga.

Outubro 1882
O nome Teresa "do Menino Jesus" lhe é proposto por Madre Maria de Gonzaga.

25/03/1883
Páscoa. Sr. Martin, Maria e Leônia estão em Paris. Teresa adoece na casa dos Guérin. Tremores nervosos, alucinações.

06/04/1883
Tomada de hábito de Paulina (Irmã Inês de Jesus). Teresa pôde abraçar sua irmã no locutório.

07/04/1883
Recaída, nos Buissonnets.

13/05/1883
Pentecostes. Sorriso da Virgem, cura repentinamente Teresa.

01/10/1883
Ano de preparação para a Primeira Eucaristia.

02/04/1884
Exame do catecismo.

04/05/1884
Retiro preparatório de quatro dias.

07/05/1884
Confissão geral.

08/05/1884
Primeira Eucaristia na Abadia das Beneditinas. Profissão de Irmã Inês de Jesus no Carmelo.

22/05/1884
Comunga pela segunda vez.

14/06/1884
Crisma, por Dom Hugonin, bispo de Bayeux, na Abadia. Madrinha: Leônia, sua irmã.

25/09/1884
Inscreve-se na Confraria do Santo Rosário.

14/12/1884
Teresa é nomeada Conselheira da Associação dos Santos Anjos, na Abadia.

26/04/1885
Inscreve-se na Confraria da Sagrada Face de Tours.

15/10/1885
Inscreve-se no Apostolado da Oração.

02/02/1886
Recepção como aspirante das Filhas de Maria.

15/10/1886
Entrada de Maria no Carmelo (Irmã Maria do Sagrado Coração de Jesus).

25/12/1886
Aos trezes anos, depois da Missa da Meia Noite, Graça da Conversão, nos Buissonnets.

29/05/1887
Pentescostes. Teresa consegue do pai licença para ingressar no Carmelo aos quinze anos de idade.

31/10/1887
Visita a Dom Hugonin, em Bayeux, para solicitar ingresso no Carmelo.

20/11/1887
Audiência de Leão XIII. Teresa apresenta seu pedido ao Papa.

28/12/1887
Resposta favorável de Dom Hugonin à priora do Carmelo, Me. Maria de Gonzaga, para admissão de Teresa.

01/01/1888
Resposta positiva, mas o Carmelo delonga em três meses a entrada de Teresa, para depois da Quaresmas.

09/04/1888
Festa da Anunciação. Entrada de Teresa no Carmelo de Lisieux.

NO CARMELO (1888-1897)
9/04/1888 a 10/01/1889
Postulantado.

Abril 1888
Ocupação: rouparia. Deve também varrer um dormitório.

28/05/1888
Confissão geral ao Pe. Pichon.

Fim de outubro de 1888
Teresa é admitida pelo Capítulo Conventual à tomada de hábito.

Novembro de 1888
Em razão do estado de saúde do Sr. Martin, a tomada de hábito de Teresa é adiada.

10/01/1889
Tomada de hábito. Última festa para o Sr. Martin. Teresa acrescenta "da Santa Face" ao seu nome religioso.

10/01/1889 a 24/09/1890
Noviciado.

Janeiro 1889
Ocupação: refeitório, com Irmã Inês de Jesus e serviço de vassoura.

Julho 1889
Teresa recebe uma graça marial no eremitério de Santa Madalena e "semana do silêncio".

Janeiro 1890
Retardamento da profissão de Teresa. Ela lê Les fondements de la vie spirituelle (Os fundamentos da vida espiritual), do Pe. Surin.

28/08/1890
Início do retiro para profissão. Secura espiritual.

02/09/1890
Exame canônico na capela.

07/09/1890
Teresa duvida de sua vocação.

08/09/1890
Profissão de Teresa. "Inundada de um rio de paz".

10/02/1891
Designada como segunda sacristã com Irmã Santo Estanislau.

07 a 15/10/91
Retiro pregado pelo franciscano Fr. Alexis Prou. Teresa é lançada "nas ondas da confiança e do amor".

12/05/1892
Última visita do Sr. Martin ao locutório.

02/02/1893
Compõe sua primeira poesia, O orvalho Divino.

20/02/1893
Eleição de Madre Inês como Priora. Teresa torna-se auxiliar da Mestra de Noviças, Madre Maria de Gonzaga.

02/01/1894
Atinge a maioridade. Compõe "A Missão de Joana d'Arc".

Primavera 1894
Começa a sofrer da garganta.

29/02/1894
Morte do Sr. Martin no Castelo de La Musse (Eure), às 8h15min.

Dezembro 1894
Recebe da Madre Inês de Jesus a ordem de escrever suas memórias.

1895
Ano da redação do Manuscrito A.

abril 1895
Confidencia a Irmã Teresa de Santo Agostinho: "Morrerei em breve".

09/06/1895
Recebe, durante a missa, a inspiração de oferecer-se ao Amor Misericordioso.

11/06/1895
Faz, com Celina, a oblação do Amor, diante da Virgem do Sorriso.

17/10/1895
Teresa é designada, por Madre Inês, irmã espiritual do Pe. Maurício Bellière, seminarista e aspirante a missionário.

20/01/1896
Teresa entrega a Madre Inês o Manuscrito A.

21/03/1896
Difícil eleição (sete dias) de Madre Maria de Gonzaga. Teresa é confirmada no cargo de Mestra auxiliar no noviciado. Outros ofícios: sacristia, pintura, rouparia (com Maria de São José).

2 a 3/03/1896
Noite de Quinta para Sexta-feira Santa: primeira hemoptise, na cela.

05/04/1896
Entrada "nas mais densas trevas", provação da fé, que durará até sua morte.

30/05/1896
Madre Maria de Gonzaga confia a Teresa um segundo irmão espiritual: Pe. Roulland, das Missões Estrangeiras.

08/09/1896
Redação da segunda parte do Manuscrito B.

Início de abril 1897
Gravemente enferma.

06/04/1897
Início das Últimas Palavras.

03/06/1897
Redação do Manuscrito C, por ordem de Madre Maria de Gonzaga.

08/07/1897
Teresa desce para a enfermaria. Manuscrito C inacabado.

30/08/1897
Última fotografia, no claustro.

14/09/1897
Desfolha uma rosa sobre o crucifixo.

29/09/1897
Agonia. Confissão ao Pe. Faucon.

30/09/1897
Morte de Teresa, diante da comunidade reunida, por volta das 19h 20min.

04/10/1897
Sepultamento no Cemitério de Lisieux.

VIDA PÓSTUMA
30/09/1898
Publicação de 2.000 exemplares de "História de uma Alma".

26/05/1898
Reine Fauquet, menina cega de quatro anos de idade, é curada sobre o túmulo de Teresa.

14/08/1921
Bento XV promulga o Decreto sobre a heroicidade das Virtudes da Venerável Serva de Deus.

29/04/1923
Beatificação da Irmã Teresa do Menino Jesus por Pio XI.

17/05/1925
Solene Canonização na Basílica de São Pedro, em Roma.

14/12/1927
Proclamada Padroeira Universal das Missões.

03/05/1944
Nomeada Padroeira secundária da França, juntamente com Santa Joana d'Arc.

30/09/1997
Primeiro Centenário de Sua Morte.

19/10/1997
Solene Proclamação como Doutora da Igreja, pelo Papa João Paulo II.

13/12/1997
A urna com suas relíquias chega ao Brasil para peregrinar por várias dioceses, trazida pelo Cardeal Primaz Dom Lucas Moreira Neves.

30/09/1998
Primeiro Centenário da Publicação de "História de uma Alma".

Fontes:
Obras Completas, Ed. Loyola, 1997, p. 1285-1304.

Santa Claudina Thévenet, Fundadora da Congregação dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, 30 de Setembro



Foi solenemente canonizada no dia 21 de Março de 1993 esta Serva de Deus, que nasceu em Lion, na França, a 30 de Março de 1774. Fora beatificada a 4 de Outubro de 1981. Na homilia desse dia, João Paulo 11 relata-nos as angústias por que passou a bem-aventurada:
"Teve a adolescência perturbada pela revolução francesa que agitou tão violentamente a sua cidade natal. Numa manhã de Janeiro de 1794, esta jovem de 19 anos reconhece os seus dois irmãos, Luís e Francisco, num cortejo de condenados à morte. Tem a coragem de os acompanhar até ao lugar do suplício e de recolher as últimas palavras deles: 'Glady, perdoa, como nós perdoamos!'. Este fato foi sem dúvida elemento determinante da vocação de Claudina, já tão compassiva diante das misérias acumuladas pela tempestade revolucionária. Pensa em tomar-se mensageira da misericórdia e do perdão de Deus numa sociedade destroçada, e dedicar a própria vida à educação dos jovens, sobretudo dos mais pobres, cujo estado de abandono ultrapassa a imaginação. Por isso, com o apoio esclarecido do padre Coindre, Claudina funda em 1816 uma Piedosa União, que virá a ser dois anos mais tarde a Congregação de Jesus e Maria".

A seguir, o Santo Padre faz o ponto da situação do novo Instituto:
"Hoje, para o maior prazer da Igreja, as Filhas da Madre Thévenet são mais de 2000, presentes em todos os continentes e vivendo verdadeiramente do seu espírito. Escolas e colégios, lares para jovens e para pessoas idosas, pastoral catequética e familiar, dispensários e casas de oração, não têm senão uma finalidade: levar a que se conheçam Jesus e Maria, trabalhando ao mesmo tempo na promoção social dos pobres".
AAS 84 (1992) 482-4; L'OSS. ROM 11.10.1981.

Fontes:

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Arcanjos São Miguel, São Gabriel, São Rafael, 29 de Setembro


O mês de setembro tornou-se o mais festivo para os cristãos, pois a Igreja unificou a celebração dos três arcanjos mais famosos da história do catolicismo e das religiões: Miguel, Gabriel e Rafael, para o dia 29 de setembro, data em que se comemorava apenas o primeiro.
Esses três arcanjos, representam a alta hierarquia dos anjos-chefes, o seleto grupo dos sete espíritos puros que atendem ao torno de Deus e são seus mensageiros dos “Decretos Divinos”, aqui na Terra.





Miguel, que significa “Ninguém é como Deus”, ou “Semelhança de Deus”, é considerado o Príncipe guardião e guerreiro, Defensor do trono celeste e do povo de Deus. Fiel escudeiro do Pai Eterno, chefe supremo do exército celeste e dos anjos fiéis a Deus. Miguel é o arcanjo da justiça e do arrependimento, padroeiro da Igreja Católica. Costuma ser de grande ajuda no combate contra as forças maléficas. É citado três vezes na Sagrada Escritura, que narramos na sua página. O seu culto é um dos mais antigos da Igreja.



Gabriel, seu nome significa “Deus é meu protetor” ou “Homem de Deus”. É o Arcanjo anunciador por excelência das revelações de Deus e é, talvez, aquele que esteve perto de Jesus na agonia entre as oliveiras. Padroeiro da Diplomacia, dos trabalhadores dos correios e dos operadores dos telefones. Comumente está associado a uma trombeta, indicando que é aquele que transmite a Voz de Deus, o portador das notícias. Na sua página descrevemos com detalhes as suas aparições citadas na Bíblia. Além, da missão mais importante e jamais dada a uma criatura, que o Senhor confiou a ele: o anúncio da encarnação do Filho de Deus. Motivo que o fez ser venerado, inclusive no islamismo.



Rafael, cujo significado é “Deus te cura” ou “Cura de Deus”, teve a função de acompanhar o jovem Tobias, personagem central do livro Tobias, no Antigo Testamento, em sua viagem, como seu segurança e guia. Foi o único que habitou entre nós, esta passagem pode ser lida na página dedicada a ele. Guardião da saúde e da cura física e espiritual, é considerado também o chefe da ordem das virtudes. É o padroeiro dos cegos, médicos, sacerdotes e, também, dos viajantes, soldados e escoteiros.

A Igreja Católica considera esses três arcanjos, poderosos intercessores dos eleitos ao trono do Altíssimo. Durante as atribulações do quotidiano eles costumam nos aconselhar e auxiliar, além é claro, de levar as nossas orações ao Senhor, trazendo as mensagens da divina providência. Preste atenção, ouça e não deixe de rezar para eles.

Fontes:

São Lourenço Ruiz e Companheiros, Mártires, 28 de Setembro

No Século XVII (1633-1637), na cidade de Nagasaki, do Japão, derramaram o seu sangue por amor de Cristo dezesseis mártires: Lourenço Ruiz e seus Companheiros. Este grupo de mártires, da Ordem de São Domingos ou a ela associados, é constituído por nove presbíteros, dois religiosos, duas leigas celibatárias e três leigos, entre os quais se conta Lourenço Ruiz, chefe de família, natural das Filipinas.
Todos eles, em tempos e circunstâncias diversas, dilataram a fé cristã nas Filipinas, na Formosa e no Japão, manifestando de modo admirável a universalidade da religião cristã e, como invencíveis missionários, espalharam a semente da futura cristandade com o exemplo da sua vida e da sua morte. Foram canonizados pelo Papa João Paulo II a 18 de Outubro de 1987.

Fontes:


domingo, 27 de setembro de 2009

São Vicente de Paulo, Presbítero, 27 de Setembro



Vicente de Paulo foi, realmente, uma figura extraordinária para a humanidade. Pertencia a uma família pobre, de cristãos dignos e fervorosos. Nasceu em Pouy, França, no dia 24 de abril de 1581.
Na infância, foi um simples guardador de porcos, o que não o impediu de ter uma brilhante ascensão na alta Corte da sociedade de sua época. Aos dezenove anos, foi ordenado padre e, antes de ser capelão da rainha Margarida de Valois, ficou preso durante dois anos nas mãos dos muçulmanos. O mais curioso é que acabou sendo libertado pelo seu próprio "dono", que, ao longo desse período, Vicente conseguiu converter ao cristianismo.
Todos o admiravam e respeitavam: do cardeal Richelieu à rainha Ana da Áustria, além do próprio rei Luís XIII, que fez questão absoluta de que Vicente de Paulo estivesse presente no seu leito de morte.
Mas quem mais era merecedor da piedade e atenção de Vicente de Paulo eram mesmo os pobres, os menos favorecidos, que sofriam as agruras da miséria. Quando Mazarino, em represália às barricadas erguidas pela França, quis fazer o país entregar-se pela fome, Vicente de Paulo organizou, em São Lázaro, uma mesa popular para servir, diariamente, refeições a duas mil pessoas famintas.
Apesar de ter sempre pouco tempo para os livros, tinha-o muito quando era para tratar e dar alívio espiritual. Quando convenceu o regente francês de que o povo sofria por falta de solidariedade e de pessoas caridosas para estenderem-lhe as mãos, o rei, imediatamente, nomeou-o para ser o ministro da Caridade. Com isso, organizou um trabalho de assistência aos pobres em escala nacional. Fundou e organizou quatro instituições voltadas para a caridade: a "Confraria das Damas da Caridade", os "Servos dos Pobres", a "Congregação dos Padres da Missão", conhecidos como padres lazaristas, em 1625, e, principalmente, as "Filhas da Caridade", em 1633.
Este homem prático, firme, dotado de senso de humor, esperto como um camponês, e sobretudo realista, que dizia aos sacerdotes de São Lazaro: "Amemos Deus, irmãos meus, mas o amemos às nossas custas, com a fadiga dos nossos braços, com o suor do nosso rosto", morreu em Paris no dia 27 de setembro de 1660.
Canonizado em 1737, São Vicente de Paulo é festejado no dia de sua morte, pelos seus filhos e sua filhas espalhados nos quatro cantos do mundo. E por toda a sociedade leiga cristã engajada em cuidar para que seu carisma permaneça, pela ação de suas fundações, que florescem, ainda, nos nossos dias, sempre a serviço dos mais necessitados, doentes e marginalizados.

Fontes: