sábado, 27 de março de 2010

Beato José Sebastião Pelczar, Fundador, Bispo (1842-1924), 28 de Março

Fundador da Congregação das 
Servas do Sagrado Coração de Jesus
 Bispo de Przemysl, Polônia

Nasceu em 17 de Janeiro de 1842 em Korczyna, uma pequena aldeia no sopé dos montes Carpazi, junto de Krosno. Passou a infância na aldeia natal, crescendo numa atmosfera impregnada da antiga religiosidade polaca que reinava em casa de seus pais, Adalberto e Mariana Miesowicz. Estes, avisados da inteligência excepcional de seu filho, depois de dois anos na escola de Horczyna, convidaram-no a prosseguir os estudos na de Rzeszów e, em seguida, no Liceu.
Quando era estudante liceal, José Sebastião tomou a resolução de se dedicar ao serviço de Deus, porque, como podemos ler no seu diário, "os ideais terrenos vão-se desvanecendo, vejo o ideal de vida no sacrifício e o ideal do sacrifício vejo-o no sacerdócio". Entrou no Seminário Menor e, em 1860, iniciou os estudos teológicos no Seminário Maior de Przemysl.
Foi ordenado sacerdote em 17 de Julho de 1864, tendo sido vigário da paróquia de Sambor durante um ano e meio. De 1866 a 1868 estudou em Roma no Colégio Romanum, (hoje Universidade Gregoriana) e no Instituto de Santo Apolinário (hoje Universidade Lateranense), desenvolvendo a sua cultura e o seu amor à Igreja e ao Papa. Depois de voltar à sua pátria, ensinou no Seminário de Przemysl e, depois, durante vinte e dois anos, na Universidadede Jagelônica de Cracóvia. Teve fama de homem culto, ótimo professor, organizador e amigo dos Jovens, tendo sido diretor da Faculdade de Teologia. Como sinal de reconhecimento foi nomeado Reitor da Universida de Almae Matris de Cracóvia (1882-1883).
Desejando realizar o ideal de "sacerdote polaco que põe generosamente a sua vida ao serviço do próximo", não se limitou a desenvolver um trabalho científico, mas dedicou-se apaixonadamente a uma atividade social e caritativa. Tornou-se membro ativo da Sociedade de São Vicente de Paulo e da Sociedade de Educação Popular, de que foi presidente. Nesse período, a Sociedade de Educação Popular fundou centenas de bibliotecas, organizou cursos gratuitos e distribuiu aos alunos mais de cem mil livros. Por sua iniciativa, em 1891, foi fundada a Confraria da Santíssima Virgem Rainha da Polônia, com fins religiosos, sociais e ajuda aos artesãos, pobres, órfãos e doentes, de modo especial os desempregados.
Perante os graves problemas sociais do tempo e seguro de interpretar a vontade de Deus, fundou em 1894 a Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus, em Cracóvia; o seu carisma era a difusão do Reino de amor do Coração de Jesus. Desejava que as Irmãs da nova Congregação fossem sinal e instrumento desse amor para com as jovens necessitadas, os doentes e quantos estivessem em necessidade.
Em 1899 foi nomeado Bispo Auxiliar de Przemysl e, um ano depois, com a morte de D. Lucas Solecki, titular da Diocese, onde trabalhou durante vinte e cinco anos, com grande zelo pela almas que lhe estavam confiadas.
Apesar da sua pouca saúde, dedicou-se empenhadamente em atividades religiosas e sociais. Visitava freqüentemente as paróquias, promovia o nível moral e intelectual dos sacerdotes, dando-lhes o exemplo de uma piedade profunda, que se exprimia no culto do Sacratíssimo Coração de Jesus e de Nossa Senhora. Convidava os fiéis a participar assiduamente nas funções eucarísticas e, graças aos seus esforços, durante o seu episcopado, cresceu o número de novas igrejas e capelas, enquanto outras eram restauradas. Apesar da situação política desfavorável, presidiu três sínodos diocesanos, pondo as bases para novas iniciativas, tornando-as ainda mais estáveis e duradouras.
Identificou-se com as necessidades dos seus fiéis, cuidando dos mais pobres; criou jardins de infância, refeições para pobres, casas para os sem teto, escolas profissionais para jovens moças, ensino gratuito no Seminário para os rapazes pobres, além de outras iniciativas. Olhou com atenção para os problemas dos operários, emigrantes e alcoólicos. Em cartas pastorais, artigos e numerosas intervenções, indicava sempre a necessidade de atender ao ensinamento social de Leão XIII.
Dotado por Deus de diversos dons, não os escondia, antes os multiplicava e fazia frutificar. Deixou uma riquíssima herança literária, entre obras teológicas, históricas e de direito canônico, também em manuais, livros de oração, cartas pastorais, discursos e homilias.
Morreu na noite de 27 para 28 de Março de 1924, deixando a recordação de um homem de Deus que, apesar das dificuldades do tempo, sempre fazia a vontade do seu Senhor. No dia do seu funeral, dele disse D. Antônio Bystrzionowsky, seu aluno e sucessor na cátedra universitária:  "O falecido Bispo de Przemysl uniu na sua pessoa os atributos e talentos mais belos, assim como um zelo pastoral indestrutível, o espírito de iniciativa, o dinamismo da ação, o fulgor de uma grande ciência e uma santidade de virtudes ainda maior. Foi exemplo luminoso de  excepcional  laboriosidade  e  de  entusiasmo sempre jovem."
O Santo Padre João Paulo II beatificou-o em 2 de Junho de 1991, na quarta peregrinação à sua Pátria. É muito venerado naquela que foi a sua Catedral e, muito particularmente, na igreja da Congregação das Servas do Sagrado Coração de Jesus, em Cracóvia. (Tem a sua memória litúrgica em 19 de Janeiro.)

Fontes:

sexta-feira, 26 de março de 2010

Santo Alberto Chmielowski, Religioso, Fundador (+1916), 27 de Março


Nasceu a 20 de Agosto de 1845, como primogênito de Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska. Foi batizado a 26 desse mês, com o nome de Adão Hilário Bernardo. A família era abastada, detentora de enormes propriedades.

Aos sete anos, perdeu o pai. A mãe mudou-se para Varsóvia, onde Adão prosseguiu os estudos, primeiro na escola de cadetes, depois no instituto de agronomia, para melhor se dedicar à sua lavoura.
Por volta dos 18 anos, participou na insurreição contra o domínio do Czar. Foi ferido, na batalha de Melchow e levado prisioneiro. No cárcere, foi-lhe amputada uma das pernas, operação que agüentou com heróica valentia. Após um ano, conseguiu fugir. Matriculou-se em Paris, numa academia de pintura. Foi para a Bélgica e, posteriormente, para Mônaco, regressando depois a Varsóvia, onde formou-se em pintura e arquitetura. As suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. Entretanto, começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres.
Em 1880, entrou para a Companhia de Jesus cujo noviciado abandonou, atormentado por escrúpulos e acometido por uma séria enfermidade. Refeito da doença, hospedou-se em Cracóvia, fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo, que de tudo Se despojou em favor dos outros. Ia distribuindo os haveres, ganhos com os trabalhos de pintor notável, entre os mais necessitados, que reunia nos albergues públicos, onde também ele dormia.
Tornou-se franciscano da Ordem Terceira. Portando o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes. Como não se sentisse capaz de sozinho socorrer tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, reuniu alguns companheiros e lançou os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer os seus votos de pobreza, castidade e obediência. Não escreveu nenhuma Regra, mas o seu exemplo e proceder foram incentivo e modelo inédito de viver à maneira de Cristo.
Construiu oficinas várias, para os necessitados poderem ganhar alguma coisa e reconstituírem a vida. Jamais aceitou bens imóveis ou auxílios econômicos estáveis. Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limitava-se a receber o que lhe iam dando, dia-a-dia. Nos albergues acolhia todos os infelizes, sem querer saber suas origens, raça, etnia ou religião.
A 15 de Janeiro de 1891, ao reparar nas necessidades de tantas mulheres, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua associação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias
Com palavras de ânimo e conselhos apropriados, com pregações sobre os desajustamentos sociais, ressaltando a obrigação de todos, sobretudo os mais favorecidos em riquezas, de ajudarem os ignorantes e miseráveis, Santo Alberto não só formava os seus seguidores como suscitava nos ricos um desprendimento que os impulsionasse a uma generosa caridade.
Em 25 de Dezembro de 1916, já com várias comunidades ao serviço dos pobres e com mais de uma centena de discípulos, entregou a sua alma a Deus.

Ver também: São João Damasceno

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=38898&language=PT&img=&sz=full

São Bráulio de Zaragoza, Bispo (+651), 26 de Março


Braulio de Zaragoza. 
Retrato de Bartolomé Bermejo en la predela del 
Retablo de Santa Engracia de Daroca.
"Todo o escriba que se torna discípulo do Reino dos Céus é semelhante a um pai de família, que do seu tesouro tira coisas novas e velhas" (Mt 13,52).
Em Zaragoza, na Espanha, venera-se hoje um grande bispo: São Bráulio. O seu mérito consistiu, sobretudo, em ter desempenhado um papel decisivo nos Concílios, sobretudo como Bispo de Zaragoza, nos anos de 631 a 651. São Bráulio é considerado um dos maiores discípulos do grande Santo espanhol, Isidoro de Sevilha, venerado com incrível fervor na Capital da Espanha e em todo aquele país. 
Braulio de Zaragoza e Isidoro de Sevilla 
en una miniatura otoniana del siglo X.
As glórias terrenas, os louvores e o poder não o tinham apegado à terra. Soube remontar-se às alturas e vivia da esperança cristã, que põe os bens acima das nuvens, para além da morte. A verdadeira sabedoria, que aprendeu em tantos livros e manuscritos antigos e novos, e pela qual trabalhou tanto, a ponto de ficar cego no fim da vida, deu- lhe o verdadeira sentido da vida presente, que é o caminho para a outra, a eterna.
Numa carta escrita à sua irmã Pampônia, diz: "O tempo foge insensivelmente, a morte aproxima-se em segredo, e a nossa cega esperança não vê senão as alegrias da vida. Felizes aqueles cuja alegria é Deus, e cujo gozo repousa na futura bem-aveturança!"
Partiu para junto de Deus pelo ano 651.

Ver também: São Ludgero de Utrecht

Fontes:

quarta-feira, 24 de março de 2010

São Tarásio, Patriarca (Século VIII), 25 de Março

São Tarásio nasceu no ano 730. Recebeu uma ótima educação cristã e literária; seu pai era o prefeito de Constantinopla. Tarásio era de caráter zeloso, de tal forma que foi nomeado pelo imperador para um alto cargo imperial.

Enfrentou, em Deus, todas as tentações próprias da sociedade, cheia de luxo. No Século VIII, foi a heresia iconoclasta promovida pelo imperador Leão que, não compreendendo, aponta o culto às imagens como uma prática de idolatria. 
Ao assumir o patriarcado, São Tarásio, em comunhão com o Papa, combateu e conseguiu condenar esta heresia num Concílio. Cuidadoso com suas ovelhas, tinha um grande espírito de serviço, a ponto de dizer, ao ser questionado pelo seu especial cuidado para com os pobres: "Minha única ambição é imitar Nosso Senhor Jesus Cristo, que viveu para servir e não para ser servido".

Fontes:

Santa Catarina da Suécia, Religiosa (+1381), 24 de Março

Catarina pertencia à família real da Suécia. Era filha de Santa Brígida e de Ulf Gudmarson. Foi criada num convento, do qual ela saiu para se casar com o jovem nobre que lhe haviam destinado, Edgar Lydersson. Ele era inválido. Catarina cuidou dele com grande devotamento.

De comum acordo com o marido, Catarina foi se encontrar com a mãe em Roma no ano de 1350. Brígida tinha ido morar na Cidade Eterna depois de ficar viúva. Durante sua estadia, Catarina recebeu a notícia da morte do seu jovem esposo, e decidiu, então, também permanecer em Roma. Sua extraordinária beleza causou-lhe algumas complicações na Itália. Por várias vezes, pretendentes entusiasmados tentaram seqüestrá-la.

Logo que perdeu a mãe, Catarina retornou à Suécia para enterrar Brígida no convento de Vadstena, onde acabou entrando. Mais tarde, tornou-se abadessa ali. Voltou ainda uma vez a Roma para que as Religiosas da Ordem do Santíssimo Salvador, as brigidinas, obtivessem reconhecimento oficial da Igreja e para a canonização de sua mãe, que acabou acontecendo somente em 1384, três anos após a morte de Catarina.

 

Tradução e Adaptação:

Gisèle Pimentel

 

Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100324&id=13841&fd=0

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=44072&language=PT&img=&sz=full 

segunda-feira, 22 de março de 2010

Beato Marcos de Montegallo, Presbítero (+1496), 23 de Março


Marcos nasceu em 1425 perto de Montegallo (Itália), para onde os seus pais tinham fugido a fim de evitar as guerras civis que açoitavam a sua região de origem. Estudou em Perúsia e em Bolonha, doutorando-se em Medicina e Leis. Depois de exercer a Medicina, tornou-se membro da Ordem Franciscana, em Fabriano.

Foi Superior no convento de São Severino, mas cedo começou a sua missão de pregador, guiado por São Jaime de la Marca. Preocupou-se sobretudo com as guerras civis e com os abusos praticados pelos usurários. Para combater a usura criou Montes-Pios em várias cidades.
Morreu no dia 19 de Março de 1496 em Vicenza. Ao lado de São Bernardino de Sena, é considerado um dos grandes pregadores do Evangelho e da penitência.






Fontes:

domingo, 21 de março de 2010

São Zacarias, Papa (+752 d.C.), 22 de Março

O Papa São Zacarias era natural da Calábria (Itália). Foi eleito em 441, num período caracterizado pela hostilidade de Bizâncio e dos lombardos contra o ducado romano, pôs em risco a sua vida ao lutar contra os lombardos, cujo rei devolveu à Igreja as terras que havia tomado.

Favoreceu a evangelização da Germânia por São Bonifácio e colaborou na primeira reforma da Igreja franca, com o apoio de Pepino o Breve, cuja coroação como rei dos Francos ele aprovou. Esta foi a primeira investidura de um soberano por parte de um pontífice.
Soube que mercadores de Veneza traficavam escravos cristãos para os mouros, pelo que os comprou de volta, dando-lhes a liberdade. Faleceu em 22 de Março de 752.

Ver também: Santa Catarina de Gênova

Fontes:

sábado, 20 de março de 2010

Santa Benedita Cambiagio Frassinello, Religiosa, Fundadora (1791 - 1858), 21 de Março

Fundou a Congregação das 
Irmãs Beneditinas da Divina Providência.
Benedita Cambiagio nasceu no dia 02 de outubro de 1791, em Langasco, Gênova. Última dos sete filhos de José e Francisca, eles a batizaram dois dias depois de seu nascimento. Ainda pequena, se mudou para Pavia, com sua família, onde o trabalho era mais promissor. Lá recebeu uma educação cristã rigorosa e teve uma profunda experiência espiritual, que a fez pensar em seguir a vida religiosa. Porém, a família a conduziu para o casamento, que ocorreu em 1816, quando ela tinha vinte e cinco anos, com João Batista Frassinello um operário e fervoroso cristão, procedente de Ronco Scrivia.
Porém, dois anos depois, sem filhos, Benedita e João Batista, que nutriam entre si um amor de irmãos, passaram a viver como tal na mesma casa. Benedita pôde assim realizar seu desejo juvenil, de se consagrar somente à Deus. Na época, sua irmã Maria, muito doente se hospedara em sua casa e o casal passou a cuidar dela com amor e dedicação, até a sua morte, em 1825. Ocasião em que João Batista entrou como irmão leigo na comunidade religiosa dos padres Somascos, e Benedita, na comunidade das Irmãs Ursulinas de Capriolo. Mas, no ano seguinte, ela voltou para Pávia, muito doente. Lá teve uma visão de São Jerônimo Emiliani, ficando curada por completo.
Depois disso, Benedita começou a trabalhar na educação de jovens e crianças, com a aprovação do bispo Luís Tosi. Precisando de ajuda, Benedita recorreu ao pai. Diante da recusa, foi ao bispo, e este pediu então a João Batista que a ajudasse. Ele atendeu logo, voltou para a esposa-irmã, renovando o voto de castidade perfeita, pelas mãos do bispo.
Benedita se dedicava de corpo e alma, à educação humana e cristã de jovens e crianças pobres e abandonadas, enquanto João Batista se encarregou de conseguir ajuda material.
Na época, a instituição escolar era muito precária e Benedita fez um alertar às autoridades locais. O Governo entendeu o recado e concedeu a ela o título de “promotora pública da educação”. Benedita passou a receber apoio de jovens e voluntárias formando uma instituição escolar de excelente nível, cujo estatuto foi aprovado pelas autoridades eclesiásticas. Ela uniu ao ensino escolar, a formação catequética e o trabalho, tornando jovens e crianças modelos de vida cristã, assegurando-lhes a verdadeira formação.
A dedicação constante de Benedita nasceu e cresceu do seu fervor ao Cristo na Eucaristia e da contemplação à Jesus na Santa Cruz.. Tinha em Deus, seu sustento e sua defesa. Não lhe faltaram, na vida, experiências espirituais, que se repetiam, especialmente, durante as Missas. Porém, isso não interferia nos compromissos cotidianos da fundadora. Mas, a Obra e o programa educativo de Benedita, passaram por duras críticas por parte da oposição e de algumas pessoas do clero. Em 1838, Benedita cedeu a sua Instituição ao bispo Luís Tosi e, com cinco irmãs, deixaram Pavia indo para Ligúria.
Na cidade de Ronco Scrivia, Benedita abriu uma escola para jovens e fundou a Congregação das Irmãs Beneditinas da Providência, escrevendo ela mesma as Regras e Constituições. A Instituição se desenvolveu rapidamente, tanto que em 1847, uma nova casa foi inaugurada em Voghera. E dez anos depois outra em Valpolcevera. No dia 21 de março de 1858, Benedita faleceu em Ronco Scrivia, no dia e hora por ela previstos.
Quarenta anos depois de sua morte, o Instituto, fundado por Benedita, se tornou independente. Assim, as religiosas puderam assumir o nome de “Irmãs Beneditinas da Divina Providência”, em memória à fundadora, Benedita Cambiagio Frassinello. Em toda sua vida, ela se deixou conduzir pelo Espírito Santo, através de várias experiências pessoais. Embora sua luta fosse grande, nunca esmoreceu diante das dificuldades, seguindo sempre seu desejo de servir à Humanidade e a Deus. Foi beatificada em 1987 e canonizada em 2000, pelo Papa João Paulo II, que marcou a festa de Santa Benedita Cambiagio Frassinello para o dia de sua morte.

Fontes: 

sexta-feira, 19 de março de 2010

Santa Eufêmia (+300) e Santa Cláudia (+304), Mártires, 20 de Março

Santa Eufêmia

Nasceu na Calcedônia, uma cidade perto de Constantinopla, numa família nobre e respeitável, foi criada nos ideais cristãos, que faziam dela um exemplo de virtude e beleza junto dos habitantes. Freqüentou a escola, por isso nas suas imagens aparece com um manto de estudante (da época). Durante o reinado do Imperador Diocleciano, que proibia batizados, ela foi acusada e, tendo recusado a casar com um herói da cidade, foi presa com outros cristãos.
Torturada de maneira cruel, onde era usada uma roda de moinho, sempre se manteve fiel à sua fé e manteve intacta a sua decisão de nunca trair a Deus. Entregaram-na aos leões, que acabaram por matá-la, mas não danificaram o seu corpo ou a comeram, deitando-se a seu lado como que a protegê-la de mais sofrimentos. Era o dia 16 de Setembro do ano 304 AD, tinha ela somente 15 anos de idade.
Os cristãos ficaram com o seu corpo, que foi sepultado na Calcedônia, onde construíram uma igreja. Em 620, quando a cidade foi invadida e conquistada pelos Persas, transladaram o seu corpo, com medo de ser destruído, para Constantinopla, e depositaram-no numa Igreja que o Imperador Constantino mandara construir em honra da santa. Com a entrada no poder do Imperador Nicefor, que era contra símbolos religiosos, os cristãos ficaram com medo de que ele removesse o corpo de Santa Eufêmia.
A lenda diz que, numa noite de violenta tempestade, o sarcófago de mármore desapareceu da cidade. Possivelmente, pescadores cristãos carregaram-no nos seus barcos, com a esperança de transportá-la para um lugar seguro. Em 13 de Julho do ano 800, as pessoas de Rovinj viram um sarcófago chegar à costa daquele local, ondulando gentilmente nas águas. Os sinos repicaram, as pessoas que se juntaram na praia tentaram retirá-lo da água, mas em vão, todos os esforços eram inúteis, até que apareceu uma criança com dois fracos bezerros e que, para espanto de todos, conseguiu remover o pesado sarcófago da água e o levou até a igreja local.
Quando abriram o sarcófago, viram o corpo de uma moça muito bonita, vestida com um luxuoso vestido e junto dela, um pergaminho que dizia HOC EST CORPUS EUFEMIAE SANCTAE (ESTE É O CORPO DE SANTA EUFÊMIA, virgem mártir da Calcedônia, filha de um nobre senador, nascida para o céu em Setembro 16, ano 304 A.D.). O seu corpo continua preservado numa igreja na cidade de Rovinj, na atual Croácia, onde pode ser visitado. 

Santa Cláudia
Mártir com Alexandra e Theodotus  em 304 DC durante a perseguição  Imperador Diocleciano (284-305). Theodotus era o curador de Ancyra, Galtia (moderna Turquia) e foi o responsável pelo sepultamento de Claudia por que ela e Alexandra se recusaram a tomar parte numa cerimônia pagã e a repudiar  a sua fé.  O imperador Diocleciano mandava queimar os restos dos corpos para que não fossem sepultados e lembrados. Theodotus cuidou do sepultamento dos remanescentes do corpo de Cláudia e Alexandra, mas foi traído por um apóstata e foi também martirizado.
Mais tarde, os restos de Santa Claudia foram  recuperados por outros cristãos e levados para  Malus onde recebeu um enterro adequado e suas relíquias foram trasladadas para um santuário numa capela com o seu nome.
O seu túmulo tornou-se local de peregrinação e vários milagres foram creditados à sua intercessão.
É muito venerada na Grécia e Rússia

Fontes:

quinta-feira, 18 de março de 2010

Beato Marcel Callo, Operário, Mártir (1921-1945), 19 de Março

Marcel nasceu em Rennes, França, em 6 de dezembro de 1921. Era o segundo filho de uma família que teve nove crianças. Aos 12 anos, tornou-se aprendiz numa gráfica, onde trabalhava como tipógrafo. Entrou para a JOC (Juventude Operária Cristã), onde começou a privilegiar a vida espiritual como fonte de todas as suas ações, num mundo operário bastante descristianizado. Ao se tornar chefe da sua seção, Marcel não mediu esforços para assumir as responsabilidades práticas e, sobretudo, morais que a sua posição implicava.
Em 1943, o jovem perdeu uma irmã num bombardeio e viu-se convocado pelo STO (Serviço de Trabalho Obrigatório): apesar do seu desgosto (Marcel tinha acabado de ficar noivo), ele aceita partir, por um lado para evitar represálias contra a sua família, e por outro, numa perspectiva missionária: lá, onde iria servir, a necessidade do apostolado era urgente.
Enviado a Zella-Mehlis (Turíngia, Alemanha), Marcel foi trabalhar numa fábrica de revólveres. Habitava um campo com aproximadamente 3 mil outros operários. Conseguindo superar um período de desgosto e desencorajamento, o jovem começou, pouco a pouco, a organizar clandestinamente a vida cristã do grupo. Porém foi traído por suas atividades, e acabou sendo preso em 19 de abril de 1944 porque era “muito católico”.
Transferido para a prisão de Gotha com os principais dirigentes da JOC da Turíngia (doze, ao todo), Marcel acabou transferido para os campos de concentração de Flossenburg (onde *Dietrich Bonhoeffer foi enforcado) e de Mauthausen, onde partilhou dos terríveis sofrimentos impingidos a todos os deportados, vivendo com eles o pânico dos nazistas diante do Aliados. Marcel sofreu também em Gusen II,, o pior dos Kommandos.
Sofrendo horrivelmente do estômago, ele acabou morrendo devido ao esgotamento físico em 19 de março de 1945, assistido por um camarada de campo, o coronel Tibodo, que ficou perturbado diante de sua atitude e assim testemunhou: “Conheci Marcel Callo apenas durante algumas horas, as que precederam à sua morte em março de 1945, um mês e meio antes da sua liberação. Conheci-o somente durante as últimas horas da sua vida: para todos os efeitos, ele morreu nos meus braços. Todavia, foi o bastante para constatar que aquele menino estava muito acima da natureza humana comum. (...) Se eu bem guardei a sua lembrança, pois passei por diversos campos e conheci inúmeros prisioneiros, Marcel Callo tinha um olhar verdadeiramente sobrenatural. O testemunho que dei está muito aquém da realidade: o olhar de Marcel era de esperança, a esperança numa vida nova. (...) Foi, para mim, uma revelação: seu olhar exprimia uma profunda convicção de que ele partia para a felicidade. Era um ato de fé e de esperança numa vida melhor. Eu nunca vi, num moribundo, um olhar como o de Marcel.”
Marcel Callo foi beatificado num domingo, dia 4 de outubro de 1987, pelo Papa João Paulo II, à ocasião do sínodo mundial dos bispos sobre a vocação e a missão dos leigos na Igreja e no mundo. O beato Marcel Callo é festejado, na diocese de Rennes, em 19 de abril, data em que foi preso em Zella-Mehlis, e em 19 de março, por ser a festa de São José (que também era operário).

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Fontes:
Resumo do texto retirado do site oficial: http://www.marcelcallo.fr/pageBiographie

quarta-feira, 17 de março de 2010

Santo Eduardo, Rei de Inglaterra, Mártir (+978), 18 de Março

Eduardo, o Mártir (cerca 962  18 de Março de 978) foi Rei da Inglaterra entre 975 e 978, sucedendo seu pai, o rei Edgar. Seu reinado começou quando curiosamente um cometa passou perto da Terra. De acordo com um amigo astrólogo, este era um sinal de que Deus aprovava sua coroação.


Primeiros anos
Não se sabe sua data de nascimento, mas sabe-se que quando seu pai morreu era jovem. De seus 3 irmãos Eduardo era o mais velho. Era filho de Edgar, mas não era filho da esposa de seu pai. Diz-se que sua mãe era filha de um militar no norte da Inglaterra, outros ainda dizem que era um freira que vivia nos arredores da Cornualha.

Questão religiosa
Seu reinado foi curto, de 975 a 978, e não houve mudanças consideráveis durante seu governo. Seu pai tinha brigado com a Igreja, fechando inúmeros monastérios beneditinos. O paganismo crescia lentamente no norte da Inglaterra. Como forma de fazer as pazes com a Igreja, o rei implantou igrejas no norte e reconstruiu alguns monastérios.


O país
A Europa recomeçava a traçar as antigas rotas comerciais, alguns reinos europeus já idealizavam as grandes feiras. A Inglaterra participava do mesmo plano começando a instituir, mesmo que fracamente, o comércio criando os primeiros bancos. Já a população ia começando a sair do campo e rumando para pequenas aldeias que logo se tornariam cidades, mas esta população enfrentava a miséria. No nordeste inglês as enchentes abalavam as colheitas, no leste os ventos fortes destruíam casas e mais casas. Foi um momento em que a nobreza e o clero estavam apavorados. Neste tempo a explicação dada era que a Inglaterra estava sendo punida pelos pecados de seus habitantes, o que levou multidões a paróquias.

 
Castelo de Cofrer, Cornwall

A morte do rei
Há muitas hipóteses sobre seu assassinato, mas está registrado que o rei foi morto no Castelo de Cofrer em 978. Santo Eduardo, o Mártir foi canonizado em 1001.

Fontes: 

terça-feira, 16 de março de 2010

São José de Arimatéia, Discípulo de Cristo (Século I), 17 de Março

As Igrejas do Oriente celebram a memória deste membro do Sinédrio, discípulo de Jesus, que teve autorização para retirar o Corpo de Jesus da Cruz e enterrá-lo num túmulo novo, num jardim de sua propriedade.
Segundo uma lenda difundida no Ocidente, São José de Arimatéia foi para a Gália (França) com Lázaro, Marta e Maria. Depois, teria ido para a Inglaterra levando o Santo Graal, o cálice utilizado por Jesus na Última Ceia e que, no Calvário, teria sido usado para recolher um pouco do Sangue de Cristo.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel



Ver também : São Patrício






Fontes:

Beata Benedita, Religiosa, Clarissa (+1260) / Santo Abraão, Eremita (Séc. V), 16 de Março

Beata Benedita

Também conhecida como Bendita, ela era clarissa no convento de São Damião, tendo por abadessa a fundadora da ordem, Santa Clara. Quando esta morreu, em 1253, foi Benedita quem a sucedeu na direção do convento.
Benedita foi muito venerada. Ela entregou sua alma a Deus em 1260.










Abraão de Clermont 
Santo Abraão foi um monge cristão que viveu no Século V. Nascido nas margens do rio Eufrates, emigrou para o Egito, fugindo da perseguição persa. Em território egípcio, foi aprisionado por ladrões, mas conseguiu "escapar para o Ocidente e se estabeleceu no Auvergne (França), como eremita".
 Mais tarde, assumiu a liderança do Mosteiro de Saint-Cirques, nas proximidades de Clermont. Morreu em 477.









Fontes: