domingo, 6 de junho de 2010

Jacques (Tiago) Berthieu, Sacerdote, Missionário Jesuíta, Mártir (+1896), 8 de Junho

O bem-aventurado Jacques Berthieu nasceu em 27 de novembro de 1838 em Polminhac, Cantal (França) e morreu em 8 de junho de 1896 em Ambiatibé (Madagascar). Era um sacerdote Jesuíta francês, missionário em Madagascar. Foi fuzilado durante a rebelião (1896) Menalamba. É o primeiro mártir e beato malgache (de Madagascar).
Biografia
Nasceu na região de  Montlogis, em Polminhac, onde seus pais eram fazendeiros. O jovem Jacques fez seus estudos no Seminário de Saint-Flour (Cantal). Ordenado sacerdote em 21 de maio de 1864 em Saint-Flour, foi nomeado vigário de Roannes-Saint-Mary.
Desejando partir em missão, ele pediu para ser admitido na Companhia de Jesus e entrou no noviciado, em Pau (Pô), em 1873. Nem bem seu noviciado havia terminado, em 1875, Padre Jacques foi enviado à Ilha de Nosy Boraha, então colônia francesa, próxima a Madagasgar, para lá aprender a língua malgache. Com outros dois Jesuítas e as Irmãs de São José de Cluny, formou uma equipe missionária bem dinâmica.
As leis de Jules Ferry (relativas ao ensino obrigatório laico na França), em 1881, obrigaram-no a permanecer na Ilha de Madagascar, então reino independente. Padre Jacques trabalhou ali como missionário no distrito de Ambohimandroso, ao Sul de Antananarivo, de 1881 a 1883. Durante la primeira guerra franco-malgache ele esteve em Tamatave como  capelão militar.
De 1886 a 1891 dirigiu a missão de Ambositra onde instalou inúmeros postos missionários e desenvolveu o sistema escolar. Em 1891, Padre Jacques estava encarregado de dois postos ao Norte de Antananarivo. A situação estava difícil por lá; as rivalidades entre protestantes e católicos estavam cada vez mais intensas.
Fuzilado
Durante a segunda guerra colonial franco-malgache (1894-1895), o missionário se encontrava na Ilha Reunião. Retornou, em seguida, à ilha maior, Ambatomainty. Em 1896, Irmão Jacques foi vítima da insurreição político-religiosa – oposição ao cristianismo e ao poder francês – do movimento Menalamba. Os cristãos eram freqüentemente ameaçados. O religioso procurava colocá-los sob a proteção das tropas francesas. Assim, um grupo de cristãos que ele conduzia a Antananarivo foi afastado dos soldados e atacado pelos Menalamba em 7 de junho de 1896.
Semelhantemente aos cristãos que ele acompanhava, Irmão Jacques foi preso e submetido aos maus tratos. Em 8 de junho de 1896, todavia, propuseram-lhe salvar sua vida se ele renunciasse à fé cristã. O missionário recusou-se a cometer este ato de apostasia. Então, foi fuzilado. Isto aconteceu em Ambiatibé, a 60 km de Antananarivo (Tananarive). Mais tarde, alguns daqueles que o mataram decidiram pedir o batismo.
Beatificação
Jacques (Tiago) Berthieu foi beatificado em 17 de outubro de 1965 pelo Papa Paulo VI durante o Concílio ecumênico Vaticano II. É celebrado no dia 8 de junho na Província Jesuíta da França e em 4  de fevereiro nas outras províncias da Companhia.1
Bibliografia
§   BOUDOU, A.: Le P. J. Berthieu, Paris, 1935.
§   BLOT, B.: Il les aimai jusqu'au bout, Fianarantsoa, 1965.
§   SARTRE, A.: Le Bx. J. Berthieu, martyr à Madagascar, Lille, 1996.
Notas e Referências

Tradução e Adaptação:


Gisèle Pimentel

Ver também: Beata Maria do Divino Coração / Beata Maria Teresa Chiramel Mankidiyan


Fontes:

Santo Antonio Maria Gianelli, Arcebispo, Fundador (+1846), 07 de Junho

Nasceu em  12 de abril de 1789 em Cerreto, Itália. Filho de Maria e Giacomo Gianelli, Antonio cresceu numa família pobre, mas piedosa que habitava uma pequena fazenda. Sua mãe ensinou-lhe o catecismo e seu pai era conhecido como um pacificador da cidade. Antonio era um estudante tão promissor que o proprietário da fazenda pagou sua educação no seminário. Ordenado em 24 de maio de 1812 era tão jovem que precisou receber uma autorização especial para poder ser ordenado, uma vez que era um candidato muito promissor ao bom exercício do sacerdócio. Serviu como pároco em sua paróquia.
Foi Arcebispo de Chiavariem e, em 1827, fundou a Ordem dos Missionários de Santo Alfonso, uma congregação de missionários que durou até 1856. Fundou,então, a Ordem dos Oblatos de Santo Alfonso em 1828, que durou até 1848. Depois, fundou a Ordem das Irmãs de Nossa Senhora do Jardim em 1829, uma Ordem de professoras que trabalhavam com os doentes e que continua seu trabalhos na Europa, Estados Unidos e Ásia até hoje. Foi Bispo de Bobbio em 1837.
Organizou a Sociedade de São Rafael e a Sociedade de Santa Dorothéa para instruir os devotos de sua Diocese. Restaurou a devoção a São Columbanus (padroeiro dos motociclistas). Conduziu dois sínodos e estava constantemente na estrada, de paróquia em paróquia, visitando seus fieis. Faleceu em 7 de junho de 1846 de causas  naturais. Foi beatificado em 1925 e canonizado em 21 de outubro de 1951 pelo Papa Pio VII.

Ver também: Beata Maria Teresa de Soubiran La Louvière / Festa da Santíssima Trindade


Fontes:

sexta-feira, 4 de junho de 2010

São Norberto de Xanten (ou de Gennep), Arcebispo, Fundador da Ordem dos Premonstratenses (Cônegos Brancos, Cônegos de São Norberto ou Norbertinos) (+ 1134), 06 de Junho

Norberto nasceu, por volta de 1080, em Gennep, Baixo Reno, na Holanda. Filho mais novo de uma família da nobreza, podia escolher entre a carreira militar e a religiosa. Norberto escolheu a segunda, mas buscou apenas prazeres e luxos, como faziam muitos nobres da Europa. Circulava em altas rodas, vestindo riquíssimas roupas da moda, dedicando-se a caçadas e à vida da corte, até que um dia foi atingido por um raio, quando cavalgava no bosque. Seu cavalo morreu e, quando o jovem nobre despertou do desmaio, ouviu uma voz que lhe dizia para abandonar a vida mundana e praticar a virtude para salvar sua alma. Entendeu o acontecido como um presságio para uma conversa com Deus.
A partir daquele instante, abandonou a família, amigos, posses e a vida dos prazeres. Passou a percorrer, na solidão, com os pés descalços e roupa de penitente, os caminhos da Alemanha, Bélgica e França. Para aprimorar o dom da pregação, completou os estudos teológicos no mosteiro de Siegburgo e recebeu a ordenação sacerdotal. Talvez envergonhado pelo passado, empreendeu a luta por reformas na Igreja, visando acabar com os privilégios dos nobres no interior do cristianismo.
Foi muito contestado, principalmente pelo próprio clero, mas conseguiu o apoio do Papa e seu trabalho prosperou. Quando as reformas estavam já implantadas e em andamento, retirou-se para a solidão e fundou a Ordem dos Cônegos Regulares Premonstratenses, também conhecida como "dos Monges Brancos", uma referência ao hábito, que é dessa cor. A principal regra da nova Ordem era fazer com que os sacerdotes vivessem sua vida apostólica com a disciplina e a dedicação dos monges, uma concepção de vida religiosa revolucionária para a época.
Mas não encerrou aí seu apostolado, pois desejava continuar como pregador fora do mosteiro. Reiniciou sua obra de evangelização itinerante como um simples sacerdote mendicante. Em 1126, foi nomeado Arcebispo de Magdeburgo, lutando contra o cisma que ameaçava dividir a Igreja naquele tempo. Respeitado pelo rei Lotário III, da Alemanha, foi por ele escolhido como seu conselheiro espiritual e chanceler junto ao Papa.
Norberto morreu no dia 6 de junho de 1134, na sua sede episcopal, onde foi sepultado. Foi canonizado em 1582 pelo Papa Gregório XIII. Devido à Reforma Protestante, suas relíquias foram trasladadas para a abadia de Strahov, na cidade de Praga, capital da República Tcheca, em 1627, onde estão guardadas até hoje.
Ao lado de são Bernardo, são Norberto é considerado um dos maiores reformadores eclesiásticos do Século XII. Atualmente, existem milhares de cônegos da Ordem de São Norberto, em vários mosteiros encontrados em muitos países de todos os continentes, inclusive no Brasil.
 Resumindo...
...Foi convertido de uma vida mundana para intensa experiência de fé, fundou a Ordem Premonstratense em 1120, em latim Ordo Præmostratensis ou Canditus et Canonicus Ordo Præmostratensis, O. Præm. Tornou-se Arcebispo de Magdeburgo em 1126. Por seu exemplo e pela sua pregação, trabalhou com exímio ardor na reforma religiosa e moral na França e na Alemanha. Sua festa litúrgica é celebrada em 6 de junho.

Fontes :
http://www.levangileauquotidien.org/zoom_img.php?frame=33092&language=FR&img=&sz=full

Dom Fenando, o Infante Santo, Príncipe, Cavaleiro (+1443), 05 de Junho

O Beato Fernando de Portugal, dito o Infante Santo (29 de Setembro 1402 - 5 de Junho 1443[1]), foi um príncipe de Portugal da Dinastia de Avis. Fernando era o oitavo filho do rei João I de Portugal e de sua mulher Filipa de Lencastre, o mais novo dos membros da Ínclita Geração.
Fernando cedo se mostrou interessado na questão religiosa e, ainda muito jovem, foi ordenado Grão Mestre da Ordem de Avis pelo seu pai. Por ser o irmão mais novo, não tem acesso, como os mais velhos, a tantas riquezas, e intenta pôr-se ao serviço do Papa, do Imperador, ou de outro soberano europeu para ganhar prestígio e prebendas. Por motivação dos irmãos mais velhos acaba por desistir, virando as suas atenções para a luta em Marrocos, da qual lhe poderia vir imensa fortuna.
Assim, em 1437 participa numa expedição militar ao Norte de África, comandada pelo irmão mais velho o Infante D. Henrique, mas com o voto desfavorável dos outros infantes, Pedro, Duque de Coimbra e João, Infante de Portugal e do próprio Rei D. Duarte que, vítima de estranhos pressentimentos, só muito a contragosto consentiu na partida expedição. O Rei teria entregue ao Infante D. Henrique uma carta com algumas recomendações úteis, que foram por algum motivo ignoradas. A campanha revelou-se um desastre e, para evitar a chacina total dos portugueses, estabelece-se uma rendição pela qual as forças portuguesas se retiram, deixando o infante como penhor da devolução de Ceuta (conquistada pelos portugueses em 1415). No entanto, o Infante pareceu ter pressentido o seu destino, pois ao despedir-se do seu irmão, o Infante D. Henrique, lhe terá dito "Rogai por mim a El-Rei, que é a última vez que nos veremos!"
A divisão na metrópole entre os defensores da entrega imediata de Ceuta, ou a sua manutenção, conseguindo por outras vias (diplomática ou bélica), o resgate do infante, foi coeva da morte de D. Duarte (que morreu vítima da epidemia de peste que contaminou o Reino e, ao que parece, de desgosto pelo fracasso da expedição a Tânger e do cativeiro de D. Fernando), o que impediu um desfecho favorável à situação.
Fernando foi, entretanto, levado para Fez, sendo tratado ora com todas as honras, ora como um prisioneiro de baixa condição (sobretudo depois de uma tentativa de evasão gorada, patrocinada por Portugal). Daí escreve ao seu irmão D. Pedro, então regente do reino, um apelo, pedindo a sua libertação a troco de Ceuta. Mas a divisão verificada na Corte em torno deste problema delicado e diversas ocorrências ocorridas com os governadores da praça-forte levam a que D. Fernando assuma o seu cativeiro com resignação cristã e morra no cativeiro de Fez em [[1443] - acabando assim o problema da devolução ou não de Ceuta por se resolver naturalmente. Pelo seu sacrifício em nome dos interesses nacionais, viria a ganhar o epíteto de Infante Santo.
Pesará sempre a lembrança da morte trágica de D. Fernando, e com a maioridade de Afonso V, seu sobrinho, desejoso de feitos guerreiros contra o Infiel na África, sucedem-se as tentativas de conquista, voltadas sempre para Tânger, a fim de vingá-lo - primeiro em 1458 (acabando por desistir, dada a aparente inexpugnabilidade da cidade, e voltando-se para Alcácer Ceguer), depois nas "correrrias" de 1463-1464, enfim a tomada de Arzila em 1471, embora uma vez mais o objectivo fosse Tânger. De resto, após a tomada de Arzila, os mouros de Tânger, sentindo-se desprotegidos (pois eram a única praça muçulmana no meio de terra de cristãos) e abandonados pelo seu chefe (que a troco do reconhecimento, por Afonso V, do título de rei de Fez, concedia ao monarca português o domínio de todo a região a Norte de Arzila, na qual Tânger se encontrava), deixaram a cidade, fato que muito custou ao rei português, por se ver assim impossibilitado de fazer pagar cara a morte de D. Fernando, seu tio.
Por meio desse mesmo tratado concluído com o agora rei de Fez, os restos mortais do Infante, que se achavam naquela cidade, passaram para as mãos dos portugueses, tendo sido solenemente transferidos para o Mosteiro da Batalha, onde hoje repousam ao lado dos pais e irmãos, na Capela do Fundador. O seu culto religioso foi aprovado em 1470.

Referências:
1.  Página no Dicionário Histórico, Corográfico, Heráldico, Biográfico, Bibliográfico, Numismático e Artístico de Portugal de João Romano Torres (em português).
Ver: "Blessed Ferdinand" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês).

Ver também: São Bonifácio de Mainz

Fontes:

quinta-feira, 3 de junho de 2010

São Francisco Caracciolo, Sacerdote, Co-fundador da Congregação dos Frades Menores (1563-1608), 04 de Junho

Nasceu em 13 de outubro de 1563 no Castelo de sua família na Villa Santa Maria, Abruzzi, Itália, como Ascanio Pisquizio. Nascido na nobreza, ele era parente de Santo Thomas de Aquino e do Príncipe de Nápoles. Gostava de caçada. Certa vez aos 22 anos de idade ele curou um leproso com seu toque e tomou este fato como um sinal de sua vida. Vendeu todos os seus  bens, deu o dinheiro para os pobres foi estudar teologia em Nápoles em 1585. Ordenado em 1587. Entrou para a Confraria dos Hábitos Brancos da Justiça (Bianchi della Giustizia) e pregava para os prisioneiros.
Com João Agostinho Adorno fundou a Congregação dos Frades Menores, passando a cuidar dos doentes e prisioneiros. Receberam a aprovação do Papa Sixtus V em 1º de julho 1588 e do Papa Gregório XIV em 18 de fevereiro de 1591 e do Papa Clemente VIII em 1º de junho de 1592.    
Escolhido superior da Congregação em Nápoles em 89 de marco de 1592 ele fez questão de fazer também as tarefas mais humildes da casa como varrer os corredores. Notável pelo seu trabalho junto aos pobres, era um fazedor de milagres e tinha o dom da profecia, e era um pregador muito popular em sua região, curava várias doenças apenas com sua benção e o sinal da cruz.
O Papa Paulo V desejava que ele fosse Bispo mas recusou repetidamente, citando a o voto da Congregação que proibia aceitar qualquer alta posição na Igreja. No final de sua vida ele renunciou de suas funções e passou seu tempo em oração e a se preparar para a morte.
Várias vezes foi encontrado embaixo da escada da casa, em êxtase. No dia em que morreu, uma hora antes do amanhecer ele levantou-se e gritou: “Para o Céu” e logo depois  faleceu. Era o dia 4 de junho de 1608 quando Francisco morreu em Agnone, Itália. Suas relíquias estão parte em Nápoles e parte em San Lorenzo in Lucina, Roma. Foi beatificado pelo Papa Clemente XIV, em 1769, e canonizado em 24 de maio de 1807, pelo Papa Pio VII. É padroeiro da Associação dos cozinheiros italianos, escolhido em 1838. 
  
Ver também: Santa Clotilde, Rainha da França

Fontes: