segunda-feira, 27 de julho de 2009

Santa Natália e Companheiros, Mártires (+ 852), 27 de Julho



Estes santos sofreram o martírio durante a perseguição muçulmana, em 852. Natália, ou Sabagota, como era chamada, havia-se convertido à fé cristã juntamente com o marido, Aurélio. Félix e Liliana eram seus parentes. Todos viviam a fé na clandestinidade até que foram descobertos e presos.
Contam que, certo dia, Santo Aurélio presenciou um espetáculo humilhante em que um cristão amarrado a um jumento, com a cara voltada para a cauda do animal, era conduzido debaixo de grande gritaria ao lugar da execução. A partir daquele momento, professou abertamente sua fé. Pressentindo que chegava a sua hora, distribuiu os bens aos pobres e necessitados. Félix e Liliana fizeram o mesmo. Presos, bem como Jorge, que era monge, foram todos condenados à morte.

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domingo, 26 de julho de 2009

Santa Ana e São Joaquim, Pais de Nossa Senhora, Avós de Jesus Cristo, 26 de Julho



Uma tradição do Século II afirma que os pais de Nossa Senhora, e avós de Jesus, chamavam-se Joaquim e Ana. Conforme uma lenda da Idade Média, Joaquim e Ana viviam humilhados porque não tinham filhos. Eram estéreis. Joaquim dirigiu-se então para o deserto, e ali passou 40 dias em jejum e oração. Ao terminar os 40 dias, apareceu-lhe um anjo anunciando que teriam um filho. De fato, nasceu-lhes uma filha, à qual deram o nome de Maria.
A devoção a Santa Ana ou Sant'Ana remonta ao Século VI, no Oriente. No Ocidente data de Século X. A devoção a São Joaquim é mais recente.
Fontes:

sábado, 25 de julho de 2009

São Tiago Maior, Apóstolo, Mártir / São Cristóvão, Mártir, Padroeiro dos Motoristas e Viajantes, 25 de Julho


Tiago (o Maior), filho de Zebedeu e de Salomé, era irmão do evangelista São João. Seu pai estava presente quando os dois irmãos, dentro de em um barco no lago de Genesaré, receberam o pedido de Jesus para O acompanharem: “Eles abandonaram o barco e seu pai, e seguiram-No”, demonstrando vontade decidida e índole forte. Talvez por isso tenham recebido, de Jesus, o apelido de "Boanerges", ou “filhos do trovão”.
Como os outros discípulos, Tiago foi perseguido pelas autoridades judaicas e preso. No seu cárcere, sofreu todo tipo de tortura e flagelo. Mesmo assim, sentia muito orgulho de estar sendo torturado por amor a Jesus.
Segundo uma tradição, o apóstolo Tiago teria sido o primeiro evangelizador da Espanha e as suas relíquias teriam sido levadas para Compostela, uma das metas mais procuradas pelos peregrinos na Europa.





SÃO CRISTÓVÃO
Cristóvão (Christopher) vem do grego Christo-phoros e significa "carregador de Cristo". Viveu em 251 d.C. e é o patrono dos viajantes e é um dos "Quatorze Santos Ajudantes" que apareceram para Santa Joana D’Arc. Um mártir, São Cristóvão chamado Kester morreu em Lycia ,na Ásia Menor (atualmente Turquia). Diz a tradição que ele era um homem muito forte que ajudava as pessoas a cruzarem o rio. Um dia um menino pediu para ajudá-lo e São Cristóvão colocou-o nos ombros e começou a atravessar o rio. A cada passo a criança ficava mais pesada e São Cristóvão se esforçava ao máximo para salvar o menino. São Cristovão disse a criança que estava muito difícil e que parecia estar carregando o mundo! E a criança respondeu:" Não fique surpreso! Você está carregando o mundo, você carrega o Criador do mundo nos ombros!" O menino era Jesus! Por isso São Cristovão é invocado por todos antes de fazerem uma jornada. Raramente se vê um taxi ou ônibus sem a medalhinha de São Cristovão em algum lugar do painel.
As suas relíquias estão em Roma e Paris. Ele é invocado contra acidentes. Em algumas cidades é costume os motoristas levarem seus veículos para serem bentos no dia 25 de julho na igreja de São Cristóvão. Existe uma tradição antiga, que diz que quem olhasse a imagem de São Cristovão, passaria aquele dia sem qualquer dano. Daí a grande quantidade de imagens e pinturas de São Cristovão nas Igrejas, lojas e residências.
Sua festa é celebrada no dia 25 de julho.
N.A.: A existência de um mártir chamado São Cristóvão não pode ser negada visto ter sido suficientemente provada pelo jesuíta Nicholas Serarius em seu tratado sobre "Ladainhas" "Litenutici" (Cologne 1609) e por Molanus em sua historia de pinturas sagradas "De Picturis et imaginibus sacris"(Louvain 1570). Existe uma pequena igreja dedicada ao mártir São Cristóvão onde o corpo de São Remigius de Reims foi enterrado 532 (Acta SS, 1º outubro 161).
O Papa São Gregório, o Magno, grande estudioso dos santos, refere-se a um monastério a São Cristóvão (Eppx 33). O Breviário e o Missal Mozarábico, revisado e indicado por São Isidoro de Sevilha, contem um ofício especial em honra de São Cristovão. Em 1386 uma irmandade foi fundada sob o patrocínio de São Cristóvão no Tirol, Vorarlberg para guiar os viajantes em Arlberg. Em 1517 a Sociedade de São Cristóvão foi fundada em Caryntia, Styria na Saxônia e em Munique.
Grande veneração popular ao santo é encontrada em Veneza e as margens do Danúbio, Reno e outros rios onde as enchentes causam freqüentes danos. Moedas com a sua imagem são cunhados em Wurzburg, em Wurtemberg e na Bohemia. Estátuas do santo são colocadas à entrada de igrejas, de pontes, túneis e sua medalha é encontrada nos veículos em geral.

Fontes:

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Beatas Maria Pilar, Teresa e Maria Ângeles, Religiosas, Mártires, 24 de Julho



Maria Pilar de São Francisco de Borja (nascida em Tarazona, Espanha, no dia 30 de dezembro de 1877), Teresa do Menino Jesus e de São João da Cruz (nascida em Mochales no dia 5 de março de 1909) e Maria Ángeles de São José (nascida em Getafe no dia 6 de março de 1905), carmelitas descalças do mosteiro de São José de Guadalajara (Espanha), sofreram o martírio no dia 24 de julho de 1936, depois de terem confessado a sua fé em Cristo Rei e de terem oferecido as suas vidas pela Igreja.
São as primícias dos inumeráveis mártires da Guerra Civil Espanhola de 1936-1939. Foram beatificadas por João Paulo II no dia 29 de março de 1987.

Fontes:

Santa Brígida da Suécia, Religiosa, Mística, Patrona da Europa / Beato Nicéforo Diez Tejerina e 25 Companheiros Mártires de Daimiel, 23 de Julho


Santa Brígida da Suécia


Nasceu em Finstad, perto de Upsala, na Suécia, em 1303, e morreu em Roma, em 1373. Foi contemporânea de Santa Catarina de Sena.
Aos 13 anos, em 1316, casou-se com o príncipe de Nreícia, Wulfom. Foram pais de oito filhos, entre eles uma santa: Catarina. Fundaram um hospital e eles próprios (Santa Brígida e seu marido), cuidavam dos doentes.
Em 1344, ficou viúva e recolheu-se a um mosteiro. Em 1346, fundou um mosteiro em Vadstena. Levava vida austera, chegando a mendigar às portas das igrejas. Uns dez anos antes de morrer, fundou a Ordem de São Salvador (brigidinas), da qual, mais tarde, sua filha, Santa Catarina da Suécia, viria a ser a prioresa. Em 1372, partiu em companhia da filha, Catarina, e de dois filhos, para a Terra Santa.
Foi uma grande mística, cujas experiências de Deus, suas Revelações, publicadas em livro, são a maior prova de seu profundo amor a Jesus e da solidez de sua espiritualidade. Brígida é uma das místicas mais conhecidas nos séculos XIV e XV.
Com Santa Catarina de Sena e Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein), foi proclamada por João Paulo II como patrona da Europa.


Beato Nicéforo Diez Tejerina e 25 Companheiros Mártires de Daimiel

Os 25 Passionistas da comunidade de Daimiel (Ciudad Real – Espanha), entre eles jovens estudantes e religiosos, guiados pelo seu Provincial, Nicéforo Diez Tejerina, foram arrancados violentamente do convento, morrendo fuzilados por confessarem a sua fé cristã, divididos por vários grupos e lugares durante os meses de Julho, Agosto e Setembro de 1936, nos inícios da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Foram proclamados beatos por João Paulo II em 1989.

Fontes:

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Santa Maria Madalena, Apóstola de Cristo, 22 de Julho


Noli Me Tangere, Tiziano Vecellio, por volta de 1514


Muito mais do que "pecadora arrependida", figura que lhe foi impingida ao longo dos séculos pela Igreja, Maria Madalena é a representação da discípula forte, da mulher que, num determinado momento de sua vida, enxerga à sua frente novas perspectivas para a sua existência. Ela entende que seu mundo é muito maior do que simplesmente aquele "paraíso" ao qual havia sido destinada: casa, marido, filhos, tarefas domésticas etc. etc.
Não que o lar não possa ser um paraíso. Porém, para algumas mulheres, o paraíso pode realmente estar muito além. Pelo que consta, o paraíso de Maria de Magdala realmente estava muito além disso. O paraíso dela estava todo em Jesus. Não importa que tipo de vida ela levou antes de encontrar o Mestre. Ele não se preocupa mais com isso. Importa a vida inteira que ela tem a Lhe oferecer a partir de agora, a partir deste encontro em que o Amor falou mais alto.
Ao encontrá-Lo, Madalena descobriu que as fronteiras de seu mundo eram muito mais amplas do que ela havia imaginado. Prova disso é que, após a Ressurreição de Cristo, ela parte em viagem para muito, muito longe. Segundo consta, ela chegou até a costa Sul da França, na região de Provence-Alpes-Côte d’Azur, onde evangelizou a população local. Lá está o seu túmulo, guardado por monges dominicanos, sendo o terceiro mais importante túmulo da cristandade.
Quando pensamos em Maria Madalena, a primeira coisa que nos vem à cabeça é a "pecadora arrependida". Como todos nós, ela era pecadora. Todos nós deveríamos nos lembrar de nos arrependermos de nossos erros, sempre. Deveríamos também pensar em Maria Madalena como a grande apóstola a quem o próprio Jesus concedeu a honra de ser a primeira a encontrá-Lo ressuscitado. Por que será que Ele tomou esta decisão? Provavelmente por ela ser, justamente, uma "pecadora arrependida".

Gisele Pimentel
gisele.pimentel@gmail.com

Fonte:

terça-feira, 21 de julho de 2009

São Lourenço de Brindisi, Religioso, Doutor da Igreja (1539-1619), 21 de Julho

        Desde criança, Lourenço, batizado Julio Cesar Rossi, demonstrava uma aptidão especial para o estudo, aprendendo com facilidade, sobretudo os idiomas. Sua mãe incentivava seus estudos e quando a região de Brindisi, onde viviam, foi ameaçada de invasão, enviou o menino a Verona para ser educado por um tio. Pouco tempo depois, ingressou em um convento dos capuchinhos e adotava o nome de Lourenço.
Conhecedor de teologia, filosofia e muitos idiomas, teve um papel decisivo na conquista de novos cristãos e no combate ao luteranismo, na Alemanha. Participou de várias batalhas, às quais comparecia sempre à frente dos soldados segurando apenas um crucifixo.
Fundou também muitos mosteiros em Praga e em Viena. Trabalhou diretamente com o Papa Paulo V, atuando como diplomata na resolução de conflitos políticos e religiosos, buscando sempre a paz entre as cortes européias. Lourenço foi morto em uma viagem de trabalho, quando tentava resgatar a paz para a cidade de Nápoles.

Santificando minha vida:
Lourenço foi um homem que dedicou sua capacidade de trabalho à promoção da paz. O meu trabalho é promotor da paz e da melhoria de vida daqueles que estão comigo?

Fontes:

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Elias, Profeta, Séc. IX a.C., 20 de Julho - Dia do Amigo



O profeta Elias nasceu em Tisbé e foi contemporâneo do rei Acab e da rainha Jezabel. E morreu depois deles, julgando-se que ainda vivia no ano 850 antes de Cristo. Mas pouco mais se sabe. A sua memória perdurou como a de um homem de Deus.
«Então surgiu um profeta como um fogo cujas palavras era um forno aceso» (Ecle. 48,1). O profeta é Elias. A Ordem do Carmo reconhece-o como seu pai e inspirador espiritual. Na verdade o primeiro grupo de Carmelitas ao fixar-se no Monte Carmelo escolheu viver no lugar junto à fonte de Elias. Este lugar forneceu o nome ao grupo – Carmelitas – e marcou profundamente o seu carisma. Elias, porém não foi um legislador ou organizador, não foi um chefe com inclinações para estruturar fosse o que fosse. Não escreveu nada sobre oração, não o vemos a passar longas horas em oração (embora certamente as tenha passado). Porém, o seu amor aos lugares solitários fez com que os habitasse e os enchesse de sentido com a sua presença de homem de Deus. No Carmelo um homem de Deus – Elias –, viveu apenas para Deus porque a única ocupação que vale a pena é contemplar a beleza de Deus.
Para o peregrino que visitava a Terra Santa, o Monte Carmelo era o lugar onde Elias vivera. Elias escolhera a Montanha do Carmelo para, no silêncio e na solidão, saborear a presença de Deus; aí levou uma vida eremítica e travou uma grande e decisivo duelo contra os profetas de Baal, que levavam o povo de Israel à idolatria. No ponto mais alto do monte Elias venceu o desafio e provou aos israelitas (rei incluído) que Jahvé, o Senhor Deus, é o único e verdadeiro Deus.
Elias é líder espiritual, mas essencialmente é um profeta e um homem de Deus. As suas primeiras palavras são como que um grito de guerra que saem da sua boca para afirmar: «Vive Deus!». Ao escolher viver no Monte Carmelo, nas proximidades da fonte de Elias, os Carmelitas exprimiam o desejo de imitar o Profeta, pois também eles desejam adorar o único Deus verdadeiro e mostrá-lo ao povo. O nome Elias significa «Deus é meu o Senho». A sua fé no único Deus – fé amadurecida na provação – impressionou muitíssimas gerações de homens e mulheres crentes. Na Sagrada Escritura o profeta Elias aparece como o homem que caminha sempre na presença de Deus...
O seu lema era «ardo de zelo pelo Senhor Deus dos exércitos».

Fontes:

sábado, 18 de julho de 2009

Santo Arsênio, Eremita (Século V), 19 de Julho



Santo Arsênio nasceu em Roma, por volta do ano de 354, de nobre família de senadores. O imperador Teodósio quis que ele viesse para Constantinopla, confiando-lhe a educação de seus filhos, Arcádio e Honório. Ali Arsênio permaneceu durante 11 anos, até aproximadamente 394, tendo pedido a exoneração do cargo para se retirar no deserto egípcio, depois de uma profunda crise espiritual.
A vida eremítica tem em Santo Antão abade o exemplo mais imitado e mais popular. Alguns cristãos empreendiam longas e desconfortáveis peregrinações para ter colóquios com um destes anacoretas iluminados: entre eles está Santo Arsênio, eremita no Egito e um dos mais célebres pais do deserto. Diz-se que o santo anacoreta não gostava de interromper a rígida observância do silêncio nem com um peregrino que viesse de longe.
Santo Arsênio morreu entre 434 e 450 em Troe, perto de Mênfis.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090719&id=11570&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=39868&language=PT&img=&sz=full

Beato Bartolomeu dos Mártires, Arcebispo (+1590), 18 de Julho



Nasceu em Lisboa (nos arredores dos Mártires), em maio de 1514 e entrou para a ordem dominicana com apenas 14 anos. Foi feito arcebispo de Braga em 1559. Entre 1561 e 1563, participou do Concílio de Trento. Resignou em 1582, tendo-se recolhido ao Convento de Santa Cruz, em Viana do Castelo, onde morreria em 1590.
Eis um trecho do discurso de João Paulo II no dia da sua beatificação: "O Beato Bartolomeu dos Mártires, dominicano por vocação e ideal de vida, ardia de zelo pela causa de Deus, que é a salvação dos homens, iluminando-lhes o caminho com o Evangelho. Fiel à norma apostólica, 'entrega-se assiduamente à oração e ao serviço da palavra' (cf. At 6, 4), arrastando consigo o clero: promove a sua formação permanente, ao seu alcance põe meios para pregar ao povo e funda o Seminário para preparar dignamente os futuros sacerdotes.
O Seminário era apenas uma das medidas da reforma preconizada pelo Concílio de Trento, a cuja realização o Beato Arcebispo se consagrou de alma e coração, não sem obstáculos, alguns com ressonância em Roma. O Papa Pio IV assim respondeu, falando de Dom Frei Bartolomeu: ‘Tal satisfação nos deu, no tempo que participou no Concílio, com a sua bondade, religião e devoção, que o ficamos tendo em grande conta, com tamanho conceito da sua honra e virtude que não poderão alterá-lo queixumes de ninguém" (Carta ao rei de Portugal, Cardeal Dom Henrique). Ontem pude assinalar, com o ato da sua beatificação, estes sentimentos do meu Predecessor.
Saúdo a Igreja de Lisboa, que lhe deu o berço, e a de Viana do Castelo, que o acolheu nos seus últimos anos e conserva a relíquia venerável do seu corpo; saúdo a Arquidiocese bracarense na sua extensão de então e Portugal inteiro, que ele serviu e amou, sobretudo na pessoa dos pobres.’"

Fontes:

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Santa Felicidade e seus sete filhos, Mártires (+162), 10 de Julho



Felicidade foi martirizada em Roma durante o reinado de Marco Aurélio, depois de ter animado e exortado ao martírio seus sete filhos, Januário, Félix, Filipe, Silvano, Alexandre, Vital e Marcial.
A respeito da heróica matrona, assim escreveu Pedro Crisólogo: "No meio dos cadáveres mutilados e sangrentos daquelas ofertas queridas, passava mais alegre do que antigamente ao lado dos seus berços, porque via com os olhos da fé uma palma em cada ferida, em cada suplício uma recompensa e sobre cada vítima uma coroa."

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20100710&id=11542&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=48095&language=PT&img=&sz=full

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus (Madre Paulina), 09 de Julho



Seu nome de batismo era Amábile Lúcia Visintainer. Nasceu no norte da Itália, em 1865, e com dez anos acompanhou seus pais, que emigraram para o Brasil e se instalaram no Estado de Santa Catarina.
Fundou, com finalidades educativas e assistenciais, a Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, da qual foi eleita superiora geral vitalícia. 
Anos depois, em São Paulo, para onde se havia transferido a casa-mãe da congregação, foi injusta e precipitadamente punida pelo arcebispo de São Paulo, que a demitiu das funções de superiora e a proibiu de, no futuro, exercer qualquer cargo de mando na Congregação. Aceitou com virtude heróica essa punição abusiva e irregular do ponto de vista do Direito Canônico, e passou mais de trinta anos como simples religiosa, modelo de obediência e humildade, sem nunca exercer qualquer função diretiva na obra da qual era fundadora.
Faleceu pronunciando o que sempre foi o lema de sua vida: "Faça-se a vontade de Deus!" Foi beatificada por João Paulo II, em 1991.

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090709&id=10697&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=32595&language=PT&img=&sz=full

Santos Áquila e Priscila, Esposos, Discípulos de São Paulo, Mártires, 08 de Julho

Santo Áquila e Santa Priscila moravam em Corinto e eram casados. Paulo encontrou-se com eles e ficou morando e trabalhando com o casal na fabricação de tendas. Eram originários do Ponto, e foram para Corinto quando os hebreus foram expulsos de Roma por Cláudio (41-54). Em Atos dos Apóstolos 18, temos a informação que Áquila e Priscila acompanharam Paulo a Éfeso e ali instruíram na fé em Jesus Cristo. 
Arriscaram a própria vida para salvar São Paulo, conforme está escrito na Epístola aos Romanos 16, 3s.: "Saudai Priscila e Áquila, meus colaboradores em Cristo Jesus, que para salvar minha vida expuseram suas cabeças. Não somente eu lhes devo gratidão, mas também todas as igrejas da gentilidade. Saudai também a Igreja que se reúne em sua casa."

Fontes:
http://www.evangelhoquotidiano.org/main.php?language=PT&module=saintfeast&localdate=20090708&id=11565&fd=0
http://www.evangelhoquotidiano.org/zoom_img.php?frame=40006&language=PT&img=&sz=full

Beata Maria Romero Meneses, Religiosa (+1977), 07 de Julho


Maria Romero Meneses nasceu a 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua e pertencia a uma família católica, cujas raízes eram espanholas . Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos. Ela recebeu uma sólida formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura, possuindo um raro talento para as artes.
Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disto, incluiu nas suas atividades educativas a catequese ministrada aos jovens da periferia da capital de São José. Passados três anos, Maria Romero deu vida à outra maneira de evangelização, socorria as famílias pobres e marginalizadas, contando para isto com a caridade vinda das famílias mais ricas.
Em 1961, ela, sempre sensível ao "grito dos pobres", iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos. Esta iniciativa foi apenas a abertura para muitas outras obras, todas direcionadas à população mais sofrida, até finalizar com a fundação das Obras Sociais de Maria Auxiliadora.
Com a autorização do Bispo, quatro anos depois, começou uma série de exercícios espirituais destinados às várias categorias: jovens, benfeitores das Obras e mães de família que, com os seus filhos, não raro doentes, alí recebiam a assistência médica gratuita. Contando com a colaboração e a disponibilidade de alguns médicos e enfermeiros de boa vontade, em 1966, fundaram um Hospital de Clínicas Gerais, destinado ao atendimento de toda a comunidade, mas beneficiando especialmente os pobres.
Autorizada pelo arcebispo de São José e com a aprovação da sua Superiora, em 1973, mobilizou-se e conseguiu um grande terreno e a construção de um número ainda maior de casas destinadas aos desabrigados das periferias. Atualmente, o local se tornou a cidade de Santa Maria, em homenagem a sua fundadora.
Outro dom que Maria Romero possuía era o do conselho, que ela não negava à ninguém. Houve uma comoção muito forte em todo o país, ao ser noticiada sua morte no dia 07 de julho de 1977, ocorrida subitamente quando regressava de um descanso na Nicarágua.
O governo da Costa Rica a declarou "cidadã honorária da nação". O Papa João Paulo II, beatificou Irmã Maria Romero Meneses em 2000. Ela é venerada no dia de seu falecimento e suas relíquias estão sepultadas na igreja de São José da Costa Rica.

Fontes:
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=SANTODIA&id=scd0188

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Santa Maria Goretti ou Marieta, Mártir, 06 de Julho


Santa Maria Goretti, ou Marieta, como também era chamada, foi uma daquelas pessoas que morreram pelo fato de não quererem trair suas próprias convicções. Nascida na cidade de Corinaldo, província de Ancona, Itália, Maria Goretti e sua família foram obrigados a mudar-se para o inóspito Agro Pontino, na localidade de Ferrieri di Conca, em busca de trabalho. Seus pais trabalhavam na lavoura, enquanto Maria cuidava dos seus quatro irmãos mais novos.
Pouco tempo depois, quando a menina tinha apenas dez anos, seu pai morreu de uma doença grave. Sua mãe, Assunta, trabalhava duramente no campo para ganhar o sustento da casa. Além de cuidar da casa e dos irmãos, Maria aproveitava o tempo que lhe restava para correr até a Igreja mais próxima e aprender o catecismo. Aos doze anos, num domingo de maio, pode fazer a primeira comunhão. Apesar de ter somente doze anos, Maria Goretti era muito crescida, o que chamou a atenção de um jovem garoto de 18 anos, Alexandre Serenelli. Um dia, aproveitando um momento em que Maria estava sozinha com sua irmã mais nova, Alexandre procurou seduzi-la. Diante da resistência da jovem menina, Alexandre apunhalou-a com vários golpes.
Goretti foi transportada ao hospital e, antes de morrer, perdoou seu assassino com as seguintes palavras: "Por amor a Jesus eu o perdôo, e quero que venha comigo para o paraíso". Alexandre foi condenado a trabalhos forçados até os 27 anos, altura em que foi absolvido por boa conduta. Ele conta ter tido uma visão da pequena mártir, que o fez mudar de vida. Maria Goretti foi canonizada em 1950.

Fontes:

sábado, 4 de julho de 2009

Santo Antônio Maria Zacarias, Presbítero, Fundador, 5 de Julho

Nasceu em Cremona, por volta de 1502. Sua mãe tinha 18 anos quando ficou viúva. Embora rico, vestia-se com modéstia e escolheu a profissão de médico para ficar mais perto da gente humilde e servir o povo. Em 1528, com 26 anos, abandonou a medicina e fez-se sacerdote. Partiu para Milão e, com a ajuda de dois amigos, Tiago Morigia e Bartolomeu Ferrari, fundou a congregação dos Clérigos Regulares de São Paulo.
Os "Barnabitas", assim chamados porque residiam junto à igreja de São Barnabé, em Milão, obedeciam a uma Regra e professavam os votos religiosos. Mas não se consideravam monges nem frades. O seu carisma específico era evangelizar e administrar os sacramentos, promovendo a reforma do clero e dos leigos.
Com a ajuda de Luísa Torelli, Condessa de Guastalla, surgiu a congregação feminina das Angélicas, para a reforma dos mosteiros femininos. Santo Antônio Maria Zacarias ajudou na preparação do Concílio de Trento, cuja influência ainda persiste na Igreja de nossos dias. Foi também promotor da devoção à Eucaristia e da adoração ao Santíssimo Sacramento. Morreu em 1539, aos 37 anos, na mesma casa onde tinha nascido, tendo a seu lado sua mãe.

Fontes:

Santa Isabel de Portugal, Rainha (+1336), 4 de Julho


Filha do rei Dom Pedro II de Aragão e da rainha Dona Constança. Pensa-se que tenha nascido em princípios de 1270. Em Barcelona? Não sabemos ao certo.
Casou-se em 1282 com Dom Dinis, rei de Portugal. Neta de Jaime I, o Conquistador, bisneta de Frederico II da Alemanha, deles herdou a energia tenaz e a força de alma. Mas caracterizava-se principalmente pela bondade imensa e pelo espírito equilibrado e justo de Santa Isabel da Hungria, sua parente próxima. Era mulher cheia de doçura e de bondade. Gostava da vida interior e do trabalho silencioso, jejuava dias sem conta ao longo do ano, comovia-se com os que erravam, rezava utilizando o Livro de Horas, cosia e fazia bordados na companhia das damas e distribuía esmolas aos necessitados.
Aos 20 anos foi mãe de Dom Afonso IV, o Bravo, que foi a sua cruz. Caso único na 1ª dinastia portuguesa, a vida deste homem foi pura e nisto se vê influência de sua mãe.
Era discreta esta jovem rainha, que obrigava o filho a obedecer ao pai (ele era o rei), que fingia ignorar as andanças do rei e que criava os seus filhos ilegítimos. Na política peninsular de então, o seu poder moderador fez-se sentir profundamente. Serviu de juíza nas rixas entre Dom Dinis, seu irmão e seu turbulento filho.
Após a morte de Dom Dinis, vestiu o hábito de Santa Clara. Construiu mosteiros e hospitais. Morreu em Estremoz a 4 de julho de 1336. Foi canonizada a 25 de maio de 1625 pelo papa Urbano VIII. Portugal venera-a com a antonomásia de Rainha Santa.

Fontes: