segunda-feira, 8 de março de 2010

Santa Francisca Romana, Fundadora das Oblatas de São Bento (+1440), 09 de Março

Santidade em todos os estados de vida

Esta santa foi exemplo de donzela católica, esposa, mãe, viúva, religiosa, e um prodígio de graça e santidade. Ainda em vida teve desvendados mistérios de além-túmulo, sendo favorecida por visões do Inferno, Purgatório e Céu, bem como pela presença visível de seu Anjo da Guarda. Recebeu também a proteção de um Arcanjo, e depois de uma Potestade.
*****
Francisca, nascida em 1384 de uma alta família do patriciado romano, recebeu a formação católica da mãe, mas foi dirigida nas vias da santidade pelo Divino Espírito Santo. De pureza virginal, não pensava senão em consagrar-se inteiramente a Deus. Aos 12 anos fez voto de ser religiosa. Mas não era esse o desígnio de Deus, pelo menos naquele momento. E assim, aconselhada pelo diretor espiritual, teve que aceitar o matrimônio, proposto por seu pai, com o jovem Lourenço Ponziani, também de alta estirpe e boa disposição para a virtude.
Apesar de sua pouca idade, a jovem esposa empenhou-se em estudar o gênio do marido, para com ele viver em perfeita harmonia conjugal. E o fez tão bem que, durante os 40 anos que durou seu casamento, jamais houve o menor desentendimento entre esposo e esposa.
Casando-se, Francisca foi morar no palácio do marido. Lá encontrou um tesouro na pessoa de sua cunhada Vanossa, predisposta a segui-la em tudo, na linha da virtude e do bem. As duas passaram a visitar os pobres, assistir os doentes e praticar toda espécie de obras de misericórdia. Para tal, os respectivos maridos, reconhecendo os méritos e alta virtude das esposas, davam-lhes inteira liberdade de ação.
Assim, um dia Roma, estupefata, viu Francisca, a grande dama da aristocracia, arrastando pelas ruas principais da cidade um asno carregado de lenha, e ainda com um feixe sobre a cabeça, que ia distribuindo aos pobres. Também foi vista às portas das igrejas junto aos pobres, mendigando com eles para socorrer os que estavam impossibilitados de fazê-lo. Num ano de muita carestia, Francisca e Vanossa foram de porta em porta pedir esmolas para os pobres. Muitos se escandalizavam em ver duas matronas da aristocracia praticando tão modesta tarefa. Outros, pelo contrário, edificavam-se com tanta humildade e juntavam-se a elas.
Através do exemplo de Francisca, diversas mulheres receberam a graça da conversão; porém, a algumas que não quiseram fazer penitência e emendar-se, empenhou-se para que fossem expulsas de Roma ou de asilos a que se tinham retirado, para que não pervertessem outras.

Formando os filhos para o Céu

Crendo que os filhos são dados para “preencher os tronos vazios no Céu pela queda dos demônios”, Francisca os pediu a Deus. E teve três. Ao primeiro deu como patrono São João Batista, ao segundo São João Evangelista, e à terceira, uma menina, Santa Inês.
Cuidando ela mesma de sua educação, preparou-os antes para a vida que não tem fim. Assim João Evangelista, que viveu apenas nove anos, progrediu tanto na virtude, que chegou a ter o dom da profecia. No momento da morte, viu São João e Santo Onofre que vinham buscá-lo.
Tempos depois de morrer, apareceu à mãe todo resplandecente de glória, acompanhado por um jovem ainda mais brilhante, dizendo-lhe que, da parte de Deus, viria logo buscar sua irmãzinha Inês, então com cinco anos. E que Deus dava à mãe, para ajudá-la nas vicissitudes da vida, além de seu Anjo da Guarda, um Arcanjo para a proteger e iluminar no caminho da virtude.
Francisca passou a ter a presença radiante desse Arcanjo noite e dia, de modo tal que não precisava da luz material para seus afazeres, pois a do espírito celeste lhe bastava.

Estado de continência na vida conjugal

Como Santa Francisca viveu na tumultuada época em que Roma estava dividida em dois partidos - o dos Orsini, que lutavam em favor do Papa, e em cujo serviço Lourenço tinha alto cargo, e o dos Colonas, que apoiavam Ladislau de Nápoles-, teve muito que sofrer. Seu marido foi gravemente ferido em uma das batalhas e levado como prisioneiro, e seu filho como refém; teve também a casa saqueada, sendo despojada de seus bens. Como um novo Jó, apenas repetia: "Deus me deu, Deus me tirou, bendito seja Ele". Mais tarde, como o patriarca, teve seus familiares e bens restituídos.
Quando Lourenço foi gravemente ferido, Francisca tratou-o com todo amor e carinho. E aproveitou, quando este se restabeleceu, para persuadi-lo a viverem dali para a frente em perfeita continência. Ele acedeu contanto que ela não o abandonasse e continuasse dirigindo sua casa. Feliz, Francisca vendeu suas jóias e ricos vestidos, deu o dinheiro aos pobres e passou a andar com uma grosseira túnica sobre áspero cilício. Começou a tomar uma só refeição por dia, e ainda assim consistindo apenas em legumes insípidos. Aumentou as disciplinas e passou a dedicar mais tempo à oração.

Elaboração da Regra de sua Ordem: orientação de Apóstolos e grandes santos

Francisca via o perigo que corriam muitas damas de Roma entregues às frivolidades e futilidades de uma sociedade decadente, na qual já se podiam perceber os indícios do Renascimento. Por isso orava e chorava diante de Deus, pedindo remédio para isso. Ouviu então uma voz que lhe dizia: "Vai, trabalha, reúne-as, infunde teu espírito e o espírito de Bento, o patriarca, espírito de paz, de oração e de trabalho" [1]. A serva de Deus começou então a reunir viúvas e donzelas dispostas a viver no estado de perfeição. No princípio, formou só uma associação de mulheres piedosas dedicadas ao culto da Mãe de Deus e ao trabalho da própria santificação. Mas depois, por inspiração de Deus, surgiram as "Oblatas de São Bento". São Pedro, São Paulo, São Bento e Santa Maria Madalena apareceram-lhe diversas vezes, instruindo-a sobre os pontos da regra. "Ela a levou depois a uma tal perfeição, que se pode dizer que nela deixou a idéia mais perfeita da vida religiosa" [2].
Quando faleceu seu marido, Francisca encaminhou o futuro do filho que lhe restava, deixando-lhe toda sua herança, e pediu admissão na congregação que fundara. Por obediência a seu confessor, aceitou o cargo de superiora. E Deus bendisse seu sacrifício dando-lhe por companheiro mais um Anjo do coro das Potestades, cuja glória era muito mais esplendorosa ainda que a do Arcanjo. Era também muito maior seu poder contra os demônios, pois com um só olhar os afugentava [3].

Vítimas de violentos ataques

Se é verdade que a santa vivia em contínua união com os anjos, não é menos verdade que também o espírito infernal não lhe dava trégua, agredindo-a muitas vezes, até fisicamente. Assim, uma vez estava ela de joelhos junto a uma religiosa doente, quando o demônio a agarrou com fúria e a arrastou pelo quarto até a porta. Outra noite, estando ela em oração, tomou-a pelos cabelos e levou-a a um terraço, deixando-a pendurada sobre a via pública. Encomendou-se Francisca a Deus, e logo viu-se em sua cela.
Numa outra ocasião, Santa Francisca acendia uma vela benta. O espírito infernal pegou a vela, atirou-a ao solo e cuspiu em cima. A santa lhe perguntou por que profanava uma coisa santa. Ele respondeu: "Porque as bênçãos da Igreja me desagradam sobremaneira".

Impressionantes visões do Inferno, Purgatório e Céu

Santa Francisca foi favorecida com muitas visões sobre a vida do além, tendo sido levada em espírito por seu Anjo ao Inferno, ao Purgatório e ao Paraíso celeste. Depois de testemunhar os horrores do Inferno, foi levada ao Purgatório. Sobre este lugar de expiação, diz ela: "Nele não reina nem o horror, nem a desordem, nem o desespero, nem as trevas eternas [do inferno]; lá a esperança divina difunde sua luz. " E lhe foi dito que esse lugar de purificação era também chamado de “pousada de esperança”. Ela viu ali almas que sofriam cruelmente, mas anjos as visitavam e as assistiam em seus sofrimentos [4].
Foi levada ao Paraíso celeste, onde compreendeu algo da essência de Deus.
A Paixão de Cristo era sua meditação ordinária, sendo que, algumas vezes, sentia fisicamente as dores padecidas por Cristo. Era grande devota da Sagrada Eucaristia, sobre a qual fazia longas meditações diante do Sacrário. Na véspera de Natal de 1433, Francisca teve a graça de receber (espiritualmente) em seus braços o Divino Menino Jesus.

Falecimento e elogio ímpar de Doutor da Igreja

Em 9 de março de 1440, conforme havia predito, a Santa entregou a alma a Deus. Contava 56 anos de idade, dos quais havia passado doze na casa paterna, quarenta no estado de matrimônio e quatro como religiosa.
Roma chorou e exaltou aquela ilustre filha. Milagres começaram a operar-se em seu túmulo.
"Quando, em 1606, estava em andamento o processo de canonização de Francisca, o Cardeal São Roberto Belarmino, Doutor da Igreja, juntou ao seu voto favorável uma declaração que consistiu num elevado elogio da extraordinária Santa. Afirmou que, tendo ela vivido primeiro em virgindade, depois, uma série de anos, em casto matrimônio, tendo suportado os incômodos da viuvez, e tendo seguido finalmente a vida de perfeição no claustro, merecia tanto mais as honras dos altares quanto mais podia ser apresentada como modelo de virtude a todas as idades e todos os estados" [5].

Plínio Maria Solimeo

[1] Fr. Justo Pérez de Urbel, O.S.B., Año Cristiano, Ediciones Fax, Madrid, 1945, tomo I, p.454.
[2] Les Petits Bollandistes, Vies des Saints, d'après le Père Giry, Paris, Bloud et Barral, Libraires-Éditeurs, 1882, tomo III, p. 314
[3] Edelvives, El Santo de Cada Día, Editorial Luis Vives, S.A., Saragoza, 1947, tomo II, p. 98.
[4] Pe. F. X. Shouppe, S.J., Purgatory _ Explained by the Lives and Legends of the Saints, TAN Books and Publishers, Inc., Rockford, Illinois, USA, 1973, p. 11.
[5] Pe. José Leite, S.J., Santos de Cada Dia, Editorial Apostolado da Oração, Braga.

Fontes:
http://alexandrinabalasar.free.fr/francisca_romana.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48197&language=PT&img=&sz=full

domingo, 7 de março de 2010

São João d' Ávila, Sacerdote, Apóstolo da Andaluzia (+1569), 7 de Março

Santo espanhol nascido em Almodóvar del Campo, próximo de Toledo. De espírito reformista, foi um do maior pregadores do seu tempo, tornando-se conselheiro de bispos e nobres, diretor de almas, coluna da Igreja. Foi um defensores da Contra-Reforma católica no século XVI. Foi  pai espiritual de um grande número de santos na Espanha de sua época.
Descente de uma família de judeus convertidos e de boas posses, era filho único de Alonso de Ávila e Catarina Xixón. Aos 14 anos, entrou para a famosa Universidade de Salamanca para estudar Direito. Porém seu apego à fé em Jesus Cristo pesou mais fortemente e abandonou os estudos, voltando para casa.
Depois de três anos de profunda dedicação à religiosidade, dirigiu-se à famosa Universidade de Alcalá com o objetivo de seguir o sacerdócio. Lá estudou filosofia e teologia. Foi discípulo do renomado Domingos de Soto. Foi ordenado sacerdote. 
Com a morte dos pais, vendeu sua grande fortuna em heranças, distribuiu o valor aos necessitados e passou a viver de esmolas. Dirigiu-se a Sevilha com o intuito de embarcar para as Índias, mas foi persuadido a permanecer na Espanha, onde deu início à sua brilhante carreira apostólica, que o tornaria conhecido como o grande Apóstolo da Andaluzia.
Autor e diretor espiritual cuja liderança religiosa a Espanha durante o século XVI, morreu em Montilla, de problemas renais.

Fontes:
www.dec.ufcg.edu.br
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100308&id=11339&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=49601&language=PT&img=&sz=full

sábado, 6 de março de 2010

São Pedro Sukeyiro, Terceiro Franciscano, Mártir (+1597), 07 de Março


Pedro Sukeyiro havia se tornado cristão e franciscano secular em Meaco, com os missionários franciscanos, aos quais tinha prestado toda a colaboração na qualidade de catequista para a instrução e formação dos neófitos, na assistência aos enfermos nos hospitais da missão e na educação dos meninos das diversas escolas.
Quando, em 1596, desencadeou-se a perseguição de Hideyoshi que, como furacão, se abateu sobre homens e instituições, tudo destruindo, os missionários e os terciários japoneses de Meaco e Osaka foram aprisionados e levados a Nagasaki, a fim de serem crucificados. 
Durante a viagem Pedro Sukeyiro e Francisco Fahelante, dois cristãos originários de Meaco, a quem os missionários tinham como colaboradores inscritos na Ordem Terceira de São Francisco, quiseram acompanhar os prisioneiros para servi-los e apoiá-los, ajudando-os nas dificuldades do caminho.
Ocupados com esse serviço voluntário, fizeram-no tão perfeitamente, que impressionaram um dos guardas, que exclamou: "Os cristãos são realmente valentes, unidos entre si com laços de verdadeira caridade e fraternidade." 
Em vista de sua persistência neste serviço, também a eles foi decretada a ordem de captura. E dessa maneira foram associados aos outros prisioneiros e martirizados com eles. Na manhã de 5 de fevereiro de 1597 os santos mártires chegaram a Nagasaki. 
Escolheu-se como lugar de suplício uma parte plana de uma colina próxima do mar, que se parece muito com o Calvário, tanto na forma como nas sendas tortuosas por onde se chega a ela e de onde se pode ver a cidade.
O governador tinha feito levantar 26 cruzes: as seis do meio para os franciscanos e as outras para os japoneses. Daquele dia em diante o local passou a ser chamado "Monte dos Mártires" ou "Colina Santa", pelo sangue de cristãos derramado por quase meio século.
Nas primeiras horas da noite Fazamburo tinha publicado um edito no qual anunciava a execução dos mártires e se proibia a todos, sob pena de morte sair da cidade para acompanhar os condenados.  Nas portas da cidade foram colocados soldados com a ordem de não deixar passar ninguém. Precauções inúteis! 
Quando se soube que os condenados estavam chegando, todos, cristãos e pagãos, precipitaram-se até as portas da cidade e como torrente envolveram os guardas, precipitando-se para os mártires, a fim de acompanhá-los ao local do suplício.
Pedro Sukeyiro e os demais companheiros, na manhã de 5 de fevereiro de 1597, como invictos heróis, cantando, sofreram o martírio da crucifixão.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100307&id=12287&fd=0
http://www.asianews.it/files/img/giappone_-_martiri_(250_x_157).jpg 

sexta-feira, 5 de março de 2010

Descoberta (das relíquias) da Santa Cruz de Jesus (326), 06 de Março


O Imperador Constantino, vencedor (de grandes batalhas) pelo poder da Santa Cruz, rendia-lhe todas as homenagens devidas a este sinal sagrado da salvação dos homens. Sua mãe, Santa Helena, era uma mulher piedosa. Inspirada pelos Céus, resolveu, apesar da sua idade avançada, visitar os Lugares Santos e lá procurar o madeiro salvífico sobre o qual o Salvador derramara Seu Sangue.
A empreitada guardava enormes dificuldades. Os pagãos pretendiam transformar os Santos Lugares, testemunhas da morte de Jesus Cristo, em lugares dos cultos pagãos a Vênus e a Júpiter. Helena não se deixou abater; retirou de lá todos os vestígios do paganismo e mandou que se fizessem escavações aos pés do Monte Calvário, com tanto cuidado e ardor, que logo foram descobertas três cruzes, com os pregos que haviam transpassado as mãos e os pés do Redentor, assim como a placa em que Pilatos mandara afixar sobre a cabeça de Cristo.
Mas como poderiam reconhecer, entre as três cruzes, aquela em que estivera o Salvador? O bispo de Jerusalém teve uma idéia: mandou levarem as três cruzes à casa de uma senhora que estava à morte; ao aproximarem da mulher as duas primeiras cruzes, nada aconteceu, mas assim que a doente tocou a terceira cruz, instantaneamente ficou curada. Um outro milagre ainda mais impressionante veio confirmar este primeiro: um morto, prestes a ser enterrado, ressuscitou assim que foi tocado pelo madeiro sagrado.
A imperatriz, no auge de sua alegria, mandou construir naquele mesmo lugar uma igreja magnífica, onde foi depositada a maior parte desta Cruz, enviando a outra parte a Constantinopla, onde Constantino a recebeu triunfalmente.
Mais tarde, o rei dos Persas, depois de pilhar Jerusalém, apoderou-se da venerada Cruz; logo, porém, o Imperador Heráclius conseguiu reavê-la. A Cruz encontrada deu origem à Festa da Invenção (do latim invenire = encontrar, descobrir) da Santa Cruz que, ao ser reconquistada por Heráclius, originou a festa da Exaltação à Santa Cruz, ou festa da Cruz Gloriosa, celebrada em 14 de setembro.
Desde esse tempo remoto, a devoção à Santa Cruz espalhou-se pelo mundo inteiro. (...) Foi assim que este instrumento de suplício, antes considerado infame, tornou-se um símbolo de glória e triunfo.

Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano (Vie des Saints pour tous les jours de l'année), Tours, Mame, 1950.

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100306&id=2512&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=46500&language=FR&img=&sz=full

quinta-feira, 4 de março de 2010

Santos Adriano e Natália, Leigos, Esposos, Mártires (+308), 5 de Março

Hoje celebramos um santo que somente chegou à glória por causa da ajuda de Deus e de muitos, principalmente da esposa. Aconteceu que, no início do século IV e durante a perseguição do imperador de Diocleciano, Adriano, que era chefe dos guardas do imperador, ao assistir à injusta condenação de 22 valentes cristãos, gritou: "Acrescentai também o meu nome a estes heróis mártires, pois também eu me declaro cristão."
Lançado na cadeia com outros, Santo Adriano recebeu total apoio de sua cristã esposa Natália, principalmente depois de ser batizado pelos irmãos. Natália pôde acompanhar de perto o seu marido, pois na cadeia usou da criatividade e coragem para tal, até que, perto do grande testemunho de Santo Adriano, Natália confidenciou o seu desejo de que prosseguisse, mas sem se esquecer dela. 
Como casal, o seu amor a Jesus era tanto que Natália preferia a morte a ser dada pelo imperador a algum general. E isto aconteceu: depois de Adriano ter sido queimado vivo juntamente com os outros 22 mártires, Natália, ao fugir de um casamento que lhe queriam impor, não agüentou o cansaço e fome da caminhada. Diz-se que teve uma visão de Adriano que na glória a vinha buscar.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100305&id=11338&fd=0
http://stmaterne.blogspot.com/2008_08_01_stmaterne_archive.html
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39980&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 3 de março de 2010

Santa Madre Plácida Veil, Religiosa (+1877), 04 de Março

Infância
Eulália Vitória Viel, cujo nome religioso era Madre Plácida, nasceu em 26 de setembro de 1815, na família de Hervé Viel, numa localidade chamada Val Vacher, no centro do Val de Sairé, França. Batizada no dia do seu nascimento, Eulália Vitória Jacqueline, chamavam-na costumeiramente de Vitória, em lembrança de uma irmãzinha falecida muito cedo, e que tinha este mesmo prenome. Seus padrinhos eram Jeanne Viel e Jacques Tournaille.
Vitória freqüentava a escola do vilarejo e ajudava seus pais com os trabalhos no campo e em casa. Fez sua Primeira Comunhão antes da idade permitida, pois foi considerada, pelo pároco de Quettehou e pelo abade Lepoitevin de Duranville, apta a receber a Eucaristia. Segundo as próprias palavras de Madre Plácida, este lhe teria dito: “Não sei, querida criança, o que Nosso Senhor lhe pedirá, mas estou persuadido de que Ele tem planos particularíssimos para a sua alma, planos para os quais é preciso, desde agora, preparar você para que possa respondê-los, amando Jesus de todo o seu coração e procurando sempre cumprir Sua adorável vontade.”
A fim de seguir o aprendizado normal das meninas daquela época, seus pais puseram-na para aprender corte e costura junto a uma costureira do burgo, Madame Gilles, onde Vitória permaneceu apenas alguns meses, voltando então para a fazenda da família.
Vitória era uma mocinha muito saudável, robusta, de personalidade agradável, alegre, mas às vezes tímida e um pouco reservada. Durante toda a sua adolescência, ela levou a sério a missão de ensinar o Catecismo às crianças do local, ensinando-lhes também diversas canções.
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Vocação Religiosa
Foi visitando regularmente sua prima, Irmã Maria, religiosa em Tamerville, que Vitória travou conhecimento com Santa Maria Madalena Postel, fundadora das Irmãs das Escolas Cristãs da Misericórdia.
Entrando nesta congregação, Vitória recebeu o hábito em 1º de maio de 1835, recebendo o nome de Irmã Plácida. Foi acolhida calorosamente por Madre Maria Madalena Postel, que lhe disse: “Os anjos portam as cruzes daquelas que cedo começam a servir a Deus.” Inicialmente, Irmã Plácida foi servir nas cozinhas, enquanto a comunidade tentava reconstruir os muros da abadia em ruínas. Ela pronunciou seus votos perpétuos em 21 de setembro de 1838, enquanto a comunidade adotava as regras dos Irmãos das Escolas Cristãs.
As primeiras missões
Logo sua Superiora começou a confiar-lhe inúmeras missões. Em 20 de agosto de 1840, Irmã Plácida foi encarregada de presidir à fundação de uma congregação em La Chapelle-sur-Vire, a fim de acolher os peregrinos de Nossa Senhora da Misericórdia. Ela também lhe permitiu continuar os estudos indispensáveis que a sua infância de trabalhadora não lhe permitiu concluir. Irmã Plácida passou uma temporada também em Avranches, a fim de lá instalar um asilo e uma oficina. Em 1º de janeiro, Irmã Plácida foi eleita assistente da Madre Superiora, que a encarregou do noviciado.
As primeiras buscas
A reconstrução da Abadia de São Salvador foi longa e dispendiosa, ainda mais depois que o campanário, meticulosamente reconstruído, desabou na noite de 24 para 25 de novembro de 1842, durante uma tempestade. Foi preciso que a Madre Superiora empregasse toda a sua energia para que os trabalhos pudessem continuar, sobretudo porque começou a faltar dinheiro. Foi então que ela decidiu enviar Irmã Plácida para pedir subsídios, dizendo-lhe: “Deus quer que nosso pobre Instituto se propague, mas Ele quer que a igreja seja refeita. Para isso, é preciso que trabalhemos incessantemente, e o dinheiro não faltará enquanto ela não estiver acabada: você pedirá, e Ele vai providenciar. Aqui está uma carta endereçada à *Rainha dos Franceses, parta rumo a Paris.” 
Maria Amélia, Rainha dos Franceses

Irmã Plácida foi, então, a Coutances, acompanhada da Irmã Xavier, a fim de obter a autorização do bispo local. Depois, partiu rumo a Paris. Assim, ela precisou fazer diversas viagens, entre janeiro de 1844 e junho de 1846. Foi nesta ocasião que ela se encontrou com a Rainha Maria Amélia.
Irmã Plácida viajou também pela Bretanha, passando por Rennes, Nantes, Saint-Brieuc, no final da primavera de 1845. Tostão a tostão, após longas peregrinações entre ministérios e administrações, as religiosas conseguiram finalmente obter fundos para a reconstrução de sua abadia.
Madre Superiora                               
Em 16 de julho de 1846, a Madre Superiora, Maria Madalena Postel, faleceu. Em 5 de setembro daquele ano Irmã Plácida foi eleita a nova Superiora. Sua eleição foi praticamente unânime, contando menos dois votos apenas1. Madre Plácida assumiu uma dupla tarefa: administrar material e moralmente a abadia, e angariar fundos para a reconstrução da mesma. Retomou suas viagens e nomeou Irmã Maria sua suplente, representando-a à frente do mosteiro e assegurando sua coordenação, enquanto ela estivesse ausente.
Viagens longínquas
Partindo de Paris, em 14 de setembro de 1849, Madre Plácida chegou a Viena quatro dias mais tarde, após passar por diversas cidades, como Bruxelas (Bélgica), Colônia, Berlim e Breslau (Alemanha). Em Viena, ela foi recebida pela baronesa de Pongrâce e visitou o vigário geral do arcebispo. Em 19 de setembro, chegou ao castelo de Froshsdorf, onde foi recebida por Henrique V e sua esposa, Maria Teresa. No caminho de volta, Madre Plácida foi a Potsdam, onde obteve uma audiência com o rei da Prússia, Frederico Guilherme, que também lhe fez uma doação2.
Fundações
A exemplo da fundadora do Instituto, Madre Plácida lutou para aumentar o número de vocacionadas em sua congregação, dando às suas “filhas” uma sólida formação espiritual.
Mais de 110 instituições foram criadas, das quais a mais importante foi a da Casa do Coração Santo de Maria, em Paris. Este estabelecimento, que tinha por vocação assegurar a educação de adolescentes oriundas das camadas mais populares, foi confiado à Irmã Elísia. Se o começo foi difícil, o estabelecimento, com o passar do tempo, floresceu. Cinqüenta moças foram acolhidas em 1848; em 1870, já eram quinhentas. Em 1862, outra casa foi fundada na Alemanha.
Durante a Guerra Franco-Alemã de 1870
Em seguida à capitulação da França na batalha de Sedan, e do êxodo da população civil, a abadia de São Salvador viu chegarem as Irmãs que estavam nos territórios invadidos, mas também soldados feridos e moribundos. Durante o inverno de 1870-1871, a abadia foi transformada em hospital, onde as Irmãs se desdobravam incansavelmente para tratar e confortar os feridos, um total de 8.317 pessoas.
Abadia São Salvador atualmente (2007).


A reconstrução da Abadia
Em 1846, quando Madre Maria Madalena Postel faleceu, os muros da abadia estavam praticamente reconstruídos. Três anos depois, o coro estava pronto. Em 10 de agosto de 1855, foi possível transferir o corpo da fundadora para a Capela da Cruz, à esquerda do transepto, onde um túmulo havia sido preparado nesta intenção.
Pouco tempo depois, em 21 de novembro, o Abade Delamare abençoou a igreja, abrindo-a ao culto, e foi este mesmo abade, já sagrado bispo de Luçon, que consagrou solenemente a igreja da abadia, na presença do bispo de Coutances.
Foram necessários mais de doze anos para que a restauração fosse terminada, graças à tenacidade de Madre Maria Madalena Postel e, posteriormente, de Madre Plácida.
Fim da vida
Madre Plácida Viel faleceu em 4 de março de 1877. A congregação contava, então, 1.100 religiosas e 104 escolas. Foi beatificada em 6 de maio de 1951, pelo Papa Pio XII, sendo a sua festa fixada em 4 de março.
Citações
«Eu gostaria de ter uma casa repleta de crianças, na qual o Bom Deus fosse servido.»
A respeito de suas buscas: «Eu ia sem temores, tendo a mais inteira fé nas palavras de minha Superiora e persuadida de que eu cumpria a obra de Deus.»
«Se Jesus diz a um coração impaciente : tenha paciência, ele terá ; se Ele diz a um coração frio e pouco caridoso : seja ardente e caridoso, ele o será; se Ele diz a um coração cheio de amor pelo mundo: desapegue-se, logo este coração estará transformado. Como é grande e poderoso Aquele que opera tantas maravilhas ! »
   Notas
1. O seu voto e, sem dúvida, o de sua prima, Irmã Maria, que havia sido a primeira assistente da fundadora. 
2.  Enormes dificuldades jurídicas se impuseram em 1847, desafiando o reconhecimento legal do Instituto e ameaçando aniquilar a obra de Madre Maria Madalena Postel. Foi para obter apoios ou para, como fazia antes, recuperar subsídios, que Madre Plácida empreendeu esta longa viagem ao estrangeiro? A razão permanece desconhecida (Cf R.Dorey, pároco de Barfleur).

Fontes :
La Douceur victorieuse, Placide Viel - André Merlaud - Éditions Sos - 01/1977
Monographie sur Placide Viel - 1988 - R.Dorey, curé de Barfleur - (disponible à l'abbaye Saint-Sauveur)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Placide_Viel
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/08/Placide_Viel.jpg
http://wapedia.mobi/fr/Marie-Amélie_de_Bourbon_(1782-1866)
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Abbaye_saint_sauveur_interieur.jpg
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Abbaye_saint_Sauveur.jpg
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Vitrail_placide_viel.jpg
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Abbaye_st_sauveur_panorama_1.jpg

terça-feira, 2 de março de 2010

Beato Inocêncio de Berzo, Presbítero (+1890), 03 de Março

 O Beato Inocêncio era filho de Pedro Scalvinoni e de Francisca Poli. Nasceu no dia 19 de Março de 1844 em Nardo, Vale de Canônica, em Bréscia, na Itália. Foi batizado com o nome de João. 
A sua infância ficou marcada pelo sofrimento, ficou orfão de pai, e pela prática da virtude, como aluno do Colégio de Lovere. Foi admitido no Seminário diocesano de Bréscia e foi ordenado sacerdote a 2 de Julho de 1867. Foi nomeado Coadjutor de um pároco, em Cevo, onde se distinguiu pelo desapego das coisas materiais, assiduidade no confessionário, caridade para com os pobres, assistência aos doentes e pregação. 
O Bispo chamou-o para Bréscia a fim de desempenhar o cargo de Vice-Reitor do Seminário. Após um ano, voltou para a cura das almas como pároco em Berzo, onde se entregou a uma intensa atividade apostólica, feita de oração, bom exemplo e uma pregação simples e paternal, bem como de uma proximidade pessoal junto de cada um para os levar até Deus. Entretanto, o Senhor chamava-o a uma vida mais perfeita. Depois de uma luta espiritual, pediu para ser capuchinho, quando tinha 30 anos. Em 1874, vestiu o hábito da Ordem, recebendo, nessa altura, o nome de Frei Inocêncio.  Viveu em Albino. Depois, foi para o Convento da Santíssima Anunciata, como Vice-Mestre de noviços. Em 1880, foi-lhe confiada a redação dos Anais Franciscanos, em Milão. Partiu para Crema, levando, por toda a parte, o brilho da sua santidade. Foi colocado outra vez no Convento da Santíssima Anunciata, onde encontrou aquilo que o seu espírito desejava: ser santo! 
No eremitério do Convento, encontrou uma forma de mergulhar em sua união com Deus, que era própria do seu temperamento: saciar a sua ânsia de sacrifício através de penitências e da vida escondida. O seu ideal era desaparecer e fazer com que o esquecessem. Dedicava-se ao exercício de prolongadas horas de oração e contemplação, ao desempenho dos mais humildes serviços do Convento, tais como: pedir esmola de porta em porta com a pregação do bom exemplo e de boas palavras. A beleza da sua alma transparecia em todas estas manifestações.  Pregou exercícios espirituais aos seus irmãos, a quem inundava com a abundância do seu espírito seráfico.
Neste ministério da pregação teve de fazer muita violência sobre si mesmo, sobretudo porque não se considerava capaz de coisa alguma.  Morreu com 46 anos de idade, no dia 3 de Março de 1890, na enfermaria do Convento de Bérgamo, quando pregava um retiro aos seus irmãos. 

Ver também: São Marino
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/03/sao-marino-3-de-marco.html

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100303&id=12284&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=35570&language=PT&img=&sz=full

Santa Ângela da Cruz (María de los Ángeles Guerrero González), Religiosa, Fundadora (1846-1932), 02 de Março

María de los Ángeles Guerrero González nasceu em Sevilha em 30 de janeiro de 1846. Precisou muito cedo abandonar a escola para trabalhar como operária numa fábrica de sapatos.
Em 1871, num ato particular, ela prometeu ao Senhor que viveria segundo os princípios evangélicos. Um dia, quando estava mergulhada numa profunda oração, ela viu uma cruz vazia diante da cruz de Cristo crucificado, e desejou, a partir de então, oferecer-se com Ele pela salvação das almas.
Esta experiência mística iluminou os horizontes de sua vida e do Instituto que Maria de los Ángeles iria fundar, um dia. Sob a orientação de seu diretor espiritual, ela começou a escrever um diário espiritual em que expunha detalhadamente o estilo de vida que suas “filhas espirituais” deveriam levar. Em 1875, fundou o Instituto das Irmãs da Companhia da Cruz, que se distinguiria pelo serviço a Deus através dos irmãos mais pobres.
 “Fazer-se pobre com o pobre para levá-lo a Cristo”: este era o lema que marcou toda a sua vida e que é o fundamento da espiritualidade e da missão da Companhia da Cruz.
Admirada por todos e chamada pelo povo de “mãe dos pobres”, ela sempre desprezou toda glória humana e procurou (quotidianamente) viver na mais completa humildade.
Ângela morreu em Sevilha com a idade de 86 anos, em 2 de março de 1932. Foi beatificada em Sevilha pelo Papa João Paulo II em 5 de novembro de 1982, e canonizada pelo próprio em 4 de maio de 2003, em Madrid, quando da visita apostólica do Santo Padre à Espanha.

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100302&id=13869&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39959&language=FR&img=&sz=full

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Santa Eudóxia, Mártir (+152), 1º de Março - Aniversário da Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro

Santa Eudóxia era samaritana de nascimento. Ela morava em Heliópolis da Fenícia (à leste das montanhas do Líbano e ao norte da Palestina no tempo do imperador romano Trajano (anos 89-117). Na sua juventude ela era de uma beleza extraordinária.   Levava uma vida devassa e libertina. Houve muitos noivos e admiradores muito ricos, que vieram de outros países conhecê-la, de modo que com o tempo ela ficou muito rica e gozava de respeito por parte das autoridades locais.

Deus, querendo salvar a alma da Eudóxia da eterna condenação, fez com que um velho monge chamado Herman visitasse a localidade onde ela morava. Herman tinha o costume de ler em voz alta as Sagradas Escrituras e, numa ocasião, Eudóxia ouviu o trecho das profecias sobre a Segunda Vinda do Nosso Senhor e o Juízo Final.
Esta leitura impressionou-a e perturbou o seu espírito, pois ela compreendeu que todos estes castigos mencionados na Bíblia seriam aplicados a ela, pecadora. Visitou o monge Herman, que contou a ela sobre o cristianismo e sobre a vida eterna. As palavras do monge ficaram plantadas no coração de Eudóxia. Ela acreditou em Cristo e foi batizada, após o que distribuiu todos os seus bens aos pobres e entrou no convento.
Eudóxia viveu muitos anos naquele convento consagrando a sua vida inteiramente ao jejum, às orações e à purificação da alma. Com o tempo, alcançou a maturidade espiritual e foi nomeada madre do convento. Entrando no exercício desta função, ela direcionou todas as suas forças para a ajuda aos necessitados. Ela fornecia roupa e comida aos pobres e peregrinos que visitavam o seu convento e curava os enfermos com as suas orações.
Assim, durante 56 anos, Eudóxia levava esta vida de ajuda aos outros, rezando e jejuando. No ano 152, durante o reinado do imperador Antônio, ela terminou a sua vida como mártir. Por causa da disseminação da fé cristã, ela foi acusada de bruxaria e fraude. Sem julgamento, foi decapitada.
Assim, Santa Eudóxia, pela sua vida austera, pela sua bondade e pela sua morte como mártir, foi digna de receber uma coroa tripla no Reinado dos Céus.

Tropário:
Com a tua sabedoria ataste a tua vida ao amor de Cristo,
viveste esquecendo-se das coisas fúteis, atraentes e provisórias,
como uma verdadeira discípula de Cristo.
Primeiro, jejuando aniquilaste as paixões,
Depois, com os teus sofrimentos, humilhaste o inimigo.
Assim, Cristo te coroou com uma coroa múltipla,
Santa mártir Eudóxia: 
para nos livrarmos de enfermidades espirituais
e recebermos o milagre da graça,
rogai a Deus por nós!

Fontes:
http://www.fatheralexander.org/booklets/portuguese/saints_2_p.htm#_Toc521115087
http://galerie-icone.org/local/cache-vignettes/L241xH290/0301_Eudoxie-dab66.jpg

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

São Torquato, Bispo (Século I), 28 de Fevereiro


São Torquato é considerado o primeiro dos Varões Apostólicos, bispos enviados ainda no Século I para evangelizar a Península Ibérica. A sua história está envolvida em lenda. Presume-se que ele tenha aportado em Cádis, no sul da Espanha, onde teria morrido e sido sepultado. 
O seu corpo teria sido trazido para o norte da Península Ibérica no Século VIII, quando os cristãos de Cádis fugiram da invasão dos mouros, e depositado no mosteiro de Celanova, perto de Ourense. Mais tarde, as suas relíquias foram distribuídas por vários mosteiros da Galícia e do Norte de Portugal.
No ano de 1059 (cerca de cem anos antes da independência de Portugal), já existia o mosteiro de São Torquato, perto de Guimarães, o mais célebre centro português da devoção ao santo bispo, cujo nome foi dado a muitas aldeias no Minho.

Ver também: Beato Daniel Brottier
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/02/beato-daniel-brottier-28-de-fevereiro.html

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100228&id=11334&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=75822&language=PT&img=&sz=full

São Leandro, Bispo (+600), 27 de Fevereiro

Nasceu em Cartagena e foi para Sevilha em 554. Destacou-se pela sua luta contra o Arianismo. Foi exilado pelo Rei Visigodo Leovegildo para Constantinopla de 579 a 582. Mas retornou a Sevilha quando Recaredo, filho do rei visigodo e que havia sido batizado por Leandro, ascendeu ao trono. 
Presidiu ao terceiro Concilio de Toledo em 589. Converteu novamente os Visigodos à fé cristã ortodoxa. Escreveu várias regras de conduta para as freiras. Introduziu em Nicéia o Credo na Missa no Ocidente.
Na Espanha ele é considerado Doutor da Igreja. Faleceu em Sevilha no ano de 600 DC.

Ver também: 
São Gabriel de Nossa Senhora das Dores
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/02/sao-gabriel-das-dores-27-de-fevereiro.html

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100227&id=10341&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=51807&language=PT&img=&sz=full

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Santo Alexandre de Alexandria, Bispo (+328), 26 de Fevereiro

Hoje lembramos a vida do bispo Santo Alexandre, que governou a Igreja em Alexandria sempre zelando pelo rebanho do Cristo e, principalmente, cuidando do alimento doutrinal que começou a ser ameaçado pelo Arianismo. Ele também é conhecido por sua doutrina apostólica, e um dos seus maiores feitos foi treinar um jovem diácono de nome Atanásio que, mais tarde, foi celebrado e admirado por todo mundo cristão. 
Como Bispo, Alexandre preferia os monges, nomeando preferencialmente aqueles que viviam como eremitas no deserto, visto que ele os considerava como modelo para suas ovelhas. Ele também insistia na caridade para com os pobres na Diocese sob o seu controle, uma coisa pela qual ele ficou famoso na Diocese de Alexandria. Santo Alexandre é considerado um campeão de ensinamentos da Igreja Católica e reconhecido por seu zelo pastoral.
Santo Alexandre nasceu em 250 d.C. Foi indicado Bispo de Alexandria em 313 para suceder Santo Achillas, tornando-se famoso pela sua oposição a heresia Ariana, doutrina pregada por Ário, que dizia que Jesus não era verdadeiro Deus, mas apenas uma criatura e que teria havido um tempo em que o Filho não teria existido.
Ário era um sacerdote de Alexandria, que afirmava que somente o Pai poderia ser chamado Deus, enquanto que Cristo seria inferior ao Pai, distinto Dele por natureza. Seria, portanto, uma criatura, excelente e superior às demais, mas não divina, nem eterna.
Alexandre era gentil com os arianos, mas também muito determinado. Durante muito tempo ele se dirigiu a Ário tentando demovê-lo de suas idéias heréticas, antes de excomungá-lo, em 321 d.C. Alguns o acusavam de ter compromissado a posição da Igreja, enquanto outros afirmavam que ele era impetuoso por causa de sua posição irredutível contra o arianismo.
Ário, no entanto, continuou inflexível, envenenando ideologicamente os cristãos, mesmo depois de saber da condenação de sua doutrina. A excomunhão foi confirmada no Sínodo de Alexandria, em 327. A Circular Episcopal sobre a Heresia Ariana, de autoria de Alexandre, sobreviveu ao tempo e é uma importante parte da literatura eclesiástica daquele período.
Faleceu em Alexandria no ano de 328, dois anos depois de ter retornado do Concílio, tendo nomeado Atanásio como seu sucessor.

Fontes:
http://www.cademeusanto.com.br/santo_alexandre_alexandria.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100226&id=11721&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39059&language=PT&img=&sz=full