sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Natal do Senhor Jesus Cristo – 25 de Dezembro – Breve Visão Histórica e Cultural

O Natal ou Dia de Natal é um feriado comemorado anualmente em 25 de Dezembro (nos países eslavos e ortodoxos cujos calendários eram baseados no calendário juliano, o Natal é comemorado no dia 7 de janeiro), que comemora o nascimento de Jesus de Nazaré.[2][3] A data de comemoração do Natal não é conhecida como o aniversário real de Jesus e pode ter sido inicialmente escolhida para corresponder com qualquer festival histórico Romano[4] ou com o solstício de inverno.[5] O Natal é o centro dos feriados de fim de ano e da temporada de férias, sendo, no Cristianismo, o marco inicial do Ciclo do Natal que dura doze dias.[6]
Embora tradicionalmente seja um feriado cristão, o Natal é amplamente comemorado por muitos não-cristãos,[1][7] sendo que alguns de seus costumes populares e temas comemorativos têm origens pré-cristãs ou seculares. Costumes populares modernos típicos do feriado incluem a troca de presentes e cartões, a Ceia de Natal, músicas natalinas, festas de igreja, uma refeição especial e a exibição de decorações diferentes; incluindo as árvores de Natal, pisca-piscas e guirlandas, visco, presépios e ilex. Além disso, o Papai Noel (conhecido como Pai Natal em Portugal) é uma figura mitológica popular em muitos países, associada com os presentes para crianças.[8]
Como a troca de presentes e muitos outros aspectos da festa de Natal envolvem um aumento da atividade econômica entre cristãos e não cristãos, a festa tornou-se um acontecimento significativo e um período chave de vendas para os varejistas e para as empresas. O impacto econômico do Natal é um fator que tem crescido de forma constante ao longo dos últimos séculos em muitas regiões do mundo.

Etimologia
A palavra 'natal' do português já foi 'nātālis' no latim, derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus sum) que tem sentido de nascer. De 'nātālis' do latim, evoluíram também 'natale' do italiano, 'noël' do francês, 'nadal' do catalão, 'natal' do castelhano, sendo que a palavra 'natal' do castelhano tem sido progressivamente substituída por 'navidad' como nome do dia religioso.
Já a palavra 'Christmas' do inglês evoluiu de 'Christes maesse' ('Christ's mass') que quer dizer “missa de Cristo”.

História dos usos

Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal, comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o Século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C.

História
Pré-Cristianismo
De acordo com o almanaque romano, a festa já era celebrada em Roma no ano 336 d.C.. Na parte Oriental do Império Romano, comemorava-se em 7 de janeiro o seu nascimento, ocasião do seu batismo, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para a Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.
Segundo estudos, a data de 25 de dezembro não é a data real do nascimento de Jesus. A Igreja entendeu que devia cristianizar as festividades pagãs que os vários povos celebravam por altura do solstício de Inverno.
Portanto, segundo certos eruditos, o dia 25 de dezembro foi adotado para que a data coincidisse com a festividade romana dedicada ao "nascimento do deus sol invencível", que comemorava o solstício de inverno. No mundo romano, a Saturnália, festividade em honra ao deus Saturno, era comemorada de 17 a 22 de dezembro; era um período de alegria e troca de presentes. O dia 25 de dezembro era tido também como o do nascimento do misterioso deus persa Mitra, o Sol da Virtude.
Assim, em vez de proibir as festividades pagãs, forneceu-lhes um novo significado, e uma linguagem cristã. As alusões dos padres da igreja ao simbolismo de Cristo como "o sol de justiça" (Malaquias 4, 2) e a "luz do mundo" (João 8, 12) revelam a fé da Igreja n'Aquele que é Deus feito homem para nossa salvação.
As evidências confirmam que, num esforço de converter pagãos, os líderes religiosos adotaram a festa que era celebrada pelos romanos, o "nascimento do deus sol invencível" (Natalis Invistis Solis), e tentaram fazê-la parecer "cristã". Para certas correntes místicas como o Gnosticismo, a data é perfeitamente adequada para simbolizar o Natal, por considerarem que o sol é a morada do Cristo Cósmico. Segundo esse princípio, em tese, o Natal do hemisfério Sul deveria ser celebrado em junho.
Há muito tempo é sabido que o Natal tem raízes pagãs. Por causa de sua origem não-bíblica, no Século XVII essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.

Cristianismo
A Bíblia diz que os pastores estavam nos campos cuidando das ovelhas na noite em que Jesus Cristo nasceu. 
O mês judaico de Kislev, correspondente aproximadamente à segunda metade de novembro e primeira metade de dezembro no calendário gregoriano era um mês frio e chuvoso. O mês seguinte é Tevet, em que ocorrem as temperaturas mais baixas do ano, com nevadas ocasionais nos planaltos. Isto é confirmado pelos profetas Esdras e Jeremias, que afirmavam não ser possível ficar de pé do lado de fora devido ao frio.
Entretanto, o evangelista Lucas afirmava que havia pastores vivendo ao ar livre e mantendo vigias sobre os rebanhos à noite perto do local onde Jesus nasceu. Como estes fatos seriam impossíveis para um período em que seria impossível ficar de pé ao lado de fora em função do frio, logo Jesus não poderia ter nascido no dia em que o Natal é celebrado, e sim na primavera ou no verão. Por isso, a maioria dos estudiosos considera que Jesus não nasceu dia 25 de dezembro, a menos que a passagem que narra o nascimento de Jesus tenha sido escrita em linguagem alegórica.

 Anúncio do Arcanjo Gabriel e nascimento de Jesus

O nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", ou seja, considerando que este morreu em 4 a.C., então, na verdade,  Jesus só pode ter nascido em 6 a.C. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus").
Ainda segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Otávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré (na Galiléia) até Belém (na Judéia), a fim de registrar-se com Maria, sua esposa. Deste modo, fica claro que não seria um recenseamento para fins tributários.
"Este primeiro recenseamento" fora ordenado quando o cônsul Públio Sulplício Quirino "era governador [em gr. hegemoneuo] da província imperial da Síria." (Lucas 2,1-3 - O termo grego hegemoneuo vertido para "governador" significa apenas "estar liderando" ou "a cargo de". Pode referir-se a um "governador territorial", "governador de província" ou "governador militar". As evidências apontam que nessa ocasião, Quirino fosse um comandante militar em operações na província da Síria, sob as ordens diretas do Imperador.)
Sabe-se que os governadores da Província da Síria durante a parte final do governo do Rei Herodes foram: Sentio Saturnino (de 9 a.C. a 6 a.C.), e o seu sucessor, foi Quintilio Varo. Quirino só foi Governador da Província da Síria, em 6 d.C. O único recenseamento relacionado a Quirino, documentado fora dos Evangelhos, é o referido pelo historiador judeu Flávio Josefo como tendo ocorrido no início do seu governo (Antiguidades Judaicas, Vol. 18, Cap. 26). Obviamente, este recenseamento não era o "primeiro recenseamento".
A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar disponível para eles no alojamento [isto é, não havia divisões disponíveis na casa que os hospedava; em gr. tô kataluma, em lat. in deversorio]. Maria necessitava de um local tranqüilo e isolado para o parto (Lucas 2, 4-8). Lucas diz que no dia do nascimento de Jesus, os pastores estavam no campo guardando seus rebanhos "durante as vigílias da noite". Os rebanhos saíam para os campos em Março e recolhiam nos princípios de Novembro.
A vaca e o jumento junto da manjedoura conforme representado nos presépios, resulta de uma simbologia inspirada em Isaías 1, 3 que diz: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não têm conhecimento, o meu povo não entende". Não há nenhuma informação fidedigna que prove que havia animais junto do recém-nascido Jesus. A menção de "um boi e de um jumento na gruta" deve-se também a alguns Evangelhos Apócrifos.

 A estrela de Belém

Após o nascimento de Jesus em Belém, ainda governava a Judéia o Rei Herodes, chegaram "do Oriente a Jerusalém uns magos guiados por uma estrela ou um objeto controverso” que, segundo a descrição do Evangelho segundo Mateus, anunciou o nascimento de Jesus e levou os Três Reis Magos ao local onde este se encontrava. A natureza real da Estrela de Belém e alvo de discussão entre os biblistas.

 Visita dos magos

Os "magos", em grego magoi, que vinham do Leste de Jerusalém, não eram reis. Julga-se que terá sido Tertuliano de Cartago, que no início do Século III terá escrito que os Magos do Oriente eram reis. O motivo parece advir de algumas referências do Antigo Testamento, como é o caso do Salmo 68, 29: "Por amor do Teu Templo em Jerusalém, os reis te trarão presentes."

Em vez disso, os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo. Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilônia, mas não podemos descartar a Pérsia (Irã). São Justino, no Século II, considera que os Magos vieram da Arábia. Quantos eram e os seus nomes, não foram revelados nos Evangelhos canônicos. Os nomes de Gaspar, Melchior e Baltazar constam dos Evangelhos Apócrifos. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes. Tampouco se menciona em que animais os Magos vieram montados.
Outro fator muito importante tem a ver com a existência de uma grande comunidade de raiz judaica na antiga Babilônia, o que sem dúvida teria permitido o conhecimento das profecias messiânicas dos judeus, e a sua posterior associação de simbolismos aos fenômenos celestes que ocorriam.

Símbolos e Tradições do Natal
Árvore de Natal
Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indicando a Alemanha como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do Século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.
Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de "Saturnália", que coincidia com o nosso Natal.

Músicas natalinas

As canções natalinas são símbolos do Natal e as letras retratam as tradições das comemorações, o nascimento de Jesus, a paz, a fraternidade, o amor, os valores cristãos. Os Estados Unidos têm antiga tradição de celebrar o Natal com músicas típicas. No Brasil, esta tradição, além das familiares, só se tornou popular e comercial nos anos 1990, com o Cd 25 de Dezembro lançado pela cantora Simone: Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal.[9]

 

Presépio

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semi-litúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Francisco de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.
O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalinas
Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes, pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prêmio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

Referências

1. a b Christmas as a Multi-faith Festival—BBC News. Retrieved September 30, 2008.
2. Christmas, Merriam-Webster. Retrieved October 6, 2008. "Christmas," MSN Encarta. Retrieved October 6, 2008. Archived 2009-10-31.
3. "Christmas", The Catholic Encyclopedia, 1913.
4. "Christmas", Encarta Roll, Susan K., Toward the Origins of Christmas, (Peeters Publishers, 1995), p.130. Tighe, William J., "Calculating Christmas". Archived 2009-10-31.
5. Newton, Isaac, Observations on the Prophecies of Daniel, and the Apocalypse of St. John (1733). Ch. XI. A sun connection is possible because Christians consider Jesus to be the "sun of righteousness" prophesied in Malachi 4:2.
6. The Christmas Season. CRI / Voice, Institute. Página visitada em 2008-12-25.
7. Non-Christians focus on secular side of Christmas  Sioux City Journal. Retrieved November 18, 2009.
8. Poll: In a changing nation, Santa endures. Associated Press, December 22, 2006. Retrieved November 18, 2009.
9. Revista Veja, 4.12.1996

Fontes :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Natal

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Beata Maria dos Apóstolos, Religiosa, Primeira Superiora Geral da Congregação das Irmãs do Divino Salvador (+1907), 25 de Dezembro (falecimento)

Teresa von Wüllenweber nasceu no Castelo de Myllendonk, em Mönchengladbach, Alemanha, no dia 19 de fevereiro de 1833. Ela estudou no internato das Irmãs Beneditinas em Liège, Bélgica, de 1848 a 1850. Participou de missões paroquiais, de orientação jesuítica, em 1853 e 1857, e de um retiro, em 1856. Isto a marcou muito, e despertou nela a vocação missionária.
Na tentativa de clarear sua vocação, entrou, em 1857, nas Irmãs do Sagrado Coração, em Bloemendaal, Holanda. No entanto, deixou o convento em Março de 1863, por não se identificar com aquela congregação, que tinha como fim primário a educação. Em sucessivas tentativas de concretizar sua vocação, ela esteve, por pouco tempo, com as Irmãs da Adoração Perpétua, e com as da Visitação.
Em 1875, na presença de seu diretor espiritual, Dr. von Essen, ela fez um voto particular de dedicar sua vida às Missões. Numa ala do antigo Convento de Neuwerrk, Alemanha, ela cuidou de órfãs, e deu a senhoras de mais idade a oportunidade de viver em comunidade. Entretanto, continuava sendo difícil para ela, realizar plenamente sua vocação, razão pela qual continuou em busca de uma congregação missionária.No dia 25 de abril de 1882, ela respondeu a uma propaganda do Pe. Boaventura Lüthen em favor da Sociedade Apostólica Instrutiva. O Fundador, Pe. Francisco Jordan, visitou-a no dia 4 de julho de 1882, e permaneceu com ela durante três dias. Ela ficou bem impressionada com ele e, no dia 5 de Setembro de 1882, vinha a ser a primeira mulher a fazer parte do Primeiro Grau da Sociedade Apostólica Instrutiva. 
Em 1883, Pe. Jordan fundou uma comunidade de Irmãs, em Roma, mas pediu à Madre Maria para que permanecesse em Neuwerk, como Irmã da Sociedade Católica Instrutiva. No entanto, surgiram problemas com as Irmãs em Roma e, no dia 13 de outubro de 1885, elas foram separadas de Pe. Jordan. Elas existem ainda hoje, com o nome de Irmãs de Nossa Senhora das Dores.
Em 1888, Pe. Jordan chamou Madre Maria para Roma. Ele havia encontrado uma casa para as Irmãs, em Tivoli. No dia 8 de dezembro de 1888, ela e mais duas, receberam o hábito das mãos de Pe. Jordan. Aos 25 de março de 1889 ela emitiu os votos perpétuos nas Irmãs da Sociedade Católica Instrutiva, e foi nomeada superiora. Em dezembro de 1890, três Irmãs foram enviadas para a primeira Missão da Sociedade em Assam, Índia. No fim de 1892, havia cerca de 50 Irmãs e noviças na casa de Tivoli, e eram enviadas para diferentes partes do mundo.
Em 1894 eclodiu, em Tivoli, a epidemia de tifo, e sete Irmãs morreram. Isto, finalmente, fez com que as Irmãs se mudassem para Roma. No primeiro capítulo geral das Irmãs do Divino Salvador, em 1905, Madre Maria dos Apóstolos foi eleita superiora geral, por unanimidade. Faleceu no dia 25 de dezembro de 2007, após breve enfermidade. Em reconhecimento de suas virtudes, confiança na Divina Providência e dedicação às Missões, ela foi beatificada aos 13 de outubro de 1968. *Sua festa é celebrada no dia 5 de Setembro.

*Em muitos sites onde constam a hagiografia da Madre Maria dos Apóstolos, a data de sua celebração é a do seu falecimento, 25 de dezembro. 

Ver também:

Fontes :
http://www.sds.org/index.php?option=com_content&view=article&id=144&Itemid=161&lang=pt
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=37905&language=IT&img=&sz=full

Santa Tarsila, Leiga Celibatária, Mística (+Século VI), 24 de Dezembro

A família romana Anícia teve a graça de enviar para a Igreja aquele que foi um dos grandes Doutores da Igreja do Ocidente, o Papa Gregório Magno, depois também santo. Era um homem de estatura pequena e de saúde frágil, mas um gigante na administração e uma fortaleza espiritual. Entre seus antepassados paternos estão o imperador Olívio, o Papa São Félix III e o senador Jordão, que era seu pai.
A formação intelectual, religiosa e moral do menino Gregório ficou sob a orientação e cuidado de sua mãe, a futura Santa Sílvia, e de suas tias, Tarsila, Emiliana, também santas, e de Jordana, irmãs de seu pai, que faleceu cedo.
Tarsila e Emiliana eram muito unidas, além do parentesco, pelo fervor da fé em Cristo e pela caridade. As três viviam juntas na casa herdada do pai, no monte Célio, como se estivessem num mosteiro. Tarsila era a guia de todas, orientando pela Palavra do Evangelho e pelo exemplo da caridade e da castidade. Dessa maneira, os progressos na vida espiritual foram grandes. Depois, Jordana decidiu seguir a vida matrimonial, casando-se com um bom cristão, o administrador dos bens da sua família.
Tarsila permaneceu com a opção de vida religiosa que havia escolhido. Sempre feliz, na paz do seu retiro e na entrega de seu amor a Deus, até que foi ao seu encontro na glória de Cristo. São Gregório relatou que a tia Tarsila tivera uma visão de seu bisavô, o Papa São Félix III, que lhe teria mostrado o lugar que ocuparia no céu dizendo estas palavras: "Vem, que eu haverei de te receber nestas moradas de luz".
Após essa experiência, Tarsila ficou gravemente enferma. No seu leito de morte, ao lado da irmã Emiliana e dos parentes, pediu para que todos se afastassem dizendo: "Está chegando Jesus, meu Salvador!" Com essas palavras e sorrindo, entregou sua alma a Deus. Ao ser preparada para o sepultamento, encontraram calos, duros e grossos, em seus joelhos e cotovelos, causados pelas contínuas penitências. Durante as orações, que duravam muitas horas, rezava, ajoelhada e apoiada, diante de Jesus Crucificado.
Poucos dias depois de morrer, Tarsila apareceu em sonho para sua irmã Emiliana e a convidou para celebrarem juntas a festa da Epifania no céu. E foi isso o que aconteceu, Emiliana acabou morrendo na véspera do dia dos Reis.
O culto a Santa Tarsila, mesmo não sendo acompanhado de fatos prodigiosos, se manteve discreto e persistente ao longo do tempo. Talvez pelo enriquecimento dos exemplos singulares narrados pelo sobrinho, Papa São Gregório Magno, o qual, entretanto, nunca citou o ano do seu falecimento no Século VI.
A Igreja Católica estabeleceu o dia 24 de dezembro para as homenagens litúrgicas de Santa Tarsila, data transmitida pela tradição dos seus fiéis devotos.

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-charbel-makhlouf-24-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/santa-adelia-de-pfalzel-abadessa-728-24.html

Fontes:
www.paulinas.org.br
http://www.quiosqueazul.com.br/2008/08/santa-tarsila.html
http://www.portalangels.com/santo_do_dia/24dezembro.htm

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Santa Vitória, Mártir (+Século III), 23 de Dezembro

Provavelmente era membro da ilustre família romana dos Anicia, uma família convertida ao cristianismo já no Século I e cuja recordação permanece hoje como nome de uma rua romana do Trastevere. Junto com sua amiga Anatólia, Vitória converteu-se ao cristianismo e manifestou a intenção de permanecer virgem. Como já estava prometida em casamento, o noivo de Vitória, um nobre romano de nome Eugênio, interessado em preservar o dote e procurando ganhar tempo, conseguiu com o favor imperial que Vitória fosse exilada de Roma. A jovem Vitória foi exilada na cidade Trebula Mutuesca, na Sabina.
Conta a lenda que, na entrada desta cidade, habitava um dragão (representação de algo mau, que é contrário ao Bem, a Deus) que, com seu hálito pestífero, contaminava e matava homens e animais. O senhor de Trebula dirigiu-se ao local onde estava exilada Vitória e solicitou-lhe que, invocando o seu Deus, libertasse a cidade do dragão, prometendo em troca a conversão de toda a cidade ao cristianismo.
Através de jejum e orações, o dragão foi exorcizado, desaparecendo da região. Em agradecimento, a comunidade enviou a Vitória várias jovens para serem educadas no credo cristão. No entanto, foi denunciada como cristã pelo noivo, ainda inconformado com a negativa de casamento. Negando-se a adorar uma deusa pagã, Vitória foi morta pelo carrasco com um golpe de espada. Martirizada no dia 19 de Dezembro, foi colocada num sarcófago no dia 23 e enterrada no mesmo local de onde havia afugentado o dragão.

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20101223&id=12525&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=34518&language=PT&img=&sz=full

Beata Maria Mancini de Pisa, Viúva, Religiosa (+ 1431), 22 de Dezembro

Catarina Mancini, filha de uma família da alta sociedade de Pisa, Itália, ainda estava no berço quando viu seu Anjo da Guarda e dele recebeu um aviso que preservou sua vida. Algum tempo depois, ela recebeu uma segunda visita e, a partir daí, estabeleceu-se entre a alma pura da criança e o espírito benfazejo uma misteriosa troca de orações e de graças. Foi nesta escola que Catarina aprendeu os segredos do amor divino.
A jovem desejava ser esposa unicamente de Jesus Cristo; no entanto, foi obrigada por seu pai a se casar e formar uma família. Em poucos anos, o marido e os dois filhos de Catarina faleceram. Catarina, apesar de seu forte desejo pela vida religiosa, viu-se novamente obrigada a contrair núpcias. Deus saberia manifestar Sua glória na obediência de Sua serva, purificando esta alma superior pelo sacrifício. Em poucos anos, Catarina viu-se cercada de uma família numerosa. Em meio às ocupações, aos cansaços, às preocupações que lhe davam os cuidados com a casa e com a educação de seus filhos, ela soube, administrando ativa e minuciosamente o seu tempo, encontrar o prazer de se entreter com Deus na mais alta contemplação. Sua caridade era inesgotável; jamais um pobre batera em vão à sua porta. Ela se alegrava, sobretudo, em consolar os doentes, em cuidar de suas feridas, em oferecer-lhes, juntamente com as esmolas, palavras de paz e consolação. 
Deus ainda permitiu que ela fosse provada através das perdas bastante dolorosas de seu segundo marido e de seus seis filhos. Desde então ela passou a rejeitar toda e qualquer aliança terrestre, fez votos de jejuar quatro vezes por semana, de manter uma dura disciplina quotidianamente e de não se permitir o mais ligeiro repouso que não fosse sobre um leito de tábuas de madeira. Logo ela deixou o mundo para entrar no claustro da Ordem das Irmãs de São Domingos. Doravante ela se chamaria Irmã Maria. Lá, ela se distinguiu através de duras penitências, visões místicas e por um admirável zelo pelas almas do purgatório.
©Evangelizo.org

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado
giseledoprado70@gmail.com

Ver também : Santa Francisca Xavier Cabrini
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/santa-francisca-xavier-cabrini-22-de.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/santa-francisca-xavier-cabrini.html

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20101222&id=578&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=38001&language=FR&img=&sz=full

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Beato Pedro Friedhofen, Religioso (1819 - 1860), 21 de Dezembro

Biografia

Pedro Friedhofen nasceu em Weitersburg em 1819, perto de Coblence, às margens do rio Reno. Órfão de pai e mãe desde muito pequeno, ele precisou começar a trabalhar muito jovem: aos 15 anos era limpador de chaminés. Pedro precisou ajudar a família de seu irmão, Tiago, que morreu deixando viúva e onze filhos. Profundamente tocado pela miséria dos doentes e idosos que visitava durante o serviço de limpeza de chaminés, aos 30 anos, Pedro decidiu entregar-se inteiramente a Deus e ao serviço dos doentes, para os quais fundou, em 1850, a Congregação dos Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora.
Em 1851, Pedro se instalou em Coblence onde a confiança da população e dos médicos contribuiu para a expansão da obra desses « Irmãos dos doentes », como são chamados até hoje na Suíça. Pedro é apelidade de « o bom samaritano ». Sua grande atividade esgotou-o fisicamente, levando-o a falecer com apenas 41 anos, vítima de tuberculose, em 21 de dezembro de 1860.
Atualmente, os Irmãos da Misericórdia de Maria Auxiliadora estão presentes na Europa, na América Latina e na Ásia, dirigindo hospitais, asilos para pessoas idosas e centros de reabilitação.   

 

Citação

”Nosso trabalho deve ser fruto de nossa inteligência, mas ainda mais da piedade e da paciência. Se soubermos sofrer e nos calar, experimentaremos o auxílio de Deus.”

 

Beatificação

Foi declarado beato pelo Papa João Paulo II, em Roma, em 1985.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
giseledoprado70@gmail.com

Ver também :
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/bem-aventurados-pedro-thi-e-andr-dung.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/sao-pedro-canisio-presbitero-doutor-da.html

Fontes :
http://nominis.cef.fr/contenus/saint/9729/Bienheureux-Pierre-Friedhofen.html
http://fr.wikipedia.org/wiki/Pierre_Friedhofen
http://ut-pupillam-oculi.over-blog.com/article-26001331.html

domingo, 19 de dezembro de 2010

São Domingos de Silos, Abade (+1073), 20 de Dezembro

São Domingos de Silos nasceu em Canhas, pequena cidade da Rioja, Espanha, no ano 1000. Vivia na mais completa solidão há quase 18 anos, quando resolveu procurar Santo Emiliano e tornou-se noviço. Durante a sua caminhada, restaurou o Mosteiro de Silos que havia sido arruinado pelas guerras árabes. Restaurou também o priorado de Santa Maria de Canãs. Foi nomeado prior do convento de São Millán.
García de Nájera perseguiu São Domingos até que o exilou do Mosteiro de São Millán para Burgos, onde foi recebido por Fernando Magno, rei de Castela e de Aragão. Os historiadores contam também que São Domingos libertou muitos escravos cristãos caídos nas mãos dos mouros. Era muito culto, tendo exercido grande influência política e religiosa, fazendo parte dos homens mais versados em ciências e letras. Foi fundador de uma biblioteca, onde se reuniram numerosos manuscritos em caracteres visigóticos.
São Domingos de Silos morreu no dia 20 de Dezembro de 1073, em Silos.

Ver também:
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2008/12/so-domingos-de-silos-20-de-dezembro.html
http://hagiosdatrindade.blogspot.com/2009/12/sao-filogonio-bispo-confessor-asia.html

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20101220&id=12011&fd=0
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/cb/Santo_Domingo_de_Silos_%28Bartolom%C3%A9_Bermejo%29.jpg

Santo Anastácio I, Papa (+401), 19 de Dezembro

Anastácio nasceu em Roma e foi Papa entre 399 e 401 d.C., eleito para suceder São Sírico ou Sirício (384-399), tradicionalmente conhecido por condenar o maniqueísmo, o donatismo e especialmente o origenismo, tendência teológica cristã iniciada com Orígenes, teólogo de Alexandria, no Século III, que misturava elementos da gnose do platonismo e do cristianismo, afirmando especialmente uma restauração final de todos os seres, inclusive o demônio e os condenados.
Praticamente o que se sabe sobre o Papa Santo Anastácio vem do conteúdo das cartas de São Jerônimo. Eleito em 27 de novembro de 399, conciliou os cismas entre Roma e a Igreja de Antioquia. Combateu tenazmente os seguidores de costumes imorais, que estavam convencidos de que também na matéria se escondia a divindade. Prescreveu que os sacerdotes permanecessem de pé durante o Evangelho.
Papa de número 39, morreu em 19 de dezembro, em Roma e foi sucedido por Santo Inocêncio I (401-417). Segundo o Martirológio Romano, pouco depois de sua morte Roma foi tomada e saqueada pelos Godos, um povo germânico originário das regiões meridionais da Escandinávia, que se distinguiam por usarem escudos redondos e espadas curtas e obedecerem fielmente a seus reis.

Ver também:

Fontes :

sábado, 18 de dezembro de 2010

Beata Nemésia (Júlia) Valle, Religiosa (1847-1916), 18 de Dezembro

Nasceu a 26 de Junho de 1847 em Aosta (Itália), numa família abastada. Aos quatro anos faleceu sua mãe e ela, juntamente com o irmão menor, foram confiados aos cuidados dos familiares maternos. Ali transcorreram a infância num ambiente sereno e religioso.
Quando tinha onze anos, Júlia foi enviada para o Instituto das Irmãs da Caridade, em Besançon (França), para completar a sua educação. O afastamento da família constituiu uma nova experiência de solidão que a levou a estabelecer uma profunda amizade com "o Senhor que tem consigo a Sua mãe". Aprendeu bem a língua francesa e maturou uma bondade delicada que a tornaria atenta para com o próximo.
Cinco anos mais tarde, regressou à sua terra, mas encontrou uma situação familiar completamente mudada. Seu pai voltou a casar, transferindo-se para Pont-Saint-Martin, e seu irmão, que não aceitava a nova situação, partiu e não deu mais notícias de si. Júlia encontrou nas Irmãs da Caridade, que ali se tinham estabelecido, a ajuda e a coragem de que necessitava. Em 8 de Setembro de 1866 entrou no Convento de Santa Margarida, em Vercelli, onde as Irmãs da Caridade tinham um noviciado. No fim do noviciado, além do hábito religioso Júlia recebeu o nome de Irmã Nemésia, nome de um mártir dos primeiros séculos, de quem fez o programa de vida:  testemunhar o amor a Jesus até ao fundo, para sempre.
Aos 40 anos foi nomeada superiora dessa Comunidade, cargo que aceitou com humildade, vendo nele o modo de servir o Senhor nos irmãos. Em 1903 tornou-se a mestra das noviças da nova Casa provincial das Irmãs da Caridade em Borgaro, perto de Turim. Aqui, cerca de quinhentas noviças aprenderam dela a caminhar pelas veredas do Senhor e a servir os pobres. O percurso da Irmã Nemésia estava terminando. O Senhor pediu-lhe que deixasse o seu noviciado aos outros.
Faleceu no dia 18 de Dezembro de 1916. Foi beatificada pelo Pape João Paulo II no dia 25 de Abril de 2004, ao mesmo tempo que Alexandrina Maria da Costa. Quando desta cerimônia memorável, o Santo Padre disse a respeito de Nemésia: «"Manifestar o amor de Deus aos pequeninos, aos pobres, a cada homem, em todas as partes da terra":  foi este o compromisso da beata Nemésia Valle durante toda a sua existência. Ela deixa este ensinamento particularmente às suas co-irmãs, as Irmãs da Caridade de Santa Joana Antida Thouret, assim como aos fiéis da Arquidiocese de Turim. Trata-se do exemplo de uma santidade luminosa, finalizada para o alto vértice da perfeição evangélica, e que se traduz nos simples gestos da vida quotidiana dedicada totalmente a Deus.
A nova Beata continua a repetir a todos nós:  "A santidade não consiste em fazer muitas coisas ou em fazer coisas grandes... Santo é quem se consome todos os dias no seu lugar de trabalho, pelo Senhor".»

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Fontes :