domingo, 9 de maio de 2010

Beato Enrique Rebuschini, Religioso dos Clérigos Regulares Ministros dos Enfermos (Camilianos), Sacerdote (+1938), 10 de Maio

Nasceu em Gravedona (região do Como, Norte da Itália) em 28 de abril de 1860. Desde a juventude foi introduzido no mundo do comércio, ao qual Enrico não conseguia se adaptar, chegando mesmo a ter repugnância pelas atividades comerciais. Inscreveu-se no colégio lombardo em Roma e estudou Teologia na Universidade Gregoriana.
Aos 26 anos, sofreu sua primeira crise depressiva, retornando à casa paterna, onde permaneceu oito meses em silêncio. Durante esta crise, Enrico aprendeu a confiar mais na infinita bondade e misericórdia de Deus que em seus próprios méritos, forças e perfeccionismo. Aos 29 anos foi ordenado sacerdote camiliano (da Ordem de São Camilo de Lélis) e quando, aos 35, o nomearam vice-mestre dos noviços e Professor de Teologia, o fantasma da depressão reapareceu. Então, os Superiores decidiram enviá-lo ao hospital civil de Verona como capelão, onde Padre Enrico reencontrou a serenidade e o equilíbrio.
Durante 32 anos, Padre Enrico trabalhou generosa e incansavelmente junto a seus enfermos, inicialmente em Verona e, logo depois, em Cremona. Como obras de caridade, ele organizou o voluntariado no hospital e visitas em domicílio; foi tesoureiro da clínica e Superior em várias ocasiões ao longo de doze anos, sem conhecer maiores problemas.
Durante a “noite escura” de suas crises depressivas, Padre Enrico via como única luz o valor do serviço ao enfermo, “até morrer por ele”. Empenhava-se em sublimar-se no amor de Deus, até o limite de suas forças:  “Vivo porque é Jesus quem vive em mim, Ele que é a caridade e a luz junto à aptidão para o serviço destinado não a mim, mas ao próximo, para a glória do Coração de Jesus, e elevo os olhos apenas para ver nos enfermos o templo de Jesus: eu, Seu servo e escravo, oro incessantemente por eles, por quem entrego meu coração, como fazia o Senhor Jesus. Desejo que todo o meu ser seja consumido para que meus próximos se unam a Deus, desejo fazer por eles cada uma das minhas com o máximo fervor possível.
Padre Enrico foi um capelão heróico nas suas atividades quotidianas, um religioso sempre fiel a Deus a aos próximos a ele confiados; distinguiu-se quando o hospital de São Camilo de Cremona, durante a I Guerra Mundial, tornou-se hospital militar, acolhendo muitos jovens soldados feridos que vinham das frentes de batalha.
Aos 78 anos de idade, Padre Enrico começou a perder as forças, e escreveu a respeito. Um breve resfriado se transformou numa broncopneumonia. Pediu então o Óleo dos Enfermos, o perdão de todos e que rezassem por ele. Na mesma noite recebeu também a Sagrada Eucaristia. Logo entrou em oração, tendo os braços cruzados sobre o peito, e nesta posição morreu, em 10 de maio de 1938. Foi beatificado em 4 de maio de 1997 pelo Papa João Paulo II. 

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: São Damião de Veuster, Apóstolo dos Hansenianos

Fontes:

sábado, 8 de maio de 2010

Beato Estêvão Grelewski, Sacerdote, Mártir (+ 1941), 09 de Maio

Estêvão Grelewski estudou no Seminário de Sandomierz (Sandomir) até 1916, entrando depois para a Universidade Católica de Lublin. Foi ordenado sacerdote em 1921. Em seguida, fez Doutorado em Direito Canônico na Faculdade Católica de Strasbourg, na France, obtendo o grau de Doutor em 1924. Padre Estêvão se ocupava das paróquias polonesas da Alsácia, onde viviam grupos de operários imigrantes poloneses.
Quando voltou para a Polônia, tornou-se secretário geral da Ação Católica Operária de Radom, próximo a Sandomir. Ele escrevia artigos para diversas publicações na Polônia e se correspondia em alemão e em francês com outros intelectuais católicos que viviam no exterior. Padre Estevão colaborava com o Correio de Varsóvia, com a Voz do Povo e com jornais católicos. Escreveu também diversas obras sobre o protestantismo e as seitas na Polônia e sobre as verdades católicas.
Seu zelo apostólico acabou chamando a atenção dos ocupantes nazistas, durante a II Guerra Mundial. Padre Estêvão foi preso em 1941 com seu irmão, o Abade Casimiro Grelewski (1907-1942). 
Ambos foram deportados para o campo de concentração de Dachau, na Baviera (Alemanha) onde acabaram morrendo – Padre Estevão, vitimado pela fome, e seu irmão, Abade Casimiro, enforcado. No campo de concentração de Dachau, uma “área sacerdotal” foi criada; ali ficaram encarcerados 2.720 ministros religiosos, dos quais 1.034 acabaram morrendo; destes, 868 eram sacerdotes ou religiosos católicos poloneses.
Os dois irmãos sacerdotes, Estevão e Casimiro Grelewski, foram beatificados, com outros mártires da II Guerra Mundial, pelo Papa João Paulo II em 1999, na Polônia.


Fontes :

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Beata Franziska Ulrika Nisch, Religiosa, Cozinheira, Mística (+1913), 08 de Maio

Nome: NISCH
Prenome: Franziska (Francisca)
Nome religioso: Ulrika
País: Alemanha
Nascimento: 18 de setembro de 1882, em Oberdorf-Mittelbiberach (Souabe)
Falecimento: 08 de maio de 1913, em Hagne (Bade)
Estado Civil: Religiosa.
Nota: Irmã da Santa Cruz de Ingenbohl (1904). Cozinheira em à Bühl e depois em Baden-Baden. Favorecida com graças místicas.
Beatificação: 1º de novembro de 1987, em Roma, pelo Papa João Paulo II.
Canonização: Ainda não ocorreu.
Festa: 8 de maio.
Ref. no l’Osservatore Romano: 1987 nº.45.
Ref. na Documentação Católica: 1987 pg.1117.

Hagiografia :
Franziska (Francisca) Nisch nasceu de uma relação fora do casamento, em 1882, pois recusaram a seus pais a autorização para se casarem, o que aconteceu mais tarde. Ela veio ao mundo num pequeno vilarejo de Souabe Oberdorf-Mittelbiberach (Alemanha). A pequena «Franzi» foi criada por sua avó e por sua madrinha, que lhe dispensaram todo o afeto que ela não encontrou junto a seu pai, que era muito duro com ela, mas a quem ela sempre obedecia. Na escola, Franzi quase não se destacava, um pouco «bobinha», freqüentemente quebrando as coisas, solitária, simples, piedosa e sempre amável. Como sua família era pobre, Franzi, junto com seus irmãos e irmãs mais novos, conseguiam arrecadar alguns donativos junto às pessoas das redondezas: pão, ovos, frutas. Sempre adoentada, ela falta muito às aulas e seus resultados acabam não sendo muito bons. 



Após terminar os estudos primários, Franziska, já aos doze anos, foi transferida para diversos lugares. Finalmente foi admitida como empregada na casa de uma família em Rorschach, na Suíça. Caiu doente, tuberculosa, e precisou ser internada. No hospital, foi tratada com grande carinho e bondade pelas Irmãs de Caridade de Ingenbohl, tanto que Franziska decidiu entrar para a congregação delas. Foi recebida em Hagne, onde elas possuíam uma casa provincial. Irmã Ulrika é o nome religioso que Franziska adota. Ela trabalha como auxiliar de cozinha em  Bühl, depois em Baden-Baden. 



Irmã Ulrika aceitava todos os serviços, muitas humilhações e sofria com terríveis dores de cabeça, mas jamais se queixava. Às vezes, ela se sentia em meio a trevas durante suas orações. “Essas penosas experiências conduzem Irmã Ulrika a uma serenidade de coração que lhe permite ver nas menores coisas a mão paternal de Deus, e acolher cada instante da sua vida com uma gratidão de criança” (João Paulo II). Irmã Ulrika reza dia e noite. Tudo para ela se transforma em oração. Ela tem a graça de receber visões místicas. Junto dela, as pessoas se sentem como se estivessem no Paraíso.


Adoecendo novamente devido à tuberculose, Irmã Ulrika é levada à casa provincial, em Hagne, onde morre aos 31 anos, em 1913. Quando decidem escrever sua biografia, algumas pessoas se espantam, pois não vêem onde residiria sua santidade. Aliás, os títulos das primeiras publicações são eloqüentes: “A santa do nada”, “A santa das marmitas”, “A voz silenciosa”. Mas os fatos falam por si só: seu túmulo está sempre florido e inúmeros testemunhos dão provas de graças alcançadas por sua intercessão. Vale notar que Irmã Franziska Ulrika foi beatificada antes da fundadora da sua congregação, Madre Marie-Thérèse Scherer, outra grande santa. 

 


Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também : Santa Madalena de Canossa


Fontes :

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Santo Agostinho Roscelli, Presbítero, Fundador (+1902), 07 de Maio

Nasceu na pequena cidade de Bergone di Casarza Ligure, Itália, no dia 27 de julho de 1818. Durante sua infância, foi pastor de ovelhas. A sua família, de poucos recursos, constitui para ele um exemplo de fé e de virtudes cristãs. 

Aos dezessete anos, decide ser padre, entusiasmado por Antonio Maria Gianelli, arcebispo de Chiavari, que se dedicava exclusivamente à pregação aos camponeses, e hoje está inscrito no livro dos Santos. Em 1835, Agostinho vai para Gênova, onde estuda enfrentando sérias dificuldades financeiras, mas é ajudado: pela sua força de vontade, oração intensa e o auxílio de pessoas de boa vontade. 
É ordenado sacerdote em 1846, e enviado para a cidade de São Martino d´Alboro como padre auxiliar. Inicia o seu humilde apostolado à serviço de Deus, dedicando-se com zelo, caridade e exemplo ao crescimento espiritual e ao ministério da confissão. 
Agostinho é homem de diálogo no confessionário da igreja genovesa da Consolação, sendo muito procurado, ouvido e solicitado pela população. Sua fama de bom conselheiro corre entre os fiéis, o que faz chegar gente de todas as condições sociais em busca de sua ajuda. Ele passa a conhecer a verdadeira realidade do submundo.
Desde o início, identifica-se nele um exemplo de sacerdote santo, que encarna a figura do "pastor", do educador na fé, do ministro da Palavra e do orientador espiritual, sempre pronto a se doar na obediência, humildade, silêncio, sacrifício e seguimento dócil e abnegado de Jesus Cristo. Nele, a ação divina, a obra humana e a contemplação fundem-se numa admirável unidade de vida de apostolado e oração. 
Em 1872, alarga o campo do seu apostolado, interessando-se não só pelas misérias e pobrezas morais da cidade, e pelos jovens, mas também pelos prisioneiros dos cárceres, a quem leva com afeto o conforto e a misericórdia do Senhor. Dois anos mais tarde, passa a dedicar-se inclusive aos recém-nascidos, e em favor das mães solteiras, vítimas de relações enganosas, dando-lhes assistência moral e material, inserindo-as no mundo do trabalho honesto. 
Com a ajuda de algumas catequistas, padre Agostinho passa à ação. Nasce um grupo de voluntárias, e acolhem os primeiros jovens em dificuldades, para libertá-los do analfabetismo, dando-lhes orientação moral, religiosa e também, uma profissão. E a obra cresce, exatamente, porque responde bem à forte demanda social e religiosa do povo. 
Em 1876, a partir dessa obra funda a congregação das Irmãs da Imaculada, indicando-lhes o caminho da santidade em Maria, modelo da vida consagrada. Após o início difícil e incerto, a congregação se consolida e se difunde em toda a Itália e em quase todos os continentes. 
A vida terrena do "sacerdote pobre", como lhe costumam chamar, chega ao fim no dia 07 de maio de 1902. O Papa João Paulo II proclama Agostinho Roscelli santo no ano de 2001.

Ver também: Beata Maria Luísa de Jesus

Fontes:

Beato Henryk Kaczorowski, Sacerdote, Mártir (+1942), 06 de Maio

Henryk Kaczorowski (pronuncia-se Katchorovski) nasceu em 10 de outubro de 1888 em Bierzwienna, na província de Vístula (Polônia), incorporada ao Império Russo em 1868 após os motins de 1863. Henryk fez seus estudos no Liceu de Kalisz.

Aos 20 anos, entrou para o Seminário de Wloclawek (pronuncia-se Vlotslavek), na região de Cujávia, a Noroeste de Varsóvia. A região havia sido administrada pela Prússia no Século XVIII e, desde 1815, estava sob o comando da Rússia. Em 1913, Henryk completou seus estudos em Teologia na Academia Teológica de São Petesburgo, onde foi ordenado sacerdote em 13 de junho de 1914, pouco antes do início da I Guerra Mundial.
Henryk tornou-se padre diocesano em Kalisz, cidade duramente bombardeada pelo exército austro-alemão, que ocupou a Polônia a partir de 1915 até novembro de 1918, quando a guerra acabou. Em 1915, Padre Henryk passou nove meses no santuário de Lichen, no local das aparições da Virgem Maria, e isso aumentou ainda mais a sua devoção marial e seu ardor patriótico. Em 1916, tornou-se vigário na cidadezinha de Sulmierzyce.
Ele só pôde retomar seus estudos em 1918, em Lublin, e produziu sua tese sobre São Tomás de Aquino, obtendo seu Doutorado quatro anos mais tarde. Padre Henryk havia terminado seus estudos no momento em que a nova república polonesa terminava suas lutas, por novas fronteiras, contra seus vizinhos (em particular, a União Soviética).
Tornou-se Professor de Teologia Moral no Seminário de Wloclawek (onde então estudava o futuro Cardeal Wyszynski) e Reitor do Liceu Diocesano Pio X. Foi também redator da revista “O Ateneu Sacerdotal” e, a partir de 1928, Reitor do Seminário. Em 1930, Padre Henryk foi nomeado Cônego da catedral e, em 1939, Prelado Pontifical.
Considerado como um modelo de espiritualidade sacerdotal, Padre Henryk era um homem de Deus e da Igreja. Cuidava da cultura e da formação teológica e moral de seus seminaristas. Por meio de sua revista, ele mantinha correspondência com inúmeros teólogos estrangeiros.
Em setembro de 1939, no início da II Guerra Mundial, a Polônia foi ocupada pelo exército alemão (nazistas). Correndo perigo, Padre Henryk permaneceu no Seminário com os demais professores. Porém, foi preso em 7 de novembro daquele ano, como dezenas de milhares de outros representantes da elite intelectual polonesa. Ficou detido no Seminário Salesiano de Lad, que agrupava os religiosos e sacerdotes aprisionados daquela região. Mais tarde, em 1941, foi deportado com o Beato Michel Kozal, Bispo Auxiliar de Wloclawek, e outros religiosos para Dachau. Doente e enfraquecido, Padre Henryk foi morto numa câmara de gás em 6 de maio de 1942.
Pouco antes, ele disse a seus companheiros de prisão: “Orem por nós a fim de que permaneçamos fortes e que possamos também orar por vocês. Que Deus esteja com vocês!”
Foi beatificado pelo Papa João Paulo II com outros 107 mártires poloneses da II Guerra Mundial, em 13 de junho de 1999, em Varsóvia (Polônia).

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: Santo André Kim e 102 Companheiros / São Domingos Sávio

Fonte :

terça-feira, 4 de maio de 2010

São Vicente Ferrer, Presbítero (+1419), 05 de Maio

Religioso ibérico, nasceu em Valência em 23 de Janeiro de 1350 e faleceu em Vannes, Bretanha, em 5 de Abril de 1419.

Em 1340 o pai de Vicente, Guilherme Ferrer casou-se com Constância Miguel, cuja família também tinha sido integrada na nobreza durante a conquista de Valência. Vicente foi o quarto filho do casal. Um seu irmão, Bonifácio Ferrer, foi Superior dos frades Capuchinhos e realizou importantes missões diplomáticas para o antipapa Bento XIII.
Vicente foi educado em Valência e completou os estudos em filosofia quando tinha quatorze anos. Em 1367 entrou na Ordem Dominicana e no ano seguinte foi enviado para a casa de estudos de Barcelona. Em 1370 ensinou filosofia em Lérida. Um dos seus alunos foi Pierre Foulup, posteriormente Grande Inquisidor em Aragão.
Em 1373 São Vicente regressa ao "Studium arabicum et hebraicum" dos Dominicanos em Barcelona. Em 1377 foi enviado a Tolosa para prosseguir os seus estudos. Em 1379 Vicente trabalhou com o Cardeal Pedro de Luna, legado da Corte de Aragão e futuro antipapa Bento XIII, e que trabalhava para obter a obediência do Pedro IV para com Avignon. Totalmente convencido da legitimidade dos argumentos dos pontífices de Avignon, foi um dos seus maiores entusiastas. De 1385 a 1390 ensinou teologia na escola da Catedral de Valência.
Em Salamanca, a rainha Yolanda de Aragão escolheu-o por confessor, entre 1391 e 1395. Durante esse período foi citado pela Inquisição por pregar publicamente que «Judas fez penitência». No entanto o seu protector, Pedro de Luna, recentemente nomeado antipapa Bento XIII, chamou o caso a si e queimou os documento do processo. Bento XIII chamou-o a Avignon e nomeou-o seu confessor, tendo, mais tarde Vicente recusado ser nomeado cardeal.
Durante os vinte anos seguintes, São Vicente Ferrer percorreu toda a Europa pregando, afirmando em especial a necessidade de conversão por causa do juízo final. Foi canonizado pelo Papa Calisto III na igreja dominicana de Santa Maria Sopra Minerva, em Roma, a 3 de Junho de 1455.


Ver também: Santo Ângelo
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/05/santo-angelo-presbitero-martir-5-de.html

Fontes:

domingo, 2 de maio de 2010

São Gregório, o Iluminador, Bispo (+332), 04 de Maio

São Gregório, o Iluminador, era primo de Tiridates III, rei da Armênia. Nasceu em Valarxabad, por volta do ano 257, e morreu em 332, aproximadamente.

Este título de "Iluminador" foi-lhe atribuído pelos armênios por tê-los tirado das trevas conduzindo-os ao cristianismo. Foi colaborador e conselheiro do rei.
Ao ser descoberto como cristão, o rei mandou prendê-lo, tendo ficado 14 anos no esquecimento. Foi libertado quando curou milagrosamente o rei de uma doença contagiosa. Tiridates III fez-se batizar e, juntamente com ele, toda a sua corte. Desta forma, o cristianismo tornou-se a religião oficial da Armênia.
Por volta de 302, São Gregório tornou-se o metropolita da Capadócia e líder da jovem Igreja armena. Mais tarde, São Gregório retirou-se para a solidão, preparando-se para a morte. 
É venerado não somente como o Apóstolo e padroeiro da Armênia, mas também como o evangelizador das Igrejas síria e greco-ortodoxa. 

Ver também: São José Maria Rúbio

Fontes:

sábado, 1 de maio de 2010

Santo Ahmed, o Calígrafo, Mártir (+ 1682), 03 de Maio

Viveu em Constantinopla durante o Século XVII. Foi funcionário do governo imperial Turco Otomano antes de sua conversão. 
Ahmed foi criado na religião muçulmana e tornou-se escriba da chancelaria do sultão, permitindo-lhe alcançar uma situação importante na sociedade local. Não era casado, mas vivia com uma concubina, uma escrava cristã de origem russa, a quem ele permitia ir às igrejas Ortodoxas gregas em Constantinopla.
Com o passar do tempo, Ahmed começou a perceber que, quando sua companheira voltava da igreja, ela estava mais doce e amorosa do que antes. Foi ela que, pouco a pouco, o fez descobrir a Liturgia da Igreja. Um dia, intrigado com a transformação da moça, Ahmed conseguiu permissão para assistir à celebração da Liturgia Divina pelo Patriarca grego. Devido ao seu status e à sua importância, não ousaram recusar-lhe o pedido, e Ahmed foi instalado num lugar especial durante a cerimônia.
Durante a Liturgia Divina, Ahmed percebeu que, quando o Patriarca abençoava os fiéis com seus trikiri e dikiri (candelabros com três e duas velas entrelaçadas), seus dedos "resplandeciam" aquela luz sobre as cabeças dos fiéis cristãos, mas não sobre a sua. Perturbado com este milagre, ele pediu e recebeu o santo Batismo. A partir de então, Ahmed começou a viver secretamente uma vida cristã, sendo justificado pelas passagens de II Reis 5, 7-19 e de João 3.
 Não se sabe ao certo o que aconteceu no período posterior ao seu Batismo, mas provavelmente o amor de Ahmed pela concubina, que o conduziu indiretamente à fé Ortodoxa, tenha crescido. É também provável que o futuro mártir tenha encontrado um diretor espiritual (ou pai espiritual), a fim de aprender mais sobre a fé que havia adotado, e sobre o Senhor que ao qual ele começara a servir.
Ahmed precisava se vestir como cristão para poder entrar na igreja. Embora ele tenha conseguido esconder sua nova religião durante um certo período, um dia, alguns responsáveis oficiais, debatendo, perguntaram-lhe sua opinião sobre qual a melhor fé, ao que ele respondeu: "A fé cristã é a melhor" (sem dúvida a discussão em questão devia abranger o posicionamento da religião Islâmica em relação à Ortodoxia. Conta-se que um dos calígrafos do sultão, que queria tomar o lugar de Ahmed, o denunciou).
"És cristão?", perguntou-lhe um dos responsáveis calígrafos. "Sim, sou cristão", respondeu o santo, clara e firmemente, sorrindo àquele que lhe havia feito a pergunta. Ahmed foi, então preso e colocado no mesmo lugar que os presos comuns, totalmente privado de comida. Foi submetido a ínúmeras torturas da parte de seus antigos compatriotas. Ao fim de uma semana, foi conduzido ao tribunal, sendo julgado e condenado à decapitação, o que aconteceu em 3 de maio de 1682.  

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: São Filipe e São Tiago Menor, Apóstolos de Cristo

Fontes:
 Yurij Maximov, "Svjatye Pravoslavnoj Tcerkvi, obrativshiesja iz islama." Moscow, 2002

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Beata Mafalda de Portugal, Religiosa (+1256), 02 de Maio

Mafalda de Portugal, ou Mafalda Sanches O. Cist. (c. 1200 - Amarante, 1º de Maio de 1256), infanta de Portugal e rainha de Castela por um breve período de tempo, é considerada beata pela Igreja Católica, e venerada sob o nome de Rainha Santa Mafalda. O seu pai, Dom Sancho I, mantém a confiança paterna, de Dom Afonso Henriques, na família nobre dos Riba-Douro, entregando a educação da sua filha Mafalda a Dona Urraca, uma das filhas de Egas Moniz.

A rainha Mafalda de Sabóia, mãe de Dulce de Barcelona, era avó de Mafalda, de quem esta herda o nome. Mafalda casa com Henrique I de Castela em 1215 mas, por serem muito jovens, o casamento não é consumado, vindo a ser dissolvido no ano seguinte.
Por testamento de seu pai, D. Sancho, Mafalda deveria receber o castelo de Seia, a vila e todos os rendimentos aí produzidos, bem como o mosteiro de Bouças, além do título de rainha enquanto detivesse aquele castelo. Este fato gerou uma luta com o seu irmão Dom Afonso II, que temia a perda de poder e a divisão do território. A paz só é conseguida com Dom Sancho II, em 1223, que concede rendimentos às tias desde que estas abdiquem do título de rainhas.
O Papa Pio VI beatifica Mafalda a 27 de Junho de 1793, depois das suas duas irmãs, Teresa e Sancha, o terem sido no início do mesmo século. A Igreja Católica lembra a Rainha Santa Mafalda a 2 de Maio.


Ver também: São Peregrino Laziosi
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/05/sao-peregrino-laziosi-servita-02-de.html

Fontes:

São Ricardo Pampuri, Médico, Religioso (+1930), 1º de Maio


Erminio Filipo Pampuri, médico italiano, nascido em 2 de agosto de 1897 em Trivolzio, na provícincia de Pavia e falecido em 1º de maio de 1930 na mesma cidade. Adotou o nome de seu irmão, Ricardo, quando entrou para a Ordem dos Hospitaleiros de São João de Deus.

 

Vida

Erminio Filipo ficou órfão de mãe aos três anos de idade, sendo o décimo filho de onze irmãos. Aos dez anos, perdeu o pai. Foi criado por uma tia. Apesar de todas as dificuldades, cursou o ensino primário em sua cidade natal. Fez o secundário em Milão e, mais tarde, entrou para a faculdade de Medicina de Pavia.
Durante a I Guerra Mundial, Erminio foi sargento e logo foi integrado ao corpo médico. Terminou seus estudos de Medicina após o fim da guerra. Além de praticar a Medicina em Milão e trabalhar em diversos hospitais, sentiu o chamado da fé.
Desde muito jovem era muito religioso e devoto. Por isso, decidiu entrar na Ordem dos Hospitaleiros de São João de Deus, na cidade de Brescia, tornando-se noviço em 22 de junho de 1927 e tomando o hábito em 24 de outubro de 1928. A partir daí, tornou-se Irmão Ricardo.
Faleceu em 1930 devido a uma bronco-pneumonia decorrente de uma lesão sofrida durante seu período no Exército. Depois de sua morte, aumentou sua fama de curar as pessoas, o que já existia quando estava vivo, até que os milagres a ele atribuídos foram aceitos pelo Vaticano. Foi beatificado em 4 de outubro de 1981. Posteriormente, em 5 de janeiro de 1982, na localidade de Alcadozo (província de Albacete), outro milagre ocorrido graças à sua intercessão foi reconhecido. Em 1º de novembro de 1989, Erminio Filipo, tornado Irmão
Ricardo, foi canonizado. Sua festa é celebrada em 1º de maio.

Ver também: São José Operário

Fontes:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Richard_Pampuri
http://es.wikipedia.org/wiki/Archivo:Pampuri.jpg

São Pio V, Papa, Reformador (+1572), 30 de Abril

Miguel Guisleri foi uma figura de extrema importância para a vida da Igreja Católica. Nascido em Bosco Marengo na província da Alexandria, em 1504, aos quatorze anos ingressou na vida religiosa entrando na ordem dominicana.

A partir daí a sua vida desenvolve-se, pois alcançaria rapidamente todos os degraus de uma excepcional carreira. Foi professor, prior do convento, superior provincial, bispo de Mondovi e finalmente Papa, aos 62 anos, com o nome de Pio V.
Promoveu diversas reformas na Igreja através do Concilio de Trento, como, por exemplo, a obrigação de residências para bispos, a clausura dos religiosos, o celibato e a santidade de vida dos sacerdotes, as visitas pastorais dos Bispos, o incremento das missões, a correção dos livros litúrgicos e a censura das publicações.
A sua autoridade e prestígio pessoal impunham a sua personalidade de pulso firme e de atitudes rigorosas, como a que tomou em relação à invasão dos turcos, pondo fim aos seus avanços a sete de outubro de 1571, na famosa batalha de Lepanto.
Apesar do seu caráter marcante, apresentava sinais de um homem bondoso e condescendente para com os humildes, paterno, às vezes, e extremamente severo com aqueles que faziam parte do corpo da Igreja.
Mesmo sabendo das conseqüências que sofreria a Igreja, não pensou duas vezes ao excomungar a rainha Elizabete I. Morreu em 1º de maio de 1572, na lucidez de seus setenta e oito anos. A sua canonização chegaria em 1712 e a sua memória fixada a 30 de abril.

Ver também: São José Bento Cottolengo

Fontes:

Santa Catarina de Sena, Mística, Doutora da Igreja, Co-padroeira da Europa (+1380), 29 de Abril

"Ó Divindade eterna, ó eterna Trindade, que pela união da natureza divina tanto fizeste valer o sangue de teu Filho unigênito! Tu, Trindade eterna, és como um mar profundo, onde quanto mais procuro mais encontro; e quanto mais encontro, mais cresce a sede de te procurar. Tu sacias a alma, mas de um modo insaciável; porque, saciando-se no teu abismo, a alma permanece sempre sedenta e faminta de ti, ó Trindade eterna, cobiçando e desejando ver-te à luz de tua luz.
Provei e vi em tua luz com a luz da inteligência, o teu insondável abismo, ó Trindade eterna, e a beleza de tua criatura. Por isso, vendo-me em ti, vi que sou imagem tua por aquela inteligência que me é dada como participação do teu poder, ó Pai eterno, e também da tua sabedoria, que é apropriada ao teu Filho unigênito. E o Espírito Santo, que procede de ti e de teu Filho, deu-me a vontade que me torna capaz de amar-te.
Pois tu, ó Trindade eterna, és criador e eu criatura; e conheci – porque me fizeste compreender quando de novo me criaste no sangue de teu Filho – conheci que estás enamorado pela beleza de tua criatura.
Ó abismo, ó Trindade eterna, ó Divindade, ó mar profundo! Que mais poderias dar-me do que a ti mesmo? Tu és um fogo que arde sempre e não se consome. Tu és que consomes por teu calor todo o amor profundo da alma. Tu és de novo o fogo que faz desaparecer toda frieza e iluminas as mentes com tua luz. Com esta luz me fizeste conhecer a verdade.
Espelhando-me nesta luz, conheço-te como Sumo Bem, o Bem que está acima de todo bem, o Bem feliz, o Bem incompreensível, o Bem inestimável, a Beleza que ultrapassa toda beleza, a Sabedoria superior a toda sabedoria. Porque tu és a própria Sabedoria, tu,o pão dos anjos, que no fogo da caridade te deste aos homens.
Tu és a veste que cobre minha nudez; alimentas nossa fome com a tua doçura, porque és doce sem amargura alguma. Ó Trindade eterna!"




(Diálogo sobre a Divina ProvidênciaCap. 167, Gratiarum actio ad Trinitatem: ed.lat., Ingolstadi 1583, f. 290 v-291)


Fontes: