terça-feira, 26 de outubro de 2010
domingo, 24 de outubro de 2010
Beato Jan Balicki, Presbítero (1869-1948), 24 de Outubro
João Adalberto (Jan) Balicki nasceu em 25 de Janeiro de 1869, na localidade de Staromiescie.
Cresceu numa família profundamente religiosa, rica de honestidade e virtude. Depois de ter concluído os estudos secundários, cheio de amor pátrio entrou no seminário de Przemysl e, após quatro anos de preparação espiritual e intelectual, foi ordenado Sacerdote, no dia 20 de Julho de 1892, e imediatamente escolhido como assistente do pároco de Polna.
Homem de oração, confessor paciente e grande pregador, continuou os seus estudos na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, consciente da sua responsabilidade: como sacerdote, continuar a fazer progredir na perfeição cristã; e, como aluno, concluir os estudos teológicos em ordem a obter o melhor resultado para a sua vida concreta na fé e o enriquecimento espiritual dos destinatários do seu futuro ministério.
No final de um quadriênio acadêmico, em 1897 regressou à Polônia e foi nomeado Professor de Teologia Dogmática no seminário diocesano de Przemysl dos Latinos. Ele estava convencido de que a Teologia é não apenas a ciência relativa a Deus, mas também a ciência que leva o homem a alcançar o próprio Deus. Assim, as suas lições constituíam verdadeiras meditações sobre os mistérios divinos e tinham grande influência sobre a formação moral dos alunos.
No ano de 1928, em espírito de obediência aos seus superiores, aceitou a nomeação para reitor do seminário, cargo este a que, em 1934, teve de renunciar por motivos de saúde, dedicando-se então exclusivamente às confissões e à direção espiritual. Muitos dos seus penitentes puderam dar testemunho do seu extraordinário dom de penetração nas profundidades da alma e de sincera abertura interior a todos, sem qualquer distinção, fazendo dele não só um juiz ou um "doador de absolvição", mas, sobretudo, um incomparável promotor do crescimento espiritual das almas que a ele recorriam em busca de alívio.
Durante a Segunda Guerra Mundial, que atingiu duramente a Polônia dividindo-a em dois blocos, o Padre João Adalberto Balicki permaneceu sempre próximo aos seus fiéis, ajudando-os de todas as formas possíveis. Em Fevereiro de 1948, gravemente enfermo, foram-lhe diagnosticadas duas doenças: pneumonia e tuberculose, já em estado avançado. Foi imediatamente hospitalizado, mas era demasiado tarde: de fato, faleceu no dia 15 de Março desse mesmo ano.
Após a sua morte, a fama da sua santidade espalhou-se na Polônia e entre os polacos da diáspora. Quem o conhecia, confirmava que a sua vida era motivada exclusivamente pelo desejo de ser o último de entre os seus irmãos. Com efeito, a sua humildade era simples, natural e autêntica, enquanto lhe impedia de chamar a atenção dos outros para as suas próprias dores, dificuldades ou sofrimentos. Um dos frutos mais excelsos da sua humildade era o seu grande amor a Deus e ao próximo, que o levava a tender constantemente para o Senhor.
Além disso, durante a sua vida ministerial, João Adalberto não se cansava de realçar o valor das virtudes no crescimento da vida espiritual, sobretudo a mortificação, a paciência e a humildade de que ele era um portador exemplar: a mortificação submete a natureza à graça; a paciência, inseparável do amor, torna o homem capaz de fazer sacrifícios por Deus; e a humildade aniquila o egoísmo e põe Deus no centro do coração do homem. E só é possível alcançar tudo isto através da oração sincera, que é a elevação da mente e do coração do ser humano a Deus.
Profeticamente, em 22 de Dezembro de 1975, o então Cardeal Karol Wojtyla escreveu ao Papa Paulo VI, pedindo-lhe que o reconhecesse como modelo para os presbíteros do nosso tempo.
Ver também:
Fontes:
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020818_balicki_po.html
http://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/ns_lit_doc_20020818_balicki_photo.html
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Beato João Bondoso, Jogral, Penitente (+1249), 23 de Outubro
Nascido em Mantua, João exerceu a função de jogral (bufão) no palácio real, onde levava uma vida de prazeres, nem sempre conforme às exigências evangélicas. Uma grave doença fez com que ele refletisse e se arrependesse de seus atos. João não sabia ler nem escrever, mas sabia cantar bem e era muito espirituoso.
Tornou-se eremita, impressionando por sua austeridade e fidelidade à Igreja. Aos que queriam tornar-se dissidentes, entrando em diferentes movimentos religiosos, João os fez compreender e viver as exigências da fé cristã. Discípulos começaram a chegar e, por isso, ele precisou fundar diversas casas que, após sua morte, foram integradas às Ermidas de Santo Agostinho.
Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com
Ver também:
Fontes :
http://jubilatedeo.centerblog.net/
http://www.vangelodelgiorno.org/zoom_img.php?frame=51038&language=IT&img=&sz=full
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Beata Josefina Leroux e Companheiras Ursulinas, Religiosas, Mártires da Revolução Francesa (+1794), 22 de Outubro
Josefina Leroux nasceu em Cambrai, França, a 23 de Janeiro de 1747. Foi santamente educada pelos pais bondosos e religiosos. A 10 de Maio de 1779, aos vinte e dois anos abandonou a casa paterna e foi recebida entre as filhas de Santa Clara no mosteiro das clarissas de Valência. No ano seguinte pronunciou os votos. Sua irmã Maria Escolástica ingressou nas religiosas ursulinas da mesma cidade.
Na paz silenciosa do claustro, Josefina ocupou-se em servir ao Senhor com crescente amor, fidelidade e perfeita alegria franciscana. Porém, bem cedo a pobre terra da França deveria ser golpeada pelo furioso furacão da revolução. Milhares de vítimas foram colocadas na prisão e sacrificadas. Os tribunais revolucionários somente interrogavam os acusados, não lhes permitindo a possibilidade de se defenderem.
Em 1791 as monjas clarissas foram expulsas de seu mosteiro, e Josefina foi hospedada por seus parentes em Cambrai. As irmãs ursulinas, com o desejo ardente de continuar sua vida religiosa, atravessaram a fronteira e se uniram às suas irmãs da região de Mons. Este exílio durou de 17 de Setembro de 1792 a 1º de Novembro de 1793, quando as irmãs ursulinas puderam regressar ao seu convento. Josefina, vendo que não lhe era possível regressar junto com as outras irmãs, desejosa de voltar à vida de comunidade, pediu para ser acolhida entre as irmãs ursulinas junto a sua irmã Escolástica. O gozo da recuperação da vida conventual foi breve. Valenciennes caiu novamente nas mãos dos franceses e a fúria tudo derrubou.
Na noite entre os dias 02 e 03 de Setembro os emissários revolucionários, percorrendo a cidade, aprisionaram Josefina, que se distinguiu por uma grande tranqüilidade de ânimo que jamais abandonou. Ao comissário disse que não havia necessidade de tanta gente para apoderar-se de uma pobre mulher. Nessa mesma noite, junto com sua irmã Maria Escolástica, foi recolhida à prisão e ali esperaram o momento solene. A 23 de Outubro de 1794, subiram ao patíbulo recitando o "Te Deum" e as ladainhas da Virgem. No cadafalso tiveram palavras de agradecimento para os verdugos, cujas mãos elas beijaram. A Bem-aventurada Josefina Leroux e dez irmãs ursulinas foram assassinadas por ódio à fé, à Igreja e à religião de Cristo. Quando foi guilhotinada tinha 47 anos.
Ver também:
Fontes :
http://1.bp.blogspot.com/_VsL8VkjSZWw/SuEF7sn7iwI/AAAAAAAACBQ/l_vOvSubVXM/s1600-h/ursulines.jpg
Beato Carlos de Áustria, Leigo, Imperador (+1922), 21 de Outubro
Carlos de Áustria nasceu a 17 de Agosto no Castelo de Persenbeug na região da Áustria Inferior. Os seus pais eram o Arquiduque Otto e a Princesa Maria Josefina de Saxônia, filha do último Rei de Saxônia. O Imperador Francisco José I era o tio-avô de Carlos.Carlos recebeu uma educação expressamente católica e até ao fim da adolescência é acompanhado com a oração de um grupo de pessoas, uma vez que uma religiosa estigmatizada lhe tinha profetizado grandes sofrimentos e ataques contra ele. Daqui teria origem, depois da morte de Carlos, a «Liga de oração do imperador Carlos para a paz dos povos», que em 1963 se torna numa comunidade de oração reconhecida pela Igreja. Bem cedo cresceu em Carlos um grande amor pela Santa Eucaristia e pelo Coração de Jesus. Todas as decisões importantes eram procuradas por ele na oração. A 21 de Outubro de 1911 esposou a Princesa Zita de Borbone-Parma. Nos dez anos de vida matrimonial feliz e exemplar, o casal recebeu o dom de oito filhos. Sobre o leito da morte, Carlos dizia ainda a Zita: «Amo-te sem limites!» A 28 de Junho de 1914, após o assassínio num atentado do Arquiduque Francisco Fernando, herdeiro do trono, Carlos torna-se herdeiro do trono do Império Austro-Húngaro. Enquanto alastrava a I Guerra Mundial, com a morte do Imperador Francisco José, a 21 de Novembro de 1916, Carlos torna-se Imperador da Áustria. A 30 de Dezembro é coroado Rei apostólico da Hungria. Também esta tarefa é vista por Carlos como uma via para seguir Cristo: no amor pelos povos a ele confiados, no empenho pelo seu bem e no dom da sua vida por eles. O dever mais sagrado de um Rei - o empenho pela paz - foi colocado por Carlos no centro das suas preocupações no decorrer da terrível guerra. Único entre todos os responsáveis políticos, apoiou os esforços para a paz de Bento XV. No que diz respeito à política interna, mesmo nos tempos extremamente difíceis encetou uma ampla e exemplar legislação social, inspirada no ensinamento social cristão. O seu comportamento tornou possível no final do conflito, uma transição para uma nova ordem sem guerra civil. Todavia foi banido da sua pátria. Por desejo do Papa, que temia a implementação do poder comunista na Europa Central, Carlos procurou restabelecer a sua autoridade de governo na Hungria. Mas duas tentativas falharam, uma vez que ele queria em todo o caso evitar que se desencadeasse uma guerra civil. Carlos é mandado em exílio para a Ilha da Madeira. Uma vez que ele considerava a sua tarefa como um mandato de Deus, não pode abdicar do seu cargo. Reduzido à pobreza, viveu com a sua família numa casa bastante húmida. Por isso adoeceu gravemente, aceitando a doença como sacrifício pela paz e a unidade dos seus povos.Carlos suportou o seu sofrimento sem lamentações, perdoando a todos aqueles que tinham magoado e ofendido e morreu no dia 1º de Abril de 1922 com o olhar dirigido ao Santíssimo Sacramento. Como recordou ainda no leito da morte, o lema da sua vida foi: «Todo o meu empenho é sempre, em todas as coisas, conhecer o mais claramente possível e seguir a vontade de Deus, e isto da forma perfeita.»
Ver também: http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/10/santa-ursula-e-11-companheiras-martires.html
Fontes: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/93/Karl_of_Austria.jpg
Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/10/santa-ursula-e-11-companheiras-martires.htmlFontes:
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Nasceu de família de modestos agricultores em 6 de outubro de 1888 no bairro de Cioia de Brendola, Província de Vicenza, Itália. Passou sua adolescência cultivando diferentes campos paternos e trabalhando em casas da região em tarefas domésticas. Já muito jovem teve uma grande paixão pela Virgem Maria e, em 1905, entrou para a ordem das Mestras de Santa Dorothea, Filhas do Sagrado Coração, em Vicenza.
Terminado o período do noviciato Maria Bertilla foi enviada, primeiro como praticante e depois como enfermeira ao hospital de Treviso. Ali mostrou um exemplo de caridade e amor aos pobres, porém sempre dando a conhecer a mensagem de Cristo a todos os seus pacientes. Converteu, assim, vários para o cristianismo.
Em 1910, quando só tinha 22 anos, foi operada de um tumor. Quando melhorou, voltou a trabalhar em Treviso e em Viggiú. Mas o tumor se reproduziu e ela teve que suportar grandes sofrimentos, passando por um estado de grande debilidade. Foi operada uma segunda vez, mas a enfermidade fez com que ela descansasse em paz no dia 20 de outubro de 1922, em Treviso. Muitos milagres foram reportados em seu túmulo e creditados à sua intercessão. Foi beatificada em 8 de junho de 1952 pelo Papa Pio XII e canonizada em 11 de maio de 1861, pelo Papa João XXIII.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
São João de Brébeuf e Companheiros, Religiosos, Mártires (+1649), 19 de Outubro
Contexto Histórico
Nosso contexto histórico de hoje fica entre os anos 1600 e 1650, na região dos grandes lagos, fronteira entre Estados Unidos e Canadá. No século, XV britânicos e franceses iniciaram a colonização do Canadá.
Os britânicos, em menor número, foram para a Terra de Rupert, na região Noroeste. Já os franceses, em número bem maior, ocuparam a região dos Grandes Lagos e do Rio São Lourenço, bem como a região que atualmente compõe as atuais províncias de Nova Escócia e Nova Brunswick.
Os índios Iroqueses não aceitaram essa dominação e se colocaram em guerra contra os Hurons, que estavam acolhendo a cultura e os jesuítas franceses. Essas guerras, que começaram por volta de 1640, geraram diversas lutas, culminando com o Tratado de Paris, em 1763, no qual os franceses cederam seus territórios da Nova França e da Acádia aos britânicos. Mas o antigo Canadá permaneceu francês, permitindo que a Igreja Católica e a língua francesa continuassem a sobreviver no Canadá, até os dias atuais.
O Santo
Hoje lembramos a santidade e o martírio de João de Brébeuf, Isaac Jogues, Renato Goupil, João de La Loude, Gabriel Lalemant, Carlos Daniel, Carlos Carnier e Natal Chabanel, todos eles missionários jesuítas de origem francesa.
A região dos grandes lagos, entre Estados Unidos e Canadá, era habitada por índios. Os jesuítas resolveram evangelizar a região, mesmo conhecendo os perigos dessa missão. Acabaram sendo mortos por índios Hurons e Iroqueses, entre 1642 e 1649. Eram seis sacerdotes e dois irmãos coadjutores.
O irmão coadjutor Renato Goupil foi morto em 1642; o sacerdote Isaac Jogues e o outro irmão coadjutor, João de La Loude, em 1647; o sacerdote Carlos Daniel, em 1648, e João de Brébeuf, Gabriel Lalement, Carlos Carnier e Natal Chabanel, em 1649.
São João de Brébeuf nasceu em 1593, em Conde-Sur-Vire, Bayeux, França. Entrou para a Companhia de Jesus em 1617, foi ordenado sacerdote aos 29 anos. Três anos depois foi para o Canadá, pois conhecia a língua e os costumes dos índios Algonquinos. Escreveu uma gramática da língua deles, e também livros catequéticos. Da mesma forma procedeu com os índios Hurons.
Somente após 6 anos de trabalho duro é que conseguiram batizar o primeiro índio. Pela resistência crescente e obstinada, em clima de perseguição, o ritmo das conversões era desesperadamente lento. Em 1641, a missão não tinha mais de 60 cristãos. As dificuldades aumentaram a partir de 1642 quando os ferozes índios Iroqueses iniciaram a invasão das terras Hurons.
João de Brébeuf viveu pobremente no meio dos Hurons. Mas, durante o conflito contra os Iroqueses, estes invadiram a aldeia dos Hurons, amarraram o jesuíta em um pau e o torturaram de diversas maneiras, chegando a arrancar suas unhas. Finalmente, como era costume, vendo que ele fora um guerreiro muito corajoso, comeram seu coração.
Mas todo esse esforço e martírio foram recompensados. Da mesma forma como aconteceu com os primeiros cristãos que, ao serem perseguidos pelos judeus e romanos se dispersaram em variadas direções, levando junto sua fé evangélica, semelhantemente aconteceu com os Hurons que sobreviveram, que se espalharam levando com eles essa iniciação catequética. Diversas sementes foram plantadas. Nossos mártires de hoje foram canonizados por Pio XI, em 1930.
Iluminação Bíblica em nossa vida
Neste dia em que homenageamos esses oito mártires jesuítas franceses, nos vêm à mente as palavras de Jesus registradas pelos três evangelistas sinóticos. Lemos em Marcos 8, 34-37: "Jesus convocou em seguida o povo com os discípulos e lhes disse: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas quem perder a sua vida por amor de mim e pela causa do Evangelho, há de salvá-la. O que adianta alguém ganhar o mundo inteiro, se vier a se prejudicar? Ou, o que se pode dar em troca da própria vida?’"
Peçamos a Deus que nos dê essa mesma fé, força e determinação que moveram os oito mártires de hoje, para que possamos viver pela causa do evangelho, optando pelo fiel seguimento de Jesus.
Ver também:
Fontes:
http://www.jesuites.com/histoire/saints/jeandebrebeuf.htm
São Lucas, Evangelista (Século I), 18 de Outubro
Nascido em Antioquia, São Lucas é uma das maiores glórias daquela cidade.
Sabe-se pouquíssima coisa a respeito de seus primeiros anos de vida; ignora-se mesmo se, antes de sua conversão, ele era pagão ou se praticava a religião judaica, hipótese mais provável e geralmente mais levada em consideração. Dotado de forte personalidade e de grande inteligência, São Lucas foi, ao que parece, um médico habilidoso que, durante suas horas de lazer, gostava de cultivar a arte da pintura, pela qual tinha um amor particular.
Lucas teria seguramente chegado a um dos mais altos postos da cidade quando renunciou ao seu futuro brilhante para ir ver, na Judéia, esse Jesus que iniciava Sua vida pública e cujos Nome, doutrina e milagres causavam grande furor em todas as regiões vizinhas. Lucas O viu, acreditou na Sua missão divina e assumiu para si a Palavra do Mestre: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me.” Desde então, Lucas começou a seguir, passo a passo, o Salvador em suas caminhadas apostólicas; foi testemunha de Sua Paixão, de Sua Ressurreição e de Sua Ascensão, recebeu o Espírito Santo no Cenáculo, no dia de Pentecostes e partiu para evangelizar sua pátria, Antioquia.
Cheio de entusiasmo pelo gênio de São Paulo Apóstolo, Lucas o adotou por seu mestre e a ele se juntou para ajudá-lo em seus trabalhos, sendo-lhe tão fiel que o acompanhou em todas as suas viagens, suportando pacientemente com Paulo fadigas, sofrimentos e perseguições.
São Lucas escreveu, inspirado pelo Espírito Santo e com uma competência pessoal que lhe é incontestável, o Evangelho que traz seu nome, bem como os Atos dos Apóstolos. Seu Evangelho é precioso, sobretudo, devido às suas narrativas bastante detalhadas dos mistérios da Encarnação e da Natividade do Salvador, da Anunciação e da Visitação de Nossa Senhora a sua prima, Santa Isabel. Os Atos dos Apóstolos serviram para dissipar muitas mentiras que eram espalhadas a respeito do cristianismo nascente, confirmando assim os fiéis em sua fé.
Quem nunca ouviu falar dos ícones da Virgem Maria pintados por São Lucas? Segundo uma tradição, ele teria recebido de Maria a graça de poder retratá-la, depois que a divina Mãe consentira em posar para ele; após terminado o trabalho, a Santa Virgem o teria abençoado, dizendo: “Minha graça estará sempre com esta imagem.” As Madonas de São Lucas são veneradas em diversos lugares.
Após a morte do grande Apóstolo Paulo, Lucas continuou seu apostolado na Itália, na Gália (França), na Dalmácia (atuais Croácia, Bósnia Herzegovina e Montenegro), na Macedônia. Ele deu seu sangue pela fé, não se sabe bem se no Peloponeso (Grécia) ou na Bitínia (Turquia). São Lucas é padroeiro dos pintores e dos médicos.
©Evangelizo.org
Tradução e Adaptação :
Gisèle Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com
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Fontes :
sábado, 16 de outubro de 2010
Beata Tarsila Córdoba Belda, Leiga, Viúva, Mártir (+1936), 17 de Outubro
Tarsila Córdoba Belda (Sollana, 8 de maio de 1861 — Algemesí, 17 de outubro de 1936) foi uma mártir católica, morta durante a Guerra Civil Espanhola. Após a tragédia pessoal da morte de seu esposo e de seus três filhos, participou ativamente da vida eclesiástica.[1] Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 11 de março de 2001.[2] Sua festa é celebrada em 22 de setembro (mas há uma festa particular celebrada em 17 de outubro[3]).
Referências
1. ↑ RABENSTEIN, K. I. "ABAD CASASEMPERE, AMALIA, AND COMPANIONS, BB.". New Catholic encyclopedia, 2ª ed., vol. 1, p. 4 [The Catholic University of America, Gale: 2003].
2. ↑ OFICINA de las Celebraciones Litúrgicas del Sumo Pontífice. "Capilla Papal Presidida por el Santo Padre Juan Pablo II para la Beatificación de los Siervos de Dios". Acesso em 10/03/08.
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Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=45540&language=IT&img=&sz=full
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