segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Beata Maria da Paixão (Hélène Marie de Chappotin), Religiosa, Fundadora das Missionárias de Maria (1839-1904), 15 de Novembro

Hélène Marie de Chappotin de Neuville, em religião Maria da Paixão, nasceu no dia 21 de Maio de 1839 em Nantes (França), numa nobre família cristã. Desde a infância manifestou eminentes dons naturais e uma fé muito profunda.
Em 1856, durante os exercícios espirituais, faz a sua primeira experiência de Deus, que a chama para uma vida de consagração total. Assim, atraída pelo ideal da simplicidade e da pobreza de São Francisco, entra nas Clarissas. Em 1861, ainda postulante, faz uma nova experiência de Deus, que a convida a oferecer-se como vítima pela Igreja e pelo Papa.
Por motivos de saúde, deixa o mosteiro e, em 1864, entra na Sociedade de Maria Reparadora, recebendo o hábito religioso com o nome de Maria da Paixão. No ano seguinte, ainda noviça, é enviada para a Índia, com a tarefa principal da formação das religiosas de uma congregação autóctone.
Por força das suas virtudes, é nomeada Superiora local e, depois, provincial. Devido ao aumento das dissensões, acompanhada de outras 19 religiosas, Maria da Paixão deixa a Ordem e, em 1877, obtém do Papa Pio IX a autorização para fundar um Instituto, com o nome de Missionárias de Maria em seguida afiliada ao carisma franciscano que se desenvolve rapidamente.
Em 1900, o Instituto foi selado com o sangue da santidade, no martírio de sete Franciscanas Missionárias de Maria na China, beatificadas em 1946 e canonizadas no ano de 2000. Esgotada pelos cansaços de viagens incessantes e pelo trabalho quotidiano, depois de uma breve enfermidade, Maria da Paixão morre piedosamente, no dia 15 de Novembro de 1904, deixando mais de duas mil religiosas e 86 casas presentes nos quatro continentes.
Em 1918 começou a causa de beatificação e, em 1999, foi promulgado o Decreto da heroicidade das suas virtudes.

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domingo, 14 de novembro de 2010

São Serapião, Religioso Mercedário, Mártir († 1240), 14 de Novembro

De origem inglesa, Serapião foi criado na corte do Duque da Áustria. Posteriormente seguiu seu mestre à Espanha, para ir combater os Mouros, mas não pôde agir por lá: uma trégua havia sido assinada. Encontrou, então, o Irmão Béranger, um dos companheiros de Pedro Nolasco, que havia fundado uma nova Ordem religiosa, a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, dedicada ao resgate dos prisioneiros capturados pelos Mouros.
Serapião partiu, então, com Béranger para a Argélia, mas como este último devia retornar à Espanha para buscar mais dinheiro, aquele ofereceu-se para lá permanecer como um refém. Uma vez sozinho, Serapião pôs-se a pregar o Evangelho de cristo nas ruas de Alger (capital da Argélia), operando assim inúmeras conversões.
Acabou sendo preso e condenado à morte. Decidiram fazê-lo sofrer de forma particularmente intensa, para servir de exemplo. Pensavam até em cortar-lhe apenas metade da cabeça, para prolongar a sua agonia. Serapião morreu como mártir, da forma que sempre havia desejado morrer.

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Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20101114&id=13818&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=55380&language=FR&img=&sz=full

São Diogo (ou Diego) de Alcalá, Religioso O.F.M. (1400-1463), 13 de Novembro

Diogo nasceu em Sevilha na Espanha. Amava a vida solitária desde sua juventude, e quando resolveu ser um eremita, ganhava a vida tecendo tapetes. Mais tarde tornou-se irmão  franciscano em Arizafa.
Embora não houvesse tido uma educação formal, Diogo era procurado por seus sábios conselhos, que refletiam uma notável percepção da vida cristã. Foi enviado como missionário para as Ilhas Canárias em 1422, tornando-se Superior da Comunidade em Fortaventura, onde converteu muitas almas com suas  pregações e seu exemplo. Voltou à Espanha sem ter sido atacado ou machucado, fato extremamente raro na época.
Foi chamado a Roma em 1450 para a canonização de São Bernardino de Siena,  mas uma epidemia se alastrou entre os franciscanos e São Diego trabalhou para tratar seus irmãos até a exaustão, e milagrosamente não contraiu a doença.
Morreu em 12 de novembro de 1463 em Alcalá, Castilha (Espanha) de causas naturais. É muito venerado na Espanha, na América latina,  em especial no Peru e na Argentina. A cidade de San Diego, na Califórnia (EUA) foi assim batizada em homenagem a este santo, que foi canonizado em 1588 pelo Papa Sixtus V.

Ver também :

Fontes :
http://www.cademeusanto.com.br/sao_diogo.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=46031&language=IT&img=&sz=full

sábado, 13 de novembro de 2010

São Margarito Flores, Presbítero, Mártir do México (1899-1927), 12 de Novembro

Nasceu em Taxco, Diocese de Chilapa, no México, em 22 de fevereiro de 1899. Foi pároco de Atenango del Río, na mesma Diocese. Três anos de ministério foram suficientes para ficar evidente entrega sacerdotal do Padre Margarito.
 Encontrava-se fora da Diocese por causa da perseguição que sofria, quando soube da morte heróica do Pároco David Uribe, e exclamou: «Ferve-me a alma, também eu vou dar a vida por Cristo; vou pedir permissão ao Superior e também vou empreender o vôo ao martírio.»
O Vigário Geral da Diocese nomeou-o vigário com funções de pároco de Atenango Del Rio. Padre Margarito logo se pôs a caminho. Foi descoberto como sacerdote quando chegou ao seu destino, sendo preso e conduzido a Tulimán, onde foi dada a ordem para fuzilá-lo. O jovem padre pediu permissão para orar, ajoelhou-se por alguns instantes, beijou o solo e em seguida, novamente em pé, recebeu as balas que lhe destroçaram a cabeça e o uniram para sempre a Cristo Sacerdote, em 12 de novembro de 1927.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

São Teodoro o Estudita, Hegúmeno (Superior) do Monastério do Stoudion († 826), 11 de Novembro

São Teodoro Estudita ou São Teodoro o Estudita (759-826), quer dizer, monge do Stoudion, mosteiro de Constantinopla, é um dos grandes Padres da Igreja, teólogo, hinógrafo, diretor espiritual. Uma das mais importantes contribuições de São Teodoro Estudita foi seu tratado de defesa dos ícones durante o segundo período iconoclasta (814-842). Teodoro é celebrado na Igreja Ortodoxa no dia 11 de novembro, dia de sua dormição, e em 26 de janeiro, dia do translado de suas relíquias de Chersoneso (Χερσόνησος, Península em grego) a Constantinopla no ano de 845 d.C. Seu irmão, São José o Hinógrafo, foi arcebispo de Tessalônica e é comemorado em 14 de julho.

Vida de Teodoro Estudita

São Teodoro nasceu em Constantinopla em 759 d.C., numa família de altos funcionários da elite aristocrática daquela cidade. Nesse período conturbado em que o Imperador Constantino V Coprônimo (741-775) perseguia os defensores do culto às Santas Imagens (Ícones), o pai de Teodoro, Fotino, guardião do tesouro imperial e ministro das finanças, e sua mãe Teoctista, souberam transmitir-lhe a firmeza na Fé Ortodoxa e o amor à virtude. O menino recebeu a mais completa educação de sua época, tanto nas ciências sagradas como nas profanas, mas adquiriu, sobretudo de sua mãe, um grande zelo pela ascese e pela oração, bem como um profundo amor pela vida monástica.
Depois da morte de Constantino V, e após o curto reinado de Leão IV (775-780), a Imperatriz Irene assegurou a regência e restaurou, prudentemente, com a ajuda do santo Patriarca Tarésio de Constantinopla (celebrado em 25 de fevereiro), o culto às Imagens (Ícones), trazendo de volta do exílio os confessores da Ortodoxia. Foi assim que, em 780, o tio materno de Teodoro, Platão (735-814, celebrado em 4 de abril), pôde retornar a Constantinopla, depois de ter permanecido como Hegúmeno do Mosteiro dos Símbolos na Bitínia. Reencontrando sua família, soube inspirar-lhe tão bem o amor à vida monástica que acabou influenciando Teodoro e toda a família do jovem – pais, irmãos, irmãs e até alguns amigos – a abraçarem a vida angélica. Fotino vendeu todos os seus bens e distribuiu a renda aos pobres, exceto uma propriedade que ele possuía no Monte Olimpo de Bitínia: o Sakkoudion que, por sua situação e condições favoráveis, podia ser transformado em mosteiro, pois naquela época a maior parte dos mosteiros havia sido desertada por causa das perseguições. Sob a sábia direção de Platão, eles logo transformaram o local num mosteiro cenobita, onde Teodoro fez rápidos progressos.
Em 787, foi ordenado sacerdote pelo Patriarca Tarésio e, desde então, entregou-se a uma ascese cada vez mais rigorosa: dormia apenas uma hora por noite e consagrava todo o restante de sua longa vigília quotidiana à oração e à meditação dos Santos Padres, dos quais ele era um discípulo fervoroso. São Basílio, São Doroteu de Gaza, São Nilo o Sinaíta, São João Clímaco eram seus companheiros preferidos. Em 793, seu tio Platão retornou a Constantinopla e foi residir no mosteiro do Stoudion.
No início de 795, o Imperador Constantino VI (780-797) repudiou sua esposa, Maria a Armênia, neta de São Filareto, para unir-se a uma prima de Teodoro: Teodota. O Patriarca Tarésio recusou-se a abençoar esta união, mas, mesmo assim, o Imperador mandou que um sacerdote oportunista celebrasse o casamento: José, ecônomo da Grande Igreja. Santos Platão e Teodoro levantaram-se, então, indignados por esta pretensão do soberano de escapar às leis da Igreja, e de querer colocar-se acima dos demais fiéis. Eles eram os únicos a se rebelarem contra este abuso de poder e, durante mais de um ano, resistiram a todas as tentativas de concessões do Imperador e da corte. Finalmente, Platão foi preso e encarcerado em Constantinopla, enquanto que Teodoro e alguns de seus monges foram enviados para o exílio em Tessalônica, onde sofreram inúmeras tribulações.
Este foi o «cisma adúltero», que durou até 797, quando Constantino VI foi afastado do trono em benefício de sua mãe, Irene (797-802), após o que Teodoro e seus companheiros (chamados de Zelotes) foram libertados e puderam retornar ao Sakkoudion, para a alegria de seus discípulos, com os testemunhos de respeito do Patriarca, do Papa de Roma e dos grandes do Império, e a admiração do povo que via neles a encarnação da independência da Igreja e da firmeza da tradição face ao poder temporal.
Suas novas instalações foram, no entanto, de curta duração. As freqüentes incursões dos Árabes obrigaram-nos, com efeito, a deixar o Monte Olimpo e irem buscar refúgio em Constantinopla, onde ofereceram-lhes o mosteiro do Stoudion, cujo nome provinha do cônsul romano Studius que o fundou em 463. Esta transferência da comunidade, que logo contaria com cerca de mil monges, foi a ocasião para Teodoro adaptar mais estritamente que antes, no Sakkoudion, o modo de vida comunitária prescrito por São Basílio o Grande.

A alma da resistência iconodúlica

Teodoro tornou-se o líder da ala mais rígida do monaquismo e a alma da resistência iconodúlica. Hegúmeno do Mosteiro do Stoudion em 794, era um partidário declarado das santas imagens e, por isso, ficou três vezes exilado na Ásia Menor, sofrendo violências e outras vexações. Seus escritos permitem superar a segunda onda iconoclasta, mas ele já estava morto quando foi restabelecida a permissão ao culto às imagens, em 11 de março de 843. Teodoro morreu em 11 de novembro de 826 no mosteiro de Crescens, perto da Nicomédia, onde tinha sido exilado.

Links externos


Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel

Ver também:

Fontes:
http://commons.orthodoxwiki.org/images/b/b8/Theodore_the_Studite.jpg

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Santo Orestes de Tiana da Capadócia, Mártir († Século III ou IV), 10 de Novembro

Orestes era da cidade de Tiana na Capadócia, cristão de nascimento e médico por profissão. Durante o reinado de Diocleciano, foi duramente interrogado pelo perverso governador Máximo. Quando, a princípio, o governador o aconselhou a negar Cristo e adorar os ídolos, Orestes respondeu: "Se você conhecesse o poder do Crucificado, rejeitaria a falsidade dos ídolos e adoraria o Deus verdadeiro." Por isso, Máximo ordenou que ele fosse espancado, cortado e desconjuntado; depois, foi queimado com um ferro em brasa e, finalmente foi jogado na prisão para morrer de fome.
O jovem Orestes passou sete dias sem pão nem água. Ao oitavo dia, foi novamente levado à presença do governador, que começou a ameaçá-lo com torturas terríveis. A isso Orestes respondeu: "Estou preparado para suportar qualquer dor, tendo o sinal do meu Senhor Jesus Cristo inscrito no meu coração." O governador então ordenou que martelassem vinte pregos de ferro em seu pé, o atassem a um cavalo e o arrastassem por rochas e espinhos, até que o mártir de Deus desse seu último suspiro.
No lugar onde o corpo de Orestes foi jogado, um homem, brilhante como o sol, apareceu, juntou todos os ossos de Orestes e os levou a um monte perto da cidade de Tiana enterrando-os com honra. Esse maravilhoso santo apareceu a São Demétrio de Rostov e lhe mostrou todas as feridas em seu corpo.

Ver também:

Fontes :
http://1.bp.blogspot.com/_UOJjUH2o_wM/SvmQI7CuojI/AAAAAAAACcc/BAQa9GvYnH8/s1600-h/10_nov_St_orestis.jpg

terça-feira, 9 de novembro de 2010

São Teodoro, Soldado, Mártir († 304), 09 de Novembro

São Teodoro, jovem soldado romano, é um dos mais célebres mártires do Oriente. Nasceu na Síria, no final do Século III.
Teodoro pertencia a uma legião romana que havia estabelecido seu quarteirão de inverno na cidade de Amasia, onde os editos de perseguição contra os cristãos eram severamente executados. O jovem soldado, cheio do amor de Jesus Cristo, apesar dos riscos que corria, desprezou o perigo que representava não esconder a sua fé; ao contrário, fez questão de professá-la publicamente. Foi também apresentado como cristão ao tribuno de sua legião. Este perguntou-lhe como ousava professar uma religião proibida sob pena de morte, ao que Teodoro respondeu: “Eu não conheço os vossos ídolos; eu adoro Jesus Cristo, Filho único do meu Deus. Abandono a vós o meu corpo; podeis rasgá-lo, fazê-lo em pedaços, entregá-lo às chamas. Se meus discursos vos ofendem, cortai-me a língua.” O tribuno e os juízes, diante de sua juventude, contentaram-se em ameaçá-lo e deixaram-no em liberdade.
Teodoro sonhava apenas em conquistar almas para Jesus Cristo, em fortalecer os outros irmãos que professavam sua fé; ele teve até mesmo coragem de pôr fogo no templo da deusa Cibele. Foi em vão que tentaram fazê-lo manifestar algum arrependimento a esse respeito: ele enfrentou todas as ameaças da mesma forma como riu de todas as promessas que lhe foram feitas. Foi então cruelmente açoitado e trancado numa masmorra, sem comida, para ali morrer de fome. Durante a noite, Jesus Salvador foi visitá-lo, prometendo-lhe que o alimentaria com um alimento invisível e fortificou-o para o último combate.
Esta visita deu a Teodoro tanta alegria que ele se pôs a cantar louvores a Deus. Conta a lenda que anjos vestidos de branco vieram unir suas vozes à sua. Os carcereiros e os guardas, o juiz em pessoa, todos foram testemunhas deste milagre, porém sem se converterem. Prometeram-lhe que, se ele apenas fingisse a mínima submissão, seria posto em liberdade. Tendo respondido a essas novas súplicas com uma firmeza invencível, Teodoro foi então rasgado com ganchos de ferro, queimaram-lhe as costelas com tochas ardentes, condenando-o depois a ser queimado vivo. O valente soldado, colocado sobre a fogueira, fez sobre si o sinal da Cruz e logo sua bela alma voou para o Céu.

©Evangelizo.org 

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado Pimentel

Ver também: Dedicação da Basílica de São João de Latrão

Fontes :
http://christroi.over-blog.com/article-saint-theodore-soldat-et-martyr-304-60366924.html

domingo, 7 de novembro de 2010

São Deodato (ou Adeodato ou Deusdedit) I, Papa (+618), 08 de Novembro

O santo de hoje, cujo nome significa "dado por Deus", foi por quarenta anos Padre em Roma antes de suceder ao Papa Bonifácio IV, em 19 de outubro de 615. Em Roma, o Papa não era somente o Bispo e o Pai espiritual, mas também o guia civil, o juiz, o supremo magistrado, a garantia da ordem. Com a morte de cada pontífice, os romanos se sentiam privados de proteção, expostos às invasões dos bárbaros nórdicos ou às reivindicações do império do Oriente. A teoria dos dois únicos, Papa e imperador, que deviam governar unidos o mundo cristão, não encontrava grandes adesões em Constantinopla.
O Papa Deodato, entretanto, buscou o diálogo junto ao imperador intercedendo pelas necessidades de seu povo e, apesar do imperador mostrar-se pouco solícito para o bem do povo, enviou o exarca Eleutério para acabar com as revoltas de Ravena e de Nápoles. Foi a única vez que o Papa Deodato, ocupado em aliviar os desconfortos da população da cidade, nas calamidades acima referidas, teve um contato, se bem que indireto, com o imperador.
Foi inserido no Martirológio Romano, um episódio que revalidaria a fama de santidade que circundava este pontífice que guiou os cristãos em épocas tão difíceis: durante uma das suas freqüentes visitas aos doentes, os mais abandonados, os que eram atingidos pela lepra, teria curado um desses infelizes, após havê-lo amavelmente abraçado e beijado.
São Deodato morreu em novembro do ano 618, amado e chorado pelos romanos que tiveram a oportunidade de apreciar seu bom coração durante as grandes calamidades que se abateram sobre Roma nos seus três anos de Pontificado (inclusive um terremoto, que deu golpe de graça aos edifícios de mármore dos Foros, já devastados por sucessivas invasões bárbaras e horríveis epidemias).

São Deodato, rogai por nós!

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sábado, 6 de novembro de 2010

São Vilibrordo, Bispo (+739), 07 de Novembro

Dentre os grandes missionários da Igreja hoje destacamos São Vilibrordo, que foi um grande apóstolo do norte da Europa que, no Século VIII, evangelizou tribos bárbaras.
São Vilibrordo, chamado o “Apóstolo dos frisões”, foi o primeiro bispo de Utrecht, sede primaz da Holanda. Ele nasceu na Inglaterra de uma família cristã. Ainda pequeno seu pai o confiou ao mosteiro de York, onde foi educado e aí decidiu seguir a vida monástica. Depois foi para a Irlanda onde ficou por nove anos se ordenando sacerdote.
No ano de 690 foi enviado como missionário junto com outros colegas para evangelização dos frisões que eram bárbaros que viviam na Holanda e Dinamarca. Aí viviam populações muito hostis ao Evangelho pois eram todas de origem pagã.
Vilibrordo, após essa experiência, foi para Roma para receber apoio do Papa Sérgio I, que muito o animou. Voltou mais tarde a Roma para relatar seus sucessos, suas dificuldades e seus planos futuros e daí o Papa o sagrou bispo. Continuando seu árduo trabalho, Vilibrordo construiu uma catedral dedicando-a ao Santíssimo Redentor e seguiu com seu apostolado nas regiões da Frísia, Dinamarca e Turíngia.
Com a morte do rei Franco Pepino, seu protetor, o duque de Ratbodo conquistou parte da Frísia obrigando Vilibrordo a se afastar daquela região, onde voltou só após a morte do referido duque. Aí completou a evangelização dos povos do norte da Europa, ajudado pelo futuro apóstolo da Alemanha, São Bonifácio.
Alquebrado pelas fadigas apostólicas e vendo aproximar-se o fim de sua longa existência, Vilibrordo retirou-se ao mosteiro de Echternach sobre o rio Reno, onde veio a falecer em 7 de Novembro de 739, com oitenta anos de idade, cinqüenta dos quais consagrados à evangelização.

Por: Regina Céli Pinhata Novelini

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São Dimitrianos, Bispo de Khytri (Chipre), 06 de Novembro

Dimitrianos nasceu no povoado de Sika, em Chipre. Seu pai era um sacerdote altamente reverenciado no local. Ele se casou muito jovem, mas sua esposa morreu três meses depois e Dimitrianos tomou o hábito no monastério de Santo Antônio.
Logo se tornou famoso por seu espírito piedoso e seu dom de cura. Após ser ordenado sacerdote foi eleito abade do monastério, governando-o com grande prudência e santidade. Quando a sede de Khytri (antiga Citerea, atual Kyrka) tornou-se vaga, Dimitrianos foi eleito seu bispo. O santo estava então com quase quarenta anos e não se sentia atraído pelas responsabilidades e ocupações do episcopado. Fugiu então e foi refugiar-se com um amigo chamado Paulo que o escondeu numa caverna. Mas em pouco tempo, Paulo, cheio de remorso, contou às autoridades onde se encontrava São Dimitrianos, que não teve escolha senão aceitar a consagração episcopal.
O bispo Dimitrianos governou durante vinte e cinco anos aquela sede. Pouco antes de sua morte, os sarracenos devastaram a região levando como escravos muitos cristãos. Diz-se que São Dimitrianos seguiu os invasores e intercedeu junto a eles pelos prisioneiros. Os sarracenos, impressionados com a idade já avançada do bispo, sua coragem e desprendimento, devolveram a liberdade aos escravos. São Dimitrianos é um dos santos bispos mais conhecidos e venerados em Chipre.

Tradução e publicação com permissão de Ortodoxia.org
Tradutor: Pe. André

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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Beato Gregório (Hryhorij) Lakota, Bispo, Mártir (+1950), 05 de Novembro

Martirológio Romano: No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria russa, beato Gregório Lakota, bispo de Przemysl e mártir, que vendo depreciada pelos perseguidores a fé da sua pátria, soube suportar (e superar) os tormentos corporais, morrendo intrepidamente por amor a Cristo em 1950.
Etimologia: Gregório = Aquele que está sempre preparado, é de origem grega.

Gregório Lakota nasceu em 31 de Janeiro de 1883 em Holodivka, Distrito de Lviv, Ucrânia. Estudou teologia em Lviv e foi ordenado sacerdote no rito greco-católico em Przemysl, no ano de 1908. Doutorado em teologia pela Universidade de Viena em 1911, logo se tornou professor e reitor do seminário de Przemysl.
Foi nomeado Bispo Auxiliar de Przemysl em 16 de maio de 1926. Nesse mesmo mês as autoridades o deportaram para a Ucrânia. Dom Gregório foi condenado a uma pena de dez anos de prisão no campo de concentração de Abez, nas proximidades de Vorkuta (Sibéria). Ali morreu no dia 5 de Novembro de 1950.


Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Beata Teresa Manganiello, Franciscana Terceira, Fundadora (1849-1876), 04 de Novembro

Teresa Manganiello nasceu em Montefusco, província de Avellino – Itália, em 1º de janeiro de 1849, filha de camponeses, analfabeta, mas dotada da sabedoria dos santos. Em sua vida testemunhou heróicas virtudes, entre as quais podemos destacar a humildade, mansidão, penitência, o serviço para com os mais necessitados, sobretudo os pobres e doentes e ainda um grande zelo e constantes orações pelos sacerdotes.
Aos 20 anos, no auge da sua juventude, ingressou na Ordem Terceira Franciscana. O fruto mais bonito deixado por Teresa – mesmo não tendo ela podido vê-lo pessoalmente e gozá-lo nesta terra – é o Instituto das Irmãs Franciscanas Imaculatinas, fundado pelo Frei Capuchinho Padre Lodovico Acernese, mas propriamente inspirado em Teresa. Com o consentimento de Frei Lodovico, Teresa viajou para Roma, onde foi recebida em audiência pelo Papa Pio IX, do qual obteve a aprovação e benção para a fundação da Congregação.
Levando uma vida de autêntica franciscana, Teresa buscava seguir perfeitamente os exemplos de São Francisco e nutria forte devoção e amor para com Maria, à qual chamava de “Mamma Bella”, com a costumeira e cotidiana expressão do coração: “Mãe Formosa, fazei que não entre em mim aquilo que Jesus não quer.”
Morreu aos 27 anos, em 4 de novembro de 1876, em conceito de santidade. O milagre que a levou à beatificação foi a cura de um homem casado, carteiro em Roma, que foi recuperado da morte já definida, com certeza, pelos médicos, por gravíssima afecção cardiovascular, pelas insistentes orações dirigidas à sua intercessão.
As Irmãs Franciscanas Imaculatinas celebraram a beatificação da inspiradora da sua Congregação, Teresa Manganiello, ocorrida em 22 de maio de 2010 em Benevento – Itália, Diocese-Mãe da Congregação das Irmãs Franciscanas Imaculatinas, celebrada na Basílica de Nossa Senhora das Graças de Benevento.

Ver também: São Carlos Borromeu

Fontes: