sábado, 16 de outubro de 2010

Beata Tarsila Córdoba Belda, Leiga, Viúva, Mártir (+1936), 17 de Outubro

Tarsila Córdoba Belda (Sollana, 8 de maio de 1861Algemesí, 17 de outubro de 1936) foi uma mártir católica, morta durante a Guerra Civil Espanhola. Após a tragédia pessoal da morte de seu esposo e de seus três filhos, participou ativamente da vida eclesiástica.[1] Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 11 de março de 2001.[2] Sua festa é celebrada em 22 de setembro (mas há uma festa particular celebrada em 17 de outubro[3]).

Referências

1.     RABENSTEIN, K. I. "ABAD CASASEMPERE, AMALIA, AND COMPANIONS, BB.". New Catholic encyclopedia, 2ª ed., vol. 1, p. 4 [The Catholic University of America, Gale: 2003].
2.     OFICINA de las Celebraciones Litúrgicas del Sumo Pontífice. "Capilla Papal Presidida por el Santo Padre Juan Pablo II para la Beatificación de los Siervos de Dios". Acesso em 10/03/08.
3.     VILLALTA, Xavier. Tarsila Cordoba Belda. Acesso em 10/03/08.

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Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=45540&language=IT&img=&sz=full

Santa Margarida Maria Alacoque, Religiosa, Mística (+1690), 16 de Outubro

Toda a vida desta grande vidente do Século XVII anda estreitamente unida às origens e história da grande devoção moderna ao Sagrado Coração de Jesus. Foi o meio humilde e diminuto que Deus utilizou para dar a conhecer uma das melhores e mais eficazes de todas as devoções.
 Desde menina de quatro anos - ela conta no seu diário espiritual - Deus a introduziu no segredo da vida interior e comunicação com o céu. No noviciado tinha por norma o conselho de S. Francisco de Sales: “Não ser extraordinário senão à força de ser ordinário”. Completava o ano de noviciado a 25 de Agosto de 1672 e atrasaram-lhe a profissão até 6 de Novembro. Nesses meses Cristo comunica-se-lhe e começa a levantar o véu que encobre a missão para que a destina. 
Numa sexta-feira do ano de 1674, estando diante do Santíssimo exposto, Jesus mostra-se radiante de glória com as cinco chagas que brilham como sóis. Queixou-se da ingratidão dos homens e pediu-lhe que ela com o seu amor suprisse tanta frieza. Deverá comungar sempre que lho permita a obediência, fazer a novena das nova primeiras sextas-feiras seguidas. Posteriormente o Sagrado coração de Jesus volta a queixar-se da ingratidão dos homens, e pede que, na sexta-feira seguinte à oitava do Corpo de Deus, se estabeleça a festa do Seu coração. Como auxiliar do seu apostolado recomenda-lhe o Padre Claude la Colombière. Santa Margarida faleceu a 17 de Outubro de 1690. Foi canonizada em 1920 por Bento XV e a Devoção ao Sagrado Coração de Jesus triunfou através da pequenez da Sua serva.

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Santa Teresa d'Ávila,Religiosa, Doutora da Igreja (+1582), 15 de Outubro

Sobre o Pai Nosso

É coisa para louvar muito ao Senhor ver como é subida em perfeição esta oração evangélica, no que bem mostra ser ordenada por tão bom Mestre, e assim podemos, filhas, cada uma de nós, tomá-la a seu propósito. Pasmo de ver como, em tão poucas palavras, está encerrada toda a contemplação e perfeição, que parece não termos necessidade de outro livro, senão de estudar neste.
Parece-me que, devendo esta oração ser geral para todos, Sua Majestade deixou-a assim para que pudesse cada um pedir a seu propósito e se consolasse, parecendo-nos que a entendemos bem. E assim os contemplativos, que já não querem coisas da terra, e as pessoas já muito dadas a Deus, peçam as mercês do Céu que, pela grande bondade de Deus, se podem receber aqui na terra. Os que ainda vivem nela e é bem que vivam conforme o seu estado, peçam também o pão com que se hão de sustentar e sustentam suas casas, e assim as demais coisas, conforme as suas necessidades.
Mas olhem que estas duas coisas, ou seja, dar-Lhe a nossa vontade e perdoar, são para todos. Verdade é que há nisto mais e menos, como ficou dito; os perfeitos darão a vontade como perfeitos e perdoarão com a perfeição que já disse; e nós, irmãs, faremos o que pudermos, pois o Senhor tudo recebe. Dir-se-ia uma espécie de contrato, que Ele faz da nossa parte com Seu Eterno Pai, como quem diz: Fazei Vós isto, Senhor, e meus irmãos farão este outro. Pois é certo que, da Sua parte, não falhará. Oh! Oh! É muito bom pagador e paga mui sem medida.

Do Livro Caminho da Perfeição, capítulo 37, de Santa Teresa de Ávila, virgem (Século XVI)
O texto completo do livro pode ser encontrado no site dos Freis Carmelitas.

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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Beato Honorato Kozminski de Biala Presbítero (1829-1916), 14 de Outubro

O capuchinho polonês fr. Honorato de Biala, cujo nome de batismo era Vencesalu Kozminki, fundou 17 congregações religiosas ainda atuantes e mais oito, ou talvez dez, que foram extintas ao longo dos anos. Honorato nasceu em Biala Podlaska (Polônia) no dia 16 de outubro de 1829, filho de Estevão e Laexandrina Kalh. Frei Honorato faleceu em 16 de dezembro de 1916 em Nowe-Miasto. Da família recebeu educação profundamente cristã e, após a escola básica em sua cidade, fez os estudos ginasiais em Plock.
Em 1854 inscreveu-se na Escola Superior de Belas Artes em Varsóvia onde, influenciado por ideologias iluministas e pelo ambiente ateu, perdeu a fé. Em 1846, suspeito de pertencer a uma organização política duvidosa, foi preso em Varsóvia pela polícia do Czar, onde contraiu tifo e viveu sob o terror da condenação à pena de morte, até 27 de março de 1847 quando, contra toda esperança, foi libertado. Contudo, em 15 de agosto de 1846, festa da Assunção, reencontrou a sua fé.
Em 21 de dezembro de 1948, após muito relutar em deixar sua queridíssima mãe enferma, entrou no noviciado dos capuchinhos de Luabartow. Apenas ordenado presbítero, dia 27 de dezembro de 1852, tornou-se professor de sacra eloqüência e de teologia dos clérigos capuchinhos, confessor dos hereges convertidos, conselheiro na Província, Superior por um ano no convento de Varsóvia e, nos anos 1895 a 1916, comissário geral dos capuchinhos colocados sob a dominação russa. Distinguiu-se, de maneira especial, como pregador e iluminado diretor espiritual, desde seu tempo de jovem sacerdote quando, nos anos de 1853-1864, estava empenhado em pregações nas diversas igrejas de Varsóvia. Responsável pelos membros da Ordem Terceira Secular, não se limitou a promover a vida devocional, mas os quis empenhados numa fervorosa atividade caritativa e social. Nesse tempo conheceu Sofia Truszkowska, da qual foi seu diretor espiritual. Não foi apenas alguém responsável de formar e manter grupos de homens e mulheres dedicados a rezar o rosário, mas estimulou-os a desenvolver atividades caritativas essenciais aos mais pobres.
Após a insurreição contra os russos, em janeiro de 1863, terminada desastrosamente, tendo sido condenadas à extinção todas as ordens religiosas pelo governo, fr. Honorato foi confinado primeiro no convento de Zakroczym, onde permaneceu até 1892, e depois no de Nowe-Miasto. Ele procurou salvar a fé católica e o espírito patriótico de seu povo contra as perseguições czaristas que queriam separar a igreja polonesa da igreja de Roma para inseri-la na instrumentalizada igreja ortodoxa. Os meios por ele escolhidos para a realização de seu projeto foram a devoção Mariana e a Ordem Franciscana Secular que, com a autorização do ministro geral dos capuchinhos, submeteu-se a uma reformulação radical. Uma vez que a lei civil impedia de fazer apostolado e de receber noviços (assim, as congregações religiosas iriam morrendo, aos poucos), e quem desejasse ser religioso deveria buscar o exílio em outros países, fr. Honorato proibia de deixar o país a quem lhe pedisse orientação, estimulando o fiel a viver os conselhos evangélicos na Ordem Franciscana Secular. Assim, encontravam-se na vida civil, sem hábito, sem convento, disfarçadamente. Enquanto isso, fr. Honorato estudava o Evangelho, do qual não só alimentava o espírito, mas buscava também formas de vida religiosa.
Tomou como modelo a Sagrada Família de Nazaré. O seu referencial básico, neste modelo, era a vida escondida (aos freis era vetado sair do convento) e ele procurava passar esse ideal a todos os que o procuravam. Com termos precisos, prescreveu esse projeto de vida em todas as constituições e nos diretórios dos institutos de vida consagrada que ele ia fundando para viverem no mundo. Para ele, a vida escondida não é exigência contingente imposta pelas particulares contingências sócio-políticas em que vivia a Polônia, naquele momento, mas sim um postulado do Evangelho. Por isso, escreveu: “Nestas congregações é observada a vida escondida aos olhos do mundo. Esse modo de viver a vida religiosa não é sugerida somente por motivos de prudência ou de necessidade, mas pelo empenho de imitar a vida escondida da Virgem. Esta forma, que não está sujeitada às vicissitudes das circunstâncias externas sociais e políticas, é voluntariamente escolhida por cada um porque ela é amável em si mesma, porque permite maior glória de Deus, mais fácil progresso espiritual e mais segura salvação.”
No confessionário de Zakroczim nasceram numerosos institutos ou congregações, cada uma delas buscando atingir aspectos particulares da vida: os intelectuais, os jovens, os operários da construção e dos mercados, operárias das fábricas, as domésticas, as crianças, os doentes, os artesãos, os agricultores e os lugares e atividades com os quais se podia ajudar ao próximo e influir numa vasta rede de pessoas, como as pensões e restaurantes, as livrarias e bibliotecas, as escolas, as salas de costura e as lojas de compras. Pela irradiação do apostolado dos seus religiosos, quis que cada congregação fosse formada por três tipos diversos de membros: o primeiro, formado por religiosos que, vivendo em comum, tinham a tarefa de acolher e dirigir os outros; o segundo, constituído por religiosos com votos temporários que viviam junto às próprias famílias ou em pequenos grupos, chamados os “unidos” e as “unidas”, sendo este o elemento mais dinâmico de cada congregação por ele fundada, que tinham maior possibilidade de influir sobre os demais com o apostolado ativo e com o exemplo; o terceiro grupo acolhia pessoas da OFS particularmente empenhados na colaboração apostólica. Todos estes religiosos viviam em trajes civis, e seu modo de vida foi confirmado pela Santa Sé com o decreto Ecclesia catholica, de 21 de junho de 1889.
Seja por circunstâncias históricas particulares, seja pela intuição dos sinais dos tempos que um apóstolo dos tempos modernos teve, uma dezena de institutos seculares encontraram na Igreja espaço, de direito e de fato, dos quais fr. Honorato foi o pioneiro. Mas a experiência teve duração breve, pois, por causa das recriminações e denúncias contra esta novidade na vida religiosa iniciada por fr. Honorato, fora das tradicionais formas canônicas, em 1907 foram impostas restrições que eliminaram os “unidos” e as “unidas”. O velho fundador não deixou de defender a forma de vida e de apostolado religioso que, imposta pelas circunstâncias histórico-ambientais particulares, tinham produzido muitos frutos. Ele escreveu que, do agrupamento de pessoas que se reunira ao seu redor, queria fazer um exército de confessores da fé, que tenazmente soubessem se opor à mentira do mundo, disseminando-os pelas casas e locais de trabalho em cada cidade, no silêncio e escondidos, mas em profundo e empenhado testemunho cristão em toda parte. Ele, que aos seus religiosos tinha sempre imposto nunca escreverem e de conservarem, em absoluto segredo, a própria identidade, testemunhava assim a respeito da vida deles: “Estas almas fervorosas difundem ao seu redor benéfica atmosfera moralizadora não só pelos seus contatos pessoais individuais, mas também sobre os grupos e as massas. É sabido que pessoas de espírito bom, onde se encontrem, ainda que não façam nada de particular, farão sentir sempre sua salutar presença.”
Quando, em 1905, não estava mais em condições de receber pessoas no seu confessionário por motivo de surdez, fr. Honorato aplicou-se ao estudo, dedicando-se a intensa atividade epistolar com seus filhos espirituais. As cartas manuscritas – quase 4.000 – foram conservadas em Varsóvia, no arquivo da vice-postulação, onde formam 21 volumes. No mesmo arquivo estão guardados numerosos discursos seus (um milhar) e vasta quantidade de obras, em grande parte manuscritas, que ele vinha escrevendo desde sua juventude. Estas se referem à ascese, à mariologia, à hagiografia, à história, à homilética, à regra da OFS e às constituições das diversas congregações, traduções para o polonês etc. Digna de menção, autêntica enciclopédia mariana é a obra intitulada: “Quem é Maria?”, organizada em 52 tomos e 76 volumes, dos quais somente o primeiro foi publicado em diversas edições. Interessante, ainda, para o conhecimento da vida espiritual e do empenho apostólico de Frei Honorato, é o seu Diário Espiritual no qual lemos: “Desde o meu primeiro momento no ingresso da Ordem, sempre busquei isso: fazer conhecer aos homens o amor de Deus.” Das quase cem obras escritas por fr. Honorato, 41 ainda permanecem inéditas. Frei Honorato morreu em conceito de santidade aos 16 de dezembro de 1916, com 87 anos de idade. Sepultado na cripta do convento de Nowe-Miasto, de onde, aos 10 de dezembro de 1975, após o “reconhecimento”, foi transladado para a igreja superior. Finalmente, aos 16 de outubro de 1988, o papa João Paulo II proclamou-o bem-aventurado.

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terça-feira, 12 de outubro de 2010

Última Aparição de Nossa Senhora de Fátima aos Pastorinhos, 13 de Outubro





Nossa Senhora de Fátima ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima é a designação pela qual é conhecida, na religião católica romana, a Virgem Maria, mãe de Jesus Cristo, pelos católicos ou outras pessoas que acreditam em sua aparição durante meses seguidos para três crianças em Fátima, localidade portuguesa, em 1917. A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, ou a combinação dos dois nomes, dando origem à "Nossa Senhora do Rosário de Fátima", pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do rosário.
 Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao conselho de Ourém, Portugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo abaixo, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura teriam visto em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de Junho, 13 de Julho e 13 de Setembro. Em Agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Conselho no dia 13 de Agosto.
A 13 de Outubro, estavam presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário", e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em Julho e Setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o Sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenômeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição.
O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenômeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o Sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa dorotéia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tuy), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
Anos mais tarde, Lúcia contou ainda que, entre Abril e Outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas, sobretudo, na adoração eucarística.
 No dia 13 de maio de 2008 foi inaugurada em Fortaleza, Ceará a maior imagem de Nossa Senhora de Fátima do mundo[1]. A estátua tem 15 metros de altura e foi feita pelo artista plástico Franciner Macário Diniz.

1. CE: inaugurada maior estátua de Fátima do mundo.


Ver também: Beata Alexandrina Costa, Mística
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/10/beata-alexandrina-costa-mistica.html

Fontes:

Beata Jeanne Leber, Leiga, Reclusa de Ville-Marie (1662-1714), 12 de Outubro

Entre as grandes figuras religiosas que ilustraram a Nova França (Canadá) em seus primórdios, a beata Jeanne Leber ocupa um lugar excepcional: a de reclusa. Filha única de Jacques Leber, o maior negociante do Canadá à época, e de Jeanne Lemoyne, irmã do Barão de Longueil, ambos profundos cristãos, Jeanne nasceu em Ville-Marie, atualmente Montréal, em 4 de janeiro de 1662. Seus padrinhos foram Maisonneuve e Jeanne Mance.
Aos quinze anos, Jeanne concluiu seus estudos e retornou para Ville-Marie. Seus pais obrigaram-na a se vestir segundo a sua alta condição social, sonhando realizar para ela um casamento bastante vantajoso. Mas Jeanne já havia, interiormente, renunciado ao mundo. Sua afeição estava voltada para as religiosas do “Hôtel-Dieu” (hospital mantido por congregações religiosas) e para as da Congregação de Nossa Senhora. Todavia, não se sentindo chamada à vida comunitária, Jeanne Leber começou a sonhar com uma vida de recolhimento, afastada do mundo, na casa paterna. Seus pais, piedosos, respeitaram sua vocação sem, contudo, compreendê-la.
Jeanne dedicou-se à reparação dos pecados do mundo, começando pelos seus próprios. Eram penitências comuns, segundo a mentalidade daquela época, usar cilício e cinto de crina, flagelar-se, comer os restos dos pobres que iam se alimentar à porta da casa do seu pai, eis o programa diário de penitências da jovem. Suas vestes eram de um tecido de lã grosseira acinzentada, sem detalhe algum, que Jeanne usava para honrar a pureza e a humildade de Maria Santíssima, e um capuz cobria sua cabeça. A piedosa reclusa saía do seu retiro apenas para participar da santa missa. Após cinco anos de reclusão decorridos sob a autoridade do seu diretor espiritual e dos superiores eclesiásticos, a jovem pronunciou os votos de perpétua reclusão, castidade e pobreza de coração.
Em 4 de junho de 1685, Jeanne deixou a casa paterna para morar na capela que ela mesma havia mandado construir, às suas expensas, em favor da comunidade da Madre Bourgeois, pedindo apenas que lhe  construíssem uma cela atrás do altar. A breve e tocante cerimônia da solene reclusão numa sexta-feira, durante a celebração das Vésperas, em 5 de agosto, festa de Nossa Senhora das Neves. O pai de Jeanne, aos 64 anos, acompanhou a filha juntamente com um grande número de parentes e amigos. Chegando à entrada da cela de Jeanne, tomado pela emoção, o Sr. Leber acabou tendo que se retirar. Um amigo da família, Sr. Dollier, exortou a Sra. Leber a perseverar no seu retiro como Maria Madalena fez, no seu isolamento numa gruta. Toda Ville-Marie viu, com espanto e admiração, o amor de Deus vitorioso na ternura natural dos pais de Jeanne.
Uma mesa de trabalho, uma cadeira, um fogão e um colchão miserável colocado perto do Tabernáculo compunham todo o mobiliário da pobre cela. Para imitar a piedade de Maria para com Jesus, a beata Jeanne Leber dedicava-se a bordar ornamentos sacerdotais e paramentos do altar.
Sua oração era contínua e sua imolação, total. À noite, ela se levantava sem acender o fogo, mesmo nos mais rigorosos invernos; não acendia luz alguma para que ninguém a percebesse. Virando-se, então, para o Santíssimo Sacramento iluminado pela claridade da lamparina do santuário, ela prolongava suas orações durante uma hora.
Os vinte últimos anos desta vítima do amor transcorreram nesta “prisão” abençoada, na aridez e nas contínuas penas interiores. Em meio a essas pungentes desolações do coração e do espírito, Jeanne nunca consagrou menos de três ou quatro horas por dia à oração e jamais deixou de fazer seus exercícios de piedade.
Esta alma celestial deixou a terra em 3 de outubro de 1714, às 9h da manhã, aos cinqüenta e dois anos de idade. Sua reclusão havia durado, ao todo, trinta e quatro anos. Seus pobres andrajos foram distribuídos aos fiéis, até mesmo seus sapatos, que eram feitos de palha. Todos os que conseguiram obter alguma coisa que tivesse pertencido à admirável reclusa, reverenciavam tal lembrança como relíquia digna de devoção. Seu corpo foi enterrado no subsolo da capela da Congregação.
Resumo O. D. M.

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Ver também:

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20101012&id=11354&fd=0
http://www.magnificat.ca/cal/fran/10-12.htm

Beato João XXIII, Papa (+1963), 11 de Outubro


Na cidade de Roma, no ano de 1958, mais um Papa foi eleito. Os cardeais escolheram o sucessor do Papa Pio XII, o qual falecera após dirigir os destinos da Igreja Católica por 19 anos. Aos 77 anos, Ângelo Giuseppe Roncalli assumiu a Cátedra de Pedro com o nome de João XXIII. Era um homem simples que transmitia bondade, mansidão, benevolência e gentileza. Normalmente causava um impacto sempre favorável nas pessoas. Reconhecia claramente suas limitações e era dotado de um vivo senso de humor.
Além da convocação do Sínodo romano, instituiu uma comissão para a revisão do Código de Direito Canônico e convocou o Concílio Ecumênico Vaticano II. Muito amante da Tradição da Igreja, desejava apenas levar o Senhor a todos os povos numa forma de comunhão eclesial mais direta e mais próxima.
Este Papa exalava odor de santidade, sendo assim reconhecido pelo seu rebanho, que o chamava apenas de “Papa bom”. Buscava incansavelmente a paz para si mesmo e para todos os povos. Em 1960, num dos seus escritos, ele registrou uma página memorável com notável sentimento de espiritualidade e religiosidade universal. Chama-se o Decálogo da Serenidade e contém dez sugestões de conduta para o homem que deseja a paz.
1- Só por hoje, tratarei de viver exclusivamente o dia de hoje, sem querer resolver os problemas da minha vida de uma só vez.
2- Só por hoje, terei o máximo cuidado com os meus atos; serei cortês nas minhas maneiras, não criticarei ninguém e nem pretenderei melhorar ou disciplinar ninguém, senão a mim mesmo.
3- Só por hoje, serei feliz na certeza de que fui criado para a felicidade não só no outro mundo mas neste também.
4- Só por hoje, me adaptarei às circunstâncias, sem pretender que elas se adaptem a todos os meus desejos.
5- Só por hoje, dedicarei dez minutos do meu tempo a uma boa leitura, recordando que, assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.
6- Só por hoje, farei uma boa ação e não direi a ninguém.
7- Só por hoje, farei pelo menos uma coisa que não desejo fazer e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.
8- Só por hoje, farei para mim um programa detalhado; talvez não o cumpra integralmente, mas ao menos o escreverei. E me guardarei de duas calamidades: a pressa e a indecisão.
9- Só por hoje, acreditarei firmemente que, embora as circunstâncias demonstrem o contrário, a boa providência de Deus se ocupa de mim como se não existisse mais ninguém no mundo.
10- Só por hoje, não terei temores. De modo particular, não terei medo de gozar o que é belo e de crer na bondade.

Beato João XXIII, intercedei por todos nós!

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Fontes: