sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Santo Anastácio, Mártir (+628), 22 de Janeiro

Chosroas,  rei da Pérsia, tomou Jerusalém em 614 e nesta ocasião apoderou-se do santo Lenho da Cruz, levando-o consigo. Deus serviu-se desta circunstância para operar a salvação de muitos Persas. Um deles foi Anastácio, filho de um célebre feiticeiro. A santa Cruz de que tanto se falava excitou-lhe também a curiosidade e o desejo de vê-la. 
Sem ter a intenção de abraçar a religião de Cristo, nela se instruiu e a admiração crescia-lhe, à medida que se aprofundava nos santos mistérios. Depois de algum tempo, dirigiu-se a Hierápolis, hospedando-se em casa de um artista cristão. Este, no intuito de fazê-lo conhecer a fundo a religião cristã, convidou-o para assistir a diversas reuniões cristãs. As santas imagens, as representações dos santos mártires tocaram-lhe fundo o coração e despertaram-lhe o desejo de, como eles, um dia poder sacrificar a vida em testemunho da fé que estava prestes a abraçar.
Após longa preparação, recebeu o santo Batismo e entrou para um convento em Jerusalém. Tinha um zelo tão vivo e ardente que, em pouco tempo, entre os irmãos, era o primeiro em virtude e santidade. Tinha por leitura predileta, além da Bíblia, a história dos mártires. As lutas e vitórias, os triunfos dos heróis comoviam-no até lágrimas e cada vez mais pronunciado se lhe tornava o desejo de morrer pela fé, o que fez com que saísse do convento e se dirigisse a Cesaréia, na Palestina. Vendo entre os soldados alguns que cometiam atos vergonhosos, censurou-os energicamente. Este rigor chamou a atenção do governador, que suspeitava de Anastácio um espião e mandou-o prender. Perguntado pela religião que professava, Anastácio respondeu que tinha abandonado a magia, para ser cristão.
Não faltaram promessas e ameaças para fazê-lo renunciar à fé – Anastácio permaneceu firme. Seguiram-se então os maus tratos e verdadeiras torturas. Anastácio, porém, para tudo só tinha uma resposta: “Sou cristão, e como cristão quero morrer”.
São Justino, seu abade, sabendo dos sofrimentos que o súdito sofria por amor de Cristo, mandou que a comunidade rezasse pelo pobre perseguido, para que não lhe faltasse a graça divina. Destacou dois monges, que o deviam visitar e consolar.
Da Palestina foi Anastácio, por ordem do imperador, transportado para a Pérsia. Lá o esperava o martírio tão almejado. Chosroas envidou primeiro todos os esforços para afastá-lo da religião cristã. Ofereceu-lhe uma alta patente no exército; permitiu-lhe viver como simples monge, contanto que só verbalmente negasse a fé cristã, embora de coração continuasse fiel discípulo de Cristo: “Que mal poderia causar esta negação?  Poderá haver nisto uma ofensa a Cristo, se de coração com ele ficas unido?” Anastácio declarou que teria horror  até da sombra da hipocrisia. De novo lhe foram oferecidas colocações honrosas.
A resposta de Anastácio foi a mesma: “A pobreza do meu hábito – disse ao general – fala-te eloqüentemente do desprezo que tenho pelas vaidades do mundo. Honras e riquezas de um rei, que hoje existe e amanhã será pó, não me tentam!”  Vendo assim frustradas as tentativas , o rei recorreu à tortura. Cada dia era aplicado um novo tormento, experimentada nova provação. Anastácio, porém, preferiu sofrer a negar a fé. O dia  22 de janeiro de 628 trouxe-lhe afinal a salvação e a glória. Esgotadas a paciência e crueldade do rei, deu o mesmo ordem de enforcar e decapitar o santo mártir.
Pouco antes da morte, Anastácio tinha predito a morte do tirano Chosroas. Esta profecia realizou-se dez dias depois, quando o imperador Heráclito invadiu e conquistou a Pérsi
O corpo do Santo, que tinha sido atirado aos cães, foi por estes respeitado. Os fiéis resgataram-no e deram-lhe sepultura no convento de São Sérgio. As relíquias foram mais tarde transportadas para Constantinopla e de lá para Roma.
Santo Anastácio é padroeiro dos ourives, porque gozava da hospitalidade de um ourives, por ele instruído na religião. É invocado também em grandes tentações e em casos de possessão diabólica, porque pela aplicação das suas relíquias a um médico persa, possesso, este ficou livre da possessão.

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Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20110122&id=11695&fd=0

São Zózimo de Siracusa, Bispo, Confessor (+ 662), 21 de Janeiro

Zózimo nasceu na Sicília. Aos 7 anos, seus pais o colocaram no mosteiro de Santa Luzia, em Siracusa. Fausto, abade dessa casa, sentiu-se edificado pela virtude de Zózimo e decidiu confiar-lhe a guarda do túmulo da ilustre mártir. Esta decisão, porém, fez com que o rapaz se dispersasse e perdesse o seu fervor inicial. Ele quis rever seus pais e, assim, decidiu partir, um dia, sem pedir permissão ao abade. Surpresos em revê-lo, os pais reconduziram Zózimo ao mosteiro como se ele fosse um fugitivo. Fausto recebeu-o com grande bondade.
Na noite seguinte ao seu retorno, Zózimo teve um horrível pesadelo. Santa Lúcia lhe apareceu, reprovando-lhe sua inconstância, sua falta de fidelidade e fez com que ele refletisse sobre tudo isso. A partir desse momento, Zózimo tornou-se meditativo, humilde, zeloso; viveu 30 anos no mosteiro, sendo para todos um exemplo de constância e obediência. Com a morte de Fausto, os religiosos, segundo o costume, foram encontrar o bispo para pedir-lhe que designasse o sucessor do religioso falecido. Após examinar todos os religiosos presentes, o prelado perguntou : “Mas todos estão presentes aqui?” –  “Sim”, responderam eles. Como o bispo continuasse insistindo, eles acrescentaram: “Há ainda no mosteiro um irmão de pouca importância; ele é encarregado da guarda do túmulo de Santa Lúcia.” “Tragam-no aqui!”, disse o bispo.

 Nem bem Zózimo apresentou-se ao bispo, este, inspirado por Deus, disse: “Eis aquele que o Senhor escolheu para ser o vosso abade!” E sem mais demora, conferiu-lhe o sacerdócio.  Zózimo não tardou a justificar por que havia sido escolhido por Deus para dirigir aquele mosteiro : era dotado de sabedoria e moderação, prudência e possuía um temperamento que mesclava doçura e severidade. Não pedia que se fizesse nada que ele próprio já não tivesse feito antes nos seus quarenta anos de vida religiosa. Assim, Deus preparava Zózimo para o episcopado. Quando Pedro, sucessor do bispo João que o havia designado como abade, faleceu, o clero e o povo de Siracusa voltaram os olhos para Zózimo, embora alguns fossem favoráveis a um outro sacerdote chamado Venerando (?) que ambicionava o episcopado, enquanto Zózimo temia esse cargo. A questão foi levada a Roma, onde o Papa Teodoro se pronunciou a favor de Zózimo, sagrando-o bispo por volta do ano 647.
De volta a Siracusa, o novo bispo desempenhou todas as funções de um verdadeiro pastor com uma perfeita vigilância e uma caridade sem limites. Seu episcopado, que durou 13 anos, se passou em meio aos exercícios de penitência, à prática da pobreza, à fidelidade em pregar as santas verdades. Zózimo morreu aos 90 anos, em 30 março (alguns afirmam ter sido em 21 de janeiro) do ano 662.

Os gregos, em seus *menológios, mencionam São Zózimo em 21 de janeiro ou em 30 de março. O martirológio romano inscreveu-o na segunda data. O culto foi estabelecido em Siracusa pouco tempo depois da morte de Zózimo, quer dizer, por volta do fim do Século VII. É invocado particularmente contra a peste.

*menológio (me-no-ló-gio); s. m.: Quadro descritivo dos meses. Calendário de vidas de santos da Igreja grega, o qual corresponde ao martirológio da Igreja romana.

Bibliografia – A vida de Zózimo, escrita em grego por um autor quase contemporâneo, foi traduzida para o latim, que deu origem às Acta sanctorum, de 30 de março.

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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Beata Maria Cristina da Imaculada Conceição (Adelaide Brando), Religiosa, Fundadora (+ 1906), 20 de Janeiro

Adelaide Brando nasceu no dia 1º de maio de 1856 em Nápoles, Sul da Itália, numa família com boa situação financeira. O pai, João, homem muito respeitado, ocupava um importante cargo num Banco da cidade. Aos doze anos, na noite de Natal, ajoelhada diante do Menino Jesus, ela se consagrou a Deus com um voto de perpétua virgindade. Quando desejou ser uma Sacramentina encontrou oposição do seu pai, que depois a abençoou e permitiu que se juntasse à sua irmã Maria Pia, que já era religiosa Clarissa do mosteiro das Florentinas, em Nápoles.
Mas uma grave doença a fez regressar para casa duas vezes. Uma vez curada, em 1875, ingressou na congregação das Sacramentinas, e depois de um ano tomou o hábito e mudou o nome para o de Maria Cristina da Imaculada Conceição. Porém tornou a adoeceu e foi forçada a deixar o caminho que havia iniciado com tanto fervor.
A esta altura pôde perceber que tinha chegado o momento de criar uma família religiosa. Assim, no ano de 1878, enquanto morava no pensionato junto às Teresianas de Torre del Greco, lançou os fundamentos da Congregação das Irmãs Vítimas Expiadoras de Jesus Sacramentado que cresceu rapidamente, apesar das escassas economias e das oposições, sem falar da precária saúde da Fundadora.
Depois de ter passado por várias sedes, a comunidade, seguindo os conselhos dos seus diretores espirituais: Padre Michelangelo de Marigliano e beato Ludovico de Casoria, transferiu-se para Casoria, não muito distante de Nápoles. A nova congregação encontrou muitas dificuldades, mas conseguiu se manter com a ajuda da Divina Providência e de muitos benfeitores e sacerdotes, dentre os quais se sobressai o Padre Domenico Maglione. A congregação se enriqueceu com novos membros e casas; sempre testemunhou uma grande devoção para com a Eucaristia; e primou pelo constante empenho e cuidado na educação de meninos e meninas; carisma desta família de religiosas.
No ano de 1897, Maria Cristina emitiu os votos temporários; no dia 20 de julho de 1903 a congregação obteve a aprovação canônica da Santa Sé; e, no dia 2 de novembro do mesmo ano, a Fundadora, junto com muitas irmãs, emitiu a profissão perpétua.
Ela viveu com generosidade, com perseverança e alegria espiritual a sua consagração e assumiu o encargo de superiora geral com humildade, prudência e amabilidade, dando exemplos contínuos de fidelidade a Deus e à vocação, trilhando o caminho da santidade. No dia 20 de janeiro de 1906, entrou na Vida Eterna que sempre desejou, no Reino de Deus.
Assim como viveu, morreu, sem marcas de prodígios, mas com um semblante sereno que significava a vontade de Jesus Cristo totalmente cumprida. A congregação por ela fundada em Nápoles se espalhou pela Itália e muitos outros países, com suas filhas empenhadas hoje como ontem no árduo caminho da virtude, sendo guiadas na luminosidade do seu exemplo.
O Papa João Paulo II a beatificou em 2003, em Roma, indicando sua festa para o dia de sua morte.

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Beato Marcelo Spínola y Maestre, Bispo de Sevilla – Espanha (1835-1906), 19 de Janeiro

Beato Marcelo Spínola y Maestre (San Fernando (Cádis), 14 de janeiro de 1863 – Sevilha, 19 de janeiro de 1906) foi um religioso espanhol.
Em 29 de junho de 1856, obtém a licenciatura em Direito pela Universidade de Sevilha. Estabelece um escritório de advocacia em Huelva, servindo, gratuitamente, aos pobres e exerce a advocacia até se mudar para Sanlúcar de Barrameda, quando seu pai, comandante da Marinha, é enviado para lá.
Em 1863 recebe as ordens menores das mãos do cardeal Lastra, arcebispo de Sevilla. Pouco depois é elevado ao subdiaconato e, em 20 de setembro do mesmo ano, ao diaconato. É ordenando sacerdote em 21 de maio de 1864 em Sevilha.
Celebra sua primeira missa na Igreja de São Felipe Neri, em 3 de junho, durante as festividades do Coração de Jesus. Durante seus primeiros anos de sacerdócio é capelão da Igreja da Merced, em Sanlúcar de Barrameda.
É nomeado pelo cardeal Lastra pároco de São Lourenço de Sevilla, e exerce como tal desde 17 de março de 1871 até 28 de maio de 1879, em que o arcebispo Joaquín Lluch lhe nomeia cônego da Santa Igreja Catedral de Sevilha.
É consagrado bispo em Sevilha, em 6 de fevereiro de 1881. É nomeado por Leão XIII para a diocese de Coria, no Consistório de 10 de novembro de 1884. Ocupa a diocese desde 7 de março de 1885 a 5 de agosto de 1886. Depois é destinado bispo de Málaga de 16 de setembro de 1886 a 8 de fevereiro de 1896.
Chega a ser arcebispo de Sevilha, cargo que ocupa desde 11 de fevereiro de 1896 a 19 de janeiro de 1906, tendo sido nomeado cardeal pelo Papa Pio X no Consistório de 11 de dezembro de 1905.
Fundou a Congregação das Escravas do Divino Coração junto com a Serva de Deus, Madre Célia Méndez y Delgado.
Sua Santidade o Papa João Paulo II, em sua visita a Sevilha em 5 de novembro de 1982, orou ante seu sepulcro, que visitou expressamente.
Em comemoração ao centenário de sua morte e de sua companheira, Célia Méndez, uma tocha, nomeada de "Tocha Spínola" está percorrendo o mundo em todos os países onde está presente a Congregação das Escravas do Divino Coração. Saiu da Espanha e vai passar pela Argentina, Paraguai, Venezuela, Brasil, Equador, Filipinas, Japão e chegará em Angola, onde a congregação ainda está se instalando e iniciando a construção de seu primeiro colégio no lugar.

Ver também:

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marcelo_Sp%C3%ADnola
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Marcelo_Sp%C3%ADnola.jpg

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Santa Prisca ou Priscila, Virgem, Mártir (+Século I), 18 de Janeiro

Foi uma virgem e mártir, muito venerada em Roma. A tradição diz que ela teria sido martirizada nas primeiras execuções dos cristãos e teria sido enterrada nas catacumbas. Santa Prisca tem uma igreja no monte Aventino.
De acordo com as Atas de Prisca, Prisca (Priscila) era uma moça ainda jovem, que foi condenada à morte no  anfiteatro pelos leões, mas os dois leões que foram soltos, em vez de atacá-la, para o espanto de todos, foram lamber os seus pés. Ela então foi enviada de volta a prisão e depois decapitada. Uma águia teria ficado vigiando seu corpo até que o mesmo foi enterrado, protegendo-o de qualquer predador. Na colina onde foi enterrada,  foi-lhe dedicada uma igreja.
Na liturgia da Igreja Católica ela é mostrada como uma jovem cristã  com dois leões aos seus pés, uma espada e uma águia perto dela.

Ver também:

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20110118&id=10196&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=32322&language=PT&img=&sz=full

São Sulpício o Piedoso, Bispo de Burges – França († 647), 17 de Janeiro

São Sulpício o Piedoso (576 - 647), também chamado o Bom ou o Bondoso, foi bispo de Burges e capelão do rei Clotário II. É festejado em 17 de janeiro. 

Hagiografia

Nascido em Vatan no Berry por volta do ano 576 numa família galo-romana, Sulpício foi educado na escola do Palácio, sob a direção do arquicapelão do rei Gontran, onde permaneceu até a idade de dezesseis anos.

Criança piedosa, Sulpício amava consolar os infelizes e cuidar dos pobres; orava muito, sempre durante um longo tempo; amava restaurar as igrejas destruídas pelas guerras; e tinha uma grande eloqüência para falar sobre o Evangelho.
Em 612, o bispo Outrille de Burges, que o havia conhecido na escola do Palácio, chamou-o para perto de si e nomeou-o arquidiácono. Em 618, Sulpício tornou-se padre. O rei Clotário II deu-lhe o cargo de capelão do palácio. Após a morte de Outrille, em 624, Sulpício foi nomeado arcebispo de Burges.
Apesar de seus cargos oficiais, Sulpício passou toda a sua vida na pobreza e na austeridade, realizando inúmeras conversões e cuidando dos indigentes.[1] Vários milagres lhe são atribuídos. Seu sucessor na Sé episcopal de Burges foi São Florêncio, seu bispo auxiliar. Sulpício morreu em 17 de janeiro de 647.

Veneração
Sulpício o Piedoso deu nome à igreja de Saint Sulpice (São Sulpício) em Paris, berço dos seminários para a formação de sacerdotes. Mais de trezentas paróquias honram São Sulpício na França, na Bélgica e na Suíça, particularmente em Berry, onde cerca de vinte capelas e paróquias lhe são dedicadas.
Desde o Século XV, na paróquia de Vatan, uma capela era dedicada a « Sulpício o Piedoso » e uma peregrinação era organizada para lá todos os anos, em 27 de agosto. Esta data coincidia com a do translado das relíquias de São Sulpício para a igreja parisiense dedicada ao santo, ligada à abadia de Saint Germain des Près. Padre Olivier, pároco da mesma, deu o nome de São Sulpício à companhia dos padres para a formação do clero. Os Sulpicianos se instalaram também em Burges a partir de 1679.[2]


Ver também (em Francês)

 

Bibliografia

·  (fr) Pierre Leroy - Histoire de São Sulpício le Pieux, archevêque de Burges, et de son pèlerinage à São-Sulpício-de-Favières, Société São-Augustin, Desclée, De Brouwer & Cie, Paris, 1913.

Links externos (em Francês)

 

Fonte

· Acta Sanctorum Ordinis Sanctis Benedicti - Jean Mabillon - Paris - 1669

 

Notas

1.     fontes : Maurice de Laugardière - 1951
2.     fontes : Monseigneur Villepelet – 1968

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes :
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=55562&language=IT&img=&sz=full

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Veneração das correntes de São Pedro Apóstolo (Celebração litúrgica das Igrejas Cristãs Orientais), 16 de Janeiro

Neste dia, comemoramos e honramos as correntes do apóstolo São Pedro que as aceitou para a glória do Senhor. O apóstolo Lucas, nos Atos dos Apóstolos, nos relata: «Naquele tempo, o rei Herodes, prendeu alguns da igreja a fim de maltratá-los. Tiago, irmão de João, foi morto à espada. Ao ver que isto agradava aos judeus, decidiu também prender Pedro. Isto se sucedeu durante as Festas dos Pães Ázimos. Depois de ser capturado, Pedro foi colocado na prisão sob a vigia de quatro grupos de quatro soldados cada um. Herodes tencionava levá-lo a juízo após a Páscoa até quando ficaria preso. A igreja orava constante e fervorosamente a Deus por ele. Nas vésperas do julgamento, à noite, Pedro dormia acorrentado sob a vigia dos soldados. Também alguns guardas vigiavam a entrada da prisão. De repente apareceu um anjo do Senhor e uma luz resplandeceu na cela.  Pedro acordou ouvindo a voz do anjo que lhe dizia: ‘Ide depressa, levanta-te’. Neste momento as correntes se partiram nas mãos de Pedro.»
Estas correntes, que se partiram sob a intervenção do Arcanjo, são abençoadas e realizaram muitos milagres. Aqueles que a veneram com fé são curados de todos os tipos de doenças. E, para que fossem protegidas, eram repassadas entre os cristãos até que, muitos anos depois, os reis cristãos a guardaram na Igreja de São Pedro em Constantinopla.

Tradução e publicação neste site com permissão de: Ortodoxia.org
Trad.: Pe. Pavlos

Ver também:

Fonte :
http://www.ecclesia.com.br/synaxarion/

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

São Francisco Fernandes de Capillas, Presbítero, Mártir (+1648), 15 de Janeiro

Francisco Fernandes de Capillas nasceu em Vacherim de Campos, na Castilha Velha, em 1607. Entrou para o convento dominicano de Valladolid, foi ordenado sacerdote e exerceu seus primeiros anos de ministério sacerdotal na Espanha.
Em 1642, Francisco partiu para a China com o Padre François Diaz (que mais tarde seria canonizado juntamente com ele).  Francisco fez uma parada, inicialmente, em Fogan, onde aprendeu a língua nativa em muito pouco tempo ; em seguida, começou a percorrer as províncias e Deus abençoava seus trabalhos por meio de grandes conversões.
O mandarim de Fogan se rebelou e iniciou uma séria perseguição contra os cristãos. O imperador da China enviou um comissário a Fogan para ouvir as queixas dos pagãos e a defesa dos cristãos. A causa ficou favorável aos cristãos, o que provocou a ira dos monges budistas. Seguiu-se, então, uma violenta perseguição.
Padre Francisco de Capillas foi capturado, arrastado para a prisão, submetido às mais cruéis torturas e, finalmente, condenado à morte. Em 15 de janeiro de 1648 foi decapitado, enquanto recitava os mistérios dolorosos do Rosário, juntamente com outros cristãos condenados à morte. A firmeza que demonstrou o mártir dá coragem aos cristãos de todos os tempos para que perseverem na fé. Padre Francisco de Capillas é o protomártir (primeiro mártir) da Igreja da China.
Padre Francisco de Capillas foi beatificado no dia 2 de maio de 1909 em Roma pelo Papa Pio X e, posteriormente, canonizado em 1º de outubro de 2000, também em Roma, pelo Papa João Paulo II.

Tradução e Adaptação:
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :
http://voiemystique.free.fr/francisco_fernandes_de_capillas.htm
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48481&language=PT&img=&sz=full

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Santa Nina, Apóstola na Geórgia – Cáucaso (+Século IV), 14 de Janeiro

Jovem cristã levada cativa para a Geórgia, no Cáucaso, por volta do ano 337, Nina iniciou o processo de conversão daquele país.
As Igrejas do Oriente a celebram no dia de hoje ; a Igreja do Ocidente faz memória de Santa Nina hoje, 14 de janeiro, mas a celebra no dia 15 de dezembro. Sua vida tornou-se conhecida por intermédio do escritor eclesiástico Rufino, que deu alguns detalhes sobre a conversão da Ibéria caucasiana, no interior da atual Geórgia.
Uma jovem prisioneira cristã, Nina, cujo país de origem é até hoje desconhecido, tornou-se escrava na corte real de Mzekhéta, não muito distante de Tbilissi; a jovem, porém, guardava a sua fé cristã e não fraquejava. Mais do que uma grande beleza, era a sua incansável caridade que a fazia amada e respeitada. Tendo obtido, através de suas orações, a cura de uma criança, Nina foi chamada para junto da rainha Nana que estava morrendo. Ela conseguiu, da mesma forma, salvar a vida da soberana. Quando o rei Miriano quis recompensá-la, ela disse que preferia que ele se convertesse ao cristianismo. O rei, inicialmente, deixou a rainha aos cuidados de Nina e, após algum tempo, solicitou ao arcebispo de Constantinopla que lhe enviasse um bispo para evangelizar o seu reino.
Santa Nina retirou-se para a região de Bobde onde, por volta do Século IV, foi construída uma catedral. Em Mzekhéta, um pequeno oratório nos lembra, ainda hoje, este batismo da Geórgia.

Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado

Ver também:

Fontes :

Beato Bernon de Cluny, Primeiro Abade de Cluny (+ 927), 13 de Janeiro

Bernon nasceu em La Baume, na Borgonha (França), por volta do ano 850 (Século IX). Tornou-se monge por volta do ano 880, no mosteiro beneditino de Saint-Martin d'Autun[1]. Fundou em 890 o mosteiro de Gigny (Jura). Foi nomeado abade dos mosteiros de Beaume-les-Messieurs e de Gigny, onde procurou restaurar a antiga observância da regra beneditina, desvirtuada com o passar do tempo. Em 895, obteve a proteção direta do Papa para a sua abadia, garantindo assim a independência dos poderes políticos.  
Em 909 Guilherme I o Piedoso, duque de Aquitânia, confiou a Bernon a fundação da Abadia de Cluny em suas terras, concedendo-lhe a villa de Cluny para ali fundar um mosteiro, pois as invasões bárbaras haviam expulsado os monges das margens do rio Loire. Em 2 de setembro de 910, Bernon fundou a Abadia de Cluny com o priorato independente de Gigny, onde doze monges seguiam a Regra de São Bento de Núrsia reformada por Bento de Aniane. Na carta de fundação, foi estipulado que “os monges do futuro mosteiro, submetidos à Regra de São Bento (de Núrsia), buscariam para sempre as maravilhas de uma conversa com o Céu.” A tradição conta que seis monges vieram de Gigny e os outros seis, de Beaume.
Bernon contribuiu para difundir a reforma monástica de Cluny a outras abadias e paróquias, como a de Souvigny. Renunciou ao cargo em 926, repartindo as abadias que estavam sob sua responsabilidade entre seu sobrinho Vidon e seu discípulo Odon de Cluny. Bernon morreu em Cluny em 13 de janeiro de 927.

Notas

1.     Marcel Pacaut, Les ordres religieux au Moyen âge, Nathan, 1970, p.54
2.     Jean Richard (Dir.) Histoire de la Bourgogne, Éditions Privat, 1988 (ISBN 2-7089-1680-7)

Bibliografia


Tradução e Adaptação :
Gisèle do Prado

Ver também :

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=FR&module=saintfeast&localdate=20110113&id=1174&fd=0
http://fr.wikipedia.org/wiki/Bernon_%28abb%C3%A9_de_Cluny%29
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/a/af/Abbaye_de_cluny.jpg
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/00/Panorama_Abbaye_de_Cluny.jpg