terça-feira, 18 de maio de 2010

Santa Rafaela Maria, Religiosa, Fundadora (+1925), 19 de Maio

Nasceu em Córdoba, na Espanha, no ano de 1850. Juntamente com sua irmã de sangue, fundaram a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus. Dedicadas à adoração ao Santíssimo Sacramento e ao cuidado das crianças, Santa Rafaela ocupou o cargo de Madre Superiora e sua irmã, co-fundadora da Congregação,  o de ecônoma geral. Mas, no ano de 1893, a irmã de Santa Rafela convenceu as outras conselheiras de que sua irmã, por não ser apta na economia, também não poderia continuar governando a congregação. Diante daquele consenso, ela deixou o cargo e sua irmã o ocupou e foi superiora durante 10 anos.

Nos 22 anos de vida que restaram a essa grande serva de Deus, ela viveu na humildade, fazendo os serviços que lhe davam, sempre com muito amor e obediência, na graça de Deus. Santa Rafaela Maria foi uma verdadeira adoradora diante do Santíssimo Sacramento. Ao falecer, em 1925, partiu para a glória. Não passou muito tempo, veio à luz toda a trama de sua irmã, que não foi reconhecida como santa.

Ver também: São Ivo (Yves) Hélory de Kermartin

Fontes:
http://www.cancaonova.com/portal/
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100519&id=11439&fd=0

segunda-feira, 17 de maio de 2010

São Leonardo Murialdo, Presbítero, Confessor (+1900), 18 de Maio


Nasceu no dia 26 de outubro de 1828, na cidade de Turim,
Itália, tendo ficado órfão de pai com apenas cinco anos. Era de uma família tradicionalmente rica,  ao mesmo tempo, religiosa. Recebeu esmerada educação, transmitida pela mãe  desde  a infância, fazendo florescer nele as mais belas virtudes cristãs.  Freqüentou a faculdade de Savona, onde dedicou-se aos jovens pobres e órfãos,  e logo a prática da caridade tornou-se peculiar ao seu caráter, à sua personalidade.
São Leonardo insere-se no número das figuras de singular santidade que caracterizaram a Igreja piemontesa no século XIX. Distinguem-se, entre outros, as fortes personalidades de Cottolengo, de Lantieri, de Alamano, de Dom Bosco e de Dom Orione, com as suas intuições perspicazes, o genuíno amor pelos pobres e a ilimitada confiança na Providência. Através da ação deles, a caridade da Igreja pôde promover de maneira eficaz a emancipação material e espiritual dos filhos do povo, vítimas de graves injustiças e postos à margem do tumultuoso processo de modernização da Itália e da Europa.
Foi ordenado sacerdote em 1851. A sua espiritualidade, fundada sobre a Palavra de Deus e sobre a doutrina de autores seguros, tais como Santo Afonso e São Francisco de Sales, para nomear apenas alguns, foi animada pela certeza do amor misericordioso de Deus. O cumprimento da vontade de Deus na realidade quotidiana, a intensa vida de oração, o espírito de mortificação e uma ardente devoção à Eucaristia caracterizaram o seu caminho de fé.
Já no início de seu ministério sacerdotal, empenhou-se na catequese de crianças e também na criação de diversos orfanatos, aos pobres e pessoas abandonadas.  Foi escolhido como reitor do Colégio de Jovens Artesãos,  cargo que desempenhou com brilho especial, formando os jovens dentro de uma formação eminentemente cristã,  objetivando perfeito aprimoramento moral e profissional.  Os que ingressavam no Colégio e persistiam nos estudos,  formavam-se com qualificação profissional. O sucesso deste empreendimento motivou  a criação de diversos outros colégios por toda a Itália, a  fim.  Seria este o início da então Pia Sociedade Turinesa de São José, hoje conhecida como Congregação de São José, que alastrou-se  rapidamente na Europa, África e nas Américas. 
O coirmão e biógrafo, Padre Reffo, observa que Murialdo queria sempre dar-se conta precisamente das condições de família dos seus jovens, para saber regular-se com eles e com os seus pais, e tinha cuidados especiais por aqueles que provinham de famílias más e, por isso, já tinham adquirido princípios corruptos. Antes, ele "cuidava de se ocupar individualmente de algum jovem mais ignorante ou mais lento em aprender e, com grande paciência, procurava instruí-lo".
 “Soube ser pai para os seus jovens em tudo o que se referia ao seu bem-estar físico, moral e espiritual, preocupando-se da sua saúde, alimentação, vestuário e formação profissional. Favoreceu, ao mesmo tempo, a preparação e a qualificação dos responsáveis pelos vários laboratórios, procurando aperfeiçoar a sua capacidade educativa através de conferências pedagógico-religiosas.
Jamais descuidou o crescimento religioso, além do humano, dos jovens. ‘O nosso programa - ele escreveu - não é apenas tornar os nossos jovens inteligentes e trabalhadores eficientes, nem sequer fazê-los sabichões orgulhosos..., mas antes de tudo fazê-los cristãos sinceros e francos’. Por isto desenvolveu entre eles a catequese, favoreceu a prática sacramental e incrementou associações para os jovens e adolescentes, estimulando-os a serem apóstolos no meio dos seus companheiros e dando vida, quanto a isto, à Confraria de São José e à Congregação dos Anjos da Guarda.”
Viveu e consagrou-se de forma tão intensa aos seus trabalhos sociais e espirituais,  que as extenuantes horas de dedicação acabaram culminando no declínio de sua saúde.   Após sofrer várias crises de pneumonia,  entregou sua alma a Deus, no dia 30 de março de 1900.   Foi canonizado em 1970 pelo Papa Paulo VI, que designou a comemoração de sua festa para  o dia 18 de maio. 

Ver também: São João I, Papa e Mártir

Fontes:
http://www.paginaoriente.com
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=51849&language=PT&img=&sz=full

domingo, 16 de maio de 2010

Beata Antonia Mesina, Leiga, Mártir (+1935), 17 de Maio

Antonia Mesina nasceu em 27 de junho de 1919 em Orgosolo, na Sardenha (Itália), onde morreu em 17 de maio de 1935. Era uma jovem de dezesseis anos, filha de uma família muito pobre, uma moça muito ativa na igreja e devota de Santa Maria Goretti. Cuidava da mãe doente e dos irmãos.
Um dia, ao voltar da missa, foi buscar lenha no bosque próximo à sua casa. Um rapaz tentou violentá-la e, como Antonia defendeu sua integridade física e moral, foi morta a pedradas.
Em 1987 foi beatificada pelo Papa João Paulo II e proclamada mártir da pureza.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: São Pascoal Baylon

Fontes:

sábado, 15 de maio de 2010

São Simão Stock, Prior Geral da Ordem do Carmo (1164-1265), 16 de Maio

De origem inglesa, São Simão Stock nasceu numa família muito ilustre do condado de Kent, onde seu pai era governador. Durante a gravidez, a mãe de São Simão o consagrou à Virgem Maria. Ainda  bebê, São Simão era freqüentemente visto agitando-se nos braços da mãe quando ela pronunciava o doce nome de Maria. Para acalmá-lo, bastava mostrar-lhe uma imagem da Virgem Maria. Ele não ainda não tinha completado um ano de idade quando o escutaram pronunciar claramente a saudação angélica. Esta precoce devoção só podia ser proveniente de um extraordinário movimento do Espírito Santo no pequeno Simão.
Aos doze anos, Simão se retirou para o deserto, indo habitar na fenda do tronco de uma grande árvore, daí o seu apelido “Stock”, “tronco” em inglês. Sua alimentação consistia em ervas cruas, algumas raízes e batatas, um pouco d’água para lhe matar a sede e mais nada. Mesmo que o tronco onde ele havia decidido morar não lhe oferecesse a liberdade de se esticar para dormir, Simão usava aquele abrigo precário para o seu rápido descanso. Em meio a este retiro selvagem, suas orações subiam ininterruptamente aos Céus.
São Simão passou vinte anos na mais completa solidão, alimentando sua alma com as delícias celestes da contemplação. Tendo-se privado voluntariamente das conversações com as outras pessoas, ele gozava dos diálogos com a Virgem Maria e com os Anjos, que o exortavam a perseverar em sua vida de renúncia e de amor. A Rainha do Céu o avisou que logo ele veria desembarcar, na Inglaterra, eremitas vindos da Palestina. Ela acrescentou que ele devia juntar-se a esses homens que ela considerava como seus servidores. De fato, Lord Jean Vesoy e Lord Richard Gray de Codnor retornaram da Terra Santa, trazendo consigo alguns eremitas do Monte Carmelo.
Dócil às orientações da Mãe de Deus, São Simão Stock juntou-se a esses Padres, em 1212. Eleito vigário geral da Ordem do Carmo em 1215, o santo trabalhou com todas as suas forças para obter junto a Roma a confirmação da sua Ordem para o Ocidente. Não faltaram adversários para tentar impedir o crescimento da mesma por toda a Europa. Mas Simão Stock suplicou à Virgem Maria com suas constantes orações e muitas lágrimas para que Ela mesma defendesse essa Ordem que lhe era consagrada. Aparecendo em sonho ao Papa Honório III, a Mãe de Deus lhe fez conhecer suas vontades e, em 1226, este Papa confirmou a Regra da Ordem do Carmo.
Um dia, a Virgem apareceu resplandecente a seu servidor, acompanhada de um grande número de almas bem-aventuradas. Deu-lhe um escapulário, dizendo: “Receba, meu filho, este escapulário, como o símbolo de uma estreita aliança comigo. Eu o entrego a você como o hábito da sua Ordem; isto será para você e para todos os Carmelitas um excelente privilégio, e aquele que o portar jamais padecerá no fogo eterno. É a marca da salvação em meio aos perigos e da feliz posse da vida que jamais terá fim.” A devoção ao escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo espalhou-se não somente entre o povo, mas também entre os reis e príncipes que ficavam muito honrados em trazer no peito esta marca dos servidores da Virgem.
São Simão Stock, presente no Concílio Geral de Lyon ocorrido sob o papado de Inocêncio IV, pronunciou naquela ocasião um discurso eloqüente contra as divisões que então agitavam a Igreja. Ele morreu no vigésimo quinto ano do seu priorado, aos cem anos, deixando admiráveis exemplos de virtude. Faleceu na cidade de Bordeaux, na França, quando visitava os mosteiros da Ordem.
A Igreja acrescentou suas últimas palavras à saudação angélica: “Santa Maria, Mãe de Deus,rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte.”

(Monsenhor Paul Guérin, Edição 1863, pgs. 229-233-Bollandistes, Paris, Ed. 1874, tomo V, pg. 582)

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: Santo André Bobola, Padroeiro da Polônia

Fontes:

sexta-feira, 14 de maio de 2010

São Frei Gil de Santarém (ou de Vouzela, ou de Portugal), Religioso, Médico, Teólogo, Pregador (+1265), 15 de Maio

Dom Gil Rodrigues de Valadares, também conhecido sob os nomes de São Frei Gil de Portugal, São Frei Gil de Vouzela, terra do seu nascimento, São Frei Gil de Santarém, local do seu falecimento, ou simplesmente São Frei Gil, foi um frade dominicano médico, taumaturgo, teólogo e pregador português dos séculos XII e XIII, canonizado pelo papa Bento XIV a 9 de Maio de 1748. É um dos santos portugueses com maior projeção nacional e internacional.

Nasceu na Quinta da Cavalaria (atual edifício da Santa Casa da Misericórdia local), em Vouzela, entre 1184 e 1190, sendo este último ano o dado como mais certo pelos historiadores, e morreu em Santarém a 14 de Maio de 1265. Nesta quinta afirma uma tradição ter também nascido o célebre alferes-mor do Reino Dom Duarte de Almeida, o Decepado.
Era filho de D. Rui Pais de Valadares, ou Dom Rodrigo Pais de Valadares, fidalgo do Conselho de el-Rei D. Sancho I e seu mordomo-mor, alcaide-mor de Coimbra, então ainda a capital do Reino,pois que residência habitual do monarca. A esta conclusão nos leva o epitáfio latino duma sepultura da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, epitáfio recolhido por Fr. André de Resende, O. P., e que reza assim traduzido do latim ao português: «Aqui jaz Dom Rodrigo, pai de Frei Gil de Santarém e Alcaide-Mor do Castelo e Cidade de Coimbra».
Sua mãe foi Dona Maria Gil Feijó, segunda mulher de Dom Rui, senhora de origem ilustre e alegadamente dotada de notável prudência e exímias virtudes.
Consta terem sido seus pais senhores honrados, queridos de todos, pela sua índole boa e compassiva. São Frei Gil (D. Gil Rodrigues de Valadares) teve irmãos, sendo conhecidos, quanto ao nome, D. João Rodrigues de Valadares e D. Paio Rodrigues de Valadares. De um outro irmão seu nada se sabe, nem sequer o nome. De outro ainda ignora-se o nome, mas consta que foi deão da Sé de Lisboa.
São Frei Gil recebeu provavelmente a sua educação religiosa e intelectual no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, a primeira escola de estudos superiores em Portugal, e doutorou-se posteriormente em Teologia na Universidade de Paris. Ao deixar a pátria, cerca de 1225, tinha já alguns benefícios e prebendas eclesiásticos e, quiçá, a dignidade de presbítero.
Sobre São Frei Gil e o seu percurso de vida teceram os séculos numerosas lendas e histórias. Há quem afirme que entregara a sua alma ao demônio na juventude, assinando um documento com o próprio sangue. Há quem acrescente que a sua conversão tivera início apenas na mesma cidade de Paris e se consumara em Palência, onde entrara na Ordem dos Pregadores.
Nada disto está comprovado e a literatura (e tradição oral) em questão deve ter muito de apócrifo, tendo de ser muito joeirado o seu conteúdo neste ponto. Sabe-se, porém, que nessa época pregava à juventude estudantil de Paris Frei Jordão de Saxônia, que veio a ser o segundo Mestre Geral da Ordem dos Pregadores, fundada havia muito poucos anos. E pregava com tal êxito que muitos jovens estudantes e até professores abandonaram o mundo e vieram a abraçar a vida religiosa na mesma Ordem. Entre eles sobressai o Venerável Humberto de Romans, que veio a ser Mestre Geral da Ordem e quinto sucessor de S. Domingos. Mestre Humberto escreveu que S. Fr. Gil fora seu companheiro de noviciado. Pode concluir-se, portanto que S. Fr. Gil entrou na Ordem Dominicana, atraído pelo Beato Jordão de Saxônia conjuntamente com o Venerável Humberto de Romans pelos anos de 1224-1225, regressando a Portugal pelos anos de 1229.
Tem o seu nome ligado aos fatos conhecidos relacionados com a deposição de D. Sancho II e à subseqüente regência e ascensão ao trono de D. Afonso III.
Foi designado prior provincial da sua Ordem para as Espanhas em 1233, tendo defendido no Capítulo da Ordem na cidade castelhana de Burgos a instalação de um convento na cidade do Porto. Em 1238 participou no Capítulo geral da Ordem, na cidade italiana de Bolonha, em que saiu eleito Mestre Geral Raimundo de Penaforte. Foi eleito pela segunda vez como Provincial em 1257.
Os seus restos mortais foram colocados em humilde sepultura monástica, até que seis anos mais tarde, D. Joana Dias, senhora de Atouguia, sua parente, custeou as despesas dum melhor túmulo numa das capelas do convento dominicano de Santarém.
A sua sepultura tornou-se lugar de peregrinação ao longo dos séculos; por sua intercessão e pela virtude das suas relíquias acredita-se terem sido operadas graças singulares e milagres que bem cedo levaram o povo a venerá-lo como santo. Depois da Guerra Civil portuguesa, em 1833, por ordem do então governador-civil de Santarém, Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos, 1º barão e 1º visconde de Fonte Boa, seguindo instruções do novo Governo liberal, foi o egrégio convento dominicano de Santarém vendido e destruído ao desbarato, ali se tendo construído em seu lugar uma praça de toiros. Apenas alguns dos despojos arquitetônicos medievais foram salvos, encontrando-se atualmente reunidos em exposição eclética na capital do Ribatejo.
São Frei Gil é o santo padroeiro da vila de Vouzela, em Portugal, sendo a sua festa celebrada a *14 de Maio, feriado municipal.
No centro de Vouzela, no Largo Moraes Carvalho existe um capela dedicada a S. Frei Gil, construída no Século XVII em estilo Barroco.

*Bento XIV em 9 de Maio de 1748 confirmou o aliás nunca interrompido culto de S. Fr. Gil de Santarém ou de Vouzela, às Dioceses de Viseu e Lisboa, à qual, até há pouco, pertencia a atual diocese de Santarém, e à Ordem de São Domingos. A sua festa era celebrada a 14 de Maio. Hoje, depois da reforma litúrgica do Concílio Vaticano lI, celebra-se a 15 do mesmo mês.

Ligações externas

·  São Frei Gil de Santarém, site oficial da Província Portuguesa da Ordem de São Domingos

 


Ver também: Santa Joana de Lestonnac

http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/05/santa-joana-de-lestonnac-religiosa.html

http://a31.idata.over-blog.com/256x343/0/50/45/10/blog2/jeanne-de-lestonnac.jpg


Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Gil

http://dominicanos.pmeevolution.com/index.asp?art=6603

http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=75760&language=PT&img=&sz=full

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Artista_Flamengo_-_A_Esmola_%28S%C3%A3o_Gil%29.jpg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sfreigil.JPG

quinta-feira, 13 de maio de 2010

São Miguel Garicoits, Presbítero (+1863), 14 de Maio

Miguel Garicoits nasceu em 15 de abril de 1797, em Ibarre, França. Seus pais, apesar de humildes, socorriam padres fugitivos do terror da Revolução Francesa.
O pároco da vizinhança encarregou-se da educação de Miguel e depois recomendou-o ao bispo de Baiona. Dedicado e inteligente, foi estudar no Seminário de Dax, ordenando-se sacerdote em 1823, e dois anos depois tornou-se professor de Filosofia no Seminário Maior de Bétharram, nos Baixos Pirineus.
Miguel tornou-se formador de novos padres. Preocupava-se com o clero, que se mostrava mal preparado e desorientado. Para mudar tal quadro, teve a idéia de fundar um instituto de sacerdotes que atuariam como colaboradores nas paróquias, nos colégios e nos seminários, dando suporte intelectual.
O bispo não ficou muito animado com essa idéia, porém autorizou-o a tentar. Assim, Miguel iniciou o seu projeto, procurando padres que estivessem dispostos à missão. Educou-os e preparou-os, o que encorajou o novo bispo de Baiona a dar o seu apoio. Em 1841, o instituto, que passou a chamar-se Padres do Sagrado Coração de Jesus, recebia a aprovação diocesana.
Porém uma doença seria o novo desafio que Miguel teria de enfrentar. Em 1853, adquiriu uma paralisia que o prenderia à cama. Foram nove anos de sofrimento. Padre Miguel morreu em 14 de Maio de 1863.


Ver também: São Matias, Apóstolo

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100514&id=12379&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=36742&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 12 de maio de 2010

1ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima, 1917 / Beato Mariano de Jesús Euse Hoyos, Presbítero (+1926), 13 de Maio


As Aparições de Fátima, freguesia do conselho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém, e paróquia da diocese de Leiria e Fátima desenrolaram-se em três períodos ou ciclos: os dois primeiros tiveram lugar em Fátima, o terceiro em Pontevedra e Tuy, na Galiza, Espanha.
É longo o relato das Aparições, nos manuscrito da Irmã Lúcia – uma dos três videntes (a Virgem apareceu a três crianças: Lúcia, Jacinta e Francisco). Desenrolaram-se em 1917 e depressa a devoção à Senhora de Fátima tornou-se mundialmente conhecida.
Em 13 de Outubro de 1930 o Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, declarou dignas de crédito as visões das crianças da Cova da Iria e permitiu, oficialmente, o culto a Nossa Senhora de Fátima.
O papa Pio XII, atendendo aos pedidos de Nossa Senhora, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria em 31 de Outubro de 1942. A consagração da Rússia ocorreu em 7 de Julho de 1952. Paulo VI consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 21 de Novembro de 1964.
O Papa João Paulo II fez a consagração do mundo e da Rússia ao mesmo Imaculado Coração, em Fátima, em 13 de Maio de 1982; em Roma, a 16 de Outubro de 1983 e, finalmente, a 25 de Março de 1984, em Roma de novo, diante da imagem levada da Capelinha das Aparições até ao Vaticano.

Ver também:

Beato Mariano de Jesús Euse Hoyos

Nasceu em Yarumal (Colômbia), a 14 de Outubro de 1845. Os primeiros estudos foram feitos no seio da própria família, pois os seus pais não confiavam no ensino das escolas públicas, que eram hostis à Igreja. Quando aos 16 anos se manifestou o desejo de ser sacerdote, ele foi confiado à solicitude do seu tio, pároco de Girardota, que lhe deu as primeiras orientações para a vida sacerdotal. Depois de ter freqüentado o Seminário de Medellín, recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 14 de Julho de 1872.
Iniciou o ministério na paróquia de São Pedro, como coadjutor de seu tio, sendo posteriormente transferido para Yarumal e, em seguida, para a Paróquia de Angostura, onde ajudava o pároco já idoso.
Padre "Marianito", como era afetuosamente chamado, enfrentou então muitas dificuldades para concretizar o seu plano de trabalho: a construção de uma nova igreja, os perigos da guerra civil que o obrigou a refugiar-se nas montanhas. Foi depois nomeado Pároco dessa localidade e ali permaneceu até a sua morte, ocorrida a 13 de Julho de 1926.
O seu apostolado era totalmente dedicado ao bem das almas, como um diligente conselheiro e pai espiritual, mestre esclarecido e testemunha fiel do amor de Cristo. A sua vida era muito pobre, austera e mortificada, não se poupando para atender pastoralmente os seus paroquianos: crianças, jovens, adultos, famílias em geral e camponeses, suscitando em todos o desejo de viverem com sinceridade a própria fé. A sua fama de santidade já se difundira na região, e com isto todo o trabalho produzia bons frutos. Tendo adoecido gravemente, costumava dizer:  "Já vivi bastante. Agora o meu maior desejo é unir-me ao meu Jesus."

 

Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100513&id=586&fd=1

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20000409_beat-Hoyos_po.html

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=34812&language=PT&img=&sz=full

http://www.tejasarriba.org/imagenes/marianito.jpg

São Leopoldo de Castelnovo, Presbítero, Confessor (+1942), 12 de Maio

Nasceu em 12 de maio de 1866 em Castelnovo (Herzegnovi), em Boca de Cataro, uma vez terra turca (em 1538), veneziana (em 1687), austríaca (em 1814) e, atualmente, terra yugoslava desde 1919. Materialmente falando, podemos dizer que sua família era pobre (o palácio que possuíam vinha de seus antepassados), mas era, todavia, uma família rica de vida cristã (ele era o último de doze filhos).
A grandeza de coração será, de fato, a sua herança. Certa vez, ele jogava com seus colegas numa pequena praia, em frente de casa; faziam apostas de patacões. Um deles perdeu tudo, ficou com raiva e disse um palavrão. Ele tirou do bolso todos os seus patacões e disse àquele de pouca sorte no jogo: "São todos teus se prometeres que nunca mais dirás palavrões." Deu-lhe todos aqueles que havia e, se abraçando firmaram um pacto. Um belo início este: é necessário ser disponível a sacrificar qualquer coisa de pessoal pelos amigos.
A PRIMEIRA AMIZADE
Quando nasceu, era tão magrinho e raquítico que só depois de um mês puderam batizá-lo com o nome de Bogdan, que significa "Dom de Deus". Um nome oportuníssimo.
O batismo é o ato no qual nos tornamos filhos de Deus e, como nos chamará Cristo - seus amigos. Para Bogdan, aquela será sempre a sua primeira amizade e a essa todas as outras serão subordinadas. Daquele momento, então, ele amou Deus em todos e acima de todos, e amou todos em Deus. É um modo de enriquecer vida e coração. Aquela amizade na qual Deus não entra é incompleta e passageira.
FRADE E SACERDOTE
É fácil sonhar, mas difícil é realizar os sonhos. Bogdan partiu para o seminário de Udine e, de lá, dois anos depois (1884), para o convento de Bassano del Grappa para fazer o noviciado. Uma vida que outros, mesmo sendo mais santos e fortes do que ele, julgariam insuportável, ou até mesmo loucura... Ele, então frei Leopoldo, enfrentou-a com coragem. Depois do noviciado ele retornou aos estudos com um empenho que lhe podia vir somente de um ideal e de um propósito especial. Chegou ao sacerdócio em 20 de setembro de 1890, em Veneza. Não pôde nem ao menos ir a Castelnovo para celebrar ali, entre os seus, a sua primeira missa solene. Para consolá-los, mandou-lhes a sua fotografia. E se impunham ainda mais as renúncias. Daquele dia em diante tinha em mãos, para os amigos que seguramente viria a fazer, um instrumento de valor imenso: o poder de perdoar os pecados, isto é, o poder de liberá-los do maior mal que o homem possa fazer a si próprio, ou seja, aquele de se distanciar de Deus, com o perigo de ficar separado d‘Ele para sempre. Por esta razão, ser ligado no estado religiosos e sacerdotal lhe parecia ainda pouco, para uma missão de tanta responsabilidade.
Amizade se mede sobre a necessidade dos outros, e não sobre a própria comodidade.
AMIZADE SILENCIOSA
Demorou alguns anos em Veneza, como confessor, depois foi enviado a diversos conventos da província religiosa. Passou por Zara, Bassano del Grappa, Capodístria e Thiene.
Os superiores sabiam que dele podiam dispor livremente, e ele, não obstante o seu grande sonho, o qual veremos, aceitava ser transferido como bem lhes parecia justo. Que importava! O bem ele podia fazer sempre e em qualquer lugar, ele podia sobretudo confessar e fazer, pela graça do sacramento, retornarem amigos de Deus e os homens. Mas naquela corrente de amizade ele também estava preso.
Seus penitentes logo se acostumavam a considerá-lo mais um amigo que um juiz. Lamentavam quando ele era transferido e, mesmo depois de anos, lhe escreviam, se não podiam ir visitá-lo. E ele lhes respondia, “roubando” horas de seu sono em meio ao seu muito trabalho.
A verdadeira amizade não é rumorosa nem canta em voz alta suas próprias maravilhas e obras. Ela é um plácido rio que traz vida a um vale silencioso, e não uma torrente que cai impetuosa entre massa de volumes desconexos, levando consigo a pouca vida que ali cresce ou cresceria.
AMIZADE GENEROSA
Padre Leopoldo atraía amigos com a sua assiduidade e, mais ainda, com a sua bondade. Uma bondade exagerada, segundo alguns que assim chegaram a defini-la.
Nesses casos, ele indicava o crucifixo e dizia: "E Ele então? Ele chegou a morrer pelas almas!" E se encorajava a ser mais ainda rico de bondade e de coração para com seus penitentes amigos, mesmo com prejuízo para sua já fraca saúde. Uma amizade que procura a sua própria comodidade às custas dos amigos porta o nome errado: chama-se egoísmo.
OS “PATRÕES” ABENÇOADOS
Além dos penitentes, padre Leopoldo sabia encontrar em cada convento o altar do Santíssimo e aquele de nossa Senhora. Eram os seus preferidos para as visitas e as orações. Pois é belo ter amigos na terra, mas é consolador saber tê-los no céu.
Padre Leopoldo tinha assim muitos santos amigos, começando por são Francisco, com os quais se sentia particularmente “em obrigação”. Mas, sem dúvida nenhuma, seus melhores amigos eram, naturalmente, a Virgem Santíssima e, acima de todos, Deus que, para ele, era "o Patrão Abençoado", sendo Nossa Senhora a “Patroa Abençoada". Pelo "Patrão" enfrentava tudo. Dizia : "Se Ele quer assim, então está bem!"
Contava até com as penas interiores e exteriores, as renúncias, a cruz que Jesus se dignava dividir um pouquinho com ele. E valia a pena procurar, para "o Patrão Abençoado", tantos amigos quantos eram os seus penitentes.
Quanto à "Patroa", o seu confessionário podia ser pobre e frio, mas ele fazia o possível para que a imagem dela fosse sempre adornada de flores naturais.
A ela fazia oração sem interrupção e lhe confiava os casos mais difíceis, seus ou de penitentes-amigos.Chegava mesmo a escrever-lhe bilhetinhos que se poderia dizer de uma criança, se não o soubéssemos de um santo, tanto eram cândidos e afetuosos.
O SEU SONHO
A entrar na vida religiosa e sacerdotal , Bogdan foi animado por um sonho especial: ser missionário na sua terra, rica de história, mas sobretudo rica de contrastes religiosos. Que linda missão: fazer retornar à Igreja Católica quantos se separaram dela. Mas aquele sonho não se realizou da forma que ele imaginou. Como se poderia mandar à dura vida de missão, uma criatura tão frágil?
Quando foi a Capodístria e a Zara, pensou que não resistiria. E a esse respeito pensou também em Fiume, para onde foi transferido em 1923, dali sendo, porém, repentinamente chamado pelo afeto dos paduanos, antes mesmo que dos superiores. O amor não é menos operoso que a inteligência, e padre Leopoldo encontrou o seu modo de ser missionário, ele que, como dizia, se sentia um pássaro na gaiola e com o coração maior que o mar.
ATÉ O FINAL
Em 1909 padre Leopoldo foi mandado a Pádua, onde permaneceria até sua morte, com exceção de um período de internação durante a grande guerra e do breve parêntese de Fiume. E Pádua súbito lhe deu muito trabalho, isto é, muitos amigos a quem prestar a sua obra de confessor.
Eram pessoas de todas as classes sociais: ricos e pobres, doutos e ignorantes, almas boas, necessitadas apenas de uma conselho e almas enlameadas até o pescoço.
E ele tinha para cada um a palavra adequada, habitualmente branda e insubstituível para a circunstância. Era um exercício contínuo de amor para com Deus e para com as almas.
Na verdade, ele não era convencido de oferecer muito, exceto o valor do sacramento, no qual era Deus a conceder o perdão.
Ele dizia que eram eles, em vez, os amigos-penitentes, a dar-lhes ocasião de fazer um pouquinho de bem para desconto dos seus pecados, e a ocasião de fazer-lhes ganhar, juntos, o pão que comia no convento, e o lugarzinho que o "o Patrão" lhe daria no céu.
É mesmo a verdadeira amizade, na qual se dá e se recebe com naturalidade, sem calcular demais.
Com o tampo chegaram a padre Leopoldo achaques vários e se tornou doente, mas ele dava pouca ou nenhuma importância à doença; as almas dos penitentes-amigos valiam mais do que a sua pele.
Mesmo reduzido a uma cela de enfermaria, ele continuava a receber ali os seus penitentes onde confessou umas cinqüenta pessoas na vigília da sua morte.

SUA  SALETINHA
Um dos penitentes do padre Leopoldo chamava o confessionário de "saleta do Padre Leopoldo".Denominou-a assim: "saleta da cortesia" - "Venha, senhor, venha!" dizia o confessor se percebia qualquer hesitação nos menos habituados ao sacramento da reconciliação.
Aos desorientados, que nem mesmo sabiam como comportar-se, dizia: "Venha, senhor, esteja à vontade!"
Aconteceu que um homem se sentou na pequena poltrona em vez de se ajoelhar no genuflexório. E ele, padre Leopoldo, para não humilhá-lo, escutou a confissão ajoelhado.
A gentileza continuava até o final do colóquio. Geralmente ele lançava o convite: "Retorne, senhor, retorne, pois nos tornaremos amigos!"
NÃO FOI DE TODO EMBORA
Padre Leopoldo morreu à 30 de julho de 1942, às sete horas da manhã.
Estava se vestindo para celebrar a missa, à qual jamais renunciava, nem mesmo com a saúde fraca, como naquela manhã em que um colapso cardíaco o surpreendeu. Expirou pronunciando as últimas palavras da Salve Rainha: sua saudação extrema à "Patroa".
A notícia se divulgou rapidamente e muitíssimas pessoas acorreram ao velório. O seu túmulo foi meta de muitas visitas e de tanta veneração, até quando o corpo foi transferido para uma capela - fúnebre a ele dedicada e construída junto à sua cela - confessionário.
Quando o corpo foi reconhecido para as exigências do processo de beatificação, foi encontrado incorrupto. Nem mesmo o seu confessionário foi destruído. Como ele havia prenunciado, este permaneceu incólume entre as ruínas de um furioso bombardeio (14 de maio de 1944), para recordar a imensa bondade que Nosso Senhor ali demonstrou ao perdoar tantos pecados e reatar amizade e graça com tantas almas que d’Ele se tinham distanciado.
Nós podemos acrescentar ainda que o confessionário permanece intacto para testemunhar o longo e árduo trabalho de padre Leopoldo, instrumento eficaz  daquelas amizades reatadas.
UM AMIGO POBRE DA MÃO DE OURO
Aos seus amigos, enquanto era vivo, padre Leopoldo não podia certamente oferecer ajudas materiais. Como recordam os objetos pessoais conservados e expostos, ele mesmo era um fervoroso discípulo da "Dama Pobreza". Se os amigos lhe davam presentes, ele não os conservava para si; existiam os pobres e doentes, dentro e fora do convento, aos quais essas ofertas eram mais necessárias.
Talvez, também nós tenhamos qualquer amigo "da mão de ouro", ou seja, aquele que, sem nos poder das grandes coisas, sabe fazer um pouco de tudo e nos ajuda com boa vontade, com obras e conselhos.
A "mão de ouro" do padre Leopoldo era aquela de um amigo especialmente do espírito, pois, por mais de meio século, ela se levantou inúmeras vezes para abençoar e absolver.
E naquela posição - escarnada e marcada de artrite, mas incorrupta - aquela mão é atualmente conservada e venerada num preciosíssimo relicário.

"Eu me admiro, em todos os momentos, como o homem possa por em risco a salvação de sua alma por motivos absolutamente fúteis e frívolos." (São Leopoldo Mandic)

(Biografia do Padre Leopoldo Mandic, por Leo  Lazzarotto)

Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: Santa Joana de Portugal

Fontes:
http://www.firponet.com/Francesco/Servants/LeopoldMandic/Leopold2.jpg

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Santa Maria Bertilla Boscardin, Religiosa, Enfermeira (+1922), 11 de Maio

Nasceu numa família de modestos agricultores em 6 de Outubro de 1888 em Vicenza, Itália. Passou a sua adolescência cultivando diferentes campos paternos e trabalhando em casas da região em tarefas domésticas. Ainda muito jovem  teve uma grande paixão pela Virgem Maria e, em 1905, entrou para a Ordem das Mestras de Santa Dorotéia, Filhas do Sagrado Coração, em Vicenza.
Terminado o período do noviciato, Maria Bertilla foi enviada, primeiro como praticante e depois como enfermeira, para o hospital de Treviso. Ali, mostrou um exemplo de caridade e amor aos pobres, dando sempre a conhecer a mensagem de Cristo a todos os seus pacientes. Converteu, assim, vários pacientes ao cristianismo.
Em 1910, quando só tinha 22 anos, foi operada para a retirada de um tumor. Quando melhorou, voltou a trabalhar em Treviso e em Viggiú. Mas o tumor reproduziu-se e ela teve que suportar grandes sofrimentos, passando por um estado de grande debilidade. Foi operada uma segunda vez, mas a enfermidade fez com que ela descansasse em paz no dia 20 de Outubro de 1922, em Treviso. Muitos milagres foram realizados junto ao seu túmulo e creditados à sua intercessão. Foi beatificada em 8 de Junho de 1952 pelo Papa Pio XII e  canonizada em 11 de Maio de 1861, pelo Papa João XXIII.





Ver também: Frei Antônio de Sant’Ana Galvão
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/05/santo-antonio-de-santana-galvao-ofm.html




Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100511&id=12223&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=36921&language=PT&img=&sz=full