segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Santo André Avelino, Presbítero, 10 de Novembro


Santo André Avelino, santo bem querido, de um modo especial, na paróquia do Carvalhal, freguesia dos Canhas, Concelho da Ponta do Sol,  é invocado pela Igreja como santo protetor contra a morte repentina, sendo também o protetor da Terceira Idade.
A devoção da população daquela zona ao santo já é antiga, tendo-lhe sido erguida uma pequena capela e que viria a ser demolida em 1961, quando da construção da nova igreja do Carvalhal, dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Aquela capela foi mandada construir por Nuno Freitas Silva no ano de 1774.
No livro “A Freguesia dos Canhas”, o historiador madeirense Gabriel de Jesus Pita refere-se àquela capela salientando que aquela era uma casa de oração que“ainda hoje está bem guardada no coração de muitos filhos desta paróquia. Respeitamos o espírito magoado e saudosista de todos quantos o mantêm; por um lado o fato de ter sido desfeita uma obra original de gratas recordações”.

Um santo com muitos devotos
Lancelloto Avelino nasceu em Castronuovo, Itália, em 1521. Recebeu de sua mãe a formação para uma vida santa. Enquanto aprendia religião e ciências humanas, ao mesmo tempo ensinava aos menos favorecidos. Foi um rapaz belíssimo fisica e espiritualmente. Ordenou-se sacerdote e doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Em Nápoles ingressou na ordem teatina com o nome de André. Aos três votos religiosos uniu mais outros dois: Renunciar a própria vontade e progredir cada vez mais na perfeição evangélica. Conviveu com grandes santos: João Marinoni, Paulo Burali e Carlos Borromeu que o convidaram para auxiliar na reforma da diocese.
Destacou-se como formador. Deus concedeu-lhe vida longa durante a qual enriqueceu de bondade e obras santas a vida da Igreja e dos irmãos. Morreu quando iniciava a celebração eucarística na manhã do dia 10 de Novembro de 1608. Em 1712 foi canonizado pelo Papa Clemente X. Em 10 de Novembro de 2007 abrir-se-á o Ano Jubilar que celebrará os 400 anos da sua morte.

Ver também: São Leão Magno

Fontes:

domingo, 8 de novembro de 2009

Dedicação da Basílica de São João de Latrão, 09 de Novembro


Hoje a Igreja Católica celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314).
Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecumênicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um caráter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.

Fontes:

sábado, 7 de novembro de 2009

Beata Elisabeth (Isabel) da Trindade, 08 de Novembro


A beata Elisabeth da Trindade (nascida Elisabeth Catez), carmelita francesa, nasceu em 18 de julho de1880 e morreu em 9 de novembro de 1906. Foi beatificada em 25 de novembro de 1984, na Basílica de São Pedro, em Roma, pelo Papa João Paulo II.

Elisabeth Catez nasceu em Farges-en-Septaine (perto de Bourges, França). Quatro dias após seu nascimento, foi batizada. Mudou-se com sua família para Auxonne, em 1881. Dois anos depois, Elisabeth ganhou uma irmãzinha, Marguerite. Aos oito anos, confidenciou ao cônego Angles: “Eu vou ser religiosa”.
Em abril de 1891 ela fez sua Primeira Comunhão e, logo em seguida, em junho do mesmo ano, recebeu o Carisma (conforme era o costume naquela época). Inscreveu-se no Conservatório de Dijon, onde aprendia piano. Logo começou a receber prêmios de solfejos.



Elisabeth fez voto de castidade em 1894, enquanto esperava poder entrar para o Carmelo, o que ocorreu. no dia 2 de agosto de 1901, aos 21 anos de idade. Recebeu o hábito em 8 de dezembro do mesmo ano, adotando o nome de Elisabeth da Trindade. A moça relatava todas as suas experiências num diário. Em 21 de janeiro de 1903, recebeu o véu. No ano seguinte, compôs sua célebre oração “Ó meu Deus, Trindade que eu adoro”.


Durante seus anos no Carmelo, Elisabeth escreveu inúmeras cartas, assim como poemas e meditações, centradas notadamente na Trindade e no louvor.
Durante a Quaresma de 1905, a jovem religiosa começou a sentir os primeiros sintomas da Síndrome de Addison, uma insuficiência das glândulas supra-renais. Em 19 de março de 1906, Elisabeth deu entrada na enfermaria do Carmelo, onde passou a viver. Continuou escrevendo até a sua morte, em 9 de novembro daquele ano. Sua festa é comemorada todo dia 8 de novembro.

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro
Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, fazei com que eu me esqueça completamente de mim mesma para poder estabelecer-me em Vós, imóvel e pacífica como se minha alma já estivesse na Eternidade. Que nada possa perturbar minha paz, nem me afastar de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me conduza mais longe nas profundezas de Vossa Misericórdia. Pacificai minha alma, faça nela o Vosso Céu, Vossa querida morada e o lugar do Vosso repouso. Que eu jamais Vos deixe sozinho, que nela eu esteja por inteiro, bem acordada na minha fé, em total adoração, completamente entregue à Vossa Ação criadora.
Ó meu Cristo amado e crucificado por amor, eu queria ser uma esposa para o Vosso Coração, eu queria cobrir-Vos de glória, eu queria amar-Vos... Ao ponto de morrer de amor! Mas sinto minha impotência e peço-Vos para “revestir-me de Vós”, integrando minha alma a todos os movimentos da Vossa Alma, para me submergir, me invadir, substituir-me por Vós, a fim de que a minha vida seja somente uma irradiação da Vossa Vida.. Vinde em mim como Adorador, como Reparador e como Salvador.
Ó Verbo eterno, Palavra do meu Deus, quero passar minha vida a Vos escutar, quero fazer-me aprendiz a fim de tudo aprender Convosco. Então, atravessando todas as noites espirituais, todos os vazios, todas as impotências, quero olhar-Vos fixamente e permanecer sob a Vossa imensa Luz. Ó minha Estrela amada, fascinai-me para que eu permaneça para sempre sob o Vosso esplendor.
Ó Fogo ardente, Espírito Santo de amor, “fazei-Vos em mim” a fim de que aconteça, na minha alma, uma espécie de encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade na qual Ele renove o Seu Mistério. E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre esta pobre criaturinha “cobrindo-a com a Vossa sombra”, vendo nela apenas o “Bem Amado no qual Vós pusestes todo o Vosso agrado”.
Ó meu Três, meu Tudo, minha Bem-Aventurança, Solidão infinita, Imensidão onde eu me perco, entrego-me a Vós como uma presa. Escondei-Vos em mim para que eu me esconda em Vós, esperando para ir contemplar, na Vossa Luz, o abismo da Vossa grandeza.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:

Nossa Senhora Medianeira, 7 de Novembro



O culto à intercessão de Maria e à sua função de mediadora e distribuidora de graças redentoras nasceu no século IV. Podemos afirmar que todas as graças que pedimos chegam até nós pela mediação de Maria. Daí o título de Mãe da Igreja, proclamado por Paulo VI em 1964.
É muito generalizada, entre os católicos, a crença no poder intercessor de Maria. Mediante Ela, as petições dos homens sobem da terra ao céu, e por Ela desce à terra tudo o que lhe é outorgado no céu. A Mediadora das graças fala ao seu Divino Filho numa linguagem clara, precisa, direta, para apresentar-lhe os pedidos e desejos que os seus filhos da terra elevam, sem cessar, através das orações, ao longo dos séculos, em todas as latitudes, raças e línguas.
O Evangelho apresenta-a como a mediadora que obtém do seu Filho o primeiro milagre público: a conversão da água em vinho, nas bodas de Caná. É a intermediária entre Jesus e São João Batista, santificado antes de nascer. E enquanto a Virgem orava no cenáculo, desceu sobre ela e os apóstolos o Espírito Santo.
É na Ave-Maria onde melhor lhe expressamos a nossa devoção: “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Fontes:

São Nuno de Santa Maria, Religioso, 6 de Novembro



Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Castelo do Bonjardim. Aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e por essa altura foi armado Cavaleiro.
Por obediência a seu pai, casa-se com Dona Leonor de Alvim, rica dama de Entre-d’Oouro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de Dom Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional entra em atividade política.
Em Santarém dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém. Convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer várias batalhas (Atoleiros, Aljubarrota), e já viúvo, inicia a construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423. Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida.
Ei-lo agora, asceta desapegado das ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único serviço de adorar e servir a Deus: o herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria.
A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo, que o Papa Bento XV confirma no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano. Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.

Fontes:

Beato Caio Coreano, 05 de Novembro


É considerado o primeiro mártir cristão de origem coreana. Nasceu em 1571, ainda antes da cristianização da Coréia. Foi feito prisioneiro pelos japoneses e é no Japão que acolhe a fé cristã. Por essa razão, foi condenado à morte em 1624.
Caio foi beatificado pelo Papa Pio IX a 7 de maio de 1867 com outros 204 mártires.

Fontes:

São Carlos Borromeu, Bispo, 4 de Novembro


Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margarete de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559-1656), do qual era sobrinho. Carlos recebeu ótima formação humana e cristã, tendo estudado na Universidade de Pavia, e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas.
Chamado a Roma por seu tio, o Papa Pio IV, São Carlos aceitou a nomeação e responsabilidades de cardeal e arcebispo de Milão, antes mesmo de receber os Sacramentos da Ordem (naquela época, isto era possível) num tempo em que a Igreja abria-se para sua renovação interna.

Fontes:
wapedia.mobil.pt

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

São Martinho de Lima, Religioso, 03 de Novembro



Canonizado por João XXIII em 6 de maio de 1962, Martinho é uma figura de destaque no histórico da Igreja Católica. Nascido em Lima (Peru), a 9 de Dezembro de 1517, passou inúmeras dificuldades, na infância, pela falta de recursos que viessem a custear os seus estudos ou para a manutenção de sua própria alimentação.
Depois de ter estudado farmácia, aos quinze anos abandonou a sua vida mundana para bater às portas do convento dos Dominicanos. Recebido na ordem, a sua carreira eclesiástica cresceu rapidamente.
São Martinho exercia dentro da ordem as tarefas mais trabalhosas e repugnantes, e foi a partir daí que seu reconhecimento se deu. As autoridades do convento notaram o que realmente significava aquela alma para eles e ofereceram-lhe uma posição de destaque.
A sua fama ultrapassou os muros e ganhou a devoção do povo, que percebia claramente a sua santidade. Morreu em 3 de dezembro de 1639, deixando uma legião de fiéis.

Fontes:

domingo, 1 de novembro de 2009

Fiéis Defuntos, 02 de Novembro



Para muitas pessoas, o dia de finados é uma data triste, que deveria ser excluída do calendário. Muitos, nesse dia, ficam deprimidos ao recordarem os seus entes queridos que partiram desta vida. Alguns isolam-se, outros viajam para esconder suas mágoas...
Porém, poucos conseguem ver que o dia de finados deve ser um momento de reflexão acerca de como anda a nossa conversão. Deve ser um dia de "fechamento para balanço", daqueles em que se pára tudo, totalizam-se os lucros e os prejuízos e promete-se e permite-se vida nova.
Não podemos esquecer-nos de que um dia estaremos também partindo desta vida. Não podemos ignorar isso pois, como um ladrão na noite, como diz o Evangelho, esse dia chegará. Felizes aqueles que foram "apanhados" em oração, com os Sacramentos em dia.
Muitas pessoas lamentam a "perda" de um pai ou uma mãe e esquecem-se de que eles fizeram apenas uma viagem distante e que estão esperando por nós. Partiram quando o Pai, transbordando de saudades, gritou: - Filho(a), há quanto tempo estás aí! Volta para casa! - e assim foi feito.
Muitos, porém, desses que lamentam a perda de um ente querido, ao invés de serem verdadeiramente santos para, um dia, voltarem a encontrar-se com seus parentes e amigos que partiram desta vida, tomam um outro rumo, ora distanciando-se de Deus e da Sua Igreja ora vivendo uma fé morna, como diz Jesus. Não percebem que, ao fazer isso, desperdiçam a única oportunidade que têm de rever essas pessoas. É uma pena...
Neste dia 2 de Novembro, que possamos verdadeiramente rever os nossos sonhos, a nossa vida, a nossa fé e, pela glória de Deus, mudar de rumo, se necessário for.

Fontes:

sábado, 31 de outubro de 2009

Festa de Todos os Santos de Deus, 1º de Novembro



Beato Jan van Ruusbroec (1293-1381), cônego regular

Os Sete Graus do Amor
(cf. com a trad. de Louf, Bellefontaine 1990, p. 217)
Com todos os santos
Na vida eterna, contemplaremos com os olhos da inteligência a glória de Deus, de todos os anjos e de todos os santos, assim como a recompensa e a glória de cada um em particular, das maneiras que quisermos. No último dia, no julgamento de Deus, quando pelo poder de Nosso Senhor ressuscitarmos com os nossos corpos gloriosos, esses corpos estarão resplandecentes como a neve, serão mais brilhantes do que o sol, transparentes como cristal [...]. Cristo, nosso chantre e mestre de coro, cantará com a Sua voz triunfante e doce um cântico eterno, elogio e honra a Seu Pai celeste. Todos nós entoaremos esse cântico, com espírito alegre e voz clara, eternamente, para todo o sempre. A glória da nossa alma e a sua felicidade refletir-se-ão nos nossos sentidos e atravessar-nos-ão os membros; contemplar-no-emos mutuamente com nossos olhos glorificados; escutaremos, diremos, cantaremos esse elogio de Nosso Senhor com vozes que nunca desfalecerão.
Cristo servir-nos-á; mostrar-nos-á a Sua face luminosa e o Seu corpo com as marcas da fidelidade e do amor. Veremos também em todos os corpos gloriosos as marcas desse amor com que serviram a Deus desde o princípio do mundo [...]. Os corações vivos embrasar-se-ão de um amor ardente por Deus e por todos os santos [...].
Cristo, na Sua natureza humana, dirigirá o coro da direita, porque essa natureza foi o que Deus fez de mais nobre e sublime. A esse coro pertencem todos aqueles em que Ele vive, e que n'Ele vivem. O outro coro é o dos anjos; ainda que pela sua natureza estes sejam seres mais elevados, nós, os homens, recebemos mais de Jesus Cristo, com Quem somos um. Ele será, no meio do coro dos anjos e dos homens, o supremo pontífice, diante do trono da soberana majestade de Deus. E, diante de Seu Pai celeste, Deus todo-poderoso, oferecerá e renovará todas as oferendas que Lhe forem apresentadas pelos anjos e pelos homens; e estas renovar-se-ão ininterruptamente, e para sempre se manterão na glória de Deus.

Fontes:

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Imaculado Coração de Maria (Solenidade em Angola), Encerramento do Mês do Rosário, 31 de Outubro


Esta memória ao Imaculado Coração de Maria não é nova na Igreja; tem as suas profundas raízes no Evangelho que repetidamente chama a nossa atenção para o Coração da Mãe de Deus. Por isto, na Tradição Viva da Igreja encontramos esta devoção confirmada pelos Santos Padres, Místicos da Idade Média, Santos, Teólogos e Papas como João Paulo II.
"Depois ele desceu com eles para Nazaré; era-lhes submisso; e a sua mãe guardava todos esses acontecimentos em seu coração". Este relato bíblico que se encontra no Evangelho segundo São Lucas, une-se ao canto de louvor entoado por Maria, o Magnificat; a compaixão e intercessão diante do vinho que havia acabado e a presença de Maria de pé junto a Cruz, revelam-nos a sintonia do Imaculado Coração de Maria para com o Sagrado Coração de Jesus.
Entre os santos, São João Eudes destacou-se como apóstolo desta devoção e, entre os Papas que propagaram esta devoção, destaca-se Pio XII que em 1942 consagrou o mundo inteiro ao Coração Imaculado de Maria. As aparições de Nossa Senhora em Fátima no ano de 1917, de tal forma espalharam a devoção ao Coração de Maria que o Cardeal Cerejeira disse um dia: "Qual é precisamente a mensagem de Fátima? Creio que poderá resumir-se nestes termos: a manifestação do Coração Imaculado de Maria ao mundo atual, para o salvar". Desta forma, pudemos conhecer que o Pai e Jesus querem estabelecer no mundo inteiro a devoção ao Imaculado Coração, que se encontra fundamentada na Consagração e Reparação a este Coração que "no final triunfará".

Ver também: Santo Afonso Rodrigues

Fontes:

São Geraldo de Potenza, Bispo, 30 de Outubro



São Geraldo era natural de Placência e transferiu-se para Potenza. No Martirológio Romano, é fixada a memória de São Geraldo, bispo de Potenza, na Lucânia. Foi escolhido bispo por suas virtudes. Morreu apenas oito anos após a sua escolha para o episcopado. O seu sucessor, Manfredo, escreveu a vida do bispo São Geraldo.
Mas há outro Geraldo, também ele de Potenza, que teve fama bem superior ao bispo medieval. Trata-se de São Geraldo Majela, um dos santos mais populares da Itália meridional. E há motivo para esta popularidade: ele era invocado, sobretudo, pelas gestantes e parturientes.
Sua vida está repleta de privações, de sofrimentos, de humilhações, mas tudo está profundamente animado, finalizado com um encontro vivo e pessoal com Deus. São Geraldo, no seu leito de morte, podia afirmar não saber o que fosse uma tentação impura: tinha sobre a mulher uma concepção superior - olhava toda a mulher como uma imagem de Nossa Senhora, "louvor perene à Santíssima Trindade".
Eram entusiasmos místicos de uma alma simples, mas cheia de amor espiritual. Exclamava frequentemente: "Meu querido Deus, meu Espírito Santo", sentindo dentro de si a bondade e o amor infinitos de Deus.

Fontes:

São Narciso, Bispo de Jerusalém, 29 de Outubro



Segundo Eusébio, São Narciso era natural da Palestina e foi o 15º Bispo de Jerusalém, eleito em 189. Presidiu o Concílio de Cesaréia (197) e encabeçou a lista de assinaturas de uma carta que o episcopado da Palestina enviara ao papa São Vitor. Nesta carta, os bispos declaravam observar os rito e usos da Igreja romana.
Contam que certa vez fora acusado de um crime que não cometera. Os caluniadores confirmaram por falsos juramentos a acusação. O primeiro dissera que se estivesse mentindo que o queimassem vivo. Já o segundo chamou sobre si a praga de lepra, se o que havia dito não fosse verdade. Por fim, o terceiro jurou pela luz de seus olhos que estava falando a verdade.
Narciso ficou muito desgostoso e resolveu deixar a cidade secretamente. Foi para o deserto de Nítria, onde viveu oculto durante 8 anos.
Aconteceu, então, que abateu-se sobre os caluniadores o mal que cada um havia arrogado sobre si: o primeiro morreu queimado; o segundo foi consumido pela lepra; e o terceiro ficou cego.
Voltando a Jerusalém, resolveu reassumir, juntamente com o bispo Górdio, o pastoreio de sue rebanho. Morreu por volta de 212, aos 116 anos de idade.

Fontes:

São Simão e São Judas Tadeu, Apóstolos de Cristo, Mártires, 28 de Outubro



Simão e Judas aparecem juntos nas diversas listas dos "doze". Na lista dos doze, Simão vem no undécimo lugar em Marcos e Mateus e no décimo em Lucas; Judas no undécimo em Lucas e no décimo em Marcos e Mateus. Dão a este o cognome de Tadeu. O lugar no fim da lista leva a pensar nos trabalhadores contratados às cinco horas da tarde (Mt 20,6). "São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, também chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, o filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, aquele que o traiu ..." (Mateus 10,1ss.).
A respeito de Simão, apenas sabemos que era originário de Caná e era chamado Zelota. Certamente Simão teria pertencido ao partido radical e nacionalista dos zelotas, opositores intransigentes do domínio romano na Palestina.
Quanto a Judas, chamado Tadeu, sabemos pelo Evangelho que, na Última Ceia, perguntou a Jesus: "'Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo?' Respondeu-lhe Jesus: 'Se alguém me ama, guardará minha palavra e o meu Pai o amará, e a ele viremos e nele estabeleceremos morada. Quem não me ama não guarda minhas palavras; e a palavra que ouvis não é minha, mas do Pai que me enviou.' "
Segundo São Jerônimo, Judas terá pregado em Osroene (região de Edessa). Terá evangelizado a Mesopotâmia. São Paulino de Nola tinha-o como apóstolo na Líbia. Fortunato de Poitiers julgava-o enterrado na Pérsia. Os martirológios latinos conservam esta notícia, utilizando uma narração que o reúne a Simão.

Fontes: