terça-feira, 18 de janeiro de 2011

São Sulpício o Piedoso, Bispo de Burges – França († 647), 17 de Janeiro

São Sulpício o Piedoso (576 - 647), também chamado o Bom ou o Bondoso, foi bispo de Burges e capelão do rei Clotário II. É festejado em 17 de janeiro. 

Hagiografia

Nascido em Vatan no Berry por volta do ano 576 numa família galo-romana, Sulpício foi educado na escola do Palácio, sob a direção do arquicapelão do rei Gontran, onde permaneceu até a idade de dezesseis anos.

Criança piedosa, Sulpício amava consolar os infelizes e cuidar dos pobres; orava muito, sempre durante um longo tempo; amava restaurar as igrejas destruídas pelas guerras; e tinha uma grande eloqüência para falar sobre o Evangelho.
Em 612, o bispo Outrille de Burges, que o havia conhecido na escola do Palácio, chamou-o para perto de si e nomeou-o arquidiácono. Em 618, Sulpício tornou-se padre. O rei Clotário II deu-lhe o cargo de capelão do palácio. Após a morte de Outrille, em 624, Sulpício foi nomeado arcebispo de Burges.
Apesar de seus cargos oficiais, Sulpício passou toda a sua vida na pobreza e na austeridade, realizando inúmeras conversões e cuidando dos indigentes.[1] Vários milagres lhe são atribuídos. Seu sucessor na Sé episcopal de Burges foi São Florêncio, seu bispo auxiliar. Sulpício morreu em 17 de janeiro de 647.

Veneração
Sulpício o Piedoso deu nome à igreja de Saint Sulpice (São Sulpício) em Paris, berço dos seminários para a formação de sacerdotes. Mais de trezentas paróquias honram São Sulpício na França, na Bélgica e na Suíça, particularmente em Berry, onde cerca de vinte capelas e paróquias lhe são dedicadas.
Desde o Século XV, na paróquia de Vatan, uma capela era dedicada a « Sulpício o Piedoso » e uma peregrinação era organizada para lá todos os anos, em 27 de agosto. Esta data coincidia com a do translado das relíquias de São Sulpício para a igreja parisiense dedicada ao santo, ligada à abadia de Saint Germain des Près. Padre Olivier, pároco da mesma, deu o nome de São Sulpício à companhia dos padres para a formação do clero. Os Sulpicianos se instalaram também em Burges a partir de 1679.[2]


Ver também (em Francês)

 

Bibliografia

·  (fr) Pierre Leroy - Histoire de São Sulpício le Pieux, archevêque de Burges, et de son pèlerinage à São-Sulpício-de-Favières, Société São-Augustin, Desclée, De Brouwer & Cie, Paris, 1913.

Links externos (em Francês)

 

Fonte

· Acta Sanctorum Ordinis Sanctis Benedicti - Jean Mabillon - Paris - 1669

 

Notas

1.     fontes : Maurice de Laugardière - 1951
2.     fontes : Monseigneur Villepelet – 1968

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=55562&language=IT&img=&sz=full

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Veneração das correntes de São Pedro Apóstolo (Celebração litúrgica das Igrejas Cristãs Orientais), 16 de Janeiro

Neste dia, comemoramos e honramos as correntes do apóstolo São Pedro que as aceitou para a glória do Senhor. O apóstolo Lucas, nos Atos dos Apóstolos, nos relata: «Naquele tempo, o rei Herodes, prendeu alguns da igreja a fim de maltratá-los. Tiago, irmão de João, foi morto à espada. Ao ver que isto agradava aos judeus, decidiu também prender Pedro. Isto se sucedeu durante as Festas dos Pães Ázimos. Depois de ser capturado, Pedro foi colocado na prisão sob a vigia de quatro grupos de quatro soldados cada um. Herodes tencionava levá-lo a juízo após a Páscoa até quando ficaria preso. A igreja orava constante e fervorosamente a Deus por ele. Nas vésperas do julgamento, à noite, Pedro dormia acorrentado sob a vigia dos soldados. Também alguns guardas vigiavam a entrada da prisão. De repente apareceu um anjo do Senhor e uma luz resplandeceu na cela.  Pedro acordou ouvindo a voz do anjo que lhe dizia: ‘Ide depressa, levanta-te’. Neste momento as correntes se partiram nas mãos de Pedro.»
Estas correntes, que se partiram sob a intervenção do Arcanjo, são abençoadas e realizaram muitos milagres. Aqueles que a veneram com fé são curados de todos os tipos de doenças. E, para que fossem protegidas, eram repassadas entre os cristãos até que, muitos anos depois, os reis cristãos a guardaram na Igreja de São Pedro em Constantinopla.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos

Ver também:

Fonte :
http://www.ecclesia.com.br/synaxarion/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

São Francisco Fernandes de Capillas, Presbítero, Mártir (+1648), 15 de Janeiro

Francisco Fernandes de Capillas nasceu em Vacherim de Campos, na Castilha Velha, em 1607. Entrou para o convento dominicano de Valladolid, foi ordenado sacerdote e exerceu seus primeiros anos de ministério sacerdotal na Espanha.
Em 1642, Francisco partiu para a China com o Padre François Diaz (que mais tarde seria canonizado juntamente com ele).  Francisco fez uma parada, inicialmente, em Fogan, onde aprendeu a língua nativa em muito pouco tempo ; em seguida, começou a percorrer as províncias e Deus abençoava seus trabalhos por meio de grandes conversões.
O mandarim de Fogan se rebelou e iniciou uma séria perseguição contra os cristãos. O imperador da China enviou um comissário a Fogan para ouvir as queixas dos pagãos e a defesa dos cristãos. A causa ficou favorável aos cristãos, o que provocou a ira dos monges budistas. Seguiu-se, então, uma violenta perseguição.
Padre Francisco de Capillas foi capturado, arrastado para a prisão, submetido às mais cruéis torturas e, finalmente, condenado à morte. Em 15 de janeiro de 1648 foi decapitado, enquanto recitava os mistérios dolorosos do Rosário, juntamente com outros cristãos condenados à morte. A firmeza que demonstrou o mártir dá coragem aos cristãos de todos os tempos para que perseverem na fé. Padre Francisco de Capillas é o protomártir (primeiro mártir) da Igreja da China.
Padre Francisco de Capillas foi beatificado no dia 2 de maio de 1909 em Roma pelo Papa Pio X e, posteriormente, canonizado em 1º de outubro de 2000, também em Roma, pelo Papa João Paulo II.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :
http://voiemystique.free.fr/francisco_fernandes_de_capillas.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48481&language=PT&img=&sz=full

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Santa Nina, Apóstola na Geórgia – Cáucaso (+Século IV), 14 de Janeiro

Jovem cristã levada cativa para a Geórgia, no Cáucaso, por volta do ano 337, Nina iniciou o processo de conversão daquele país.
As Igrejas do Oriente a celebram no dia de hoje ; a Igreja do Ocidente faz memória de Santa Nina hoje, 14 de janeiro, mas a celebra no dia 15 de dezembro. Sua vida tornou-se conhecida por intermédio do escritor eclesiástico Rufino, que deu alguns detalhes sobre a conversão da Ibéria caucasiana, no interior da atual Geórgia.
Uma jovem prisioneira cristã, Nina, cujo país de origem é até hoje desconhecido, tornou-se escrava na corte real de Mzekhéta, não muito distante de Tbilissi; a jovem, porém, guardava a sua fé cristã e não fraquejava. Mais do que uma grande beleza, era a sua incansável caridade que a fazia amada e respeitada. Tendo obtido, através de suas orações, a cura de uma criança, Nina foi chamada para junto da rainha Nana que estava morrendo. Ela conseguiu, da mesma forma, salvar a vida da soberana. Quando o rei Miriano quis recompensá-la, ela disse que preferia que ele se convertesse ao cristianismo. O rei, inicialmente, deixou a rainha aos cuidados de Nina e, após algum tempo, solicitou ao arcebispo de Constantinopla que lhe enviasse um bispo para evangelizar o seu reino.
Santa Nina retirou-se para a região de Bobde onde, por volta do Século IV, foi construída uma catedral. Em Mzekhéta, um pequeno oratório nos lembra, ainda hoje, este batismo da Geórgia.

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :

Beato Bernon de Cluny, Primeiro Abade de Cluny (+ 927), 13 de Janeiro

Bernon nasceu em La Baume, na Borgonha (França), por volta do ano 850 (Século IX). Tornou-se monge por volta do ano 880, no mosteiro beneditino de Saint-Martin d'Autun[1]. Fundou em 890 o mosteiro de Gigny (Jura). Foi nomeado abade dos mosteiros de Beaume-les-Messieurs e de Gigny, onde procurou restaurar a antiga observância da regra beneditina, desvirtuada com o passar do tempo. Em 895, obteve a proteção direta do Papa para a sua abadia, garantindo assim a independência dos poderes políticos.  
Em 909 Guilherme I o Piedoso, duque de Aquitânia, confiou a Bernon a fundação da Abadia de Cluny em suas terras, concedendo-lhe a villa de Cluny para ali fundar um mosteiro, pois as invasões bárbaras haviam expulsado os monges das margens do rio Loire. Em 2 de setembro de 910, Bernon fundou a Abadia de Cluny com o priorato independente de Gigny, onde doze monges seguiam a Regra de São Bento de Núrsia reformada por Bento de Aniane. Na carta de fundação, foi estipulado que “os monges do futuro mosteiro, submetidos à Regra de São Bento (de Núrsia), buscariam para sempre as maravilhas de uma conversa com o Céu.” A tradição conta que seis monges vieram de Gigny e os outros seis, de Beaume.
Bernon contribuiu para difundir a reforma monástica de Cluny a outras abadias e paróquias, como a de Souvigny. Renunciou ao cargo em 926, repartindo as abadias que estavam sob sua responsabilidade entre seu sobrinho Vidon e seu discípulo Odon de Cluny. Bernon morreu em Cluny em 13 de janeiro de 927.

Notas

1.     Marcel Pacaut, Les ordres religieux au Moyen âge, Nathan, 1970, p.54
2.     Jean Richard (Dir.) Histoire de la Bourgogne, Éditions Privat, 1988 (ISBN 2-7089-1680-7)

Bibliografia


Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20110113&id=1174&fd=0
http://fr.wikipedia.org/wiki/Bernon_%28abb%C3%A9_de_Cluny%29
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/af/Abbaye_de_cluny.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/Panorama_Abbaye_de_Cluny.jpg

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Santa Tatiana de Roma, Diaconisa, Mártir (+ Século III), 12 de Janeiro

Santa Tatiana era filha de um rico cidadão romano e foi educada na fé cristã. Não lhe interessavam as riquezas, nem os bens materiais; quando atingiu a idade para se casar, não o quis.
 Por ter vivido uma vida virtuosa, foi elevada ao posto de diaconisa da Igreja de Roma, cabendo-lhe cuidar com diligência dos enfermos, visitar os cativos, ajudar aos pobres. Por suas orações e obras de caridade, procurava viver uma vida agradável a Deus.
 Nos tempos do imperador Alexandre Severo (222-235), Santa Tatiana foi martirizada por sua fé em Jesus Cristo (225). Segundo antigos relatos, depois de várias torturas foi jogada na arena do circo (Coliseum) para que um leão feroz a destroçasse para a diversão do público. Contudo, o leão, em vez de destroçá-la, começou a acariciá-la. Foi então submetida a novas formas de tortura e, com seu pai, foi decapitada.
 Os sete funcionários do governo que a tinham torturado se converteram ao cristianismo ao testemunhar a força de Deus sobre ela. Tempos depois foram também torturados. Segundo testemunhos do diácono Zósimo, a cabeça de Santa Tatiana, até o ano de 1420, encontrava-se em Perivlepto, Constantinopla.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=45193&language=FR&img=&sz=full

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

São Teodósio, Abade, Fundador (423-529), 11 de Janeiro

Teodósio nasceu no ano 423 d.C., numa cidadezinha da Capadócia. Ainda jovem, sentiu-se inspirado a conhecer a Terra Santa. Quando estava a caminho de lá, desejou ver Simeão Estilita e consultá-lo sobre que tipo de rumo deveria dar à sua vida. São Simeão o reconheceu no meio da multidão de peregrinos e, chamando-o pelo nome, disse: “Teodósio, homem de Deus, seja bem-vindo!” Simeão convidou o rapaz a subir na alta coluna que lhe servia de residência, abençoou-o e anunciou-lhe que ele seria o pai de um grande povo de monges.
Teodósio, após sua peregrinação, se fixou na Terra Santa e buscou a solidão numa alta montanha, onde vivia jejuando e orando. O brilhantismo de sua virtude acabou atraindo discípulos ; inicialmente, um pequeno grupo, mas logo sua caridade fez com que aceitasse todos os indivíduos de boa vontade. Teodósio os dirigia virtuosamente pela palavra e por seus exemplos. Uma de suas preocupações era a de que tivessem sempre presente o pensamento sobre a morte, sobre a finitude da matéria e o quão efêmero é o ser humano em sua matéria. Por isso, um dia, fez com que seus discípulos cavassem um túmulo; depois, pondo-se no meio deles, disse-lhes sorrindo : “Eis aqui, pronto, o lugar do repouso ; quem de nós vai consagrá-la?” Um padre, chamado Basílio, ajoelhou-se e disse : “Queira abençoar-me, meu Pai, serei eu !” Durante quarenta dias eles leram o Ofício dos Funerais e, no quadragésimo dia, sem nenhum sintoma aparente – febre, dor, agonia, nada – Basílio adormeceu serenamente em seu último sono.
Teodósio, a partir de uma visão celestial, iniciou a construção de um mosteiro tão imenso que mais parecia uma cidadela. Além dos prédios reservados aos monges, havia ali um grande número de estabelecimentos para todo tipo de profissão, inúmeros hospitais que acolhiam multidões de doentes e não menos que quatro igrejas. 
Deus recompensou a imensa caridade do Seu servo. Um dia, havia no mosteiro cem mesas postas para os estrangeiros; a Divina Providência se encarregou de tudo o que fosse necessário para atender a todos. Outra vez, as provisões do mosteiro tinham-se esgotado e os irmãos começaram a murmurar. Teodósio lhes disse: “Tenham confiança, Deus não nos esquecerá.” Logo depois eles viram chegar mulas carregadas de víveres.
São Teodósio morreu aos 106 anos de idade, após uma vida inteira marcada pela oração e pelo trabalho, pela fé e pela caridade.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20110111&id=1128&fd=0

domingo, 9 de janeiro de 2011

Santa Francisca de Sales (Léonie Aviat), Fundadora das Irmãs Oblatas de São Francisco de Sales, dedicadas à educação de moças operárias (1844-1914), 10 de Janeiro

Léonie Aviat nasceu no dia 16 de setembro de 1844 na cidade francesa de Sézanne. Seus pais eram católicos praticantes e honestos comerciantes. Ao completar dez anos eles a enviaram para o colégio das Madres da Visitação da cidade de Troyes. Léonie ficou durante seis anos, onde recebeu a Primeira Eucaristia e a Crisma e sob a sábia orientação do capelão Luiz Brisson e da superiora, recebeu uma educação humanística, uma profunda formação religiosa e moral e foi iniciada na doutrina salesiana de abandono à Divina Providência.
Em 1866 Léonie rejeitou um vantajoso matrimonio expressando o desejo sincero de dedicar sua vida a Jesus Cristo. Com autorização dos pais, ela foi visitar padre Brisson a fim de se aconselhar. A cidade de Troyes nesta época tinha se tornado um pólo de indústrias têxteis que atraiam a mão de obra do campo para o centro urbano. Atento a esta situação e sensível às necessidades das adolescentes camponesas, que deixavam suas famílias em busca do trabalho promissor, padre Brisson desde 1858 havia fundado a Obra São Francisco de Sales; uma casa-família que acolhia e assegurava a assistência e educação cristã, àquelas jovens operárias. Porém, como era difícil encontrar, para esta casa-família, uma diretora estável, padre Brisson havia decidido fundar uma congregação religiosa.
Durante a visita de Léonie, o experiente padre expôs esta situação e encontrou nos anseios da jovem um sinal de Deus. Colocou Léonie na direção da casa-família. Em 1868 ele fundou a congregação para continuar de forma organizada a sua Obra para as operárias e Léonie vestiu o véu religioso adotando o nome de Madre Léonie Francisca de Sales Aviat. Em 1872 foi eleita a superiora da nova Congregação colocada sob a proteção e guia do santo bispo de Genebra de quem adotam completamente as regras espirituais e pedagógicas. Isto explica o nome adotado “Madres Oblatas de São Francisco de Sales”.
Desde então, Madre Aviat se dedicou ao apostolado entre as jovens operárias, estabilizando a congregação e as casas-famílias de Troyes. As Oblatas abrem escolas básicas nas paróquias. Em Paris, abriram o primeiro pensionato para moças de famílias ricas que Madre Aviat dirigiu por oito anos, assim elas estenderam seu apostolado às diversas classes sociais. Depois retornou para a Casa Mãe da Congregação onde residiu por mais quinze anos, assumindo o posto de superiora até sua morte.
As Oblatas foram enviadas para a África, Europa e América do Sul, abrindo pensionatos, escolas e obras assistenciais. No ano de 1903 as leis anticlericais francesas decretam a dissolução das Congregações e o fechamento de suas casas, apoderando-se de todos os seus bens. As Oblatas se refugiam em Perúgia, mas Madre Aviat não esmoreceu e continuou a atividade da Congregação, que recebeu a aprovação canônica em 1911 do Papa Pio X.
Morreu em Perúgia, Itália, no dia 10 de janeiro de 1914, onde foi sepultada. Mais tarde, seu corpo foi transladado para a cripta da Casa Mãe da Congregação em Troyes, França. Foi beatificada em 1992, pelo Papa João Paulo II e canonizada pelo mesmo pontífice em 2001, em Roma. Para sua homenagem litúrgica a Igreja lhe reservou o dia 10 de janeiro.

Ver também:

Fontes:
Paulinas Online

Pauline Jaricot, Leiga, Fundadora (+ 1862), 09 de Janeiro


Pauline-Marie Jaricot nasceu em Lyon no dia 22 de julho de 1799 e morreu em 9 de janeiro de 1862, aos 63 anos. Ela é a fundadora da obra católica Fundação para a Propagação da Fé. Era irmã do Abade Philéas Jaricot.

Biografia
Pauline-Marie era a caçula de oito irmãos; pequeno industrial do ramo da seda, seu pai preferiu que um padre “refratário” (que não concordava com os dogmas heréticos da Revolução Francesa e se mantinha ligado ao Vaticano) a batizasse, em vez de batizá-la pelo pároco da Paróquia de
Saint-Nizier, que era um jureur”, ou seja, havia se submetido às regras dos revolucionários e jurado fidelidade ao governo laico e ateu. Durante a sua infância, Pauline ouvia sempre falar, na sua família muito católica, dos grandes feitos dos missionários.
Na juventude, adoeceu em conseqüência de uma queda. Sua mãe teria feito uma promessa, oferecendo sua própria vida em favor da cura da filha. Promessa eficaz, uma vez que ela morreu tão logo Pauline ficou curada. O luto fez com que a mocinha despreocupada começasse a refletir. Após uma homilia do Abade Wurtz sobre a vaidade, a jovem decidiu se confessar e, a partir de então, abandonou todas as suas jóias, passando a se vestir como uma operária. Então, fez voto de castidade de corpo e de espírito, mesmo se dando conta de que não tinha vocação religiosa.
Em 1817, após receber uma espécie de inspiração divina durante o Domingo de Ramos, Pauline criou um grupo de caráter informal, “As Reparadoras do Coração Ignorado e Desprezado de Jesus”. Foi então que ela ficou sabendo, por intermédio de seu irmão Philéas, seminarista em Saint-Sulpice, que as Missões Estrangeiras de Paris enfrentavam sérias dificuldades financeiras. Para angariar fundos, Pauline e suas “Reparadoras” criaram, então, uma associação estruturada em dezenas, centenas, milhares, cada um devendo dar uma moeda por semana para a propagação da fé. Foi em 1822 que esta associação tornou-se oficialmente a Fundação para a Propagação da Fé, obra que desempenharia um papel de primordial importância no desenvolvimento missionário francês no Século XIX (ver Missões Católicas nos Séculos XIX e XX). No fim do Século XIX, a obra já estava presente em todos os países da Cristandade.
Seriamente doente do coração, Pauline decidiu partir em peregrinação a Mugnano, ao túmulo de Santa Filomena, cujo culto era ainda controverso. Foi inicialmente recebida em Roma pelo Papa Gregório XVI perguntando-lhe se, caso retornasse curada, isto seria um milagre suficiente para fazer avançar com a causa da santa. O Soberano Pontífice respondeu-lhe que sim, convencido de que se tratava de uma moribunda e que não devia negar-lhe este consolo, como o segredou em italiano a algumas religiosas presentes.
Pauline chegou a Mugnano após uma viagem cansativa sob o calor do mês de agosto (ainda verão no hemisfério Norte). Era a véspera da festa de Santa Filomena e a multidão de peregrinos se espremia; no dia seguinte, Pauline participou da missa e comungou, e em seguida desmaiou: acharam que ela havia morrido, porém ela voltou a si e pediu que a conduzissem até o túmulo da santa, e foi então que ela ficou milagrosamente curada. O Superior do convento fez soar os sinos para anunciar a novidade, enquanto a multidão exultava de alegria. Após permanecer alguns dias em Mugnano, orando em agradecimento à graça alcançada, Pauline retornou a Roma, onde o Papa aprovou sua obra para a Propagação da Fé, dando-lhe a sua bênção papal.
Pauline morreu em 9 de janeiro de 1862 na miséria e no mais completo esquecimento, vítima de total indiferença, “desconsiderada, roubada de sua obra” (segundo Yannick Essertel). Foi enterrada no jazigo familiar, no cemitério de Loyasse; posteriormente, em 1922, seus restos mortais foram transferidos para a igreja de Saint-Nizier, onde repousam perto do altar da Virgem Maria, no transepto Sul. Seu coração se encontra guardado na igreja de São Policarpo. O Papa João XXIII declarou-a venerável em 1963.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado
  
Fontes do texto (em Francês)
·  G. Naïdenoff, Pauline Jaricot, Lyon, Mediaspaul, 1986
·  Yannick Essertel, L'aventure missionnaire Lyonnaise, Les éditions du Cerf, 2001

Link interno (em Francês)

Ver também:

Fontes :
http://fr.wikipedia.org/wiki/Pauline-Marie_Jaricot

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

São Cláudio Apolinário, o Apologista, Bispo de Hierápolis, Mártir (+180 d.C.), 08 de Janeiro


Cláudio ApolinárioBispo de Hierápolis na Frígia, foi uma das mais brilhantes luzes da Igreja do Século II. Não nos resta mais nada de seus escritos, nem história alguma de sua vida; mas o elogio que os antigos autores lhe fazem não deixam dúvidas de que ele tenha tido todas as virtudes que caracterizam os santos bispos.
Conta-se que os hereges sempre encontraram em Apolinário um temível inimigo que compunha tratados nos quais refutava seus sistemas ímpios sem dar-lhes chances de réplicas e, a fim de retirar-lhes toda possibilidade de argumentação, ele demonstrava em que filosofia cada um deles havia embasado suas crenças errôneas. O santo pastor, entristecido pelas devastações que a perseguição realizava em seu rebanho, não se contentou de gemer sozinho diante de Deus por este motivo: ele ousou defender abertamente os cristãos, uma vez que o paganismo havia jurado de aniquilar a religião. Apolinário fez uma apologia do cristianismo e endereçou-a ao imperador Marco Aurélio.

Nesta obra, ele esvaziou todos os pretextos com que os idólatras cobriam seus ataques injustos aos discípulos de Jesus Cristo; implorava, em seguida, a clemência do imperador em favor dos cristãos, lembrando-o que ele mesmo havia dito que devia às orações da legião cristã, chamada desde então de Fulminante, uma chuva abundante que havia matado a sede de seus exércitos, dando-lhes força e coragem para vencer os inimigos que estavam prontos a esmagá-los. Parece que o imperador Marco Aurélio recebeu favoravelmente esta obra, tão eloqüente quanto bem fundamentada, e que ele decidiu parar por um tempo com o furor dos inimigos da religião cristã. Há relatos de que São Cláudio Apolinário não foi mais perturbado e que governou sua Igreja em paz, até a sua morte.  
O mérito deste pontífice corajoso está em, ao mesmo tempo, ter sustentado a fé do seu rebanho e combatido sem descanso os inimigos do cristianismo.
©Evangelizo.org
Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes :