segunda-feira, 14 de junho de 2010

Santa Maria Micaela do Santíssimo Sacramento, Religiosa, Fundadora (+1865), 15 de Junho


Micaela nasceu em Madrid, Espanha, no dia 1º de Janeiro de 1809. Nobre e generosa como o seu pai, piedosa e caritativa como a sua mãe, ótimos alicerces para o controvertido trabalho em favor das mulheres que viviam da prostituição. Para elas abriu a sua primeira casa no dia 21 de Abril de 1845.

Como com qualquer pessoa, o seu caminho de santidade não foi fácil. O Espírito Santo fazia a Sua parte nos exercícios espirituais decisivos, em Abril de 1847, assim como na festa de Pentecostes do mesmo ano, brindando-a com uma graça extraordinária. Ela foi titubeando, entre obras de caridade e a vida mundana que a sua classe social exigia; as cortes de Paris e Bruxelas abriam-lhe as suas portas, juntamente com o seu irmão Diego, embaixador da Espanha nos anos 1847 e 1848, respectivamente. Precisamente os mesmos anos em que ela procurava com verdadeira paixão o seu lugar, o seu caminho, a orientação total da sua vida. Conseguiria ela, no meio de tanto bulício, ouvir a única voz que pacifica e dilacera? Saberia ela escolher, entre os muitos candidatos amantes, o único AMOR da sua vida? "Vi-O tão grande, tão bom, tão AMANTE e misericordioso, que decidi não servir mais que a Ele, que tudo reúne para preencher o meu coração."
E começou a semear casas de acolhimento, em meio a dificuldades econômicas, incompreensões e perseguições, gerando filhas acolhedoras que, juntamente com ela, guiadas pelo Espírito Santo e alimentadas na Eucaristia, deram origem à Congregação de Adoradoras Escravas do Santíssimo Sacramento e da Caridade. É o dia 1º de Março de 1856.
Micaela, que agora já se chama Madre Sacramento, faleceu no dia 24 de Agosto de 1865. Morreu como os santos: dando a vida "pelas suas jovens", num gesto de heróica caridade; "por uma só que se salve, eu daria a minha vida". Ainda não tinham se passado 70 anos da sua morte e a Igreja proclamou-a santa. Foi o Papa Pio XI quem, no dia 4 de Março de 1934, elevando-a aos altares, disse à comunidade dos crentes que o caminho de Micaela foi, sem dúvida, um caminho de santidade.
Ver também: Santa Germana Cousin

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100615&id=11761&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=37205&language=PT&img=&sz=full

domingo, 13 de junho de 2010

São Metódio, o Confessor, Patriarca de Constantinopla (790-847), 14 de Junho

Os gregos professam uma grande devoção a São Metódio, Patriarca de Constantinopla, devido ao importante papel que desempenhou na luta contra os iconoclastas, por sua decisiva contribuição para a sua derrota final, bem como pela sua resistência heróica diante das perseguições que sofreu e, portanto, é honrado com os títulos do "Confessor" e "o Grande".
Metódio, que era natural de Sicília, em Siracusa, sua cidade natal, recebeu uma excelente educação e transferiu-se para Constantinopla com objetivo de obter um posto na corte. Lá, porém, ele conheceu um monge por quem passou a ter um grande afeto e, movido por seu aconselhamento espiritual, decidiu deixar o mundo e entrar para a vida religiosa. Construiu, mais tarde, um monastério na ilha de Kios, e quando apenas começava a formar a sua comunidade, foi chamado à Constantinopla pelo então Patriarca Nicéforo. Em 815, durante a segunda fase das perseguições iconoclastas, sob o reinado de Leão o Armênio, adotou uma atitude bastante firme e corajosa em defesa da veneração às imagens sagradas. Imediatamente após a deposição e exílio de São Nicéforo, Metódio partiu para Roma, provavelmente com a missão de informar ao Papa São Pascoal I, sobre a situação em Constantinopla, permanecendo por lá até a morte do Rei Leão V de Constantinopla.
Acalentava-se grande esperança de que o seu sucessor, Miguel, o Tartamudo, fosse ficar favorável aos cristãos e, em 821, São Metódio retornou à Constantinopla com uma carta do Papa São Pascoal ao imperador, na qual solicitava a reposição de São Nicéforo ao trono de Constantinopla. Entretanto, logo que Miguel Tartamudo leu a carta, encheu-se de cólera, acusando Metódio de agitador profissional e de tentar criar sedição, ordenando que fosse banido, após receber uma grande surra. Alega-se que, em vez de bani-lo, foi aprisionado por sete anos numa espécie de túmulo ou mausoléu, juntamente com outros dois ladrões. Um deles morreu logo, mas o santo e seu outro companheiro de infortúnio foram abandonados em sua estreita prisão até que se cumprisse toda a sentença.
Metódio, ao ser libertado, estava como um esqueleto, mantendo apenas um sopro de vida e, mesmo assim, conservava íntegro o seu espírito. Num curto espaço de tempo, já se encontrava plenamente restabelecido. Teve início, então, uma nova perseguição, patrocinada, desta vez, pelo imperador Teófilo. Metódio foi levado à sua presença e frontalmente acusado de novo de ter se envolvido em atividades subversivas no passado e de ter incitado o papa a escrever a famosa carta. O santo respondeu firmemente que tudo era falso, aproveitando a oportunidade para expressar as suas opiniões sobre o culto às imagens com estas palavras: "Se uma imagem tem tão pouco valor aos vossos olhos, e se renegais e condenais as imagens de Cristo, por que, do mesmo modo, não condenais também a veneração às vossas próprias representações? Ao contrário, longe de condenar o culto às vossas imagens, multiplicais continuamente!"
Com a morte do imperador, em 842, sucedeu-o no trono a sua viúva, Theodora como regente de seu pequeno filho Miguel III. A Imperatriz se declarou favorável à veneração das imagens sagradas, tornando-se sua protetora. Durante um período de 30 anos, portanto, cessaram as perseguições, e os clérigos exilados puderam retornar, as imagens sagradas foram restituídas às igrejas de Constantinopla, e grande foi a alegria entre todos. João, o Gramático, iconoclasta declarado, foi deposto do trono, e São Metódio foi restabelecido em sua cátedra de Constantinopla.
Entre os principais acontecimentos que marcaram o Patriarcado de São Metódio, destaca-se a realização de um Sínodo em Constantinopla, que ratificou os cânones promulgados pelo Concílio de Nicéia sobre os ícones; a instituição de uma festa da Ortodoxia denominada o "Triunfo da Ortodoxia", que até os dias atuais é celebrada no primeiro domingo da Grande Quaresma; e o traslado das relíquias de seu predecessor, São Nicéforo, para Constantinopla. Além disso, este período de reconciliação ficou marcado por uma forte disputa entre os monges estuditas, que antes haviam sido os mais fervorosos apoiadores de São Metódio. Ao que parece, a causa destas desavenças teria sido a condenação de certos escritos de São Teodoro, o Estudita, pelo Patriarca.
Após quatro anos no Trono Patriarcal de Constantinopla, São Metódio morreu, vítima de hidropesía, em 14 de junho de 847. O santo foi um escritor bastante profícuo. Mas, lamentavelmente, das muitas obras de poesia, teologia e controvérsias que lhe são atribuídas, restaram apenas alguns fragmentos que, ainda assim, podem não ser autênticos. No entanto, nos tempos modernos, graças a certas provas manuscritas recentemente descobertas, as autoridades no assunto estão inclinadas a crer que São Metódio seja, de fato, autor de alguns escritos hagiográficos que ainda estão conservados, especialmente "A Vida de São Teófanes".

Tradução:
Padre André
Fontes: 
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=36602&language=FR&img=&sz=full

sábado, 12 de junho de 2010

Santo Antônio de Lisboa, Presbítero, Doutor da Igreja (+1231), 13 de Junho

Santo Antônio nasceu em Lisboa, provavelmente a 15 de Agosto de 1195, numa casa junto das portas da antiga cidade (Porta do Mar), que se pensa ter sido o local onde, mais tarde, se ergueu a Igreja em sua honra. Tendo então o nome de Fernando, fez na vizinha Sé os seus primeiros estudos, tomando mais tarde, em 1210 ou 1211, o hábito de Cônego Regrante de Santo Agostinho, em São Vicente de Fora, pela mão do Prior D. Estêvão.

Ali permaneceu até 1213 ou 1214, data em que se deslocou para o austero Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, onde realizou os seus estudos superiores em Direito Canônico, Ciências, Filosofia e Teologia. Segundo a tradição, talvez um pouco lendária, o Santo tinha uma memória fora do comum, sabendo de cor não só as Escrituras Sagradas, como também a vida dos Santos Padres.
As relíquias dos Santos Mártires de Marrocos que chegaram a Coimbra em 1220, fizeram-no trocar de Ordem Religiosa, envergando o burel de Frade Franciscano e recolher-se como Eremita nos Olivais (em Coimbra). Foi nessa altura que mudou o seu nome para Antônio e decidiu deslocar-se a Marrocos, onde uma grave doença o reteve todo o inverno na cama. Decidiram os superiores repatriá-lo como medida de convalescença. Quando de barco regressava a Portugal, desencadeou-se uma enorme tempestade que o arrastou para as costas da Sicília, sendo precisamente na Itália que iria revelar-se como teólogo e grande pregador.
Em 19 de Março de 1222, em Forli, falou perante religiosos Franciscanos e Dominicanos recém ordenados sacerdotes e tão fluentemente o fez que o Provincial pensou dedicá-lo imediatamente ao apostolado. Fixou-se em Bolonha onde se dedicou ao ensino de Teologia, bem como à sua leitura. Exercendo as funções de pregador, mostrou-se contra as heresias dos Cátaros, Patarinos e Valdenses. Seguiu depois para França com o objetivo de lutar contra os Albijenses e em 1225 prega em Tolosa. Na mesma época, foi-lhe confiada a guarda do Convento de Puy-en-Velay e seria custódio da Província de Limoges, um cargo para que foi eleito pelos Frades da região. Dois anos mais tarde instalou-se em Marselha, mas brevemente seria escolhido para Provincial da Romanha.
Assistiu à canonização de São Francisco em 1228 e deslocou-se a Ferrara, Bolonha e Florença. Durante 1229 as suas pregações dividiram-se entre Vareza, Bréscia, Milão, Verona e Mântua. Esta atividade absorvia-o de tal maneira que a ela passou a dedicar-se exclusivamente. Em 1231, e após contactos com Gregório IX, regressou a Pádua, sendo a Quaresma do ano seguinte marcada por uma série de sermões da sua autoria. Instalou-se depois em casa do Conde de Tiso, seu amigo pessoal, onde morreu em 1231 no Oratório de Arcela.
O fato de ter sido canonizado um ano após a sua morte, mostra-nos bem qual a importância que teve como Homem, para lhe ter sido atribuída tal honra. Este ato foi realizado pelo Papa Gregório IX, que o chamou de "Arca do Testamento".
Considerado Doutor da Igreja e alvo de algumas biografias, todos os autores destas obras são unânimes em considerá-lo como um homem superior. Daí os diversos atributos que lhe foram conferidos: "Martelo dos hereges, defensor da fé, arca dos dois Testamentos, oficina de milagres, maravilha da Itália, honra das Espanhas, glória de Portugal, querubim eminentíssimo da religião seráfica etc.".
Com a sua vida, quase mítica, quase lendária, mas que foi passando de geração em geração, e com os milagres que lhe foram atribuídos em bom número, transformou-se num taumaturgo de importância especial.

Ver também: Beato Afonso Maria Mazurek

Fontes:

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Nossa Senhora do Sameiro / São João de Sahagún, Apóstolo de Salamanca (+1479), 12 de Junho

Em 14 de Junho de 1637, o então Arcebispo de Braga jurou solenemente defender o privilégio da Imaculada Conceição da Virgem Nossa Senhora, mais de duzentos anos antes de a Igreja definir o seu dogma. Na mesma data de 1863, foi benzida e lançada a primeira pedra de um monumento em honra de Maria Imaculada, no alto do monte Sameiro, sobranceiro à cidade. O monumento era um amplo quadrado com uma coluna encimada por uma bela estátua de mármore da padroeira.
Só em Agosto de 1880 foi benzida uma capela, junto ao monumento, que receberia a imagem que ainda hoje lá se venera, esculpida em Roma e benzida pelo Papa Pio IX.
O atual templo, que alberga a mesma imagem, foi iniciado dez anos depois e elevado por Paulo VI à categoria de Basílica.
Dos finais do século XIX ao primeiro quartel do século XX, o Sameiro aparece como “centro de convergência de orientação e de apoio de todas as forças católicas da Nação contra o indiferentismo, o liberalismo e a perseguição religiosa reinante”. Pólo de grandes peregrinações, só em 1955 entraram no Sameiro mais de um milhão de pessoas. Por outro lado, acarinhado por vários Papas, a partir de Pio IX, o santuário foi visitado em 1982 por Sua Santidade João Paulo II e a ele dedicou o monumento ao Papa Peregrino.
A festa da Senhora do Sameiro foi fixada em 12 de Junho, dia em que S. Pio X coroou oficialmente a imagem de Nossa Senhora da Conceição.



São João de Sahagún
João Gonzáles de Castrillo, filho de nobres e cristãos, nasceu em 1430 na cidade de Sahagún, reino de León, Espanha. Estudou na sua cidade natal com os monges beneditinos da Abadia de São Facundo, recebendo a ordenação sacerdotal em 1453.
O Arcebispo de Burgos nomeou-o seu pajem e, depois, cônego e capelão da diocese. Depois da morte do bispo, João doou todos os seus bens, menos uma residência, onde construiu a capela de Santa Agnes, em Burgos. Devoto da Santíssima Eucaristia, celebrava a Missa diariamente, ministrando o Sacramento, pregando para a população pobre e ignorante. Esta era sua maneira de catequizar. Mas depois João afastou-se para cursar teologia na faculdade de Salamanca. Porém, antes de retornar à sua diocese, deixou sua marca nesta cidade.
Consta dos registros oficiais que, certa vez, a comunidade se dividiu em dois partidos antagônicos e a disputa saiu do campo das idéias para chegar a uma luta de vida e morte. Entretanto, antes que a batalha iniciasse, João colocou-se entre os dois, pregou, orientou, aconselhou e um pacto de paz foi assinado entre eles para nunca mais haver derramamento de sangue. Desde então ganhou o apelido de "O Pacificador".
O seu fervor ao celebrar o Santo Sacrifício emocionava os fiéis, que em número cada vez maior acorria para ouvir seus ensinamentos. Um fato foi relatado sobre ele e que todos aqueles que estavam dentro da igreja também presenciaram: a forma do corpo de Jesus em uma de suas consagrações. Com isto passou a ser o conselheiro espiritual de todos na cidade e todos seguiam seus conselhos.
Em 1463 ele foi acometido de uma doença muito grave. Nesta ocasião decidiu que depois de curado entraria para uma ordem religiosa. No ano seguinte, ingressou na Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho em Salamanca. Conhecido como João de Sahagún, logo foi o noviço sênior enquanto continuava a pregar em público, tornado seus sermões cada vez mais eloqüentes e destemidos.
Consta que durante uma de suas pregações condenava com veemência os poderosos e, ao perceber a presença de um duque que se sentiu atingido pelo discurso, disse diretamente a ele que não temia a morte, como se adivinhasse seus pensamentos.
Chamado de Apóstolo de Salamanca, foi eleito Prior da comunidade em 1478. Ele mesmo previu a sua morte. Que ocorreu como uma conseqüência dos dons que possuía de enxergar o coração das pessoas e de aconselhá-las, para conseguir a conversão e a remissão da vida pecadora destes cristãos. Ele foi envenenado, por vingança de uma ex-amante, cujo companheiro, convertido por ele, abandonou-a para voltar à vida familiar cristã.
João de Sahagún morreu em 11 de junho de 1479. Venerado ainda em vida por sua santidade, depois da morte, as graças e milagres por sua intercessão continuaram a ocorrer. O seu culto foi autorizado para o dia 12 de junho, quando foi declarado Santo pela Igreja em 1690. A cidade de Salamanca considera São João de Sahagún um dos seus padroeiros.

Ver também: Beato Ludovico Mzyk

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100612&id=11514&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=75765&language=PT&img=&sz=full

Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, Sexta-feira, 11 de Junho de 2010

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus já existia desde os primeiros tempos da Igreja, desde quando se meditava sobre o lado e o Coração abertos de Jesus, de onde saíram sangue e água. Deste Coração nasceu a Igreja e por este mesmo Coração se abriram as portas do Céu. A devoção ao Sagrado Coração de Jesus está acima das outras devoções porque veneramos o mesmo Coração de Deus. Mas foi o próprio Jesus que, no Século XVII, em Paray-le-Monial, na França, pediu, através de uma humilde religiosa, que se estabelecesse definitiva e especificamente a devoção ao Seu Sacratíssimo Coração.
De fato, em 16 de junho de 1675, Jesus apareceu a Santa Margarida Maria Alacocque. Seu Coração estava rodeado de chamas de amor, coroado de espinhos, com uma ferida aberta da qual jorrava sangue e, do seu interior, surgia uma Cruz. Santa Margarida Maria escutou Nosso Senhor dizer-lhe: “Eis aqui o Coração tanto tem amado os Homens, e que em troca, da maior parte dos Homens, nada recebe além de ingratidão, irreverência e desprezo, neste Sacramento de amor.” Com estas palavras, Nosso Senhor mesmo nos diz em que consiste a devoção ao Seu Sagrado Coração. A devoção em si é voltada para a pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo e ao Seu amor não correspondido, representado por Seu Coração. Portanto, dois são os atos essenciais desta devoção: amor e reparação. Amor, pelo muito que Ele nos ama. Reparação e desagravo, pelas muitas injúrias que Ele recebe, sobretudo na Sagrada Eucaristia.
A devoção ao Coração de Jesus não apenas preenche inteiramente os requisitos mencionados no documento do Concílio Vaticano II referentes à Liturgia como, além disso, encontra-se enraizada nas entranhas do mesmo Evangelho de onde procedem todos aqueles ideais, atitudes, condutas e práticas fundamentais, definidoras do autêntico cristianismo e peculiares do culto cristão. Neste sentido, a devoção ao Coração de Jesus está totalmente de acordo com a essência do cristianismo, que é religião de amor, tendo por fim o aumento do nosso amor a Deus e aos Homens. Não surgiu repentinamente na Igreja, nem se pode afirmar que sua origem provém de revelações privadas, pois é evidente que as revelações a Santa Margarida Maria Alacocque não adicionaram novidade alguma à Doutrina Católica.
A importância dessas revelações é que serviram unicamente para que, de forma extraordinária, Cristo nos chamasse a atenção e nos fixássemos nos mistérios do Seu amor. “Em Seu Coração devemos depositar todas as esperanças”, uma vez que “a Eucaristia, o Sacerdócio e Maria são dons do Coração de Jesus” (Papa Pio XII, Encíclica Haurietis Aquas).

Fontes: 
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=SP&module=saintfeast&localdate=20100611&id=12881&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=53434&language=SP&img=&sz=full

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Beato João Dominici, Religioso, Teólogo, Escritor, Fundador (+1419), 10 de Junho

João Dominici nasceu no ano 1355, em Florença, na Itália. De origem muito humilde ele teve sérias dificuldades para estudar e, além disso, gaguejava. Com forte vocação religiosa, tentou ingressar no convento dos dominicanos, mas foi recusado pela falta de qualificação intelectual e o fato de ser gago também pesou. 
Apesar destas desvantagens, João não desistiu, na segunda tentativa, aos dezessete anos, ingressou na Ordem Dominicana no convento de Santa Maria Novella. Surpreendeu a todos pelo caráter afável e generoso, pela inteligência e dedicação nos estudos, pelo destacado zelo às regras, às orações e pela austeridade de vida e duras penitências.
A única coisa que o entristecia era a dificuldade encontrada na pregação dos vigorosos sermões que escrevia, mas que ao serem pronunciados pareciam ridículos. Em 1381 sua cura aconteceu, quando prostrado e chorando orou à Santa Catarina de Siena, para que intercedesse por ele. E a Santa de sua devoção o atendeu. Foi completar os estudos em Pisa e Paris tornando-se um excelente teólogo e um eloqüente pregador.
Ao destacado ministério da Palavra uniu sua talentosa eficácia de escritor, cujas obras alcançaram um alto valor catequético e pedagógico. Tornou-se estreito colaborador de Raimundo da Cápua, agora Beato, Provincial daquela região, que à época se dedicava a restaurar as regras da estrita observância, tanto assim que foi considerado um segundo fundador da Ordem Dominicana. Este Provincial enviou João à Veneza, em 1394, para promover a Reforma em todos os conventos e mosteiros.
Ali foi eleito prior do convento de Santa Maria Novella e em seguida começou a obra da restauração da estrita observância, pelo Convento de São Domingos de Veneza. Depois foi de convento em convento preparando o grande reflorescimento da santidade e do apostolado, como o fundador da Ordem dos pregadores, São Domingos, havia projetado.
Fundou um convento feminino chamado de Corpus Christi e o Convento masculino de São Domingos de Fiesole, que foi celeiro de Santos e de apóstolos, entre os quais se destacaram Antonino e Frà Angélico, ambos discípulos de João Dominici. Em 1406 ele foi nomeado pelo Papa Gregório XII, seu Embaixador em Florença. E dois anos depois, animado pelas virtudes de João, o consagrou Arcebispo de Ragusa e Cardeal do título de São Xisto.
Participou entre 1414 e 1418, do Concílio de Constança conseguindo com sua influência e autoridade de confessor particular e conselheiro pessoal do Papa Gregório XII, que este renunciasse, colocando um fim no cisma que iniciara na Igreja do Ocidente.
O novo Papa, Martinho V, em 1418, o nomeou Delegado do seu governo, para a Boêmia, Polônia e Hungria, onde novas heresias começavam a proliferar. Porém seu zeloso trabalho apostólico foi interrompido, quando uma febre fulminante lhe tolheu a vida, em 10 de junho de 1419, na cidade de Budapeste, na Hungria. 
O Papa Gregório XVI beatificou João Dominici em 1832, confirmando para o dia de sua morte o culto litúrgico.

Ver também: Santo Anjo da Guarda de Portugal

Fontes:

Santo Efrém, Diácono, Doutor da Igreja (+373), 09 de Junho

Era um diácono simples e nunca quis ser ordenado sacerdote. Escreveu a maior parte de sua obra teológica em versos. Muito devoto da Virgem, parecia dotado de talento profético, pois quase todos os desenvolvimentos que a ciência mariológica viria a ter ao longo dos séculos, Efrém já os tinha antecipadamente previsto e cantado. Lutou contra as heresias do tempo. Foi denominado "Cítara do Espírito" e "Cantor da Virgem".


Efrém nasceu no ano 306, bem no início do século IV, na cidade de Nisibi, atual Turquia. Cresceu em meio a graves conflitos de ordem religiosa, além das heresias que surgiam tentando abalar a unidade da Igreja. Mas todos eles só serviram de fermento para que sua fé em Cristo e sua ardente devoção à Virgem Maria vigorassem e se firmassem. 
O pai de Efrém era sacerdote pagão e, embora sua mãe, cristã, defendesse a liberdade religiosa educando o filho dentro dos preceitos da Palavra de Cristo. Ele foi educado na infância entre a dualidade do paganismo do pai e do cristianismo da mãe, pois o Edito de Milão, autorizando a liberdade de culto, só entrou em vigor quando ele já tinha sete anos de idade. Mas o patriarca da família jamais aceitou a fé professada pelo filho. Como não o venceu nem com a força nem com argumentos, expulsou-o de casa. Efrém foi batizado aos dezoito anos e viveu do seu próprio sustento, trabalhando num balneário local. 
No ano 338, Nisibi foi invadida pelos persas. Efrém, então diácono, se deslocou para a cidade de Edessa, também atual Turquia. Os poucos registros sobre sua vida nos contam que era muito austero. Ele dirigiu e lecionou uma escola que pregava e defendia os princípios cristãos, escrevendo várias obras sobre o tema. Como não sabia grego, sua obra ficou isenta da influência dos teólogos seus contemporâneos, inclinados à controvérsia da Trindade. Efrém foi um ardente defensor da genuína doutrina cristã antiga. 
Com veia poética seus sermões atraiam multidões e sua escola era muito concorrida pelo conteúdo didático simples e exortativo, atingindo diretamente o povo mais humilde. Na sua época estava-se organizando o canto religioso alternado nas igrejas. Este movimento foi iniciado pelos bispos Ambrósio de Milão e Diodoro da Antióquia. Com veia poética a colaboração do diácono Efrém de Nisibi, foram poesias na língua nativa próprias para o canto coletivo, que permitiu uma rápida divulgação. 
Por sua linguagem poética recebeu o apelido carinhoso de "a Harpa do Espírito Santo". Somente à Nossa Senhora dedicou mais de vinte poemas transformados em hinos. Suas poesias eram tão populares e empolgantes, que da Síria espalharam-se e chegaram até o Oriente mediterrâneo, graças a uma cuidadosa e fiel tradução em grego. 
Efrém morreu no dia 09 de junho de 373, em Edessa, sem ter sido ordenado sacerdote. Desde então venerado neste dia por sua santidade, tanto pelos católicos do Oriente como do Ocidente. O Papa Bento XV o declarou Doutor da Igreja em 1920.

 

Ver também: Beato José de Anchieta

Fontes:

domingo, 6 de junho de 2010

Jacques (Tiago) Berthieu, Sacerdote, Missionário Jesuíta, Mártir (+1896), 8 de Junho

O bem-aventurado Jacques Berthieu nasceu em 27 de novembro de 1838 em Polminhac, Cantal (França) e morreu em 8 de junho de 1896 em Ambiatibé (Madagascar). Era um sacerdote Jesuíta francês, missionário em Madagascar. Foi fuzilado durante a rebelião (1896) Menalamba. É o primeiro mártir e beato malgache (de Madagascar).
Biografia
Nasceu na região de  Montlogis, em Polminhac, onde seus pais eram fazendeiros. O jovem Jacques fez seus estudos no Seminário de Saint-Flour (Cantal). Ordenado sacerdote em 21 de maio de 1864 em Saint-Flour, foi nomeado vigário de Roannes-Saint-Mary.
Desejando partir em missão, ele pediu para ser admitido na Companhia de Jesus e entrou no noviciado, em Pau (Pô), em 1873. Nem bem seu noviciado havia terminado, em 1875, Padre Jacques foi enviado à Ilha de Nosy Boraha, então colônia francesa, próxima a Madagasgar, para lá aprender a língua malgache. Com outros dois Jesuítas e as Irmãs de São José de Cluny, formou uma equipe missionária bem dinâmica.
As leis de Jules Ferry (relativas ao ensino obrigatório laico na França), em 1881, obrigaram-no a permanecer na Ilha de Madagascar, então reino independente. Padre Jacques trabalhou ali como missionário no distrito de Ambohimandroso, ao Sul de Antananarivo, de 1881 a 1883. Durante la primeira guerra franco-malgache ele esteve em Tamatave como  capelão militar.
De 1886 a 1891 dirigiu a missão de Ambositra onde instalou inúmeros postos missionários e desenvolveu o sistema escolar. Em 1891, Padre Jacques estava encarregado de dois postos ao Norte de Antananarivo. A situação estava difícil por lá; as rivalidades entre protestantes e católicos estavam cada vez mais intensas.
Fuzilado
Durante a segunda guerra colonial franco-malgache (1894-1895), o missionário se encontrava na Ilha Reunião. Retornou, em seguida, à ilha maior, Ambatomainty. Em 1896, Irmão Jacques foi vítima da insurreição político-religiosa – oposição ao cristianismo e ao poder francês – do movimento Menalamba. Os cristãos eram freqüentemente ameaçados. O religioso procurava colocá-los sob a proteção das tropas francesas. Assim, um grupo de cristãos que ele conduzia a Antananarivo foi afastado dos soldados e atacado pelos Menalamba em 7 de junho de 1896.
Semelhantemente aos cristãos que ele acompanhava, Irmão Jacques foi preso e submetido aos maus tratos. Em 8 de junho de 1896, todavia, propuseram-lhe salvar sua vida se ele renunciasse à fé cristã. O missionário recusou-se a cometer este ato de apostasia. Então, foi fuzilado. Isto aconteceu em Ambiatibé, a 60 km de Antananarivo (Tananarive). Mais tarde, alguns daqueles que o mataram decidiram pedir o batismo.
Beatificação
Jacques (Tiago) Berthieu foi beatificado em 17 de outubro de 1965 pelo Papa Paulo VI durante o Concílio ecumênico Vaticano II. É celebrado no dia 8 de junho na Província Jesuíta da França e em 4  de fevereiro nas outras províncias da Companhia.1
Bibliografia
§   BOUDOU, A.: Le P. J. Berthieu, Paris, 1935.
§   BLOT, B.: Il les aimai jusqu'au bout, Fianarantsoa, 1965.
§   SARTRE, A.: Le Bx. J. Berthieu, martyr à Madagascar, Lille, 1996.
Notas e Referências

Tradução e Adaptação:


Gisèle Pimentel

Ver também: Beata Maria do Divino Coração / Beata Maria Teresa Chiramel Mankidiyan


Fontes: