domingo, 19 de setembro de 2010

Beata Madre Maria Teresa de São José, Religiosa, Fundadora das Irmãs Carmelitas Do Divino Coração de Jesus (1855-1938), 20 de Setembro

Ana Maria Tauscher, que se tornaria Madre Maria Teresa de São José, nasceu em Sandow, uma pequena cidade cerca de 100 km sudeste de Berlim (atualmente Polônia). O pai de Ana Maria,  Herman Traugott Tauscher, um pastor protestante de alto cargo, exercia a profissão que era a mesma de seus antepassados desde a época de Martinho Lutero.
No entanto, desde a idade de 15 anos, Ana Maria aspirava a uma verdade ainda mais profunda que aquela que lhe tinha sido transmitida através da sua educação luterana. Aos 22 anos, ela começou a ler quotidianamente a Sagrada Escritura e a Imitação de Cristo. Um dia, frente a alguns colegas de seu pai, ela defendeu mesmo a doutrina da infalibilidade pontifícia. Ela também acreditava na virgindade de Maria, sem nunca ter estado em contato com católicos, nem ter lido obras católicas.
Aos 22 anos, Ana Maria teve a intuição de que Deus a chamaria para seu serviço quando tivesse 30 anos. Porém, não sabia nem onde, nem como isso ia acontecer. Ela tudo entregava nas mãos da Divina Providência.
Em fevereiro de 1886, estando ela em Berlim na casa de amigos, Ana Maria leu num jornal de Colônia um anúncio propondo um trabalho de enfermeira chefe num  hospital psiquiátrico. Seria este o sacrifício, o tal serviço que ela esteve esperando durante oito anos? No dia 6 de Março de 1886, Ana Maria deixou Berlim para começar a trabalhar na clínica de Lindenburg.  
Ela não tinha nenhuma experiência de enfermeira, mas sua entrega e seu amor quase maternal logo transformaram o asilo num autêntico Lar. À exceção do diretor, todas as pessoas da clínica de Lindenburg eram católicas. Um dos sacerdotes que vinha visitar os doentes ofereceu-lhe um catecismo da Igreja Católica. Nele, ela encontrou o que até então ela chamava de “sua religião pessoal”. E assim começou rapidamente a preparar, em segredo, a sua conversão.
O diretor acabou por descobrir as intenções de Ana Maria. Mandou-a de volta para casa, mas voltou a chamá-la algumas semanas mais tarde. Aí, quando Ana Maria se preparava para subir no trem com destino a Colônia, seu pai a exortou de não se converter ao catolicismo. Ela lhe prometeu unicamente “Que tal não aconteceria hoje ou amanhã”.  Quando Ana Maria fez a sua profissão de fé na Igreja Católica, em 30 de Outubro de 1888, deixou para trás todo o seu passado.
Desaprovada pelo seu pai, despedida de Lindenburg, Ana Maria colocou toda a sua confiança em Deus. Apesar de se ter proposto para vários empregos, ela não conseguia um outro trabalho, porque seu diretor tinha feito uma carta de recomendação pouco favorável. A partir de então, ela se viu sem trabalho e sem casa. Graças à ajuda de amigos católicos, Ana Maria foi recebida num convento, onde também se cuidava de pessoas de idade.
Todas as tardes e todas as noites, Ana Maria vinha junto ao Senhor, frente ao altar do Santíssimo Sacramento, fortalecendo assim os laços que a uniam ao seu Divino Esposo. Continuava, no entanto, a sua séria procura de trabalho.
“Senhor, segundo a Vossa vontade, mandai-me a trabalhar para a salvação das almas aonde quiserdes. Escutai o ardente desejo da minha alma de poder demonstrar o meu amor e aminha gratidão. (...) meu Deus, se for possível, não me mandeis para Berlim, seja porém feita a Vossa vontade e não a minha.” (A.p.71)
Era deste modo que Ana Maria rezava todos os dias. Desejava entrar numa ordem religiosa, mas tinha constantemente aquilo a que chamava “tentações do orgulho” de fundar a sua própria Congregação. Ela não podia partilhar com ninguém esta sua idéia. Esperava que entrando numa comunidade, esta provação desaparecesse. Os seus confessores sabiam que Deus a chamava para o seu serviço, mas aconselharam-na de não entrar numa ordem já existente. Passados 10 meses, ela recebeu então uma carta da Condessa de Savigny, uma católica fervorosa que vivia em Berlim, e que lhe propunha trabalho de dama de companhia. Apesar da sua tristeza à idéia de deixar Colônia, Ana Maria aceitou.
Acompanhando a Condessa de Savigny nas suas viagens, Ana Maria começou a ler A Vida de Santa Teresa de Jesus, uma santa que tinha reformado o Carmelo no século XVI. A humildade de Teresa, o seu amor por Deus, o seu desejo ardente de salvar almas e o seu heroísmo correspondiam perfeitamente a Ana Maria. Desde então ela queria uma só coisa: entrar no Carmelo. Mas, uma vez mais o seu confessor a dissuadiu, e ela continuou a resistir à “sua tentação”. Quando o seu confessor partiu para as missões, Ana Maria procurou o conselho de um outro padre. As palavras dele foram libertadoras: “Pare de resistir à graça!”(A.p.98).
Ana Maria começou desde logo a trabalhar naquilo para que se sentia chamada. Em Berlim, ela tinha presenciado o grande desespero das crianças sem casa. colocou-se em contato com o Delegado Episcopal de Berlim, e, obteve autorização para abrir um Lar para crianças. Com 500 marcos, que a Condessa lhe tinha dado em sinal de agradecimento, Ana Maria abriu o primeiro Lar São José, a 2 de Agosto de 1891. Começou por instalar três crianças, uma educadora e uma empregada doméstica, em alguns quartos de um prédio antigo, situado em “Pappelallee”. As crianças a chamavam “Mãe” e muito rapidamente passou a ser conhecida como “Mãe da Pappelallee”. Mas ainda faltava algo: a presença Eucarística. Ana Maria não se cansava de rezar: “Senhor, se vierdes, eu venho também.” (A.p.111),  e estava firmemente decidida a só se instalar no Lar São José, quando o Santíssimo Sacramento aí estivesse presente.
A Eucaristia se tinha tornado o centro da vida e do trabalho de Madre Maria Teresa de São José. Na capela de Colônia, passou horas e horas rezando silenciosamente a Jesus, “o Amado da sua alma”. Frente ao Sacrário, na sua união pessoal com Cristo, Madre Teresa de São José encontrava alegria, paz, e o mais profundo amor que um coração humano pode experimentar. 
“Deus inflamou o meu coração com tanta veemência de amor, que todo o sofrimento que a graça de Deus mais tarde me mandou ou permitiu que caísse sobre mim, não me parecia mais que uma gota de água que cai em cima de um ferro incandescente”. (A.p.65)
Com Jesus e por seu amor, ela estava pronta para tudo suportar, mas a sua ausência era para ela uma verdadeira tortura.
“Coração de Jesus, ninguém pode compreender como anseio por Vós. Ninguém é capaz de contar as lágrimas de desejo que chorei por Vós. Senhor, se virdes, eu venho também!” (A.p.)
Era esta a sua oração constante. Era a fonte que alimentava todas as sua atividades apostólicas.
O Amor nunca é estéril. A sua força criativa expande-se. Madre Maria Teresa desejava reunir outras pessoas à volta da Fonte de Amor que ela tinha encontrado. Só assim, bebendo constantemente desta fonte, é que ela própria e as outras jovens que se tinham juntado a ela, poderiam  se tornar instrumentos de Deus.
A 8 de Dezembro de 1891, Cristo veio morar na “Pappelallee”. Para Ana Maria foi “o dia mais feliz da sua vida”.
“As nossa almas ganham vida nova na grande fonte de amor que é o SS. Sacramento e todos os dias se reacendem no fogo do Divino Amor que nunca descansa, mas que espalha ao redor de si as suas centelhas que são as obras de caridade em que Ele se consume.” (A.p.402)
Em 1897, mais de quarenta jovens se tinham já associado à obra de Madre Teresa servindo nos Lares São José. Para além dos dois Lares de crianças em Berlim, havia ainda mais dois em Boêmia e um outro em Oldenburg. Em Berlim, ela abriu também um centro para os padres que trabalhavam ou estudavam nesta cidade. No entanto, Madre Maria Teresa não fundava os Lares São José para serem somente instituições sociais. Em 1891, contemplando a beleza de um pôr-do-sol, ela compreendeu a razão de ser das suas fundações: “A consagração das Servas do Divino Coração de Jesus a: I – expiação dos pecados, II – Santificação pessoal, III – Salvação das almas” (A.p.99). Ela tinha conhecido o Carmelo através de santa Teresa de Jesus, e tinha encontrado no zelo e nas orações dos santos do Carmelo, que tinham oferecido suas vidas como vítimas de Amor pela salvação das almas e glória da Igreja, uma fonte de inspiração para a sua própria vocação. A sua Congregação deveria seguir a espiritualidade carmelita. Santa Teresa tinha aberto o caminho.
A partir de Novembro de 1896, Madre Maria Teresa e a sua comunidade cuidam das crianças e fazem missão nos domicílios, observando ao mesmo tempo a regra Primitiva da Ordem de Nossa Senhora do Monte Carmelo.
Tal como a sua mãe espiritual, Santa Teresa de Jesus, a maior  alegria da Madre Maria Teresa era a de ser filha da Igreja . A sua humildade era  imensa ao se aperceber que Deus a tinha chamado a si, “uma filha do deserto”, para fundar uma comunidade religiosa, e para guiar outras mulheres já nascidas no seio da Igreja. Como uma verdadeira filha da Igreja, sempre se mostrou fiel e obedeceu aos bispos e aos ensinamentos da Igreja. A “voz do Bispo” representava para ela a “voz de Deus”, mesmo quando se tratava de encerrar um convento ou um Lar.
Madre Maria Teresa viu a Igreja ser perseguida e devendo fazer face a inúmeros entraves. Em profunda união com o Sagrado Coração de Jesus, os sofrimentos e a glória do Corpo Místico de Cristo – a Igreja – tornam-se seus próprios sofrimentos e sua glória.
Em 1897, Madre Maria Teresa esperava obter do Cardeal Kopp, Bispo de Breslau (de que Berlim dependia nessa altura), o reconhecimento da sua fundação como Congregação religiosa. Apesar de financiar o trabalho das Irmãs, o prelado continuou inflexível e recusou a aprovação canônica da Congregação. Seguindo os conselhos de um padre, Madre Maria Teresa decidiu ir procurar ajuda a Roma. Lá, encontrou o Padre  Geral da Ordem do Carmelo, e expôs-lhe o seu desejo de reunir numa mesma espiritualidade os dois aspectos do espírito do Carmelo – oração contemplativa e zelo apostólico – para responder às necessidades da época. Esta iniciativa entusiasmou de tal maneira o Superior Geral que ele abençoou o seu escapulário e a ajudou a obter uma carta de recomendação do Cardeal Parocchi, protetor da Ordem do Carmelo.
Contudo, devido a situação tensa que se vivia na Igreja da Alemanha, o Cardeal Kopp continuou a recusar considerar como religiosas as irmãs que trabalhavam nos Lares São José. Madre Maria Teresa começou a procura de um bispo que aceitasse receber as suas noviças e criar uma Casa Mãe em sua diocese. Durante seis anos, viajou desde a Baviera até à Holanda, passando pela Inglaterra e pela Itália. Por duas vezes obteve autorização de fundar uma Casa Mãe, mas circunstâncias adversas a obrigaram a deixar essas dioceses, fechando os noviciados antes mesmo que as irmãs pudessem pronunciar os seu votos.
Finalmente, em 1904, em Rocca di Papa, Itália, surge a Casa Mãe. Aí se manteve durante  18 anos, tendo sido transferida para Sittard depois da primeira Guerra Mundial.
Em Berlim, um grande número de padres e outros católicos criticaram severamente Madre Maria Teresa no seu desejo de criar uma nova Congregação religiosa. As jovens, que tinham intenção de entrar para a comunidade, ou ajudá-la eram constantemente dissuadidas. A calúnia e a difamação dos opositores pareciam vir de todo o lado, onde quer que Madre Maria Teresa se instalasse. Mas nunca ela retorquiu dizendo mal deles. Durante todos esses anos, teve que enfrentar a solidão, o afastamento da sua família, a doença e a pobreza.
O sofrimento tinha-se tornado para Madre Maria Teresa uma fonte de alegria profunda, pois era um meio que ela utilizava para unir sua alma a Deus, e para, com o Salvador, participar na redenção do mundo.
Ao fundar as Carmelitas do Divino Coração de Jesus, Madre Maria Teresa entregou-se inteiramente a Deus como vítima do seu amor. Passou a sua vida servindo os pobres e rezando, trabalhando e sofrendo pela salvação das almas e pela liberdade da Igreja. Em 1930, o trabalho e o sacrifício de Madre Maria Teresa foram coroados pela aprovação de sua Congregação pelo Papa Pio XI.
Madre Maria Teresa percorreu a Europa e os Estados Unidos para fundar os Lares para as crianças, e mais tarde os Lares para os idosos. Os últimos anos de sua vida, passou-os em Sittard (Países Baixos), dirigindo a Congregação a partir da Casa Mãe, aí estabelecida desde 1922.
Apesar de muito enfraquecida fisicamente e quase cega, passava largas horas em oração, de joelhos, frente ao Santíssimo Sacramente, e continuou sempre meiga e atenciosa para com as suas Irmãs.
Antes de morrer, a 29 de Setembro de 1938, deixou às suas Irmãs, como sendo sua última vontade e testamento, uma linda declaração:
“Tudo o que Deus faz é bem feito. Seja sempre louvado e exaltado o Senhor” (A.P.445).
Na noite em que morreu, madre Maria Teresa pediu que lhe trouxessem a relíquia, o crucifixo que a tinha acompanhado durante todas as suas viagens. Desde esse momento e até seu último suspiro não mais a largou. Então, de repente, ritmando as sílabas com o dedo, foi dizendo o que seria suas últimas palavras à Comunidade: “Tudo – o – que – Deus – faz – é – bem – feito. - Seja – sempre – louvado – e – exaltado – o – Senhor!” (A.p.445).
Foi como um último raio de sol de um fim de tarde, esta sua exortação final antes de deixar a terra. Durante toda a noite, só teve uma oração: “Tenho de voltar à casa do pai! Deixem-me ir para a casa!” (A.p.445). Foi beatificada pelo Papa Bento XVI em 13 de maio de 2006.

ORAÇÃO
 Deus, nosso Pai, a Bem-aventurada Maria Teresa de São José, dedicou sua vida pela expansão do Vosso Reino.
Nós Vos agradecemos, porque sempre de novo existem pessoas, que querem seguir Vosso Filho de maneira incondicional tanto quanto possível, ainda que com isso suas vidas se tornem uma Via Sacra. Madre Maria Teresa foi instrumento em Vossa mão. Ela queria dar proteção às crianças que não tinham Lar, aos solitários queria dar calor e amor, a todos os sofredores consolo e ajuda.
Antes de sua morte ela expressou o desejo: “Do alto dos céus poder ainda enxugar lágrimas, curar as feridas das almas”. Por sua intercessão nós Vos pedimos, Pai todo-poderoso e amoroso, que nos ajudeis em nossa necessidade... Aceitai nossa oração e dai-nos a grande graça, de nos deixarmos guiar por Vós, durante toda a nossa vida. Isso Vos pedimos por Jesus Cristo, nosso Senhor. Amém.

Ver também:

Fontes:
http://www.carmelodcj.com.br/links/beatamariateresa.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=38044&language=IT&img=&sz=full
http://www.katholieknederland.nl/abc/detail_objectID580590.html

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

São Genaro (ou Januário), Bispo e Mártir (+305), 19 de Setembro

São Genaro viveu no Século II. Sua piedade e ciência elevaram-no ao trono episcopal de Benevento (a uns 100 Km de Nápoles), ao qual ele aceitou somente sob ordem do Papa. 

No tempo da perseguição de Diocleciano, São Genaro se multiplicava para sustentar a coragem dos cristãos e, ao mesmo tempo, exortá-los a enfrentar o martírio, se preciso fosse. O prefeito daquela província ficou sabendo disso e o fez comparecer ao seu tribunal: “Ofereça incenso aos ídolos ou renuncie à vida”, disse-lhe ele. Genaro respondeu: “Eu não posso imolar vítimas ao demônio”, respondeu o santo, “eu que tenho a honra de sacrificar todos os dias ao verdadeiro Deus.” Genaro passou do interrogatório à fornalha, de onde saiu são e salvo. Depois veio o suplício com os “unhas de ferro” (ou pregos), deixando o corpo do mártir em farrapos de carne e pele. Foi em seguida lançado na prisão: “Coragem”, disse ele aos seus companheiros, “combatamos generosamente contra o demônio. O Senhor me reuniu a vocês para que o pastor não seja mais separado de seu rebanho.”

No dia seguinte, Genaro e os outros mártires foram expostos às feras no anfiteatro de Pozzolo, na presença de uma multidão de gente. Todos esses heróis de Cristo se muniam do sinal da Cruz; cantavam hinos, esperando que as presas dos leões permitissem às suas almas voarem para o Céu. As feras se acovardaram. Um prodígio! Leões e tigres se deitavam como cordeiros aos pés das vítimas e acariciavam aqueles que deviam devorar. Genaro e seus companheiros foram, então, condenados a terem suas cabeças decepadas. O suplício foi acompanhado por grandes milagres. A um cristão idoso que lhe pedia um pedaço de sua veste como relíquia, ele prometeu o tecido que deveria servir para vendar-lhe os olhos; e como, após sua morte, o carrasco pisoteava a bandagem ensangüentada, dizendo ao mártir decapitado: “Leve esta bandagem àquele a quem você a prometeu”, a vítima obedeceu, e a bandagem, para o espanto de todos, surgiu entre as mãos do cristão idoso.
A história das relíquias de São Genaro é ainda mais extraordinária do que a da sua vida. Pela intercessão de São Genaro, Nápoles foi libertada da peste, nos anos de 1497 e 1529; um menino foi ressuscitado ao ser tocado pela imagem do glorioso mártir; a cidade napolitana foi preservada inúmeras vezes de erupções do Vesúvio. Mas um milagre que se renova diversas vezes todos os anos, em épocas fixas é o célebre milagre da liquefação e da ebulição do sangue de São Genaro. Este sangue é a grande celebridade de Nápoles, que o invoca como seu poderoso protetor. 
(Para saber mais a respeito, ver http://oepnet.sites.uol.com.br/sangue_de_sao_genaro.htm.)

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48876&language=FR&img=&sz=full

São João Macias, Religioso (+1645), 18 de Setembro

Filipe II de Espanha governava quase metade do mundo, no dia 2 de Março de 1585, quando nascia em Ribera del Fresno, perto de Badajoz – Espanha, João Macias, batizado na igreja do povo nesse mesmo dia do seu nascimento. Não tem ainda cinco anos quando perde o pai e pouco tempo depois a mãe, ficando órfão com uma irmã menor que ele. Serão os seus padrinhos de batismo que cuidarão dele e o ajudarão a crescer.
A vida na Estremadura espanhola não era fácil e João não nasceu numa família abastada, pelo que desde muito jovem se viu entregue da responsabilidade de conduzir os rebanhos pelos campos e velar para que os animais voltassem seguros para casa. Era uma vida dura, mas ao mesmo tempo uma vida de solidão que lhe permitia o silêncio propício à contemplação de Deus na natureza. Já perto do final da vida confidenciará ao frei Gonçalo Garcia, seu confessor, que foi nesta idade, quando guardava os rebanhos do seu amo, que se encontrou com um menino da sua idade, que se dizia São João Evangelista. A aparição tinha como objetivo mostrar-lhe a proteção divina, mas também a revelação do que seria a sua vida e a missão a que Deus o chamava.
Depois de crescer e se formar como homem a guardar os rebanhos na solidão do campo estremenho, com vinte anos de idade, João deixa a sua terra natal para partir à conquista de novas oportunidades. Durante catorze anos e até embarcar em Sevilha rumo ao novo mundo das Américas, João vagueia e trabalha pela Andaluzia, conhecendo em Jerez de la Frontera o convento de São Domingos e os padres que nele vivem.
Já em Lima, no Peru, em 1620, será à porta do convento de São Domingos que irá bater no momento de necessidade. As referências de Jerez seriam certamente um bom cartão de visitas e uma boa recomendação para qualquer ajuda. Recebe-o o frei Martinho, o porteiro mestiço, que vai dando já que falar por causa do seu comportamento extravagante de caridade. Entre os dois nascerá uma amizade fortíssima e um sentimento de partilha do mesmo caminho de santidade.
Martinho de Porres encaminha-o para a Recoleta de Santa Maria Madalena, uma recente fundação na cidade, na qual depois de um processo de discernimento da vontade de Deus e dos homens, porque eles também têm uma palavra a dizer, João Macias é recebido a 23 de Janeiro de 1622 como irmão converso. Pela falta de instrução nas letras ficará na portaria, servindo os irmãos e a missão da Ordem, através do acolhimento de todos os que baterem à porta.
Mas a vida de João Macias não se reduz a um caráter prático, laboral, pela experiência vivida no campo ele sabe que necessita do silêncio e da solidão e por isso a cada oportunidade se refugia no claustro dos “naranjos” para se dedicar à oração e contemplação. Modelo para todos nós que buscamos o equilíbrio entre o trabalho e a contemplação, é necessário dar tempo a uma realidade e a outra, equilibrá-las como os pratos de uma balança.
É deste silêncio e desta intimidade com Deus que João Macias vai retirar as forças para ajudar todos aqueles que recorrem às portas de um convento num momento de necessidade. À semelhança do que acontece com frei Martinho de Porres, os pobres procuram João Macias para que os possa ajudar, para que lhes possa dar alguma coisa para comer ou vestir. Deus nunca permitirá que João deixe partir alguém sem a ajuda que procurava. E, mesmo quando não o procuravam, era ele que ia ao seu encontro, ao encontro das suas necessidades.
Ao final da tarde do dia 17 de Setembro de 1645, depois de uma vida dedicada ao silêncio, à oração e à caridade para com todos, frei João Macias entregava a sua alma ao Criador. Na sua cela, os irmãos vestidos de hábito branco e capa negra cantavam a Salve Rainha e, enquanto se ouvia o verso “Advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei”, João Macias expirava confiante dessa misericórdia de Deus que havia pedido no momento da sua profissão, e que tinha procurado viver através da caridade e solidariedade para com todos.
Celebramos hoje a sua Memória, uma memória que por vezes se nos faz distante, pois sobre a sua vida passaram já mais de trezentos e cinqüenta anos. Contudo, num momento em que procuramos encontrar o equilíbrio entre o ativismo das nossas realidades sociais e profissionais e a necessidade da contemplação do mistério de Deus, São João Macias pode nos ajudar, mostrando-nos como em qualquer lugar, e em qualquer homem, se pode encontrar o silêncio e a presença de Deus. Só necessitamos estarmos disponíveis, ser como porteiros que acolhem quem bate à porta.

Frei José Carlos Lopes Almeida, OP

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quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Santo Alberto de Jerusalém, Bispo, Legislador da Ordem dos Carmelitas (+1214), 17 de Setembro

Santo Alberto, dos patriarcas de Jerusalém um dos mais eminentes, era natural da Itália, descendente de  uma nobre família do  ducado de Parma. Jovem ainda e com a preocupação de salvar a inocência, fez-se  religioso e  entrou  para o convento dos Cônegos de Santo Agostinho, em Mortara, os quais, depois de alguns anos, o elegeram prior  da comunidade religiosa. Passados três anos, foi indicado para bispo de Bóbbio.  A modéstia e  humildade, porém, não lhe permitiram aceitar esta dignidade. Poucos anos se passaram e a vontade do Papa Lúcio III prevaleceu, nomeando-o bispo de Vercelli, e durante o espaço de vinte anos Alberto administrou aquela diocese. Rigoroso contra si próprio, era condescendente para os súditos; incansável no cumprimento dos deveres, era dedicado às obras de penitência, oração e caridade. Espírito muito conciliador, era Alberto o indicado para servir de árbitro em questões de litígio.  Assim o imperador Frederico Barba-Roxa se valeu dos seus bons serviços junto à Sé Apostólica em Roma. Devido a sua intervenção, cessou uma antiga inimizade entre as cidades de Parma e  Piacenza.
A fama de sua santidade tinha chegado até a Síria. Quando vagou a Sé patriarcal de Jerusalém,  o clero daquela cidade concentrou os votos em Alberto para sucessor do Patriarca falecido.  O Papa Inocêncio III  não só aprovou a eleição, mas ainda insistiu com o eleito para que a aceitasse, fazendo-lhe ver que as condições em que se achava a Terra Santa, requeriam um braço forte, se não se preferisse o desaparecimento do cristianismo, diante da pressão fortíssima dos  maometanos. Alberto, obediente à voz do Sumo Pontífice, entregou a administração da diocese a  um sucessor,  apresentou-se ao Papa e  de Roma  foi para a Palestina. Estando Jerusalém sob o domínio dos sarracenos, o bispo da metrópole, fixou residência em Acra. Antes de mais nada, procurou conhecer bem a situação da Igreja naquele país.  Com orações e jejum pediu a luz de cima, para acertar com os meios de  socorrer a  cristandade nas suas necessidades. Deus iluminou-o e abençoou-lhe nos trabalhos, de um modo palpável. Grande número daqueles que tinham abandonado a fé, voltaram ao seio da Igreja, e outros, transviados no caminho do pecado e do vício, contritos se  converteram. A palavra,  mas antes de  tudo a santidade do bispo,  fizeram com que gozasse do maior prestígio, não só entre os cristãos, mas ainda entre os inimigos da cruz, os sarracenos, o que  muito concorreu para a situação da Igreja tornar-se bem mais tolerável.  
Além dos trabalhos pastorais, incumbiu-se Alberto da  redação de  uma regra da  Ordem do Carmo.  Os Carmelitas eram eremitas, que moravam no monte Carmelo. Tinham  por padroeiro o  profeta Elias,  que com os seus discípulos habitara no mesmo lugar.  A regra que Alberto lhes deu, é um documento de sabedoria e prudência. Desde aquele tempo, começou a Ordem a tomar grande incremento. 
Oito anos durou o patriarcado de  Alberto na Palestina.  Estimado por todos, surgiu-lhe um inimigo, na pessoa de um malfeitor, natural de Caluso, em Piemonte. Alberto, vendo o mau procedimento daquele homem, tinha por diversas  vezes, por meios  persuasivos, procurado afastá-lo da senda do crime. Mas, em vez de se  emendar, a vida tornou-se-lhe cada vez mais escandalosa,  chegando ao final o ponto de merecer a pena de excomunhão, com o que o patriarca o ameaçou. Exasperado com a justa energia do Prelado, jurou tirar desforra. Na festa da Exaltação da Santa Cruz, quando o Patriarca, rodeado de muitos representantes do clero, exercia as altas funções de oficiante do religioso, o criminoso penetrou no recinto sagrado e apunhalou-o. Alberto morreu quase que instantaneamente, pranteado pelos fiéis que o veneravam como Santo, isto no ano de 1214. 

 Reflexões
 O exemplo de Santo Alberto ensina-nos como devemos santificar os primeiros momentos do dia. Com a oração nos lábios, saudava a luz do novo dia, convencido de que nada de bom este podia trazer-lhe, sem que Deus o tivesse abençoado. “Ao acordares, aconselha São Boaventura -  oferece ao Senhor as primícias dos teus pensamentos e afetos”. Muita coisa depende desta oferta matutina. O demônio disputa para si estes  momentos preciosos, sabendo muito bem que deles, e o modo de passá-los, depende o dia todo. A oração da manhã é coisa que ninguém deve dispensar.  Ninguém venha dizer que lhe falta tempo para rezar. Tendo tempo para as refeições, para as conversações e para os divertimentos, não se deve dizer que para rezar, tempo nenhum sobra.  Quanto maior for o trabalho, quanto mais pesada a responsabilidade,  tanto mais precisamos da graça divina. Fiquemos certos de uma coisa: sem a graça de Deus, nada faremos;  sem a sua bênção, o nosso trabalho nada vale. Em tudo e para tudo, precisamos da assistência divina. “Antes do sol nascer, vos agradecerei, Senhor;  ao amanhecer dou-vos louvor” (Sab 16,28).     

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Fonte:
http://www.paginaoriente.com/santos/craj0804.htm

Santa Edite de Wilton, Religiosa, Princesa da Inglaterra (+984), 16 de Setembro

Edite nasceu no ano de 961 d.C. Era filha do rei Edgar com uma ilustre dama da corte que ele havia criado e que se chamava Wilfrida. Com a morte de sua esposa, a rainha, ele quis se casar com aquela dama que ele havia desonrado, mas Wilfrida não quis consentir com isso, e acabou recebendo o véu no mosteiro de Wilton, onde se tornou abadessa pouco tempo depois. Ela quis encarregar-se da educação de sua filha Edite, que desta forma foi afastada da corrupção mundana, antes mesmo de sentir seus efeitos.

A jovem princesa aproveitou tão bem os exemplos e instruções dados por sua mãe que também se tornou religiosa no mesmo mosteiro. Ela realizava as tarefas de Marta aos olhos de todas as religiosas e externas, e as funções de Maira aos olhos de Nosso Senhor; pois, sem levar em conta a sua origem, Edite se dedicava aos mais humildes serviços da casa, assistia aos doentes e se fazia a serva dos estrangeiros e dos pobres. Para eles Edite fundou um hospital, perto de seu mosteiro, que sempre poderia acolher treze pessoas. Socorrendo com seus recursos e seus cuidados aqueles que ela sabia serem indigentes, ela procurava os aflitos para consolá-los e preferia conversar com os leprosos, abandonados por todo mundo, a conversar com os grandes príncipes do reino. Mais as pessoas eram enxotadas pelos outros devido às suas enfermidades, mais elas eram bem-vindas junto a Edite; numa palavra, ela era incomparável no seu zelo em prestar serviço ao próximo. Reprimia imediatamente todas as tentações de luxo e de grandeza. Tal foi a vida desta jovem princesa até a idade de quinze anos.
 O rei foi informado das inúmeras virtudes de sua filha, e quis nomeá-la abadessa de três mosteiros; mas ela agradeceu-lhe e se contentou de propor-lhe, para tais funções, religiosas que sua humildade a fazia crer serem muito mais capazes que ela de ocuparem esses cargos. Ela não conseguiu deixar a casa onde havia já recebido tantas graças; também amava mais obedecer que comandar, e permanecer sob o comando de sua mãe que estar encarregada de comandar os outros. Mas sua humildade apareceu muito mais quando Edite recusou a coroa da Inglaterra, pois após a morte de Santo Eduardo II, que a Igreja honra como mártir, os senhores foram encontrá-la para apresentar-lhe o cetro, e deram-lhe todas as razões possíveis, tentando mesmo por meio de violência, obrigá-la a aceitá-lo.Ela resistiu-lhe o tempo todo generosamente, e teria sido mais fácil transformar os metais, diz seu historiador, a tirá-la de seu claustro, a fazê-la deixar a decisão que havia tomado de devotar toda a sua vida a Deus.

Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

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Fontes:

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Beato Paulo Manna, Missionário, Presbitero do Pontifício Instituto Missioni Estere (1872-1952), 15 de Setembro

Notas biográficas do Beato

PADRE PAOLO MANNA (1872-1952)
Missionário na Birmânia (Myanmar)
Superior-Geral do P.I.M.E.
Fundador da Pontifícia União Missionária

O Beato Padre Paolo Manna nasceu a Avelino (Itália), no dia 16 de janeiro de 1872. Depois de ter freqüentado a escola primária em Nápoles e o ginásio técnico a Avelino, continuou os seus estudos a Roma. Enquanto freqüentava a Universidade Gregoriana para os estudos de Filosofia, seguindo o chamado do Senhor, em setembro de 1891, entrou no Seminário do Instituto para as Missões Estrangeiras em Milão, para o curso de Teologia. Foi Ordenado sacerdote no dia 19 de maio de 1894, na Catedral de Milão.
Em 27 de setembro de 1895 partiu para a Missão de Toungoo, na Birmânia Oriental, onde trabalhou em três períodos durante uma década até que, em 1907, repatriou-se definitivamente, por uma grave enfermidade.
De 1909 em diante, por mais de quarenta anos, dedicou-se com todas as suas forças, mediante os escritos e as suas obras, à difusão da idéia missionária no meio do povo e do clero. Para «resolver do modo mais radical possível o problema da cooperação dos católicos no apostolado» fundou, em 1916, a União Missionária do Clero, elevada ao título de «Pontifícia» em 1956. Hoje, ela está presente em todo o mundo católico e inclui nas suas fileiras, seminaristas, religiosos, religiosas, leigos e leigas.
Diretor de «Le Missioni Cattoliche» em 1909, em 1914 fundou «Propaganda Missionária», folheto popular de vastíssima difusão e, em 1919, «Itália Missionária», dedicada à juventude.
A pedido da Sagrada Congregação «de Propaganda Fide», para um maior desenvolvimento missionário do Sul da Itália, Padre Paolo Manna abriu a Ducenta (Caserta) o Seminário Meridional «Sagrado Coração», para as Missões Estrangeiras, projeto que ele encorajava desde há muito tempo.
Em 1924 foi eleito Superior-Geral do Instituto para as Missões Estrangeiras de Milão, que em 1926, pela união com o Seminário Missionário de Roma, por vontade de Pio XI, se tornou o Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras (P.I.M.E.).
Por mandato da Assembléia Geral do P.I.M.E. (1934), em 1936 participou em primeira linha na fundação das Missionárias da Imaculada.
De 1937 a 1941, a Sagrada Congregação «de Propaganda Fide» nomeou-o chefe do Secretariado Internacional da União Missionária do Clero.
Quando em 1943 foi erigida a Província Meridional do P.I.M.E., Padre Paolo Manna tornou-se o seu primeiro Superior, transferindo-se assim para Ducenta, onde fundou «Venga il tuo Regno», publicação missionária para as famílias.
Padre Paolo Manna escreveu vários opúsculos e livros famosos, que deixaram uma marca duradoura, como «Operarii autem pauci», «I Fratelli separati e noi», «Le nostre Chiese e la propagazione del Vangelo» e «Virtù Apostoliche». Formulou propostas inovadoras acerca dos métodos missionários, percorrendo o Concílio Vaticano II. Destas obras permanece, sobretudo, o exemplo de uma vida inteiramente animada por uma paixão missionária total, que nenhuma provação ou doença, por mais que o tenha feito sofrer, jamais diminuiu. G. B. Tragella, seu primeiro biógrafo, definiu-o justamente como «uma alma de fogo». O seu lema, que o acompanhou até o fim, era este: «Toda a Igreja, para o mundo inteiro!».
Padre Paolo Manna faleceu em Nápoles, no dia 15 de setembro de 1952. Os seus restos mortais repousam a Ducenta, no “seu Seminário”, que em 13 de dezembro de 1990 foi visitado pelo Papa João Paulo II.
Tendo iniciado à Nápoles, em 1971, os procedimentos para a Causa de Beatificação concluíram-se a Roma, no dia 24 de abril de 2001, com o decreto pontifício sobre o milagre atribuído ao Beato.

Ver também: Nossa Senhora das Dores / Beato Antônio (Anton) Maria Schwartz

Fontes:

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

São Gabriel Taurino Dufresse, Bispo, Mártir (+1815), 14 de Setembro




Nome: Gabriel 
Significado: Deus é minha força, em Hebraico
Festa: 14 de Setembro
Nascimento: 1750, em Ville-de-Lezoux, França
Morte: 14 de Setembro de 1815, em Chengtu, China 
Proceso: Beatificado em 27 de Maio de 1900 pelo Papa Leão XIII
Canonizado em 1º de Outubro de 2000 pelo Papa João Paulo II 

Na cidade de Chengtu, província de Sichuan, na China, São Gabriel Taurino Dufresse, bispo e mártir, foi degolado cruelmente após dedicar-se completamente às atividades do ministério sacerdotal durante quarenta anos.

Vida e milagres de São Gabriel Taurino Dufresse

Nasceu em Ville-de-Lezoux, diocese de Clermont, França, no ano de 1750. Morreu decapitado em 14 de setembro de 1815 na cidade de Tschantu, China.
Gabriel entrou para o seminário da Sociedade das Missões Estrangeiras de Paris em 1774. Foi missionário em Szechuan, China, em 1775. Permaneceu preso durante seis meses, em 1784, durante a perseguição do governo contra os cristãos. Foi então transferido para Macau, mas retornou às missões chinesas em 1788. Foi nomeado bispo de Tabraca em 1800.
Passou os 15 anos seguintes em constante perigo devido às perseguições contra os cristãos e estrangeiros. Acabou sendo traído por um cristão nativo que estava atemorizado. Gabriel foi martirizado pelas autoridades chinesas em 1815.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Ver também: Exaltação da Santa Cruz de Jesus

Fonte:
http://www.santopedia.com/santos/san-gabriel-taurino-dufresse/

Beatos Mártires de Almería, Irmãos das Escolas Cristãs (+1936), 13 de Setembro

·   Irmão Edmigio (Isidoro Primo Rodríguez González), nascido em Adalia, Espanha, em 4 de abril de 1881.
·   Irmão Amalio (Justo Zariquiegui Mendoza), nascido em Salinas de Oro, Espanha, em 6 de agosto de 1886.
·   Irmão Valerio Bernardo (Marciano Herrero Martínez), nascido em Porquera, Espanha, em 11 de julho de 1909.
·   Irmão Teodomiro Joaquín (Adrián Sáiz Sáiz), nascido em Puentedey, Espanha, em 8 de setembro de 1907.
·   Irmão Evencio Ricardo (Eusebio Alonso Uyarra), nascido em Viloria, Espanha, em 5 de março de 1907.
·   Irmão Aurelio María (Bienvenido Villalón Acebrón), nascido em Zafra de Záncara, Espanha, em 22 de março de 1890.
·   Irmão José Cecilio (Bonifacio Rodríguez González), nascido em 14 de maio de 1885, em La Molina de Ubierna, Espanha.
Pouco depois do início da Guerra Civil Espanhola, em 1936, o Front Popular na província de Almería deu ordem de prender todos os “inimigos da Revolução”, sobretudo os padres e religiosos.
Cinco religiosos foram presos na escola (em que lecionavam), dois foram presos na rua enquanto iam ao Correio enviar cartas para suas famílias. Junto a muitos outros, estes prisioneiros foram encerrados nas prisões, submetidos a privações, a maus tratos e a escárnios.
Na noite de 29 de agosto, os revolucionários conduziram dezessete pessoas – dentre as quais dois bispos – a um local onde foram perfiladas e fuziladas. Na noite seguinte, 30 de agosto, os Irmãos Edmigio, Amalio e Valério foram transportados à periferia de Tabernas onde foram mortos, cada um com um tiro na cabeça; seus corpos foram jogados num poço profundo. Em 8 de setembro, os Irmãos Evencio e Teodomiro foram fuzilados perto de uma estrada e seus corpos foram deixados no local.
Os Irmãos Aurelio e José tiveram a mesma sorte que os demais no dia 12 de setembro ; seus corpos também foram jogados num poço. Os bispos e Irmãos foram condenados à morte sem julgamento pelo crime de professar e ensinar a fé católica. Foram beatificados pelo Papa João Paulo II em 10 de outubro de 1993.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Ver também: São João Crisóstomo
Fontes:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Les_Bienheureux_Martyrs_d%27Almer%C3%ADa

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

São Francisco Ch'oe Kyong-hwan, Catequista, Mártir da Coréia (†1839), 12 de Setembro

Francisco Ch'oe Kyong-hwan nasceu na Coréia em 1805, no seio de uma família cristã. Casou-se e foi pai de cinco ou seis filhos. Colaborou com os missionários cristãos e foi nomeado catequista em 1839, ano em que teve início a perseguição contra os cristãos na região.
Em 31 de julho daquele mesmo ano Francisco foi detido e encarcerado. Confessou sua fé perante o juiz, que mandou torturá-lo até que Francisco renegasse a sua fé em Cristo. Não conseguiram, e ele permaneceu no cárcere até a morte. Em 11 de setembro de 1839, após reafirmar sua fé, ele levou uma surra de cinqüenta golpes de canas, em decorrência da qual ele veio a morrer no dia seguinte.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também:

Fontes:

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Beato Carlos Espínola, e Companheiros de Martírio (+ 1622), 11 de Setembro

Carlos Espínola nasceu em 1564, não se sabe bem se em Gênova ou em Praga, para onde seu pai foi enviado a serviço do imperador Rodolfo, em cujo palácio o menino passou a infância. Estudou teologia em Milão e matemática em Roma.

Partiu para as Índias, mas durante a viagem, os ingleses interceptaram o navio em que Carlos estava e levaram todos os passageiros presos para Londres. Dois anos depois, em 1599, os prisioneiros estavam em Goa, sendo levados depois para Macao e, finalmente, em 1602, rumaram para Nagasaki, no Japão. Carlos exerceu inicialmente seu ministério no Colégio de Kioto, onde foi preso durante a grande perseguição realizada pelos shoguns.
Ficou detido durante quatro anos com outros cristãos numa prisão onde sofriam torturas com requintes de crueldade. Ela era composta de celas expostas ao vento e ao sol, ao calor do verão e aos rigores do inverno. Os prisioneiros, amontoados uns sobre os outros, eram abandonados aos horrores da fome, da nudez e das infecções. O beato Carlos viu seus companheiros morrerem uns após os outros, e novos prisioneiros não paravam de chegar.
Foram, em seguida, conduzidos a Nagasaki, à colina dos mártires, onde outros cristãos já haviam sido crucificados. Vinte e cinco estacas foram ali colocadas para os que nelas seriam amarrados e queimados. Depois trouxeram cristãos japoneses condenados a serem decapitados, dentre os quais havia crianças de quatro, sete e doze anos. Colocaram suas cabeças diante dos que iriam morrer queimados. Os materiais inflamáveis eram colocados a dois metros das estacas para que o suplício fosse mais lento, para que os mártires fossem consumidos pelo calor.

Tradução e Adaptação:
Gisèle Pimentel

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20100911&id=6525&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=44323&language=FR&img=&sz=full