segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Santos Irmãos Vicente, Sabina e Cristeta, Mártires, 27 de Outubro



Basílica dos Santos Irmãos Mártires Vicente, Sabina e Cristeta

Por volta do ano 303, na Espanha, no período em que Diocleciano era imperador romano (284-305), os irmãos Vicente, Sabina e Cristela, naturais de Évora (?), foram torturados cruelmente. Tiveram os membros desconjuntados e as cabeças esmagadas. Pelo que podemos conferir nos anais de seu martírio, São Vicente foi feito prisioneiro antes de suas irmãs Sabina e Cristela, tendo sido levado a presença do magistrado romano Daciano, que o interrogou: "Perdôo à tua juventude essas liberdades, pois sei que não chegaste ainda à idade de uma prudência completa, pelo que te devo aconselhar que me ouças como pai, e como tal ordeno que sacrifiques aos deuses imperiais."
O jovem Vicente assim respondeu: "Careceria de sólido juízo, se, desprezando o verdadeiro Deus que criou o céu e a terra, penetrou os abismos e circundou os mares, desse culto aos falsos deuses de pau e de pedra, representados em estátuas vãs." Por esta resistência, foram-lhe concedidos três dias para pensar e negar sua fé cristã. Sabendo que não poderia negar, tentou fugir com suas irmãs, mas foram alcançados pelos soldados romanos, sofrendo então todos os martírios.
"Senhor, dai-nos coragem para mudar o que pode ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra. Dai-nos Senhor, forças para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado".

Fontes:

Beato Boaventura de Potenza, Sacerdote, 26 de Outubro


Boaventura nasceu em Potenza, Basilicata em 4 de Janeiro de 1651 filho de Lelio Lavagna e Catalina Pica. Passou os primeiros 15 anos de sua vida em grande pureza de costumes e fervor religioso: reflectia a pureza no rosto e em seus olhos. Em 4 de Outubro de 1666 tomou o hábito religioso entre os Irmãos Menores Conventuais em Nocera dei Pagani.
Depois do noviciado fez os estudos humanísticos e teológicos em Aversa, Madaloni, Benevento e Amalfi, onde foi ordenado sacerdote. Por 8 anos teve como diretor espiritual o venerável Domingo Giurardelli de Muro Lucano.
Apesar de sua resistência a ocupar postos de responsabilidade, Boaventura em Outubro de 1703 foi nomeado mestre de noviços e transferido para Nocera dei Pagani, onde se ocupou por quatro anos da formação espiritual dos jovens.
Em Junho de 1707, enquanto estava no convento do Santo Espírito de Nápoles por razões de saúde, ele se prodigalizou na assistência aos enfermos de cólera, epidemia que assolou Vomero. Em 4 de Janeiro de 1710 foi destinado ao convento de Ravello, onde assumiu a direção espiritual dos mosteiros de Santa Clara e de São Cataldo.
Fiel imitador de Seráfico Patriarca, Boaventura guardava com zeloso cuidado o precioso tesouro da pobreza que brilhava em seu hábito, cheio de remendos, em sua cela e em toda a sua vida. Por natureza tinha um temperamento intempestivo, propenso à ira, mas com a força de seu caráter e com a ajuda de Deus soube adquirir uma paciência e uma doçura inalteráveis. Frente às censuras, às injustiças e às injúrias, ainda que sentisse o sangue ferver nas veias e o coração palpitar violentamente, conseguia conservar um absoluto domínio de si mesmo.
Sua austeridade era inaudita, chegando mesmo a se flagelar até derramar sangue, às sextas-feiras, em recordação à Paixão de Cristo. Para com os pobres, os enfermos e os aflitos era compassivo e lhes prestava assistência. Como autêntico sacerdote de Cristo seu magistério era evangélico. Normalmente, com uma só pregação chegava a converter os pecadores e, às vezes, como o bom pastor, ia às suas casas para buscá-los como "ovelhas perdidas". Seu confessionário se mantinha assediado de penitentes, onde, por vezes, passava dias inteiros.
Era fervoroso e zeloso devoto da Virgem. Nas pregações convidava os fiéis à confiança e ao amor para com a divina Mãe. Não empreendia nenhuma iniciativa sem se colocar sob sua proteção maternal. A Imaculada Conceição de Maria, que ainda não era dogma definido, para ele era uma verdade da qual não se podia duvidar.
Sua vida foi marcada por carismas singulares e prodígios. Depois de oito dias de enfermidade, aos 60 anos, em 26 de Outubro de 1711, com o nome de Maria em seus lábios, expirou serenamente em Ravello. Foi beatificado pelo Papa Pio VI em 26 de Novembro de 1775.

Fontes:

domingo, 25 de outubro de 2009

São Crispim e São Crispiniano, Sapateiros, Mártires, 25 de Outubro





São Crispim e São Crispiniano eram irmãos. Padeceram o martírio no século terceiro, em Soissons, França. Diz a lenda que, embora de descendência nobre ganhavam o pão como humildes operários. Durante o dia missionários, trabalhavam de noite na pobre oficina de sapateiros. Deles afirma o Martirólogo romano: "Em Soissons, nas Gálias, os santos mártires, Crispim e Crispiniano, nobres romanos: durante a perseguição de Diocleciano, sob o governador Rictiovaro, foram degolados, depois de horríveis tormentos, obtendo assim a coroa do martírio. Os corpos foram, em seguida, transportados para Roma e aí receberam uma sepultura honrosa na Igreja de São Lourenço in Panisperna".
São considerados os padroeiros dos sapateiros. No Século VI foi construída, em Soissons, uma belíssima igreja em honra destes dois gloriosos mártires, cujas relíquias nela se acham depositadas.
Como Lisboa foi tomada aos mouros em 25 de Outubro de 1147, os santos mártires foram considerados os primeiros padroeiros da cidade reconquistada.

Ver também: São Frei Galvão

Fontes:

sábado, 24 de outubro de 2009

Beato Luis Guanella, Presbítero, 24 de Outubro



Luís Guanella nasceu em Fraciscio de Campodolcino, no Vale São Tiago (Província de Sondrio, Itália) aos 19 de dezembro de 1842. Faleceu em Como no dia 24 de outubro de 1915.
Seu vale e a localidade onde nasceu - 1350 m. acima do nível do mar - fazem parte dos Alpes. Desde a antigüidade, diferentes comunidades ali se estabeleceram. A vida não era fácil. Com muita dificuldade conseguiam sobreviver com os recursos provenientes da agricultura alpina e da criação de animais. Até o ano 1800 a sua história, economia e estrutura social são marcadas pela posição geográfica do vale fechado em ambos os lados por duas cadeias de montes altíssimos. Mesmo assim era sujeito a invasões periódicas. O vale constituía o caminho mais curto entre o sul e o norte dos Alpes centrais. Os moradores gozavam de alguns privilégios, particularmente de uma certa liberdade, com a ressalva que não criassem obstáculos para as comunicações comerciais ou militares. Orgulhosos desta liberdade eram católicos fervorosos, contrastando com o limítrofe Canton Grigioni, da Suíça, que abraçara a Reforma. Seu modo de viver caracterizava-se pela pobreza, dedicando-se aos trabalhos mais árduos para garantir a sobrevivência. Isso possibilitou a Guanella a assimilação de diversas qualidades: o hábito de uma vida sacrificada e laboriosa, a autonomia, a paciência e a firmeza nas decisões, associada a uma grande fé.
Estas qualidades fortaleceram-se na família. Seu pai, prefeito de Campolcino durante o governo austríaco e após a unificação (1859) era um homem severo e autoritário. A mãe, Maria Bianchi, era meiga e paciente. O casal teve 13 filhos. Quase todos chegaram à idade adulta.
Aos 12 anos, Luís conseguiu um vaga gratuita no Colégio Gallio em Como. Depois deu continuidade aos estudos nos seminários diocesanos (1854-1866). Sua formação cultural e espiritual identifica-se com a dos seminários da Lombardia e do Veneto. Por muito tempo estas regiões estiveram sob o domínio de governantes austríacos. O conteúdo cultural do curso teológico deixava a desejar. Em contrapartida priorizava os aspectos práticos e pastorais: teologia moral, ritos, pregação... e a formação pessoal: piedade, santidade, fidelidade. A vida cristã e sacerdotal hauria e se alimentava da devoção comum de todos os fiéis. Essa impostação concreta colocou o jovem seminarista e sacerdote muito próximo ao povo e em contato com o seu modo de viver. Quanto retornava a Frascicio por ocasião das férias de outono, dedicava-se totalmente à pobreza nos vales alpinos. Interessava-se pelas crianças, pelos idosos e doentes da sua localidade. Passava os meses prontificando-se em atendê-los. No tempo que sobrava, apaixonava-se pela questão social, recolhia e analisava ervas medicinais e se entusiasmava com a leitura da história da Igreja. No seminário teológico estabeleceu laços de amizade com Bernadino Frascolla, bispo de Foggia, que estava preso e depois submetido a domicílio forçado no seminário (1864-1866). Através deste fato, Guanella se inteirou da hostilidade existente entre o Estado e a Igreja. E foi justamente este bispo, acima citado, quem ordenou Guanella sacerdote aos 26 de maio de 1866.
Iniciou com entusiasmo a vida pastoral em Valchiavenna (Prosto, 1866 e Savogno, de 1867 a 1875). Após uma permanência de três anos com os salesianos, transferiu-se para a Paróquia de Traona, na Valtellina (1878-1881). Em seguida, por alguns meses esteve na localidade de Olmo e por último em Pianello Lario, Como (1881-1890).
Desde o início, em Savogno, revelou suas prioridades pastorais: a instrução dos jovens e dos adultos, a elevação religiosa, moral e social de seus paroquianos, defendendo o povo dos assaltos do liberalismo e com privilegiada atenção para os mais pobres. Quando necessário não deixava de intervir fortemente quando as autoridades civis se opunham ao exercício de seu ministério. Com isso não demorou muito para ser catalogado entre o rol dos indivíduos perigosos ("lei dos suspeitos"). Isso de modo especial a partir do momento em que publicou um opúsculo polêmico sobre orientações familiares. Foi em 1872. Enquanto isso, em Savogno aprofundava o conhecimento de don Bosco e da Instituição do Cotolengo. Chegou a convidar don Bosco para que fundasse un colégio no vale. Mas como o projeto não pôde ser efetivado, Guanella obteve a permissão de permanecer, por algum tempo, com dom Bosco. A pedido do Bispo, retornou à diocese, sendo destinado para Traona. Ali fundou um colégio segundo os moldes salesianos. Mas também aqui encontrou forte oposição. O mesmo que aconteceu em Savogno. Por isso obrigaram-no a fechar o colégio. Não podendo mais agir, com obediência heróica colocou-se à disposição do bispo. Este o enviou a Pianello, onde pode dedicar-se à assistência dos pobres. Ali já existia uma creche fundada por seu predecessor, don Carlos Coppini, onde trabalhavam algumas ursulinas. Trabalho em conjunto com elas fundou a Congregação das Irmãs Filhas de Santa Maria da Providência. Com elas fundou a Casa da Divina Providência em Como (1866), contando com a colaboração da Irmã Marcelina Bosatta e da bem-aventurada Clara, sua irmã. A Casa desenvolveu-se rapidamente. Ampliou a assistência, seja na parte feminina como na masculina (congregação dos Servos da Caridade), abençoada e mantida pelo Bispo Andrea Ferrari. Não demorou para a Obra expandir-se em outros lugares, além da cidade de Como. Em 1891 foi para as Províncias de Milão. Dois anos mais tarde, em 1893 iniciou suas atividades em Pavia, Sondrio, Rovigo, Roma. E não parou ali. Em 1912 foi para Consenza, para a Suíça e para os Estados Unidos. Na ocasião contava com a proteção e a amizade do Papa São Pio X. Na Obra masculina teve exímios colaboradores na pessoa de don Aurélio Bacciarini e de don Leonardo Mazzucchi. Bacciarini, mais tarde, foi designado Bispo de Lugano, na Suíça.
As Instituições e os objetivos que cativaram Guanella (e que o impediram de permanecer com don Bosco são aqueles específicos da sua terra natal. Havia muitas pessoas necessitadas: crianças e jovens, anciãos abandonados, marginalizados e deficientes mentais (incluindo, também, cegos, surdo-mudos e aleijados): toda a faixa intermediária entre os jovens de don Bosco e as pessoas incapacitadas do Cotolengo, em condições de uma recuperação: um terreno duro e árido como a sua terra natal, mas que, trabalhado com amor (nas escolas, laboratórios e colônias agrícolas) podem produzir frutos inesperados.

Bibliografia
Escritos
L. GUANELLA, “Os caminhos da Providência” (“Le vie della Provvidenza”), Roma, 1988.
L.GUANELLA, “Opere”, Roma 1988 (vol. I, II/1, II/2, IV).

Biografias
L. MAZZUCCHI, “La vita, do spirito e e le opere di don L. G.”, Como 1920. TAMBORINI G. PREATONI, “Il Servo della Carità B. L. G.” Milano 1964. V. LUCARELLI, “Un contemporaneo affascinante D. G.”, Milano 1991.

Aprofundamentos
A. BERIA, L. G. “Pagine spirituali e preghiere”, Brescia, 1957. P. PASQUALI, “G. L., in DIP”, Edizioni Paoline 1977, vol. IV, pp.1458-1461. AA.VV, “I tempi e la vita don G., ricerche biografiche”, Roma 1990. M.L. OLIVA, “L. G. “gli anni di Savogno” 1867-1875”, Roma 1991. M. CARROZZINO, “Don G. e Don Bosco, storia di un incontro e di un confronto”, Roma 1989. AA.VV. “La spiritualità di Don Luigi Guanella”. “Ricerche tematiche”, a cura di ª Dieguez, Roma 992. P. PELLEGRINI, “Don Guanella inedito, (a cura di º Minetti ª Dieguez)", Roma 1993.
CONGREGAÇÃO DOS SERVOS DA CARIDADE - OBRA DON GUANELLA

Ver também: Santo Antônio Maria Claret

Fontes:

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Santa Clotilde Paillot e Companheiras da Congregação das Ursulinas, Religiosas, Mártires, 23 de Outubro



No final do Século XVIII, em 14 de julho de 1789, a França foi duramente golpeada pela Revolução. Por um lado, foi um momento de importantes transformações para praticamente todas as sociedades ocidentais, que atualmente influenciam praticamente o mundo todo.
Por outro lado, foi um período conturbado, sangrento, em que profundas injustiças foram cometidas em nome da democracia. Entre as principais vítimas encontravam-se religiosos e religiosas, sacerdotes e leigos da Igreja Católica. Mas na verdade, mesmo os que não integravam a Igreja, mas que emitiam opiniões diferentes das dos revolucionários eram considerados "inimigos da República, inimigos da França". Milhares de vítimas (cristãs ou não) foram colocadas na prisão e sacrificadas. Os tribunais revolucionários somente interrogavam os acusados, não lhes permitindo a possibilidade de se defenderem. Esta perseguição durou até o início do Século XVIII e, em outras ocasiões, a Igreja sofreu imensamente com as perseguições impostas pelos republicanos radicais.
Em 1791, as monjas clarissas foram expulsas de seu mosteiro. Na mesma ocasião, as irmãs ursulinas, com o desejo ardente de continuar sua vida religiosa, fugiram para uma região segura fora da França. Este exílio durou de 17 de setembro de 1792 a 1º de novembro de 1793, quando as irmãs ursulinas puderam regressar a seu convento. O gozo da recuperação da vida conventual foi breve. Valenciennes caiu novamente nas mãos dos franceses e a fúria tudo derrubou.
Em 23 de outubro de 1794, Madre Clotilde Paillot e suas 9 irmãs de congregação, juntamente com a clarissa Irmã Josefina Leroux, subiram ao patíbulo recitando o "Te Deum" e as ladainhas da Virgem. No cadafalso tiveram palavras de agradecimento para os carrascos, cujas mãos elas beijaram.

Fontes:

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Beato Giuseppe Timóteo Giaccardo, Primeiro Sacerdote Paulino, 22 de Outubro





Giuseppe Timóteo Giaccardo, nasceu em 13 de julho de 1896 em Narzole, diocese de Alba, na Itália. Os pais, pobres e tementes a Deus, batizaram-no no mesmo dia do nascimento. Deram-lhe como primeiro nome Giuseppe (José), motivo por que será chamado familiarmente de ‘Pinotu’ (Zezinho). O nome de Pe. Timóteo lhe será conferido, como então se usava para os religiosos, no dia 30 de julho de 1920, por ocasião da renovação dos seus votos.
Pe. Aberione, fundador da Família Paulina, escolheu para o primeiro sacerdote da recém-fundada congregação o nome do primeiro discípulo fiel de São Paulo. Em 1948, no dia 24 de janeiro, morreu após ter rezado o “Ângelus”, ao meio-dia. O Papa João Paulo II o proclamou bem-aventurado em 22 de outubro de 1989.

Um encontro providencial
No mês de maio de 1908, José encontrou pela primeira vez o Pe. Alberione. Tal encontro definiu toda a sua vida. Tinha apenas doze anos. Pe. Alberione escreve: “Mandado pelo bispo para ajudar, no domingo, o pároco de Narzole, fraco de saúde, notei imediatamente, entre os meninos que freqüentavam a Igreja, o pequeno José, pela sua piedade, seriedade quase superior aos anos, amor ao estudo, vivacidade, sempre contida nos limites de uma alegre inocência. De manhã, com seu amigo, que mais tarde se tornou missionário na África, chegava à igreja ainda fechada para ajudar na missa e para comungar”.

Primeiro sacerdote Paulino
No dia 19 de outubro de 1919, Timóteo Giaccardo sacerdote. Sua ordenação marcou a história da Família Paulina: era o primemiro sacerdote do novo Instituto Pia Sociedade de São Paulo. A sua oredenação sacerdotal não somente confirmava as bençãos de Deus sobre a nova obra, mas declarava que o “apostolado das edições” é na Igreja e para a Igreja um ministério sacerdotal. Ele era o primeiro padre paulino que fora ordenado expressamente para um ministério novo na Igreja.
Naquela noite inesquecível, Pe. Giaccardo escrevia: “Maria, eu te amo com o amor de Jesus sacerdote. Quanto me é doce dizer-te isto. Sim, com o amor de Jesus, do qual tu me revestiste, me incorporaste, que infunde em mim a sua vida eucarística, da qual descende o meu sacerdócio”.

“Subi ao altar levando o ideal do meu tempo de clérigo: ‘Não sou mais eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim’. Para mim é muito agradável recordar, agradecer de forma explícita, Nossa Senhora, já que todo sacerdote sai do seu coração; e eu dele saí com uma superabundância de afetos, de cuidados, de providência, de graça, de vida”.

Fontes:

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Santa Úrsula e 11 Companheiras, Mártires, 21 de Outubro



Úrsula nasceu no ano 362, filha dos reis da Cornúbia, na Inglaterra. A fama de sua beleza se espalhou e ela passou a ser desejada por vários pretendentes (embora Úrsula tenha feito um voto secreto de consagração total a Deus). Seu pai acabou aceitando a proposta de casamento feita pelo duque Conanus, um general de exército pagão, seu aliado.
Úrsula fora educada nos princípios cristãos. Por isso ficou muito triste ao saber que seu pretendente era pagão. Quis recusar a proposta, mas, conforme costume da época, deveria acatar a decisão de seu pai. Pediu, então, um período de três anos para se preparar. Ela esperava converter o general Conanus durante esse tempo, ou então, encontrar um meio de evitar o casamento. Mas não conseguiu nem uma coisa, nem outra.
Conforme o combinado, ela partiu para as núpcias, viajando de navio, acompanhada de onze jovens, virgens como ela, que iriam se casar com onze soldados do duque Conanus. Há lendas e tradições que falam em onze mil virgens, ao invés de onze apenas. Mas outros escritos da época e pesquisas arqueológicas revelaram que foram mesmo onze meninas.
Foram navegando pelo rio Reno e chegaram a Colônia, na Alemanha. A cidade havia sido tomada pelo exército de Átila, rei dos hunos. Eles mataram toda a comitiva, sobrando apenas Úrsula, cuja beleza deixou encantado ao próprio Átila. Ele tentou seduzi-la e lhe propôs casamento. Ela recusou, dizendo que já era esposa do mais poderoso de todos os reis da Terra, Jesus Cristo. Átila, enfurecido, degolou pessoalmente a jovem, no dia 21 de outubro de 383. Em Colônia, uma igreja guarda o túmulo de Santa Úrsula e suas companheiras.
Durante a Idade Média, a italiana Ângela de Mérici, fundou a Companhia de Santa Úrsula, com o objetivo de dar formação cristã a meninas. Seu projeto foi que essas futuras mamães seriam multiplicadoras do Evangelho, catequizando seus próprios filhos. Foi um avanço, tendo em vista que nesta época a preocupação com a educação era voltada apenas para os homens. Segundo a fundadora, o nome da ordem surgiu de uma visão que ela teve.
Atualmente as Irmãs Ursulinas, como são chamadas as filhas de Santa Ângela, estão presentes nos cinco continentes, mantendo acesas as memórias de Santa Ângela e Santa Úrsula.

Santa Úrsula, rogai por nós!

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=17887&language=PT&img=&sz=full

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Santa Iria, Religiosa, Mártir, 20 de Outubro



Nascida de uma rica família de Nabância (Região de Tomar, Portugal), de onde era natural, Iria recebeu educação nobre num mosteiro de freiras beneditinas, governado por seu tio, o Abade Sélio, e no qual viria a professar.
Pela sua beleza e inteligência, Iria cedo reuniu a simpatia das religiosas e das pessoas da povoação, em especial dos moços e fidalgos, que disputavam entre si a as virtudes da noviça.
Entre estes mancebos contava-se Britaldo, príncipe daquele Senhorio, que veio a alimentar por Iria uma paixão doentia. Iria, porém, recusava as investidas amorosas do fogoso fidalgo, confessando-lhe a sua eterna devoção a Deus.
Dos amores de Britaldo teve conhecimento Remígio, diretor espiritual de Iria e a quem a beleza da donzela também não passara despercebida. Consumido de ciúmes, o monge fez Iria beber uma poção que fez surgir no seu corpo os sinais de gravidez. Expulsa do convento, a pobre donzela recolhera-se junto do rio para orar quando, traiçoeiramente, foi assassinada por um criado de Britaldo, a quem tinham chegado os rumores destes eventos.
Lançado ao rio, o corpo da mártir ficou depositado nas claras areias do fundo do rio Tejo, aí permanecendo, incorruptível, através dos tempos. Eis o que conta a lenda de Santa Iria...

Fontes:

domingo, 18 de outubro de 2009

São Paulo da Cruz, Presbítero, Penitente (+1773), 19 de Outubro



Paulo Francisco Danei, italiano do Piemonte, nascido em 1694, é o fundador da Congregação dos Clérigos Descalços da Santa Cruz e da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um título tão longo foi imediatamente simplificado pelo povo cristão, que resumiu no nome "passionistas" o caráter e a própria essência da nova instituição, cujos membros vivem, meditam e pregam a Paixão do Senhor.
Paulo Francisco Danei, com a idade de dezenove anos, ouvindo um sermão sobre a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, decidiu colocar-se ao seu serviço e pensou em executar imediatamente o seu programa, alistando-se como voluntário no exército que os venezianos estavam montando para uma expedição contra os turcos. Mas a pretensa cruzada tinha em mira só interesses materiais.
Amadureceu a sua verdadeira vocação, dedicando-se à oração e à penitência. Alma eminentemente contemplativa, passava até sete horas consecutivas imerso em profunda meditação. Aos 26 anos, recebeu do bispo de Alexandria, o hábito preto do penitente com os sinais da Paixão de Cristo: um coração com uma cruz em cima, com três pregos e o monograma de Cristo.
Convenceu o irmão João Batista a juntar-se a ele e juntos retiraram-se para um ermo sobre o monte Argentauro, próximo de Orbetello. Viveram aí uma vida eremítica, em duras penitências corporais. Aos domingos desciam às cidades próximas para pregar a Paixão de Cristo.
A pregação deles, apaixonada e dramática (ás vezes flagelavam-se em público para tornar mais viva a imagem de Cristo sofredor), comovia o povo e convertia até os mais refratários. As suas missões, marcadas por uma cruz de madeira, obtiveram resultados surpreendentes. O papa Bento XIII concedeu-lhes a licença de erigir a congregação e ordenou presbíteros os dois irmãos. A Regra inicial, escrita por São Paulo da Cruz, era muito rígida. Paulo, que era prestigiado por bispos e papas (em particular por Clemente XIV, que se incluía entre os seus filhos espirituais), teve de mitigar um pouco a antiga Regra dos passionistas para obter a definitiva aprovação eclesiástica.
Paulo morreu na idade de oitenta e um anos, em 18 de outubro de 1773, no convento romano anexo à igreja dos Santos João e Paulo, sobre o Monte Célio. Pio IX incluiu-o no elenco dos santos a 28 de Junho de 1867.

Ver também: São Pedro de Alcântara

Fontes:

sábado, 17 de outubro de 2009

São Lucas, Apóstolo, Evangelista, 18 de Outubro



São Lucas nasceu, provavelmente, em Antioquia da Síria. Foi amigo e companheiro de São Paulo apóstolo na tarefa da propagação do Evangelho de Jesus Cristo.
Toda a sua ciência médica e literária colocou à disposição do grande apóstolo. Entregou-lhe a sua pessoa e seguiu-o por toda a parte. Pertencente a uma família pagã, Lucas converteu-se ao cristianismo. Segundo São Paulo, era médico: “Saúdam-vos, Lucas, o médico amado e Demas" (Colossenses 4,14). Lucas, entretanto, é mais conhecido como aquele que escreveu o terceiro Evangelho. Segundo a tradição, escreveu o seu Evangelho por volta do ano 70. É o mais teólogo dos evangelistas sinóticos (Mateus, Marcos).
Ele apresenta-nos uma visão completa do mistério da vida, da morte e da ressurreição de Cristo. Embora escrevesse mais para os gregos do que para os judeus, o seu Evangelho dirige-se a todos os homens. Mostra, com isto, que a salvação que Jesus de Nazaré veio trazer dirige-se a todos os homens. É uma mensagem universal: o Filho do homem veio para procurar e salvar o que estava perdido (Lucas 19,10).
De acordo com ele, Jesus é o amigo dos pecadores; é o consolador dos que sofrem. A vinda de Jesus é causa de grande alegria. O Evangelho de Lucas propõe-se como regra de vida não somente para a pessoa em si, mas para toda a comunidade. Daí o seu cunho social. Nele se cumpriu a máxima de Jesus: “Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus”.

Fontes: