quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São Teodoro o Estudita, Hegúmeno (Superior) do Monastério do Stoudion († 826), 11 de Novembro

São Teodoro Estudita ou São Teodoro o Estudita (759-826), quer dizer, monge do Stoudion, mosteiro de Constantinopla, é um dos grandes Padres da Igreja, teólogo, hinógrafo, diretor espiritual. Uma das mais importantes contribuições de São Teodoro Estudita foi seu tratado de defesa dos ícones durante o segundo período iconoclasta (814-842). Teodoro é celebrado na Igreja Ortodoxa no dia 11 de novembro, dia de sua dormição, e em 26 de janeiro, dia do translado de suas relíquias de Chersoneso (Χερσόνησος, Península em grego) a Constantinopla no ano de 845 d.C. Seu irmão, São José o Hinógrafo, foi arcebispo de Tessalônica e é comemorado em 14 de julho.

Vida de Teodoro Estudita

São Teodoro nasceu em Constantinopla em 759 d.C., numa família de altos funcionários da elite aristocrática daquela cidade. Nesse período conturbado em que o Imperador Constantino V Coprônimo (741-775) perseguia os defensores do culto às Santas Imagens (Ícones), o pai de Teodoro, Fotino, guardião do tesouro imperial e ministro das finanças, e sua mãe Teoctista, souberam transmitir-lhe a firmeza na Fé Ortodoxa e o amor à virtude. O menino recebeu a mais completa educação de sua época, tanto nas ciências sagradas como nas profanas, mas adquiriu, sobretudo de sua mãe, um grande zelo pela ascese e pela oração, bem como um profundo amor pela vida monástica.
Depois da morte de Constantino V, e após o curto reinado de Leão IV (775-780), a Imperatriz Irene assegurou a regência e restaurou, prudentemente, com a ajuda do santo Patriarca Tarésio de Constantinopla (celebrado em 25 de fevereiro), o culto às Imagens (Ícones), trazendo de volta do exílio os confessores da Ortodoxia. Foi assim que, em 780, o tio materno de Teodoro, Platão (735-814, celebrado em 4 de abril), pôde retornar a Constantinopla, depois de ter permanecido como Hegúmeno do Mosteiro dos Símbolos na Bitínia. Reencontrando sua família, soube inspirar-lhe tão bem o amor à vida monástica que acabou influenciando Teodoro e toda a família do jovem – pais, irmãos, irmãs e até alguns amigos – a abraçarem a vida angélica. Fotino vendeu todos os seus bens e distribuiu a renda aos pobres, exceto uma propriedade que ele possuía no Monte Olimpo de Bitínia: o Sakkoudion que, por sua situação e condições favoráveis, podia ser transformado em mosteiro, pois naquela época a maior parte dos mosteiros havia sido desertada por causa das perseguições. Sob a sábia direção de Platão, eles logo transformaram o local num mosteiro cenobita, onde Teodoro fez rápidos progressos.
Em 787, foi ordenado sacerdote pelo Patriarca Tarésio e, desde então, entregou-se a uma ascese cada vez mais rigorosa: dormia apenas uma hora por noite e consagrava todo o restante de sua longa vigília quotidiana à oração e à meditação dos Santos Padres, dos quais ele era um discípulo fervoroso. São Basílio, São Doroteu de Gaza, São Nilo o Sinaíta, São João Clímaco eram seus companheiros preferidos. Em 793, seu tio Platão retornou a Constantinopla e foi residir no mosteiro do Stoudion.
No início de 795, o Imperador Constantino VI (780-797) repudiou sua esposa, Maria a Armênia, neta de São Filareto, para unir-se a uma prima de Teodoro: Teodota. O Patriarca Tarésio recusou-se a abençoar esta união, mas, mesmo assim, o Imperador mandou que um sacerdote oportunista celebrasse o casamento: José, ecônomo da Grande Igreja. Santos Platão e Teodoro levantaram-se, então, indignados por esta pretensão do soberano de escapar às leis da Igreja, e de querer colocar-se acima dos demais fiéis. Eles eram os únicos a se rebelarem contra este abuso de poder e, durante mais de um ano, resistiram a todas as tentativas de concessões do Imperador e da corte. Finalmente, Platão foi preso e encarcerado em Constantinopla, enquanto que Teodoro e alguns de seus monges foram enviados para o exílio em Tessalônica, onde sofreram inúmeras tribulações.
Este foi o «cisma adúltero», que durou até 797, quando Constantino VI foi afastado do trono em benefício de sua mãe, Irene (797-802), após o que Teodoro e seus companheiros (chamados de Zelotes) foram libertados e puderam retornar ao Sakkoudion, para a alegria de seus discípulos, com os testemunhos de respeito do Patriarca, do Papa de Roma e dos grandes do Império, e a admiração do povo que via neles a encarnação da independência da Igreja e da firmeza da tradição face ao poder temporal.
Suas novas instalações foram, no entanto, de curta duração. As freqüentes incursões dos Árabes obrigaram-nos, com efeito, a deixar o Monte Olimpo e irem buscar refúgio em Constantinopla, onde ofereceram-lhes o mosteiro do Stoudion, cujo nome provinha do cônsul romano Studius que o fundou em 463. Esta transferência da comunidade, que logo contaria com cerca de mil monges, foi a ocasião para Teodoro adaptar mais estritamente que antes, no Sakkoudion, o modo de vida comunitária prescrito por São Basílio o Grande.

A alma da resistência iconodúlica

Teodoro tornou-se o líder da ala mais rígida do monaquismo e a alma da resistência iconodúlica. Hegúmeno do Mosteiro do Stoudion em 794, era um partidário declarado das santas imagens e, por isso, ficou três vezes exilado na Ásia Menor, sofrendo violências e outras vexações. Seus escritos permitem superar a segunda onda iconoclasta, mas ele já estava morto quando foi restabelecida a permissão ao culto às imagens, em 11 de março de 843. Teodoro morreu em 11 de novembro de 826 no mosteiro de Crescens, perto da Nicomédia, onde tinha sido exilado.

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Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel

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Fontes:
http://commons.orthodoxwiki.org/images/b/b8/Theodore_the_Studite.jpg

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Santo Orestes de Tiana da Capadócia, Mártir († Século III ou IV), 10 de Novembro

Orestes era da cidade de Tiana na Capadócia, cristão de nascimento e médico por profissão. Durante o reinado de Diocleciano, foi duramente interrogado pelo perverso governador Máximo. Quando, a princípio, o governador o aconselhou a negar Cristo e adorar os ídolos, Orestes respondeu: "Se você conhecesse o poder do Crucificado, rejeitaria a falsidade dos ídolos e adoraria o Deus verdadeiro." Por isso, Máximo ordenou que ele fosse espancado, cortado e desconjuntado; depois, foi queimado com um ferro em brasa e, finalmente foi jogado na prisão para morrer de fome.
O jovem Orestes passou sete dias sem pão nem água. Ao oitavo dia, foi novamente levado à presença do governador, que começou a ameaçá-lo com torturas terríveis. A isso Orestes respondeu: "Estou preparado para suportar qualquer dor, tendo o sinal do meu Senhor Jesus Cristo inscrito no meu coração." O governador então ordenou que martelassem vinte pregos de ferro em seu pé, o atassem a um cavalo e o arrastassem por rochas e espinhos, até que o mártir de Deus desse seu último suspiro.
No lugar onde o corpo de Orestes foi jogado, um homem, brilhante como o sol, apareceu, juntou todos os ossos de Orestes e os levou a um monte perto da cidade de Tiana enterrando-os com honra. Esse maravilhoso santo apareceu a São Demétrio de Rostov e lhe mostrou todas as feridas em seu corpo.

Ver também:

Fontes :
http://1.bp.blogspot.com/_UOJjUH2o_wM/SvmQI7CuojI/AAAAAAAACcc/BAQa9GvYnH8/s1600-h/10_nov_St_orestis.jpg

terça-feira, 9 de novembro de 2010

São Teodoro, Soldado, Mártir († 304), 09 de Novembro

São Teodoro, jovem soldado romano, é um dos mais célebres mártires do Oriente. Nasceu na Síria, no final do Século III.
Teodoro pertencia a uma legião romana que havia estabelecido seu quarteirão de inverno na cidade de Amasia, onde os editos de perseguição contra os cristãos eram severamente executados. O jovem soldado, cheio do amor de Jesus Cristo, apesar dos riscos que corria, desprezou o perigo que representava não esconder a sua fé; ao contrário, fez questão de professá-la publicamente. Foi também apresentado como cristão ao tribuno de sua legião. Este perguntou-lhe como ousava professar uma religião proibida sob pena de morte, ao que Teodoro respondeu: “Eu não conheço os vossos ídolos; eu adoro Jesus Cristo, Filho único do meu Deus. Abandono a vós o meu corpo; podeis rasgá-lo, fazê-lo em pedaços, entregá-lo às chamas. Se meus discursos vos ofendem, cortai-me a língua.” O tribuno e os juízes, diante de sua juventude, contentaram-se em ameaçá-lo e deixaram-no em liberdade.
Teodoro sonhava apenas em conquistar almas para Jesus Cristo, em fortalecer os outros irmãos que professavam sua fé; ele teve até mesmo coragem de pôr fogo no templo da deusa Cibele. Foi em vão que tentaram fazê-lo manifestar algum arrependimento a esse respeito: ele enfrentou todas as ameaças da mesma forma como riu de todas as promessas que lhe foram feitas. Foi então cruelmente açoitado e trancado numa masmorra, sem comida, para ali morrer de fome. Durante a noite, Jesus Salvador foi visitá-lo, prometendo-lhe que o alimentaria com um alimento invisível e fortificou-o para o último combate.
Esta visita deu a Teodoro tanta alegria que ele se pôs a cantar louvores a Deus. Conta a lenda que anjos vestidos de branco vieram unir suas vozes à sua. Os carcereiros e os guardas, o juiz em pessoa, todos foram testemunhas deste milagre, porém sem se converterem. Prometeram-lhe que, se ele apenas fingisse a mínima submissão, seria posto em liberdade. Tendo respondido a essas novas súplicas com uma firmeza invencível, Teodoro foi então rasgado com ganchos de ferro, queimaram-lhe as costelas com tochas ardentes, condenando-o depois a ser queimado vivo. O valente soldado, colocado sobre a fogueira, fez sobre si o sinal da Cruz e logo sua bela alma voou para o Céu.

©Evangelizo.org 

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado Pimentel

Ver também: Dedicação da Basílica de São João de Latrão

Fontes :
http://christroi.over-blog.com/article-saint-theodore-soldat-et-martyr-304-60366924.html

domingo, 7 de novembro de 2010

São Deodato (ou Adeodato ou Deusdedit) I, Papa (+618), 08 de Novembro

O santo de hoje, cujo nome significa "dado por Deus", foi por quarenta anos Padre em Roma antes de suceder ao Papa Bonifácio IV, em 19 de outubro de 615. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos o mundo cristão, não encontrava grandes adesões em Constantinopla.
O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo e, apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarca Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado em aliviar os desconfortos da população da cidade, nas calamidades acima referidas, teve um contato, se bem que indireto, com o imperador.
Foi inserido no Martirológio Romano, um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos em épocas tão difíceis: durante uma das suas freqüentes visitas aos doentes, os mais abandonados, os que eram atingidos pela lepra, teria curado um desses infelizes, após havê-lo amavelmente abraçado e beijado.
São Deodato morreu em novembro do ano 618, amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado (inclusive um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemias).

São Deodato, rogai por nós!

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sábado, 6 de novembro de 2010

São Vilibrordo, Bispo (+739), 07 de Novembro

Dentre os grandes missionários da Igreja hoje destacamos São Vilibrordo, que foi um grande apóstolo do norte da Europa que, no Século VIII, evangelizou tribos bárbaras.
São Vilibrordo, chamado o “Apóstolo dos frisões”, foi o primeiro bispo de Utrecht, sede primaz da Holanda. Ele nasceu na Inglaterra de uma família cristã. Ainda pequeno seu pai o confiou ao mosteiro de York, onde foi educado e aí decidiu seguir a vida monástica. Depois foi para a Irlanda onde ficou por nove anos se ordenando sacerdote.
No ano de 690 foi enviado como missionário junto com outros colegas para evangelização dos frisões que eram bárbaros que viviam na Holanda e Dinamarca. Aí viviam populações muito hostis ao Evangelho pois eram todas de origem pagã.
Vilibrordo, após essa experiência, foi para Roma para receber apoio do Papa Sérgio I, que muito o animou. Voltou mais tarde a Roma para relatar seus sucessos, suas dificuldades e seus planos futuros e daí o Papa o sagrou bispo. Continuando seu árduo trabalho, Vilibrordo construiu uma catedral dedicando-a ao Santíssimo Redentor e seguiu com seu apostolado nas regiões da Frísia, Dinamarca e Turíngia.
Com a morte do rei Franco Pepino, seu protetor, o duque de Ratbodo conquistou parte da Frísia obrigando Vilibrordo a se afastar daquela região, onde voltou só após a morte do referido duque. Aí completou a evangelização dos povos do norte da Europa, ajudado pelo futuro apóstolo da Alemanha, São Bonifácio.
Alquebrado pelas fadigas apostólicas e vendo aproximar-se o fim de sua longa existência, Vilibrordo retirou-se ao mosteiro de Echternach sobre o rio Reno, onde veio a falecer em 7 de Novembro de 739, com oitenta anos de idade, cinqüenta dos quais consagrados à evangelização.

Por: Regina Céli Pinhata Novelini

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São Dimitrianos, Bispo de Khytri (Chipre), 06 de Novembro

Dimitrianos nasceu no povoado de Sika, em Chipre. Seu pai era um sacerdote altamente reverenciado no local. Ele se casou muito jovem, mas sua esposa morreu três meses depois e Dimitrianos tomou o hábito no monastério de Santo Antônio.
Logo se tornou famoso por seu espírito piedoso e seu dom de cura. Após ser ordenado sacerdote foi eleito abade do monastério, governando-o com grande prudência e santidade. Quando a sede de Khytri (antiga Citerea, atual Kyrka) tornou-se vaga, Dimitrianos foi eleito seu bispo. O santo estava então com quase quarenta anos e não se sentia atraído pelas responsabilidades e ocupações do episcopado. Fugiu então e foi refugiar-se com um amigo chamado Paulo que o escondeu numa caverna. Mas em pouco tempo, Paulo, cheio de remorso, contou às autoridades onde se encontrava São Dimitrianos, que não teve escolha senão aceitar a consagração episcopal.
O bispo Dimitrianos governou durante vinte e cinco anos aquela sede. Pouco antes de sua morte, os sarracenos devastaram a região levando como escravos muitos cristãos. Diz-se que São Dimitrianos seguiu os invasores e intercedeu junto a eles pelos prisioneiros. Os sarracenos, impressionados com a idade já avançada do bispo, sua coragem e desprendimento, devolveram a liberdade aos escravos. São Dimitrianos é um dos santos bispos mais conhecidos e venerados em Chipre.

Tradução e publicação com permissão de Ortodoxia.org
Tradutor: Pe. André

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Beato Gregório (Hryhorij) Lakota, Bispo, Mártir (+1950), 05 de Novembro

Martirológio Romano: No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria russa, beato Gregório Lakota, bispo de Przemysl e mártir, que vendo depreciada pelos perseguidores a fé da sua pátria, soube suportar (e superar) os tormentos corporais, morrendo intrepidamente por amor a Cristo em 1950.
Etimologia: Gregório = Aquele que está sempre preparado, é de origem grega.

Gregório Lakota nasceu em 31 de Janeiro de 1883 em Holodivka, Distrito de Lviv, Ucrânia. Estudou teologia em Lviv e foi ordenado sacerdote no rito greco-católico em Przemysl, no ano de 1908. Doutorado em teologia pela Universidade de Viena em 1911, logo se tornou professor e reitor do seminário de Przemysl.
Foi nomeado Bispo Auxiliar de Przemysl em 16 de maio de 1926. Nesse mesmo mês as autoridades o deportaram para a Ucrânia. Dom Gregório foi condenado a uma pena de dez anos de prisão no campo de concentração de Abez, nas proximidades de Vorkuta (Sibéria). Ali morreu no dia 5 de Novembro de 1950.


Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Beata Teresa Manganiello, Franciscana Terceira, Fundadora (1849-1876), 04 de Novembro

Teresa Manganiello nasceu em Montefusco, província de Avellino – Itália, em 1º de janeiro de 1849, filha de camponeses, analfabeta, mas dotada da sabedoria dos santos. Em sua vida testemunhou heróicas virtudes, entre as quais podemos destacar a humildade, mansidão, penitência, o serviço para com os mais necessitados, sobretudo os pobres e doentes e ainda um grande zelo e constantes orações pelos sacerdotes.
Aos 20 anos, no auge da sua juventude, ingressou na Ordem Terceira Franciscana. O fruto mais bonito deixado por Teresa – mesmo não tendo ela podido vê-lo pessoalmente e gozá-lo nesta terra – é o Instituto das Irmãs Franciscanas Imaculatinas, fundado pelo Frei Capuchinho Padre Lodovico Acernese, mas propriamente inspirado em Teresa. Com o consentimento de Frei Lodovico, Teresa viajou para Roma, onde foi recebida em audiência pelo Papa Pio IX, do qual obteve a aprovação e benção para a fundação da Congregação.
Levando uma vida de autêntica franciscana, Teresa buscava seguir perfeitamente os exemplos de São Francisco e nutria forte devoção e amor para com Maria, à qual chamava de “Mamma Bella”, com a costumeira e cotidiana expressão do coração: “Mãe Formosa, fazei que não entre em mim aquilo que Jesus não quer.”
Morreu aos 27 anos, em 4 de novembro de 1876, em conceito de santidade. O milagre que a levou à beatificação foi a cura de um homem casado, carteiro em Roma, que foi recuperado da morte já definida, com certeza, pelos médicos, por gravíssima afecção cardiovascular, pelas insistentes orações dirigidas à sua intercessão.
As Irmãs Franciscanas Imaculatinas celebraram a beatificação da inspiradora da sua Congregação, Teresa Manganiello, ocorrida em 22 de maio de 2010 em Benevento – Itália, Diocese-Mãe da Congregação das Irmãs Franciscanas Imaculatinas, celebrada na Basílica de Nossa Senhora das Graças de Benevento.

Ver também: São Carlos Borromeu

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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Beato Manuel Lozano "Lolo" Garrido, Leigo, Jornalista, Escritor (1920-1971), 3 de Novembro

ZP10062105 - 21-06-2010
Permalink: http://www.zenit.org/article-25282?l=portuguese

Histórias do Beato Lolo contadas por sua irmã

Lucy Lozano Garrido cuidou do jornalista durante sua paralisia e enfermidade

LINARES, segunda-feira, 21 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Para Lucy Lozano Garrido, irmã de Lolo, ver seu irmão chegar aos altares na cerimônia de beatificação ocorrida em Linares (Espanha), no dia 12 de junho, foi “o maior presente que Deus me deu”
Foi o que ela disse em uma entrevista ao site oficial da beatificação, http://www.beatificaciondelolo.es/.
Lucy, quatro anos mais jovem que Lolo, tem 86 anos. Cuidou dele durante sua invalidez, que começou aos 22 anos e terminou com sua morte, aos 51.
Lolo (1920-1971) é o primeiro jornalista a chegar aos altares. Escreveu para vários meios de comunicação na Espanha e venceu alguns prêmios destacados de jornalismo. Morreu em 1971 após uma prolongada e progressiva paralisia no corpo.
Esta mulher reconhece que foram muitos os momentos difíceis que teve de passar durante os anos em que cuido de Lolo, mas, apesar disso, ele “nunca se queixava”.
Apesar de sua invalidez, Lolo exerceu por muito anos o jornalismo, escrevendo artigos, livros, contos e reflexões. Quando perdeu a vista, entrou em conflito, mas uma religiosa lhe trouxe um gravador e o animou, e ele passou a gravar seus textos em voz. “Passava às vezes a tarde inteira gravando”, recorda a irmã.
O pai de Lolo morreu quando seus filhos estavam ainda pequenos. Anos depois, morreu a mãe. Lolo tinha 14 anos e Lucy, 10. Sua irmã recorda que as perdas fizeram que ambos aumentassem a devoção pela Virgem Maria.
“A fé era o centro de toda sua vida”, assegura. “Tinha loucura pela Virgem e a eucaristia”. “A última vez que pôde visitar a Virgem foi quando viajou a Madri em serviço militar”. “Eu me recordo que um dia lhe perguntei qual a primeira coisa que faria se estivesse bem: ‘subiria para ver a Virgem’, ele me disse”.
Lucy afirma que o que mais gosta na admiração dos fiéis por seu irmão é que o chamem de “santo da alegria”, pela maneira como ele soube conduzir sua enfermidade e convidar outras pessoas em sua mesma condição a oferecer por diferentes intenções cada momento de dor.
(Carmen Elena Villa)

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Fontes :
http://arquidiocesedecampogrande.org.br/arq/noticias/noticias-mundiais/2048-primeiro-jornalista-leigo-a-ser-beatificado.html

Dia de Finados, 2 de Novembro - Não se comemora a morte, mas a ressurreição!

A COMEMORAÇÃO NA HISTÓRIA
Os primeiros vestígios de uma comemoração coletiva de todos os fiéis defuntos são encontrados em Sevilha (Espanha), no Século VII, e em Fulda (Alemanha) no séc. IX.
O fundador da festa foi Santo Odilon, abade de Cluny, o qual a introduziu em todos os mosteiros de sua jurisdição, entre os anos 1000 e 1009. Na Itália em geral, a celebração já era encontrada no fim do Século XII e, mais precisamente em Roma, no início do ano de 1300. Foi escolhido o dia 2 de novembro para ficar perto da comemoração de todos os santos.
Neste dia, a Igreja especialmente autoriza cada sacerdote a celebrar três Missas especiais pelos fiéis defuntos. Essa prática remonta ao ano de 1915, quando, durante a Primeira Guerra Mundial, o Papa Bento XV julgou oportuno estender a toda Igreja esse privilégio de que gozavam a Espanha, Portugal e a América Latina desde o Século XVIII.

NA TRADIÇÃO DA IGREJA
Tertuliano (†220) – Bispo de Cartago - afirma: “A esposa roga pela alma de seu esposo e pede para ele refrigério, e que volte a reunir-se com ele na ressurreição; oferece sufrágio todos os dias aniversários de sua morte” (“De monogamia”, 10).
O prelado atesta o uso de sufrágios na liturgia oficial de Cartago, que era um dos principais centros do Cristianismo no século III: “Durante a morte e o sepultamento de um fiel, este fora beneficiado com a oração do sacerdote da Igreja” (“De anima” 51; PR, ibidem).
São Cipriano (†258), Bispo de Cartago, refere-se à oferta do Sacrifício Eucarístico em sufrágio dos defuntos como costume recebido da herança dos seus antecessores bispos (cf. epist. 1,2). Nas suas epístolas é comum encontrar a expressão: “Oferecer o sacrifício por alguém ou por ocasião dos funerais de alguém” (Revista PR, 264, 1982, pag. 50 e 51; PR ibidem).
Falando da vida de Cartago, no século III, afirma Vacandart, sobre a vida religiosa: “Aí vemos o clero e os fiéis a cercar o altar [...] ouvimos os nomes dos defuntos lidos pelo diácono e o pedido de que o bispo ore por esses fiéis falecidos; vemos os cristãos [...] voltar para casa reconfortados pela mensagem de que o irmão falecido repousa na unidade da Igreja e na paz do Cristo” (“PR”, ibidem).
São Gregório Magno (540-604), Papa e Doutor da Igreja, declara: “No que concerne a certas faltas leves, deve-se crer que existe antes do juízo um fogo purificador, segundo o que afirma Aquele que é a Verdade, dizendo que se alguém tiver cometido uma blasfêmia contra o Espírito Santo, não lhe será perdoada nem no presente século nem no século futuro (cf. Mt 12,31). Dessa afirmação podemos deduzir que certas faltas podem ser perdoadas no século presente, ao passo que outras, no século futuro” (dial. 4, 39).
São João Crisóstomo (349-407), Bispo e Doutor da Igreja, afirma: “Levemos-lhe socorro e celebremos a sua memória. Se os filhos de Jó foram purificados pelos sacrifícios de seu pai (Jó 1,5), porque duvidar que as nossas oferendas em favor dos mortos lhes leva alguma consolação? Não hesitemos em socorrer os que partiram e em oferecer as nossas orações por eles” (Hom. I Cor 41,15). E “os Apóstolos instituíram a oração pelos mortos e esta lhes presta grande auxílio e real utilidade” (“In Philipp” III 4, PG 62, 204).
São Cirilo, Bispo de Jerusalém (†386), recorda: “Enfim, também rezamos pelos santos padres e bispos e defuntos e por todos em geral que entre nós viveram; crendo que este será o maior auxílio para aquelas almas, por quem se reza, enquanto jaz diante de nós a santa e tremenda vítima” (“Catequeses Mistagógicas” 5, 9, 10, Ed. Vozes, 1977, pg. 38).
“Da mesma forma, rezando nós a Deus pelos defuntos, ainda que pecadores, não lhe tecemos uma coroa, mas apresentamos Cristo morto pelos nossos pecados, procurando merecer e alcançar propiação junto a Deus clemente, tanto por eles como por nós mesmos” (idem).
“Em seguida [na oração Eucarística], mencionamos os que já dormiram: primeiro os patriarcas, profetas, apóstolos, mártires, para que Deus em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração. Depois, rezamos pelos nossos santos pais e bispos falecidos, e em geral por todos os que já dormiram antes de nós. Acreditamos que esta oração aproveitará sumamente às almas pelas quais é feita, enquanto repousa sobre o altar a santa e temível vítima” (idem).
“Quero, neste ponto, convencer-vos por um exemplo. Sei que muitos dizem: ‘Que aproveita à alma que passou deste mundo, em pecado ou sem ele, se a recordo na oferenda?’ Se um rei, porventura, banir cidadãos subversivos, mas depois os súditos fiéis tecem uma coroa e a oferecem ao rei pelos que estão cumprindo pena, não é certo que lhes concederá o perdão do castigo? Da mesma forma, nós, oferecendo a Deus preces pelos mortos, sejam ou não pecadores, oferecemos, não coroa tecida por nossas mãos, mas Cristo crucificado por nossos pecados; assim, tornamos propício o Deus amigo dos homens aos pecados nossos e deles” (idem).
Santo Epifânio (†403), Bispo da ilha de Chipre, diz: “Sobre o rito de ler os nomes dos defuntos (no sacrifício) perguntamos: que há de mais nisso? Que há de mais conveniente, de mais proveitoso e mais admirável que todos os presentes creiam viverem ainda os defuntos, não deixarem de existir, e sim existirem ao lado do Senhor? Com isso se professa uma doutrina piedosa: os que oram por seus irmãos defuntos abrigam a esperança (de que vivem), como se apenas casualmente estivessem longe. E sua oração ajuda aos defuntos, mesmo se por elas não fiquem apagadas todas as dívidas [...]. A Igreja deve guardar este costume, recebido como tradição dos Pais [...] a nossa Mãe, a Igreja, nos legou preceitos, os quais são indissolúveis e definitivos” (“Haer”. 75, c. 8: pág. 42, 514s).
Os “Cânones de Santo Hipólito (160-235)”, que se referem à Liturgia do século III, contêm uma rubrica sobre os mortos [...] “[...] Caso se faça memória em favor daqueles que faleceram [...]” (“Canones Hippoliti, em Monumenta Ecclesiae Liturgica; PR”, 264, 1982).
Serapião de Thmuis (Século IV), Bispo, no Egito, compôs uma coletânea litúrgica, na qual se pode ver a intercessão pelos irmãos falecidos: “Por todos os defuntos dos quais fazemos comemoração, assim oramos: Santifica essas almas, pois Tu as conheces todas; santifica todas aquelas que dormem no Senhor; coloca-as em meio às santas Potestades (anjos); dá-lhes lugar e permanência em teu reino” (“Journal of Theological Studies” t. 1, p. 106; PR , 264, 1982).
“Nós te suplicamos pelo repouso da alma de teu servo (ou de tua serva); dá paz a seu espírito em lugar verdejante e aprazível, e ressuscita o seu corpo no dia que determinaste” (“PR”, 264,1982).
As Constituições Apostólicas, do fim do século IV, redigidas com base em documentos bem mais antigos, no livro VIII da coleção, relata: “Oremos pelo repouso de (citar nome), a fim de que o Deus bom, recebendo a sua alma, lhe perdoe todas as faltas voluntárias e, por sua misericórdia, lhe dê o consórcio das almas santas”.

SOBRE AS INDULGÊNCIAS
Constituição Apostólica Doutrina das Indulgências – Papa Paulo VI, 1967, diz: “A doutrina e o uso das indulgências vigentes na Igreja Católica há vários séculos encontram sólido apoio na Revelação divina”, a qual vindo dos Apóstolos “se desenvolve na Igreja sob a assistência do Espírito Santo, enquanto “a Igreja no decorrer dos séculos, tende para a plenitude da verdade divina, até que se cumpram nela as palavras de Deus” (“Dei Verbum”, 8) e ( DI, 1).
“Indulgência é a remissão, diante de Deus, da pena temporal devida aos pecados já perdoados quanto à culpa, que o fiel, devidamente disposto e em certas e determinadas condições, alcança por meio da Igreja, a qual, como dispensadora da redenção, distribui e aplica, com autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (“Norma” 1).
“Assim nos ensina a revelação divina que os pecados acarretam como conseqüência penas infligidas pela santidade e justiça divina, penas que devem ser pagas ou neste mundo, mediante os sofrimentos, dificuldades e tristezas desta vida e, sobretudo, mediante a morte, ou então no século futuro [...]” (DI, 2).
“Pelas indulgências, os fiéis podem obter para si mesmos e também para as almas do Purgatório, a remissão das penas temporais, seqüelas dos pecados” (Catecismo da Igreja Católica, 1498).

CONDIÇÕES PARA GANHAR A INDULGÊNCIA PLENÁRIA
Para si ou para uma alma
1 – Confessar-se bem, rejeitando todo pecado;
2 – Participar da Santa Missa e comungar com esta intenção;
3 – Rezar pelo Papa ao menos um Pai Nosso, Ave Maria e Glória e
4 – Visitar o cemitério e rezar pelo falecido.
Obs.: – Fora da semana dos falecidos, o item 4 pode ser substituído por: Terço em família diante de um oratório, Via-Sacra na igreja; meia hora de adoração do Santíssimo ou meia hora de leitura bíblica meditada.

Felipe Aquino

Ver também:

Fontes:
www.cleofas.com.br
http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?e=11205