sábado, 22 de maio de 2010

Santa Jeanne-Antide Thouret (+ 1826), 23 de Maio – Solenidade de Pentecostes

Jeanne-Antide Thouret nasceu em 27 de novembro de 1765, em Sancey-le-Long, em Franche-Comté (França), numa família muito cristã que teve nove filhos. Seus pais eram agricultores. Quando Jeanne estava com quinze anos, perdeu a mãe. A partir daí, a jovem tornou-se a educadora de seus irmãos e irmãs e a responsável pela casa, da qual cuidaria devotadamente. Ainda que a família vivesse numa grande pobreza, a mocinha, que era muito caridosa, sempre encontrava um modo de ajudar aos mais necessitados que ela e sua família. Por volta dos seus dezessete anos, Jeanne soube pelo pai que um jovem rico queria se casar com ela. Sem hesitar, ela respondeu ao pai que recusaria até mesmo a mão de um rei.
Após cinco longos anos de espera, Jeanne conseguiu enfim vencer os obstáculos que a impediam de seguir sua vocação religiosa. Acolhida na casa-mãe das Filhas da Caridade, no Dia de Todos os Santos de 1787, foi recebida no dia seguinte pela Superiora Geral, a venerável Madre Dubois. Onze meses depois de chegar à congregação, Jeanne recebeu o hábito das Filhas da Caridade, sendo enviada a trabalhar sucessivamente no hospital de Langres, depois em Paris, onde dispensou seus cuidados maternais aos pacientes terminais. A Revolução Francesa já havia começado. Como a maior parte de suas companheiras, permanecendo a serviço dos doentes, Irmã Thouret recusou-se a reconhecer o clero cismático (Constituição Civil do Clero, à qual o clero deveria prestar juramento; caso contrário, os religiosos seriam considerados “refratários” e poderiam ser presos e até mesmo mortos – N.T.).
Em novembro de 1793, Jeanne teve que deixar Paris para retornar à sua terra natal, a pé, mendigando. Sua caridade, que tantas vezes foi a providência dos doentes e pobres, salvou-a mais de uma vez do furor dos revolucionários. Durante os dias do Terror, Santa Jeanne-Antide Thouret refugiou-se na Suíça. Logo que pode retornar à França, abriu uma escola em Besançon. Seu estabelecimento foi bem-sucedido desde o primeiro dia. Ao longo daquele ano de fundação, ela organizou três outras escolas na mesma cidade. Operária incansável, Jeanne também dirigia um dispensário e distribuía um sopão popular. O prefeito do local logo lhe confiou uma casa de detenção.
Sainte Jeanne-Antide Thouret deu às suas colaboradoras as Regras e o nome de Irmãs da Caridade de São Vicente de Paulo. Este título acabou gerando algumas confusões e conflitos com as Filhas da Caridade, instituídas pelo próprio São Vicente de Paulo. Então, o Cardeal Fesch decidiu que as novas religiosas se chamariam Irmãs da Caridade de Besançon. Esta comunidade logo conheceu um rápido crescimento.
Em 1810, a mãe de Napoleão Bonaparte abriu-lhes o reino de Nápoles e Murat cedeu-lhes o enorme convento-hospital Regina Coeli. Madre Thouret instalou suas companheiras naquele lugar e abriu cento e trinta casas no espaço de dez anos.
Sem a divina marca do sofrimento, teria faltado alguma coisa à santidade da fundadora. Aproveitando-se de sua longa estadia na Itália, Madre Thouret conseguiu que a Santa Sé aprovasse seu instituto sob o nome de Filhas da Caridade sob a proteção de São Vicente de Paulo. Esta mudança de nome e as alterações introduzidas nas constituições, sem qualquer acordo com o novo arcebispo de Besançon, que lhe era hostil, acabaram causando uma ruptura entre as comunidades da França e as da Itália. Na verdade, as da França propuseram-se a permanecer fiéis às primeiras constituições e se declararam autônomas sob a autoridade do Ordinário local. Santa Jeanne-Antide Thouret passou dois anos em sua pátria para tentar reunir as duas obediências (comunidades), de Besançon e de Nápoles. Não somente ela nada conseguiu como teve ainda a dor de retornar a Nápoles, após ter sua entrada negada na casa-mãe de Besançon.
Deus chamou para Si a Sua digna serva em 24 de agosto de 1826. Cem anos após sua morte, seus restos mortais foram transladados da Itália para o convento de Besançon. Suas filhas fizeram ato de solene reparação cantando o Miserere. Em 23 de maio de 1926, o Papa Pio XI declarou beata Jeanne-Antide Thouret e, em 14 de janeiro de 1934, a Igreja a elevou à honra dos altares.

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: São João Baptista de Rossi

Fontes:
(J.-M. Planchet, Edição 1946, pg. 403-404 - Marteau de Langle de Cary, 1959, tomo II, pg. 256-258)

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Santa Quitéria, Mártir (Século II), 22 de Maio

Segundo a tradição, Quitéria foi uma das nove filhas nascidas de parto único de Cálsia Lúcia, mulher de Lúcio Caio Otílio, governador de Portugal e Galiza sob o Império Romano, no séc. II da nossa era. Quitéria nasceu no ano de 120, em Braga, na região do Minho, por ocasião em que seu pai acompanhava o imperador romano Adriano em viagem pela Península Ibérica.
Naquela época predominavam as superstições, e Cálsia, com medo de represálias do marido, homem de procedimento muito rígido, instruiu a parteira de nome Cília que matasse as nove crianças. Mas, movida pelos sentimentos cristãos de piedade e amor ao próximo, Cília desobedeceu à patroa entregando as meninas ao arcebispo de Braga, Santo Ovídio, que as batizou e encomendou o seu cuidado e educação a diversas famílias cristãs, tudo a suas expensas.
Anos mais tarde, tomando conhecimento da existência das suas filhas e estando comprometido com um cortesão de nome Germano, desejou que a filha Quitéria com ele se casasse. Ante a recusa da filha, Otílio condenou-a à morte, cuja execução foi perpetrada pelo próprio Germano no dia 22 de Maio de 135. Quitéria estava com 15 anos de idade.
Conta-se que os soldados que a prenderam ficaram cegos. Diz ainda a tradição que após ter a cabeça decepada, Quitéria tomou em suas mãos e caminhou até a cidade vizinha onde caiu e foi sepultada.

Ver também: Santa Rita de Cássia e São João Baptista Machado

Fontes:
http://www.levangileauquotidien.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100522&id=11825&fd=0
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=35004&language=PT&img=&sz=full

quinta-feira, 20 de maio de 2010

São Cristóvão Magallanes e Companheiros, Presbíteros, Mártires (+ entre 1915 e 1937), 21 de Maio

“Podemos aplicar a passagem de Atos dos Apóstolos 9, 28-29 à situação que o Padre Cristóvão Magallanes e seus 24 Companheiros tiveram de viver, ao serem martirizados no México, nos primeiros trinta anos do Século XX. A maioria destes sacerdotes pertencia ao clero secular, sendo que três desses corajosos religiosos eram leigos seriamente comprometidos no auxílio aos sacerdotes.
Nenhum deles abandonou o corajoso exercício do seu ministério quando a perseguição religiosa explodiu em terras mexicanas, desencadeando o ódio contra a religião católica. Todos aceitaram livremente o martírio como testemunho da própria fé, perdoando os seus perseguidores de modo explícito.
Estes mártires foram fiéis a Deus e à religião católica, tão enraizada nas suas comunidades eclesiais, às quais serviam promovendo o bem-estar espiritual e material. Hoje, eles servem de exemplo para toda a Igreja e, em particular, para a sociedade mexicana.”
Trecho da homilia de João Paulo II

Ver também: São Carlos José Eugênio de Mazenod

Fontes:

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Santo Arcângelo Tadini, Presbítero, Fundador (+1912), 20 de Maio

ARCANGELO TADINI, sacerdote do interior de Brescia (Itália) que viveu de 1846 a 1912, é figura cristalina e fascinante. Homem de iniciativa, sacerdote autêntico, soube entrelaçar ousadia e fé, amor pelos homens e amor a Deus, austeridade e ternura.

Nasce em Verolanuova (BS) a 12 de outubro de 1846. Terminados os estudos primários na cidade natal, freqüenta o ginásio em Lovere (BG).
Em 1864 entra no Seminário Diocesano de Brescia e em 1870 é ordenado sacerdote. De 1871 a 1873 é nomeado vigário paroquial em Lodrino (BS), pequeno vilarejo de montanha, e a partir de 1873 é capelão no Santuário de S. Maria della Noce, periferia de Brescia.
Em 1885 inicia seu serviço em Botticino Sera (BS) como vigário; dois anos depois é nomeado pároco, aí permanecendo até 1912, ano de sua morte. No dia da posse afirma com força do púlpito: “Estarei com vocês, viverei com vocês, morrerei com vocês.”
Os anos vividos em Botticino são os mais fecundos da vida do Tadini. Ele ama os seus paroquianos como filhos e a eles se doa sem medida. Organiza o coral, a banda musical, várias Confrarias, a Terceira Ordem Franciscana, as Filhas de S. Ângela Merici; reforma a igreja, oferece a cada categoria de pessoas a catequese mais apropriada, cuida da liturgia. Põe especial atenção na celebração dos Sacramentos. Prepara as homilias levando em consideração tanto a Palavra de Deus e da Igreja como a caminhada espiritual do seu povo. Quando fala do púlpito, todos ficam encantados pelo calor e a força que suas palavras transmitem.
Sua atenção pastoral dirige-se, sobretudo, às novas pobrezas: para os trabalhadores dá início à Associação Operária de Mútuo Socorro e constrói uma fiação (fábrica têxtil) para dar trabalho às jovens da cidade que mais sofrem com a insegurança e a exploração.
Em 1900 Padre Tadini funda a Congregação das Irmãs Operárias da Santa Casa de Nazaré: mulheres consagradas, mas “operárias com as operárias” que educam as jovens trabalhadoras não subindo em cátedra, mas trabalhando lado a lado com elas; não proferindo grandes discursos, mas dando o exemplo de ganhar o pão com o suor do próprio rosto. Escândalo para aquela época, na qual as fábricas eram tidas por lugares perigosos e desviantes.
Padre Tadini oferece a suas Irmãs o exemplo de Jesus, Maria e José que, na Casa de Nazaré, no silêncio e recolhimento, trabalharam e viveram com humildade e simplicidade. Aponta o exemplo de Jesus que não só “sacrificou a Si mesmo na cruz”, mas durante trinta anos, em Nazaré, não se envergonhou de usar as ferramentas de carpinteiro e de “ter as mãos calejadas e o rosto lavado de suor”.
Por este seu espírito empreendedor, Padre Tadini recebe calúnias e incompreensões, também por parte da Igreja. Na realidade, ele antecipa os tempos: intui que a Irmã, operária entre as operárias, indica uma compreensão mais positiva do mundo do trabalho, não mais visto como lugar contrário à Igreja, mas sim ambiente necessitado de fermento evangélico, um mundo a ser encontrado mais que contrastado.
Ele mesmo tem consciência de que a sua Obra nasceu antes do tempo, mas está firmemente convicto de que não é obra dele, mas de Deus: “Deus a quis, a orienta, a aperfeiçoa, a conduz a bom termo.” A morte o colhe quando o sonho de sua vida ainda não se completou, mas, como semente jogada na terra, no tempo certo produzirá frutos abundantes.
Os Paroquianos de Botticino intuem a santidade de seu pároco e logo aprendem a conhecer e a descobrir que, debaixo de sua discrição e austeridade, existe um coração de pai atento e sensível à vida do povo, feita de sacrifícios e duro trabalho. Aos seus dotes naturais ele une grande capacidade de entrar na vida e no cotidiano das pessoas e, em breve, se fala dele como de um sacerdote santo, um homem extraordinário. Mais tarde se dirá dele: “É um de nós!”
Um de nós quando, cedo pela manhã, percorre as ruas da cidade e o seu passo ressoa como despertador a quem se prepara para iniciar um novo dia de trabalho. Todos sabem que aquele sacerdote, apaixonado por Deus e pela humanidade, levará na oração a vida e as fadigas do seu povo.
Um de nós quando recolhe as lágrimas das mães preocupadas com a precariedade do trabalho dos filhos; quando sonha, projeta e constrói a fiação para as jovens da cidade a fim de que possam redescobrir sua dignidade de mulheres.
Um de nós quando inventa a família das Irmãs Operárias, mulheres consagradas que, nos lugares de trabalho, são testemunhas de um Amor maior no simples cotidiano da vida.
Um de nós porque ainda nos sorri, nos acompanha no nosso dia-a-dia e com suas palavras nos convida a seguir seus passos: “A santidade que nos leva ao céu está em nossas mãos. Se queremos possuí-la, uma coisa apenas precisamos fazer: amar a Deus.”
Com a canonização, o Papa Bento XVI o oferece como exemplo para os sacerdotes, o aponta como intercessor para as famílias, o entrega como protetor aos trabalhadores.

Homilia do Santo Padre Bento XVI (26 de abril de 2009)

Ver também: São Bernardino de Sena

Fontes:

terça-feira, 18 de maio de 2010

Santa Rafaela Maria, Religiosa, Fundadora (+1925), 19 de Maio

Nasceu em Córdoba, na Espanha, no ano de 1850. Juntamente com sua irmã de sangue, fundaram a Congregação das Escravas do Sagrado Coração de Jesus. Dedicadas à adoração ao Santíssimo Sacramento e ao cuidado das crianças, Santa Rafaela ocupou o cargo de Madre Superiora e sua irmã, co-fundadora da Congregação,  o de ecônoma geral. Mas, no ano de 1893, a irmã de Santa Rafela convenceu as outras conselheiras de que sua irmã, por não ser apta na economia, também não poderia continuar governando a congregação. Diante daquele consenso, ela deixou o cargo e sua irmã o ocupou e foi superiora durante 10 anos.

Nos 22 anos de vida que restaram a essa grande serva de Deus, ela viveu na humildade, fazendo os serviços que lhe davam, sempre com muito amor e obediência, na graça de Deus. Santa Rafaela Maria foi uma verdadeira adoradora diante do Santíssimo Sacramento. Ao falecer, em 1925, partiu para a glória. Não passou muito tempo, veio à luz toda a trama de sua irmã, que não foi reconhecida como santa.

Ver também: São Ivo (Yves) Hélory de Kermartin

Fontes:
http://www.cancaonova.com/portal/
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100519&id=11439&fd=0

segunda-feira, 17 de maio de 2010

São Leonardo Murialdo, Presbítero, Confessor (+1900), 18 de Maio


Nasceu no dia 26 de outubro de 1828, na cidade de Turim,
Itália, tendo ficado órfão de pai com apenas cinco anos. Era de uma família tradicionalmente rica,  ao mesmo tempo, religiosa. Recebeu esmerada educação, transmitida pela mãe  desde  a infância, fazendo florescer nele as mais belas virtudes cristãs.  Freqüentou a faculdade de Savona, onde dedicou-se aos jovens pobres e órfãos,  e logo a prática da caridade tornou-se peculiar ao seu caráter, à sua personalidade.
São Leonardo insere-se no número das figuras de singular santidade que caracterizaram a Igreja piemontesa no século XIX. Distinguem-se, entre outros, as fortes personalidades de Cottolengo, de Lantieri, de Alamano, de Dom Bosco e de Dom Orione, com as suas intuições perspicazes, o genuíno amor pelos pobres e a ilimitada confiança na Providência. Através da ação deles, a caridade da Igreja pôde promover de maneira eficaz a emancipação material e espiritual dos filhos do povo, vítimas de graves injustiças e postos à margem do tumultuoso processo de modernização da Itália e da Europa.
Foi ordenado sacerdote em 1851. A sua espiritualidade, fundada sobre a Palavra de Deus e sobre a doutrina de autores seguros, tais como Santo Afonso e São Francisco de Sales, para nomear apenas alguns, foi animada pela certeza do amor misericordioso de Deus. O cumprimento da vontade de Deus na realidade quotidiana, a intensa vida de oração, o espírito de mortificação e uma ardente devoção à Eucaristia caracterizaram o seu caminho de fé.
Já no início de seu ministério sacerdotal, empenhou-se na catequese de crianças e também na criação de diversos orfanatos, aos pobres e pessoas abandonadas.  Foi escolhido como reitor do Colégio de Jovens Artesãos,  cargo que desempenhou com brilho especial, formando os jovens dentro de uma formação eminentemente cristã,  objetivando perfeito aprimoramento moral e profissional.  Os que ingressavam no Colégio e persistiam nos estudos,  formavam-se com qualificação profissional. O sucesso deste empreendimento motivou  a criação de diversos outros colégios por toda a Itália, a  fim.  Seria este o início da então Pia Sociedade Turinesa de São José, hoje conhecida como Congregação de São José, que alastrou-se  rapidamente na Europa, África e nas Américas. 
O coirmão e biógrafo, Padre Reffo, observa que Murialdo queria sempre dar-se conta precisamente das condições de família dos seus jovens, para saber regular-se com eles e com os seus pais, e tinha cuidados especiais por aqueles que provinham de famílias más e, por isso, já tinham adquirido princípios corruptos. Antes, ele "cuidava de se ocupar individualmente de algum jovem mais ignorante ou mais lento em aprender e, com grande paciência, procurava instruí-lo".
 “Soube ser pai para os seus jovens em tudo o que se referia ao seu bem-estar físico, moral e espiritual, preocupando-se da sua saúde, alimentação, vestuário e formação profissional. Favoreceu, ao mesmo tempo, a preparação e a qualificação dos responsáveis pelos vários laboratórios, procurando aperfeiçoar a sua capacidade educativa através de conferências pedagógico-religiosas.
Jamais descuidou o crescimento religioso, além do humano, dos jovens. ‘O nosso programa - ele escreveu - não é apenas tornar os nossos jovens inteligentes e trabalhadores eficientes, nem sequer fazê-los sabichões orgulhosos..., mas antes de tudo fazê-los cristãos sinceros e francos’. Por isto desenvolveu entre eles a catequese, favoreceu a prática sacramental e incrementou associações para os jovens e adolescentes, estimulando-os a serem apóstolos no meio dos seus companheiros e dando vida, quanto a isto, à Confraria de São José e à Congregação dos Anjos da Guarda.”
Viveu e consagrou-se de forma tão intensa aos seus trabalhos sociais e espirituais,  que as extenuantes horas de dedicação acabaram culminando no declínio de sua saúde.   Após sofrer várias crises de pneumonia,  entregou sua alma a Deus, no dia 30 de março de 1900.   Foi canonizado em 1970 pelo Papa Paulo VI, que designou a comemoração de sua festa para  o dia 18 de maio. 

Ver também: São João I, Papa e Mártir

Fontes:
http://www.paginaoriente.com
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=51849&language=PT&img=&sz=full

domingo, 16 de maio de 2010

Beata Antonia Mesina, Leiga, Mártir (+1935), 17 de Maio

Antonia Mesina nasceu em 27 de junho de 1919 em Orgosolo, na Sardenha (Itália), onde morreu em 17 de maio de 1935. Era uma jovem de dezesseis anos, filha de uma família muito pobre, uma moça muito ativa na igreja e devota de Santa Maria Goretti. Cuidava da mãe doente e dos irmãos.
Um dia, ao voltar da missa, foi buscar lenha no bosque próximo à sua casa. Um rapaz tentou violentá-la e, como Antonia defendeu sua integridade física e moral, foi morta a pedradas.
Em 1987 foi beatificada pelo Papa João Paulo II e proclamada mártir da pureza.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: São Pascoal Baylon

Fontes:

sábado, 15 de maio de 2010

São Simão Stock, Prior Geral da Ordem do Carmo (1164-1265), 16 de Maio

De origem inglesa, São Simão Stock nasceu numa família muito ilustre do condado de Kent, onde seu pai era governador. Durante a gravidez, a mãe de São Simão o consagrou à Virgem Maria. Ainda  bebê, São Simão era freqüentemente visto agitando-se nos braços da mãe quando ela pronunciava o doce nome de Maria. Para acalmá-lo, bastava mostrar-lhe uma imagem da Virgem Maria. Ele não ainda não tinha completado um ano de idade quando o escutaram pronunciar claramente a saudação angélica. Esta precoce devoção só podia ser proveniente de um extraordinário movimento do Espírito Santo no pequeno Simão.
Aos doze anos, Simão se retirou para o deserto, indo habitar na fenda do tronco de uma grande árvore, daí o seu apelido “Stock”, “tronco” em inglês. Sua alimentação consistia em ervas cruas, algumas raízes e batatas, um pouco d’água para lhe matar a sede e mais nada. Mesmo que o tronco onde ele havia decidido morar não lhe oferecesse a liberdade de se esticar para dormir, Simão usava aquele abrigo precário para o seu rápido descanso. Em meio a este retiro selvagem, suas orações subiam ininterruptamente aos Céus.
São Simão passou vinte anos na mais completa solidão, alimentando sua alma com as delícias celestes da contemplação. Tendo-se privado voluntariamente das conversações com as outras pessoas, ele gozava dos diálogos com a Virgem Maria e com os Anjos, que o exortavam a perseverar em sua vida de renúncia e de amor. A Rainha do Céu o avisou que logo ele veria desembarcar, na Inglaterra, eremitas vindos da Palestina. Ela acrescentou que ele devia juntar-se a esses homens que ela considerava como seus servidores. De fato, Lord Jean Vesoy e Lord Richard Gray de Codnor retornaram da Terra Santa, trazendo consigo alguns eremitas do Monte Carmelo.
Dócil às orientações da Mãe de Deus, São Simão Stock juntou-se a esses Padres, em 1212. Eleito vigário geral da Ordem do Carmo em 1215, o santo trabalhou com todas as suas forças para obter junto a Roma a confirmação da sua Ordem para o Ocidente. Não faltaram adversários para tentar impedir o crescimento da mesma por toda a Europa. Mas Simão Stock suplicou à Virgem Maria com suas constantes orações e muitas lágrimas para que Ela mesma defendesse essa Ordem que lhe era consagrada. Aparecendo em sonho ao Papa Honório III, a Mãe de Deus lhe fez conhecer suas vontades e, em 1226, este Papa confirmou a Regra da Ordem do Carmo.
Um dia, a Virgem apareceu resplandecente a seu servidor, acompanhada de um grande número de almas bem-aventuradas. Deu-lhe um escapulário, dizendo: “Receba, meu filho, este escapulário, como o símbolo de uma estreita aliança comigo. Eu o entrego a você como o hábito da sua Ordem; isto será para você e para todos os Carmelitas um excelente privilégio, e aquele que o portar jamais padecerá no fogo eterno. É a marca da salvação em meio aos perigos e da feliz posse da vida que jamais terá fim.” A devoção ao escapulário de Nossa Senhora do Monte Carmelo espalhou-se não somente entre o povo, mas também entre os reis e príncipes que ficavam muito honrados em trazer no peito esta marca dos servidores da Virgem.
São Simão Stock, presente no Concílio Geral de Lyon ocorrido sob o papado de Inocêncio IV, pronunciou naquela ocasião um discurso eloqüente contra as divisões que então agitavam a Igreja. Ele morreu no vigésimo quinto ano do seu priorado, aos cem anos, deixando admiráveis exemplos de virtude. Faleceu na cidade de Bordeaux, na França, quando visitava os mosteiros da Ordem.
A Igreja acrescentou suas últimas palavras à saudação angélica: “Santa Maria, Mãe de Deus,rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte.”

(Monsenhor Paul Guérin, Edição 1863, pgs. 229-233-Bollandistes, Paris, Ed. 1874, tomo V, pg. 582)

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: Santo André Bobola, Padroeiro da Polônia

Fontes:

sexta-feira, 14 de maio de 2010

São Frei Gil de Santarém (ou de Vouzela, ou de Portugal), Religioso, Médico, Teólogo, Pregador (+1265), 15 de Maio

Dom Gil Rodrigues de Valadares, também conhecido sob os nomes de São Frei Gil de Portugal, São Frei Gil de Vouzela, terra do seu nascimento, São Frei Gil de Santarém, local do seu falecimento, ou simplesmente São Frei Gil, foi um frade dominicano médico, taumaturgo, teólogo e pregador português dos séculos XII e XIII, canonizado pelo papa Bento XIV a 9 de Maio de 1748. É um dos santos portugueses com maior projeção nacional e internacional.

Nasceu na Quinta da Cavalaria (atual edifício da Santa Casa da Misericórdia local), em Vouzela, entre 1184 e 1190, sendo este último ano o dado como mais certo pelos historiadores, e morreu em Santarém a 14 de Maio de 1265. Nesta quinta afirma uma tradição ter também nascido o célebre alferes-mor do Reino Dom Duarte de Almeida, o Decepado.
Era filho de D. Rui Pais de Valadares, ou Dom Rodrigo Pais de Valadares, fidalgo do Conselho de el-Rei D. Sancho I e seu mordomo-mor, alcaide-mor de Coimbra, então ainda a capital do Reino,pois que residência habitual do monarca. A esta conclusão nos leva o epitáfio latino duma sepultura da Igreja de Santa Cruz de Coimbra, epitáfio recolhido por Fr. André de Resende, O. P., e que reza assim traduzido do latim ao português: «Aqui jaz Dom Rodrigo, pai de Frei Gil de Santarém e Alcaide-Mor do Castelo e Cidade de Coimbra».
Sua mãe foi Dona Maria Gil Feijó, segunda mulher de Dom Rui, senhora de origem ilustre e alegadamente dotada de notável prudência e exímias virtudes.
Consta terem sido seus pais senhores honrados, queridos de todos, pela sua índole boa e compassiva. São Frei Gil (D. Gil Rodrigues de Valadares) teve irmãos, sendo conhecidos, quanto ao nome, D. João Rodrigues de Valadares e D. Paio Rodrigues de Valadares. De um outro irmão seu nada se sabe, nem sequer o nome. De outro ainda ignora-se o nome, mas consta que foi deão da Sé de Lisboa.
São Frei Gil recebeu provavelmente a sua educação religiosa e intelectual no Mosteiro de Santa Cruz em Coimbra, a primeira escola de estudos superiores em Portugal, e doutorou-se posteriormente em Teologia na Universidade de Paris. Ao deixar a pátria, cerca de 1225, tinha já alguns benefícios e prebendas eclesiásticos e, quiçá, a dignidade de presbítero.
Sobre São Frei Gil e o seu percurso de vida teceram os séculos numerosas lendas e histórias. Há quem afirme que entregara a sua alma ao demônio na juventude, assinando um documento com o próprio sangue. Há quem acrescente que a sua conversão tivera início apenas na mesma cidade de Paris e se consumara em Palência, onde entrara na Ordem dos Pregadores.
Nada disto está comprovado e a literatura (e tradição oral) em questão deve ter muito de apócrifo, tendo de ser muito joeirado o seu conteúdo neste ponto. Sabe-se, porém, que nessa época pregava à juventude estudantil de Paris Frei Jordão de Saxônia, que veio a ser o segundo Mestre Geral da Ordem dos Pregadores, fundada havia muito poucos anos. E pregava com tal êxito que muitos jovens estudantes e até professores abandonaram o mundo e vieram a abraçar a vida religiosa na mesma Ordem. Entre eles sobressai o Venerável Humberto de Romans, que veio a ser Mestre Geral da Ordem e quinto sucessor de S. Domingos. Mestre Humberto escreveu que S. Fr. Gil fora seu companheiro de noviciado. Pode concluir-se, portanto que S. Fr. Gil entrou na Ordem Dominicana, atraído pelo Beato Jordão de Saxônia conjuntamente com o Venerável Humberto de Romans pelos anos de 1224-1225, regressando a Portugal pelos anos de 1229.
Tem o seu nome ligado aos fatos conhecidos relacionados com a deposição de D. Sancho II e à subseqüente regência e ascensão ao trono de D. Afonso III.
Foi designado prior provincial da sua Ordem para as Espanhas em 1233, tendo defendido no Capítulo da Ordem na cidade castelhana de Burgos a instalação de um convento na cidade do Porto. Em 1238 participou no Capítulo geral da Ordem, na cidade italiana de Bolonha, em que saiu eleito Mestre Geral Raimundo de Penaforte. Foi eleito pela segunda vez como Provincial em 1257.
Os seus restos mortais foram colocados em humilde sepultura monástica, até que seis anos mais tarde, D. Joana Dias, senhora de Atouguia, sua parente, custeou as despesas dum melhor túmulo numa das capelas do convento dominicano de Santarém.
A sua sepultura tornou-se lugar de peregrinação ao longo dos séculos; por sua intercessão e pela virtude das suas relíquias acredita-se terem sido operadas graças singulares e milagres que bem cedo levaram o povo a venerá-lo como santo. Depois da Guerra Civil portuguesa, em 1833, por ordem do então governador-civil de Santarém, Joaquim Augusto Burlamaqui Marecos, 1º barão e 1º visconde de Fonte Boa, seguindo instruções do novo Governo liberal, foi o egrégio convento dominicano de Santarém vendido e destruído ao desbarato, ali se tendo construído em seu lugar uma praça de toiros. Apenas alguns dos despojos arquitetônicos medievais foram salvos, encontrando-se atualmente reunidos em exposição eclética na capital do Ribatejo.
São Frei Gil é o santo padroeiro da vila de Vouzela, em Portugal, sendo a sua festa celebrada a *14 de Maio, feriado municipal.
No centro de Vouzela, no Largo Moraes Carvalho existe um capela dedicada a S. Frei Gil, construída no Século XVII em estilo Barroco.

*Bento XIV em 9 de Maio de 1748 confirmou o aliás nunca interrompido culto de S. Fr. Gil de Santarém ou de Vouzela, às Dioceses de Viseu e Lisboa, à qual, até há pouco, pertencia a atual diocese de Santarém, e à Ordem de São Domingos. A sua festa era celebrada a 14 de Maio. Hoje, depois da reforma litúrgica do Concílio Vaticano lI, celebra-se a 15 do mesmo mês.

Ligações externas

·  São Frei Gil de Santarém, site oficial da Província Portuguesa da Ordem de São Domingos

 


Ver também: Santa Joana de Lestonnac

http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/05/santa-joana-de-lestonnac-religiosa.html

http://a31.idata.over-blog.com/256x343/0/50/45/10/blog2/jeanne-de-lestonnac.jpg


Fontes:


http://pt.wikipedia.org/wiki/Frei_Gil

http://dominicanos.pmeevolution.com/index.asp?art=6603

http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=75760&language=PT&img=&sz=full

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Artista_Flamengo_-_A_Esmola_%28S%C3%A3o_Gil%29.jpg

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Sfreigil.JPG

quinta-feira, 13 de maio de 2010

São Miguel Garicoits, Presbítero (+1863), 14 de Maio

Miguel Garicoits nasceu em 15 de abril de 1797, em Ibarre, França. Seus pais, apesar de humildes, socorriam padres fugitivos do terror da Revolução Francesa.
O pároco da vizinhança encarregou-se da educação de Miguel e depois recomendou-o ao bispo de Baiona. Dedicado e inteligente, foi estudar no Seminário de Dax, ordenando-se sacerdote em 1823, e dois anos depois tornou-se professor de Filosofia no Seminário Maior de Bétharram, nos Baixos Pirineus.
Miguel tornou-se formador de novos padres. Preocupava-se com o clero, que se mostrava mal preparado e desorientado. Para mudar tal quadro, teve a idéia de fundar um instituto de sacerdotes que atuariam como colaboradores nas paróquias, nos colégios e nos seminários, dando suporte intelectual.
O bispo não ficou muito animado com essa idéia, porém autorizou-o a tentar. Assim, Miguel iniciou o seu projeto, procurando padres que estivessem dispostos à missão. Educou-os e preparou-os, o que encorajou o novo bispo de Baiona a dar o seu apoio. Em 1841, o instituto, que passou a chamar-se Padres do Sagrado Coração de Jesus, recebia a aprovação diocesana.
Porém uma doença seria o novo desafio que Miguel teria de enfrentar. Em 1853, adquiriu uma paralisia que o prenderia à cama. Foram nove anos de sofrimento. Padre Miguel morreu em 14 de Maio de 1863.


Ver também: São Matias, Apóstolo

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100514&id=12379&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=36742&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 12 de maio de 2010

1ª Aparição de Nossa Senhora de Fátima, 1917 / Beato Mariano de Jesús Euse Hoyos, Presbítero (+1926), 13 de Maio


As Aparições de Fátima, freguesia do conselho de Vila Nova de Ourém, distrito de Santarém, e paróquia da diocese de Leiria e Fátima desenrolaram-se em três períodos ou ciclos: os dois primeiros tiveram lugar em Fátima, o terceiro em Pontevedra e Tuy, na Galiza, Espanha.
É longo o relato das Aparições, nos manuscrito da Irmã Lúcia – uma dos três videntes (a Virgem apareceu a três crianças: Lúcia, Jacinta e Francisco). Desenrolaram-se em 1917 e depressa a devoção à Senhora de Fátima tornou-se mundialmente conhecida.
Em 13 de Outubro de 1930 o Bispo de Leiria, Dom José Alves Correia da Silva, declarou dignas de crédito as visões das crianças da Cova da Iria e permitiu, oficialmente, o culto a Nossa Senhora de Fátima.
O papa Pio XII, atendendo aos pedidos de Nossa Senhora, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria em 31 de Outubro de 1942. A consagração da Rússia ocorreu em 7 de Julho de 1952. Paulo VI consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria em 21 de Novembro de 1964.
O Papa João Paulo II fez a consagração do mundo e da Rússia ao mesmo Imaculado Coração, em Fátima, em 13 de Maio de 1982; em Roma, a 16 de Outubro de 1983 e, finalmente, a 25 de Março de 1984, em Roma de novo, diante da imagem levada da Capelinha das Aparições até ao Vaticano.

Ver também:

Beato Mariano de Jesús Euse Hoyos

Nasceu em Yarumal (Colômbia), a 14 de Outubro de 1845. Os primeiros estudos foram feitos no seio da própria família, pois os seus pais não confiavam no ensino das escolas públicas, que eram hostis à Igreja. Quando aos 16 anos se manifestou o desejo de ser sacerdote, ele foi confiado à solicitude do seu tio, pároco de Girardota, que lhe deu as primeiras orientações para a vida sacerdotal. Depois de ter freqüentado o Seminário de Medellín, recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 14 de Julho de 1872.
Iniciou o ministério na paróquia de São Pedro, como coadjutor de seu tio, sendo posteriormente transferido para Yarumal e, em seguida, para a Paróquia de Angostura, onde ajudava o pároco já idoso.
Padre "Marianito", como era afetuosamente chamado, enfrentou então muitas dificuldades para concretizar o seu plano de trabalho: a construção de uma nova igreja, os perigos da guerra civil que o obrigou a refugiar-se nas montanhas. Foi depois nomeado Pároco dessa localidade e ali permaneceu até a sua morte, ocorrida a 13 de Julho de 1926.
O seu apostolado era totalmente dedicado ao bem das almas, como um diligente conselheiro e pai espiritual, mestre esclarecido e testemunha fiel do amor de Cristo. A sua vida era muito pobre, austera e mortificada, não se poupando para atender pastoralmente os seus paroquianos: crianças, jovens, adultos, famílias em geral e camponeses, suscitando em todos o desejo de viverem com sinceridade a própria fé. A sua fama de santidade já se difundira na região, e com isto todo o trabalho produzia bons frutos. Tendo adoecido gravemente, costumava dizer:  "Já vivi bastante. Agora o meu maior desejo é unir-me ao meu Jesus."

 

Fontes:

http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100513&id=586&fd=1

http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20000409_beat-Hoyos_po.html

http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=34812&language=PT&img=&sz=full

http://www.tejasarriba.org/imagenes/marianito.jpg