domingo, 25 de julho de 2010

São Tiago Maior, Apóstolo de Cristo, Mártir (+Século I), 25 de Julho

         Data de Nascimento (?)
Data de Falecimento c. 44 d.C., em Jerusalém
Venerado Em toda a Cristandade
Maior santuário Catedral de São Tiago de Compostela, Galícia,Espanha
Festa 25 de Julho (Igreja Católica)
Iconografia Peregrino, cavaleiro, vieira, chapéu de viandante ,cajado
Patrono dos peregrinos, dos cavaleiros, dos veterinários, dos farmacêuticos etc.; do Chile, da Guatemala, da Nicarágua e da Espanha, e inúmeras outras localidades

São Tiago Maior (muito raramente chamado de São Tiago, o Grande), também é conhecido como São Tiago de Compostela. Martirizado em no ano 44 da nossa Era, foi um dos Doze Apóstolos de Jesus Cristo. Foi feito santo e chamado São Tiago Maior para diferenciá-lo de outros santos de nome Tiago, como o apóstolo São Tiago Menor, e ainda São Tiago, o Justo.

O nome do Apóstolo São Tiago
Os nomes Tiago e Jaime derivam indiretamente do latim Iacobus, por sua vez uma latinização do nome hebraico Jacob (aportuguesado para Jacó).
Com o decorrer do tempo, o nome evoluiu em diversas direções conforme os idiomas: manteve-se Jakob em alemão e noutras línguas nórdicas, James em inglês, Jacques em francês.
Na própria Espanha há diferenças substanciais: a oriente, tornou-se Jácome, Jaume ou Jaime (todas formas correntes no catalão), mas na faixa ocidental da Ibéria tornou-se simplesmente Iaco ou Iago, por queda da terminação -bus (entendida como uma desinência de dativo/ablativo plural em latim, quando na verdade não o era), e assim passou ao português, galego, leonês e castelhano.
Santo Iago, na pronúncia corrente, tornou-se Sant’Iago, originando-se a partir daí a corruptela São Tiago, e o moderno antropónimo em português e castelhano. Para além disso, em castelhano, por uma falsa etimologia, São Tiago derivou também para San Diego, originando assim também o nome Diogo.

São Tiago na Bíblia
Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão do apóstolo São João Evangelista.
Nasceu em Betsaida, Galiléia. Tal como o seu pai e o irmão o apóstolo João, era pescador no Mar da Galiléia, onde trabalhava com André e Simão Pedro (Mateus 4, 21-22 e Lucas 5, 10). Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos (Mateus 17, 1 e 26, 37; Lucas 8, 51), tendo sido dos seus mais próximos colaboradores, ao participarem na Transfiguração, na agonia de Cristo no Monte das Oliveiras.
No evangelho de Mateus, conta-se que a mãe de ambos, Tiago e João, Salomé, em seu orgulho materno, pediu a Jesus que seus dois filhos, Tiago e João, fossem colocados um à direita e outro à esquerda, no Reino de Deus, porém Jesus lhe objetou:"Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?", Os apóstolos responderam: "Podemos". "Pois bem, isso é verdade, concluiu Jesus, mas dar-vos o primeiro lugar no Reino, isso depende do meu Pai, que está no céu".
Segundo Marcos 3, 17, Tiago e João são chamados por Jesus como «Boanerges», isto é, Filhos do trovão. Isto se deu pelo fato que caracterizou a índole dele e de seu irmão João: ao chegar Jesus com sua comitiva à terra dos samaritanos, estes lhe interditaram a entrada. João e Tiago viram, neste fato, uma afronta a Cristo e exprimiram sua indignação com estas palavras: "Queres, Senhor, que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade, para consumi-la?" Jesus, porém os repreendeu dizendo: "Vós não sabeis de que espírito sois! O Filho do Homem não veio para perder, mas para salvar as almas" (Lc 9,54).
Segundo a bíblia é um dos discípulos mais íntimos de Jesus de Nazaré, já que em várias ocasiões onde Jesus só se fazia acompanhar por 3 apóstolos, era ele escolhido, junto a Pedro e João. Assim se deu na Transfiguração no Monte Tabor, por ocasião da ressurreição da filha de Jairo, e no Monte das Oliveiras, pouco antes da prisão de Jesus.
Tiago é citado entre os testemunhos da terceira aparição de Cristo após a sua morte e ressurreição, nas margens do lago de Tiberíades.
Pouco mais se sabe acerca sua vida. A sua última aparição no texto bíblico mais aceito é a de que foi o primeiro apóstolo a morrer, e teria sido mandado decapitar por ordem de Herodes Agripa I, rei da Judéia, cerca do ano 44, em Jerusalém. É, aliás, o único apóstolo cuja morte vem narrada na Bíblia, nos Atos dos Apóstolos 12, 1-2Ele (Herodes) fez perecer pelo fio da espada Tiago, irmão de João»).

São Tiago e a Hispânia
Muitos são os que creêm que São Tiago tenha visitado a província romana da Hispania e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judéia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado incluem Braga, a Galícia, na Espanha e Guimarães e Rates na Póvoa de Varzim.

 

A tumba de São Tiago em Compostela

Segundo uma tradição, o seu corpo teria sido então transportado para a Espanha, e sepultado na Galícia, no lugar de Compostela (depois chamado, em sua honra, São Tiago de Compostela). No entanto, não há provas que permitam corroborar esta tradição.
Certo é que em 814, na Galícia, um eremita (seu nome Pelaio), seguindo uma revelação que tivera durante o sono, descobriu um túmulo contendo umas relíquias, e estas foram de imediato veneradas e associadas a São Tiago, em virtude da lenda que afirmava que este se havia deslocado à Espanha para dar testemunho de Cristo. Sobre essa tumba viria a ser erguida a Catedral de São Tiago de Compostela.
Por isso mesmo, São Tiago tornou-se o santo patrono, primeiro da Galícia, depois de toda a Espanha, e o seu santuário em São Tiago de Compostela tornou-se um dos mais famosos locais de peregrinação do mundo cristão, sobretudo na Idade Média. O caminho de São Tiagopassou por isso a designar um conjunto de rotas, pejadas de albergues e hospícios dedicados ao santo, que cruzavam a Europa Ocidental até São Tiago de Compostela, através do Norte de Espanha.
Ainda hoje, dezenas de milhares de peregrinos se dirigem anualmente a São Tiago de Compostela, considerada a terceira cidade mais sagrada no cristianismo depois de Jerusalém e Roma.[1] 

São Tiago Mata-Mouros


De acordo com outras tradições, São Tiago teria aparecido miraculosamente em vários combates travados em Espanha durante a Reconquista Cristã- Batalha de Clavijo, em 844 - sendo a partir de então apelidado de Matamoros (Mata-Mouros). São Tiago y cierra España foi desde então o grito de guerra dos exércitos espanhóis. São Tiago foi também protetor do exército Português até à crise de 1383-1385, altura em que o seu brado foi substituído, oficialmente, pelo de São Jorge. Na prática os soldados portugueses continuaram a invocar São Tiago nos seus combates, tal como facilmente se pode verificar, por exemplo, lendo as descrições das Decadas da Ásia, de João de Barros.
Mais tarde, o escritor Cervantes registrou, no seu Don Quixote de la Mancha, que “São Tiago Mata-Mouros é um dos mais valorosos santos e cavaleiros que o Mundo alguma vez teve; foi dado a Espanha por Deus, como seu patrono e para sua proteção.”

A Ordem de São Tiago

No contexto da Reconquista, a Ordem Militar de São Tiago foi fundada precisamente para combater os muçulmanos, e a pertença à Ordem tornou-se uma grande dignidade. Mais tarde dividir-se-ia em dois ramos, um em Espanha, e o outro em Portugal.

Dia de celebração
São Tiago é celebrado por todas as confissões cristãs. É festejado a 25 de Julho, nas Igrejas Católica e Luterana. Os ortodoxos comemoram-no a 30 de Abril, os coptas a 12 de Abril, e os etíopes a 28 de Dezembro.

Santo Patrono
Tiago, para além de Patrono da Galícia e da Espanha, é também o santo protector de:
§  dos cavaleiros, dos peregrinos, das peregrinações e dos caminhos;
§  do exército espanhol;
§  de inúmeras profissões: camionistas, chapeleiros, fabricantes de peles, tanoeiros, farmacêuticos, veterinários…;
§  do Chile, da Guatemala e da Nicarágua, Colômbia, Cuba, México, Peru para além de inúmeras localidades ibero-hispanas;
§  é também invocado para a prosperidade das macieiras e outras árvores de fruto e contra o reumatismo.

Iconografia
Na iconografia, São Tiago possui três representações:
- Como apóstolo (em pé, descalço, de túnica, se gurando a Bíblia); - Como peregrino, sentado ou em pé, usando sandálias, túnica, chapéu, cabaça, manto, e aquele que se tornou o símbolo de São Tiago por excelência – a vieira (chamada concha de São Tiago), a qual era usada freqüentemente pelos peregrinos nos seus chapéus ou mantos – assim como um cajado, para auxiliar os peregrinos nas suas difíceis viagens por montes e vales.
- Por vezes surge como cavaleiro, representado em um cavalo branco com uma espada em uma das mãos e um estandarte na outra. Essa devoção surge após a Batalha de Clavijo, em 844. Ao longo da Idade Média passa a ser conhecido como São Tiago, o mata-mouros. A cruz com ponta de adaga torna-se um de seus símbolos.
- Na conquista hispânica na América, vê-se que a quarta devoção a São Tiago Maior. A iconografia de mata-moros será readaptada, surgindo a figura de São Tiago Mata-índios, que se tornará símbolo da conquista tanto de corpos quanto de almas no Novo Mundo.

Referências

O Wikimedia Commons possui umacategoria contendo imagens e outros ficheiros sobre São Tiago Maior

Ligações externas
O Wikilivros tem um livro chamadoSantos Católicos
§  Enciclopédia Católica São Tiago Maior (em inglês)

Fontes:

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Santa Cristina, Mártir (+ por volta do ano 300 d.C.), 24 de Julho

Cristina era uma criança de dez anos ; todavia, foram necessários três tiranos sucessivamente para fazê-la morrer, pois os dois primeiros foram vítimas da própria crueldade. O pai de Cristina era um governador romano chamado Urbano, homem muito ligado ao culto dos falsos deuses. Cristina, inspirada pelo Espírito Santo, após ter seu coração aberto à fé cristã, retirou de sua casa todos os ídolos de ouro e de prata que seu pai adorava, quebrou-os e deu-os aos pobres cristãos. Ao saber desta novidade, a cólera de seu pai foi imensa: Cristina foi esbofeteada, açoitada, dilacerada com garras de ferro.
Em meio a essas torturas, a heróica criança conservou a paz de sua alma e recolheu os pedaços de sua carne para apresentá-los ao seu pai. O suplício da roda e o do fogo foram-lhe inofensivos. Em seguida, um anjo foi até a prisão onde estava Cristina para curar-lhe as feridas. Seu pai tentou um último esforço: mandou jogá-la no lago vizinho com uma pedra amarrada ao pescoço, mas um Anjo reconduziu-a sã e salva às margens. Este novo prodígio irritou de tal forma seu pai que, no dia seguinte, ele foi encontrado morto em seu leito.
Um novo governador herdou sua crueldade. Mandou então que mergulhassem Cristina numa banheira de óleo fervente com breu; mas ela fez sobre si o sinal da Cruz e não sentiu os tormentos deste suplício. Após novas torturas, conduziram-na ao templo de Apolo. Assim que ela entrou ali, o ídolo se estilhaçou em mil pedaços, e o tirano caiu morto, fulminado. De uma só vez, três mil pagãos se converteram à fé cristã.
A corajosa mártir teve que se apresentar diante de um terceiro juiz, que quis vingar a vergonha e a morte de seus dois predecessores jogando a jovem mártir numa fornalha ardente, onde ela permaneceu durante cinco dias sem nada sofrer. Os carrascos, então, deixaram Cristina aprisionada em meio a inúmeras víboras, que não lhe fizeram mal algum. Cortaram-lhe a língua sem que ela perdesse a capacidade de fala. Enfim, amarrada a um poste, Cristina foi perfurada por flechas.

Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano (Vie des Saints pour tous les jours de l'année), Tours, Mame, 1950.

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também: Beatas Maria Pilar, Teresa e Maria Ángeles

Fontes:

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Santa Cunegundes, Religiosa (1224-1292), 23 de Julho

Da dinastia real da Hungria, Cunegundes (Kinga) era filha do rei Bela IV e de Maria Láskaris, a bizantina. Era sobrinha de Santa Edwiges e de Santa Inês de Praga; irmã das Bem-aventuradas Iolanda e Margarida; prima de Santa Isabel de Portugal; prima e cunhada da Bem-aventurada Salomé de Cracóvia; tia de São Luís de Tolosa. Muito trabalhou para a canonização de Santo Estanislau e Santa Edwiges.
Nasceu em 1224. Casou-se com Boleslau, príncipe de Cracóvia, em 1239, vivendo com ele durante 40 anos em virgindade. Após a morte do marido, tornou-se Clarissa em 1279, no Mosteiro de Stary Sacz, fundado por ela e o marido em Sandeck. Ali, mais tarde, foi abadessa. Morreu em 1292. Foi declarada padroeira da Polônia e Lituânia pelo Papa Clemente XI. 
Foi beatificada em 1690 pelo Papa Alexandre VIII e canonizada pelo Papa João Paulo II, em Stary Sacz, no dia 16 de Junho de 1999.

Oração
Ó querida Santa Cunegundes, fiel seguidora do ideal clariano em pobreza e castidade, sê para nós um modelo de vida pobre e casta. Que possamos viver uma fidelidade a toda prova, um amor profundo a Jesus. Intercede por nós, para que saibamos abraçar com radicalidade a nossa vocação, reconhecendo que a graça nos conduz à plenitude da experiência dos mistérios de Jesus Cristo. Que o teu amor a Jesus nos ajude a viver plenamente a nossa consagração. Amém!

Ver também: Santa Brígida da Suécia / Beato Nicéforo Diez Tejerina e 25 Companheiros Mártires de Daimiel

Fontes:

terça-feira, 20 de julho de 2010

Santa Maria Madalena, Apóstola (Século I), 22 de Julho

Nasceu em Magdala (de onde surge o seu nome), uma vila a 4 km ao Norte de Tiberíade, na Síria. Na juventude foi possuída por forças do mal, mas quando recebida na fé cristã tornou-se sã. O Evangelho narra que Cristo passou pelas cidades e vilas proclamando a Boa Nova sobre o Reino dos Céus e iam com Ele os doze apóstolos e algumas senhoras, as quais Ele curou dos espíritos malignos e de doenças:“Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios, Joanna, esposa de Cuza, procurador de Herodes e Suzana e muitas outras que O serviam com seus bens (Lc. 8,3)”.
Maria Madalena foi zelosa cristã cuja fé e amor por Cristo nada podia derrotar ou abalar no mundo. A Santa, como fiel discípula, foi com Seu Senhor, acompanhou-O até o Gólgota e foi a primeira a encontrar o túmulo vazio “... dois anjos vestidos de branco, sentados...” os quais anunciaram-na a Ressurreição de Cristo. Assim como foi a primeira para quem o Senhor Ressuscitado se manifestou e enviou-a aos discípulos com a Boa Nova.
Depois disso em toda a sua vida, Maria Madalena foi exemplo de devoção e serviço a Igreja. A Tradição relata que pregando em Roma, ela chegou ao palácio do imperador Tibério. Na audiência com o imperador ela lhe contou sobre o Senhor Jesus Cristo sobre seu ensinamento e ressurreição dos mortos. O imperador duvidou do milagre da ressurreição e pedia provas a Maria Madalena. Então ela pegou um ovo cozido que estava em cima da mesa e entregando-o ao imperador disse “Cristo Ressuscitou!” Durante estas palavras o ovo branco ficou vermelho carmim nas mãos do imperador.
Depois, como os apóstolos, viajou pregando a Boa Nova aos países entre a Itália e a Ásia Menor. Quando aportou em Éfeso, uniu-se ao Apóstolo João, o teólogo, a fim de junto com ele propagar a Fé Cristã, e assim até o fim de sua vida. Morreu em Éfeso e as sua relíquias em 899 foram trazidas pelo Imperador Bizantino Leão VI, o sábio, para Constantinopla.
Conforme a tradição Maria Madalena foi chamada “igual aos apóstolos”, e seu culto é, em geral, na Igreja Ortodoxa como na Igreja Romana.
A memória de Santa Maria Madalena, a Igreja comemora em 22 julho/4 agosto e no Domingo das Miróforas (III Domingo da Páscoa.)
As Santas Mulheres – Pequeno dicionário bibliográfico, Jaroslaw Charkiewicz
Mosteiro Ortodoxo da Dormição da Mãe de Deus
Boletim Interparoquial agosto de 2004

Ver também :

Fonte :

Santa Praxedes, Cristã Romana (Século II), 21 de Julho

Santa Praxedes era uma dama romana cujo pai, São Prudêncio, convertido por São Paulo Apóstolo, era um amigo dos Apóstolos. Ela era irmã de Santa Prudenciana (ou Prudência).  

 Biografia
No tempo em que o imperador Marco Aurélio perseguia os cristãos, Praxedes, dama romana, irmã de Prudenciana (ou Prudência), ajudava aos fiéis com os seus recursos financeiros e seus cuidados, consolava-os e prestava-lhes todos os serviços que podia dispensar com sua caridade. Escondia-os em sua casa, exortava-os a perseverar na fé, enterrava cristãmente os cadáveres. Ela não deixava que nada faltasse aos que eram aprisionados nas masmorras ou àqueles tratados como escravos. As duas irmãs mandaram construir um batistério dentro de sua própria casa, onde já havia uma capela, para que ali os catecúmenos fossem batizados. Foram ajudadas em suas obras pelo Papa Pio I (140-154 d.C.) e pelo sacerdote Pastor. 
Prudenciana morreu martirizada aos dezesseis anos de idade e foi enterrada nas catacumbas de Santa Priscila, perto de seu pai, na Via Salária.


Após a morte de sua irmã Prudenciana, Praxedes, oriunda de uma família nobre e tradicional, transformou seus palácios em igrejas para onde, dia e noite, os pagãos acorriam aos milhares pedindo o Batismo. A polícia imperial respeitava a residência de uma descendente dos Cornelii. Livre da tutela de Antonino, seu pai adotivo, Marco Aurélio não demorou muito a ser impedido por este obstáculo. Aconteceu uma execução em massa, em que inúmeros cristãos foram presos e massacrados. 
A dama romana viu tudo desmoronar ao seu redor sem que ela própria fosse atingida. Magoada, Praxedes voltou-se para Deus e pediu-Lhe para morrer, se isso lhe fosse vantajoso. Foi chamada, no décimo segundo dia das *calendas de agosto, a receber no Céu a recompensa por sua piedade. Seu corpo foi depositado, pelo padre Pastor, na sepultura de seu pai e de sua irmã Prudenciana, nas catacumbas de Santa Priscila, na Via Salaria.

Celebrações
Praxedes é celebrada pela Igreja no dia 21 de Julho, dia de sua morte, após ter prestado assistência durante um longo tempo aos primeiros cristãos perseguidos. Foi enterrada junto ao seu pai e à sua irmã, e uma igreja lhe foi consagrada, reconstruída pelo Papa Pascal I em 822, e que hoje é a Basílica de Santa Praxedes de Roma. Segundo a tradição, nesta basílica é conservado um pedaço da coluna na qual teria ocorrido a flagelação de Cristo.

*As calendas, no antigo calendário romano, eram o primeiro dia de cada mês quando ocorria a Lua nova. Havia três dias fixos: as calendas, as nonas (quinto ou sétimo dia, de acordo com o mês) e idos (13º ou 15º dia, conforme o mês). Dos idos é que provém a expressão "nos idos de setembro" para expressar uma data para a segunda metade do mês.
É desta palavra que se originou o termo calendário e a expressão calendas gregas, representando um dia que jamais chegará, pois era inexistente no calendário grego.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: São Lourenço de Brindisi

Fontes:

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Santo Apolinário, Bispo, Mártir († 87 d.C.), 20 de Julho

Santo Apolinário foi de Antioquia a Roma com São Pedro, onde foi ordenado pelo Príncipe dos Apóstolos. Em seguida, foi enviado a Ravena para lá pregar a fé. Sua primeira obra, ao chegar àquela cidade, foi a de devolver a visão ao filho de um soldado ao qual ele havia pedido abrigo; alguns dias depois, curou a mulher de um tribuno, que padecia de uma doença incurável. Isso foi o suficiente para causar a conversão de um grande número de pessoas, e logo formou-se na cidade uma cristandade florescente. Traduzido diante do governador pagão, Apolinário pregou Jesus Cristo, desprezou o ídolo de Júpiter e viu-se expulso da cidade pelo furor popular, que o deixou semi-morto.

Após algumas pregações nos países vizinhos, Apolinário retornou a Ravena e foi à casa de um nobre patrício que havia mandado chamá-lo para curar sua filha, que estava à morte. Mas o apóstolo só apareceu no momento em que a doente deu o último suspiro. Chegando perto do leito fúnebre, o santo dirigiu a Deus uma fervorosa oração: “Em Nome de Cristo, minha jovem, levanta-te”, disse ele, “e confesse que não há outro Deus além d’Ele!” A moça levantou-se, cheia de vida, e exclamou: “Sim, o Deus de Apolinário é o Deus verdadeiro!” Em seguida a este novo prodígio, trezentos pagãos se converteram e receberam o batismo, a exemplo da moça e de seu pai.
Mas o sucesso cada vez maior do cristianismo em Ravena logo desencadeou novas perseguições contra o apóstolo de Jesus Cristo. Ele precisou submeter-se a um novo interrogatório, que serviu apenas para avivar ainda mais a sua coragem e a dar-lhe ocasião de explicar os mistérios da nossa fé. Apolinário teve que sofrer os mais atrozes suplícios, a flagelação, o cavalete, o óleo fervente, depois os horrores da fome numa prisão infecta. Mas Deus se encarregava de alimentá-lo através de Seus anjos. Os carrascos o exilaram na Ilíria. Este exílio deu-lhe condições de pregar a fé a novos povos e de espalhar, assim, a luz do Evangelho. A perseguição o reconduziu a Ravena após três anos de ausência.
Esta foi a última etapa de sua vida. Apanhado assim que desembarcou, Apolinário assombrou seus perseguidores ao fazer desabar, com apenas uma oração, o templo de Apolo. Devolveu a visão ao filho do seu juiz, dizendo-lhe: “Em Nome de Jesus Cristo, abra os teus olhos e veja!” Uma multidão de pagãos se converteu à fé cristã; mas a raiva dos corações endurecidos apenas cresceu e logo Apolinário coroou sua vida com um martírio glorioso.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também: Profeta Elias

Fontes:
Abade L. Jaud, Vida dos Santos para todos os dias do ano (Vie des Saints pour tous les jours de l'année), Tours, Mame, 1950.
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100720&id=13987&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39794&language=FR&img=&sz=full

Santas Justa e Rufina, Mártires (+287), 19 de Julho

Santa Justa e Santa Rufina eram duas irmãs que nasceram em Sevilha e faleceram no ano 287 na mesma cidade. Estas jovens pertenciam a um povo pagão cujo governador obrigava a prestar culto a ídolos; no entanto, Rufina e Justa nunca aceitaram tal imposição, pois possuíam uma grande fé cristã.

Descendentes de uma família pobre, ganhavam a vida vendendo louça de barro nas feiras. Certo dia, estando as duas irmãs junto da sua barraca de louça, viram surgir uma grande procissão que trazia um dos ídolos. Todo o povo o venerava e adorava, porém Rufina e Justa recusaram-se a tal. Enfurecido o governador deteve-as e submeteu-as a tormentos e terríveis castigos, até a morte.
Assim, pela coragem de nunca renegarem a sua fé cristã, estas duas raparigas começaram a ser conhecidas e veneradas principalmente pelos oleiros, de quem são padroeiras.

Ver também: Santo Arsênio, Eremita

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100719&id=11544&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=50827&language=PT&img=&sz=full