terça-feira, 11 de janeiro de 2011

São Teodósio, Abade, Fundador (423-529), 11 de Janeiro

Teodósio nasceu no ano 423 d.C., numa cidadezinha da Capadócia. Ainda jovem, sentiu-se inspirado a conhecer a Terra Santa. Quando estava a caminho de lá, desejou ver Simeão Estilita e consultá-lo sobre que tipo de rumo deveria dar à sua vida. São Simeão o reconheceu no meio da multidão de peregrinos e, chamando-o pelo nome, disse: “Teodósio, homem de Deus, seja bem-vindo!” Simeão convidou o rapaz a subir na alta coluna que lhe servia de residência, abençoou-o e anunciou-lhe que ele seria o pai de um grande povo de monges.
Teodósio, após sua peregrinação, se fixou na Terra Santa e buscou a solidão numa alta montanha, onde vivia jejuando e orando. O brilhantismo de sua virtude acabou atraindo discípulos ; inicialmente, um pequeno grupo, mas logo sua caridade fez com que aceitasse todos os indivíduos de boa vontade. Teodósio os dirigia virtuosamente pela palavra e por seus exemplos. Uma de suas preocupações era a de que tivessem sempre presente o pensamento sobre a morte, sobre a finitude da matéria e o quão efêmero é o ser humano em sua matéria. Por isso, um dia, fez com que seus discípulos cavassem um túmulo; depois, pondo-se no meio deles, disse-lhes sorrindo : “Eis aqui, pronto, o lugar do repouso ; quem de nós vai consagrá-la?” Um padre, chamado Basílio, ajoelhou-se e disse : “Queira abençoar-me, meu Pai, serei eu !” Durante quarenta dias eles leram o Ofício dos Funerais e, no quadragésimo dia, sem nenhum sintoma aparente – febre, dor, agonia, nada – Basílio adormeceu serenamente em seu último sono.
Teodósio, a partir de uma visão celestial, iniciou a construção de um mosteiro tão imenso que mais parecia uma cidadela. Além dos prédios reservados aos monges, havia ali um grande número de estabelecimentos para todo tipo de profissão, inúmeros hospitais que acolhiam multidões de doentes e não menos que quatro igrejas. 
Deus recompensou a imensa caridade do Seu servo. Um dia, havia no mosteiro cem mesas postas para os estrangeiros; a Divina Providência se encarregou de tudo o que fosse necessário para atender a todos. Outra vez, as provisões do mosteiro tinham-se esgotado e os irmãos começaram a murmurar. Teodósio lhes disse: “Tenham confiança, Deus não nos esquecerá.” Logo depois eles viram chegar mulas carregadas de víveres.
São Teodósio morreu aos 106 anos de idade, após uma vida inteira marcada pela oração e pelo trabalho, pela fé e pela caridade.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20110111&id=1128&fd=0

domingo, 9 de janeiro de 2011

Santa Francisca de Sales (Léonie Aviat), Fundadora das Irmãs Oblatas de São Francisco de Sales, dedicadas à educação de moças operárias (1844-1914), 10 de Janeiro

Léonie Aviat nasceu no dia 16 de setembro de 1844 na cidade francesa de Sézanne. Seus pais eram católicos praticantes e honestos comerciantes. Ao completar dez anos eles a enviaram para o colégio das Madres da Visitação da cidade de Troyes. Léonie ficou durante seis anos, onde recebeu a Primeira Eucaristia e a Crisma e sob a sábia orientação do capelão Luiz Brisson e da superiora, recebeu uma educação humanística, uma profunda formação religiosa e moral e foi iniciada na doutrina salesiana de abandono à Divina Providência.
Em 1866 Léonie rejeitou um vantajoso matrimonio expressando o desejo sincero de dedicar sua vida a Jesus Cristo. Com autorização dos pais, ela foi visitar padre Brisson a fim de se aconselhar. A cidade de Troyes nesta época tinha se tornado um pólo de indústrias têxteis que atraiam a mão de obra do campo para o centro urbano. Atento a esta situação e sensível às necessidades das adolescentes camponesas, que deixavam suas famílias em busca do trabalho promissor, padre Brisson desde 1858 havia fundado a Obra São Francisco de Sales; uma casa-família que acolhia e assegurava a assistência e educação cristã, àquelas jovens operárias. Porém, como era difícil encontrar, para esta casa-família, uma diretora estável, padre Brisson havia decidido fundar uma congregação religiosa.
Durante a visita de Léonie, o experiente padre expôs esta situação e encontrou nos anseios da jovem um sinal de Deus. Colocou Léonie na direção da casa-família. Em 1868 ele fundou a congregação para continuar de forma organizada a sua Obra para as operárias e Léonie vestiu o véu religioso adotando o nome de Madre Léonie Francisca de Sales Aviat. Em 1872 foi eleita a superiora da nova Congregação colocada sob a proteção e guia do santo bispo de Genebra de quem adotam completamente as regras espirituais e pedagógicas. Isto explica o nome adotado “Madres Oblatas de São Francisco de Sales”.
Desde então, Madre Aviat se dedicou ao apostolado entre as jovens operárias, estabilizando a congregação e as casas-famílias de Troyes. As Oblatas abrem escolas básicas nas paróquias. Em Paris, abriram o primeiro pensionato para moças de famílias ricas que Madre Aviat dirigiu por oito anos, assim elas estenderam seu apostolado às diversas classes sociais. Depois retornou para a Casa Mãe da Congregação onde residiu por mais quinze anos, assumindo o posto de superiora até sua morte.
As Oblatas foram enviadas para a África, Europa e América do Sul, abrindo pensionatos, escolas e obras assistenciais. No ano de 1903 as leis anticlericais francesas decretam a dissolução das Congregações e o fechamento de suas casas, apoderando-se de todos os seus bens. As Oblatas se refugiam em Perúgia, mas Madre Aviat não esmoreceu e continuou a atividade da Congregação, que recebeu a aprovação canônica em 1911 do Papa Pio X.
Morreu em Perúgia, Itália, no dia 10 de janeiro de 1914, onde foi sepultada. Mais tarde, seu corpo foi transladado para a cripta da Casa Mãe da Congregação em Troyes, França. Foi beatificada em 1992, pelo Papa João Paulo II e canonizada pelo mesmo pontífice em 2001, em Roma. Para sua homenagem litúrgica a Igreja lhe reservou o dia 10 de janeiro.

Ver também:

Fontes:
Paulinas Online

Pauline Jaricot, Leiga, Fundadora (+ 1862), 09 de Janeiro


Pauline-Marie Jaricot nasceu em Lyon no dia 22 de julho de 1799 e morreu em 9 de janeiro de 1862, aos 63 anos. Ela é a fundadora da obra católica Fundação para a Propagação da Fé. Era irmã do Abade Philéas Jaricot.

Biografia
Pauline-Marie era a caçula de oito irmãos; pequeno industrial do ramo da seda, seu pai preferiu que um padre “refratário” (que não concordava com os dogmas heréticos da Revolução Francesa e se mantinha ligado ao Vaticano) a batizasse, em vez de batizá-la pelo pároco da Paróquia de
Saint-Nizier, que era um jureur”, ou seja, havia se submetido às regras dos revolucionários e jurado fidelidade ao governo laico e ateu. Durante a sua infância, Pauline ouvia sempre falar, na sua família muito católica, dos grandes feitos dos missionários.
Na juventude, adoeceu em conseqüência de uma queda. Sua mãe teria feito uma promessa, oferecendo sua própria vida em favor da cura da filha. Promessa eficaz, uma vez que ela morreu tão logo Pauline ficou curada. O luto fez com que a mocinha despreocupada começasse a refletir. Após uma homilia do Abade Wurtz sobre a vaidade, a jovem decidiu se confessar e, a partir de então, abandonou todas as suas jóias, passando a se vestir como uma operária. Então, fez voto de castidade de corpo e de espírito, mesmo se dando conta de que não tinha vocação religiosa.
Em 1817, após receber uma espécie de inspiração divina durante o Domingo de Ramos, Pauline criou um grupo de caráter informal, “As Reparadoras do Coração Ignorado e Desprezado de Jesus”. Foi então que ela ficou sabendo, por intermédio de seu irmão Philéas, seminarista em Saint-Sulpice, que as Missões Estrangeiras de Paris enfrentavam sérias dificuldades financeiras. Para angariar fundos, Pauline e suas “Reparadoras” criaram, então, uma associação estruturada em dezenas, centenas, milhares, cada um devendo dar uma moeda por semana para a propagação da fé. Foi em 1822 que esta associação tornou-se oficialmente a Fundação para a Propagação da Fé, obra que desempenharia um papel de primordial importância no desenvolvimento missionário francês no Século XIX (ver Missões Católicas nos Séculos XIX e XX). No fim do Século XIX, a obra já estava presente em todos os países da Cristandade.
Seriamente doente do coração, Pauline decidiu partir em peregrinação a Mugnano, ao túmulo de Santa Filomena, cujo culto era ainda controverso. Foi inicialmente recebida em Roma pelo Papa Gregório XVI perguntando-lhe se, caso retornasse curada, isto seria um milagre suficiente para fazer avançar com a causa da santa. O Soberano Pontífice respondeu-lhe que sim, convencido de que se tratava de uma moribunda e que não devia negar-lhe este consolo, como o segredou em italiano a algumas religiosas presentes.
Pauline chegou a Mugnano após uma viagem cansativa sob o calor do mês de agosto (ainda verão no hemisfério Norte). Era a véspera da festa de Santa Filomena e a multidão de peregrinos se espremia; no dia seguinte, Pauline participou da missa e comungou, e em seguida desmaiou: acharam que ela havia morrido, porém ela voltou a si e pediu que a conduzissem até o túmulo da santa, e foi então que ela ficou milagrosamente curada. O Superior do convento fez soar os sinos para anunciar a novidade, enquanto a multidão exultava de alegria. Após permanecer alguns dias em Mugnano, orando em agradecimento à graça alcançada, Pauline retornou a Roma, onde o Papa aprovou sua obra para a Propagação da Fé, dando-lhe a sua bênção papal.
Pauline morreu em 9 de janeiro de 1862 na miséria e no mais completo esquecimento, vítima de total indiferença, “desconsiderada, roubada de sua obra” (segundo Yannick Essertel). Foi enterrada no jazigo familiar, no cemitério de Loyasse; posteriormente, em 1922, seus restos mortais foram transferidos para a igreja de Saint-Nizier, onde repousam perto do altar da Virgem Maria, no transepto Sul. Seu coração se encontra guardado na igreja de São Policarpo. O Papa João XXIII declarou-a venerável em 1963.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
  
Fontes do texto (em Francês)
·  G. Naïdenoff, Pauline Jaricot, Lyon, Mediaspaul, 1986
·  Yannick Essertel, L'aventure missionnaire Lyonnaise, Les éditions du Cerf, 2001

Link interno (em Francês)

Ver também:

Fontes :
http://fr.wikipedia.org/wiki/Pauline-Marie_Jaricot

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

São Cláudio Apolinário, o Apologista, Bispo de Hierápolis, Mártir (+180 d.C.), 08 de Janeiro


Cláudio ApolinárioBispo de Hierápolis na Frígia, foi uma das mais brilhantes luzes da Igreja do Século II. Não nos resta mais nada de seus escritos, nem história alguma de sua vida; mas o elogio que os antigos autores lhe fazem não deixam dúvidas de que ele tenha tido todas as virtudes que caracterizam os santos bispos.
Conta-se que os hereges sempre encontraram em Apolinário um temível inimigo que compunha tratados nos quais refutava seus sistemas ímpios sem dar-lhes chances de réplicas e, a fim de retirar-lhes toda possibilidade de argumentação, ele demonstrava em que filosofia cada um deles havia embasado suas crenças errôneas. O santo pastor, entristecido pelas devastações que a perseguição realizava em seu rebanho, não se contentou de gemer sozinho diante de Deus por este motivo: ele ousou defender abertamente os cristãos, uma vez que o paganismo havia jurado de aniquilar a religião. Apolinário fez uma apologia do cristianismo e endereçou-a ao imperador Marco Aurélio.

Nesta obra, ele esvaziou todos os pretextos com que os idólatras cobriam seus ataques injustos aos discípulos de Jesus Cristo; implorava, em seguida, a clemência do imperador em favor dos cristãos, lembrando-o que ele mesmo havia dito que devia às orações da legião cristã, chamada desde então de Fulminante, uma chuva abundante que havia matado a sede de seus exércitos, dando-lhes força e coragem para vencer os inimigos que estavam prontos a esmagá-los. Parece que o imperador Marco Aurélio recebeu favoravelmente esta obra, tão eloqüente quanto bem fundamentada, e que ele decidiu parar por um tempo com o furor dos inimigos da religião cristã. Há relatos de que São Cláudio Apolinário não foi mais perturbado e que governou sua Igreja em paz, até a sua morte.  
O mérito deste pontífice corajoso está em, ao mesmo tempo, ter sustentado a fé do seu rebanho e combatido sem descanso os inimigos do cristianismo.
©Evangelizo.org
Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

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Fontes :

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Beata Lindalva Justo de Oliveira, Religiosa, Mártir (+1993), 07 de Janeiro

Beata Lindalva Justo de Oliveira, FDC (Assu, 20 de outubro de 1953 — Salvador, 9 de abril de 1993) foi uma religiosa das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, proclamada beata mártir pela Igreja Católica no dia 2 de dezembro de 2007.

Infância

Lindalva nasceu no Sítio Malhada da Areia, no município de Assu, no Rio Grande do Norte. Filha do segundo matrimônio do agricultor João Justo da Fé – viúvo com três filhos – com a jovem Maria Lúcia da Fé. Lindalva foi a sexta, dos treze filhos do casal.
Foi batizada no dia 7 de janeiro de 1954, na Capela de Olho d’Água, da Paróquia de São João Batista, pelo Monsenhor Júlio Alves Bezerra.
Em 1961 a família muda-se para a sede do município de Assu, para possibilitar o estudo regular dos filhos do casal. João e Maria adquiriram uma casa e nela se estabeleceram.
Educada e orientada pelos pais na prática da piedade, da devoção e da caridade, manifestou precocemente sua inclinação para a vida de oração e para a prática da caridade para com os empobrecidos. Ainda jovem deu mostras de sua sensibilidade para com as necessidades alheias. Em um episódio emblemático, a todos surpreendeu ao doar as próprias roupas aos pobres.
Ao concluir o ensino fundamental, aos 12 anos, fez sua Primeira Comunhão.

Juventude

Teve uma adolescência e juventude comum – considerando a realidade rural do nordeste brasileiro – entre atividades escolares, brincadeiras e atividades domésticas. Cuidava dos sobrinhos, dos irmãos mais novos e de outras crianças. Ajudava também, nos finais de semana, na lavoura.
Era constante sua inclinação para ajudar os pobres, doentes e idosos.
Lindalva Transferiu-se para Natal para continuar os estudos. Passou a residir com a família de seu irmão Djalma. Em 1979, concluiu o ensino médio na Escola Helvécio Dahe. Cooperava na educação de seus sobrinhos e nos afazeres da casa. Entre seus amigos teve alguns namoros.
De 1978 a 1988 trabalhou em algumas empresas. O dinheiro que ganhava, enviava á família em Assu, ficando com pouco para o seu uso pessoal.
Nos anos que morou em Natal freqüentou a casa das Irmãs da Caridade e trabalhou como voluntária no Instituto para os Anciãos.
Em 1982 seu pai faleceu de um câncer no abdômen, tendo tido a assistência de Lindalva nos últimos meses de vida. Após a morte do pai, iniciou um curso de técnica em enfermagem, bem como de violão.

Vida religiosa

As irmãs notaram sua natural propensão a ajudar as crianças e marginalizados. Era tomada de uma sincera alegria quando servia os anciãos e exortava aqueles que os serviam a fazê-lo com sincero amor.
A partir de 1986 passou a freqüentar o movimento vocacional das Filhas da Caridade, iniciando o seu processo de discernimento vocacional à vida religiosa.
No final do ano de 1987, pediu ingresso na congregação. No dia 28 de novembro de 1987 recebeu o Sacramento da Crisma das mãos de Dom Nivaldo Monte, arcebispo de Natal. No dia 28 de dezembro do mesmo ano recebe carta da madre provincial das Filhas da Caridade aceitando-a ao postulantado da congregação.

Postulantado e noviciado

Lindalva inicia seu postulantado – que é um período preparatório ao noviciado – no dia 11 de fevereiro de 1988, em Recife, na Casa Provincial das Irmãs da Caridade.
Pediu seu ingresso no noviciado no dia 3 de junho de 1989, “com o mais profundo ideal de servir a Cristo nos pobres.”
No dia 16 de julho de 1989, dia de Nossa Senhora do Carmo, Lindalva e outras cinco companheiras iniciaram o noviciado em Recife. Tendo encerrado o noviciado, Irmã Lindalva emite votos simples de pobreza, castidade e obediência.

Abrigo Dom Pedro II

No dia 29 de janeiro de 1991, Irmã Lindalva é enviada para a Bahia, onde trabalhará no Abrigo Dom Pedro II, no bairro do Roma, na cidade baixa, em Salvador. Esta instituição, fundada em 1887, presta assistência a idosos empobrecidos. Irmã Lindalva é destinada a um pavilhão que atende a 40 anciãos.
Todos os testemunhos colhidos para o processo de beatificação relatam sua simplicidade, cordialidade e alegria com que tratava a todos. Realiza serviços simples e humildes para os idosos internos.
Durante um retiro espiritual, em janeiro de 1993, parafraseando São Vicente de Paulo, afirma sentir-se mais realizada e feliz no seu trabalho que o Papa em Roma.

Assédio

Em janeiro de 1993, devido a uma recomendação, o abrigo teve que acolher entre os anciãos Augusto da Silva Peixoto, homem de 46 anos, que não tinha direito de ser interno, em virtude de sua idade. Ele passou a assediar Ir. Lindalva, e tornou-se insistente e inconveniente. A religiosa, com medo, procurou afastar-se o mais que pode de Augusto. Narrou a situação a outras irmãs e intensificou sua vida de oração. Seu amor aos idosos a manteve no abrigo, e chegou a confidenciar a uma coirmã: “Prefiro que meu sangue seja derramado do que afastar-me daqui”.
Os internos repreendem Augusto e insistem para que Irmã Lindalva relate o fato ao diretor do serviço social do abrigo. No dia 30 de março a funcionária Margarita Maria Siva de Azevedo repreende Augusto.
Augusto dirigiu-se à Feira de São Joaquim no dia 5 de abril, Segunda-Feira Santa, e comprou uma faca peixeira que amolou ao chegar ao abrigo.

Martírio
No amanhecer do dia 9 de abril, Sexta-Feira Santa, Irmã Lindalva participou da Via-Sacra, na paróquia de Nossa Senhora da Boa Viagem. Ao regressar, serviu o café da manhã aos idosos, como de costume. A irmã – ocupada com o serviço – não percebeu que Augusto se aproximava. Foi surpreendida com um toque no ombro. Ao virar-se, recebeu os golpes que lhe tiraram a vida. Um senhor ainda tentou intervir; mas Augusto ameaçou de morte quem ousasse se aproximar. Após o crime, o assassino foi esperar a polícia sentado em um banco, na frente do abrigo. Após condenação, foi internado em um manicômio judiciário.
Os médicos legistas identificaram 44 perfurações no corpo da religiosa. Imediatamente seu assassinato foi identificado pela comunidade católica como martírio, e associaram a tragédia às celebrações da Sexta-Feira da Paixão.

Oração à Bem-aventurada Lindalva

Ó Deus,
que infudistes no coração de Lindalva
a chama da caridade e da fidelidade
à vocação junto aos mais abandonados,
concedei-nos a graça que vos pedimos (..)
para que em breve seja reconhecida oficialmente
entre os santos do céu.
Sua vida ganhou, numa sexta-feira santa,
a coroa do martírio.
Sua morte é a do justo e do inocente como a de Cristo.
Na hora do holocausto, doloroso, mas fecundo,
ela se apresenta a servir tal qual o Mestre que disse:
"Não vim para ser servido, mas para servir."
Concedei-nos, Senhor, por intercessão da
Bem-aventurada Lindalva, novas e santas vocações
para o serviço de Cristo nos pobres.
Isto vos pedimos, pelo mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
Amém.

Bibliografia

· Novena à Bem-Aventurada Lindalva Justo de Oliveira. Organizada por Padre Antônio Lúcio da Silva Lima. São Paulo: Paulus, 2007. 48 p.
· Passarelli, Gaetano. O sorriso de Lindalva. Recife: Gráfica Dom Bosco, 2003, 91 p.
· Serva de Deus Lindalva Justo de Oliveira, Filha da Caridade de São Vicente de Paulo. Opúsculo fotocopiado pela Congregação das Filhas da Caridade, 2001.

Ligações externas

· Nota biográfica - Província de Curitiba

Ver também:

Fontes:
http://famvin.org/en/archive/focus-on-bl-lindalva-dc-martyr-1953-1993
http://www.filhasdacaridade.org/seguidores.html

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Santo André Corsini, Bispo (1302-1373), 06 de Janeiro

Os pais do pequeno André Corsini estavam desesperados para terem um filho. Quando este finalmente chegou, sua mãe sonhou que havia dado à luz um lobo que se transformava num cordeiro quando entrava na Igreja do Carmo de Florença.
De fato, André levou uma vida dissoluta até o momento em que sua mãe lhe contou sobre seu sonho, e o rapaz quis, então, “pagar para ver” se de fato as coisas aconteceriam da maneira como haviam sido reveladas no sonho. Após muito orar, André pediu autorização para entrar na Comunidade do Carmo de Florença. Ali tornou-se um dedicado religioso. Após sua ordenação sacerdotal, foi enviado a Paris para lá terminar seus estudos de teologia.
De volta à Itália, foi eleito Prior do Convento onde vivia e, posteriormente, Bispo da diocese de Fiesole. Achava-se indigno de assumir seu cargo, sendo praticamente obrigado a fazê-lo.



Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes:

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Beato Carlos Houben, Presbítero (+1893), 05 de Janeiro

São Carlos de Santo André, nascido João André Houben, nasceu em Munstergeleen, na Holanda, no dia 11 de Dezembro de 1821.
Tomada a decisão de consagrar a sua vida a Deus, entrou no noviciado passionista de Ere, na Bélgica, no ano de 1845, onde professou no dia 10 de Dezembro de 1846. Ordenado sacerdote em 21 de Dezembro de 1850, foi destinado, em 1852, à nova fundação passionista de Inglaterra, onde o beato Domingos Barberi, que tinha falecido recentemente, tanto tinha trabalhado pelo regresso dos irmãos separados da fé católica.
O beato Carlos Houben, seguindo o exemplo do beato Domingos, apóstolo do Ecumenismo, trabalhou infatigavelmente pelo bem das almas e pela unidade da Igreja, primeiro em Inglaterra e depois na Irlanda, onde faleceu com grande fama de santidade no dia 5 de Janeiro de 1893, vigília da Epifania do Senhor.
Homem de grande vida interior ao estilo do Fundador, S. Paulo da Cruz, e dos primeiros passionistas, distinguiu-se pelo apostolado das bênçãos e da reconciliação mais do que pela pregação.
Foi beatificado por João Paulo II a 16 de Outubro de 1988 e canonizado por Bento XVI a 3 de Junho de 2007.

Ver também:

Fonte :
http://www.passionistas.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=133&Itemid=103

Santo Odilon de Cluny, Abade, Fundador (962-1048 ou 1049), 04 de Janeiro

Santo Odilon de Mercœur, ou de Cluny, foi o quinto abade da cidade de Cluny. Nasceu por volta do ano de 962. Seu provável lugar de nascimento é o castelo de Mercœur, perto de Saint-Cirgues (Haute-Loire), ou o Monte de Mercœur, perto de Ardes-sur-Couze (Puy-de-Dôme). Morreu em 31 de dezembro de 1048, mas considera-se também como prováveis datas os dias 1º ou 2 de janeiro de 1049, durante uma visita ao priorado de Souvigny, onde está enterrado[1].

Biografia

Odilon era filho da família senhorial de Mercœur em Auvergne, ramo da família dos condes de Auvergne[2], cujas terras se encontravam sobre os platôs que se estendiam de um lado a outro de Allier, entre Brioude e Langeac[3]. Iniciou seus estudos como cônego na igreja de São Julião de Brioude. Em 991, Mayeul, quarto abade de Cluny, conduziu Odilon para a abadia onde era mestre dos noviços. Pouco antes da morte de Mayeul, Odilon tornou-se seu auxiliar. Após sua morte, em 994, Odilon tornou-se, então, o quinto abade de Cluny. Entre os anos 1002 e 1018, o novo abade terminaria a igreja São Pedro o Velho ou Cluny II[4]. Na verdade, ele fora eleito abade por volta do ano 990, enquanto seu predecessor ainda estava vivo, na presença de Burchard, arcebispo de Lyon, de Hugues, bispo de Gênova e de Isarn, bispo de Grenoble[5].
Odilon foi o principal instigador do «império religioso» de Cluny, com seus mosteiros afiliados. Com o apoio do Papa, ele estendeu a Ordem Clunisiana para além dos Pireneus e do Rio Reno (Alemanha).
Este fortalecimento do poderio da Ordem de Cluny e o reconhecimento da abadia pela Santa Sé gerou um conflito com os bispos no momento em que Odilon tentou anexar a abadia de Vézelay à Ordem Clunisiana. Durante o Concílio de Anse, em 1025, os bispos evocaram o fato de que as abadias dependem do bispo da diocese onde elas estão situadas, conforme às decisões do Concílio da Calcedônia. O Papa evocou sua primazia na Igreja, em 1027. Adalberão de Laon zombou, então, do “rei Odilon”. Sob os conselhos de Guillaume de Volpiano, Odilon abandonou a idéia de anexar a abadia de Vézelay à de Cluny. Esta anexação foi finalmente realizada por volta de 1058, por Hugues de Semur.
Em 14 de setembro de 1025 fundou, juntamente com membros de sua família, o priorado da Santa Cruz de Lavoûte-Chilhac.
Quando Odilon morreu, a Ordem de Cluny possuía cerca de 70 priorados e abadias. São-lhe atribuídos poderes milagrosos, como a cura de um cego, a transformação de água em vinho[6]. Esses milagres suscitaram numerosos dons e vocações para Cluny. Foi um dos promotores da Paz de Deus e da Trégua de Deus (movimentos de pacificação e suspensão de guerras durante períodos de festas religiosas), bem como das celebrações em memória dos fiéis defuntos, em 2 de novembro, dia seguinte à Festa de Todos os Santos.
Para socorrer os pobres, Odilon não hesitou em abrir mão de uma parte dos bens de sua Ordem, já bem grande naquela época. Recusou, em 1031, o arcebispado de Lyon. Seu pensamento teológico deixou, em Cluny, uma importante marca, mesmo após a sua morte, em 1048 (ou 1049). Ele é descrito como um “homenzinho magro e nervoso [...] Pouco eloqüente, apreciador da autoridade, o que não escondia a ninguém, orgulhoso de suas prerrogativas, foi um chef muito enérgico e um inegável organizador. Mas soube também ser doce e caridoso, acontecendo-lhe várias vezes de compreender, melhor que seus contemporâneos, os problemas de seu tempo[7].” Hugues de Semur foi seu sucessor à frente da abadia.
Seu corpo repousa no priorado de Souvigny, ao lado de São Mayeul de Cluny. As pesquisas e os registros arqueológicos conduzidos entre novembro de 2001 e janeiro de 2002 atualizaram os locais exatos de suas sepulturas, esquecidas desde as depredações e profanações da Revolução Francesa. Santo Odilon de Cluny é celebrado no dia 4 de janeiro.

Notas
3.     Marcel Pacaut, Les ordres religieux au Moyen Âge, Nathan, 1970, p.57
6.     Agnès Gerhards, L'abbaye de Cluny, éditions Complexe, 1992, (ISBN 2-87027-456-4), p.19
7.     Marcel Pacaut, Les ordres religieux au Moyen Âge, Nathan, 1970, p.57

Bibliografia
·  Daniel Schwenzer, « Odilon de Mercœur », dans Biographisch-Bibliographisches Kirchenlexikon (BBKL) , Band 16, Herzberg 1999 (ISBN 3-88309-079-4), Sp.1171–1176.
·  Abbé Pierre Jardet, Saint Odilon, abbé de Cluny : sa vie, son temps, ses oeuvres (962-1049), Lyon: imprimerie Emmanuel Vitte, 1898.

Artigos Conexos (em Francês)


Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
giseledoprado70@gmail.com

Ver também:

Fontes:
http://fr.wikipedia.org/wiki/Odilon_de_Merc%C5%93ur
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7d/Troyes_%2810%29_Basilique_Saint-Urbain_Statue_de_Saint-Odilon.jpg
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=52653&language=FR&img=&sz=full