sexta-feira, 9 de julho de 2010

São Bento de Núrsia, Abade e Patrono da Europa (+547), 11 de Julho

Nascimento: 24 de Março do ano 480 em Núrcia (Úmbria, Itália)
Falecimento: 21 de Março de 547  
Venerado por: Igreja Católica, Igreja Anglicana, Igreja Ortodoxa, Igreja Luterana
Canonização: 1220
Principal templo: A Abadia do Monte Cassino,e também Saint-Benoît-sur-Loire, perto de Orleans, França e Sacro Speco, em Subiaco.
Festa litúrgica: 11 de julho
Atribuições: Sino, copo quebrado, serpente representando veneno, uma vareta de disciplina, corvo
Padroeiro: Europa, Alemanha. Intercessores

São Bento de Núrsia, nascido Benedetto da Norcia (Núrcia, c. 480 — monastério de Montecassino, c. 547) foi um monge italiano, fundador da Ordem dos Beneditinos, até hoje uma das maiores ordens monásticas do mundo. Foi o criador também da "Regra de São Bento", um dos mais importantes e utilizados regulamentos de vida monástica existentes e inspiração de muitas outras comunidades religiosas. Foi designado santo padroeiro da Europa e um grande intercessor pelo Papa Paulo VI em 1964, sendo venerado não apenas por católicos, como também por ortodoxos. Foi o fundador da Abadia do Monte Cassino, na Itália (destruída durante a Segunda Guerra Mundial e posteriormente restaurada). É comemorado a 11 de Julho.
Biografia
A fonte de todos os acontecimentos da vida de São Bento são os Diálogos de São Gregório Magno, que se baseou em fatos narrados por monges que conheceram pessoalmente São Bento.
Segundo São Gregório, São Bento foi filho de um nobre romano, tendo realizado os primeiros estudos na região de Núrsia (próximo à cidade italiana de Spoleto). Mais tarde, foi enviado a Roma para estudar retórica e filosofia, mas, tendo se decepcionado com a decadência moral da cidade, abandona logo a capital e se retira para Enfide (atual Affile). Ajudado por um abade da região chamado Romano, instalou-se em uma gruta de difícil acesso, a fim de viver como eremita. Depois de três anos nesse lugar, dedicando-se à oração e ao sacrifício, foi descoberto por alguns pastores, que divulgaram a fama de santidade.
A partir de então, foi visitado constantemente por pessoas que buscavam conselhos e direção espiritual. É então eleito abade de um mosteiro em Vicovaro, no norte da Itália. Por causa do regime de vida exigente, os monges tentaram envenená-lo, mas, no momento em que dava a bênção sobre o alimento, saiu da taça que continha o vinho envenenado uma serpente e o cálice se fez em pedaços. Com isso, São Bento resolve deixar a comunidade. Volta à caverna onde, recebendo grande quantidade de discípulos, funda diversos mosteiros. 
Em 529, por causa da inveja de um sacerdote da região, tem de se mudar para Montecassino, onde funda o mosteiro que viria a ser o fundamento da expansão da Ordem Beneditina. Em 540 escreve a Regula Monasteriorum (Regra dos Mosteiros). Morre em 547.
As representações de São Bento geralmente mostram, junto com o santo, o livro da Regra, um cálice quebrado e um corvo com um pão na boca, em memória ao pão envenenado que recebeu de um sacerdote invejoso. São Gregório conta que, por sua ordem, o corvo levou o pão até onde ninguém o encontrasse.
As relíquias de São Bento estão conservadas na cripta da Abadia de Saint-Benoît-sur-Loire (Fleury), próximo a Orleáns e Germigny-des-Prés, no centro da França.

Oração

Em Latim:
"Crux Sacra Sit mihi lux;
non draco sit mihi dux;
vade retro satana!;
nunquan suad mihi vana;
sunt mala quae libas;
ipse venena bibas"


Tradução:
"A Cruz sagrada seja a minha Luz.
Não seja o Dragão meu guia.
Retira-te Satanás!
Nunca me aconselhes coisas vãs.
É mal o que tu me ofereces.
Bebe tu mesmo do teu veneno! “

Rogai por nós bem aventurado São Bento,
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Santificação

De acordo com a tradição, São Bento de Núrsia foi santificado por ter vencido duas ciladas armadas pelo diabo, nas quais lhe é oferecido um cálice de vinho envenenado e um pedaço de pão, também envenenado.
Além disso, em inúmeras vezes fora tentado efetivamente pelo Inimigo, além de ser ofendido e insultado de tal maneira que os irmãos de hábito que estavam ao seu redor podiam escutar as ofensas que ele recebia.
O Santo Varão, como também é chamado, vencia o Tentador utilizando-se do sinal da cruz e da oração contida na Cruz Medalha que fora esculpida nas paredes de um mosteiro.


A Regra de São Bento

A Regula Monasteriorum, que conta com 73 capítulos e um prólogo, foi retomada por Bento de Aniane no século IX, antes das invasões normandas; ele a estudou e codificou, dando origem a sua expansão por toda Europa carolíngia, ainda que tenha sido adaptada diversas vezes, conforme diversos costumes. Posteriormente, através da Ordem de Cluny e da centralização de todos os mosteiros que utilizavam a Regra, ela foi adquirindo grande importância na vida religiosa européia durante a Idade Média. No Século XI surgiu a reforma de Cister, que buscava recuperar um regime beneditino mais de acordo com a regra primitiva. Outras reformas (como a camaldulense, a olivetana ou a silvestriana), buscaram também dar ênfase a diferentes aspectos da Regra de São Bento.
Apesar dos diferentes momentos históricos, nos quais a disciplina, as perseguições ou as agitações políticas causaram uma certa decadência da prática da Regra de São Bento, e mesmo da população monástica, os mosteiros beneditinos conseguiram manter, durante todos os tempos, um grande número de religiosos e religiosas. Atualmente, perto de 700 mosteiros masculinos e 900 mosteiros e casas religiosas femininas, espalhados pelos cinco continentes, seguem a Regra de São Bento. Inclusive algumas comunidades de confissões Luterana e Anglicana.

A Cruz-Medalha de São Bento

Diz-se que a Cruz-Medalha de São Bento foi descoberta por ocasião da condenação de algumas bruxas, que afirmaram não conseguir praticar qualquer tipo de feitiçaria ou encanto contra os moradores do mosteiro local. Intrigados com o fato, foram averiguar o que existia no mosteiro. Ao entrarem em uma das dependências, observaram entalhadas na coluna as imagens contidas nas Medalhas utilizadas ainda hoje.
Observa-se ainda, que ao contrário da crendice popular, na frente da medalha não está a Cruz e sim a imagem do Homem de Deus, empunhando uma cruz e sua Regra.
Após a morte de São Bento, um fiel seguidor do santo cria uma medalha na qual estão escritas iniciais de frases em latim, como se vê abaixo:
·  Na frente da medalha:
"Ejus in obitu nostro praesentia muniamur" = Sejamos protegidos pela sua presença na hora de nossa morte.
·  No verso:
CSPB = Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Pai Bento)
CSSML = Crux Sacra Sit Mihi Lux (A Cruz Sagrada Seja a Minha Luz)
NDSMD = Non Draco Sit Mihi Dux (Não seja o demônio o meu guia)
VRS = Vade retro, satana! (Para trás, satanás!)
NSMV = Nunquam Suade Mihi Vana (Nunca seduzas minha alma)
SMQL = Sunt Mala Quae Libas (São coisas más que brindas)
IVB = Ipse Venena Bibas (Bebas do mesmo veneno)

Fontes:

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Beato Manoel Ruiz e Companheiros, Franciscanos, Mártires (+1860), 10 de Julho


Local de nascimento : Espanha

Ordem: Mártires franciscanos
Local de vida: Damasco
Espiritualidade: Foi um dos oito franciscanos trucidados pelos maometanos por resistirem até o fim, a renegar a Jesus Cristo. Manuel, Carmelo, Gilberto, Nicanor Maria e Pedro, sacerdotes. João e Tiago eram irmãos leigos. Eram sete espanhóis e um austríaco, embora os chamassem de "irmãos franceses". Manuel Ruiz era o superior e antes de falecer havia feito a seguinte profissão de fé: "Nós não temos senão uma alma. Perdida esta, tudo está perdido. Somos cristãos e queremos morrer cristãos". Os curdos assaltaram o convento em Damasco, o qual era muito conhecido. Lá se refugiaram três maronitas cristãos que também foram martirizados.
Frei Manuel era conhecido como Frei Paciência”. O trabalho que faziam chamavam a atenção dos muitos muçulmanos (os curdos) que lá viviam quanto à prosperidade. Teria sido mais terrível ainda se o próprio Ab-el-Kader, muçulmano, porém admirador da obra dos franciscanos, não interviesse em favor deles. Acabou não sendo atendido. Além desses freis, morreram mais onze cristãos.
Obs.: No livro das Edições Loyola (pág. 168), dia 10 é dia de São Cristóvão. Porém, como em algumas cidades comemoram-no no dia 25, você encontrará sua história anexada a um outro santo do mesmo dia: 25 de Jjulho, finalizando com uma oração também dedicada a ele.
Local de morte: Damasco
Devoção: Fidelidade a Cristo
Padroeiro: Dos viajantes e motoristas.
Morte: 10 de Julho de 1860
Oração: Beato Manuel Ruiz, vós que destes a vida junto aos vossos companheiros, inocente e injustamente, por serdes cristãos, vós que chamastes atenção pelosa prosperidade do convento pelo incansável trabalho, vós que tanto rezastes pelas criaturas de Deus que não professavam a fé em Cristo, por eles fostes mortos cruelmente. São Manuel, filho da Espanha, e todos os que padeceram os cruéis tormentos dos infiéis, rogai por nós para que também prefiramos mil vezes perder nossa vida, do que nossa alma, que é o nosso maior tesouro e é uma só. Abençoai-nos e protegei-nos, guardai-nos dos pobres invejosos, ciumentos e das rivalidades, dando a eles a conversão.
Por Cristo Nosso Senhor. Amém.
(Regina Perina)

Ver também: Santa Felicidade e seus sete filhos, Mártires

http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/07/santa-veronica-de-giuliani-religiosa.html (após modificações)

Fontes:

http://www.asj.org.br/educacao_galeriadossantos.asp?codigo=263

http://www.diocesisdejerez.org/seminario/BJJacobo.jpg

Santa Verônica Giuliani, Religiosa, Mística (+1727), 09 de Julho

Santa Verônica Giuliani nasceu em 27 de dezembro de 1660 em Mercatello sul Metauro, na província de Pesaro et Urbino, atualmente Marche, e morreu em 9 de julho de 1727 em Città di Castello, na província de Perúgia, na Úmbria. Verônica Giuliani é uma santa mística e uma das grandes representantes italianas do período barroco da espiritualidade da Paixão.

Biografia
§   1660-1664: Verônica nasceu em Mercatello sul Metauro, cidadezinha do ducado de Urbino, atualmente no Marche. Foi batizada com o nome de Úrsula. Quinta e última criança do casal Giuliani, foi uma menina muito “mimada” por seu pai e suas irmãs mais velhas. De um temperamento forte, ela soube logo tirar proveito desta predileção. Sua mãe morreu quando a pequena tinha apenas quatro anos.
§   1664-1677 : A família de Verônica (Úrsula) é muito cristã, e a alma da menininha não demora a se abrir à divina Presença. Diante de alguns quadros religiosos que havia em sua casa, ela conversava com o Menino Jesus, e vinha freqüentemente brincar com Ele. A menina ficava muito tocada com a narrativa da vida dos ascetas e, sobretudo, da vida de Santa Rosa de Lima. Úrsula sonhava igualar-se a esses gigantes da vida de penitência. Sonhava também aprender a oração silenciosa, à qual se entregava enquanto meditava os mistérios da Paixão de Jesus Cristo. Esta orientação foi determinante para a sua espiritualidade. A criança se sentia também intensamente atraída pela Eucaristia e, aos dez anos de idade, obteve a autorização para fazer a sua Primeira Comunhão. Esta seria, para ela, uma experiência inesquecível, e o início do seu desejo de tornar-se religiosa. Aos dezessete anos, Úrsula recebeu de seu pai a permissão para entrar no Convento das Clarissas de Città di Castello, na Úmbria.
§   1677-1681 : Primeira etapa de sua vida religiosa. Úrsula adota o nome religioso de verônica e logo inicia uma vida de intensa penitência. Ela precisa aprender a se adaptar à vida conventual. É preciso que ela supere, especialmente, a incompreensão de seus confessores. Aprende, assim, a ter somente um Mestre como Guia: o próprio Jesus Cristo.
§   1681-1697: É o período das grandes graças místicas. Em 1688, com apenas 28 anos, Verônica foi nomeada Mestra das noviças, cargo que conservou quase ininterruptamente até o fim de sua vida. Em 1694, Verônica viveu a experiência das Núpcias Místicas. Dois anos mais tarde, Jesus feriu terrivelmente seu coração com uma flecha (este ferimento sangrava de forma manifesta).
§   Em 5 de abril de 1697, Verônica recebeu a graça dos estigmas nas mãos, nos pés e no lado (peito). Ela conta em seu Diário que “das chagas de Jesus saíram raios de fogo”: quatro tomaram o aspecto de cravos (pregos) e a quinta, a forma de uma ponta de lança cintilante (o ferimento do lado). Ela escreveu: “Eu senti uma dor terrível, mas ao mesmo tempo eu compreendi claramente que eu acabara de ser inteiramente transformada em Deus.” As marcas dos estigmas permaneceram visíveis durante três anos, tempo correspondente aos exames realizados na religiosa pela Santa Sé. Ao fim das pesquisas, ela foi restabelecida em todos os seus direitos e na sua liberdade de ação. Ficou conhecido, então, o alto grau da sua santidade.
§   1697-1716 : Trata-se, para Verônica, de uma nova etapa de purificação e de progresso espiritual. Desde então, a espiritualidade da Paixão ocupa todos os espaços de sua vida e o desejo do Céu torna-se a única razão da sua vida.
§   1716-1727 : Verônica torna-se abadessa de seu mosteiro e assim continuará até a sua morte, que ocorre em 9 de julho de 1727. Suas últimas palavras foram: “O Amor Se deixou encontrar! Esta é a razão da minha languidez. Diga isso a todas: eu encontrei o Amor!” O bispo local imediatamente deu início ao processo informativo em vista da sua beatificação. Data de 1728 a primeira biografia da santa.
§   Verônica foi beatificada em 17 de junho de 1804 e canonizada em 26 de março de 1839. A Igreja celebra sua festa em 9 de julho, aniversário de sua morte.
§   Em obediência às ordens dos seus confessores, durante 33 anos ela redigiu o seu Diário. Trata-se de um registro monumental que conta 22 mil páginas manuscritas. Este texto permaneceu inédito até o fim do Século XIX.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também : Madre Paulina

Fontes :

terça-feira, 6 de julho de 2010

São Gregório Grassi (Bispo) e Companheiros, Mártires (+1900), 08 de Julho

Beato Gregório Grassi, (Castellazzo Bormida, diocese de Alessandria, Itália, 13.XII.1833 – Tai-yuang-fu 9.VII.1900), bispo titular de Ortósia na Fenícia, membro da Ordem dos Frades Menores, mártir na China.
Em 1848 entrou para os Frades Menores Franciscanos de Observância. Em 1856 foi ordenado sacerdote. Em 1861 partiu para a China, onde permaneceu durante quarenta anos exercendo o apostolado como missionário. Mais tarde, em 1876, assumiu o cargo de bispo titular de Ortósia, coadjutor com direito de sucessão.
Tornou-se, em 1891, vigário apostólico do Shan-si setentrional, onde promoveu um notável desenvolvimento às conquistas missionárias. Na perseguição de 1900, organizada por Tse-Hsi, mãe do Imperador, com o apoio da seita dos Boxers, que fez milhares de mártires, foi feito prisioneiro na sua residência de Tai-yuang-fu no dia 5 de Julho e morto por ódio à fé em 9 de Julho.

Ver também: Santos Áquila e Priscila

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100708&id=11753&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=51604&language=PT&img=&sz=full

São Marcos Ji Tianxiang, Mártir (+1900), 07 de Julho de 2010


De antiga família cristã convertida em 1650, irmão de um sacerdote, pai de família, culto, hábil médico, administrador da pequena comunidade cristã de Ye-Tcang-Ten, era universalmente estimado e amado pelos seus excelentes dotes e pela sua generosidade. Muito fiel às práticas religiosas, queria que todos o fossem na sua família. Tantas qualidades eram, porém, obscurecidas pelo vício do ópio. Resistiu, caiu, voltou a resistir, recaiu muitas vezes, até que o ópio o dominou.
Os missionários, no princípio, absolveram-no repetidas vezes, mas, por último, sendo grave o escândalo, proibiram-no de receber a comunhão. "Ah!, exclamou, tenho apenas uma esperança de salvação, o martírio, sem o martírio não conseguirei encontrar a porta do paraíso." Esse comportamento, que se diria paradoxal, durou 30 anos. Na manhã de 7 de Julho de 1900, cerca de 200 guardas entraram na sua aldeia. Marcos e os seus, em número de 13 pessoas, refugiaram-se num cemitério local, mas foram traídos e levados presos para uma cidade vizinha, comparecendo diante do mandarim. Uma grande multidão de amigos e beneficiados imploravam para ele a graça de ser perdoado, mas esta só poderia ser-lhe concedida com a condição de renunciar à fé. Foi incitado pelos amigos para que o fizesse, para defender a vida e os seus. "O nosso cristianismo vai tão longe como a dinastia Ming, disse ele. Preferimos a morte à apostasia. Não podemos renegar a nossa fé."
Não só não quis renunciar à fé, mas nem mesmo entregar, como uma simulação de apostasia, as medalhas e os escapulários que ele e seus familiares levavam. Dignamente agradeceu aos presentes, reafirmou a sua fé e a dos presentes, cantando a ladainha de Nossa Senhora. Num dos carros que os transportavam, o neto de 8 anos, Francisco, perguntou: "Para onde nos levam, avô?" O velho apontou para o céu e respondeu: "Voltamos para casa, meu menino." Chegando ao lugar do suplício, Marcos disse aos seus: "Meus filhos, não temais. O paraíso está aberto e próximo." Depois, pediu como favor ser decapitado em último lugar. Queria estar certo de que ninguém faltaria ao encontro no Céu. Por fim, dobrou a sua cabeça diante da espada. Era o dia 7 de Julho de 1900. Marcos tinha 61 anos.

Ver também: Beata Maria Romero Meneses

Fontes:

domingo, 4 de julho de 2010

Beata Maria Teresa Ledochówska, Religiosa, Fundadora (+1922), 06 de Julho


Maria Teresa Ledochowska nasceu a 29 de Abril de 1863 em Loosdorf, Áustria. Oriunda de nobre família polonesa, distinguiu-se por uma rara inteligência, vontade férrea, gênio lúcido e prático, sensibilidade a fugir-lhe  para os mais pobres.
Maria Teresa era aluna externa das Damas Inglesas. Apesar de ser a mais nova depressa ultrapassou todas as companheiras. Os seus exercícios de redação causavam admiração geral, quer pelo conteúdo, quer pela forma. Foi Dama da Corte da Toscana desde 1885-1890. Foi aí que, pela primeira vez, num encontro com as Missionárias Franciscanas de Maria, deparou-se com  os problemas missionários, sobretudo com a escravidão. Após o encontro, fez o propósito de rezar muito pelas missões.
Em 1886 uma amiga protestante ofereceu-lhe o livro do Cardeal Lavigerie sobre a escravatura em África, que dizia: “Mulheres cristãs da Europa, se Deus vos concedeu talento para escrever, colocai-o ao serviço desta causa. Não encontrareis outra mais santa!”
A partir daquele momento, novo caminho se lhe deparou e seguiu-o com todas as suas forças. Pôs  imediatamente mãos à obra e começou a escrever um drama sobre os escravos intitulado “Zaida, a jovem negra”.
A partir de Outono de 1889, Maria Teresa começou a escrever artigos sobre as missões. O Eco de África foi publicado pela primeira vez, em Novembro do mesmo ano.  Ela já estava em contato com seis congregações missionárias, que lhe forneciam notícias de diferentes territórios da África.
  Em 15 de Abril de 1891 pediu e obteve a dispensa do trabalho na corte, o que lhe foi concedido pelo imperador Francisco José. No dia 9 de Maio do mesmo ano, despediu-se da corte.  
Depois de consumir heroicamente a sua vida a favor das Missões, faleceu a 6 de Julho de 1922 aos 59 anos de idade. Foi beatificada pelo Papa Paulo VI em 19 de Outubro de 1975, então Dia Mundial das Missões.

Ver também: Santa Maria Goretti

Fontes:

Santo Atanásio o Atonita, Igúmeno e Místico (+ 1003) – 05 e/ou 18 de Julho

Santo Atanásio, o Atonita, introduziu grandes mudanças na vida dos monges do Monte. Era oriundo de Trebizond e foi professor em Constantinopla. Seguiu para o Monte Atos, provavelmente em 957, com o objetivo de tornar-se eremita.
Posteriormente, participou com seu amigo Nicéforo Focas na campanha militar da ilha de Creta, nos anos 960-961, juntando algum dinheiro e conseguindo organizar um pequeno grupo de anacoretas, que rapidamente transformou-se numa comunidade de 80 monges.
Seu amigo Nicéforo II Focas tornou-se imperador, reinando de 963 a 969, e o ajudou financeiramente a construir a chamada Grande Lavra, que se destacava em comparação com outros mosteiros, principalmente por tratar-se da primeira comunidade cenobítica, isto é, de vida em comunidade, contrapondo-se à vida nos eremitérios, à vida anacorética, isto é, em solidão e em isolamento.

Ver também: Santo Antônio Maria Zacarias

Fontes:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Beato Pier Giorgio Frassati, Leigo (+1925), 04 de Julho

Pier Giorgio Frassati (Turim, 6 de abril de 1901 — Turim, 4 de julho de 1925) foi um ativista católico italiano. Modelo do jovem leigo, tornou-se significativamente popular nas décadas seguintes à sua inesperada morte, sobretudo nas Conferências de São Vicente de Paulo e na Ação Católica. Foi beatificado pelo Papa João Paulo II como o Homem das Oito Bem-Aventuranças, aos 20 de maio de 1990.

Filho de Alfredo Frassati e Adelaide Ametis, família abastada, dona do jornal La Stampa. Tendo vivido entre 1918 e 1922 em Berlim, onde o seu pai foi embaixador de Itália, Pier Giorgio viveu, sobretudo, no Piemonte, na cidade de Turim.
Pier-Giorgio era profundamente anti-fascista, chegando a envolver-se em confrontos físicos com adeptos do Partido Social Fascista de Benito Mussolini. Quando aquele dirigente assumiu o poder, em 1922, o seu pai demitiu-se de embaixador e regressou a Itália com a família. Em 1921 Pier Giorgio inscreveu-se no Partido Popular italiano (Partito Popolare Italiano), dirigido por Luigi Sturzo que se reclamava das idéias da Democracia Cristã.





Dedicou-se desde muito novo a várias obras sociais, de caridade e religiosas. Envolveu-se no seio de vários grupos católicos de juventude, como o Apostolado da Oração e a Sociedade de São Vicente de Paulo, sendo igualmente membro da Ordem Terceira de São Domingos. Uma da suas máximas de vida era: «A Caridade não é suficiente: precisamos de reformas sociais». Foi um dos fundadores do jornal «Momento», baseado nos ensinamentos sociais do Papa Leão XIII explanados na sua encíclica Rerum Novarum. Estudante de Engenharia Industrial Mecânica na Escola Real Politécnica entre 1918 e 1925, pretendia vir a dedicar-se integralmente aos mineiros, que ele via como uma das classes profissionais mais sofredoras, tanto em termos de dureza profissional quanto em termos sociais.
Era um desportista, praticando diversas modalidades entre as quais se destacava o montanhismo, mediante o qual aproveitava para se isolar, rezar e refletir na solidão das montanhas.
Frassati morreu em 1925 de poliomelite e milhares de pessoas participaram no seu funeral. Encontra-se enterrado na Catedral de Turim. Foi chamado de Homem das oito beatitudes pelo Papa João Paulo II, que o nomeou Patrono dos Desportistas e o beatificou a 20 de Maio de 1990. Sua festa religiosa é celebrada em 4 de julho.

Ver também: Santa Isabel, Rainha de Portugal

Fontes:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Fichier:Versolalto.jpg Pier Giorgio Frassati lors de la dernière randonnée au Lunelle le 7 juin 1925. « Verso l'alto » (« vers le sommet ») est la légende que Pier Giorgio apposa lui-même sur cette photo

terça-feira, 29 de junho de 2010

Santo Anatólio de Constantinopla, Patriarca (+458), 03 de Julho


Anatólio (449 — 458) foi o décimo patriarca a figurar na Lista sucessória dos Patriarcas Ecumênicos de Constantinopla, ele foi elevado ao Patriarcado em substituição a Flaviano de Constantinopla, por imposição de Dióscoro, Patriarca de Alexandria, imediatamente após o Segundo Concílio de Éfeso, em 449.
Embora adepto do Monofisismo, Anatólio, viu-se obrigado a ceder à imposição da Imperatriz Pulquéria, que pretendia auxiliar ao papa na reversão do quadro político em que se via metida a Igreja, vitimada por Eutiques e seus simpatizantes.
Ela ordenou ao patriarca Anatólio que cedesse à posição romana e estreitasse os laços com a ortodoxia, se quisesse conservar a sua posição. Anatólio, intimidado com as ameaças, reuniu um concílio para o qual convidou os legados do papa, a fim de dar conhecimento da já conhecida carta de São Leão Magno O Tomo ad Flavianus endereçada a Flaviano, seu antecessor. Os presentes ao novo Concílio declararam sua aprovação a todo conteúdo da carta, e Anatólio pronunciou o anátema contra Nestório e Eutiques, condenou a sua doutrina. Em conseqüência de seus atos foi reconhecido como patriarca legítimo de Constantinopla.

Ver também: São Tomé, Apóstolo

Fontes:

Beato Julião Maunoir, Sacerdote Jesuíta, Missionário na Bretanha (1606-1683), 02 de Julho

Nascido em 1606, o Beato Julião Maunoir fez os estudos em Rennes, França, e depois entrou na Companhia de Jesus em Paris, em 1625. Em Quimper, o venerável Miguel Le Nobletz impeliu-o a continuar o apostolado na Baixa Bretanha,  onde a assistência religiosa estava nessa época muito descuidada. Em três dias, segundo se diz, por intercessão da Virgem Maria, o Padre Maunoir aprendeu a língua bretã e consagrou-se imediatamente ao ensino do catecismo na região.

De 1634 a 1638 terminou os estudos teológicos em Bourges e, quando se propunha ir para as missões do Canadá, foi atacado por doença grave. Nesse momento, fez o voto de se consagrar às missões da Bretanha, se recuperasse a saúde. Restabelecido, começou vasta obra de restauração religiosa da gente dessa região. Durante 42 anos, perseverou nesse trabalho, pregando, catequizando e dando retiros; estes, em Quimper, reuniam uns mil padres por ano. Pelos muitos que encaminhou para a vida sacerdotal na idade madura, segundo foi escrito, o Beato merecia ser tomado como padroeiro das vocações tardias. Julião Maunoir faleceu a 28 de Janeiro de 1683 e foi beatificado por Pio XII, a 20 de Maio de 1951.
Reproduzimos parte do elogio que o mesmo Sumo Pontífice fez, a seguir, do novo Beato, diante dos peregrinos franceses que tinham vindo assistir à cerimônia na Basílica de São Pedro:
“Em conseqüência de que transformação chegou a Bretanha a merecer que a apontassem ao mundo como exemplo de vida ardorosa, moral e profundamente cristã? Ela própria atribui a honra disso ― depois de Deus, da Virgem Maria e dos Santos padroeiros ― aos seus missionários, na primeira linha dos quais ela venera o beato Julião Maunoir.
Mas que fez ele e qual foi o seu segredo? Foi nada mais que apóstolo, mas foi-o em toda a extensão e toda a força do termo: apóstolo de Cristo, formado na sua escola, dócil aos seus princípios e às suas lições, penetrado pelo seu puro espírito... Ação intensa, adaptação às disposições e aos métodos do tempo. Bem nos parece que foram esses, entre outros, os traços da fisionomia e da actividade do Beato Julião Maunoir...
No capítulo da ação intensa, Maunoir pode fácil e vitoriosamente ser comparado com seja quem for: trabalhos, fadigas, incômodos e sofrimentos, sem nunca descansar nem se poupar na sucessão ininterrupta das Missões, e que Missões! No continente e nas ilhas, pregações, procissões, catecismo, confissões, visita dos doentes e tudo mais. Quem lê a sua vida pergunta-se como um só homem pôde bastar para tantos trabalhos, como pôde a sua natureza agüentar tal cansaço... Homem de ação mais que ninguém, punha acima da ação o estudo, e acima do estudo a oração... Tinha, dizia ele próprio, recebido de Deus um dom de oração que o mantinha em contínua união com Ele...
Foi para se colocar ao alcance de todos que ele aprendeu a difícil língua que falavam. Ensinava, por meio de grandes quadros figurados, a doutrina e a moral. E punha-as em estribilhos e estrofes, que tão bem se imprimiam na memória, que ainda hoje o povo os canta...”

Ver também : São Bernardino Realino

Fonte:
http://alexandrinabalasar.free.fr/juliao_maunoir.htm