segunda-feira, 26 de abril de 2010

São Luís Maria Grignion de Montfort, Presbítero (+1716), 28 de Abril


“Deus Pai juntou todas as águas 
e chamou-as ‘mar’. 

De igual modo reuniu todas as graças 

e chamou-as ‘Maria’.” 


(São Luís Maria Grignion de Monfort, 

“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, 

Capítulo segundo [23].)

 

Nasceu em 1673 na aldeia de Montfort, em França. Foi educado no colégio da Companhia de Jesus de Rennes e ordenado padre em 1700. Fundou uma congregação de sacerdotes, a "Companhia de Maria", para o ministério de missões populares, e uma congregação feminina, as "Filhas da Sabedoria".
Foi um missionário infatigável e abnegado que, com missão recebida diretamente do Papa, evangelizou a Bretanha e diversas regiões de França ao longo de muitos anos, tendo sofrido inúmeras perseguições, instigadas pelo espírito jansenista que nessa época se tinha infiltrado não só entre os fiéis como entre o clero e até na hierarquia da Igreja de França.
A característica que mais o distinguiu na sua pregação e marca a sua espiritualidade foi a devoção à Virgem Santíssima, com modalidades tão pessoais que fazem dele um caso sem igual na espiritualidade mariana de todos os tempos.
Morreu santamente em 1716. Foi beatificado pelo Papa Leão XIII e canonizado por Pio XII.

Ver também: São Pedro Maria Chanel, Padroeiro da Oceania

Fontes:
Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, São Luís Maria Grignion de Monfort, Edições Monfortinas.

São Pedro Canísio, Presbítero, Doutor da Igreja (+1597), 27 de Abril

Pedro Canísio (1521-1597) é conhecido como o segundo apóstolo da Alemanha. É Doutor da Igreja. Seu nome original é Pieter Kanijs. Foi um teólogo jesuíta nascido nos Países Baixos (Holanda).

Foi chamado de "Martelo dos hereges" pela clareza e eloqüência com que atacava a posição dos protestantes, está entre os iniciadores da imprensa católica. Ainda na luta pela defesa da Igreja Católica, aconselhava: “Não firam, não humilhem, mas defendam a religião com toda a alma.”
São Pedro Canísio é considerado o iniciador da imprensa católica e o primeiro a formar parte do "exército" dos jesuítas. Foi o segundo apóstolo mais importante na evangelização da Alemanha na fé católica, sendo que o primeiro foi São Bonifácio.  

Ver também: Santa Zita

Fontes:

domingo, 25 de abril de 2010

São Pedro de Rates, 1º Bispo de Braga (Portugal), Mártir, (Século I [?]), 26 de Abril

Segundo uma tradição lendária, São Pedro de Rates tornou-se o primeiro bispo de Braga, logo no ano 45 d.C., como se pode ver na lista de todos os arcebispos de Braga, que existe na Sé.

Conta um lenda que o santo salvou de doença mortal uma jovem princesa pagã. Como retribuição, ela se converteu ao cristianismo e fez voto de castidade. Tais fatos enfureceram o pai da jovem, levando-o a ordenar a morte de São Pedro.
Este refugiou-se na capela de Rates, onde foi encontrado e decapitado pelos soldados que, em seguida, destruíram o templo.
Séculos mais tarde, da serra de Rates, São Félix observava todas as noites uma luz na escuridão. Guiado pela curiosidade desceu a vertente e encontrou, no meio dos escombros, a razão de ser desse clarão: o corpo de São Pedro.

Ver também: São Bento Menni

Fontes:

sábado, 24 de abril de 2010

Santa Maria Eufrásia Pelletier, Religiosa, Fundadora (+1868), 25 de Abril

Nasceu no dia 31 de julho de 1796, entrou no mosteiro de Tours na ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio e aos vinte e nove anos foi nomeada superiora desse mosteiro.
Em 1829, fundou em Angers um novo Refúgio, que se tornou a Casa mãe de uma organização paralela à ordem de Nossa Senhora da Caridade, a ordem de Nossa Senhora do Bom Pastor.
Uma mulher revolucionária, cuja vida foi centrada na caridade e sempre com o espírito voltado para os jovens!

Quando se prezam mais os valores do espírito, envelhecer é crescer.
Quando se sabe prezar mais os valores do espírito do que os do corpo, envelhecer é crescer no que o homem tem de mais nobre, que é a alma, se bem que signifique a decadência do corpo, que é apenas o elemento material da pessoa humana.
E que decadência! Bem pode ser que o corpo perca sua beleza e seu vigor. Mas ele se enriquece com a transparência de uma alma que ao longo da vida soube desenvolver-se e crescer. Transparência esta que constitui a mais alta beleza de que a fisionomia humana seja capaz.
Santa Maria Eufrásia Pelletier, nascida na Vandéa, França, em 1796, fundadora de uma Congregação docente feminina, faleceu em 1868. Sua festa se celebra no dia 24 de abril.
Nada do que significa formosura lhe faltou na mocidade: a correção dos traços, a beleza dos olhos e da cútis, a distinção da fisionomia, a nobreza do porte, o viço e a graça da juventude. Mais: o esplendor de uma alma clara, lógica, vigorosa, pura, se exprimia fortemente em sua face. É o tipo magnífico da donzela cristã.
Ei-la em sua ancianidade. Do encanto dos antigos dias resta apenas um vago perfume. Mas outra formosura mais alta brilha neste semblante admirável.
O olhar ganhou em profundeza; uma serenidade nobre e imperturbável parece prenunciar nele algo da nobreza transcendente e definitiva dos bem-aventurados na glória celeste!
O rosto conserva o vestígio das batalhas árduas da vida interior e apostólica dos Santos. Atingiu algo de forte, de completo, de imutável: é a maturidade no mais belo sentido da palavra.
A boca é um traço retilíneo, fino, expressivo, que traz a nota típica de uma têmpera de ferro. Uma grande paz, uma bondade sem romantismo nem ilusão, com algum resto da antiga beleza, esplende ainda nesta fisionomia.

O corpo decaiu, mas a alma cresceu tanto, 
que já está toda em Deus.
O corpo decaiu, mas a alma cresceu tanto, que já está toda em Deus, e faz pensar na palavra de Santo Agostinho: nosso coração, Senhor, foi criado para Vós, e só está em paz quando repousa em Vós.
Quem ousaria afirmar que para Santa Maria Eufrásia, envelhecer foi mesmo decair?

Aspirações de Santa Maria Eufrásia
“Ó meu Deus, fazei que cada batida de meu coração seja uma súplica para alcançar graça e perdão para os pecadores. Que cada uma de minhas respirações seja um apelo à Tua infinita misericórdia, que cada olhar meu, atraia para Vós as pessoas que eu fitar e lhes revele o Teu amor. Que o alimento de minha vida seja trabalhar sem descanso pela Tua glória e pela salvação das almas. Amém.”

Ver também: São Marcos Evangelista

Fontes:
Plinio Corrêa de Oliveira em Catolicismo, novembro 1952
www.buonpastoreint.org

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Beata Maria Elisabeth Hesselbald, Religiosa, Fundadora (+1957), 24 de Abril

Elisabeth Hesselblad nasceu em 4 de junho de 1870, na comuna de  Herrljunga, Suécia, e morreu em 24 de abril de 1957. Religiosa e fundadora das Irmãs de São Salvador de Santa Brigite, foi beatificada em 9 de abril de 2000 pelo  Papa João Paulo II. 

Biografia
Nascida no Oeste da Suécia, numa família luterana de onze filhos, Elisabeth começou a trabalhar aos dezesseis anos para ajudar sua família. Mais tarde, como tantos camponeses suecos daquela época, ela partiu para procurar trabalho nos Estados Unidos. Lá, ela se tornou enfermeira, e acabou travando conhecimento com a Igreja Católica através de um grupo de fiéis católicos. Finalmente, ela se converteu ao catolicismo em 1902. Numa visita a Roma, Elisabeth reuniu-se às religiosas brigitinas, vindas da Ordem fundada por Santa Brigite da Suécia.
Após tornar-se religiosa, Elisabeth Hesselblad não cessou de desenvolver sua Congregação, aprovada pela Santa Sé em 1940, e de dar nova vida à obra da santa sueca. Ela era aberta ao diálogo com outras confissões cristãs, multiplicando as missões na Europa do Norte e do Leste. Foi declarada Justa entre as Nações, em 2004, por ter salvado Judeus durante a Segunda Guerra Mundial.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: São Fidélis de Sigmaringa

Fontes:

quinta-feira, 22 de abril de 2010

São Jorge, Soldado, Patrono dos Militares (+303) / Santo Adalberto de Praga, Bispo (+997) – Mártires, 23 de Abril



São Jorge

Devem ter sido espetaculares as circunstâncias da sua morte para que os Orientais lhe tenham sempre chamado "o grande mártir", e para que a sua pessoa se tenha, bem depressa, tornado lendária. Não há culto mais antigo nem mais espalhado. Já no Século IV, o Imperador Constantino mandou construir uma igreja em honra a São Jorge. Na Inglaterra, principalmente, o seu culto tornou-se, ainda e é, mais popular. Em 1222 o concílio nacional de Oxônia ou Oxford estabeleceu uma festa de preceito em sua honra.

Nos primeiros anos do Século XV, o arcebispo de Cantuária ordenou que tal festa fosse celebrada com tanta solenidade como o Natal. Antes disso o rei Eduardo III tinha fundado, em 1330, a célebre Ordem dos Cavaleiros de São Jorge, conhecidos também pelo nome de Cavaleiros da Jarreteira. Vários artistas, como Rafael, Donatello e Carpaccio representaram São Jorge.
No lugar onde esteve içada a bandeira de Portugal, por ocasião da batalha de Aljubarrota, foi construída, em 1388, uma ermida dedicada a São Jorge. Em 1387, por ordem de Dom João I, rei de Portugal, a imagem deste Santo foi incorporada à procissão de Corpus Christi.

Santo Adalberto de Praga
Nasceu na Bohemia, em 956, com nome de Voytech. Nobre, mais tarde adotou o nome do Arcebispo que o curou, educou e converteu: Santo Adalberto de Magdeburg.
Notável pregador, foi indicado Bispo de Praga em 983. Amigo do Imperador Otto III, encorajou a evangelização dos Magiares e trabalhou com São Astricus. Opôs-se à nobreza em Praga.
Santo Alberto era muito popular, e quando foi para Roma para tornar-se um Beneditino, o Papa João XV enviou-o de volta.
Fundou o monastério de Brevnov. Encontrou cerrada oposição da nobreza e retornou a Roma. Como não havia esperança de enviá-lo de volta a Praga, foi enviado para evangelizar a Pomerania, Polônia, Prússia, Hungria e Rússia.
Ele e seus companheiros foi martirizados pelo prussianos perto de Danzig, devido à instigação de pagãos em 23 de abril de 997. Conta-se que foram acusados de serem espiões poloneses na Prússia. A humildade e a austeridade de Santo Adalberto inspirou São Bonifácio de Querfurt.

Ver também: Beata Teresa Maria da Cruz

Fontes:
http://www.cademeusanto.com.br/santo_adalberto_praga.htm

quarta-feira, 21 de abril de 2010

São Sotero (ou Sótero), Papa (Pontificado 166 a 174), 22 de Abril

São Sotero”, afresco da Capela Sixtina, Roma
São Sotero (ou Sótero) nasceu em Fondi,  no reino de Nápoles. Seu pai era natural da Grécia e isto explica sua  preocupação em relação aos problemas e necessidades da Igreja grega, durante seu pontificado. Sua personalidade caritativa e amável, no entanto, não deixou de lado o rebanho como um todo, que nutria grande carinho e obediência às suas determinações.  Sua origem cristã é que acabou determinando sua eleição na sucessão do trono pontifício.  Nasceu e cresceu  dentro de uma esmerada educação católica, de forma que tornou-se pessoa fervorosíssima e grande luminar na Igreja de Cristo.  Assim reconhecido,  foi escolhido  para assumir o governo da Igreja por unanimidade.
Marco Aurélio empreendia crudelíssima perseguição aos cristãos. Com sua voracidade,  investiu implacavelmente contra eles, dos quais muitos foram lançados aos leões no anfiteatro, outros despedaçados em cadafalsos, outros enterrados vivos.  Sendo os seguidores de Cristo,  causa de espetáculos promovidos pelo cruel imperador,   São Sotero, como testemunha ocular das constantes perseguições, empreendeu todas as suas forças no sentido de consolar e atender aos fiéis através de diversas instruções,  contidas em suas cartas apostólicas.  Nelas, os exortava e animava  na  perseverarem  da fé,  sempre unidos e obedientes aos ministros da Igreja, para que juntos pudessem sofrer com paciência e resignação todos as investidas e  conseqüentes tormentos que surgiam de todos os lados. 
Pessoalmente empenhou-se em  visitar lugares subterrâneos e cavernas usadas como refúgio pelos cristãos, levando sua palavra de alento e confiança,  aos fiéis perseguidos pela causa de Cristo.    
Com muita determinação e  coragem,  opôs-se publicamente à heresia de Montano,  levantada quatro anos antes do término de seu pontificado.   Foi época em que lavrou  escritos de sabedoria tão inspirada, que  depois de muitos anos,  foi usada pela Igreja para combater com veemência o surgimento de  diversas outras heresias. 
Promulgou vários decretos canônicos,  dentre os quais,   um que proibiu as  monjas de tocarem os vasos  sagrados e corporais,  bem como da administração do incenso em  cerimônias da  Igreja.   Foi ele  também o primeiro Papa a prescrever, canonicamente,  o caráter sacramental da união, apesar de estar já estabelecida desde  os primórdios da Igreja.
À medida  que  iam sendo trucidadas  as ovelhas  pela ira mortal contra os cristãos,  percebeu o Sumo Pontífice que  o cerco se fechava  cada vez mais e que inevitavelmente tombaria em breve também o pastor. E assim foi.  Pela  sua  carreira  de santidade e  pureza, firmeza   empenho resoluto,   recebeu a coroa dos mártires no dia 22 de abril, sendo porém, ignorado o gênero de martírio.  Foi  enterrado em Roma, onde seu corpo descansou até o século IX, durante o pontificado do Papa Sérgio II, que determinou que suas relíquias  fossem trasladadas  para o cemitério de Calixto,  anexo à Igreja de Equício,  junto aos restos mortais de São Silvestre e São Martinho.  Parte de suas relíquias  foram enviadas para a  Igreja de Toledo e outras para Munique, onde são profundamente veneradas e festejadas por ocasião da sua festa.

Reflexões:
São Sotero soma-se, desde São Pedro, como o 12º Papa da Igreja a ser martirizado.  Todos os seus predecessores deram a vida em defesa da fé. Mesmo enfrentando as  constantes e  cruéis perseguições,  não se curvou  ao ver os cristãos de Roma, sendo trucidados aos montes.  Animado,  consolava e encorajava os cristãos nas suas tribulações.  Em grande número,  aguardavam confiantes a  iminente possibilidade  do martírio. Colocando-se  na condição de Cristo,  portavam-se como ovelhas destinadas ao matadouro.  Um grande número derramou  seu sangue nas mais bárbaras  circunstâncias, para receberem a glória na eternidade. 
Peçamos ao divino Mestre que a lição magnífica dos mártires, suscite em nossos  corações firme e intenso fervor pelas causas divinas. Se somos submetidos a zombarias, indiferenças ou críticas, por causa da Santa Religião,  não devemos curvar a cabeça, seja por respeito humano ou vergonha.  Aproveitemos a jornada terrena para defendermos  incondicionalmente a Igreja de Cristo,  testemunhando as convicções por ela ensinadas.  

Ver também: Santa Senhorinha

Fontes:

terça-feira, 20 de abril de 2010

São Román Adame Rosales, Sacerdote, Mártir (+1927), 21 Abril de 2010

Nasceu em Teocaltiche, Jal. (Diocese de Aguascalientes, México), em 27 de fevereiro de 1859. Pároco de Nochistlán, Zac (Arquidiocese de  Guadalajara), era um sacerdote de profunda humildade.

Padre Roman nunca foi visto queixando-se; diante de todo e qualquer sofrimento, dizia com serenidade: “Tudo seja para Deus.” Catequese, missões populares, construção de capelas para que os fiéis tivessem acesso ao Santíssimo Sacramento, atenção para com os enfermos e educação para as crianças: tais foram as principais ações do seu ministério paroquial.
Durante a *Cristiada, continuou secretamente ministrando os Sacramentos. Porém, foi delatado e, uma noite, foi feito prisioneiro. Chegado o momento da sua execução, em 21 de abril de 1927, num gesto de bondade tratou de salvar o soldado que, por não querer disparar contra o padre, acabou sendo também fuzilado. Em seguida, decidido e firme, mas com humildade, Padre Roman entregou sua vida.


Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: Santo Anselmo de Cantuária

Fontes:

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Santa Sara Kali, Padroeira do Povo Cigano (Séc. I), 20 de Abril

Existem diversas lendas a respeito da origem de Santa Sara. Algumas falam que ela seria serva e parteira de Maria, e que Jesus a teria em alta estima por tê-Lo trazido ao mundo. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-sur-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com a irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria madalena, Marta, Lázaro e Maximino. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.
O epíteto Kali significa "negra", porque sua tez é escura. A sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.
As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender a todos os que depositam verdadeira fé nela. Mas perseguirá os opressores, os racistas, aqueles que vão contra os ciganos, que são seus protegidos. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.











Ver também: Santa Inês de Montepulciano

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Sara_Kali

São Leão IX, Papa (+1054) / Santo Expedito, Mártir (Séc. III), 19 de Abril

 São Leão IX, Papa

Bruno de Eguisheim-Dagsbourg  (Alsácia, 1002 - Roma, 1054), coroado papa em 12 de fevereiro de 1049 sob o nome de Leão IX, foi o 153º Papa da Igreja Católica. Foi principalmente um papa viajante, trabalhando pela paz na Europa.
Leão IX foi um reformador, tendo-se inscrito na reforma gregoriana. Convoca durante seu pontificado 12 Concílios.
Lutou principalmente contra:
·  a taxa eclesiástica (a simonia);
·  o casamento bem como a concubinagem dos padres (o nicolaismo);
·  o fato de os bispos serem príncipes do Império;
·  o afastamento dos valores do cristianismo primitivo.
De junho de 1053 a março de 1054 ele foi mantido prisioneiro em Benevento, numa prisão honorável; ele não sobreviveu muito tempo após seu retorno a Roma, onde morreu em 19 de abril de 1054. O dia de São Leão é festejado em 19 de abril, dia do aniversário da sua morte. Seu corpo repousa na basílica de S. Pedro.
Antes de sua morte, Leão IX enviou um legado papal, o Cardeal Humberto de Silva Cândida, a Constantinopla, para negociar com o Patriarca Miguel Cerulário (1043-1059), em resposta às suas ações sobre a Igreja no sul da Itália. Humberto rapidamente parou as negociações, e excomungou e depôs o patriarca em nome do papa. Este ato, embora juridicamente inválido devido à morte de Leão IX, foi respondida pelo próprio Patriarca Miguel com uma excomunhão contra Humberto e seus associados, o que é popularmente considerado a separação oficial entre as Igrejas orientais e ocidentais, o chamado Grande Cisma do Oriente.

 Santo Expedito, Mártir (Séc. III)
Santo Expedito era comandante-chefe da XII Legião Romana, aquartelada na cidade de Melitene, no final do Século III. Antes de sua conversão ao Cristianismo, tinha uma vida devassa. 
Quando Santo Expedito estava para se converter, apareceu-lhe um espírito do mal, na forma de um corvo, grasnando CRAS - que em latim significa AMANHÃ - mas este grande santo pisou o corvo, bradando HODIE, que significa HOJE, confirmando assim a sua urgente conversão. 
Cristão convertido, assim como toda a sua tropa, Expedito foi vítima da ira do imperador Diocleciano. A importância de seu posto fazia dele um alvo especial do ódio do imperador. Foi flagelado até sangrar e, depois, decapitado pela espada. 

Ver também: Santa Ema de Gurk
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Leão_IX

sábado, 17 de abril de 2010

Beata Sabina Petrilli, Religiosa (+1923) / Santa Maria da Encarnação (Madame Acarie), Mãe de Família (+1618), 18 de Abril

Beata Sabina Petrilli
  

Nasceu em Siena em 29 de agosto de 1851, segunda filha de Celso e Matilde Venturini. Aos 15 anos se inscreveu na Congregação das Filhas de Maria e é rapidamente eleita presidente. Dentro de um ano fez o seu primeiro voto de virgindade. Em 1869 é recebida pelo Papa Pio IX que a exorta a seguir a norma de Santa Catarina de Siena. Em 15 de agosto de 1873 na capelinha da casa, junto com outras cinco companheiras, ela profere os votos de pobreza, obediência e castidade, na presença do confessor e com a aprovação do Monsenhor Enrico Bindi ,que concede a primeira licença para iniciar uma obra em beneficio dos pobres.   
A nova família religiosa recebe o nome de Congregação das Irmãs dos Pobres de Santa Catarina de Siena. Em 1881 Madre Sabina inicia a fundação do Convento em Viterbo e em 1903 a primeira missão em Belém, no Brasil. A Constituição da Congregação, já enviada ao pontífice, é aprovada em 17 de junho de 1906.
Sucessivamente Madre Sabina toma o voto de “não negar voluntariamente ao Senhor”, o voto de “perfeita obediência” e ao  Diretor Espiritual o voto de “não lamentar-se deliberadamente de nenhum sofrimento externo e interno”e o voto de “completo abandono à vontade do Senhor”.
Savina Petrilli faleceu às 17:20 do dia 18 de abril de 1923.
Com 25 casas na Itália, a Congregação opera no Brasil, Argentina, Estados Unidos, Filipinas e Paraguai. O carisma transmitido pela Madre Sabina e a sua vontade de viver radicalmente para o sacerdócio de Cristo na adoração total e na total dependência da vontade do Senhor, faz como centro de sua via a Eucaristia, continuar a missão de Cristo, o serviço da evangelização, promover a fraternidade e  ajudar o próximo, em  especial aos pobres. Pela visão de  Madre Sabina, a pobreza é um Sacramento de Cristo e pode ser considerado com mistério da fé tal qual a Eucaristia.
Assim a Congregação está sempre a serviço da pobreza e de todos  que sofrem e são  oprimidos.
O Papa João Paulo II a proclamou Beata  na Praça de São Pedro, em 24 de abril de 1988.

Fontes:
http://www.cademeusanto.com.br/beata_savina_petrilli.htm


Santa Maria da Encarnação (Madame Acarie)

Era uma mãe de seis filhos, que alcançou a graça de levar para o seu país três novas comunidades religiosas, chegando a ter três filhas religiosas e um filho sacerdote, além de dois filhos muito católicos e bons pais de família. Maria da Encarnação Acarie nasceu em Paris no ano de 1565, de família nobre. Seu marido, Pedro Acarie, um jovem advogado que ocupava um alto posto no Ministério da Fazenda, era muito piedoso e caridoso. Ajudava com grande generosidade os católicos que precisavam fugir da Inglaterra devido à perseguição da Rainha Elisabeth.
Monsieur Acarie pertencia à Liga Católica, partido que foi derrotado por Henrique IV, rei de França, que baniu os líderes da Liga, confiscando-lhes todos os seus bens. De uma hora para outra, Madame Acarie viu-se sem o marido e sem seus bens, com seis filhos pequenos para sustentar. Mas ela não era uma mulher fraca. Não se deixava derrotar pelas dificuldades. Chegou mesmo a conquistar a admiração do mesmo rei Henrique IV. Desde os primeiros anos de seu casamento, Maria da Encarnação decidiu levar uma vida de muita piedade em seu lar. Aos empregados, fazia rezar determinadas orações pela manhã e à noite. Sempre lhes oferecia toda sorte de ajuda material, e cuidava para que cada um cumprisse bem seus deveres para com Deus.
Madame Acarie reunia-se com algumas empregadas suas para rezarem juntas, corrigirem-se mutuamente, ler livros piedosos e ajudarem-se em tudo que dissesse respeito à vida espiritual. A bondade de seu coração alcançava todos: alimentava os famintos, visitava os enfermos, ajudava aos que passavam por situações econômicas difíceis, assistia aos agonizantes, instruía os que não conheciam bem o Catecismo, evangelizava os hereges e aos que haviam passado para outras religiões, e ajudava todas as comunidades religiosas, conforme lhe era possível. Após a morte de seu marido, ela pôde se dedicar exclusivamente aos serviços religiosos.
Um dia, enquanto orava após ter lido algumas páginas da autobiografia de Santa Teresa d’Avilla, Madame Acarie teve uma visão mística desta santa, que lhe diz: “Você precisa se esforçar para que a minha comunidade das carmelitas consiga chegar à França.” Ela, então, foi falar com o Arcebispo, mas quando tudo parecia já estar encaminhado, novamente lhes foi negada a entrada naquele país. Numa nova aparição, Santa Teresa d’Avilla vem recomendar-lhe que não se canse de fazer todos os esforços possíveis para que as religiosas carmelitas possam entrar na França. Por causa dos pedidos insistentes de Madame Acarie, o Padre Bérulle (futuro Cardeal Bérulle) viajou à Espanha, onde conseguiu que se preparasse um grupo de carmelitas para serem enviadas a Paris.
Nossa santa não era dessas pessoas que ficam paradas, de braços cruzados. Sabia que havia chegado a Paris o famoso Bispo São Francisco de Salles, que pregaria uma importante série de sermões. Convidou-o a ir à sua casa. Foi quando este santo apóstolo de Cristo tornou-se seu melhor e maior aliado. São Fancisco de Salles falou com as mais altas personalidades da época e ajudou Madame Acarie a conseguir a permissão de que as carmelitas necessitavam. O Papa Clemente VIII firmou um decreto permitindo a entrada das Irmãs na França. Uma importante conquista! Em 1604, chegaram a Paris as primeiras Irmãs Carmelitas. À frente do grupo estava duas religiosas que, mais tarde, se tornariam beatas: Irmã Ana de Jesus e a Madre Ana de São Bartolomeu. Pouco depois, as três filhas de Madame Acarie tornaram-se monjas carmelitas, sendo logo seguidas pela mãe.
A comunidade das carmelitas estava destinada a fazer um bem enorme à França, durante muitos séculos, e a gerar Irmãs que se tornariam santas muito conhecidas, como por exemplo Santa Teresa do Menino Jesus (Teresa de Lisieux). Maria da Encarnação Acarie, mãe de seis filhos (três religiosas, um sacerdote e dois casados), viúva, dama da alta sociedade, tornara-se uma humilde monja num convento onde uma de suas filhas era a Madre Superiora. Os últimos anos da Irmã Maria da Encarnação (nome que adotou na comunidade) foram de uma profunda vida mística, com freqüentes êxtases. Em abril de 1618, caiu gravemente doente, ficando semi-paralisada. Não se cansava de bendizer a Deus por todas as misericórdias que lhe havia concedido ao longo de sua vida. Em 16 de abril daquele ano, teve um êxtase e, quando terminou, uma monja lhe perguntou: “Irmã, o que fazia durante esse tempo ?” Ela respondeu: “Estava falando com meu Bom Pai, Deus.” Deu um leve sorriso e morreu.

Oremos
Senhor Deus, Todo-Poderoso, que concedeste à Beata Maria da Encarnação o dom de imitar fielmente o Cristo pobre e humilde, concede-nos também, pela intercessão desta santa, a graça de que, vivendo fielmente nossa vocação, caminhemos rumo à perfeição que Tu nos propões na pessoa de Teu Filho. Que vive e reina Contigo. Amém.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Fontes: