sexta-feira, 26 de março de 2010

São Bráulio de Zaragoza, Bispo (+651), 26 de Março


Braulio de Zaragoza. 
Retrato de Bartolomé Bermejo en la predela del 
Retablo de Santa Engracia de Daroca.
"Todo o escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas" (Mt 13,52).
Em Zaragoza, na Espanha, venera-se hoje um grande bispo: São Bráulio. O seu mérito consistiu, sobretudo, em ter desempenhado um papel decisivo nos Concílios, sobretudo como Bispo de Zaragoza, nos anos de 631 a 651. São Bráulio é considerado um dos maiores discípulos do grande Santo espanhol, Isidoro de Sevilha, venerado com incrível fervor na Capital da Espanha e em todo aquele país. 
Braulio de Zaragoza e Isidoro de Sevilla 
en una miniatura otoniana del siglo X.
As glórias terrenas, os louvores e o poder não o tinham apegado à terra. Soube remontar-se às alturas e vivia da esperança cristã, que põe os bens acima das nuvens, para além da morte. A verdadeira sabedoria, que aprendeu em tantos livros e manuscritos antigos e novos, e pela qual trabalhou tanto, a ponto de ficar cego no fim da vida, deu- lhe o verdadeira sentido da vida presente, que é o caminho para a outra, a eterna.
Numa carta escrita à sua irmã Pampônia, diz: "O tempo foge insensivelmente, a morte aproxima-se em segredo, e a nossa cega esperança não vê senão as alegrias da vida. Felizes aqueles cuja alegria é Deus, e cujo gozo repousa na futura bem-aveturança!"
Partiu para junto de Deus pelo ano 651.

Ver também: São Ludgero de Utrecht

Fontes:

quarta-feira, 24 de março de 2010

São Tarásio, Patriarca (Século VIII), 25 de Março

São Tarásio nasceu no ano 730. Recebeu uma ótima educação cristã e literária; seu pai era o prefeito de Constantinopla. Tarásio era de caráter zeloso, de tal forma que foi nomeado pelo imperador para um alto cargo imperial.

Enfrentou, em Deus, todas as tentações próprias da sociedade, cheia de luxo. No Século VIII, foi a heresia iconoclasta promovida pelo imperador Leão que, não compreendendo, aponta o culto às imagens como uma prática de idolatria. 
Ao assumir o patriarcado, São Tarásio, em comunhão com o Papa, combateu e conseguiu condenar esta heresia num Concílio. Cuidadoso com suas ovelhas, tinha um grande espírito de serviço, a ponto de dizer, ao ser questionado pelo seu especial cuidado para com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e não para ser servido".

Fontes:

Santa Catarina da Suécia, Religiosa (+1381), 24 de Março

Catarina pertencia à família real da Suécia. Era filha de Santa Brígida e de Ulf Gudmarson. Foi criada num convento, do qual ela saiu para se casar com o jovem nobre que lhe haviam destinado, Edgar Lydersson. Ele era inválido. Catarina cuidou dele com grande devotamento.

De comum acordo com o marido, Catarina foi se encontrar com a mãe em Roma no ano de 1350. Brígida tinha ido morar na Cidade Eterna depois de ficar viúva. Durante sua estadia, Catarina recebeu a notícia da morte do seu jovem esposo, e decidiu, então, também permanecer em Roma. Sua extraordinária beleza causou-lhe algumas complicações na Itália. Por várias vezes, pretendentes entusiasmados tentaram seqüestrá-la.

Logo que perdeu a mãe, Catarina retornou à Suécia para enterrar Brígida no convento de Vadstena, onde acabou entrando. Mais tarde, tornou-se abadessa ali. Voltou ainda uma vez a Roma para que as Religiosas da Ordem do Santíssimo Salvador, as brigidinas, obtivessem reconhecimento oficial da Igreja e para a canonização de sua mãe, que acabou acontecendo somente em 1384, três anos após a morte de Catarina.

 

Tradução e Adaptação:

Gisèle Pimentel

 

Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100324&id=13841&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=44072&language=PT&img=&sz=full 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Beato Marcos de Montegallo, Presbítero (+1496), 23 de Março


Marcos nasceu em 1425 perto de Montegallo (Itália), para onde os seus pais tinham fugido a fim de evitar as guerras civis que açoitavam a sua região de origem. Estudou em Perúsia e em Bolonha, doutorando-se em Medicina e Leis. Depois de exercer a Medicina, tornou-se membro da Ordem Franciscana, em Fabriano.

Foi Superior no convento de São Severino, mas cedo começou a sua missão de pregador, guiado por São Jaime de la Marca. Preocupou-se sobretudo com as guerras civis e com os abusos praticados pelos usurários. Para combater a usura criou Montes-Pios em várias cidades.
Morreu no dia 19 de Março de 1496 em Vicenza. Ao lado de São Bernardino de Sena, é considerado um dos grandes pregadores do Evangelho e da penitência.






Fontes:

domingo, 21 de março de 2010

São Zacarias, Papa (+752 d.C.), 22 de Março

O Papa São Zacarias era natural da Calábria (Itália). Foi eleito em 441, num período caracterizado pela hostilidade de Bizâncio e dos lombardos contra o ducado romano, pôs em risco a sua vida ao lutar contra os lombardos, cujo rei devolveu à Igreja as terras que havia tomado.

Favoreceu a evangelização da Germânia por São Bonifácio e colaborou na primeira reforma da Igreja franca, com o apoio de Pepino o Breve, cuja coroação como rei dos Francos ele aprovou. Esta foi a primeira investidura de um soberano por parte de um pontífice.
Soube que mercadores de Veneza traficavam escravos cristãos para os mouros, pelo que os comprou de volta, dando-lhes a liberdade. Faleceu em 22 de Março de 752.

Ver também: Santa Catarina de Gênova

Fontes:

sábado, 20 de março de 2010

Santa Benedita Cambiagio Frassinello, Religiosa, Fundadora (1791 - 1858), 21 de Março

Fundou a Congregação das 
Irmãs Beneditinas da Divina Providência.
Benedita Cambiagio nasceu no dia 02 de outubro de 1791, em Langasco, Gênova. Última dos sete filhos de José e Francisca, eles a batizaram dois dias depois de seu nascimento. Ainda pequena, se mudou para Pavia, com sua família, onde o trabalho era mais promissor. Lá recebeu uma educação cristã rigorosa e teve uma profunda experiência espiritual, que a fez pensar em seguir a vida religiosa. Porém, a família a conduziu para o casamento, que ocorreu em 1816, quando ela tinha vinte e cinco anos, com João Batista Frassinello um operário e fervoroso cristão, procedente de Ronco Scrivia.
Porém, dois anos depois, sem filhos, Benedita e João Batista, que nutriam entre si um amor de irmãos, passaram a viver como tal na mesma casa. Benedita pôde assim realizar seu desejo juvenil, de se consagrar somente à Deus. Na época, sua irmã Maria, muito doente se hospedara em sua casa e o casal passou a cuidar dela com amor e dedicação, até a sua morte, em 1825. Ocasião em que João Batista entrou como irmão leigo na comunidade religiosa dos padres Somascos, e Benedita, na comunidade das Irmãs Ursulinas de Capriolo. Mas, no ano seguinte, ela voltou para Pávia, muito doente. Lá teve uma visão de São Jerônimo Emiliani, ficando curada por completo.
Depois disso, Benedita começou a trabalhar na educação de jovens e crianças, com a aprovação do bispo Luís Tosi. Precisando de ajuda, Benedita recorreu ao pai. Diante da recusa, foi ao bispo, e este pediu então a João Batista que a ajudasse. Ele atendeu logo, voltou para a esposa-irmã, renovando o voto de castidade perfeita, pelas mãos do bispo.
Benedita se dedicava de corpo e alma, à educação humana e cristã de jovens e crianças pobres e abandonadas, enquanto João Batista se encarregou de conseguir ajuda material.
Na época, a instituição escolar era muito precária e Benedita fez um alertar às autoridades locais. O Governo entendeu o recado e concedeu a ela o título de “promotora pública da educação”. Benedita passou a receber apoio de jovens e voluntárias formando uma instituição escolar de excelente nível, cujo estatuto foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas. Ela uniu ao ensino escolar, a formação catequética e o trabalho, tornando jovens e crianças modelos de vida cristã, assegurando-lhes a verdadeira formação.
A dedicação constante de Benedita nasceu e cresceu do seu fervor ao Cristo na Eucaristia e da contemplação à Jesus na Santa Cruz.. Tinha em Deus, seu sustento e sua defesa. Não lhe faltaram, na vida, experiências espirituais, que se repetiam, especialmente, durante as Missas. Porém, isso não interferia nos compromissos cotidianos da fundadora. Mas, a Obra e o programa educativo de Benedita, passaram por duras críticas por parte da oposição e de algumas pessoas do clero. Em 1838, Benedita cedeu a sua Instituição ao bispo Luís Tosi e, com cinco irmãs, deixaram Pavia indo para Ligúria.
Na cidade de Ronco Scrivia, Benedita abriu uma escola para jovens e fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Providência, escrevendo ela mesma as Regras e Constituições. A Instituição se desenvolveu rapidamente, tanto que em 1847, uma nova casa foi inaugurada em Voghera. E dez anos depois outra em Valpolcevera. No dia 21 de março de 1858, Benedita faleceu em Ronco Scrivia, no dia e hora por ela previstos.
Quarenta anos depois de sua morte, o Instituto, fundado por Benedita, se tornou independente. Assim, as religiosas puderam assumir o nome de “Irmãs Beneditinas da Divina Providência”, em memória à fundadora, Benedita Cambiagio Frassinello. Em toda sua vida, ela se deixou conduzir pelo Espírito Santo, através de várias experiências pessoais. Embora sua luta fosse grande, nunca esmoreceu diante das dificuldades, seguindo sempre seu desejo de servir à Humanidade e a Deus. Foi beatificada em 1987 e canonizada em 2000, pelo Papa João Paulo II, que marcou a festa de Santa Benedita Cambiagio Frassinello para o dia de sua morte.

Fontes: 

sexta-feira, 19 de março de 2010

Santa Eufêmia (+300) e Santa Cláudia (+304), Mártires, 20 de Março

Santa Eufêmia

Nasceu na Calcedônia, uma cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável, foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Freqüentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia batizados, ela foi acusada e, tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos.
Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por matá-la, mas não danificaram o seu corpo ou a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 AD, tinha ela somente 15 anos de idade.
Os cristãos ficaram com o seu corpo, que foi sepultado na Calcedônia, onde construíram uma igreja. Em 620, quando a cidade foi invadida e conquistada pelos Persas, transladaram o seu corpo, com medo de ser destruído, para Constantinopla, e depositaram-no numa Igreja que o Imperador Constantino mandara construir em honra da santa. Com a entrada no poder do Imperador Nicefor, que era contra símbolos religiosos, os cristãos ficaram com medo de que ele removesse o corpo de Santa Eufêmia.
A lenda diz que, numa noite de violenta tempestade, o sarcófago de mármore desapareceu da cidade. Possivelmente, pescadores cristãos carregaram-no nos seus barcos, com a esperança de transportá-la para um lugar seguro. Em 13 de Julho do ano 800, as pessoas de Rovinj viram um sarcófago chegar à costa daquele local, ondulando gentilmente nas águas. Os sinos repicaram, as pessoas que se juntaram na praia tentaram retirá-lo da água, mas em vão, todos os esforços eram inúteis, até que apareceu uma criança com dois fracos bezerros e que, para espanto de todos, conseguiu remover o pesado sarcófago da água e o levou até a igreja local.
Quando abriram o sarcófago, viram o corpo de uma moça muito bonita, vestida com um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho que dizia HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE (ESTE É O CORPO DE SANTA EUFÊMIA, virgem mártir da Calcedônia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 A.D.). O seu corpo continua preservado numa igreja na cidade de Rovinj, na atual Croácia, onde pode ser visitado. 

Santa Cláudia
Mártir com Alexandra e Theodotus  em 304 DC durante a perseguição  Imperador Diocleciano (284-305). Theodotus era o curador de Ancyra, Galtia (moderna Turquia) e foi o responsável pelo sepultamento de Claudia por que ela e Alexandra se recusaram a tomar parte numa cerimônia pagã e a repudiar  a sua fé.  O imperador Diocleciano mandava queimar os restos dos corpos para que não fossem sepultados e lembrados. Theodotus cuidou do sepultamento dos remanescentes do corpo de Cláudia e Alexandra, mas foi traído por um apóstata e foi também martirizado.
Mais tarde, os restos de Santa Claudia foram  recuperados por outros cristãos e levados para  Malus onde recebeu um enterro adequado e suas relíquias foram trasladadas para um santuário numa capela com o seu nome.
O seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão.
É muito venerada na Grécia e Rússia

Fontes:

quinta-feira, 18 de março de 2010

Beato Marcel Callo, Operário, Mártir (1921-1945), 19 de Março

Marcel nasceu em Rennes, França, em 6 de dezembro de 1921. Era o segundo filho de uma família que teve nove crianças. Aos 12 anos, tornou-se aprendiz numa gráfica, onde trabalhava como tipógrafo. Entrou para a JOC (Juventude Operária Cristã), onde começou a privilegiar a vida espiritual como fonte de todas as suas ações, num mundo operário bastante descristianizado. Ao se tornar chefe da sua seção, Marcel não mediu esforços para assumir as responsabilidades práticas e, sobretudo, morais que a sua posição implicava.
Em 1943, o jovem perdeu uma irmã num bombardeio e viu-se convocado pelo STO (Serviço de Trabalho Obrigatório): apesar do seu desgosto (Marcel tinha acabado de ficar noivo), ele aceita partir, por um lado para evitar represálias contra a sua família, e por outro, numa perspectiva missionária: lá, onde iria servir, a necessidade do apostolado era urgente.
Enviado a Zella-Mehlis (Turíngia, Alemanha), Marcel foi trabalhar numa fábrica de revólveres. Habitava um campo com aproximadamente 3 mil outros operários. Conseguindo superar um período de desgosto e desencorajamento, o jovem começou, pouco a pouco, a organizar clandestinamente a vida cristã do grupo. Porém foi traído por suas atividades, e acabou sendo preso em 19 de abril de 1944 porque era “muito católico”.
Transferido para a prisão de Gotha com os principais dirigentes da JOC da Turíngia (doze, ao todo), Marcel acabou transferido para os campos de concentração de Flossenburg (onde *Dietrich Bonhoeffer foi enforcado) e de Mauthausen, onde partilhou dos terríveis sofrimentos impingidos a todos os deportados, vivendo com eles o pânico dos nazistas diante do Aliados. Marcel sofreu também em Gusen II,, o pior dos Kommandos.
Sofrendo horrivelmente do estômago, ele acabou morrendo devido ao esgotamento físico em 19 de março de 1945, assistido por um camarada de campo, o coronel Tibodo, que ficou perturbado diante de sua atitude e assim testemunhou: “Conheci Marcel Callo apenas durante algumas horas, as que precederam à sua morte em março de 1945, um mês e meio antes da sua liberação. Conheci-o somente durante as últimas horas da sua vida: para todos os efeitos, ele morreu nos meus braços. Todavia, foi o bastante para constatar que aquele menino estava muito acima da natureza humana comum. (...) Se eu bem guardei a sua lembrança, pois passei por diversos campos e conheci inúmeros prisioneiros, Marcel Callo tinha um olhar verdadeiramente sobrenatural. O testemunho que dei está muito aquém da realidade: o olhar de Marcel era de esperança, a esperança numa vida nova. (...) Foi, para mim, uma revelação: seu olhar exprimia uma profunda convicção de que ele partia para a felicidade. Era um ato de fé e de esperança numa vida melhor. Eu nunca vi, num moribundo, um olhar como o de Marcel.”
Marcel Callo foi beatificado num domingo, dia 4 de outubro de 1987, pelo Papa João Paulo II, à ocasião do sínodo mundial dos bispos sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo. O beato Marcel Callo é festejado, na diocese de Rennes, em 19 de abril, data em que foi preso em Zella-Mehlis, e em 19 de março, por ser a festa de São José (que também era operário).

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Fontes:
Resumo do texto retirado do site oficial: http://www.marcelcallo.fr/pageBiographie

quarta-feira, 17 de março de 2010

Santo Eduardo, Rei de Inglaterra, Mártir (+978), 18 de Março

Eduardo, o Mártir (cerca 962  18 de Março de 978) foi Rei da Inglaterra entre 975 e 978, sucedendo seu pai, o rei Edgar. Seu reinado começou quando curiosamente um cometa passou perto da Terra. De acordo com um amigo astrólogo, este era um sinal de que Deus aprovava sua coroação.


Primeiros anos
Não se sabe sua data de nascimento, mas sabe-se que quando seu pai morreu era jovem. De seus 3 irmãos Eduardo era o mais velho. Era filho de Edgar, mas não era filho da esposa de seu pai. Diz-se que sua mãe era filha de um militar no norte da Inglaterra, outros ainda dizem que era um freira que vivia nos arredores da Cornualha.

Questão religiosa
Seu reinado foi curto, de 975 a 978, e não houve mudanças consideráveis durante seu governo. Seu pai tinha brigado com a Igreja, fechando inúmeros monastérios beneditinos. O paganismo crescia lentamente no norte da Inglaterra. Como forma de fazer as pazes com a Igreja, o rei implantou igrejas no norte e reconstruiu alguns monastérios.


O país
A Europa recomeçava a traçar as antigas rotas comerciais, alguns reinos europeus já idealizavam as grandes feiras. A Inglaterra participava do mesmo plano começando a instituir, mesmo que fracamente, o comércio criando os primeiros bancos. Já a população ia começando a sair do campo e rumando para pequenas aldeias que logo se tornariam cidades, mas esta população enfrentava a miséria. No nordeste inglês as enchentes abalavam as colheitas, no leste os ventos fortes destruíam casas e mais casas. Foi um momento em que a nobreza e o clero estavam apavorados. Neste tempo a explicação dada era que a Inglaterra estava sendo punida pelos pecados de seus habitantes, o que levou multidões a paróquias.

 
Castelo de Cofrer, Cornwall

A morte do rei
Há muitas hipóteses sobre seu assassinato, mas está registrado que o rei foi morto no Castelo de Cofrer em 978. Santo Eduardo, o Mártir foi canonizado em 1001.

Fontes: 

terça-feira, 16 de março de 2010

São José de Arimatéia, Discípulo de Cristo (Século I), 17 de Março

As Igrejas do Oriente celebram a memória deste membro do Sinédrio, discípulo de Jesus, que teve autorização para retirar o Corpo de Jesus da Cruz e enterrá-lo num túmulo novo, num jardim de sua propriedade.
Segundo uma lenda difundida no Ocidente, São José de Arimatéia foi para a Gália (França) com Lázaro, Marta e Maria. Depois, teria ido para a Inglaterra levando o Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus na Última Ceia e que, no Calvário, teria sido usado para recolher um pouco do Sangue de Cristo.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel



Ver também : São Patrício






Fontes:

Beata Benedita, Religiosa, Clarissa (+1260) / Santo Abraão, Eremita (Séc. V), 16 de Março

Beata Benedita

Também conhecida como Bendita, ela era clarissa no convento de São Damião, tendo por abadessa a fundadora da ordem, Santa Clara. Quando esta morreu, em 1253, foi Benedita quem a sucedeu na direção do convento.
Benedita foi muito venerada. Ela entregou sua alma a Deus em 1260.










Abraão de Clermont 
Santo Abraão foi um monge cristão que viveu no Século V. Nascido nas margens do rio Eufrates, emigrou para o Egito, fugindo da perseguição persa. Em território egípcio, foi aprisionado por ladrões, mas conseguiu "escapar para o Ocidente e se estabeleceu no Auvergne (França), como eremita".
 Mais tarde, assumiu a liderança do Mosteiro de Saint-Cirques, nas proximidades de Clermont. Morreu em 477.









Fontes:

domingo, 14 de março de 2010

Beato Artêmides Zatti, Leigo Salesiano, Enfermeiro (+1951), 15 de Março


Nasceu em Boretto, na Itália, em 1880, e emigrou aos 16 anos com toda a sua família para a Argentina (Baía Blanca). Tendo contraido tuberculose, levaram-no para Viedma para ser tratado. Pediu e obteve a cura por meio de Nossa Senhora Auxiliadora. Foi então que encontrou a sua vocação de salesiano.
Concluído o noviciado e emitidos os votos exerceu, no mesmo hospital, as funções de farmacêutico, enfermeiro, administrador e vice-director. Durante 40 anos, este salesiano leigo foi o pai dos pobres e dos doentes. Visitava-os regularmente, dia e noite, na sua velha bicicleta. 
Foi beatificado em 2002 por João Paulo II.

Ver também: Santa Luiza de Marillac
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/03/santa-luiza-de-marillac-viuva-e.html

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100315&id=12163&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=40346&language=PT&img=&sz=full

sábado, 13 de março de 2010

Beata Josefina Gabriela Bonino, Religiosa, Fundadora (+1906), 14 de Março

Nasceu em Savigliano, no Piemonte, e, sob a proteção da Sagrada Família de Nazaré fundou uma congregação religiosa para educar órfãos e assistir os enfermos pobres.

Educada religiosamente no seu lar, aprende, com as palavras e o exemplo dos pais o amor, o respeito e a generosidade para com os pobres e os necessitados.
Indo morar em Turim, recebe a educação com as Irmãs de São José, progredindo na sua vida espiritual com a oração e os sacramentos. De novo em Savigliano, cuida do seu pai doente até que ele morra e continua as suas práticas de vida cristã.
Aos 18 anos fez voto temporal de castidade; então, com o desejo de desprender-se mais das comodidades familiares, ingressa na Ordem Terceira Carmelita e, pouco depois, na Oedrem Terceira Franciscana. Dedicou-se a colaborar nas obras paroquiais. 
Doente com uma neoplasia na coluna vertebral, submeteu-se a uma dolorosa cirurgia sem que produzisse efeito a anestesia aplicada. A sua cura foi considerada milagrosa, e foi a Lourdes em ação de graças à Santíssima  Virgem. Depois da morte da sua mãe, consagra-se à obra “Colombo” em favor das meninas órfãs de Savignano, trabalho que é criticado pela “gente de bem” da sua terra natal.
Finalmente decide-se a fundar um instituto religioso para a educação das órfãs, para a sua formação escolar e religiosa e para o serviço dos enfermos pobres. Com a idade de 38 anos torna-se Superiora do Instituto, cargo que desempenhará com prudência e sabedoria até a morte.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100314&id=12293&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=51549&language=PT&img=&sz=full

sexta-feira, 12 de março de 2010

Santa Eufrásia, Leiga (+412) / Santa Serafina, Leiga (+1253), 13 de Março


Santa Eufrásia
Eufrásia, cujo nome em grego significa alegria, nasceu no ano 380, na Ásia Menor e cresceu durante o reinado do imperador Teodósio, de quem seus pais eram parentes. Portanto, foi educada para viver na corte, rodeada pelos prazeres e luxos. Mas, nunca se sentiu atraída por nada disso, mesmo porque seus pais também viviam na humildade, apesar da fortuna que possuíam. 
Depois que ela nasceu, filha única, o casal decidiu fazer voto de castidade. Desejavam viver como irmãos, para melhor se dedicarem a Deus. Quanto à jovem, desde pequena fazia jejuns e orações que chegavam a durar alguns dias. Com a morte de seu pai, a sua mãe que começou a ser cortejada, resolveu retirar-se para o Egito. Lá, com sua fortuna, também intensificou a caridade da família, levando com freqüência Eufrásia em suas visitas aos conventos e hospitais que ajudava a manter. 
Numa dessas visitas a um convento, quando Eufrásia tinha apenas sete anos, ela pediu para não voltar para casa. Queria ficar definitivamente ali. Os registros mostram que, apesar da pouca idade, acompanhava as religiosas em todos os seus afazeres com disciplina e pontualidade, que chegavam a impressionar por sua maturidade. O tempo passou, sua mãe faleceu e Eufrásia continuava no convento. 
Vendo-a assim órfã, o imperador, seu parente, procurou-a e ofereceu-lhe a proposta que recebera de um senador, que desejava desposá-la. O que, além de lhe dar estabilidade social, aumentaria consideravelmente sua já enorme fortuna. Contudo Eufrásia recusou, confirmando que desejava continuar na condição de virgem e seguir a vida religiosa. Aliás, não só recusou como pediu ao governante para distribuir todos seus bens entre os pobres. 
Os registros narram inúmeras graças e fatos prodigiosos ocorridos através de Eufrásia. Consta que curou um menino à beira da morte com o sinal da cruz. 
Certo dia, a sua superiora teve uma visão, onde era avisada da morte de Eufrásia e sua futura proclamação como santa. A jovem nada sentia, mas mesmo assim fez questão de receber os sacramentos e como previsto, no dia seguinte, foi acometida de uma febre fortíssima e morreu. Era o ano 412 e Eufrásia foi sepultada no convento que tanto amava. 
O culto a Santa Eufrásia é muito difundido no Oriente e Ocidente, pela singeleza de sua vida e pelas graças que até hoje ocorrem por sua intercessão. Sua festa litúrgica acontece no dia 13 de março, data provável de sua morte.

Santa Serafina
Santa Serafina nasceu em 1238, pertencente a uma nobre família italiana. Era uma menina modesta, pura, piedosa, de grande mortificação, bondosa e caridosa para com todos. Santa Serafina, que amava muito os seus pais e deles recebeu conselhos contra a malícia do mundo, sempre buscou com muito empenho a pureza, a ponto de receber a graça de se consagrar ao Cristo como virgem. 
Com apenas 10 anos, Santa Serafina contraiu uma grave doença que cobriu o seu corpo de chagas incuráveis e dolorosas. Durante a sua enfermidade Santa Serafina escolheu estar sobre uma tábua, a fim de se assemelhar o Cristo e, como São Paulo, completar com os seus sofrimentos o que faltava no Cristo sofredor. Santa Serafina teve momentos muito difíceis na sua vida, porém, devota à Paixão e Morte de Jesus, ofereceu tudo pela conversão dos pecadores até que, em 1253, com 15 anos, entrou na Casa do Pai.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100313&id=12445&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100313&id=10388&fd=0
http://www.aciprensa.com/santoral/images/eufrasia13-3.jpg
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=55612&language=PT&img=&sz=full