sexta-feira, 17 de setembro de 2010

São João Macias, Religioso (+1645), 18 de Setembro

Filipe II de Espanha governava quase metade do mundo, no dia 2 de Março de 1585, quando nascia em Ribera del Fresno, perto de Badajoz – Espanha, João Macias, batizado na igreja do povo nesse mesmo dia do seu nascimento. Não tem ainda cinco anos quando perde o pai e pouco tempo depois a mãe, ficando órfão com uma irmã menor que ele. Serão os seus padrinhos de batismo que cuidarão dele e o ajudarão a crescer.
A vida na Estremadura espanhola não era fácil e João não nasceu numa família abastada, pelo que desde muito jovem se viu entregue da responsabilidade de conduzir os rebanhos pelos campos e velar para que os animais voltassem seguros para casa. Era uma vida dura, mas ao mesmo tempo uma vida de solidão que lhe permitia o silêncio propício à contemplação de Deus na natureza. Já perto do final da vida confidenciará ao frei Gonçalo Garcia, seu confessor, que foi nesta idade, quando guardava os rebanhos do seu amo, que se encontrou com um menino da sua idade, que se dizia São João Evangelista. A aparição tinha como objetivo mostrar-lhe a proteção divina, mas também a revelação do que seria a sua vida e a missão a que Deus o chamava.
Depois de crescer e se formar como homem a guardar os rebanhos na solidão do campo estremenho, com vinte anos de idade, João deixa a sua terra natal para partir à conquista de novas oportunidades. Durante catorze anos e até embarcar em Sevilha rumo ao novo mundo das Américas, João vagueia e trabalha pela Andaluzia, conhecendo em Jerez de la Frontera o convento de São Domingos e os padres que nele vivem.
Já em Lima, no Peru, em 1620, será à porta do convento de São Domingos que irá bater no momento de necessidade. As referências de Jerez seriam certamente um bom cartão de visitas e uma boa recomendação para qualquer ajuda. Recebe-o o frei Martinho, o porteiro mestiço, que vai dando já que falar por causa do seu comportamento extravagante de caridade. Entre os dois nascerá uma amizade fortíssima e um sentimento de partilha do mesmo caminho de santidade.
Martinho de Porres encaminha-o para a Recoleta de Santa Maria Madalena, uma recente fundação na cidade, na qual depois de um processo de discernimento da vontade de Deus e dos homens, porque eles também têm uma palavra a dizer, João Macias é recebido a 23 de Janeiro de 1622 como irmão converso. Pela falta de instrução nas letras ficará na portaria, servindo os irmãos e a missão da Ordem, através do acolhimento de todos os que baterem à porta.
Mas a vida de João Macias não se reduz a um caráter prático, laboral, pela experiência vivida no campo ele sabe que necessita do silêncio e da solidão e por isso a cada oportunidade se refugia no claustro dos “naranjos” para se dedicar à oração e contemplação. Modelo para todos nós que buscamos o equilíbrio entre o trabalho e a contemplação, é necessário dar tempo a uma realidade e a outra, equilibrá-las como os pratos de uma balança.
É deste silêncio e desta intimidade com Deus que João Macias vai retirar as forças para ajudar todos aqueles que recorrem às portas de um convento num momento de necessidade. À semelhança do que acontece com frei Martinho de Porres, os pobres procuram João Macias para que os possa ajudar, para que lhes possa dar alguma coisa para comer ou vestir. Deus nunca permitirá que João deixe partir alguém sem a ajuda que procurava. E, mesmo quando não o procuravam, era ele que ia ao seu encontro, ao encontro das suas necessidades.
Ao final da tarde do dia 17 de Setembro de 1645, depois de uma vida dedicada ao silêncio, à oração e à caridade para com todos, frei João Macias entregava a sua alma ao Criador. Na sua cela, os irmãos vestidos de hábito branco e capa negra cantavam a Salve Rainha e, enquanto se ouvia o verso “Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, João Macias expirava confiante dessa misericórdia de Deus que havia pedido no momento da sua profissão, e que tinha procurado viver através da caridade e solidariedade para com todos.
Celebramos hoje a sua Memória, uma memória que por vezes se nos faz distante, pois sobre a sua vida passaram já mais de trezentos e cinqüenta anos. Contudo, num momento em que procuramos encontrar o equilíbrio entre o ativismo das nossas realidades sociais e profissionais e a necessidade da contemplação do mistério de Deus, São João Macias pode nos ajudar, mostrando-nos como em qualquer lugar, e em qualquer homem, se pode encontrar o silêncio e a presença de Deus. Só necessitamos estarmos disponíveis, ser como porteiros que acolhem quem bate à porta.

Frei José Carlos Lopes Almeida, OP

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Santo Alberto de Jerusalém, Bispo, Legislador da Ordem dos Carmelitas (+1214), 17 de Setembro

Santo Alberto, dos patriarcas de Jerusalém um dos mais eminentes, era natural da Itália, descendente de  uma nobre família do  ducado de Parma. Jovem ainda e com a preocupação de salvar a inocência, fez-se  religioso e  entrou  para o convento dos Cônegos de Santo Agostinho, em Mortara, os quais, depois de alguns anos, o elegeram prior  da comunidade religiosa. Passados três anos, foi indicado para bispo de Bóbbio.  A modéstia e  humildade, porém, não lhe permitiram aceitar esta dignidade. Poucos anos se passaram e a vontade do Papa Lúcio III prevaleceu, nomeando-o bispo de Vercelli, e durante o espaço de vinte anos Alberto administrou aquela diocese. Rigoroso contra si próprio, era condescendente para os súditos; incansável no cumprimento dos deveres, era dedicado às obras de penitência, oração e caridade. Espírito muito conciliador, era Alberto o indicado para servir de árbitro em questões de litígio.  Assim o imperador Frederico Barba-Roxa se valeu dos seus bons serviços junto à Sé Apostólica em Roma. Devido a sua intervenção, cessou uma antiga inimizade entre as cidades de Parma e  Piacenza.
A fama de sua santidade tinha chegado até a Síria. Quando vagou a Sé patriarcal de Jerusalém,  o clero daquela cidade concentrou os votos em Alberto para sucessor do Patriarca falecido.  O Papa Inocêncio III  não só aprovou a eleição, mas ainda insistiu com o eleito para que a aceitasse, fazendo-lhe ver que as condições em que se achava a Terra Santa, requeriam um braço forte, se não se preferisse o desaparecimento do cristianismo, diante da pressão fortíssima dos  maometanos. Alberto, obediente à voz do Sumo Pontífice, entregou a administração da diocese a  um sucessor,  apresentou-se ao Papa e  de Roma  foi para a Palestina. Estando Jerusalém sob o domínio dos sarracenos, o bispo da metrópole, fixou residência em Acra. Antes de mais nada, procurou conhecer bem a situação da Igreja naquele país.  Com orações e jejum pediu a luz de cima, para acertar com os meios de  socorrer a  cristandade nas suas necessidades. Deus iluminou-o e abençoou-lhe nos trabalhos, de um modo palpável. Grande número daqueles que tinham abandonado a fé, voltaram ao seio da Igreja, e outros, transviados no caminho do pecado e do vício, contritos se  converteram. A palavra,  mas antes de  tudo a santidade do bispo,  fizeram com que gozasse do maior prestígio, não só entre os cristãos, mas ainda entre os inimigos da cruz, os sarracenos, o que  muito concorreu para a situação da Igreja tornar-se bem mais tolerável.  
Além dos trabalhos pastorais, incumbiu-se Alberto da  redação de  uma regra da  Ordem do Carmo.  Os Carmelitas eram eremitas, que moravam no monte Carmelo. Tinham  por padroeiro o  profeta Elias,  que com os seus discípulos habitara no mesmo lugar.  A regra que Alberto lhes deu, é um documento de sabedoria e prudência. Desde aquele tempo, começou a Ordem a tomar grande incremento. 
Oito anos durou o patriarcado de  Alberto na Palestina.  Estimado por todos, surgiu-lhe um inimigo, na pessoa de um malfeitor, natural de Caluso, em Piemonte. Alberto, vendo o mau procedimento daquele homem, tinha por diversas  vezes, por meios  persuasivos, procurado afastá-lo da senda do crime. Mas, em vez de se  emendar, a vida tornou-se-lhe cada vez mais escandalosa,  chegando ao final o ponto de merecer a pena de excomunhão, com o que o patriarca o ameaçou. Exasperado com a justa energia do Prelado, jurou tirar desforra. Na festa da Exaltação da Santa Cruz, quando o Patriarca, rodeado de muitos representantes do clero, exercia as altas funções de oficiante do religioso, o criminoso penetrou no recinto sagrado e apunhalou-o. Alberto morreu quase que instantaneamente, pranteado pelos fiéis que o veneravam como Santo, isto no ano de 1214. 

 Reflexões
 O exemplo de Santo Alberto ensina-nos como devemos santificar os primeiros momentos do dia. Com a oração nos lábios, saudava a luz do novo dia, convencido de que nada de bom este podia trazer-lhe, sem que Deus o tivesse abençoado. “Ao acordares, aconselha São Boaventura -  oferece ao Senhor as primícias dos teus pensamentos e afetos”. Muita coisa depende desta oferta matutina. O demônio disputa para si estes  momentos preciosos, sabendo muito bem que deles, e o modo de passá-los, depende o dia todo. A oração da manhã é coisa que ninguém deve dispensar.  Ninguém venha dizer que lhe falta tempo para rezar. Tendo tempo para as refeições, para as conversações e para os divertimentos, não se deve dizer que para rezar, tempo nenhum sobra.  Quanto maior for o trabalho, quanto mais pesada a responsabilidade,  tanto mais precisamos da graça divina. Fiquemos certos de uma coisa: sem a graça de Deus, nada faremos;  sem a sua bênção, o nosso trabalho nada vale. Em tudo e para tudo, precisamos da assistência divina. “Antes do sol nascer, vos agradecerei, Senhor;  ao amanhecer dou-vos louvor” (Sab 16,28).     

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Fonte:
http://www.paginaoriente.com/santos/craj0804.htm

Santa Edite de Wilton, Religiosa, Princesa da Inglaterra (+984), 16 de Setembro

Edite nasceu no ano de 961 d.C. Era filha do rei Edgar com uma ilustre dama da corte que ele havia criado e que se chamava Wilfrida. Com a morte de sua esposa, a rainha, ele quis se casar com aquela dama que ele havia desonrado, mas Wilfrida não quis consentir com isso, e acabou recebendo o véu no mosteiro de Wilton, onde se tornou abadessa pouco tempo depois. Ela quis encarregar-se da educação de sua filha Edite, que desta forma foi afastada da corrupção mundana, antes mesmo de sentir seus efeitos.

A jovem princesa aproveitou tão bem os exemplos e instruções dados por sua mãe que também se tornou religiosa no mesmo mosteiro. Ela realizava as tarefas de Marta aos olhos de todas as religiosas e externas, e as funções de Maira aos olhos de Nosso Senhor; pois, sem levar em conta a sua origem, Edite se dedicava aos mais humildes serviços da casa, assistia aos doentes e se fazia a serva dos estrangeiros e dos pobres. Para eles Edite fundou um hospital, perto de seu mosteiro, que sempre poderia acolher treze pessoas. Socorrendo com seus recursos e seus cuidados aqueles que ela sabia serem indigentes, ela procurava os aflitos para consolá-los e preferia conversar com os leprosos, abandonados por todo mundo, a conversar com os grandes príncipes do reino. Mais as pessoas eram enxotadas pelos outros devido às suas enfermidades, mais elas eram bem-vindas junto a Edite; numa palavra, ela era incomparável no seu zelo em prestar serviço ao próximo. Reprimia imediatamente todas as tentações de luxo e de grandeza. Tal foi a vida desta jovem princesa até a idade de quinze anos.
 O rei foi informado das inúmeras virtudes de sua filha, e quis nomeá-la abadessa de três mosteiros; mas ela agradeceu-lhe e se contentou de propor-lhe, para tais funções, religiosas que sua humildade a fazia crer serem muito mais capazes que ela de ocuparem esses cargos. Ela não conseguiu deixar a casa onde havia já recebido tantas graças; também amava mais obedecer que comandar, e permanecer sob o comando de sua mãe que estar encarregada de comandar os outros. Mas sua humildade apareceu muito mais quando Edite recusou a coroa da Inglaterra, pois após a morte de Santo Eduardo II, que a Igreja honra como mártir, os senhores foram encontrá-la para apresentar-lhe o cetro, e deram-lhe todas as razões possíveis, tentando mesmo por meio de violência, obrigá-la a aceitá-lo.Ela resistiu-lhe o tempo todo generosamente, e teria sido mais fácil transformar os metais, diz seu historiador, a tirá-la de seu claustro, a fazê-la deixar a decisão que havia tomado de devotar toda a sua vida a Deus.

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Beato Paulo Manna, Missionário, Presbitero do Pontifício Instituto Missioni Estere (1872-1952), 15 de Setembro

Notas biográficas do Beato

PADRE PAOLO MANNA (1872-1952)
Missionário na Birmânia (Myanmar)
Superior-Geral do P.I.M.E.
Fundador da Pontifícia União Missionária

O Beato Padre Paolo Manna nasceu a Avelino (Itália), no dia 16 de janeiro de 1872. Depois de ter freqüentado a escola primária em Nápoles e o ginásio técnico a Avelino, continuou os seus estudos a Roma. Enquanto freqüentava a Universidade Gregoriana para os estudos de Filosofia, seguindo o chamado do Senhor, em setembro de 1891, entrou no Seminário do Instituto para as Missões Estrangeiras em Milão, para o curso de Teologia. Foi Ordenado sacerdote no dia 19 de maio de 1894, na Catedral de Milão.
Em 27 de setembro de 1895 partiu para a Missão de Toungoo, na Birmânia Oriental, onde trabalhou em três períodos durante uma década até que, em 1907, repatriou-se definitivamente, por uma grave enfermidade.
De 1909 em diante, por mais de quarenta anos, dedicou-se com todas as suas forças, mediante os escritos e as suas obras, à difusão da idéia missionária no meio do povo e do clero. Para «resolver do modo mais radical possível o problema da cooperação dos católicos no apostolado» fundou, em 1916, a União Missionária do Clero, elevada ao título de «Pontifícia» em 1956. Hoje, ela está presente em todo o mundo católico e inclui nas suas fileiras, seminaristas, religiosos, religiosas, leigos e leigas.
Diretor de «Le Missioni Cattoliche» em 1909, em 1914 fundou «Propaganda Missionária», folheto popular de vastíssima difusão e, em 1919, «Itália Missionária», dedicada à juventude.
A pedido da Sagrada Congregação «de Propaganda Fide», para um maior desenvolvimento missionário do Sul da Itália, Padre Paolo Manna abriu a Ducenta (Caserta) o Seminário Meridional «Sagrado Coração», para as Missões Estrangeiras, projeto que ele encorajava desde há muito tempo.
Em 1924 foi eleito Superior-Geral do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão, que em 1926, pela união com o Seminário Missionário de Roma, por vontade de Pio XI, se tornou o Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (P.I.M.E.).
Por mandato da Assembléia Geral do P.I.M.E. (1934), em 1936 participou em primeira linha na fundação das Missionárias da Imaculada.
De 1937 a 1941, a Sagrada Congregação «de Propaganda Fide» nomeou-o chefe do Secretariado Internacional da União Missionária do Clero.
Quando em 1943 foi erigida a Província Meridional do P.I.M.E., Padre Paolo Manna tornou-se o seu primeiro Superior, transferindo-se assim para Ducenta, onde fundou «Venga il tuo Regno», publicação missionária para as famílias.
Padre Paolo Manna escreveu vários opúsculos e livros famosos, que deixaram uma marca duradoura, como «Operarii autem pauci», «I Fratelli separati e noi», «Le nostre Chiese e la propagazione del Vangelo» e «Virtù Apostoliche». Formulou propostas inovadoras acerca dos métodos missionários, percorrendo o Concílio Vaticano II. Destas obras permanece, sobretudo, o exemplo de uma vida inteiramente animada por uma paixão missionária total, que nenhuma provação ou doença, por mais que o tenha feito sofrer, jamais diminuiu. G. B. Tragella, seu primeiro biógrafo, definiu-o justamente como «uma alma de fogo». O seu lema, que o acompanhou até o fim, era este: «Toda a Igreja, para o mundo inteiro!».
Padre Paolo Manna faleceu em Nápoles, no dia 15 de setembro de 1952. Os seus restos mortais repousam a Ducenta, no “seu Seminário”, que em 13 de dezembro de 1990 foi visitado pelo Papa João Paulo II.
Tendo iniciado à Nápoles, em 1971, os procedimentos para a Causa de Beatificação concluíram-se a Roma, no dia 24 de abril de 2001, com o decreto pontifício sobre o milagre atribuído ao Beato.

Ver também: Nossa Senhora das Dores / Beato Antônio (Anton) Maria Schwartz

Fontes:

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

São Gabriel Taurino Dufresse, Bispo, Mártir (+1815), 14 de Setembro




Nome: Gabriel 
Significado: Deus é minha força, em Hebraico
Festa: 14 de Setembro
Nascimento: 1750, em Ville-de-Lezoux, França
Morte: 14 de Setembro de 1815, em Chengtu, China 
Proceso: Beatificado em 27 de Maio de 1900 pelo Papa Leão XIII
Canonizado em 1º de Outubro de 2000 pelo Papa João Paulo II 

Na cidade de Chengtu, província de Sichuan, na China, São Gabriel Taurino Dufresse, bispo e mártir, foi degolado cruelmente após dedicar-se completamente às atividades do ministério sacerdotal durante quarenta anos.

Vida e milagres de São Gabriel Taurino Dufresse

Nasceu em Ville-de-Lezoux, diocese de Clermont, França, no ano de 1750. Morreu decapitado em 14 de setembro de 1815 na cidade de Tschantu, China.
Gabriel entrou para o seminário da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris em 1774. Foi missionário em Szechuan, China, em 1775. Permaneceu preso durante seis meses, em 1784, durante a perseguição do governo contra os cristãos. Foi então transferido para Macau, mas retornou às missões chinesas em 1788. Foi nomeado bispo de Tabraca em 1800.
Passou os 15 anos seguintes em constante perigo devido às perseguições contra os cristãos e estrangeiros. Acabou sendo traído por um cristão nativo que estava atemorizado. Gabriel foi martirizado pelas autoridades chinesas em 1815.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Ver também: Exaltação da Santa Cruz de Jesus

Fonte:
http://www.santopedia.com/santos/san-gabriel-taurino-dufresse/

Beatos Mártires de Almería, Irmãos das Escolas Cristãs (+1936), 13 de Setembro

·   Irmão Edmigio (Isidoro Primo Rodríguez González), nascido em Adalia, Espanha, em 4 de abril de 1881.
·   Irmão Amalio (Justo Zariquiegui Mendoza), nascido em Salinas de Oro, Espanha, em 6 de agosto de 1886.
·   Irmão Valerio Bernardo (Marciano Herrero Martínez), nascido em Porquera, Espanha, em 11 de julho de 1909.
·   Irmão Teodomiro Joaquín (Adrián Sáiz Sáiz), nascido em Puentedey, Espanha, em 8 de setembro de 1907.
·   Irmão Evencio Ricardo (Eusebio Alonso Uyarra), nascido em Viloria, Espanha, em 5 de março de 1907.
·   Irmão Aurelio María (Bienvenido Villalón Acebrón), nascido em Zafra de Záncara, Espanha, em 22 de março de 1890.
·   Irmão José Cecilio (Bonifacio Rodríguez González), nascido em 14 de maio de 1885, em La Molina de Ubierna, Espanha.
Pouco depois do início da Guerra Civil Espanhola, em 1936, o Front Popular na província de Almería deu ordem de prender todos os “inimigos da Revolução”, sobretudo os padres e religiosos.
Cinco religiosos foram presos na escola (em que lecionavam), dois foram presos na rua enquanto iam ao Correio enviar cartas para suas famílias. Junto a muitos outros, estes prisioneiros foram encerrados nas prisões, submetidos a privações, a maus tratos e a escárnios.
Na noite de 29 de agosto, os revolucionários conduziram dezessete pessoas – dentre as quais dois bispos – a um local onde foram perfiladas e fuziladas. Na noite seguinte, 30 de agosto, os Irmãos Edmigio, Amalio e Valério foram transportados à periferia de Tabernas onde foram mortos, cada um com um tiro na cabeça; seus corpos foram jogados num poço profundo. Em 8 de setembro, os Irmãos Evencio e Teodomiro foram fuzilados perto de uma estrada e seus corpos foram deixados no local.
Os Irmãos Aurelio e José tiveram a mesma sorte que os demais no dia 12 de setembro ; seus corpos também foram jogados num poço. Os bispos e Irmãos foram condenados à morte sem julgamento pelo crime de professar e ensinar a fé católica. Foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro de 1993.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Ver também: São João Crisóstomo
Fontes:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Bienheureux_Martyrs_d%27Almer%C3%ADa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

São Francisco Ch'oe Kyong-hwan, Catequista, Mártir da Coréia (†1839), 12 de Setembro

Francisco Ch'oe Kyong-hwan nasceu na Coréia em 1805, no seio de uma família cristã. Casou-se e foi pai de cinco ou seis filhos. Colaborou com os missionários cristãos e foi nomeado catequista em 1839, ano em que teve início a perseguição contra os cristãos na região.
Em 31 de julho daquele mesmo ano Francisco foi detido e encarcerado. Confessou sua fé perante o juiz, que mandou torturá-lo até que Francisco renegasse a sua fé em Cristo. Não conseguiram, e ele permaneceu no cárcere até a morte. Em 11 de setembro de 1839, após reafirmar sua fé, ele levou uma surra de cinqüenta golpes de canas, em decorrência da qual ele veio a morrer no dia seguinte.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também:

Fontes:

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Beato Carlos Espínola, e Companheiros de Martírio (+ 1622), 11 de Setembro

Carlos Espínola nasceu em 1564, não se sabe bem se em Gênova ou em Praga, para onde seu pai foi enviado a serviço do imperador Rodolfo, em cujo palácio o menino passou a infância. Estudou teologia em Milão e matemática em Roma.

Partiu para as Índias, mas durante a viagem, os ingleses interceptaram o navio em que Carlos estava e levaram todos os passageiros presos para Londres. Dois anos depois, em 1599, os prisioneiros estavam em Goa, sendo levados depois para Macao e, finalmente, em 1602, rumaram para Nagasaki, no Japão. Carlos exerceu inicialmente seu ministério no Colégio de Kioto, onde foi preso durante a grande perseguição realizada pelos shoguns.
Ficou detido durante quatro anos com outros cristãos numa prisão onde sofriam torturas com requintes de crueldade. Ela era composta de celas expostas ao vento e ao sol, ao calor do verão e aos rigores do inverno. Os prisioneiros, amontoados uns sobre os outros, eram abandonados aos horrores da fome, da nudez e das infecções. O beato Carlos viu seus companheiros morrerem uns após os outros, e novos prisioneiros não paravam de chegar.
Foram, em seguida, conduzidos a Nagasaki, à colina dos mártires, onde outros cristãos já haviam sido crucificados. Vinte e cinco estacas foram ali colocadas para os que nelas seriam amarrados e queimados. Depois trouxeram cristãos japoneses condenados a serem decapitados, dentre os quais havia crianças de quatro, sete e doze anos. Colocaram suas cabeças diante dos que iriam morrer queimados. Os materiais inflamáveis eram colocados a dois metros das estacas para que o suplício fosse mais lento, para que os mártires fossem consumidos pelo calor.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100911&id=6525&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=44323&language=FR&img=&sz=full

Santa Aélia Pulquéria de Constantinopla, Imperatriz Bizantina (399-453), 10 de Setembro

Reinado 414—441 (Regente junto com seu irmão Teodósio II)

Nome completo Aélia Pulquéria
Nascimento 19 de janeiro de 399
Morte 453
Antecessor Aélia Eudóxia
Sucessor Verina
Consorte Marciano
Dinastia Teodosiana
Pai Arcádio
Mãe Aélia Eudóxia

Aélia Pulquéria (19 de janeiro de 399 - 453) foi a filha do imperador oriental Arcádio e co-imperatriz com seu irmão Teodósio II a partir de 414. Em 441, foi afastada da corte por Teodósio, mas logrou voltar ao poder em 450, após a morte de seu irmão. Casou-se então com Marciano, fazendo com que este último se tornasse imperador do oriente. Ela foi homenageada como santa pelas Igrejas Ortodoxa e Católica.

Vida

Pulquéria era filha de Arcádio e de sua esposa franca romanizada Aélia Eudóxia. Ela foi nomeada após uma filha de Teodósio I com Aélia Flacila, que nasceu em 378 e morreu em 385.
Como a filha mais velha de Arcádio, ela se tornou uma figura influente quando seu irmão de sete anos de idade, Teodósio II tornou-se imperador em 408. No início, o prefeito pretoriano Antêmio governou em nome de Teodósio II. Em 414, Pulquéria foi proclamada Augusta pelo senado e assumiu a regência de seu irmão. Para evitar ser forçada a um casamento, ela deu um voto de virgindade. Ela era, uma cristã devota e influenciou seu irmão e mais tarde também sua esposa, Aélia Eudóxia, neste caminho.
Pulquéria tendeu a contar com o apoio de vários oficiais germânicos por ela nomeados, como o alano Aspar, e tolerou o arianismo praticado entre as tribos germânicas. Por 416, Teodósio II foi capaz de decidir por si só, mas ela permaneceu com uma forte influência. Ela também ajudou seu irmão com seu casamento com a ateniense Aélia Eudóxia em 421. Em 414, Teodósio havia removido todos os pagãos do serviço civil.
Na controvérsia de Nestório, a quem o imperador tinha nomeado Patriarca de Constantinopla, Pulquéria ao lado de Cirilo de Alexandria persuadiu-o nessa direção. Nestório foi condenado no Concílio do Éfeso (431) e exilado em 435. A postura de Pulquéria valeu-lhe a inimizade dos partidários de Nestório.
Pulquéria gradualmente perdeu sua influência sobre seu irmão para Eudóxia, a quem ela considerava com ciúmes. Mais tarde, as duas mulheres foram expulsas da corte devido à influência do eunuco Crisáfio. Pulquéria retirou-se para um bairro onde ela viveu uma vida de freira.
Pulquéria voltou à corte em 449 e, quando Teodósio II morreu, um ano depois, ela lutou abertamente com Crisáfio pelo governo. Pulquéria ganhou o apoio de Aspar e casou-se com o general Marciano (nascido na Ilíria), declarando que Teodósio o havia declarado seu sucessor. O casamento foi arranjado com o entendimento de que seria respeitado o voto de castidade de Pulquéria. Em seguida, obteve a execusão de Crisáfio por Marciano.
Junto com Marciano, ela ajudou a organizar o Concílio de Calcedônia em 451, que condenou o monofisismo e os eventos do pró-monifisista "sínodo-roubado" de Éfeso de 449. O abade Eutiques e o patriarca Dióscoro de Alexandria, os dois personagens principais em Éfeso, foram depostos e exilados; Flaviano de Constantinopla, que fora maltratado em Éfeso e morreu pouco tempo depois, foi declarado um mártir.
Pulquéria também encomendou muitas novas igrejas em Constantinopla, em especial a da Virgem Maria. Entre elas, a mais importante é a Igreja de Santa Maria de Blachernae.
Ela morreu em julho de 453, deixando Aspar como a influência dominante sobre Marciano, que morreu em 457.
Pulquéria é reconhecida como santa pela Igreja Católica Apostólica Romana, e ela e Marciano são reconhecidos pela Igreja Ortodoxa Oriental.

Na literatura

Em 1672, Pierre Corneille escreveu Pulchérie, uma comédia inspirada no fim da vida da imperatriz e seu casamento com Marciano.

Ver também

·  Império Romano
·  Império Bizantino

Referências

·  Warren Treadgold, A History of the Byzantine State and Society, Stanford, 1997.
·  Catholic Encyclopedia, "Pulcheria".

Ver também: Beato Francisco Gárate; o Grande Martírio de Nagasaki; e São Nicolau de Tolentino.

Fontes:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/76/Pulcheria_%28fresco%29.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Aelia_Pulcheria.jpg