quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010)



Doutora Zilda Arns foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira. Irmã de dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.
Viúva desde 1978, mãe de cinco filhos, dos quais apenas quatro estão vivos (Rubens, Nelson, Heloísa e Rogério - a filha Sílvia morreu em 2003, num acidente de carro), e avó de nove netos, recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.
Formada em medicina, aprofundou-se em saúde pública, visando salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).
A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:
§   Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São  Paulo (USP);
§   Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP);
§   Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde;
§   Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellin, Colômbia;
§   Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria;
§   Educação Física, na Universidade Federal do Paraná.
Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.
Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majella Cardeal Agnelo, arcebispo primaz de Salvador da Bahia e presidente da CNBB, que à época era arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.
Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:
§   Visita domiciliar às famílias;
§   Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida;
§   Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão.
Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.
Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Em janeiro de 2010 estava no Haiti em missão humanitária quando faleceu vítima de um forte terremoto que atingiu o país.[1]

Prêmios e honrarias

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns, merecem destaque: o Prêmio “Heroína da Saúde Pública das Américas”, concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002; o Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha; a Medalha “Simón Bolívar”, da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000; o Prêmio Humanitário 1997 do Lions Club Internacional; e, o Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
Entre os prêmios nacionais, destacam-se:
§   Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, do Senado Federal, em 2005;
§   Diploma e medalha O Pacificador da ONU Sérgio Vieira de Mello, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, em 2005;
§   Troféu de Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento As mulheres mais influentes do Brasil, promovido pela Revista Forbes do Brasil com o apoio da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, em 2004;
§   Medalha de Mérito em Administração, do Conselho Federal de Administração, em Florianópolis, Santa Catarina, 2004;
§   Medalha da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003;
§   Título Acadêmico Honorário, da Academia Paranaense de Medicina, em Curitiba, Paraná, 2003;
§   Medalha da Abolição, concedida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 2002;
§   Insígnia da Ordem do Mérito Médico, na classe Comendador, concedida pelo Ministério da Saúde, em 2002;
§   Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, em 2002;
§   Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, grau Comendador, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em 2002;
§   Medalha Anita Garibaldi, concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, em 2001;
§   Comenda da Ordem do Rio Branco, grau Comendador, concedida pela Presidência da República, 2001;
§   Prêmio de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, 2001;
§   Medalha de Mérito Antonieta de Barros, concedida pela Assembléia Legislativa de Florianópolis;
§   Prêmio de Direitos Humanos 2000 da Associação das Nações Unidas – Brasil, em 2000;
§   Prêmio USP de Direitos Humanos 2000 – Categoria Individual.
Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:
§   Pontifícia Universidade Católica do Paraná;
§   Universidade Federal do Paraná;
§   Universidade do Extremo-Sul Catarinense de Criciúma;
§   Universidade Federal de Santa Catarina;
§   Universidade do Sul de Santa Catarina.

Notas e referências

1.  Fundadora da Pastoral da Criança estava no Haiti durante tremor - Folha Online.


Fontes:

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Santa Verônica de Binasco (ou de Milão), Religiosa, Mística (+ 1497), 13 de Janeiro

     Verônica nasceu em Binasco, perto de Milão. Pertencia a uma família de lavradores pobres, mais rica de virtudes que de bens tirados da terra. Devido à pobreza, seus pais precisaram colocá-la muito cedo para trabalhar no campo; mas, em vez de dar ouvidos às conversas mundanas e às canções populares, ela se entregava às orações e parecia alheia a tudo o que se passava ao seu redor. Esta flor de virtude iria desabrochar na vida religiosa.


Movida pelo ardente desejo de entrar para a família das Irmãs Agostinianas de Santa Marta, em Milão, Verônica dedica uma parte de suas noites a aprender a ler e a escrever, condição necessária para ser admitida no convento. Seus esforços foram em vão e, desencorajada, ela se queixou à Virgem Santíssima, que lhe apareceu, dizendo: “Minha filha, não se inquiete; você precisará aprender apenas as três lições que eu trago do Céu. A primeira é a pureza do coração, que nos leva a amar Deus acima de todas as coisas; você deve ter apenas um amor, o de meu Filho. A segunda é a de não murmurar contra os defeitos do próximo, mas suportá-los com paciência, orando por ele. A terceira é meditar todos os dias a Paixão de Jesus Cristo, que a aceita por Sua esposa.” A partir desse momento, Verônica não se preocupou mais com o alfabeto e os livros, mas encontrou o caminho da “ciência dos santos”.
Finalmente recebida entre as irmãs convertidas de Santa Marta, Verônica distinguiu-se entre elas não apenas pelas virtudes mais brilhantes, mas pelos dons os mais extraordinários. Seus olhos eram infinitas fontes de lágrimas. Freqüentemente o Senhor lhe aparecia; uma vez, Ele recitou o Ofício Divino com ela; outra vez, Ele Se mostrou a ela pregado na Cruz, a cabeça coroada de espinhos, o rosto pálido e desfigurado, o corpo coberto de chagas. Esta visão fez Verônica desmaiar. Os demônios a atormentavam de mil maneiras, procurando aniquilar uma virtude tão heróica, mas seus ataques serviram apenas para aumentar os méritos da religiosa.
Todos os dias, durante um ano, o santo venerado pela Igreja a cada dia lhe aparecia e instruía. Os Anjos a serviam e, durante os três anos que precederam sua morte, um destes espíritos celestes lhe trazia, às segundas, terças e quartas-feiras de cada semana, um pão que a saciava, tirando-lhe o gosto por qualquer outra comida. Sua vida, envolta em maravilhas, foi coroada por uma santa morte, cujos dia e hora Verônica havia predito.


Tradução e Adaptação:
Gisele Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:
Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano (Vie des Saints pour tous les jours de l'année), Tours, Mame, 1950.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

São Bernardo de Corleone, Religioso (+1667), 12 de Janeiro

Nasce em 6 de Fevereiro de 1605 em Corleone (Itália), numa "família de santos", dado que seu pai é tão misericordioso para com os miseráveis que os traz para casa, os lava, veste e alimenta com grande caridade. E também seus irmãos e irmãs são muito virtuosos.
Neste terreno fértil, Filipe (este é o seu nome de Batismo) aprende a exercer a caridade e a amar tanto o Crucificado como a Virgem.
Certo dia, ao ser provocado, fere o malfeitor no braço, mas, em seguida, arrepende-se e pede-lhe perdão, tornando-se depois seu amigo. Este episódio amadurece a sua vocação religiosa, que ele abraça recebendo o hábito dos Frades capuchinhos no dia 13 de Dezembro de 1631, no noviciado de Caltanissetta.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100112&id=10175&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=41033&language=PT&img=&sz=full

Santo Higino, Papa, Mártir (+140), 11 de Janeiro

Ao longo dos tempos foram surgindo muitos e poderosos inimigos da verdadeira fé, mas também o Senhor fez surgiu ao mesmo tempo grandes e valorosos santos e sábios para guiar o Seu povo. Desses faz parte Santo Higino. Oriundo de Atenas e filho de um filósofo, foi chamado por Deus a ser Papa entre os anos de 136 e 140.
Durante o seu Pontificado valeram-lhe as suas grandes e heróicas virtudes, pois tratava-se de um tempo em que os gentios acreditavam que os Cristãos eram feiticeiros e daí a causa dos muitos flagelos que sofriam. Ora, deu-se então a uma perseguição sem tréguas aos Cristãos e foi por isso uma época de mártires. Entretanto, houve também homens inimigos de Cristo, tais como Valentim e Cerdão, que procuravam envenenar a fonte da doutrina evangélica. Higino teve de lutar contra esses e tantos outros inimigos, mas, com a graça de Deus, o seu engenho superior, a eminente sabedoria e grandeza de alma, e intrepidez, conseguiu superar cada situação. 
À vigilância e zelo de Higino se deveu o fervor que no seu tempo mostraram os fiéis, apesar das perseguições dos pagãos e esforços dos hereges. Conseguidos brilhantes triunfos, o santo Pontífice consagrou-se à reforma do clero, nos diferentes graus de hierarquia. O que fez foi aperfeiçoar os regulamentos existentes, ordenando em cada um dos graus eclesiásticos o modo de exercer as respectivas funções.
Segundo o Martirológio Romano foi mártir.


Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100111&id=12345&fd=0

sábado, 9 de janeiro de 2010

Beata Ana dos Anjos Monteagudo, Religiosa (+1686), 10 de Janeiro

Era o dia 26 de Julho de 1602 quando nasceu em Arequipa, Peru, Ana Monteagudo, filha de Sebastião Monteagudo, espanhol, e de Francisca Léon, peruana.
Segundo os costumes do tempo, como pertencia a uma classe muito alta, aos três anos de idade foi enviada para o mosteiro dominicano de Santa Catarina, onde receberia esmerada educação, antes de entrar para a alta sociedade.
Aos quatorze anos, quando os pais queriam trazê-la para casa, a fim de lhe proporcionarem um vantajoso casamento, digno da sua condição, repararam na sua relutância em voltar ao mundo. Embora tivesse já um irmão sacerdote, os seus opuseram-se fortemente a este desejo e conseguem apoio da madre superiora para o seu propósito. Mas, uma noite, um sonho extraordinário foi interpretado por Ana como segura confirmação do seu anseio.
Feita a profissão religiosa, em 1618, a sua vivência espiritual centrou-se num profundo amor à Eucaristia, num culto piedoso à cruz e numa grande devoção à Virgem Santa. Aumentando, dia a dia, a sua inquietação apostólica, foi nomeada mestra de noviças, testemunhando com a vida quanto ensinava por palavras.
Quando o bispo diocesano fez a visita canônica ao convento, reparou em bastantes irregularidades na casa, onde conviviam freiras contemplativas com meninas da elite para educar, órfãs a acolher, viúvas abandonadas a assistir e pessoal de serviço, num total de duzentas pessoas. O prelado, surpreso com a santidade de Ana dos Anjos, manifestou o gosto de vê-la como superiora da casa.
Aos quarenta e cinco anos, viu-se diretora daquele pequeno mundo e, baseando-se no II Concílio de Lima, que havia ditado normas para os mosteiros, empenhou-se em aplicá-las com esmero. Isto lhe custou inúmeros sofrimentos e calúnias, sobretudo das viúvas que se deixavam levar pelo amor ao mundo e conduzindo, nesses intentos, as religiosas. Foi acusada perante o bispo que, visitando de novo o convento, lhe deu toda a razão.
Em 1650, deixou o cargo e tornou-se, porque conhecia muito bem os problemas sociais do Peru, uma conselheira admirável para quantos a consultavam e, ao mesmo tempo, uma intercessora poderosa junto de Deus, com fama de vários milagres.
Continuamente preocupada com os pobres por quem se sacrifica ao extremo, ajudava quanto podia a classe dos marginalizados.
Persistentes e elevadas febres atacam-na, nos últimos dez anos de vida, obrigando-a a ficar na cama freqüentemente. Como se isto fosse pouco, começou a ter problemas de visão, rins, fígado e vesícula, causando-lhe um deprimente mal-estar. Com profunda paz e paciência, sempre tranqüila, suportou o seu calvário, tornando-se um exemplo para a comunidade. Consciente do valor do sacrifício, manteve-se firme e serena até ao fim, que lhe sobreveio a 10 de Janeiro de 1686.
O povo juntou-se, em multidão, para prestar-lhe a última homenagem, com tamanho fervor que o bispo presidente das exéquias precisou ameaçar com excomunhão todo aquele que, a partir daquele momento, ousasse cortar alguma parte do hábito daquela freira já considerada santa. Só desta forma conseguiu manter certa dignidade do momento.
No dia 2 de Fevereiro de 1985, João Paulo II, que havia reconhecido a heroicidade de suas virtudes, beatificou-a.

Fontes: 

Santo Adriano, Abade (+710), 9 de Janeiro

Adriano nasceu no ano 635 no norte da África e foi batizado com o nome de Hadrian. Tinha apenas cinco anos de idade quando sua família imigrou para a cidade italiana de Nápolis, pouco antes da invasão dos árabes. Lá estudou no convento dos beneditinos de Nerida, onde se consagrou sacerdote. 
Adriano se tornou um estudioso da Sagrada Escritura, profundo conhecedor de grego e latim, professor de ciências humanas e teologia. A fama de sua capacidade e conhecimento chegou ao imperador Constantino II que em 663 o fez seu embaixador junto ao papa Vitalino, função que exerceu duas vezes. Depois, este papa o nomeou como um dos seus conselheiros. 
Quando morreu o bispo da Cantuária, Inglaterra, o papa Vitalino convidou Adriano para assumir aquele cargo, mas ele recusou a indicação duas vezes, alegando não ter suficiente competência para ocupar esse posto. O papa lhe pediu para que indicasse alguém mais competente, pois ele mesmo não conhecia. 
Nesta ocasião Adriano havia se encontrado com seu grande amigo, o teólogo grego e monge beneditino Teodoro de Tarso que estava em Roma. Adriano o indicou ao papa Vitalino. Consultado, Teodoro disse que estava disposto a aceitar, mas somente se Adriano concordasse em ir para a Inglaterra ajudá-lo na missão evangelizadora. Adriano aceitou de imediato. O papa consagrou Teodoro bispo da Cantuária e nomeou Adriano seu assistente e conselheiro, em 668. 
Ele chegou à Inglaterra um ano depois, pois foi detido durante a viagem na França, sob suspeita que tinha uma missão secreta do imperador Constantino II, para os reis ingleses, mas foi solto ao atestarem a sua integridade de sacerdote. 
Adriano e Teodoro foram evangelizadores altamente bem sucedidos, junto ao povo inglês cuja maioria era pagã. O bispo Teodoro, logo colocou Adriano como abade do convento beneditino de São Pedro, depois chamado de Santo Agostinho, na Cantuária. Sob sua liderança, esta escola se tornou um centro de aprendizagem e formação de clérigos para a Igreja dos povos anglicanos. 
Adriano viveu neste país durante trinta e nove anos, totalmente dedicados ao serviço da Igreja. Nele os ingleses encontraram um pastor cheio de sabedoria e piedoso, um verdadeiro missionário e instrumento de Deus. Muitos se iluminaram com os seus exemplos de vida profundamente evangélica. 
Morreu em 9 de janeiro de 710, e foi enterrado no cemitério daquele convento, na Inglaterra. A sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação. Em 1091, o seu corpo foi encontrado incorrupto e trasladado para a cripta da igreja do mesmo convento. Adriano foi proclamado Santo pela Igreja, que o festeja no dia em que morreu.

Fontes:

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Santo Isidoro de Yuriev, Sacerdote e Paroquianos, Mártires, 08 de Janeiro

Santo Isidoro era padre da igreja de São Nicolau na cidade de Yuriev (Derpto, atualmente Tartu, na Estônia). Segundo os termos do tratado concluído em 1463 entre o grande príncipe Ivan III de Moscou e os cavaleiros Livonianos, estes últimos seriam obrigados a dispensar toda proteção necessária aos Cristãos Ortodoxos em Derpto. Mas os cavaleiros Livonianos, que eram Católicos Romanos, romperam o tratado e tentaram forçar os Ortodoxos a tornar-se Católicos Romanos.

Padre Isidoro,então, assumiu uma defesa firme da Ortodoxia, preferindo aceitar a coroa do martírio a cometer apostasia e se submeter aos Católicos Romanos. O bispo latino e a nobreza Católica Romana de Yuriev inventaram que Santo Isidoro e os Ortodoxos da cidade haviam criticado as crenças e costumes dos Germânicos. Quando Santo Isidoro e 72 de seus paroquianos foram àquela cidade para abençoar as águas de Omovzha (ou Emaiyga, atualmente Emajogi), pelos festejos da Teofania, foram presos e lhes tiraram os sapatos diante do bispo latino, André, e dos juízes civis da cidade. Pressionaram-lhes para que se convertessem ao catolicismo romano, mas o santo e seus fiéis recusaram-se a renunciar ao Cristo e à fé Ortodoxa. Furiosas, as autoridades jogaram-nos na prisão.
Santo Isidoro encorajou seus fiéis a se prepararem para a morte, e a não temerem a tortura. Pegou as santas Hóstias que havia conseguido levar consigo, e todos ali presentes, homens, mulheres e crianças, comungaram dos Santos e vivificantes Mistérios do Cristo. Em seguida, foram novamente conduzidos diante do bispo e dos juízes, que lhes ordenaram novamente a escolherem o catolicismo romano. Os Ortodoxos, novamente, se recusaram; foram arrastados até o rio, onde foram jogados no buraco que eles haviam cavado, no gelo, para abençoarem as águas. Foi assim que todos eles sofreram e morreram pelo Cristo, que lhes concedeu a coroa da glória eterna.
Durante as cheias da primavera, os corpos incorruptos dos santos mártires, inclusive o corpo do hieromártir Isidoro ainda vestido com seus hábitos sacerdotais, foram encontrados por mercadores russos que navegavam naquele rio. Eles sepultaram os santos em torno da igreja de São Nicolau.
O povo logo começou a venerar estes santos. Porém, eles foram oficialmente glorificados pela Igreja apenas em 1897.

Fontes :
http://stmaterne.blogspot.com/2009/01/hiromartyr-isidore-et-72-compagnons.html
http://i61.servimg.com/u/f61/11/61/74/35/0108is10.jpg

São Luciano de Antioquia, Sacerdote, Mártir (+312), 07 de Janeiro

São Luciano era natural de Samosate, cidade da Síria. Recebeu de seus piedosos pais uma excelente educação, mas, aos 12 anos de idade, teve a infelicidade de perdê-los. 
Não tendo mais nenhum laço com este mundo, Luciano vendeu todos os seus bens, fez-se monge e aspirava a uma glória somente: a de consagrar seus grandes talentos e toda a sua vida ao conhecimento das Sagradas Escrituras e à defesa da fé cristã. Logo formou-se uma escola em torno dele, em Antioquia, e um grande número de jovens vieram buscar, junto a ele, as lições da ciência e da virtude. 
Seu zêlo alarmou os inimigos da religião de Jesus Cristo. Luciano foi preso por ordem do Imperador Maximiano e passou nove anos na prisão. Lá, ele encontrou o meio para se comunicar, através de cartas, com os habitantes de Antioquia, para consolá-los e fortalecê-los. Compôs uma sábia apologia à religião, a qual ele ousou apresentar aos juízes. O próprio Imperador tentou, pessoalmente, vencer as resistências de Luciano.
Após tentar em vão empregar suas promessas mais sedutoras, ele o jogou aos animais ferozes; fez Luciano sofrer os diversos suplícios da roda, do cavalete, do fogo, e outros mais. Cada tormento conduzia a uma vitória milagrosa. O herói cristão foi reconduzido à prisão, onde passou quatorze dias em privações e sofrimentos. A Epifania se aproximava, e Deus concedeu ao Seu mártir a força e os meios necessários para celebrá-la; ali não havia altar, e a prisão infecta não era apropriada ao sacrifício: "Meu peito", disse o santo a seus discípulos inquietos, "servirá de altar, e vós que me cercais, vós formareis o templo que nos esconderá dos olhares dos profanos."
Uma última vez, Luciano foi chamado diante do tirano, que o interrogou: "Qual é a tua pátria?" "Eu sou cristão!" "Qual é a tua profissão?" "Eu sou cristão!" Há alguma coisa mais sublime que esta resposta? Ela foi logo seguida da recompensa, pois Luciano, jogado ao mar após ter sido amarrado a uma enorme pedra, consumou assim seu sacrifício.

Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano (Vie des Saints pour tous les jours de l'année), Tours, Mame, 1950.


Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100107&id=1035&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=52068&language=FR&img=&sz=full

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Beato André Bessette, Confessor (+1937), 06 de Janeiro


André nasceu no ano de 1845 no Canadá. Desde o nascimento, sofreu com doenças, tanto que, depois do Batismo, o padre não acreditava na sua sobrevivência, mas, graças a Deus e a intercessão de São José, ele viveu até os noventa e um anos.
De família pobre, trabalhou na lavoura e também como padeiro, sapateiro, funileiro e ferreiro. André estava em constante oração, pois oferecia os sacrifícios a Jesus. Ingressou, por indicação de um amigo sacerdote, na Congregação da Santa Cruz.
Este padre amigo foi o instrumento de Deus para semear no coração do beato uma profunda devoção a São José, a ponto de testemunhar: "Sou filho adotivo de São José e irmão de Jesus". No mesmo ano em que recebia o hábito, São José era proclamado Padroeiro da Igreja, por isso André comprometeu-se com o amigo do Céu a honrá-lo e fazê-lo amado por todos.
Frei André foi nomeado porteiro do Colégio de Nossa Senhora, em Montreal, tornou-se amigo dos pobres, doentes e aflitos; acolhia com carinho os católicos, protestantes e ateus.
Dentre todos os que procuravam André, muitos conseguiram milagres através da oração do Santo, que tudo pedia a Jesus por meio de São José. Perseguido, chamado charlatão e supersticioso, Frei André tudo suportou sem murmurar da vida.
O beato chegou a apresentar um projecto ao seu padre reitor sobre a construção de um santuário em devoção a São José. Depois da inspiração apareceram-se as dúvidas, pois seria preciso muito dinheiro para comprar o grande terreno: “Então, Irmão André, acha mesmo que São José vai conseguir tão grande terreno?” Respondeu com simplicidade: “Claro que sim, Padre Reitor! São José é o pai do Dono de todo o Mundo!”
A construção, que chegou à Basílica, tornou-se a maior em todo o mundo em honra de São José.

Fontes:
alexandrinabalasar.free.fr/andre_bessette_pt.htm

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

São Gerlach de Houthem, Eremita (+1170), 05 de Janeiro





São Gerlach (também conhecido sob os nomes de Gerlachus, Gerlac de Valkenberg, Gerlache) é um eremita holandês do Século XII, falecido por volta de 1170. Ele é particularmente venerado na aldeia de Sint Gerlach, parte do vilarejo de Houthem, na comunidade holandesa de Valkenburg aan de Geul. Sua festa é em 5 de janeiro.
Sua vida e lenda tornaram-se conhecidas por um documento escrito por volta de 1227, a Vita Beati Gerlaci Eremytæ. Gerlach era soldado, oficial do Imperador germânico, libertino e malfeitor. Ele era casado. Após a morte de sua esposa, ele se tornou cristão, e um cristão essencialmente piedoso. Logo no início (da sua conversão) ele peregrinou a Roma, onde fez uma confissão geral de seus pecados ao Papa Eugênio III. Em seguida, este Papa o enviou a Jerusalém, a fim de cuidar dos doentes, o que ele fez durante sete anos.
Ao retornar à Holanda, Gerlach doou aos pobres tudo o que possuía e isolou-se num carvalho oco, que lhe serviu de eremitério, próximo a Houthem. Lá, ele se alimentava de pão misturado a cinzas, e ia todo dia, em peregrinação, a  Maastricht, à Basílica de Saint Servais.
Monges vizinhos desejavam vê-lo integrar seu monastério, sobretudo porque eles acreditavam que Gerlach era muito rico e escondia seu tesouro justamente na cavidade da árvore onde ele vivia. O bispo local ordenou, então, que o carvalho fosse abatido. Quando eles se deram conta de que não havia tesouro algum escondido, o bispo mandou que a árvore fosse cortada em pranchas e que, com elas, fosse construído um novo eremitério para Gerlach.
As pessoas da vizinhança já o consideravam como um santo, e Gerlach era também beneficiado com a proteção de grandes personagens, como Hildegarde de Bingen.
Havia um poço de cuja água Gerlach ia beber. Reza a lenda que, quando ele havia cumprido penitências suficientes, essa água transformou-se em vinho, sinal de que seus pecados haviam sido perdoados.
Gerlach morreu por volta do ano 1170, e conta-se que os últimos sacramentos foram-lhe administrados pela alma de São Servais (Bispo de Tongres, 300-384 d.C.).

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fontes:

Santo Odo de Cluny, Abade (+1048), 04 de Janeiro

Conhecido também como Santo Odílio ou Santo Odilon. Nasceu em Auvergne, França em 962. Era de uma de uma família aristocrática de Mercoeur. Ele entrou para o monastério de Cluny ainda jovem e em 991 foi indicado como Abade. Odo tornou-se o quinto Abade do monastério de Cluny.
Durante 54 anos no ofício, ele trouxe outras casas para se afiliarem ao seu monastério e ficarem subordinadas as regras austeras da casa matriz e aumentou a número de fundações de 37 para 65. Ele deu grande suporte ao Abade Ricardo de Saint-Vanne para que fosse instituída a chamada Trégua de Deus (Treuga Dei) e para que ela fosse aceita em toda a França de modo que as hostilidades militares eram suspensas em certos dias como de Sexta a Segunda, no Advento e na Quaresma.
Esta medida tinha significado religioso e social visto que foi garantido santuário à aqueles que buscavam refúgio nas igrejas. São Odo efetivamente promoveu o Pactum Dei onde as pessoas e propriedades eclesiásticas eram protegidas dos ataques durante as várias hostilidades e guerras na Europa.
Em 998 (ou em 1031, de acordo com outras fontes) ele ordenou todas as casas de sua ordem a celebrarem no dia 2 de novembro, o dia da memória e de oração aos mortos e que ficou sendo o dia de Finados. Esse costume se alastrou em toda a Igreja Ocidental.
Embora ele fosse amigo de príncipes e papas ele era muito gentil e bondoso e conhecido por toda a cristandade como liberal e preocupado com o pobres, famintos e doentes e ficou famoso pela sua ajuda aos famintos na seca e fome de 1006 quando o tesouro de suas casas alimentaram os pobres e de novo na fome e praga de 1028 - 1033.
Segundo a tradição São Odo experimentou extasies e as vezes curava os doentes apenas com a sua benção. Era muito querido pelos seus contemporâneos. Fulbert Chartes chamava Odo de o “Arcanjo dos Monges”.
São Odo juntava seu caráter firme com gentileza e bondade, e possuía notável senso organizacional e grande habilidade de reconciliar inimigos. Ele promoveu o espírito de ajuda entre os monastérios e tentou acabar com os abusos e disputas. Ele promoveu também o espírito de unidade entre as suas casas e a Santa Sé.
Os seus sermões favoritos eram sobre os mistérios da encarnação de Jesus durante o Natal e por isso ele teve a premonição que morreria, muito apropriadamente, na oitava do Natal e foi exatamente o que aconteceu.
Ele também escreveu bastante sobre o papel da Virgem Maria e os trabalhos sobre Maria, de São Bernardo são muito influenciados pelos escritos de São Odo.
Ele fazia sempre viagens de inspeção aos seus monastérios e numa destas viagem, já muito doente, veio a falecer em Souvigny com cerca de 86 anos no dia 1° de janeiro.
Na arte litúrgica da Igreja São Odo é representado como um Abade Beneditino com uma caveira e dois ossos cruzados aos seus pés. Por causa da instituição do Dia de Finados, às vezes é mostrado dizendo a missa com a porta do Purgatório aberta ao seu lado, ou às vezes com anjos liberando almas do fogo do Purgatório. Ele é invocado como padroeiro das almas no Purgatório e contra a icterícia.

Fontes: 

domingo, 3 de janeiro de 2010

Beato Ciríaco Elias Chavara, Fundador da Ordem Carmelita de Maria Imaculada (+1871), 04 de Janeiro

Ciríaco Elias Chavara nasceu em 10 de fevereiro de  1805. Filho de pais piedosos, foi levado à igreja Sírio-Malabar, em Kainakary (Índia),  tendo sido batizado no oitavo dia após seu nascimento, conforme o costume local.  
Entre os  cinco e dez anos de idade freqüentou a  escola do vilarejo (Kalari), onde foi  educado e submetido aos estudos das línguas e diferentes dialetos, bem como das ciências elementares. Seu orientador era um professor hindu, de nome Asan.  Inspirado pelo desejo ardente de tornar-se um sacerdote,  ingressou nos primeiros estudos sob a  orientação do pároco da igreja de  São José.  
No ano de 1818, quando tinha 13  anos de idade,  o menino Ciríaco ingressou no seminário de Pallipuran, e teve como reitor Tomás Palackal.  Sua ordenação sacerdotal deu-se em 29 de  novembro de 1829, quando tinha 24 anos de idade, tendo celebrado sua primeira missa na igreja de Chennankari. 
Logo após sua ordenação, foi-lhe, primeiramente, destinado o ministério pastoral. Entretanto, assim que pôde, retornou ao seminário de origem  para pregar e  também assumiu as funções de substituir o reitor Tomás Palackal,  quando de  sua ausência.   Desta forma, juntou-se a  Tomás Palackal e Tomás Porukara, que estavam  planejando a  formação de uma congregação religiosa. Em 1830 recebeu  a  missão de  ir  para Mannanam, a fim de construir a primeira casa da congregação, cuja pedra  fundamental foi lançada no dia 11 de maio de 1831. Com a morte de ambos os idealizadores da congregação, Ciríaco  assumiu com empenho resoluto a liderança para o seu estabelecimento. No dia 8 de dezembro de 1855, festa da Imaculada Conceição, fez  a profissão religiosa junto com outros dez companheiros. Estava assim  consolidada  a Ordem Carmelita de Maria Imaculada. 
Permaneceu como prior-geral de todos os  monastérios da Congregação no período compreendido entre 1856 até  sua morte, em  1871.
"O dia em que você não prestar algum auxílio aos outros não será contado entre os dias da sua vida."

Combateu heroicamente a igreja de Kerala durante um grande cisma que atingiu a Igreja local no ano de 1861.  Com a supressão das  sedes de Cranganor e Cochin, por decisão do Papa Gregório XVI muitos anos antes (1838), todos os  católicos malabares passaram a ser subordinados da  Sede de Verapoli. Durante este período,  cismáticos que defendiam a manutenção de ritos indianos/orientais nas cerimônias da Igreja tiveram de suportar, contrariados, as ordens de uma autoridade de rito latino, e acabaram tentando estabelecer um prelado próprio por intercessão do patriarca caldeu José Audo VI. Este mandou-lhe, em 1861,  um bispo caldeu de nome Tomás Rokos que, sem autoridade eclesiástica reconhecida por Roma,  tentou inutilmente impor liderança e autoridade sobre a comunidade católica local. Pela resistência que encontrou, principalmente pela atuação brilhante de Ciríaco, que manteve e difundiu fidelidade a Roma,  a  autoridade de Tomás Rokos não foi reconhecida, tendo de  retornar para seu local de origem.  Em decorrência dos fatos, Ciríaco Elias Chavara foi nomeado como Vigário-Geral da Igreja Sírio-Malabar pelo Arcebispo de Verapolly.  Por isto,  desde aquele tempo até hoje, é reconhecido pela  comunidade católica e pelos mais altos dignitários da Igreja como defensor da Igreja de Cristo, pela sua incansável e árdua luta pelo  respeito e fidelidade a Roma, especialmente sua histórica  liderança, rápida e eficaz no combate à infiltração cismática de Tomás Rokos.  

O  cisma,  embora não tenha  prevalecido,  deixou rastros de malignas divisões, que persistem até hoje na região. Isto porque,  três anos após a morte do Beato Ciríaco (1874),  um bispo, de nome Mar Elias Mellus, recusando-se a  obedecer às ordens  de Roma, formou uma comunidade  independente, denominados "melusinos",  cujos seguidores  totalizam  cerca de  5 mil nos dias de hoje.
Se a Igreja Católica  possui base em grande parte daquelas comunidades, isto se deve ao grande  Beato. Não fosse seu empenho e  o apoio de católicos iluminados por Deus, certamente o catolicismo estaria hoje extinto na região. 
Após contrair  doença de curta duração, porém extremamente dolorosa, Ciríaco Elias Chavara entregou santamente sua alma a  Deus, como mencionamos,  no ano de 1871, na cidade de Koonammavu, próximo de Kochi.

Oração
Deus, nosso Pai, suscitastes o Beato Ciríaco Elias Chavara, Vosso presbítero, para consolidar a unidade da Igreja. Concedei-nos, por sua intercessão, que, iluminados pelo Espírito Santo, possamos discernir sabiamente os sinais dos tempos e difundir, por palavras e obras, o anúncio do Evangelho entre os homens. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. Amém.


 Fontes: