terça-feira, 13 de outubro de 2009

Beata Alexandrina Costa, Mística Portuguesa, 13 de Outubro


Alexandrina nasceu em 30 de março de 1904 em Balasar. É uma pequena camponesa cheia de vida, divertida, afetuosa. Aos 14 anos lança-se de uma janela a quatro metros de altura para não ser molestadada por alguns homens que haviam entrado em sua casa.
Cinco anos mais tarde, as lesões derivadas da queda provocaram-lhe uma paralisia total que a manteve de cama durante mais de 30 anos, até ao final de sua vida. Ofereceu-se como vítima a Cristo pela conversão dos pecadores e pela paz do mundo. Durante quatro anos (1938-42), reviveu todas as sextas-feiras, durante três horas, a paixão de Cristo.
De 27 de março de 1942 até sua morte (isto é, durante 13 anos e 7 meses), não ingeriu nenhuma outra bebida nem alimento além da Eucaristia. Orientada por seu diretor espiritual, fez-se cooperadora salesiana, oferecendo os seus sofrimentos pela salvação da juventude.
Em 13 de outubro de 1955, ouviu-se exclamar: «Sou feliz, porque vou ao céu». Pela tarde faleceu em Balasar, onde se encontra seu sepulcro e onde acodem multidões de peregrinos.
Zenith

Ver também: Última aparição de Nossa Senhora de Fátima

Fontes:

domingo, 11 de outubro de 2009

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil, 12 de Outubro




Comemoramos hoje a Solenidade da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida, cuja imagem foi encontrada no Rio Paraíba pelos pescadores da região no ano de 1717, o vigário de Guaratinguetá na ocasião era o Padre José Alves Vilela (1715 a 1745). No início, a pequena imagem da Senhora da Conceição foi levada para a casa de um dos pescadores, Filipe Cardoso. Em 1737, foi edificada num oratório e prestavam-lhe culto os moradores das redondezas. Em 1745 foi construída uma igreja em sua homenagem. Em 24 de Junho de 1888, o templo foi solenemente benzido e, hoje, é chamado de "basílica velha".
A monumental basílica atual foi consagrada pelo Papa João Paulo II no dia 04 de Julho de 1980. Desde os primeiros cultos dedicados a Nossa Senhora pelos pescadores (oração do terço e outras devoções) até nossos dias, os peregrinos jamais cessaram de depositar aos pés da Virgem Aparecida as suas súplicas, dores, sofrimentos e alegrias. Foi em 28 de outubro de 1894, como padres capelães e missionários de Nossa Senhora Aparecida, que chegaram os primeiros padres e irmãos redentoristas, vindos da Baviera, a convite pessoal de Dom Joaquim Arcoverde, então Bispo de São Paulo. Daí em diante os filhos de Santo Afonso têm prestado assistência religiosa às multidões de romeiros que visitam o Santuário. Atualmente, são milhões os romeiros que se dirigem à cidade de Aparecida do Norte, a fim de agradecer e pedir graças.




Os triunfos da "Senhora Aparecida" começaram com as romarias paroquiais e diocesanas. A primeira realizou-se a 08 de Setembro de 1900, com 1200 peregrinos vindos de comboio, de São Paulo, com o seu bispo. Hoje os romeiros são milhões vindos de todo Brasil e dos países vizinhos. No dia 08 de Setembro de 1904, na presença do Núncio Apostólico, de 12 bispos e de uma grande multidão de peregrinos do Rio, São Paulo e das cidades do Vale do Paraíba, o bispo de São Paulo, Dom José Camargo Barros, coroou solenemente a veneranda Imagem com a preciosa coroa oferecida pela Princesa Isabel. No ano de 1929, no encerramento do Congresso Mariano, Nossa Senhora Aparecida foi proclamada a Rainha do Brasil, sob invocação de Aparecida.
Foi em 31 de Maio de 1931 que, a imagem aparecida foi levada ao Rio, para que diante dela, Nossa Senhora recebesse as homenagens oficiais de toda a nação, estando presente também o Presidente da República, Getúlio Vargas. Nossa Senhora foi aclamada então por todos "RAINHA E PADROEIRA DO BRASIL". A devoção do povo brasileiro a Nossa Senhora, a peregrinação da Padroeira por toda a Pátria, a abertura de vias rápidas de condução e uma equipe especializada de sacerdotes e irmãos coadjutores puseram a Aparecida entre os maiores centros de peregrinação do mundo.

Fontes:

Santa Maria Soledade Torres, Religiosa, Fundadora, 11 de Outubro



Manuela Torres Acosta, ou Santa Soledade, nasceu em Madrid - Espanha, no dia 2 de Dezembro de 1826. A história desta santa espanhola é, antes de mais nada, um testemunho de fé e caridade perante o mundo. Morreu nessa mesma cidade, no dia 11 de outubro de 1887. Em 1851, deu início à congregação religiosa Servas de Maria, cuja finalidade era prestar ajuda aos doentes nos hospitais como enfermeiras.
Santa Soledade padeceu muitas dificuldades até a implantação definitiva da nova família religiosa. Esteve presente nos momentos mais difíceis e penosos da história espanhola, como, por exemplo, na guerra civil e na epidemia de cólera de 1885.
Durante a vida da santa foram fundadas 46 casas e, atualmente, as Servas de Maria encontram-se espalhadas por todos os continentes. Foi canonizada por Paulo VI em 1970.

Fontes:

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

São Daniel e Companheiros (Hugolin, Samuel, Ange, Domnus, Léon, Nicolas), Mártires Franciscanos, 10 de Outubro


Este grupo de missionários franciscanos foi enviado para Marrocos por São Francisco para pregar o Evangelho aos Mouros. Daniel, provincial da Calábria, chefiava o grupo. Ao chegarem em Ceuta, foram considerados loucos.
Recusando-se a se converterem ao Islã, eles foram decapitados menos de três semanas após sua chegada, em 1221. Foram canonizados em 1516.

Tradução:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=45860&language=FR&img=&sz=full

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

São João Leonardo, Presbítero, 09 de Outubro



Nasceu em Lucca, na Toscana, Itália, no ano 1541. Primeiramente foi farmacêutico, mas abandonou tudo para se tornar sacerdote. Devotou toda sua vida ao mistério sacerdotal, pregando e ensinando o catecismo. Viveu num tempo de revitalização do catolicismo sob os auspícios do Concílio de Trento.
Em 1574, fundou a Ordem dos Clérigos Regulares da Mãe de Deus. Reuniu em torno de si um grupo de sacerdotes dedicados à propagação da fé nos meios não-crentes. Por este motivo é tido como o inspirador da Propaganda Fidei, ou Obra da Propaganda da Fé, atuante até nossos dias, no âmbito da Santa Sé.
Ao lado de São Felipe Néri, de São José de Calasanz e de São Camilo de Léllis, São João Leonardo é uma das figuras marcantes da Igreja do Século XVI.

Fontes:

Santo Hugo de Gênova, Religioso, 08 de Outubro





(Martirológio Romano:)
Em Gênova, da província de Ligúria, santo Hugo, religioso, que, depois de haver lutado longo tempo na Terra Santa, foi designado para reger a Encomenda da Ordem de São João de Jerusalém nesta cidade, e se distinguiu por sua bondade e sua caridade para com os pobres (c. 1233).

Etimologia: 
Hugo = aquele de inteligência clara (vem do germânico).


Nascido em redor de 1186 em Alessandria (Italia), se converteu num cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém. Depois de longas campanhas na Terra Santa, foi eleito Mestre da Encomenda de São João em Génova (Itália) e trabalhou na enfermeira mais perto. Foi famoso por poderes milagrosos sobre os elementos naturais. Acredita-se que ele morreu em 1233.
Foi o Comandante em Gênova e seu hospital alcançou muita fama durante sua administração. Isso não o impediu ser um religioso exemplar, logrando "o exercício da religião com Deus e seus vizinhos". É bem sabido quanto sacrifício e devoção pode conter esta frase.
De acordo com um retrato escrito em seus tempos sabemos que Santo Hugo era delgado, com um rosto ascético, e pequeno em estatura.
Ele era bastante gentil e amável com todos. Sua mortificação não resultava uma moléstia para os demais. Dormia num tabuleiro, num canto de sótão do Hospital; serviu aos pobres com amor e tacto, dando-lhes comida, dinheiro, consolo espiritual e amor fraternal. Ele lavava os pés aos pacientes, cuidava deles, e quando eles morriam, ele os enterrava. A cruz de oito pontas (símbolo de sua ordem), não só estava em sua capa, ele a levava em seu coração. Tão grande era seu zelo que ele se cingiu com um cinturão metálico que usava dentro de suas vestes, fazia jejuns continuamente durante todo o ano e durante a Quaresma não comia nada cozinhado.
Todos os dias recitava o ofício e ouvia Missa com tal fervor que muitas vezes caiu em êxtase e se elevava do solo à vista de todos. Sua oração era, evidentemente, contínua, e Deus o recompensou por isso com um dom de poder realizar milagres.
Estes milagres foram presenciados pelo arcebispo de Gênova, Otto Fusco, assim como por quatro veneráveis canônicos que freqüentavam a casa do santo atestaram sobre o que viram.
Conta-se, por exemplo, que num desses dias sufocantes em Itália, daqueles em que se sente que o calor nos esmaga, algumas mulheres se encontravam na sala comum da enfermaria lavando a roupa dos enfermos; o subministro de água falhou e não chegava líquido à fonte do mosteiro, a única solução era percorrer uma grande distância para acarretar a água necessária. Elas começaram a queixar-se de viva voz, pelo que Santo Hugo pôde ouvi-las e acudiu para ver que era o que passava. Quando chegou, pediram-lhe que lhes desse água, e ante sua negativa elas romperam em pranto exclamando: "Acaso vós não sois capaz de conseguir qualquer coisa de Deus?" "Devemos orar" foi a sua resposta"nós devemos fazer tudo. Não sou o Senhor, Ele disse que a fé produz milagres; vocês têm fé?" Elas choravam, dizendo que estavam esgotadas pelo trabalho e pelo calor. Ele não estava muito convencido, mas, num gesto de caridade, orou ao Criador, e logo fez o sinal da cruz e as águas brotaram das rochas da fonte ante as exclamações de surpresa das empregadas.
Por sua fé, capaz de mover montanhas, sua vigilante e incansável caridade, assim como por suas outras virtudes diárias, especialmente sua gentileza e cortesia, é para nós um exemplo vigorante, e talvez imitando-o possamos compartilhar a glória eterna.

Fontes:

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Nossa Senhora do Rosário, 07 de Outubro




A festa de Nossa Senhora do Rosário foi instituída pelo papa Pio V, em 1571, quando se celebrava o aniversário da batalha naval de Lepanto. Segundo consta, os cristãos saíram vitoriosos porque invocaram o auxílio da Santa Mãe de Deus, rezando o rosário. A origem do terço é muito antiga. Remonta aos anacoretas orientais que usavam pedrinhas para contar suas orações vocais. O Venerável Beda sugerira aos irmãos leigos, pouco familiarizados com o Saltério latino, que se utilizassem de grãos enfiados em um barbante na recitação dos Pai-nossos e ave-marias. Segundo a lenda, em 1328 Nossa Senhora apareceu a São Domingos, recomendando-lhe a reza do rosário para a salvação do mundo. Rosário significa coroa de rosas oferecidas à Nossa Senhora. Os promotores e divulgadores da devoção do rosário no mundo inteiro foram os dominicanos. Somos hoje, portanto, convidados a meditar sobre os mistérios de Cristo Jesus, associando-nos, como Maria Santíssima, à encarnação, paixão e gloriosa ressurreição do Filho de Deus.
Diz o Papa João Paulo II na sua Carta Apostólica "Rosarium Virginis Mariae": "O Rosário, de fato, ainda que caracterizado pela sua fisionomia mariana, no seu âmago é oração cristológica. Na sobriedade dos seus elementos, concentra a profundidade de toda a mensagem evangélica,da qual é quase um compêndio. Nele ecoa a oração de Maria, o seu perene Magnificat pela obra da Encarnação redentora iniciada no seu ventre virginal. Com ele, o povo cristão freqüenta a escola de Maria, para deixar-se introduzir na contemplação da beleza do rosto de Cristo e na experiência da profundidade do seu amor. Mediante o Rosário, o crente alcança a graça em abundância, como se a recebesse das mesmas mãos da Mãe do Redentor."

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco. Bendita sois vós entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus. 
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte.
 Amém.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

São Bruno, Eremita, 06 de Outubro



São Bruno nasceu na cidade de Colônia no ano 1035, de família nobre, terminara seus estudos na escola episcopal de Reims, na Alemanha onde, após a ordenação sacerdotal, voltou na qualidade de professor de teologia. Temos entre seus alunos Eudes de Châtillon, o futuro Papa Urbano II e Santo Huygo de Grenoble. Foi ordenado sacerdote na sua terra natal, dedicando-se ao ensino de teologia na arquidiocese de Reims por mais de 25 anos. Fundou a extremamente exigente Ordem Religiosa da Igreja: A Cartuxa. Os cartuxos procuram conciliar a vida comunitária e silenciosa com vida contemplativa. Na Cartuxa reside o silêncio total e absoluto como meio para chegar a Deus.
Reuniu em torno de si alguns companheiros dispostos a aceitar o desafio e fundou na região desértica de Chartreuse o primeiro mosteiro da ordem. O Papa Urbano II, ex-aluno de São Bruno, escolheu-o para conselheiro e chamou-o a Roma. A estadia em Roma foi breve.
Os monges não se adaptaram à cidade (construíram uma cartuxa junta às Termas de Diocleciano), e por isso tiveram a licença de voltar a Grenoble, enquanto o abade Bruno, deixando a Cúria Pontifícia, pôde descer à Itália meridional para erigir uma nova cartuxa, no modelo da francesa.
A Igreja, único lugar onde os irmãos se encontram para recitar o Ofício Divino, é coroada por pequenas casas de dois quartos, um térreo, destinado ao trabalho e outro superior, a morada do monge, onde ele ora e repousa. " O proveito e a alegria que a solidão e o silêncio do ermo trazem a todos os que O amam, só os que tiveram a experiência podem apreciar". Assim escrevia São Bruno a um amigo, pouco antes de morrer a 06 de Outubro de 1101, em Torre, na Calábria.

Fontes:

domingo, 4 de outubro de 2009

São Raimundo de Cápua, 05 de Outubro




Raimondo delle Vigne (Cápua, 1330 — Nuremberga, 1399) foi um religioso italiano, entrou na Ordem dos Pregadores em 1350, em Bolonha. Foi diretor espiritual de Santa Catarina de Sena, tendo sido ainda professor e prior em vários conventos. Exerceu os cargos de provincial na Lombardia e em 1380 mestre geral da Ordem. Sua festa litúrgica celebra-se a 5 de Outubro. 

Primeiros tempos na Ordem

Filho de uma das mais proeminentes famílias de Bolonha, foi como estudante da Universidade que conheceu a Ordem dos pregadores, que prontamente o receberam, em 1350, tendo ele mais tarde revelado que em sonhos, o próprio São Domingos o terá levado a dar esse passo. Uma das suas primeiras obrigações foi a direção espiritual de vários conventos de monjas na região de Montepulciano. Foi uma dos primeiros biógrafos de Santa Inês de Montepulciano, que tinha falecido menos de cinqüenta anos antes.
Em 1367 foi chamado a Roma a fim de se tornar o prior do convento de Minerva. Ensinou em Santa Maria Novella, em Florença, quando, em 1374 para foi enviado pelo Mestre Geral da Ordem para Sena. Ali vivia Santa Catarina de Sena, a grande mística, pelo que as autoridades da Ordem estavam naturalmente interessadas em acompanhar, sendo Raimundo nomeado seu diretor espiritual e confessor.

Com Catarina

Raimundo foi um homem cuidadoso e modesto apesar de ter sido nomeado para acompanhar uma das mulheres mais célebres do seu tempo. A princípio não demonstrou grande entusiasmo pela sua nova missão. Mas o posterior convívio mostrou-lhe que estava perante uma verdadeira santa. A sua primeira decisão foi a de lhe permitir receber a comunhão diariamente (então uma prática bastante raramente concedida aos leigos em geral). Com o advento da peste negra à região, ambos se tornaram incansáveis companheiros, apoiando e confortando os enfermos e as suas famílias. Ele próprio ficou doente, mas com os cuidados e, sobretudo, orações de Catarina restabeleceu-se quando todos o davam já como perdido. Acompanhou a vida de Catarina nos últimos seis anos que a este lhe restavam. Fruto da sua ação, Catarina envia diariamente a Raimundo dezenas de pessoas para se confessarem e converterem, o que o deixava totalmente exausto e sem tempo para mais nada. A Ordem designou mais duas freiras para o acompanharem em tal trabalho.

O cisma

Quando Catarina conseguiu persuadir o Papa Gregório VI a regressar a Roma, terminando os setenta anos de Cativeiro de Avignon, este faleceu logo após a sua chegada. A posterior confusa eleição de Urbano VI, alguns cardeais descontentes elegeram Clemente VII, como antipapa. Todo país, a Igreja e própria Ordem se dividiram em várias facções, ora apoiando um ora outro. Catarina e Raimundo ficaram do lado do papa legítimo, Urbano VI. Raimundo foi enviado por este ao rei de França a fim de estabelecer negociações, mas foi impedido por soldados e populares favoráveis à facção contrária. Catarina criticou-o severamente por lhe faltar a coragem e bravura suficiente para realizar uma missão de tal importância que de pouco valia ter salvo a própria vida.

Mestre e reformador

Poucas semanas após a morte de Catarina, em 1380, Raimundo foi eleito Mestre Geral da Ordem, pelo menos por aqueles que apoiavam Urbano VI. O seu mandato, em tais circunstâncias foi obviamente difícil e muito discutido. Para além de tudo ter tentado para reunir novamente a dividida Ordem, tentou introduzir o sistema dos observantes na Ordem, uma reforma religiosa que apenas com Santa Teresa de Ávila viria a triunfar. Mas foi criticado por negligenciar a vertente do estudo como fator primordial do carisma dominicano. No entanto a sua estratégia, de introduzir em cada província pelo menos um convento reformado, veio a mostrar-se vencedora.
Faleceu em Nurembega quando ali se encontrava a promover a reforma, sendo posteriormente transladado para Nápoles. No quinto centenário da sua morte, o papa Leão XIII procedeu à sua beatificação.


Fontes: 
http://pt.wikipedia.org/wiki/Raimundo_de_C%C3%A1pua 
http://www.dominicains.ca/Histoire/Figures/capoue.htmhttp://www.dominicains.ca/actualites/images/capoue.jpg

sábado, 3 de outubro de 2009

São Francisco de Assis, Diácono, 04 de Outubro


São Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, Úmbria, Itália, no ano de 1182, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone, gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Sonhou com as glórias militares, procurando desta maneira alcançar o "status" que sua condição exigia, e aos vinte anos, alistou-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Espoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir, de preferência, o Patrão ao servo.
Em 1206 , aos 24 anos de idade para espanto de todos, Francisco de Assis abandonou tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade, andando errante e maltrapilho, numa verdadeira afronta e protesto contra sua sociedade burguesa.
Já inteiramente mudado de coração, e a ponto de mudar de vida, passou um dia pela igreja de São Damião, abandonada e quase em ruínas. Levado pelo Espírito, entrou para rezar e se ajoelhou devotamente diante do crucifixo. Tocado por uma sensação insólita, sentiu-se todo transformado. Pouco depois, coisa inaudita, a imagem do Crucificado mexeu os lábios e falou com ele. Chamando-o pelo nome, disse: "Francisco, vai e repara a minha casa que, como vês, está em ruinas".
Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. Com alguns amigos deu início ao que seria a Ordem dos Frades Menores ou Franciscanos, cuja ordem foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Santa Clara, sua dileta amiga, fundou a Ordem das Damas Pobres ou Clarissas.
Em 1221, sob a inspiração de seu estilo de vida nasceu a Ordem Terceira para os leigos consagrados. Neste capítulo da vida do santo é caracterizado por intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, freqüentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de Paz e Bem.
Em 1220, voltou a Assis após ter-se aventurado a viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egito, redigindo a segunda Regra, aprovada pelo Papa Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos no monte Alverne a 14 de setembro de 1224.

Fontes:

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Santos Veríssimo, Máxima e Júlia, Mártires, 03 de Outubro



Testemunho de uma cristandade, de que pouco se conhece, o culto dos mártires Veríssimo, Máxima e Júlia, surge envolto em nebulosa, que apenas permite com rigor atentar na perenidade de uma memória cultivada em Lisboa, muito embora se estenda por outras zonas, como Coimbra, Braga e Porto. Na Diocese do Porto, têm S. Veríssimo como padroeiro as paróquias de Paranhos, Valbom, Nevolgilde, Lagares (Felgueiras) e São Veríssimo, de Amarante.
Uma das referências mais antigas referentes aos mártires de Lisboa surge no Martyrologium de Usuardo que, em 858, percorre diversas cidades hispânicas em busca de relíquias. Os testemunhos litúrgicos multiplicam-se ao longo dos séculos X e XI, sendo convergentes, ao consignarem o dia 1º de Outubro para memória dos três irmãos. O Padre Miguel de Oliveira sustenta a opinião de que "os santos mártires de Lisboa já estavam inscritos nos calendários uns 200 anos depois do seu martírio". Devoção guardada no seio da comunidade moçárabe, o seu eco chega a Osberno, que, na relação da conquista de Lisboa, nos dá conta das ruínas do santuário que lhes estava devotado.
O percurso da vida destes mártires, impossível de averiguar com rigor, aparece descrito num códice quatrocentista da Biblioteca Pública de Évora, (cód. CV/1-23d). Segundo a "Legenda", os irmãos lisboneses, Veríssimo, Máxima e Júlia, durante a perseguição de Dioclesiano (imperador romano de 284 a 305 d. C.), apresentaram-se espontaneamente ao executor dos éditos imperiais, confessando a fé cristã. Tentou ele dissuadi-los, com promessas e ameaças e, como nada conseguisse, mandou-os prender. Vitoriosos da prova do cárcere, aplicou-lhes o juiz vários tormentos: açoites, ecúleo, unhas de ferro, lâminas em brasa. Como ainda resistissem, mandou arrastá-los pelas ruas da cidade e, por fim, degolar. Assim alcançaram a palma do martírio a 1º de Outubro de 303 ou 304.
Não contente com o que lhes fizera em vida, perseguiu-os o juiz depois de mortos, ordenando que os cadáveres ficassem insepultos, para servirem de pasto aos cães e às aves. Como as feras os respeitassem, mandou então que os lançassem ao mar com pesadas pedras. Ainda os barqueiros não tinham regressado à praia e já os santos despojos lá se encontravam. Recolheram-nos piedosamente os cristãos e sepultaram-nos no lugar onde depois se erigiu uma Igreja que ainda por memória se chama "dos santos".
Em 1529, a comendadeira D. Ana de Mendonça, mandou colocar as relíquias em cofre de prata, ao lado direito do altar mor, com o epitáfio seguinte: "Sepultura dos santtos martyres S. Verissimo, Santa Maxima & Iulia, filhos de hum senador de Roma, vindos a esta cidade a receber martírio, por revelação do Anjo. Iazem nesta sepultura os seos santos corpos, os quaes há 1350 annos que padecerão & forão trasladados a esta casa onde jazem".
Quanto à naturalidade, nada se costuma afirmar com certeza. Só em época muito recente os hagiólogos os fizeram filhos de um senador romano e os imaginaram em Roma, em colóquio com um anjo que os mandou a Lisboa para confessarem a fé. Esta lenda refletiu-se na iconografia: os três mártires são apresentados em traje e hábito de romeiros, com bordões compridos nas mãos, como pode ver-se num belo conjunto de três imagens, do Século XVII, expostas ao culto na Igreja do extinto Mosteiro de Santos-o-Novo, em Lisboa, que guarda as relíquias dos mártires.

Fontes: