domingo, 19 de dezembro de 2010

São Domingos de Silos, Abade (+1073), 20 de Dezembro

São Domingos de Silos nasceu em Canhas, pequena cidade da Rioja, Espanha, no ano 1000. Vivia na mais completa solidão há quase 18 anos, quando resolveu procurar Santo Emiliano e tornou-se noviço. Durante a sua caminhada, restaurou o Mosteiro de Silos que havia sido arruinado pelas guerras árabes. Restaurou também o priorado de Santa Maria de Canãs. Foi nomeado prior do convento de São Millán.
García de Nájera perseguiu São Domingos até que o exilou do Mosteiro de São Millán para Burgos, onde foi recebido por Fernando Magno, rei de Castela e de Aragão. Os historiadores contam também que São Domingos libertou muitos escravos cristãos caídos nas mãos dos mouros. Era muito culto, tendo exercido grande influência política e religiosa, fazendo parte dos homens mais versados em ciências e letras. Foi fundador de uma biblioteca, onde se reuniram numerosos manuscritos em caracteres visigóticos.
São Domingos de Silos morreu no dia 20 de Dezembro de 1073, em Silos.

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-domingos-de-silos-20-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/sao-filogonio-bispo-confessor-asia.html

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20101220&id=12011&fd=0
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Santo_Domingo_de_Silos_%28Bartolom%C3%A9_Bermejo%29.jpg

Santo Anastácio I, Papa (+401), 19 de Dezembro

Anastácio nasceu em Roma e foi Papa entre 399 e 401 d.C., eleito para suceder São Sírico ou Sirício (384-399), tradicionalmente conhecido por condenar o maniqueísmo, o donatismo e especialmente o origenismo, tendência teológica cristã iniciada com Orígenes, teólogo de Alexandria, no Século III, que misturava elementos da gnose do platonismo e do cristianismo, afirmando especialmente uma restauração final de todos os seres, inclusive o demônio e os condenados.
Praticamente o que se sabe sobre o Papa Santo Anastácio vem do conteúdo das cartas de São Jerônimo. Eleito em 27 de novembro de 399, conciliou os cismas entre Roma e a Igreja de Antioquia. Combateu tenazmente os seguidores de costumes imorais, que estavam convencidos de que também na matéria se escondia a divindade. Prescreveu que os sacerdotes permanecessem de pé durante o Evangelho.
Papa de número 39, morreu em 19 de dezembro, em Roma e foi sucedido por Santo Inocêncio I (401-417). Segundo o Martirológio Romano, pouco depois de sua morte Roma foi tomada e saqueada pelos Godos, um povo germânico originário das regiões meridionais da Escandinávia, que se distinguiam por usarem escudos redondos e espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.

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Fontes :

sábado, 18 de dezembro de 2010

Beata Nemésia (Júlia) Valle, Religiosa (1847-1916), 18 de Dezembro

Nasceu a 26 de Junho de 1847 em Aosta (Itália), numa família abastada. Aos quatro anos faleceu sua mãe e ela, juntamente com o irmão menor, foram confiados aos cuidados dos familiares maternos. Ali transcorreram a infância num ambiente sereno e religioso.
Quando tinha onze anos, Júlia foi enviada para o Instituto das Irmãs da Caridade, em Besançon (França), para completar a sua educação. O afastamento da família constituiu uma nova experiência de solidão que a levou a estabelecer uma profunda amizade com "o Senhor que tem consigo a Sua mãe". Aprendeu bem a língua francesa e maturou uma bondade delicada que a tornaria atenta para com o próximo.
Cinco anos mais tarde, regressou à sua terra, mas encontrou uma situação familiar completamente mudada. Seu pai voltou a casar, transferindo-se para Pont-Saint-Martin, e seu irmão, que não aceitava a nova situação, partiu e não deu mais notícias de si. Júlia encontrou nas Irmãs da Caridade, que ali se tinham estabelecido, a ajuda e a coragem de que necessitava. Em 8 de Setembro de 1866 entrou no Convento de Santa Margarida, em Vercelli, onde as Irmãs da Caridade tinham um noviciado. No fim do noviciado, além do hábito religioso Júlia recebeu o nome de Irmã Nemésia, nome de um mártir dos primeiros séculos, de quem fez o programa de vida:  testemunhar o amor a Jesus até ao fundo, para sempre.
Aos 40 anos foi nomeada superiora dessa Comunidade, cargo que aceitou com humildade, vendo nele o modo de servir o Senhor nos irmãos. Em 1903 tornou-se a mestra das noviças da nova Casa provincial das Irmãs da Caridade em Borgaro, perto de Turim. Aqui, cerca de quinhentas noviças aprenderam dela a caminhar pelas veredas do Senhor e a servir os pobres. O percurso da Irmã Nemésia estava terminando. O Senhor pediu-lhe que deixasse o seu noviciado aos outros.
Faleceu no dia 18 de Dezembro de 1916. Foi beatificada pelo Pape João Paulo II no dia 25 de Abril de 2004, ao mesmo tempo que Alexandrina Maria da Costa. Quando desta cerimônia memorável, o Santo Padre disse a respeito de Nemésia: «"Manifestar o amor de Deus aos pequeninos, aos pobres, a cada homem, em todas as partes da terra":  foi este o compromisso da beata Nemésia Valle durante toda a sua existência. Ela deixa este ensinamento particularmente às suas co-irmãs, as Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, assim como aos fiéis da Arquidiocese de Turim. Trata-se do exemplo de uma santidade luminosa, finalizada para o alto vértice da perfeição evangélica, e que se traduz nos simples gestos da vida quotidiana dedicada totalmente a Deus.
A nova Beata continua a repetir a todos nós:  "A santidade não consiste em fazer muitas coisas ou em fazer coisas grandes... Santo é quem se consome todos os dias no seu lugar de trabalho, pelo Senhor".»

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Santos Daniel, Profeta e os três jovens: Ananias, Azarias e Misael († Século VI a.C.), 17 de Dezembro

O Santo Profeta Daniel era um aristocrata e, possivelmente, oriundo de família real. No quarto ano do reinado de Joaquim, durante a primeira conquista de Jerusalém por Nabucodonosor (605 a.C), o jovem Daniel era prisioneiro na Babilônia. Com outros jovens de famílias abastadas, foi enviado a uma escola preparatória de serviços à corte do rei, que prepara jovens na faixa de idade entre 14 a 17 anos.
Na escola estudava com 3 amigos: Ananias, Azarias e Misael. Durante vários anos os quatro se dedicaram a aprender a língua local e outras diversas ciências caldéias.  Tiveram que mudar seus nomes: Daniel passou a se chamar Balthasar; Ananias recebeu o nome de Sidrac; Misael de Misac e Azarias tomou o nome de Abdênago. Porém, mesmo com novos nomes, os jovens não mudaram a fé que receberam de seus pais. Temendo profanar seus corpos com comida pagã, pediram ao seu educador para não receber alimentos vindos da mesa do rei (que era regada com sangue de sacrifícios), mas que pudessem consumir apenas comidas simples compostas de vegetais.
Por algum tempo o educador acatou o pedido e, durante 10 dias, os jovens se alimentaram apenas com comida de origem vegetal. Depois de algum tempo, sentiram-se mais sadios e dispostos que seus companheiros que comiam da mesa do rei. Esta constatação fez com que lhes fosse permitido continuar com a dieta alimentar. O Senhor recompensou os jovens piedosos com progressos nas ciências e o rei, durante os exames, descobriu que eles eram mais sábios que os magos babilônicos.
Depois de concluir seus estudos, Daniel e seus três companheiros foram designados para servir na corte do rei. Daniel tornou-se cortesão durante os reinados de Nabucodonosor e de seus  cinco herdeiros. Após a derrota da Babilônia, tornou-se conselheiro do rei Dario de Media e do rei persa Ciro (cf. Dn 6, 28). Deus concedeu a Daniel o dom de interpretar visões e sonhos, conforme narra os capítulos 2 e 4 onde explica o sonho de Nabucodonosor. No primeiro sonho o rei viu um enorme ídolo ser destruído por uma pedra que caiu de uma montanha. Daniel explicou que o ídolo simbolizava os quatro reinos pagãos que sucederiam, entre os quais estavam o babilônico e o romano. A pedra que destruía o ídolo simbolizava o Messias e a montanha era seu Reino Eterno.  Daniel termina assim a explicação do sonho: «Tu, ó rei, estavas vendo, e eis aqui uma grande estátua; esta estátua, que era imensa, cujo esplendor era excelente, e estava em pé diante de ti; e a sua aparência era terrível. A cabeça daquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços de prata; o seu ventre e as suas coxas de cobre;  As pernas de ferro; os seus pés em parte de ferro e em parte de barro.  Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.  Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como pragana das eiras do estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou grande monte, e encheu toda a terra.  Este é o sonho; também a sua interpretação diremos na presença do rei.  Tu, ó rei, és rei de reis; a quem o Deus do céu tem dado o reino, o poder, a força, e a glória.  E onde quer que habitem os filhos de homens, na tua mão entregou os animais do campo, e as aves do céu, e fez que reinasse sobre todos eles; tu és a cabeça de ouro.  E depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu; e um terceiro reino, de bronze, o qual dominará sobre toda a terra.  E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro, esmiúça e quebra tudo; como o ferro que quebra todas as coisas, assim ele esmiuçará e fará em pedaços.  E, quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido; contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois viste o ferro misturado com barro de lodo.  E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte, e por outra será frágil.  Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.  Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e este reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos, mas ele mesmo subsistirá para sempre,  Da maneira que viste que do monte foi cortada uma pedra, sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro; o grande Deus fez saber ao rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho, e fiel a sua interpretação» (Dn 2, 31-45).
Este sonho era uma visão profética  acerca da Igreja. Efetivamente, a fé cristã que surgiu no império romano, espalhou-se logo por todo o mundo, e seguirá existindo até o fim do mundo, até que os grandes reinos pagãos desapareçam sem deixar rastros. No terceiro capítulo de seu livro, Daniel conta a façanha de seus três amigos que se negaram a adorar um ídolo de ouro (Marduk) e por isso foram jogados  numa fornalha ardente. Porém, um anjo do Senhor lhes preservou intactos. A oração de agradecimento dos três jovens tornou-se modelo dos cânticos oitavo e nono da Cânon das matinas. Sobre a atividade de Daniel, durante os sete anos dos reinados dos três sucessores de Nabucodonosor (Evil-Merodac, Neriglisor e Lavosoadac), nada se conhece. O assassino de Lavosoardac, Nabonid co-governou com seu filho Belsasar. No primeiro ano do reinado de Belsasar, Daniel teve uma visão sobre os quatro reinos que se transformou na visão do céu e de Deus, na imagem do «Ancião» e do «Filho do Homem», (isto é, o Filho de Deus que deveria encarnar-se. (Dn, 7)
Como sabemos pelos Evangelhos, o Salvador chamava-se a si mesmo de «Filho do Homem», fazendo recordar aos judeus a profecia de Daniel. Durante o julgamento no Sinédrio, quando o Sumo sacerdote inquiriu a Jesus se Ele era mesmo o Messias prometido, o Senhor se refere à visão de Daniel, e recorda a glória celestial do Filho do Homem. (Dn 7; Mt 26, 64)
A parte mais importante da visão de Daniel se refere aos tempos que precederão o fim do mundo e o Juizo Final. Porém, alguns trechos destas profecias se referem às perseguições à Igreja por Antioco Epifanes, no Século III, nos tempos do Anticristo. A visão seguinte, registrada no terceiro anos de Belsasar sobre duas monarquias sob o aspecto de um cabrito e de um cordeiro também se referem ao fim do mundo. Estas visões tem características comuns com as visões narradas no Apocalipse de São João, o Teólogo (Dn 7-8) (Ap 11, 12.17).
Babilônia foi tomada pelo rei Dario de media, no 17º. ano do reinado de Belsasar (539 a.C.). Belsasar foi assassinado durante a conquista da cidade, tal qual foi profetizado por um mão misteriosa que escreveu na parede «Mene, Mene, Tekel, Uparsin» (tu eras insignificante e teu reino será dividido entre Medos e Persas (Dn 5, 25-31), tal qual Daniel tinha interpretado a inscrição. Antes, a queda da Babilônia foi predita pelos profetas Isaias e Jeremias (Is 13,14 e 21; Jr 50.51). No livro do Apocalipse, a Babilônia representa o reino do mal (Ap 16,19).
No reinado de Dario de Media, Daniel era um dos principais dignitários do reino. Os cortesãos pagãos caluniaram Daniel ao rei e, por inveja e pela astúcia, fizeram com que Daniel fosse jogado na cova dos leões. Deus, porém, preservou seu profeta intacto (Dn 6). Mais tarde, Daniel teve outra visão relacionada aos 70 por 7 (490 anos) que se referia a chegada do Messias (Dn 9).  Daniel foi prosperando durante o reinado de Dario e de Ciro, o persa. Por sua influência, Ciro decretou a libertação do povo hebreu do cativeiro, no ano 536 aC. Segundo a tradição, o profeta Daniel interpretou para Ciro o que Isaias profetizara para ele. (Is 44,28-45,13) Surpreso com a profecia acerca de si mesmo, o rei reconheceu o poder do Senhor e ordenou que os hebreus construíssem em sua honra o templo de Jerusalém (Es 1).  Pela segunda vez, foi milagrosamente salvo dos leões (Dn 14). No terceiro ano do reinado de Ciro, na babilônia, Daniel teve uma revelação sobre o destino do povo de Deus (Dn 10-12).
Sobre sua vida posterior pouco se sabe. Morreu muito idoso, com cerca de 90 anos, em Suzac (Ekbatana). Seu livro  compreende 14 capítulos onde os seis primeiros constituem uma resenha histórica onde relata como a glória de Deus se espalhava durante o tempo do cativeiro na Babilônia. Os Capítulos 7 ao 12 são proféticos e contém as visões sobre o futuro e o destino do povo judeu . É surpreendente a exatidão com que Daniel profetizou  a chegada do Messias e o inicio do Novo Testamento.
Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos/Pe. André
Ver também :
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-lzaro-de-betnia-17-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/santa-olimpia-diaconisa-408-17-de.html

Fonte :
http://ecclesia.com.br/synaxarion/?p=3120#more-3120

Santo Profeta Ageu († 516 a.C), 16 de Dezembro

Santo Profeta Ageu profetizava em Judá, na época do rei persa Dario I (522-486 a. C). Naquele tempo, sob a liderança de Zorobabel, os judeus retornaram do cativeiro da Babilônia para Judá. O sumo sacerdote se chamava Josué. Dois anos depois do regresso, os judeus começaram a construir em Jerusalém um Templo no mesmo lugar em que, antes, se encontrava o antigo Templo de Salomão, destruído. Por causa de um desacordo com os samaritanos e outros opositores, a construção do templo foi interrompida por 15 anos até que o rei Dario ordenasse a retomada a obra. O povo era pobre, mas desejava que o novo templo não fosse menos magnífico que o de Salomão, destruído por Nabucodonosor, e isso era um grande incentivo aos construtores.
Como estímulo para que a obra fosse concluída, Deus enviou o profeta Ageu, cujo ofício profético durou cerca de um ano. Ageu buscava convencer o povo a construir o templo dizendo: “Semeais muito e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vesti-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado. Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Subi ao monte, e trazei madeira, e edificai a casa; e dela me agradarei, e serei glorificado, diz o SENHOR. Esperastes o muito, mas eis que veio a ser pouco; e esse pouco, quando o trouxestes para casa, eu dissipei com um sopro. Por que causa? disse o SENHOR dos Exércitos. Por causa da minha casa, que está deserta, enquanto cada um de vós corre à sua própria casa. Por isso retém os céus sobre vós o orvalho, e a terra detém os seus frutos” (Ag 1,6-10)
E, em outra parte: “Segundo a palavra da aliança que fiz convosco, quando saístes do Egito, o meu Espírito permanece no meio de vós; não temais. Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos: Ainda uma vez, daqui a pouco, farei tremer os céus e a terra, o mar e a terra seca; e farei tremer todas as nações, e virão coisas preciosas de todas as nações, e encherei esta casa de glória, diz o SENHOR dos Exércitos. Minha é a prata, e meu é o ouro, disse o SENHOR dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o SENHOR dos Exércitos, e neste lugar darei a paz, diz o SENHOR dos Exércitos” (Ag 2,5-9).
O livro de Ageu contém 3 capítulos que compreendem quatro discursos dirigidos ao povo  para encaminhar a construção.
Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos/Pe. André

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/santa-adelaide-16-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/eusebio-de-vercelli-papa-martir-309-16.html

Fonte :
http://ecclesia.com.br/synaxarion/?p=3115

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Beata Maria Francisca Schervier, Religiosa, Fundadora (+1876), 15 de Dezembro

Nascida em Aachen, Alemanha, no dia 3 de janeiro de 1819, Francisca Schervier foi profundamente influenciada pela vida e missão de São Francisco de Assis.  Nascida no início da Revolução Industrial, era filha de um rico fabricante de agulhas.  Ela  costumava visitar a fábrica da família para distribuir comida e roupas aos trabalhadores.  Observando grande sofrimento na sua própria vizinhança, ela percebeu que muitas pessoas, inclusive crianças, trabalhavam em condições precárias nas fábricas e que eram tantas as que viviam na pobreza.  Sendo ainda adolescente, essa experiência modelou a sua vida.  Como era uma jovem devotada à oração, ela ousou sonhar em se dedicar a ajudar os pobres e os doentes da sua cidade.  E escreveu: “Senti arder em mim a chama de um grande amor ao próximo.” Clicar aqui para acessar outras datas significativas na vida de Francisca . . .
• Em 1844, mesmo sendo uma jovem influente e bem educada, Francisca decidiu entrar para a Ordem Franciscana Secular (OFS), fundada pelo próprio São Francisco para pessoas leigas que desejavam abraçar sua maneira simples de viver e ministrar a pessoas carentes.  Francisca e várias de suas amigas já estavam então servindo a sopa dos pobres na cozinha paroquial da Igreja de São Paulo, em Aachen.
•No dia 11 de maio de 1845, Francisca fundou, juntamente com quatro amigas, a congregação religiosa que se dedicaria a proporcionar cura, esperança e compaixão aos pobres e sofredores.  Essa data tem um significado espiritual por ter sido a Festa de Pentecostes que celebra a descida do Espírito Santo sobre o mundo inteiro.
• Trabalhando entre os pobres, Francisca Schervier foi se tornando cada vez mais radicalmente consciente de como Deus a estava conduzindo e às suas companheiras a se tornarem instrumentos de cura, compaixão e esperança. Francisca foi chamada a dedicar-se e à sua congregação, ao ministério de cura. Esse dom permeou todo o seu ser, profundamente.  Ela escreveu: "Nos pobres e nos sofredores reconheci meu Divino Salvador como se O houvesse visto com meus próprios olhos.”
• Em sua Autobiografia, a Bem-Aventurada Francisca escreveu: “Contemplando a cruz, pareceu-me haver compreendido que deveria dedicar-me inteiramente ao Senhor através de ativas obras de misericórdia. Senti arder em mim a chama de um santo amor ao próximo.  Senti um grande desejo de ir procurar o Senhor nos pobres, doentes e sofredores, para amá-los. Pareceu-me ver o Senhor em pessoa nos pobres e nos doentes, e senti-me mais do que feliz em poder cuidar Dele, servindo-os.”
• Francisca Schervier viveu uma vida única de santidade e serviço.  Foi beatificada no dia 28 de abril de 1974.  Atualmente, a Causa de sua Canonização se encontra em andamento.
• Atualmente, as Irmãs Franciscanas dos Pobres servem nos Estados Unidos, na Itália, no Brasil, no Senegal e nas Filipinas, procurando curar o povo de Deus neste mundo fragmentado, dando assim continuidade ao carisma da Bem-Aventurada Francisca Schervier.
A cura continua sendo até hoje a missão das Irmãs Franciscanas dos Pobres. Respondemos ao chamado de testemunhar o amor de Deus e ser instrumentos de compaixão e esperança para a comunidade da vida.  Mediante o dom da cura, damos continuidade ao empenho original de São Francisco de Assis em prestar serviço aos marginalizados da sociedade – especialmente os pobres e sofredores, as vítimas de abuso e do tráfico de pessoas. Clicar aqui para saber mais sobre os ministérios das Irmãs Franciscanas dos Pobres e lugares onde servimos . . .

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Fontes :

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Santos Tirso, Léucio, Calinico, Apolônio, Ariano e Filêmon, Mártires († Século III), 14 de Dezembro

Estes santos mártires viveram no Século III e eram naturais de Bitínia, na Capadócia. Todos de famílias distintas, eram humildes servidores do Senhor «na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido» (II Cor 6,6). Eles se afastaram da agitação, o que não foi suficiente para se ocultarem da fama de homens muito caridosos, o que os tornou conhecidos.
O prefeito Kombrikios, um idólatra fanático, percebendo que se tornavam cada vez mais conhecidos e procurados, de muitas formas tentou pôr limites ao trabalho que realizavam, o que levou Léucio a ir conversar com ele e solicitar sua benevolência para com eles. Após lhe ter ouvido, Kombrikios condenou-o à morte e, na manhã do dia seguinte, Léucio foi decapitado do lado de fora da cidade. Tal acontecimento entristeceu os cristãos, porém aumentou o fervor dos seguidores de Cristo.
Depois de dois dias, outro cristão chamado Tirso foi à presença do prefeito e, destemidamente admoestou-o: «A idolatria é um erro e Cristo será, finalmente, vencedor». Estas e outras palavras sábias proferidas por Tirso foram ouvidas por um sacerdote idólatra de nome Calinico que, depois, se converteu ao cristianismo após ter iluminada sua alma. O prefeito ordenou que ambos fossem decapitados.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos/Pe. André

Ver também: São João da Cruz, Carmelita Descalço, Reformador, Místico
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-joo-da-cruz-14-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/sao-joao-da-cruz-presbitero-reformador.html

Fonte :
http://www.ecclesia.com.br/synaxarion/

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Santos Eustrácio, Auxêncio, Eugênio, Mardário e Orestes, Mártires († Início do Século IV) 13 de Dezembro

Estes mártires viveram na época em que as perseguições aos cristãos, impetradas pelo imperador Diocleciano, eram freqüentes.
Eustrácio, um oficial superior, foi aprisionado pelo Duque de Lysia que, após torturá-lo cruelmente, o enviou ao prefeito Agricola, conhecido por sua crueldade aos cristãos. Este, por sua vez, submeteu Eustrácio a novas formas de torturas, ordenando depois que se fossem calçados em seus pés sapatos de ferro com lâminas afiadas, obrigando-o a caminhar. Por fim, ainda vivo, foi jogado ao fogo.
Auxêncio era sacerdote, conterrâneo de Eustrácio. O monarca tentou, com muitas promessas, persuadi-lo a renegar a fé cristã. O digno sacerdote de Cristo, porém, contestou: «Não é necessário que eu lhe diga muitas palavras, caro Lysia. Nesta vida sou de Cristo e o serei até a morte. E, nem com inumeráveis castigos e feridas, nem com fogo ou ferro, conseguirás me fazer mudar minha fé porque Cristo é onipotente e sua cruz, invencível» – isto é, o homem Auxêncio pode ser frágil, mas o cristão Auxêncio e sua fé são indestrutíveis. O monarca, muito irritado com a resposta de Auxêncio, ordenou que fosse decapitado.
Mardário, após ter sido perfurado no tornozelo, foi pendurado de cabeça para baixo e depois queimado.
O oficial Eugênio, após ter sua língua e mãos cortadas, teve as pernas quebradas e faleceu.
O soldado Orestes foi queimado sobre uma pilha de madeira.
Que Deus os tenha em seus braços, estes santos mártires e confessores, exemplos de fé.
 Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos/Pe. André
Ver também:

Fonte:
http://www.ecclesia.com.br/synaxarion/

domingo, 12 de dezembro de 2010

Santo Espiridião é muito amado na Igreja Ortodoxa. Em sua vida se recapitulam todos os ensinamentos do Evangelho. O pastor de ovelhas se converte em pastor de almas, confirma a fé ortodoxa e vence a impiedade dos hereges. Se por um lado não possuía tesouros terrenos, por outro, era imensamente rico em tesouros celestiais, pois quem se humilha será imensamente exaltado. «Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens» (I Cor 1,25).
Suas santas relíquias são veneradas na ilha grega de Kerkira e permanecem incorruptas até os dias de hoje. Chipre foi o lugar de seu nascimento e o lugar onde passou sua vida a serviço da Igreja. Veio de uma família de agricultores e permaneceu simples e humilde até o final de sua vida. Casou-se jovem e teve uma filha, porém, ao ficar viúvo, dedicou-se inteiramente ao serviço de Deus. Como conseqüência de sua fé, de seu amor a Jesus e do seu respeito à Igreja, foi escolhido como bispo de Tremitunte, no Chipre. Mesmo bispo, não mudou seu simples estilo de vida. Preocupava-se muito com os pobres o os ajudava. O Senhor lhe deu a graça de operar grandes milagres. Pelo poder de Deus fez chover após uma grande seca, trouxe de volta à vida alguns que haviam morrido, e curou o imperador Constantino de uma grave doença. Via e ouvia os santos anjos, antevia o futuro e lia os segredos dos corações dos homens. Converteu muitos à verdadeira fé, entre outros milagres.
Esteve presente no Primeiro Concilio Ecumênico celebrado em Nicéia em 325. Diante de suas claras e  simples exposições sobre a fé e dos milagres que operou, muitos hereges regressaram à ortodoxia. Glorificou o Senhor através dos milagres e foi de grande ajuda para o povo e a Igreja. Descansou no Senhor no ano de 350. Suas relíquias, que operaram maravilhas, repousam na ilha de Kerkira, onde continuam glorificando a Deus pelos seus milagres.

Tropário:
Revelado como triunfador  do Primeiro Concilio Ecumênico, São Espiridião, o milagroso, portador de Deus. Por tua voz, chamaste  do túmulo uma mulher que havia morrido, transformaste em ouro uma serpente e, ao som de tuas orações, os anjos associaram-se ao teu culto, oh santo pai. Glória  Àquele que te glorificou. Glória Àquele que te coroou. Glória Àquele que por ti  nos concede o dom da cura de nossas almas!
Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos/André

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/nossa-senhora-de-guadalupe-padroeira-da.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/santa-joana-francisca-de-chantal.html

Fonte:
http://ecclesia.com.br/synaxarion/?p=3097#more-3097

sábado, 11 de dezembro de 2010

Santo Daniel, o Estilita, Eremita (409 – 493), 11 de Dezembro

         Biografia
Nasceu numa aldeia com o nome de Maratha na Mesopotâmia superior perto de Samósata, hoje em dia uma região da Turquia.
Entrou para o convento com a idade de doze anos e viveu lá até ter trinta e oito. Durante uma viagem que ele fez com seu abade a Antioquia, ele passou por Tellnesin e recebeu a bênção e encorajamento de Simeão Estilita. Em seguida, ele visitou lugares santos, ficando em vários conventos, e aposentando-se em 451 nas ruínas de um templo pagão.
Ele estabeleceu sua coluna quatro milhas ao norte de Constantinopla. O proprietário do solo onde ele colocou a sua coluna, que não tinha sido consultado, apelou para o imperador e ao patriarca Genadio I de Constantinopla. Genadio propôs despejá-lo, mas de alguma forma foi dissuadido. Genadio estabeleceu-o como um padre contra a sua vontade, ao pé de sua coluna. Daniel viveu na coluna por 33 anos. Por continuamente ficar de pé, seus pés estava cheios de feridas e úlceras: os ventos da Trácia, por vezes, retiraram-lhe a sua pouca roupa.[1]
Ele foi visitado por dois imperadores, Leão I e Zenão I. Como teólogo, ele foi contra o monofisismo.
Santo Daniel é comemorado no dia 11 de dezembro nos calendários litúrgicos da Igreja Ortodoxa Oriental, bem como na Igreja Católica dos ritos Oriental e Ocidental.[1]

 

Passagens

O seguinte é a sua oração, antes que ele começasse sua vida na coluna:
"Eu te rendo glória, Jesus Cristo, meu Deus, por todas as bênçãos que tens empilhado em cima de mim, e para a graça que tu me deu que eu deveria abraçar esta forma de vida. Mas tu sabes que esta coluna em ordem crescente, eu me inclino em ti só, e que só a Ti eu olho para a emissão feliz de meu compromisso. Aceite, então, meu objetivo: fortalece-me que eu termino esse curso doloroso: me dê graça para terminá-la em santidade."[2]
O seguinte é um conselho que ele deu aos seus discípulos antes e morrer:
"Manter firmemente a humildade, praticar a obediência, o exercício da hospitalidade, manter os jejuns, observar as vigílias, a pobreza de amor, e acima de tudo manter a caridade, que é o primeiro e grande mandamento; manter-se estreitamente ligada a tudo o que respeita à piedade, evitar o joio do hereges. Separe nunca da Igreja sua Mãe; se você fizer essas coisas tua justiça será perfeita."[3]

 

Referências

·  Catholic-Forum Saints
·  Orthodox Church in America - Lives of the Saints
1.   Vita S. Daniel, ap. Surium, ad diem ii. decemb. cap. xli., xlii., xliii.
2.   Cellier, x. 344, 403, 485
3.  Robertson, Christian History ii. 41-3, 274

Ligação externa

·  St Daniel the Stylite Orthodox Icon and Synaxarion (December 11)

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-dmaso-11-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/santa-maravilhas-de-jesus-11-de.html

Fontes :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Daniel,_o_Estilita
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/Feofan_Stlpnik.jpg