quinta-feira, 12 de novembro de 2009

São Teodoro Studita, Abade, Confessor / São Luís Versiglia e São Calisto Caravario, Mártires, 13 de Novembro

PAPA BENTO XVI
AUDIÊNCIA GERAL

Praça de São Pedro
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009

São Teodoro Studita

Queridos irmãos e irmãs

O Santo que hoje encontramos, São Teodoro Studita leva-nos à plena Idade Média bizantina, a um período bastante turbulento sob os pontos de vista religioso e político. São Teodoro nasceu em 759 numa família nobre e piedosa: a mãe, Teoctista, e um tio, Platão, abade do mosteiro de Sakkudion, na Bitínia, são venerados como santos. Foi precisamente o tio que o orientou para a vida monástica, que ele abraçou com a idade de 22 anos. Foi ordenado sacerdote pelo Patriarca Tarásio, mas em seguida interrompeu a comunhão com ele pela debilidade demonstrada no caso do matrimônio adúltero do imperador Constantino VI. A conseqüência foi o exílio de Teodoro para Tessalônica em 796. A reconciliação com a autoridade imperial aconteceu no ano seguinte, sob a imperatriz Irene, cuja benevolência levou Teodoro e Platão a transferir-se para o mosteiro urbano de Studios, juntamente com uma boa parte da comunidade dos monges de Sakkudion, para evitar as incursões dos sarracenos. Deste modo teve início a importante "reforma studita".
Todavia, a vicissitude pessoal de Teodoro continuou a ser movimentada. Com a sua energia habitual, tornou-se o chefe da resistência contra o iconoclasmo de Leão V, o Armênio, que se opôs novamente à existência de imagens e ícones na Igreja. A procissão de ícones, organizada pelos montes de Studios, desencadeou a reação da polícia. De 815 a 821, Teodoro foi flagelado, aprisionado e exilado em diversos lugares da Ásia. No final conseguiu voltar para Constantinopla, mas não para o seu mosteiro. Então, estabeleceu-se com os seus monges na outra margem do Bósforo. Parece que veio a falecer em Prinkipo, a 11 de Novembro de 826, dia em que o calendário bizantino o recorda. Teodoro distinguiu-se na história da Igreja como um dos grandes reformadores da vida monástica e também como defensor das imagens sacras, durante a segunda fase do iconoclasmo, ao lado do Patriarca de Constantinopla, São Nicéforo. Teodoro compreendera que a questão da veneração dos ícones interpelava a própria verdade da Encarnação. Nos seus três livros Antirretikoi (Contestações), Teodoro faz uma comparação entre as relações eternas intratrinitárias, onde a existência de cada uma das Pessoas divinas não destrói a unidade, e as relações entre as duas naturezas em Cristo, que não comprometem n'Ele a única Pessoa do Logos. E argumenta: abolir a veneração do ícone de Cristo significaria eliminar a Sua própria obra redentora, dado que, assumindo a natureza humana, a Palavra eterna invisível apareceu na carne humana visível e, deste modo, santificou todo o cosmos visível. Santificados pela bênção litúrgica e pelas orações dos fiéis, os ícones unem-nos à Pessoa de Cristo, aos Seus santos e, através deles, ao Pai celeste, e dão testemunho do ingresso da realidade divina no nosso cosmos visível e material.
Teodoro e os seus monges, testemunhas de coragem no tempo das perseguições iconoclastas, estão inseparavelmente ligados à reforma da vida cenobítica no mundo bizantino. A sua importância já se impõe por uma circunstância externa: o número. Enquanto nos mosteiros dessa época não havia mais que trinta ou quarenta monges, da Vida de Teodoro sabemos da existência global de mais de mil monges studitas. É o próprio Teodoro que nos informa sobre a presença, no seu mosteiro, de cerca de trezentos monges; portanto, vemos o entusiasmo da fé que nasceu no contexto deste homem realmente informado e formado pela própria fé. No entanto, mais do que o número, revelou-se influente o novo espírito que o fundador imprimiu à vida cenobítica. Nos seus escritos, ele insiste sobre a urgência de um retorno consciente ao ensinamento dos Padres, principalmente a São Basílio, primeiro legislador da vida monástica, e a São Doroteu de Gaza, famoso padre espiritual do deserto da Palestina. A contribuição característica de Teodoro consiste na insistência sobre a necessidade da ordem e da submissão por parte dos monges. Durante as perseguições, eles dispersaram-se, habituando-se a viver cada qual segundo o próprio juízo. Agora, que fora possível reconstituir a vida comum, era necessário comprometer-se profundamente para voltar a fazer do mosteiro uma verdadeira comunidade plenamente organizada, uma autêntica família ou, como ele mesmo diz, um verdadeiro "Corpo de Cristo". É em tal comunidade que se verifica, de maneira concreta, a realidade da Igreja no seu conjunto.
Outra convicção fundamental de Teodoro é a seguinte: em relação aos seculares, os monges assumem o compromisso de observar os deveres cristãos com maior rigor e intensidade. Por isso, pronunciam uma profissão especial, que pertence às hagiasmata (consagrações) e é quase um "novo batismo", cujo símbolo é a vestidura. Contudo, a característica dos monges em relação aos seculares é o compromisso da pobreza, da castidade e da obediência. Dirigindo-se aos monges, Teodoro fala da pobreza de modo concreto, às vezes quase pitoresto, mas no seguimento de Cristo ela é, desde o início, um elemento essencial do monaquismo e indica também um caminho para todos nós. A renúncia à propriedade particular, esta liberdade das coisas materiais, assim como a sobriedade e a simplicidade, valem de forma radical somente para os monges, mas o espírito de tal renúncia é igual para todos. Com efeito, não podemos depender da propriedade material mas, ao contrário, temos que aprender a renúncia, a simplicidade, a austeridade e a sobriedade. Somente assim pode crescer uma sociedade solidária e pode ser superado o problema da pobreza deste mundo. Portanto, neste sentido o sinal radical dos monges pobres indica substancialmente também a vereda para todos nós. Além disso, quando expõe as tentações contra a castidade, Teodoro não esconde as próprias experiências, e demonstra o caminho de luta interior para encontrar o domínio de si mesmo e, assim, o respeito pelo próprio corpo e do próximo, como templo de Deus.
Mas, para ele, as renúncias principais são exigidas pela obediência, porque cada um dos monges tem o seu modo de viver, e a inserção na grande comunidade de trezentos monges implica realmente um novo estilo de vida, que ele qualifica como o "martírio da submissão". Também aqui os monges apresentam apenas um exemplo de como isso é necessário para nós mesmos, porque depois do pecado original a tendência do homem é fazer a própria vontade, o princípio primário é a vida do mundo e todo o resto deve ser submetido à própria vontade. Mas, deste modo, se cada um seguir somente a si mesmo, o tecido social não poderá funcionar. Só aprendendo a inserir-se na liberdade comum, a compartilhar e a submeter-se a esta, aprendendo a legalidade, ou seja, a submissão e a obediência às regras do bem comum e da vida conjunta poderei salvar a sociedade e eu mesmo da soberba de ser o centro do mundo. Assim, com uma introspecção requintada, São Teodoro ajuda os seus monges e, enfim, também a nós, a compreendermos a verdadeira vida, a resistir à tentação de pôr a própria vontade como máxima regra de vida, e a conservar a verdadeira identidade pessoal – que é sempre uma identidade em conjunto com os outros – e a paz do coração.
Para Teodoro Studita, uma virtude tão importante quanto a obediência e a humildade é a aphilergia, ou seja, o amor ao trabalho, em que ele vê um critério para provar a qualidade da devoção pessoal: quem é fervoroso nos compromissos materiais, quem trabalha com assiduidade, argumenta ele, o é também nos compromissos espirituais. Por isso não admite que, sob o pretexto da oração e da contemplação, o monge se exima do trabalho, também do trabalho manual, que na realidade é, na sua opinião e segundo toda a tradição monástica, o modo para encontrar Deus. Teodoro não tem medo de falar do trabalho como do "sacrifício do monge", da sua "liturgia" e até de um tipo de Missa através da qual a vida monástica se torna uma vida angélica. E, precisamente assim, o mundo do trabalho deve ser humanizado e, mediante o trabalho, o homem torna-se mais ele mesmo, mais próximo de Deus. Uma consequência desta visão singular merece ser recordada: exatamente porque é fruto de uma forma de "liturgia", as riquezas alcançadas a partir do trabalho comum não devem servir para a comodidade dos monges, mas ser destinadas à ajuda aos pobres. Aqui todos nós podemos entrever a necessidade de que o fruto do trabalho seja um bem para todos. Obviamente, o trabalho dos "studitas" não era apenas manual: eles tiveram uma grande importância no desenvolvimento religioso-cultural da civilização bizantina como calígrafos, pintores, poetas, educadores dos jovens, professores escolares e bibliotecários.
Mesmo exercendo uma atividade externa muito vasta, Teodoro não se deixava distrair por aquilo que considerava estritamente pertinente à sua função de superior: ser o pai espiritual dos seus monges. Ele sabia como fora decisiva a influência que tiveram, na sua vida, tanto a boa mãe como o santo tio Platão, por ele qualificado com o título significativo de "pai". Por isso, exercia sobre os monges a direção espiritual. Cada dia, menciona o biógrafo, depois da oração vespertina ele punha-se diante da iconostase para ouvir as confissões de todos. Aconselhava também espiritualmente muitas pessoas fora do próprio mosteiro. O Testamento espiritual e as Cartas põem em evidência esta sua índole aberta e carinhosa, demonstrando como da sua paternidade nasceram autênticas amizades espirituais, no âmbito monástico e mesmo fora dele.
A Regra, conhecida com o nome de Hypotyposis, codificada pouco tempo depois da morte de Teodoro, foi adotada com algumas modificações no Monte Athos quando, em 962, Santo Atanásio Athonita fundou aí a Grande Lavra, na Rus' de Kiev quando, no início do segundo milênio, São Teodósio a introduziu na Lavra das Grutas. Compreendida no seu significado genuíno, a Regra revela-se singularmente atual. Hoje, existem numerosas correntes que ameaçam a unidade da fé comunitária e impelem para um tipo de perigoso individualismo e soberba espirituais. É necessário comprometer-se em defender e fazer crescer a perfeita unidade do Corpo de Cristo, na qual podem compor-se harmoniosamente a paz da ordem e os sinceros relacionamentos pessoais no Espírito.
Talvez seja útil retomar, no final, alguns dos elementos principais da doutrina espiritual de Teodoro. Amor ao Senhor encarnado e à Sua visibilidade na Liturgia e nos ícones. Fidelidade ao batismo e compromisso de viver na comunhão do Corpo de Cristo, entendida inclusive como comunhão dos cristãos entre si. Espírito de pobreza, de sobriedade, de renúncia, castidade, domínio de si mesmo, humildade e obediência contra o primado da própria vontade, que destrói o tecido social e a paz das almas. Amor pelo trabalho material e espiritual. Amizade espiritual nascida da purificação da própria consciência, da própria alma e da própria vida. Procuremos seguir estes ensinamentos, que realmente nos indicam o caminho da verdadeira vida.

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São Luís Versiglia e São Calisto Caravario
Luís Versiglia nasceu em 5 de junho de 1873, em Oliva Gessi, Pádua, Lombardia, Itália em 1873. Aos 12 anos foi estudar para Valdocco. O ambiente intensamente religioso, o entusiasmo missionário e o fascínio e a santidade de Dom Bosco, já nos seus últimos anos de vida, transformaram a postura do rapaz. De Dom Bosco ouviu um dia: "Vem ter comigo, tenho uma coisa para te dizer".
Este encontro nunca chegou-se a dar, porque Dom Bosco faleceu entretanto. Mas Luís foi conquistado da mesma maneira e, no fim dos estudos, pediu para "ficar com Dom Bosco". Nutria no coração a secreta esperança de partir um dia como missionário. Fez os estudos de filosofia e teologia em Roma. Ao mesmo tempo mantinha uma importante atividade pastoral no oratório do Sagrado Coração, junto à estação Termini de Roma. Foi Ordenado Sacerdote Salesiano em 21 de dezembro de 1895.
Tornou-se depois professor e assistente dos noviços em Foglizzo, perto de Turim. Foi sempre um eficaz formador de personalidades, cordial e bom amigo de todos.
Em 1906 ele liderou a primeira expedição missionária salesiana à China, preenchendo uma profecia de Dom Bosco. Logo estabeleceu a casa Matriz em Macau. Foi indicado Vigário Apostólico em Shiu Chow e Bispo titular de Carystus em 22 de abril de 1920. Em 1929, Mons. Versiglia ordenou como padre o salesiano Calisto Caravario. Ambos haviam sido alunos da casa mãe de Valdocco. Padre Calisto nasceu em Cuorgnè, junto de Turim. Em 1922, encontrou-se com Mons. Versilgia e prometeu-lhe: "Segui-lo-ei até a China".

E assim foi. A 23 de Fevereiro de 1930, Don Versiglia e Don Caravario e outros cinco jovens missionários partiram juntos para uma longa viagem apostólica, em visita a uma pequena comunidade cristã em Lin Chow (Li Tau Tseu).
Mas, dois dias depois, foram mortos pelos comunistas, que tinham ódio à Fé católica. Foram mortos por serem missionários católicos que pregavam o Evangelho de Jesus Cristo e, também, por terem defendido algumas jovens catequistas que viajavam com eles e que os bandidos queriam escravizar.
Mons. Luís Versiglia e Calisto Caravário são, pois, os primeiros mártires salesianos. O Papa João Paulo II declarou-os santos em Roma a 1º de Outubro de 2000. A sua festa celebra-se a 25 de fevereiro data de seus martírios, também no dia 13 de novembro que é o dia que a comunidade salesiana celebra a Missa para os benfeitores mortos da Família Salesiana e no dia 28 de setembro, junto com os demais mártires da China.

Fontes:
http://www.inspetoriasalesiana.com.br/missionaria/
http://www.salesians.org.uk/dbuk/saints4.html

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Santo Anastácio (conhecido também como Santo Anastasius, o Persa), Mártir, 12 de Novembro



Nasceu na Pérsia com o nome de Mangundat. De acordo com o seu biógrafo grego, Mangundat era um jovem soldado persa no exercito do Rei Chrosroes II quando capturou Jerusalém em 614 d.C.Ele tornou-se curioso a cerca da religião dos cristãos e ficou muito impressionado pelas suas sublimes verdades. Quando ele voltou para a Pérsia deixou o exército e se retirou para Hierápolis. Ali ele morava e trabalhava com um devoto cristão persa que era ferreiro. A arte religiosa que ele ficou conhecendo inspirou ainda mais a sua fé e finalmente ele deixou Hierápolis e foi para Jerusalém onde ele foi batizado como Anastasius por Modestus e entrou em um monastério em 621.
Anastácio era o primeiro em suas obrigações espirituais, especialmente em assistir a Missa. Seus sermões piedosos atestam a sinceridade de sua alma. Ele lia acerca dos triunfos dos mártires com lágrimas abundantes. Após sete anos de monastério ele obteve a permissão de ir para a Caesarea, na Palestina para visitar os lugares santos e pregar o Evangelho as guarnições persas. Por lá ele foi preso, açoitado e colocado para trabalhos forçados.
O governador Marzabanes ordenou que ele fosse acorrentado a um outro prisioneiro, seu pescoço e um pé ligados por uma pesada corrente, e o condenou a carregar pedras em uma pedreira próxima. Sabendo dos problemas de Anastácio seu velho Abade enviou dois monges para assisti-lo e ordenou que rezassem por ele. Nesse meio tempo Anastácio orava todas as noites. Um judeu relatou que o viu envolto em uma luz brilhante com anjos orando com ele.
O governador mandou chamá-lo. Marzabanes havia recebido ordens detalhadas de Chrosroes. Se Anastácio renegasse o Cristianismo em público, ele poderia retornar ao serviço militar ou ainda continuar cristão e retornar ao monastério. O governador ainda adicionou que ele poderia continuar um cristão de coração, desde que renunciasse a Cristo, privadamente na presença apenas do governador. Anastácio enviou sua resposta que ele nunca iria mentir, privada ou públicamente.
Sempre recusando a renegar a sua fé, ele foi levado acorrentado para Euphrates onde um oficial de Chrosroes falhou a induzi-lo a renunciar a Cristo, mesmo com a ajuda da tortura. Foi açoitado com varas por três dias consecutivos. Sua pele chegou a sair em várias partes. O oficial ficou pasmo com a tranqüilidade e paciência de Anastácio e foi de novo a Rei para relatar o acontecido. 
Neste período, o carcereiro, que era um cristão, deu livre acesso ao prisioneiro e logo a prisão estava cheia de cristãos. Cada um beijava suas correntes e seus pés e guardava qualquer relíquia tocada pelo santo. Eles também passavam cera nas correntes para receberem suas impressões. O santo estava embaraçado por tudo isso e tentava desencorajar seus admiradores.
Num mesmo evento, junto com 68 outros cristãos, Anastácio foi estrangulado e degolado às margens do Rio Eufrates. Os corpos foram deixados expostos para serem devorados pelos cães e aves de rapina, mas milagrosamente seu corpo e sua cabeça ficaram intocados.
Seu corpo foi enterrado no Monastério de São Sérgio, próximo ao local onde foi morto e, mais tarde, foi levado para a Palestina, Constantinopla e em 640 para Roma, onde ele está num Santuário na Capela de Scalas Sanctus perto de São João de Latrão. O monge que o recebeu, levou sua túnica de linho de volta ao seu Monastério na Palestina.
Sua cabeça foi levada para Roma e está em um Santuário na Igreja de São Anastácio. Vários milagres são atribuído a esta cabeça, os quais foram aprovados pelo Sétimo Consilho Geral. A vida de Anastácio foi escrita por São Beda. São Anastácio é honrado pela Igreja Grega, Romana e Inglesa. No Brasil, é padroeiro da cidade de Tamboril no Ceará. Sua festa é celebrada no dia 12 de novembro.

Fonte:

São Mennas do Egito, Mártir, 11 de Novembro



Provavelmente nasceu no Egito.Todas as representações dele sempre o apresentam acompanhado de dois camelos e ele deve ter sido um condutor de camelos antes de se alistar no exército romano. Ele também era um cristão. Quando sua legião chegou em Frígia as perseguições sob o imperador Diocleciano começaram. Mennas desertou do seu posto de modo a escapar da morte e se escondeu em uma caverna na montanha.
Mas como cada vez mais e mais cristãos eram assassinados por ordem dos editos de Diocleciano, Mennas decidiu que deveria fazer uma profissão pública da sua fé. Ele cuidadosamente escolheu o momento. Durante os jogos anuais na arena em Phrygia, Mennas repentinamente apareceu diante dos espectadores e anunciou que ele era um cristão. Ele foi torturado e acoitado para renunciar a sua fé, mas como não o fizesse foi decapitado. Diz a tradição que seu olhos foram arrancados e sua língua e mãos foram cortados e foi deixado para morrer por sangramento, mas no dia seguinte estavam milagrosamente restauradas, e este fato fez com que Hermógenes fosse convertido. O procônsul encarregado do martírio, furioso ordenou então que fosse decapitado, isto em 303 DC.
Após a sua morte o corpo de Mennas foi levado de volta ao Egito para ser enterrado. Na sua tumba foi erigido um santuário, e a água santa retirada neste local é encontrada em todos os países do mediterrâneo.
O templo dele em Karm Abu Mina ao sudoeste de Alexandria e Lago Mareotis, a beira do deserto da Líbia, onde as ruínas de uma igreja e antigas peças de honrarias a São Mennas podem ser encontradas até hoje. Ele foi muito venerado na idade média e ainda hoje é considerado um dos grande santos do Egito.

Na arte litúrgica da Igreja ele é mostrado como um jovem cavaleiro com uma alabarda. Outras vezes ele é mostrado sem os olhos e com suas mãos cortadas, mas sempre tendo ao lado dois camelos. Ele e é o patrono dos andarilhos e daqueles que são falsamente acusados. Sua festa é celebrada no dia 11 de novembro.
Não confundir com Santa Menna, que tem uma linda igreja em Sao José do Campos, SP e em outros locais do Brasil.

Ver também: São Martinho de Tours

Fonte:

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Santo André Avelino, Presbítero, 10 de Novembro


Santo André Avelino, santo bem querido, de um modo especial, na paróquia do Carvalhal, freguesia dos Canhas, Concelho da Ponta do Sol,  é invocado pela Igreja como santo protetor contra a morte repentina, sendo também o protetor da Terceira Idade.
A devoção da população daquela zona ao santo já é antiga, tendo-lhe sido erguida uma pequena capela e que viria a ser demolida em 1961, quando da construção da nova igreja do Carvalhal, dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Aquela capela foi mandada construir por Nuno Freitas Silva no ano de 1774.
No livro “A Freguesia dos Canhas”, o historiador madeirense Gabriel de Jesus Pita refere-se àquela capela salientando que aquela era uma casa de oração que“ainda hoje está bem guardada no coração de muitos filhos desta paróquia. Respeitamos o espírito magoado e saudosista de todos quantos o mantêm; por um lado o fato de ter sido desfeita uma obra original de gratas recordações”.

Um santo com muitos devotos
Lancelloto Avelino nasceu em Castronuovo, Itália, em 1521. Recebeu de sua mãe a formação para uma vida santa. Enquanto aprendia religião e ciências humanas, ao mesmo tempo ensinava aos menos favorecidos. Foi um rapaz belíssimo fisica e espiritualmente. Ordenou-se sacerdote e doutorou-se em direito civil e eclesiástico.
Em Nápoles ingressou na ordem teatina com o nome de André. Aos três votos religiosos uniu mais outros dois: Renunciar a própria vontade e progredir cada vez mais na perfeição evangélica. Conviveu com grandes santos: João Marinoni, Paulo Burali e Carlos Borromeu que o convidaram para auxiliar na reforma da diocese.
Destacou-se como formador. Deus concedeu-lhe vida longa durante a qual enriqueceu de bondade e obras santas a vida da Igreja e dos irmãos. Morreu quando iniciava a celebração eucarística na manhã do dia 10 de Novembro de 1608. Em 1712 foi canonizado pelo Papa Clemente X. Em 10 de Novembro de 2007 abrir-se-á o Ano Jubilar que celebrará os 400 anos da sua morte.

Ver também: São Leão Magno

Fontes:

domingo, 8 de novembro de 2009

Dedicação da Basílica de São João de Latrão, 09 de Novembro


Hoje a Igreja Católica celebra a festa da igreja-mãe de todas as igrejas de Roma e do mundo: a dedicação da basílica do Santíssimo Salvador ou de São João de Latrão. Esta basílica foi construída por Constantino na colina de Latrão ou Lateranense, quando era papa Melquíades (311-314).
Ao contrário do que muitos pensam, é esta basílica e não a basílica de São Pedro, no Vaticano, o templo mais antigo. Aqui foram celebrados cinco Concílios ecumênicos. Nela se guardam relíquias. A festa de hoje tem um caráter importante, que é celebrar a unidade e o respeito para com a Sé Romana.

Fontes:

sábado, 7 de novembro de 2009

Beata Elisabeth (Isabel) da Trindade, 08 de Novembro


A beata Elisabeth da Trindade (nascida Elisabeth Catez), carmelita francesa, nasceu em 18 de julho de1880 e morreu em 9 de novembro de 1906. Foi beatificada em 25 de novembro de 1984, na Basílica de São Pedro, em Roma, pelo Papa João Paulo II.

Elisabeth Catez nasceu em Farges-en-Septaine (perto de Bourges, França). Quatro dias após seu nascimento, foi batizada. Mudou-se com sua família para Auxonne, em 1881. Dois anos depois, Elisabeth ganhou uma irmãzinha, Marguerite. Aos oito anos, confidenciou ao cônego Angles: “Eu vou ser religiosa”.
Em abril de 1891 ela fez sua Primeira Comunhão e, logo em seguida, em junho do mesmo ano, recebeu o Carisma (conforme era o costume naquela época). Inscreveu-se no Conservatório de Dijon, onde aprendia piano. Logo começou a receber prêmios de solfejos.



Elisabeth fez voto de castidade em 1894, enquanto esperava poder entrar para o Carmelo, o que ocorreu. no dia 2 de agosto de 1901, aos 21 anos de idade. Recebeu o hábito em 8 de dezembro do mesmo ano, adotando o nome de Elisabeth da Trindade. A moça relatava todas as suas experiências num diário. Em 21 de janeiro de 1903, recebeu o véu. No ano seguinte, compôs sua célebre oração “Ó meu Deus, Trindade que eu adoro”.


Durante seus anos no Carmelo, Elisabeth escreveu inúmeras cartas, assim como poemas e meditações, centradas notadamente na Trindade e no louvor.
Durante a Quaresma de 1905, a jovem religiosa começou a sentir os primeiros sintomas da Síndrome de Addison, uma insuficiência das glândulas supra-renais. Em 19 de março de 1906, Elisabeth deu entrada na enfermaria do Carmelo, onde passou a viver. Continuou escrevendo até a sua morte, em 9 de novembro daquele ano. Sua festa é comemorada todo dia 8 de novembro.

Ó meu Deus, Trindade que eu adoro
Ó meu Deus, Trindade que eu adoro, fazei com que eu me esqueça completamente de mim mesma para poder estabelecer-me em Vós, imóvel e pacífica como se minha alma já estivesse na Eternidade. Que nada possa perturbar minha paz, nem me afastar de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me conduza mais longe nas profundezas de Vossa Misericórdia. Pacificai minha alma, faça nela o Vosso Céu, Vossa querida morada e o lugar do Vosso repouso. Que eu jamais Vos deixe sozinho, que nela eu esteja por inteiro, bem acordada na minha fé, em total adoração, completamente entregue à Vossa Ação criadora.
Ó meu Cristo amado e crucificado por amor, eu queria ser uma esposa para o Vosso Coração, eu queria cobrir-Vos de glória, eu queria amar-Vos... Ao ponto de morrer de amor! Mas sinto minha impotência e peço-Vos para “revestir-me de Vós”, integrando minha alma a todos os movimentos da Vossa Alma, para me submergir, me invadir, substituir-me por Vós, a fim de que a minha vida seja somente uma irradiação da Vossa Vida.. Vinde em mim como Adorador, como Reparador e como Salvador.
Ó Verbo eterno, Palavra do meu Deus, quero passar minha vida a Vos escutar, quero fazer-me aprendiz a fim de tudo aprender Convosco. Então, atravessando todas as noites espirituais, todos os vazios, todas as impotências, quero olhar-Vos fixamente e permanecer sob a Vossa imensa Luz. Ó minha Estrela amada, fascinai-me para que eu permaneça para sempre sob o Vosso esplendor.
Ó Fogo ardente, Espírito Santo de amor, “fazei-Vos em mim” a fim de que aconteça, na minha alma, uma espécie de encarnação do Verbo: que eu seja para Ele uma humanidade na qual Ele renove o Seu Mistério. E Vós, ó Pai, inclinai-Vos sobre esta pobre criaturinha “cobrindo-a com a Vossa sombra”, vendo nela apenas o “Bem Amado no qual Vós pusestes todo o Vosso agrado”.
Ó meu Três, meu Tudo, minha Bem-Aventurança, Solidão infinita, Imensidão onde eu me perco, entrego-me a Vós como uma presa. Escondei-Vos em mim para que eu me esconda em Vós, esperando para ir contemplar, na Vossa Luz, o abismo da Vossa grandeza.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:

Nossa Senhora Medianeira, 7 de Novembro



O culto à intercessão de Maria e à sua função de mediadora e distribuidora de graças redentoras nasceu no século IV. Podemos afirmar que todas as graças que pedimos chegam até nós pela mediação de Maria. Daí o título de Mãe da Igreja, proclamado por Paulo VI em 1964.
É muito generalizada, entre os católicos, a crença no poder intercessor de Maria. Mediante Ela, as petições dos homens sobem da terra ao céu, e por Ela desce à terra tudo o que lhe é outorgado no céu. A Mediadora das graças fala ao seu Divino Filho numa linguagem clara, precisa, direta, para apresentar-lhe os pedidos e desejos que os seus filhos da terra elevam, sem cessar, através das orações, ao longo dos séculos, em todas as latitudes, raças e línguas.
O Evangelho apresenta-a como a mediadora que obtém do seu Filho o primeiro milagre público: a conversão da água em vinho, nas bodas de Caná. É a intermediária entre Jesus e São João Batista, santificado antes de nascer. E enquanto a Virgem orava no cenáculo, desceu sobre ela e os apóstolos o Espírito Santo.
É na Ave-Maria onde melhor lhe expressamos a nossa devoção: “Rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte”.

Fontes:

São Nuno de Santa Maria, Religioso, 6 de Novembro



Nasceu a 24 de Junho de 1360 no Castelo do Bonjardim. Aos 13 anos fazia parte do séquito do rei Dom Fernando e por essa altura foi armado Cavaleiro.
Por obediência a seu pai, casa-se com Dona Leonor de Alvim, rica dama de Entre-d’Oouro-e-Minho. Do casamento nasceu uma filha: Dona Beatriz. Após a morte de Dom Fernando e porque a filha deste era casada com o rei de Espanha, vendo ameaçada a independência nacional entra em atividade política.
Em Santarém dá-se o estranho encontro com o Alfageme de Santarém. Convidado pelo Mestre de Avis foi eleito Regedor e Defensor do Reino. Após vencer várias batalhas (Atoleiros, Aljubarrota), e já viúvo, inicia a construção do Convento do Carmo, em Lisboa. Em 1422 partilha os seus bens e professa no Carmo, em 15 de Agosto de 1423. Sempre o dia de Nossa Senhora da Assunção a presidir aos momentos culminantes da sua vida.
Ei-lo agora, asceta desapegado das ambições terrenas, frivolidades, entregue por completo ao único serviço de adorar e servir a Deus: o herói de outra batalha que, depois de se ter mostrado invencível nas lutas do mundo, abandona tudo para se tornar apenas, humilde e feliz, Frei Nuno de Santa Maria.
A 15 de Janeiro de 1918 a Sagrada Congregação dos ritos, em sessão plenária, aprova e reconhece o culto do Santo, que o Papa Bento XV confirma no decreto de 23 de Janeiro do mesmo ano. Em 26 de Abril de 2009, foi canonizado por Bento XVI.

Fontes:

Beato Caio Coreano, 05 de Novembro


É considerado o primeiro mártir cristão de origem coreana. Nasceu em 1571, ainda antes da cristianização da Coréia. Foi feito prisioneiro pelos japoneses e é no Japão que acolhe a fé cristã. Por essa razão, foi condenado à morte em 1624.
Caio foi beatificado pelo Papa Pio IX a 7 de maio de 1867 com outros 204 mártires.

Fontes:

São Carlos Borromeu, Bispo, 4 de Novembro


Era filho do Conde Gilberto Borromeo e de Margarete de Medici, irmã do Papa Pio IV (1559-1656), do qual era sobrinho. Carlos recebeu ótima formação humana e cristã, tendo estudado na Universidade de Pavia, e destacou-se pela facilidade de administrar e tratar as pessoas.
Chamado a Roma por seu tio, o Papa Pio IV, São Carlos aceitou a nomeação e responsabilidades de cardeal e arcebispo de Milão, antes mesmo de receber os Sacramentos da Ordem (naquela época, isto era possível) num tempo em que a Igreja abria-se para sua renovação interna.

Fontes:
wapedia.mobil.pt